[Música] [Música] Olá pessoal eu sou o César Castro gerente da Consultoria água do Itaú BBA E hoje nós vamos bater um papo sobre etanol de milho esse tema tão interessante e tão desafiador que vem acompanhado de grandes oportunidades pro Brasil o Brasil já é muito conhecido como o líder mundial na produção de etanol à base de cana de açúcar mas agora vem se destacando muito o no etanol de milho o interesse tem sido crescente de muitos participantes do mercado e nós fomos muito provocados esse ano para explorar mais esse assunto e com grandes perguntas no
entorno desse tema haverá disponibilidade de milho para suportar os projetos o centro-oeste Continuará com grandes super hábit de milho mesmo nesse contexto como fica a região do matopiba então pensando Nessas questões e muitas outras que que são bastante relevantes para esse tema nós viemos de turma hoje tratar desse assunto então tô acompanhado aqui do time da Consultoria Agro Além de Mim o Francisco Queiroz que é o nosso analista de grãos o Lucas Brunet que é o analista de açúcar e etanol e biocombustíveis e temos também a presença aqui do Guilherme novaz que é nosso amigo
amigo e parceiro da área de crédito que sempre traz grandes insights para nós nesse tema então Obrigado senhores Por estarem aqui comigo sejam bem-vindos eu vou começar essa prosa puxando aqui o Chico pro pro pro tabuleiro Chico você que eh tem bastante conhecimento né do do do setor de milho traz pra gente um Panorama Geral do que a a gente pode eh esperar para esse próximo ciclo né acho que é bom colocar aqui como pano de fundo a expectativa de crescimento de 25% na produção de etanol de milho né para esse ciclo 242 muitas das
perguntas que a gente tem ouvido e tem buscado responder passam por disponibilidade de milho como é que fica a a essa essa eh condição nos Estados né pensando em regiões e quais seriam os principais gargalos como é que ficam o potencial de exportação do Brasil nos próximos anos a área de mío vai precisar expandir coloca um pouco desse contexto pra gente Lembrando que muitas dessas discussões nós endereçamos no radar Agro que nós divulgamos no início de setembro né então para vocês que nos acompanham eh e não tiveram a oportunidade de ler esse radar Agro fica
lá no site da Consultoria Agro só procurar lá nos últimos conteúdos e lá no mês de setembro Se não me engano no dia 6 de setembro o radar Agro de etanol de milho e a gente começou a trazer um pouco de luz para esse assunto lá e depois nos nos meses né nos últimos meses a gente também eh explorou muito com o time de crédito as as outras implicações desse avanço dessa indústria Então traz um pouco pra gente as suas percepções um pouco dos estudos que a gente já fez legal eh obrigado César é um
prazer est aqui hoje com vocês eh eu acho que importante a gente falar um pouco desse desse Panorama de produção né de oferta de milho do Brasil eh atualmente o Brasil produz aí cerca de 120 milhões de toneladas de milho né numa área aí de cerca de 21 milhões de hectares né E majoritariamente essa oferta ela vem da segunda safra né Lembrando que a produção de milho no Brasil ela é feita na primeira e na segunda safra mas 80% da oferta praticamente ela tá disponível na segunda safra ou seja né a partir do do segundo
semestre né os principais produtores de milho do Brasil hoje são Mato Grosso Paraná e Goiás e Mato Grosso do Sul né ou seja então a oferta de a maior parte da oferta de milho do Brasil ela tá concentrada na região Centro Sul do país né e não atoua os projetos de etanol de milho eles se concentram também nessa mesma região por conta da da grande oferta do cereal né e também por conta dos preços eh mais competitivos né E para entender um pouco dessa dinâmica né a gente fez um estudo bastante interessante ah de disponibilidade
de milho e de saldo de milho por estado né Ah e a conclusão que nós chegamos com esse estudo foi de que o Mato Grosso a região central do Brasil possui o maior excedente né Esse estudo foi feito através do do volume de produção por estado consideramos também o consumo de milho eh dos principais rebanhos né das principais categorias animais e também o consumo de milho paraa produção de etanol né Então pegamos a produção dos Estados subtraímos o consumo E chegamos à conclusão de que os principais eh estados os principais superavits estão no Mato Grosso
né e no Paraná ah e nos demais estados da da região centro-oeste do Brasil né ah uma uma questão interessante também é que o o consumo de milho no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul a maior parte desse consumo na verdade é paraa produção de etanol e não pra produção de Carnes né o Paraná pensando em Região Sul agora né o Paraná superavitário porém os outros dois estados né Santa Catarina e Rio Grande do Sul São deficitários isso por conta do grande consumo paraa produção de Carnes obviamente né mais voltado para eh para
aves e suínos né uma outra conclusão que nós tivemos né do do estudo aí pensando em safra 24 25 é que se nós produzirmos ali cerca de 120 entre 120 e 125 milhões de toneladas que são as projeções de momento né pra safra eh do Brasil esse volume é suficiente para atender a demanda interna e ainda nós teríamos ali uma sobra de uns 40 milhões de toneladas para exportação pensando em safra 242 né agora Olhando mais para frente né num Horizonte aí mais de médio e longo prazo a gente tentou expandir também essa essa análise
na dado o mapeamento que nós temos de de de inclusive feito pelo pelo pessoal do crédito né de de plantas novas plantas de etanol de milho eh expansão de capacidades né Nós Assumimos isso com uma premissa Assumimos uma premissa também de crescimento da produção e aí levando em conta histórico eh mas também outras eh variáveis como área disponível né um pouco da nossa expertise também no assunto né Eh para ver o que que pode ser isso pensando num Horizonte aí de 10 anos né ou qual o impacto na verdade do do do da do aumento
da produção de etanol no saldo de milho do do Brasil né então primeiro olhando do lado da oferta né nós achamos que em 10 anos a produção do Brasil pode chegar chegar aí a produção de milho pode chegar nos 160 milhões de toneladas né então seria um crescimento de aproximadamente 40 milhões de toneladas em relação ao que nós produzimos atualmente né e dado eh esse contexto de crescimento de de de consumo seja para produção de Carnes seja paraa produção de etanol nós enxergamos né nos próximos anos que o Brasil pode ter um um excedente né
entre o que produz e o que some para essas finalidades na casa de 40 a 45 milhões de toneladas entre exportações e e e e estoques muito bom né Acho que é bom dar contexto né Chico que hoje existem mais ou menos 20 e poucas plantas de etanol de milha em operação no Brasil e existem projetos para mais do que 20 novo novas plantas né podendo vir a gente não sabe se todas vão sair do Papel Mas é uma indústria que vai continuar crescendo muito né nos próximos anos então pelos cálculos que você eh descreveu
o Brasil ele fica com potencial de exportações mais ou menos como é hoje né algo entre 40 e talvez 45 milhões de toneladas de milho eh e eh O que demandaria um um crescimento maior de produtividade caso todos esses projetos saiam do papel e ou mais do que isso sujam né então Bras Brasil tem é bom dizer tem muitas áreas que podem ser ocupadas né Nós temos 170 milhões de hectares de pastagens uma parte disso são pastagens degradadas né o próprio governo trabalha com um Horizonte de 40 milhões de hectares de pastagens potencialmente recuperáveis E
tem também muitas áreas que já levam soja na primeira sfa principalmente no centro-oeste que podem ser ocupadas com o milho safrinha também então Brasil do ponto de vista de disponibilidade área parece muito bem preparado para eh enfrentar essa onda né E que vai trazer grandes oportunidades desenvolvimento Regional geração de empregos e obviamente endera muito o a transição energética que é o caminho que o setor busca e agora bastante respaldado na lei combustível do Futuro que traz um Marco pro consumo de etanol né entre outros combustível ou Combustíveis e que eh vem muito a calhar com
esse avanço bastante intenso né dos projetos que a gente tem visto acontecer então muito bom esse Panorama né a gente já tem visto esse ano mesmo né o os preços de milho no mercado interno bem acima da paridade de exportação especialmente quem tá próximo das usinas de etanol de milho isso coloca o Brasil numa condição diferente do que era né o nosso normal sempre foi ter preços de milho acima da paridade de exportação mas agora a gente vê um parece um descolamento um pouco maior entre a exportação né com os preços em Chicago mais deprimidos
e e aqui dentro uma dinâmica bem diferente né com certeza César é assim só complementando que você acabou de dizer né isso tem uma uma relação com a questão do etanol de milho né a a a competição pelo milho no mercado interno ela aumentou né não é só pra ração ainda assim a maior parte pra ração mas a gente vê uma disputa bem maior né um incremento nessa demanda de milho paraa produção de etanol né então isso acaba também se refletindo nesse aumento de preços e a gente vê um mercado né interno muito acima da
da parte da de exportação hoje por conta dessa demanda interna bastante aquecida né perfeito bom lembrar né que o a indústria de etanol de milho tem um coproduto né o DDG que é um excelente produto pros confinamentos muito do do do do desempenho da pecuária nos últimos anos né o rebanho foi crescendo mais e mais animais estão sendo terminados em confinamento e o DDG vem muito bem como uma solução né para esse para esse desenvolvimento né para essa intensificação da pecuária o que vai continuar acontecendo nos próximos anos então acho que agora queria colocar você
Gui um pouco na conversa né trazer um pouco da visão de crédito né um olhar que sem dúvida vocês têm eh que é super importante né para esse eh pro desenvolvimento né desses novos projetos recentemente nós tivemos a oportunidade de tá junto em alguns eventos e vocês eh T sempre mostrado né O que vocês chamam de engrenagens do crédito que é basicamente né um grande motor dos pontos de atenção das oportunidades dos Desafios queria que você Contasse para nós um pouco o que que tá tá por trás dessas engrenagens o que que potenciais entrantes nesse
mercado tem que ter em mente né para eh entrar com solidez e e um pouco da do que vocês esperam né nos próximos anos perfeito primeiro Obrigado aqui pelo convite pessoal é um prazer realmente bater esse papo com vocês e Cinha respondendo a pergunta diretamente acho que a grande palavra assim que a gente fala muito no crédito e quando a gente olha algum projeto novo é planejamento no fim do dia né então isso é o que tá muito por trás de toda essa engrenagem que a gente monta lá que a gente se comentou a engrenagem
do crédito que realmente você vai desde a gestão até o modelo financeiro final passando pelo SG parte de biomassa mercado de DDG milho né e o e o mercado de etanol Então tudo isso tem que tá super bem ligado e planejado né então um pouco do que a gente vê por trás na análise de crédito tá muito ligado com o que o Chico comentou agora né a gente também acredita super no potencial brasileiro aqui de expansão da produção de milho mas o grande ponto e a outra palavra que a gente discute bastante ali é é
o tempo né então você comentou ho a gente tem em torno de 20 plantas de etanol de milho tem mais novas 20 22 duas a cada semana a gente brinca aqui internamente cada semana eu ligo pro Lucas e falo ó tem mais uma nova planta de etanal de milho aqui pra gente compor no nosso mapa né então sempre aparecendo novos projetos então com qual velocidade esses projetos vão sair então por isso é importante o planejamento para você buscar uma avaliação de crédito e ver se de fato sua rentabilidade né é importante você ter esse planejamento
mapeado desde o início Porque por mais que a gente tenha um potencial grande aqui de seja de milho de etanol Você pode ter um momento de PR de mercado além de ser pela volatilidade da commod a gente tá falando de uma comod mas também por essas movimentações tá falando do dobro de produção aqui de etanol de milho com esses novos projetos né obviamente não é na mesma região né que a gente tá falando uma expansão geográfica maior hoje indo mais pro matopiba saindo pouco do Mato Grosso Embora tenha bastante plantas no Mato Grosso Mato Grosso
do Sul Mas precisamos assim ter o planejamento bastante apurado e a gente sempre gosta de falar também do cenário base e pessimista né o cenário base que é aquele mais realista que de fato a gente acredita que vai acontecer mas ter um cenário pessimista que ele considera condições desfavoráveis pro negócio né Eh para você já ter um planejamento já ter um um plano b caso aconteça um cenário desfavorável de preço muito alto de milho por exemplo né numa região mais específica que isso possa demandar mais caixa possa demandar aporte dos sócios né então e aí
eu já faço o link com outro ponto que é a gestão e acordo de acionista né nesses novos projetos a gente olha muito aqui no crédito de que forma eh o acordo de acionista está escrito aqui né entre entre entre todos porque o Itaú a gente para para qualquer avaliação aqui a gente fala de querer sempre entrar no cliente e olhar o negócio com uma perpetuidade né a gente não fica entrando de fato no num negócio eh como um aventureiro né ou de curto prazo a gente gosta de fato ter relacionamento né Essa acho que
é a grande palavra do Itaú então a gente precisa olhar de fato como um sócio aqui no fim do dia olhando de fato aord de acionistas e ter isso bem definido no momento de criação do projeto E no momento que tá tudo bem porque se você tiver uma discussão no momento desfavorável a discussão fica muito mais tensa né E você tem uma dificuldade maior para definir se vai ter mais aporte de de acionista se vai conseguir mais linhas bancárias para suportar o momento instável aqui de mercado que pode acontecer então isso tudo tem que est
muito bem ligado muito bem planejado então de linhas Gerais assim para falar de toda a engrenagem o planejamento que eu falei no início né então e depois a gente pode entrar ainda do etanol que o Lucas vai passar um grande Panorama aqui que é o outro ponto a gente vê as regiões eh que T tido uma expansão maior né de de etanol de milho que é o matopiba né que hoje tem um preço mais alto de fato do etanol mas a gente acredita que esse preço deve dar uma reduzida para simplesmente chegar na paridade né
entre o etanol e gasolina então também é um ponto que volta lá pro cenário pessimista né pra gente ver cenários desfavoráveis esse cenário eh pessimista ou seja mais realista de preço mais baixo de etanol ele ainda paga fica Positivo meu fluxo de caixa né mesmo com uma queda de preço e o cenário de etanol mais baixo e um milho mais caro claro que isso não vai ficar por todo tempo né mas o que que eu preciso como planejamento e como ação no fim do dia é tomar de decisão caso esse cenário stress aconteça né é
importante já ter isso definido isso escrito ter ter bem mapeado aqui aqui entre todos os sócios e o banco obviamente a avaliação de crédito ela vai passar por esse ponto que Como comentei a gente quer ver um relacionamento de longo prazo Então a gente vai abordar Com certeza esses pontos para gravar toda aquela engrenagem como você mencionou pro Motor funcionar de forma bastante sustentável aqui né Acho que são os grandes pontos excelente Gui o muito muito são muitos pontos né que os os participantes desse mercado Principalmente aqueles que são novatos né a gente viu muitos
eh ensaios de projeto não sabemos se vão sair todos do Papel feitos por grupos de Produtores Rurais né que tem muita experiência na produção de grãos mas que não não conhecem né a fundo as nuances dos mercados de combustíveis de energia você passa a ter que lidar com muito mais variáveis do que simplesmente as agrícolas né então e uma dessas variáveis acho que muito importante que a gente tem eh se desdobrado aqui para entender mais é a questão da biomassa né as plantas de etanol de milho elas dependem né de biomassa para produzir né Eh
calor e grande parte dessa biomassa no Brasil né nas Usinas de Açúcar etanol tem o bagaço mas no etanol de milho requer basicamente eucalipto e pinos né Principalmente eucalipto e a gente nota que esse avanço né pro matopiba dos projetos vai para um lugar onde a tem pouca plantação de eucal e mesmo em áreas né aqui do Sudeste do centro-oeste que e já tem disponibilidade de madeira essa madeira tem dono né então uma das grandes preocupações é se a velocidade desses projetos virar junto com a velocidade da disponibilidade de oferta de biomassa faz um Fala
um pouquinho pra gente da leitura de vocês sobre esse ponto e e acho complementando aqui o ponto da biomassa que a principal utilizada que você comentou que é floresta no fim do dia demora 5 6 anos para conseguir o corte e de fato você conseguir utilizar então de novo a gente volta vamos falar muito do planejamento aqui né que acho que é super importante para você conseguir ter 100% a biomassa própria ou boa parte garantida já lá pro longo prazo como você falou a gente vê isso como um ponto bastante sensível né é um ponto
de risco mas os produtores as companhias estão fazendo expansão aqui e os novos projetos T trazido pra mesa esse ponto e tem tentado já passar um mapeamento completo aqui da biomassa claro que é praticamente impossível você ter o mapeamento de 100% da biomassa Mas você tem que ter o direcionamento e aonde que você vai buscar ou se você vai plantar se você vai buscar de terceiros que Mix você vai ficar entre floresta própria e Floresta de terceiros né como que esse contrato ele tá tá se traduzindo no seu negócio ou seja como é que você
tá firmando esse contrato de de longo prazo para não ter um problema lá no futuro né de eventualmente eh uma não renovação di área né uma não renovação de de Floresta que pode impactar o negócio eh como você mencionou é é um ponto crítico aqui para paraa planta de etanal de milho a gente sabe de histórico aqui de usinas que pararam por falta de biomassa pararam por algum alguns dias né semanas eh então não pode faltar por isso então precisa ser bastante estruturado eh seja utilização de eh de qualquer tipo de de biomassa aqui né
a gente vê conversas eh de outras outros tipos de biomassa aqui não só do eucalipto eh que a gente vê cada vez mais sendo testada né casca de arroz Bambu eh enfim Babaçu tem algumas outras aí entrando no mercado mas o que a gente escuta dos especialistas daí de de Caldeiras né das empresas que de fato produzem esses equipamentos é que a fonte do eucalipto ali ela é a principal hoje e a que gera mais energia é a mais eficiente hoje acredito que a gente vai ter evoluções tecnológicas aqui para para conseguir utilizar isso é
positivo pro mercado como um todo ti utilizar o próprio capim né que tem aparecido aqui nas conversas também eh mas hoje a biomassa então de novo um olhar de longo prazo super importante e ver se de fato a gente tem a disponibilidade né trazer de outras regiões como você comentou pode acontecer né para quem tá tá vendo uma uma produção uma nova planta no matopiba por exemplo né buscar de outras regiões que são mais produtoras de florestas vai encarecer mas vale fazer a conta só que entra na outra derivada que você você comentou no início
de fato tem essa disponibilidade porque a gente vê hoje a turma no Mato Grosso indo buscar 500 km de distância algumas um pedaço ali uma parte do da biomassa necessária então precisa colocar esse frete na conta também e e e ter o o planejamento bastante adequado para chegar lá na frente e ter a garantia dessa biomassa né Então você já tá vendo um projeto hoje de etanol de milho minimamente assim você já tem que ter garantida a biomassa dos primeiros 4 5 anos né eu saber muito bem o direcionamento mesmo que você tenha área disponível
para fazer um plantil e ter uma de fato uma 100% ali da da floresta própria né E esse período aqui vai ser necessário essa essa competição maior aqui com com a biomassa então ponto sensível aqui muito bom é a gente já vê né o mercado de eucalipto de madeiras em geral entrando numa onda de preços para cima né Há muitos e muitos anos o Brasil já se discute né a possibilidade de faltar eucalipto apagão Florestal e agora a gente realmente tem aparentemente um grande consumidor aí nos próximos anos além dos dos caminhos óbvios né da
Madeira pra Construção Civil Então os preços de eucalipto que a gente tem conseguido apurar nos últimos meses eles estão já refletindo uma mudança no mercado e parece que esse assunto vai ser bem importante né a gente algum conversando também com Alguns produtores de madeira a gente nota um entusiasmo grande deles com essa perspectiva Então acho que vem vem grandes desafios né para quem vai depender de madeira para originar e e vai exigir bastante planejamento com com o o desejo de entrar em operação a planta né não com certeza vai fomentar né o produtor também se
a gente v o impacto econômico essas plantas de de etanal de milho podem né causar aqui tanto é produção de milho né Que deve acontecer fomento da produção de milho nessas regiões fomento de produção de Floresta que deve acontecer de fato Então tem um olhar pro produtor rural daí super positivo de uma expansão do seu negócio como um todo né hoje em dia o que a gente consegue ver nos números financeiros das plantas que a gente já tem dos projetos que a gente avaliou o custo com a biomassa representa em torno de 10% do CMV
Total não é o principal né mas é o que a gente falou antes ele é estruturante né então você precisa sem esses 10% de custo ali a planta não vai rodar é importante então ter esse esse mapeamento super apurado aqui sem dúvida e aí a planta ficando parada por isso ou tendo que buscar 1000 km também começa aar é prejuízo na certa né complica tudo né Muito bom Gui bom então falamos um pouco aqui da originação de milho do potencial de produção do Brasil nos próximos anos mercados que o Brasil né ainda vai conquistar né
o DDG tende a crescer muito mas também tem um outro que vem junto aí que é a produção de etanol Então queria agora colocar o Lucas aqui na conversa né Lucas o sem dúvida a gente vai ver uma também uma transformação nas regiões que produzem e que consomem etanol Tem lugares que a gente se chegar para abastecer com o carro lá e Peg umar de etanol a gente parece um um extraterrestre né porque literalmente não tem essa essa Cultura né o caso por exemplo do Rio Grande do Sul e é um pouco também o caso
lá do dos estados do Nordeste né Principalmente ali no no no Maranhão lugares onde ainda não tem produção de etanol vai começar a aparecer etanol lá como é que você enxerga assim que vai ficar esse mapa no Brasil quais são as preocupações nessas regiões que não tem consumo hoje e que vai ter produção o preço do etanol vai cair as pessoas vão consumir tem questões culturais e os estados onde as eh o centro-oeste também onde mais deve crescer a produção de etanol como é que fica esse mercado Nesse contexto de um de um grande crescimento
né só esse ano 25% e nos próximos é para cima né Não obrigado eh César acho que a gente tem que olhar o o mercado de etanol a gente começa pensando ele como um produto apesar de ser etanol eles são dois produtos diferentes Você tem o mercado do anidro E você tem o mercado do hidratado o mercado do anidro que é o mercado que você mistura na gasolina ele é relativamente estável e o mercado hidratado ele ele é muito mais volátil mas ele é um mercado que substitui a gasolina então você pode ter um crescimento
ou uma queda desse mercado muito maior muito mais intensa do que a gente vê no anidro Então na hora que a gente fala de novas investimentos a gente tem que ter isso na cabeça né que a gente pode criar um mercado maior do que o já tem hoje em dia a gente olha para esses estados no mapito ali Maranhão pí são estados que precisam de etanol né toda a região norte nordeste consome muito menos etanol do que o centro aqui o o Brasil Central o centro-oeste Sudeste Mas ele tem preços muito maiores exatamente por causa
disso né tem pouca produção o preço lá é maior o consumo do hidratado que é o que é o etanol substituto da gasolina é muito menor então assim na hora que a a a usina que tem um novo projeto tá olhando o mercado atual você vê um preço de etanol maior um preço de milha até menor mas depois que ela entrar lá isso deve mudar então acho que é uma das coisas que a gente sempre fala com com o Gui com a área de crédito é o quê você vai ter novas áreas que devem absorver
esse etanol né assim nesse ponto o etanol não é se vai ter demanda ou não vai ter é a que preço vai ter essa demanda Então na hora que você coloca uma usina nova no Maranhão no Piauí no Tocantins na Bahia que é onde a gente tá vendo esses novos projetos Você pode ter um equilíbrio em que os preços vão ser menores Mas eles vão conseguir consumir esse etanol né Nós acreditamos dados volumes a gente ainda consegue por que que a gente vê isso porque a penetração do hidratado é muito baixa nesses estados né se
a gente olhar o o Brasil a gente tem dois brasis pro etanol Você tem o Brasil consumidor que é o Brasil Central que é São Paulo Minas e Mato Grosso em que você tem um consumo de 30 40 até 50% eh do que a gente chama de participação do hidratado no consumo né assim no mercado de combustíveis a gente faz uma continha de padaria que é o ciclo aoto que é você faz uma conta de banana com banana maçã com maçã que é junta tudo em gasolina equivalente que é o chamado ciclo alo Então você
consegue ter a participação essa participação consegue subir até 55% como é no caso do Mato Grosso mas em Estados ali mais ao norte né Amazonas Roraima Rondônia Essa particip é muito menor e mesmo no no Maranhão no Maranhão Piauí Tocantins estados do Nordeste que tão também uma participação menor e mesmo né Como você comentou anteriormente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina são estados que tem essa participação do hidratado no cicl total muito baixa né no Rio Grande do Sul é 2% eh no Tocantins Piauí Maranhão é menos de 10% essas essa participação pode
subir Sim mas como isso vai subir primeiro é um ponto que a gente sempre tem comentado com o crédito e e é sempre levantado é o próprio incentivo fiscal né Você tem um ICMS reduzido pro etanol nesses novos projetos que normalmente fazem muito a conta valer né que fecham a conta porque se a gente olhar a liquito base nesses estados o ICMS do etanal é muito maior né a gente tá falando do Maranhão com ICMS de 20% enquanto no Estado de São Paulo é 12% né são diferenças tributárias muito grandes então quando a gente olha
isso eu acho que é um dos pontos principais do Gui na hora de falar de engrenagens É como esse etanol vai entrar né como que essas receitas vão entrar né então a preocupação da receita do etanol preocupação da receita do DDG entrar se vai ter o o consumo seu transporte seu frete não vai ser muito grande do ponto de vista de etanol assim eu não me preocupo tanto é se vai ter a demanda é a que preço e esses estados a gente sabe que tem são estados com populações menores com uma demanda Total um pouco
menor paraa gasolina para etanol mas são estados que podem absorver Sim né e a gente tá falando de grandes volumes né a gente tá falando de 22 projetos a gente tem uma produção de etanol de milha de mais ou menos sete bilhões de litros mas com incremental de 6 bilhões Então vai fazer diferença são áreas que tem baixo consumo de etanol mas a gente acredita que vai conseguir absorver só vai ter preços menores até como o Guilherme falou né se nesse momento de estress O que que a gente que que essas usinas vão fazer se
elas estão Preparadas e para ter um preço de etanol que é menor do que se espera né Às vezes a usina a gente V bastante isso aqui nos projetos vem apenas com projeto de etanol anidro porque tem demanda na área Mas de repente talvez tenha um pouco de dificuldade de colocar só esse anido talvez precisa colocar o hidratado e esse hidratado vai ser um preço um pouco mais baixo né esse tipo de análise a gente sempre tem que ter em mente é o que o pessoal do crédito aqui sempre eh conversa com com o projeto
pra gente ter essa essa expansão eh de cenários até um um pouco menos adversos se eu pudesse só pegar um gancho que do Lucas Que importante que ele mencionou que é esse incentivo fiscal né isso de fato muda Conta nos projetos que a gente tem avaliado aqui em conjunto com vocês e é importante ver até quando vai esse incentivo né E se a conta fecha sem o incentivo né eventualmente a gente tem Qualquer mudança aqui no meio do caminho né a gente acho que é um ponto para não considerar não deixar a conta fechar somente
em função do incentivo fiscal né claro que eh a gente tem um tempo que é longo aqui né de incentivos fiscais né que aí a planta já deve estar rodando de forma mais perfeita mais acomodada mas é um ponto importante para se avaliar o fim do fim do dia a última linha ali né se o impacto do incentivo é muito grande para essas plantas ou não muito bom Lucas queria mais só um ponto de explorar você o saf Né o Brasil acabou de né implementar o mandato de saf que não é para hoje é mais
a adiante ele não pode ser uma solução o consumo de etanol para saf nesses próximos anos ou parece uma coisa mais distante porque o saf agora também é possível de ser produzido com etanol né antes era mais baseado em gorduras mas também existe essa rota disponível como que a gente enxerga esse essa possibilidade não esse é um ótimo tema aí eh o saf ou os outros combustíveis de Baixo Carbono vão vir né a gente tem essa essa agenda global que tá cada vez mais presente cada vez eh mais eh próxima do tema de agricultura e
biocombustíveis porém o saf Ele ainda está mais restrito à produção do saf Via né via tecnológica refa que usa gorduras né tanto animal quanto vegetal principalmente a partir de gorduras já utilizadas como o óleo de cozinha usado ou os CEO eh mas ela ele tá vindo muito mais dessa parte do que necessariamente do etanol a gente sabe que essa é uma uma agenda extremamente audaciosa no sentido de net zero né acabar com as com a pegada de carbono acabar com as emissões eh na indústria principalmente da aviação né mas em várias indústrias e isso vai
precisar de muito vai precisar de muito combustível renovável vai precisar de muita de diminuição da pegada de carbono e e nesse esse espaço a gente vê assim um espaço grande pro etanol né pelo e pela Via ALC to Jet né o atj mas assim a gente vê que isso vai demorar ainda um pouco mais no Brasil vai ter espaço para isso também vai ter mas a gente vê que os primeiros projetos que se tem noticiado na na mídia estão ainda vindo por esse caminho do refa né que que é o caminho de produção de combustíveis
de Baixo Carbono pela via de eh de gorduras né tanto animal quanto vegetal Gui ainda pensando nas engrenagens de crédito um outro tema bastante importante diz respeito à estrutura da dívida né como que os os potenciais interessados devem pensar esse tema né quanto de equity quanto de dívida fala um pouco pra gente da da leitura de vocês dessa questão na Ótima pergunta Cezinha é uma pergunta que vem bastante mesmo pro pros novos projetos e de fato a gente tem que olhar caso a caso né avaliação a gente não tem uma receita padrão aqui para qualquer
análise de crédito né você tem que olhar individualmente caso a caso para conseguir definir especificamente o quanto de dívida e quanto de equity né é importante sempre esse projeto já vir mencionando né o quanto o acionista vai aportar mas também é importante e a gente vai avaliar isso na no crédito é qual que é a capacidade de novos aportes dos acionistas por isso voltamos aqui também na questão do acordo de acionista do planejamento e tudo mais porque eh talvez não precisa só de um aporte Inicial possa precisar lá no futuro então essa proporção de dívida
e equity ela é muito e ela tem uma linha tên ali De quanto De fato não não tem esse número mágico sabe de 60 40 50 50 né que você tem que olhar dentro do seu seu planejamento da sua projeção o quanto de fato o seu funding também que você vai buscar de dívida ele suporta mais ou menos equity você importante você ter a estrutura de Capital balanceada alavancagem controlada mas também que tipo de dívida você tá trazendo pro seu balanço tenho colocado uma proporção de equity dos sócios tenho feito captações eh de dívida via
linhas subsidiadas mais longo prazo e longo prazo eu falo mais de 10 anos 15 anos de prazo né com uma carência bastante Atrativa ou tô vendo linha só de 2 3 anos né Isso pode me custar uma necessidade de de captações mais de curto prazo Então precisamos ver todo esse complemento é uma a engrenagem da engrenagem ali né que tá interna pra gente conseguir fechar esse mapeamento se de fato é 60 40 50% ou se a gente consiga chegar nesse número mágico aqui que a turma sempre pede infelizmente a gente não consegue dar tem que
avaliar casa a caso aqui ô Guilherme é que eu queria aproveitar falando sobre ainda sobre o e ou o acionista vocês a gente sempre bate na tecla do Noal do acionista você quer falar um pouco mais sobre isso se o Noal é produção se o Noal é combustível se Noal é o o sócio pode ser só um capitalista que que vocês têm olhado quando vocês veem isso não excelente Lucas é é um ponto super importante e a gente tem visto cada vez mais a especialização eh nessa indústria de etanol de milho ela é importante também
não só na parte da indústria né mas para quem vai tocar o negócio de de biocombustível como acho que o César comentou no início né A questão aqui de um novo mercado né de não somente a parte agrícola que já é intensiva para caramba né a gente tem uma dificuldade enorme diversos riscos aqui na parte agrícola que o produtor já tá acostumado mas você vai entrar num novo mercado de biocombustível então é importante você trazer alguém com experiência né para negociar o combustível para você acompanhar de fato o mercado olhar para mercado de Açúcar também
né para ver exatamente as usinas de cana que a gente importante falar que conseguem virar a chave pro etanol de forma mais rápida então injetar mais etanol no mercado obviamente hoje a gente tá vivendo um momento super positivo do açúcar Então não é o que a gente tem visto a usinas de cana tem voltado mais sua produção pro açúcar mas elas conseguem migrar de forma rápida né Você sabe melhor do que eu aqui então é um ponto importante para você ter uma avaliação completa de mercado não só a parte agrícola mas também outras frentes aqui
do Agro como o açúcar por exemplo entra entra nesse meio e a parte industrial a gente tem visto a importância da eficiência do produto final né Por mais seja uma uma indústria Clean né mais automatizada você precisa ter a especificidade e a qualidade do produto na ponta em especial o DDG né e com bastante qualidade ele ser bem equalizado no fim do dia né que isso vai fazer diferença na precificação na venda futura inclusive paraa exportação aqui se for o o caso e o destino aqui da das vendas da da empresa muito bom senhores eh
bom acho que não era o nosso objetivo aqui esgotar o assunto né simplesmente trazer à tona perguntas e provocações que a gente tem ouvido dividir um pouco aqui as visões né de cada um aqui a que complementa muito esse esse Global né esse todo que a gente de conhecimento que a gente vem construindo eh esse assunto continua certamente né então com isso a gente já vai chegando ao final aqui de mais um episódio do Prosa Agro eu convido a você que não conhece os nossos materiais da Consultoria água que procure e e explore né os
conteúdos que a gente produz especialmente esse de etanol de milho que nós fizemos em setembro e muitos dos nossos outros materiais também endereçam questões de conjuntura o que que nós esperamos paraas paraas próximas eh safras né de de grãos né no caso de milho que vai ser super importante para suportar esse crescimento e agradeço a aqui a presença dos dos colegas né além do Francisco e do Lucas da Consultoria Agro tivemos aqui a presença do Guilherme nova que é gerente de agronegócio para açúcar e etanol e tradings do crédito sempre esqueço a definição completa e
que sempre traz ótimos insights e super complementares ao trabalho da Consultoria Agro então É ISO Espero que tenham gostado não deixem de conferir os materiais e até o próximo prosa Agro m