E aí [Aplausos] E aí [Música] E aí eu comecei a pintar sob influência desse universo Barroco né do Barroco religioso e o Barroco ele tem essa presença né da carnalidade da ferida né a encenação dessa questão né do corpo da exacerbação né da do martírio e tudo mais então tem toda essa questão teatral que sempre permeou o meu trabalho fora isso como eu sempre utilizei muita materialidade sobre suporte muita tinta e eu sempre usei tinta óleo e eu não tava aqui dentro continuava molhado né aquela superfície ela fica trabalhando E aí fui essa experiência de
cortar e ter aquela experiência de que essa camada por cima ela parece uma pele real Eu exijo encontrar essa carnalidade fresca por de baixo imediatamente eu associei isso essa questão não é Barroca do drama do corte e da ferida também eu tava me referindo né um pouco ao Barroco no sentido de uma arte da catequese Né de uma arte da persuasão feita por um projeto né colonial de dominação E aí eu acho que a questão do corte também trouxe toda essa violência né para esse tema E aí [Música] e o próprio prédio da Pinacoteca lembra
um pouco esse território né de ruína não acabado então aqui no octógono tem a presença dessas colunas ruína é Tem dois trabalhos que foram feitos especialmente para cá que se chamou moedor seria esse grande moedor ele tem um lado uma Face que ele é azul mas o outro lado ele é verde amarelo esses trabalhos eles falam de uma falência de um projeto também de país né as colunas que deveriam sustentar as construções né aquelas expõe a fragilidade né desse projeto e desses corpos e e essa exposição ela contempla mais de 30 anos de trabalho eu
trabalho muito com essa ideia de ruptura né cada série parece que eu sou um artista diferente por exemplo tem essa série do trabalho tinta de polvo né onde eu saio do suporte da pintura onde eu paro de pintar Mas eu continuo falando de pintura Então esse trabalho ele é a construção de um objeto um trabalho sobre pintura mas não uma pintura essas trabalhos das séries das almas também são trabalhos onde a minha pintura deixa de apresentar uma narrativa histórica tão Evidente né para lidar com questões mais tradicionais da pintura né Assim como geometria o perspectiva
cor todas as pessoas que eu já tinha feito com esse caráter mais panorâmico né da obra eu não inclui os trabalhos dos anos 80 e pinturas dos anos 80 Quando eu via elas no final dos anos 90 o mesmo no início dos anos2000 Eu costumava achavas um pouco mais anacrônica nos anos 90 para instalação os trabalhos das indicar a terra assim conceitual eram era um trabalho que estavam mais em voga hoje em dia eu vejo que a pintura voltou com força total né entre os artistas jovens e tudo mais e eu vejo que essa pintura
nos anos 80 volta a surpreender é muito nela ela se tornou uma pintura muito próxima da pintura que se faz atualmente Então eu acho que é engraçado observar e se sabe ao longo do tempo E aí [Música] [Música] E aí E aí