cuidados paliativos chegou na vida dos últimos três meses na mina mas foi transformador é eu falo que ela ajudou do a ressignificar a morte e ajudou a que significa vida dele é uma das maiores provas de amor que alguém pode ter com alguém e colocar a pessoa cuidado paliativo porque você vai votar por tirá-lo do sofrimento e não vou mantê lo vivo independente de vida ou morte a gente vai lidar com tudo aquilo que a gente vai passar de forma digna é com um alívio do sofrimento e alívio dos sintomas isso muda tanto a vida
das pessoas as pessoas se sentem tão respeitada são considerados e é interessante o efeito quase mágico que isso tem ela ainda vista pessoal não é mais vista como alguém que já tá indo a gente ainda vai saciar seus desejos a gente ainda vai olhar pra você então isso faz toda a diferença na vontade da pessoa de continuar vivendo e dela ir em paz [Música] [Música] já falei aqui eu seria uma competência que o profissional de saúde desenvolve para cuidar do sofrimento é a definição é é dada pela organização mundial da saúde em 2002 a oms
redefiniu cuidar para arquivo com ela nesses com esse sentido que é 11 uma abordagem para cuidar do sofrimento de quem tem uma doença grave [Música] nós vemos os cuidados paliativos com uma área de atuação dentro da prática médica é a área de atuação porque ela tem uma interface com algumas especialidades médicas para pediatria clínica médica com a gerontologia quando elogia razão pela qual ela é conceituada ainda não como uma especialidade médica mas com uma área de atuação não cuidado paliativo nosso objetivo não é apenas a parte física com nas outras áreas da medicina né mas
também espiritual psicológica social e emocional quando a gente trabalha com uma pessoa doente a gente trabalhe em equipe uma equipe muito profissional muitos olhares muita delicadeza muita aproximação com essa pessoa ou seja eu não tô ali para tratar com a doença mas eu tô pra cuidar de você a qualidade de vida mesmo vai-se esporte aliviar o sofrimento é cuidar na sua máxima essência é prolongar as vezes vida do paciente também né e prolongar da melhor forma possível né eu acho que principalmente transformando o paciente que o protagonista então é que vai dizer isso pra gente
ele que vai dizer o que precisa naquela hora naquele momento com nós podemos fazer por esse momento ser melhor então algumas vezes você sintomas físicos que ele precisa que sejam diminuídos melhorados a outras vezes ele quer um contato com um familiar distante outras vezes eles só que a gente fica ali do lado eu me lembro muito de um caso onde eu tava pensando muito sobre como modificar o tratamento é atingir um objetivo e depois de conversar com o paciente com a família e explicar o que fazer o paliativismo chegou pra mim sabe nunca conheceu paciente
quer fazer fiquei a manhã e seu regente não está em pista impedindo que ele vá ao banheiro então é na verdade e colocou o oeste todos os profissionais o trabalho conjunto coloca o paciente uma série de cuidados [Música] candinha que a constituição fala que a saúde de todos e dever do estado isso a meu ver da como decorrência dessa previsão o direito das pessoas exigirem um tratamento digno a gente sabe que a constituição é logo na sua abertura fala como um dos fundamentos da prevê como um dos fundamentos da república federativa do brasil a dignidade
da pessoa humana não há como fugir dessa dessa obrigação do estado em fornecer esses tratamentos que garantam uma dignidade a essas pessoas e do agente foi muito muito próximo e do lado do primo desde quando ele nasceu e chegou a notícia que ele estava doente chegou doente é algo muito sério ninguém saber se aquela primeiro susto ninguém sabe exatamente o que era a sério daí ele entrou na fila de transplante do fígado há dois que ele tinha evoluído câncer é automaticamente um ano e três meses é saber o que ele estava fazendo era só para
postergar e eu acompanhando isso tudo e entendendo esse sofrimento da teve um dia que eu fui até o hospital e ele estava muito mal de cansaço de tudo cansaço físico emocional que foram muito mais não quero desistir não aguento mais ouvir uma dor neco tomador um pedido de socorro e eu fui atrás de uma enfermeira que tinha conhecido um pouco tempo e que ela trabalhava com cuidados paliativos falava tem alguma coisa que eu fui até ela e de ajuda local ele está em sofrimento ele está com uma dor física a gente precisa curar essa dor
física dele para depois cuidar das outras dores e é isso que cuidados paliativos quais ele olha para a pessoa e não para a doença [Música] há três anos a gente teve um irmão internado com um quadro clínico muito complicado e ele ficou na uti por 50 dias e essa internação levou é o conhece acontecimento dele a minha mãe começou a desenvolver uma certa depressão porque perdeu um filho é uma coisa que a gente imagina o tamanho de uma dor e junto com isso nós temos um pai que sofre de alzheimer e que ela vem cuidando
de 2012 e com o tempo ela foi ficando um pouco mais de primeira linha dedicada e tudo ea gente sabe que saúde à noite tem 74 anos a saúde é uma coisa que foi debilitando com o tempo nós demos entrada no hospital com quadro de pneumonia e aí é com 1 24 horas que ela estava no hospital continua tendo uma queda no agravamento do quadro de insuficiência respiratória e foi recomendado que ela fosse levada para a uti ela passou por dois momentos muito graves que tiveram que ser feitas manobras complicadas dentro da uti mas que
conseguiram salvá-la e quando o méxico você olha a gente vai tirar sua mãe da uti ela vai para o quarto vamos diminuir a sedação vai estudar ela não acordou não acordou e se assustar e aí foram fazer os exames ela adiantei do diversas avc's então ela a partir daí ela não acordaria mais uma vida não consciente então a gente teve que naquele momento fazer a opção seria lutar até o fim para salvá-la e com todas as consequências de uma medicação forte de televisão se eu fui pra cima diárias todos os os recursos da medicina ou
seja gente iria deixar a vida acontecer dando suporte de ser uma medida de conforto seriam essas medidas que a gente fosse também iria tomar ea gente já na mesma hora preferiu esse caminho de não como deixar em paz confortável de ato diagnóstico adinan não melhora o quadro não deixando uma edição super difícil supernova e no momento estranho dou e aí começou né é um processo que deveria durar poucos dias e que não era olha não foi de gum foi vencendo cada barreira o que era pra ser pouco já tem muito mesmo está aqui [Música] eu
fiquei sabendo de uma maneira mais inusitada fui com ela numa consulta teoricamente de rotina com o ginecologista que já tinha consciência do que estava acontecendo eu ainda não tinha então estava conversando com ele sobre a situação dela ele viu então nosso lula tá muito bem pra mim tá o canto em estágio avançado [Música] e à medida que minha mãe foi piorando foi saindo do nosso controle foi fugindo nossas mãos e aí foi o que ensinou a 20a confortável muito porque senão a gente olhar pra minha mãe foi o que ensina a gente a cuidar pra
ela e bem e não está a melhorar mas ficando sempre dar o melhor pra ela pensou quando ela tá aí ela vai deixando centralidade não de vocês vão ficar com linda te de vocês me deixe desde que minha hora está chegando eu vou embora cuidem de vocês só que não com cuidado paliativo ainda prioridade é você faz é chegar aqui não até onde o principal destino a olhar pra vocês a cuidar de você [Música] em qualquer momento da blitz é possível fazer um exemplo que torna faixa as pessoas compreenderem é o câncer por exemplo é
o câncer é uma doença que quando você recebe o diagnóstico dela a tua vida toda muda primeiro porque às vezes até em função do tratamento é o corpo vai mudar e o teu corpo pode ser mutilado inclusive em função da doença e você pode sofrer com vários sintomas um dom falta de ar com muitas coisas depois é do ponto de vista emocional a tua vida muda ou sob ameaça de vida eu não sei quanto tempo mais o volume v por exemplo agora que eu me aposentei que eu posso definir eu tenho uma doença grave isso
tudo precisa ser visto mudar para ativo ele não deve ser adicionado ao paciente a sua família num contexto de ter validade não conquista um contexto em que não haja mais alguma terapêutica modificador de doença um tratamento para a doença em si isso deve ser iniciado já desde o diagnóstico as pessoas olham muito que o cão se ele te dá prazo de validade mas nesse caso de qualidade datas e pedir perdão tantas vezes dava pra você se desculpar por tanta coisa pra você fazer tanta coisa diferente para aquela pessoa dá pra você enxergar todos os acertos
e repetir os acertos dá pra você viver uma nova vida dá pra você mantém a vida que você tem pra você consertar tudo dá para você melhorar tudo muitas vezes o profissional de saúde tem uma postura de falar é isso faz parte não tenho que fazer tem que fazer pela doença não tem que fazer pelo tratamento mas pela pessoa tem muito a ser feito então tem uma forma errada de se olhar para isso e quando a equipe da dor entrou e olhou pra pessoa e foi ou não isso aqui vai mudar uma mudança de medicação
simples é isso mudou completamente como tirou a dor com a mão e daí sim ele podia a gente começou a abordar todas as outras questões medos angústias desejos conversas sobre o quê e por exemplo uma pessoa que está no final da vida com o câncer de pulmão e que tem uma crise muito grande de falta lhe a medicação simples uso dose baixa por exemplo de morfina obviamente extremamente eficiente na falta de ar pode transformar aquele quadro no quadro num serenidade o paciente fica bem bem conversando acordado lúcido a sua medicação que eu não souber fazer
isso o risco de descer da pesadamente esse doente e botar por exemplo ele não há ventilação artificial e aí acabou a vida então às vezes um exagero terapêutico é mais maléfico acabou abreviando a vida mais do que a delicadeza de uma atenção proporcional mas com um conhecimento muito pleno daquilo que você está usando nós temos ainda muito preconceito com relação à morte existe pressão da família existe a pressão religiosa ainda existe o conceito equivocado de alguém pensar que é isso aí uma forma de eutanásia entendo que absolutamente não é não é uma forma de antecipação
da morte como também não é uma forma de de um em san de cimento do processo de morrer essa é uma forma de você fazer com que a pessoa tenha um final de vida natural digna e sem sofrimento esse que é o mais importante de todos os próprios médicos inclusive eles têm muito medo de se relacionar com a morte dos pacientes morreram se eles você prefere que os pacientes sejam colocar no cti para dar aquela falsa impressão de que se tentou fazer tudo né eu passei por isso pessoalmente há muito pouco tempo atrás às vezes
não é fácil você decidir que aquela pessoa é colocada em cuidados paliativos às vezes época o paciente consegue trazer essa mãe o sofrimento da primeira às vezes na primeira avaliação no primeiro encontro às vezes não a gente precisa de um vínculo maior mas geralmente é é a minha percepção que os pacientes todos trazem aqui dá ele sempre muito colhidos e esse acolhimento tem um papel essencial às vezes a gente esquece acha que o cuidado simplesmente se resume a medicamentos procedimentos que claro são muito importantes mas ele sempre devem estar alinhados aliados com o tratamento humanizado
desfazendo [Música] a constituição federal no artigo 5º quando menciona a inviolabilidade do direito à vida muitas pessoas entendem que essa inviolabilidade seria uma impossibilidade vício de disposição seja uma indisponibilidade uma renúncia habilidade a meu ver é se essa interpretação é equivocada a constituição não menciona que a pessoa tem o dever de viver o teu dever de saúde ela tem o direito de dar saúde do direito à vida dentre esses direitos disponíveis em relação por exemplo à saúde é possível que ele se negue a fazer um tratamento faz parte da própria autonomia da pessoa e desde
que ele esteja consciente e quais são as consequências não esteja devidamente informado quais são as consequências de se negar um determinado tratamento ele pode decidir livremente sobre isso porque a vida é dele e na verdade ele tem o direito de dizer o que ele pretende que ele não pretende fazer com ela e portanto ele também tem o direito de dizer isto esse tratamento pra mim é degradante esse tratamento pra mim é desumano e tratamento para mim indigno e portanto ele pode negar esse tratamento da mesma forma que ele pode exigir que um determinado tratamento seja
feito para que garanta essa dignidade para que garanta essa concepção de vida que ele tem e portanto é nesse sentido que eu digo que é possível se falar na possibilidade de exigência do poder público fornecer aos cuidados paliativos [Música] hum [Música] há mais de 80 anos quando gente descobriu de feeling forma e aí gente viveu aquela história como uma tantas precisam das pessoas né começar aqui nenhum lidar com os efeitos colaterais até que chegou o momento que aquilo já não pode mais ser feita e aí que entrou a importância dos cuidados paliativos que fizeram toda
a diferença né presidente é fundamental num momento tão dramático que a família está perdida muitas vezes esperada o que você imagina minha mãe disse eu não quero ser internada eu não quero ser entubado mas pra você sustentar esse desejo não é fácil porque quando a barra começa a pesar à família se desestrutura então é nessa hora que você ter esse apoio para dizer olha nós vamos atender o desejo dela quando a gente adoece adoece toda a rede que está ao nosso redor e para a gente cuidar de alguém de uma forma integral a gente também
precisa abrir a nossa o nosso cuidado para toda essa rede que envolve então às vezes não acompanhamento uma consulta com o paciente a gente vai perceber que há uma demanda maior por parte do paciente às vezes a gente vai perceber que há uma demanda maior por parte de algum familiar e sofrimento [Música] é a família é fundamental a gente não faz cuidados paliativos eficazmente sem é é a participação da família nesse contexto paciente família e pensando que a gente faz em todas as dimensões ganha o paciente ganha familiar ganha pessoal de saúde e ganha sistema
de saúde como um todo e acho que o maior ganho disso tudo é um amadurecimento social muito importante ter na nossa sociedade de uma maneira mais é compassiva e também mais eficaz [Música] ainda não existe a especialização em cuidados paliativos assim existe os cursos né mas como titular ainda a gente não existe estamos querendo regulamenta isso mas a ideia é aqui que a gente existe existe pelo menos uma disciplina de cuidados paliativos em todas as graduações de formação na verdade nós cremos que existe em todos os grandes ações dos profissionais da saúde tem que haver
um trabalho dentro da academia onde se formam os médicos no sentido de preparar profissionais já com uma visão como a filosofia com o conhecimento com o conceito humanístico de como deve ser feita a prática médica no sentido de adequá los à uma assistência específica de uma área tão importante que tão importante quanto nascer morrer é uma é uma fase da vida de extrema importância então tem que ter uma formação qualificada tem que ter um conhecimento muito amplo do ser humano tem que ter um conhecimento muito amplo da própria medicina nunca tinha ouvido falar nisso e
depois pesquisando net descobre que nem exteriores já existe não somente alguns países já desenvolvidos mas foi uma surpresa descobrir aqui em brasília um profissional tão competente uma equipe tão comprometida [Música] nosso primeiro ponto é a divulgação de que isso existe né de que isso é um direito os pacientes com algum momento em que as pessoas possam ter consciência de que elas têm direito a um determinado tratamento que nesse caso está falando em direito aos cuidados paliativos isso provavelmente vai forçar né no bom sentido que as pessoas discutam esse tema eventualmente isso passa a ser implantado
de forma mais intensa de forma mais efetiva é pelo modelo para os mais diversos países nosso maior desafio é que não existe hoje uma política pública de cuidado paliativo o que existem são iniciativas isoladas são algumas pessoas que elas geralmente com o apoio de alguns gestores visionários elas conseguem fazer o cuidado paliativo ali naquele lugar mas não existe a política que norteia tudo isso e o problema disso além do problema não dizer ético da questão quando digo ético estou pensando no paciente que talvez sofrendo e não têm esse cuidado com o seu sofrimento o problema
também é econômico porque o que se vê hoje e isso tem dados muito forte mostrando isso é que primeiro o custo da assistência na saúde ele é concentrado no final da vida e mais ainda esse custo concentrar no final da vida ele é muito muitas vezes caro e entendido como ruim pelo próprio paciente e pela própria família ou seja se gasta muito com muito sofrimento e um sofrimento que não está ninguém está feliz com essa história o que tem de evidências evidência científica são 43 estudos randomizados em medicina é um número muito forte mostrando que
uma estratégia de cuidado paliativo ela tem a capacidade de melhorar a qualidade da assistência à saúde então as pessoas melhoram a qualidade de vida e reduz custo seria um grande ganho para a sociedade inteira se a gente começar a pensar mais sobre esse momento de começar a pensar mais sobre a morte e para os profissionais de saúde pensar em trabalhar nessa área eram pensar só apenas na cura porque pra gente é é um momento de muito aprendizado a gente aprende muita coisa com os pacientes quando eles estão nesses momentos você não entende de início inconscientemente
você não consegue entender que você cuida de alguém pra pessoa fica confortável para favorecer você vai vendo que é paliativo mesmo à medida que você vai criando uma pessoa você vai ver que as suas expectativas em relação à melhor é cada vez menor nós hoje a minha esperança e expectativa é que minha mãe como a mais mas depois passa a ser que mesmo em coma e depois possa ser que a mãe passa mais tempo acordada que minha mãe simplesmente abrir o olho eu só falei pra ela ficar melhor exatamente uma semana antes de ele falecer
ele queria deixar é claro a experiência dele para as pessoas a respeito da experiência dele com cuidado paliativo ele queria realmente que o maior número de pessoas tivessem acesso a cuidados paliativos ea gente gravou vários depoimentos dele e já bem é e debilitado mas ele contando sobre experiência quanto cuidados paliativos foi importante na vida dele é essencial e e [Música] necessário enquanto todo mundo fala mas é tudo isso enquanto isso descobrir já que tem câncer doença que tem como ridícula aí vem [Música] se ele tivesse tido uma abordagem de cuidados paliativos desde o início do
processo ele teria vivido com muito mais conforto e provavelmente mais não estou falando aqui que ele estaria vivo o que não morreria e que ele seria curado não estou dizendo isso mas ele viveria mais porque com conforto com a dor bem gerenciada ele dormia melhor ele comeria melhor ele falaria sobre as angústias ele falaria sobre os sonhos ele focaria no propósito dele [Música] cuidados paliativos não traz a cura física mas traz outras culturas né são todas as por itu ice né as curvas não só físicas que as doenças elas vêm muitas vezes vamos ensinar isso
nós somos finitos né porque a gente tem que viver um dia de cada vez e aproveitar cada dia intensamente porque a vida passa ea morte faz parte dela [Música] [Música]