Olá, acadêmico! Neste tópico, iremos compreender o que se pode citar sobre os clientes/pacientes dos psicopedagogos. Quais são as pessoas que procuram por eles, ou que são encaminhadas para eles, nos consultórios clínicos.
Os atendimentos e atuação dos profissionais em psicopedagogia não se restringe a consultórios ou tratamento individualizado. Ressaltando que a maioria dos psicopedagogos atuam em consultórios, aqui se pretende abordar mais sobre o atendimento. Importante citar que a psicopedagogia é uma área clínica e institucional, enquanto campo de investigação, ciência e prática, os direcionamentos são pautados para o desenvolvimento da aprendizagem.
Citando a formação em psicopedagogia, Rubinstein aponta que esta diz respeito à apropriação de determinadas palavras, e de "modos" de se referir aos fenômenos. Logo, você está se inserindo paulatinamente numa comunidade linguística composta por diferentes abordagens. Essas criações e construções partem de crenças e valores e de identificações com distintas compreensões teóricas que, associadas ao conhecimento e vivência dos psicopedagogos no processo de aprendizagem, visa a aprimorar as intervenções.
Aqui, acadêmico, é importantíssimo trazer consigo a ideia da presença da organicidade na aprendizagem, porém como parte do todo, e não isoladamente. Ou seja, muitos profissionais de comunidades linguísticas identificados com a valorização de aspectos orgânicos e com as descrições dos códigos internacionais de doenças validam, qualificam e valorizam práticas fundadas unicamente em pesquisas científicas, especificamente na quantitativa. Percebe-se que a investigação é primordial para os bons resultados baseados no cotidiano educacional.
Vale relembrar que a psicopedagogia é uma área interdisciplinar, que foi sendo formulada com influências de diversas correntes teóricas e práticas. Percebe-se, ainda, a importância das visões dos mais variados profissionais para a conjuntura da psicopedagogia presente nos dias de hoje. A sua formação, linguagem da psicopedagogia, é inspirada em esferas diferenciadas e variadas.
Ainda assim, ela tem engendrado uma linguagem própria, que se expressa em diferentes estilos, motivados pelas distintas comunidades linguísticas que a embasam e fortificam. Local de atuação do psicopedagogo. Sabendo que a criança é o centro de todo o conhecimento pautado no desenvolvimento da aprendizagem, não se pode restringir ao período da infância, apenas.
E você, acadêmico já consegue perceber, diante dos estudos já realizados e pesquisados ao longo do processo de desenvolvimento da psicopedagogia, pois já não se encontra na fase infantil, pois certamente é um adulto ou pessoa jovem. Por isso, está buscando conhecer e aprender um pouco mais sobre a psicopedagogia com o estudo dos conteúdos desta unidade. Buscando saber a participação efetiva do processo da psicopedagogia e das atribuições de um psicopedagogo.
Independentemente do local em que o psicopedagogo irá trabalhar, ele precisa conhecer as teorias e práticas da psicopedagogia, até porque é o mesmo corpus teórico que alicerça a atuação psicopedagógica – seja ela realizada num consultório ou numa escola. O que muda são as ferramentas. Essas ferramentas precisam ser selecionadas de acordo com o espaço físico em que o psicopedagogo atua.
O nosso dia a dia apresenta diferentes e inúmeras demandas para aprender. Citando alguns exemplos para melhor elucidar os pontos aqui trabalhados: • Pessoas que apresentam dificuldade para aprender a dirigir. • Pessoas que podem resolver equações matemáticas com brilhantismo, mas que parecem não ter capacidade de aprender a cozinhar.
• Pessoas que vivem enfrentando problemas de relacionamentos e concluem que precisam aprender a conviver com os demais. • Pessoas que acham que aprender a usar dispositivos tecnológicos (computador, celular etc. ) para se comunicar parece difícil demais.
• Pessoas que dizem que precisam aprender a perdoar. • Pessoas que alegam que até conseguem atingir o peso corporal ideal, mas que acham muito difícil conseguir mantê-lo. Dizem, então, que precisam aprender a permanecer no peso que julgam saudável.
• Pessoas que tanto queriam aprender a tocar algum instrumento musical, mas que desistiram, pois acharam que não seriam capazes. Na prática. Importante perceber, acadêmico, que as diretrizes da educação no Brasil citam que toda criança precisa estar na escola, isso é obrigatório, existem leis que impõem essa condição.
Doutro ponto, muitas profissões na nossa sociedade requerem os diplomas do ensino fundamental, algumas exigem o diploma do ensino médio. Com isso, caso a criança ou jovem não conseguir dar continuidade ou concluir os estudos, é certo que não terá as mesmas oportunidades de inserção no mercado de trabalho na fase adulta. Então, se a criança ou jovem não consegue dar continuidade aos estudos, ela lidará com menores chances de se inserir no mercado de trabalho, na fase adulta, pois a dificuldade de aprendizagem deve ser evidenciada já na escola, com os mecanismos para a sua resolução ou direcionamento para evitar prejuízos futuros.
Diferente de outras aprendizagens, que se não alcançadas, podem ser deixadas de lado, arrumando outras maneiras de lidar com elas (se não aprendeu a dirigir, usa transporte coletivo, por exemplo), a escolarização é realmente necessária aqui no Brasil. Citando a pessoa que não consegue aprender a tocar determinado instrumento musical, não é imprescindível para sua vida a aprendizagem desse instrumento, pois poderá seguir a vida sem esse ensino. Alguém que não sabe cozinhar, ou dirigir, ou perdoar, pode ir vivendo sem isso.
Vai achar estratégias para satisfazer as necessidades que aquela aprendizagem requereria. Vai recorrer, diariamente, aos estabelecimentos que vendem alimentos, vai caminhar, chamar táxi/Uber, esperar ônibus etc. Nem sempre terá alguém cobrando que ela aprenda tais coisas, como acontece na escola.
Perante dificuldades para aprender, quantas pessoas resolvem procurar uma clínica de psicopedagogia para ajudá-las? Partindo do pressuposto de que a aprendizagem é inerente ao ser humano, todas as pessoas têm condições de aprender. Mas o processo é individualizado e direcionado para cada etapa de desenvolvimento da criança, sendo repassado outro modo de aprender na fase adulta ou enquanto jovem.
E, para essa evolução do desenvolvimento, tem-se o psicopedagogo, que é o profissional que pode ajudar a pessoa a encontrar uma forma de aprender que seja mais satisfatória para aquele que o procura. Bossa explica que a psicopedagogia possui dois enfoques: a clínica e a institucional. É mister dilucidar que esses enfoques não dizem respeito apenas ao ambiente em que a atuação acontece.
Também têm relação com as abordagens epistemológicas que guiam a atuação psicopedagógica. Mas, e quanto às pessoas que sentem incômodos por não desenvolverem alguma capacidade, habilidade, competência, quantas delas chegam aos psicopedagogos? Será que a maioria da população já conhece qual é o papel do psicopedagogo em nossa sociedade?
Quem é o responsável por disseminar a finalidade da atuação psicopedagógica? Por exemplo, ainda existem pessoas que pensam que psicólogo cuida de louco, mas muita gente já sabe que é indicado procurar um psicólogo quando se sente muito angustiado, sofrendo por algum motivo, enfrentando tristezas recorrentes, ou para trabalhar questões emocionais e/ou comportamentais etc. Como foi que as pessoas ficaram sabendo disso?
Boa parte delas chegou a tais entendimentos porque faz parte do papel do psicólogo esclarecer à sociedade sobre o seu fazer Contudo, o psicopedagogo precisa utilizar os recursos tecnológicos digitais, de modo que esteja alinhado aos objetivos traçados pela atuação psicopedagógica, bem como à metodologia que ele usar. Pereira faz esse alerta para que os psicopedagogos não venham a adotar recursos tecnológicos de forma irrefletida, indiscriminada, e isenta de intencionalidade. A realização da atividade pela simples atividade tende a não gerar resultados.
Pereira ainda enfatiza que a utilização de tecnologias da informação e comunicação na clínica psicopedagógica tem sido proveitosa para que o adolescente se sinta motivado a iniciar e dar continuidade aos atendimentos psicopedagógicos. Tem gerado, ainda, motivação para a construção de diferentes aprendizagens por parte do adolescente, pois as metodologias ativas inseridas no processo de aprendizagem tendem a formar muitas possibilidades de percepção, estímulo e atenção dos alunos. Por enquanto, são essas as informações do tópico.
Bons estudos e até o próximo!