[Música] Olá eu sou a Luciana hop Editora da circula e este é o podcast as três primeiras páginas neste programa Lemos e apresentamos livros das mais diversas áreas do conhecimento e diferentes tipos de narrativas e estilos Vamos ler as três primeiras páginas de cada obra e falar de fatos interessantes sobre ela seus autores e editoras bem-vindos no podcast de hoje vamos ler depois do fim organizado por Fabiane seques da editora instante a editora instante busca atender um público exigente e sensível oferecendo um catálogo que combina literatura contemporânea e clássica suas obras exploram instantes da vida
abordando questões humanas e jornada de superação que inspiram empatia e transformação pessoal a instante valoriza a qualidade textual e gráfica de seus livros garantindo uma experiência de leitura envolvente no cenário atual do antropoceno onde o impacto das ações humanas se torna cada vez mais destrutivo a literatura surge como uma forma de entendermos nossas falhas e nos desafiando a repensar a nossa relação com o planeta depois do fim conversa sobre Literatura e antropoceno é uma obra que reúne um coletivo de autores de renome conduzidos pela crítica literária e psicanalista Fabiane sex juntos eles exploram os dilemas
contemporâneos Como a crise climática a extinção das espécies e a exclusão social sob a lente da literatura cada ensaio presente nessa coletânia é uma provocação um convite para refletir sobre a necessidade de um novo começo por meio de diálogos com outras obras literárias e culturais os autores articulam suas impressões sobre como nossa ações afetam o mundo ao nosso redor eles nos mostram que diante de catástrofes iminentes a arte e a cultura não apenas narram a realidade mas também apontam caminhos para transformação desde a defesa apaixonada da floresta por Anna rus unindo sua voz a de
ursula cegin e Susan sontag até a reflexão de Daniel munduruku sobre a situação indígena no Brasil cada texto nos aproxima de uma compreensão mais intensa da interdependência entre todas as formas de vida Christian dunker por exemplo nos leva a revisitar o humanitismo de Machado de Assis propondo uma nova forma de entender nossa relação com o meio ambiente e as outras espécies Neste contexto o livro depois do fim é uma leitura substancial para aqueles que buscam entender e enfrentar os desafios do nosso mundo com um Panorama diverso de vivências e estilos os ensaios literários presentes na
obra são uma ferramenta para expandir nossa visão do mundo e estimular uma mudança coletiva essa obra nos instiga imaginar mundos possíveis onde as relações sejam mais horizontais e harmoniosas um chamado para a construção de um novo começo Vamos à leitura das três primeiras páginas de depois do fim organizado por Fabiane sees da editora instante em 2019 a escritora polonesa Olga tokar kizuki na Suécia para uma leitura especial em comemoração ao prêmio Nobel recebido na ocasião Ela leu um texto intitulado um narrador sensível em que conta um pouco da sua experiência como leitor desde as primeiras
narrativas ouvidas na infância Principalmente as histórias lidas ou contadas pela mãe fala da história de um bule desprezado pelas pessoas quando perdeu a alça e da má impressão que essa insensibilidade humana causou na menina que um dia foi conta ter visto a uma fotografia antiga da mãe com um olhar triste e perguntando a ela depois muitas vezes de onde vinha Aquela tristeza a mãe respondia que era a saudade da filha ainda não nascida e assim fazia uma dobra no entendimento do tempo e do espaço talvez por herança dessas conversas com a mãe tor kazuk que
hoje questione o estado preconcebido de todas as coisas enquanto fala da importância da literatura ao possibilitar a transmissão de experiências que conectem pessoas de diferentes lugares tempos idiomas e culturas é a esperança de uma ponte que pode ser construída celebra singularidades mas também abre espaço para a coletividade e a experimentação fico feliz ao saber que a literatura temha mantido maravilhosamente bem o direito a todo tipo de excentricidade fantasmagoria provocação paródia e loucura Diz ela tzuk lembra que estamos conectados à comida que comemos a roupa que vestimos aos livros que Lemos estamos conectados às pessoas que
amamos e às que vivem do outro lado do planeta também as que viveram ou viverão em outras épocas somos responsáveis por rios oceanos plantas animais por toda a gente somos responsáveis pelo mundo na melhor e mais importante acepção da palavra responsabilidade somos todos responsáveis porque somos partes por isso acredito que devo escrever como se o mundo fosse uma entidade viva e única se formando constantemente diante dos nossos olhos e como se nós fôssemos ele uma pequena potência uma partícula argumento por entidade única não me parece que ela quis dizer uniforme mas interligado essa afirmação de
kazuk me faz pensar em Ailton krenak um dos principais pensadores brasileiros contemporâneos e no poder que as palavras têm de conectar uma escritora branca que vive na Europa central a um líder indígena da região do Rio Doce no interior do Brasil Fomos nos alienando desse organismo de que somos parte a terra e passamos a pensar que ele é uma coisa e nós somos outra a Terra e a humanidade eu não percebo onde tem uma coisa que não seja natureza tudo é natureza des crenac em ideias para adar o fim do mundo penso ainda em Tony
Morrison escritora negra que viveu nos Estados Unidos também laureada com um nóbel de literatura em especial na antologia de ensaios a origem dos outros sobre as possibilidades e responsabilidades da literatura para Morrison o risco de sentir empatia pelo estrangeiro é a possibilidade de se tornar estrangeiro o exercício de alteridade se torna cada vez mais difícil no mundo que preferem espelhos o exercício de horizontalidade cada vez mais Difícil num mundo que prefere hierarquias mas tor kakuk defende uma forma de olhar que mostra o mundo vivo vivido interconectado cooperando e pertencente a si mesmo a literatura é
construída sobre uma ternura sensível em relação a qualquer um que não sejamos nós mesmos graça a essa ferramenta Milagrosa o meio mais sofisticado da comunicação humana Nossa experiência pode viajar pelo tempo chega naqueles que ainda não nasceram mas que um dia recorrerão ao que escrevemos as narrativas que contamos sobre nós mesmos e sobre o nosso mundo cada qual a sua maneira esses autores atribuem a riqueza e a pluralidade das narrativas uma potência de antídoto contra a forma de vida globalizante da atualidade que na verdade segmenta homogeniza exclui tor kaczuk acredita que somente a literatura é
capaz de nos aproximar com mais profundidade da vida do outro entender suas razões compartilhar suas emoções e vivenciar seu destino a autora exalta a potência literária em apresentar diferenças e expandir sensibilidades para krenak a provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história Se pudermos fazer isso estaremos adiando o fim pensando nisso convidamos um grupo de autores que admiramos muito com forma experiências e estilos literários diferentes para escrever ensaios que reúnam dois temas Literatura e antropoceno que consideramos fundamentais para adiar o fim ou pensar em perspectiva para depois do
fim esta foi a leitura das três primeiras páginas de depois do fim organizado por Fabiane sees da editora instante gostou do nosso programa tem alguma sugestão de obra para lermos as três primeiras páginas escreva nos comentários e dê sua sugestão para lermos nos próximos programas você encontra esta e outras obras aqui na nossa loja na Osvaldo Aranha 444 em Porto Alegre ou no nosso site www.livraria.com.br até a próxima Y