Olá pessoas, eu sou Miguel e esse aqui é o Piast, o podcast do canal Pii no formato papinho, porque a gente sempre quer pegar ali um assunto do momento, surfar um hype e tá tendo um grande hype nesse momento, né, Léo? Um grande, o maior hype, exatamente, não é o maior hype de todos os tempos, mas é o hype do maior artista de todos os tempos. Cara, individualmente falando, na minha humilde opinião, o maior artista da história da música, Michael Jackson. Isso porque acabou de estrear, né, o filme Michael. Nós já assistimos a ele, muitas
pessoas já assistiram. Esse filme com certeza vai ser um sucesso estrondoso de bilheteria. E o que estamos vendo, vai bater bilhão. Vai bater bilhão esse filme aqui. E o que estamos vendo, troco, a projeção deles nem é isso, tá? A Lance Gate calculou algo tipo 700 milhões, 600 milhões. Então pode ser que seja um sucesso muito maior do que o calculado. Cara, eu aposto que esse filme vai chegar em bilhão porque tá uma loucura. O público está amando. O boca a boca do filme é fortíssimo. Todo mundo falando que saiu animado. Na minha sessão, pessoas
cantando. No final, aplausos, gente saindo da sala dançando, pessoas que claramente não sabiam dançar, mas que estavam tão empolgadas que elas dançavam. E em paralelo a isso, a gente tem uma unanimidade quando se fala de avaliações de crítica. Ah, na qual absolutamente todo mundo avalia o filme de maneira negativa. 40% de aprovação no Rotatoes. É isso porque aumentou, né? Tava em 27, foi aumentando, chegou a 40%. Enquanto a aprovação do público é esmagadoramente favorável, tá? 96%. Então vai ser aquele filme que vai aparecer em listas do futuro de filmes que a crítica odeia e o
público ama. Mas por que que acontece isso? Hum, cara, esse filme aqui é um caso como raramente a gente viu. Claro, nós tivemos recentemente o Bohemian Rapod, o filme do Queen, a cine biografia do Queen. E a crítica gostou, porque eu f a crítica gostou. Filme foi até indicado a Oscar, se eu não me engano ganhou Oscar, alguns, né? Ganhou pelo bom de melhor ator, a gente sabe que ganhou, né? Eu acho que ganhou também de edição, que era muito ruim, aliás, a edição do filme, mas ele ganhou. E atualmente Bohiman Rapod tem uma aprovação
de 85% do público e 60% da crítica. Ah, é, é um pouco mais, não foi tão alto assim. Ele não foi tão amado e ele não foi tão odiado. Ele tá um pouco mais no meio do caminho, eu diria. E tem um padrão muito similar até com o de Michael, que é o de trazer vários e vários hits, né? Porque o Queen também tinha muitas músicas para apresentar, muitas músicas conhecidas que mesmo quem não é tão fã de Queen vai conhecer. Entretanto, na minha visão, quando tu coloca de um lado os hits do Queen e
do outro os hits do Michael Jackson, meu irmão, o Michael Jackson tem muito hit. O cara era um hitmaker, ele peidava, saí uma música muito famosa, entendeu? O Michael, na minha opinião, o Michael Jackson é maior do que o Queen, tá? Para mim também. Acho que até de boa falar isso aí, mas com certeza o Queen tem muita música famosa. B, várias, várias, várias. Tem muita, mas o Michael Jackson, ainda mais um filme que pega a fase de Jackson Five, vou dizer, eu não sei quantas músicas tocam nesse filme, mas com certeza tinha mais umas
10 que eles poderiam tocar e que todo mundo reconheceria, todo mundo diria assim: "Eu já ouvi essa música, eu já ouvi essa música. Eu já ouvi essa música. É, então é um filme que se apoia bastante no repertório do Michael Jackson, o que eu acho que é muito legal para quem é fã. Então, tu gosta das músicas, tu vai lá, ele recria apresentações do Michael Jackson muito memoráveis, né? Então, tu consegue ver tudo isso rolando ali. Recre o clipe também do thriller, né? Reclipes, não só dos thriller, mas também do Birets. E tem, acho que
mais alguma cena que ele faz ali, mais alguma recreação que ele acaba fazendo. Já paraa crítica. Eu acho que fica uma sensação de um filme bastante superficial. É, eu também tenho a impressão de que esse projeto ele já tava meio que amaldiçoado para opinião da crítica antes mesmo de lançar, porque os envolvidos na produção eles são da família do Michael Jackson, sabe? Então quando é isso que acontece, a gente já meio que imagina qual que vai ser o projeto, entendeu? Pô, se a família tá envolvida, a gente sabe que eles vão passar um pano violento,
né? Nesse caso, eles passam um pano violento, talvez em algumas questões, mas em outras eles meio que direcionam todo o caos. Por exemplo, nesse filme, o grande vilão é o Joseph Jackson, né, o pai do Michael Jackson. Então ele é o vilão do filme, ele é o Satanás, ele é o demônio. E é isso que aí que vai ser até o final do filme. Inclusive a grande virada no final é ele se libertar das garras do pai dele, né? Uhum. Então, acho que as pessoas da crítica que tavam sabendo do projeto já tinham essa impressão
de que, pô, se tem a família envolvida, olhando para aquele filme também lá do e Michael Schumacher, sabe? Tipo aquele documentário, pô, também é um bagulho que passa muito pano. Geralmente quando a família tá envolvida é porque isso vai acontecer, né? É, eu diria que tem que ser muito ingênuo para ir assistir a esse filme e imaginar que um filme produzido pela família do falecido, onde o protagonista interpretado pelo sobrinho dele, vai ser um filme que vai seguir por outro caminho, né? Melhor, tá? Tem ainda toda a participação do John Branca, né, que é o
o agente, foi advogado do Michael durante muitos anos e que ele tá junto no projeto e ele é retratado aqui como um anjo. Tu percebeu isso? Sim, sim. Ele é muit O Michael Jackson, ele tem que dar graças a Deus porque ele encontrou lá nos anos 80, início dos anos 80, um anjo na vida dele que é o John Brun. Cara, é, ele chegando com o Mick no hospital me pega um pouco, mas enfim. Então acho que assim, ó, tem que ser muito ingênuo para ir para um caminho diferente de pensamento, né? Esperar uma outra
coisa. Então eu concordo. Esse filme já tem tudo para começar sendo odiado. E quando a gente vai assistir ao filme, de fato, ele vai omitir muitas coisas. E eu não tô nem falando das polêmicas do Michael Jackson, porque elas, a maioria das polêmicas realmente graves da carreira do Michael Jackson, elas aconteceram em um período que não é retratado no filme. Então elas realmente não deveriam aparecer aqui, sabe? Mas, por exemplo, uma Diana Ross podia ter aparecido, mas tem muitas coisas que ele acaba omitindo. Isso faz com que aquela expectativa que as pessoas que sabiam quem
tava por trás do projeto tinham, elas se concretize. E aí eu quero chegar no ponto que é, se isso incomoda tanto os críticos, por que isso não incomoda os fãs? Porque eu acabei de ver um post feito no Insta do Piwi e os comentários do post eh que fala sobre a aprovação do público, né, do filme e tudo mais, os comentários são tipo assim: "É, os críticos não sabem de nada, querem ver o Michael se ferrando, mas essa é a vida do cara, isso daqui é o que realmente aconteceu." Ah, não tem como a crítica
amar um filme. Não tem como a imprensa amar um filme desses, sendo que eles passaram a vida inteira infernizando a vida do Michael. Então virou meio que uma guerra, né? Tipo assim, o fã aparentemente ele não se incomoda nem um pouco e para ele o filme está perfeito do jeito que está. Inclusive tem muita gente dando nota 10 e falando que é o melhor filme do ano. Isso é muito comum. Isso não é nada assim, ah, nossa, ten que procurar. Não, pode abrir qualquer publicação sobre Michael em qualquer lugar que você vai achar a muitas
pessoas com esse que tiveram esse impacto, entendeu? São os caras perturbados de verdade, né? Por qu? Por que que essas pessoas não se incomodam com possíveis omissões? Porque esse filme é uma homenagem. Esse filme é uma homenagem. Ele é uma homenagem do início ao fim, entendeu? Ele é um filme de culto à personalidade. E as pessoas amam Michael Jackson, amam as músicas dele. Ele é o rei do pop. Então, tipo, quando o filme tudo que ele faz é fazer essa imagem ficar maior, mais divina ainda do que já é, pô, eu imagino que não tem
para que a pessoa não gostar, entendeu? Tipo assim, cara, ele é um filme que cultua uma personalidade que já é muito amada pelas pessoas. E ele vai ser isso o filme inteiro. Então, ele vai ter as melhores músicas, os melhores clips, os melhores shows, as melhores passagens. E ele é retratado como no filme, como uma pessoa que foi e perseguida pelo pai, que foi perseguida pelas pessoas que queriam se aproveitar dele, mas que ele era puro, porque ele tinha os animais, ele gostava das crianças. Ele vai no hospital do câncer, ele vai no hospital dos
queimados, ele dou o dinheiro dele. Então, tipo assim, o filme inteiro é engenhado para fazer a figura dele ser mais divina. Agora, tipo, isso eu quer dizer que ele não é divino, ele não fez essas coisas, não é isso que eu tô falando. Isso aí, isso aí, isso, isso aconteceu na história mesmo. Só que é que tá, o filme ele, ele é omisso, ele fala assim: "Olha, vou focar naquilo que é bom e qualquer polêmica, seja qualquer polêmica mesmo, ah, os irmãos do Michael Jackson não gostaram que ele saiu do Jackson F, não vamos tocar.
Ah, Diana Ross, não vamos tocar. Ah, mas os clipes, não, a coreografia não foi ele que fez todas as coreografias. Não vamos tocar nisso aí. O Quincy Jones foi muito importante para fazer toda a parte musical da música mesmo, né, de engenhar essa música. Vamos deixar ele como um quaduvante que aparece duas vezes no filme. E é isso, entendeu? Ele é um filme que cultua o Michael Jackson para cima de qualquer outra coisa. Eu acho que as pessoas que gostam muito dele vão se sentir representadas por isso. O cara é um deus, um é é
o maior artista de todos os tempos. O filme é isso aí, cara. Isso é uma loucura, velho. Eu assisti o filme do Elvis até tem, né? O filme do Elvis até tem alguma coisa ou outra. Tipo assim, ele não vai muito além de mostrar toda a parte problemática dele ter se relacionado com uma garota que era muito mais jovem do que ele. Eles podiam poderiam ter ido para esse campo, mas não foram. Mas pelo menos ele mostra que o que o Elvis era viciado em drogas, que ele tinha várias questões. Tipo assim, o filme ele
arranha nessas coisas, né? Ele passa uma ideia um pouco mais de uma pessoa real, né? É curioso isso, porque eu não sou o maior conhecedor de Michael Jackson do mundo. Eu gosto, eu conheço várias histórias e o filme me acrescentou 0% ao que eu já sabia. E eu acho isso muito peculiar, mas muito peculiar, porque inclusive tem casos que ele mostra ali que eu sei mais do que tá no filme. Eu fico assim, cara, por quê? Por que tão superficial? Por que tão raso? Por que isso? Entendeu? Chegou uma hora do filme que eu fiquei
com a sensação que eu tava assistindo vários clipes do Michael Jackson em sequência, o que não tem como ser de todo ruim, porque são vários clipes com uma música, é uma boa recreação, as músicas são boas, então tu senta ali e assiste. Mas eu achei esse filme uma tábua, irmão, uma tábua. A última vez que eu me senti assim foi quando eu assisti a um documentário, uma cine biografia, se leu do Cristiano Ronaldo. Eu acho que é uma série documental. Uhum. Cara, pensa num negócio que não acrescenta nada, totalmente lavado, que também é uma homenagem,
nesse caso, ainda mais bizarra, porque o cara tá vivo, entendeu? E aí a família dele tá envolvida e sei lá, eles acham essa massagem de ego no cara muito interessante. Aqui é uma outra situação, né? O Michael não é responsável por isso, porque ele não tá aqui. Mas eu fiquei impressionado com o quão superficial é esse filme, cara. impressionado. Assim, para mim, um metade do filme são cenas que eu já vi em videoclipes. Isso eu acho bizarro, porque ele não traz nada extra, entendeu? Não traz nada extra. É o número do o ano que se
passa, entra o videoclipe, mostra o figurino, é maneiro, tu reconhece o figurino, tu reconhece o videoclipe, tu conhece a música, então tu ouve e é isso, cara. E ele não te traz nada. assim, o que que aconteceu no estúdio, os bastidores, esse filme, dadas as devidas proporções, para mim, ele mostra o processo de criação das músicas que nem o filme dos Mamonas Assassinas. A música ela surge assim, ó, do nada e de repente eles estão no estúdio gravando e tu não sabe nada do que aquelas pessoas fizeram, de como elas compuseram aquilo, tu faz ideia,
entendeu? De onde nasceu. Tanto é que me chamou atenção que eles vão começar a falar sobre o processo de criação de Bir, né? E aí, tipo assim, da da música é é B, né? que que todo aquele processo é, tem os bandidos da gang dançando. Sim, Abirit, tá? E aí, tipo assim, eles começam no processo de criação da música e eu achei, bom, agora ele vai falar onde é que ele pegou a batida, onde é que ele, que que ele viu, não, porque ele já tá lá no clipe, a música já tá pronta. É verdade.
Eu também pensei tipo assim, cara, e será que eles estão indo para algum lugar? Será que vai aparecer alguma coisa do Van Haen aqui? Será que eles vão fazer alguma menção até o Van Haen fazendo solo de guitarra? Será que vai? Não, cara, eles já vão, eles estão no clipe, cara. É, eu fiquei Mas pera aí, tipo assim, o processo de criação, né? Porque o que me o que me cativa no Michael Jackson, o que eu queria ver, tá, quando eu foi anunciado o filme e tal, que que eu queria ver, cara, como é que
esse cara tão tão genial assim, tão diferente de tudo, chegou nesse lugar no sentido das roupas, no sentido da da personalidade, no sentido das músicas, da inspiração. Eu queria saber onde é que veio isso, porque, cara, é muito, é uma parada muito acima da média, né? Tipo assim, ele é muito diferenciado. Só que o filme não faz isso, né? O filme faz o que tu falou, tipo, ele pegar um compilado de coisas que eu já vi, de clips que eu já vi, de shows que eu já vi e botar isso sendo recriado no filme. Então,
cara, eu eu realmente fiquei assim com uma uma impressão meio vazia da parada, sabe? Tipo, ah, tô vendo um filme aí que vai repetir várias coisas que eu já vi. Muito bem feito, porque o valor de produção astronômico, o Jaffar Jackson manda muito bem também, ele consegue e imitar os três jeitos, imitar a voz, ele faz uma coreografia muito boa, mas para além disso, eu não sei o que que tem no filme, entendeu? Eu acho que ele realmente não tem outra coisa a entregar, a não ser fazer uma homenagem e recriar coisas que a gente
já viu dele. É isso. É, essa é a impressão que eu fiquei também. E e tipo assim, eu eu entendo que quando fala de uma figura real, é muito difícil avaliar o filme, porque olha só, como é que tu vai avaliar geralmente um filme que não é uma história que foi criada? Ah, essa história tá verímio? Ah, ah, é uma boa direção, uma boa edição, bons atores e tal. É assim que tu pega. Quando vira tipo uma figura real, parece que a defesa é não sobre o filme em si, mas sobre a personalidade. Sim, eu
entendi. Eu entendi. Então, então as pessoas falam assim: "Não, o filme é muito bom". Vocês tem que entender. O Michael Jackson, ele era perseguido. Calma, calma aí. Eu tô falando do filme agora. O filme, o que que ele tem para entregar? Ele tem uma história? Não, ele, mas é que ele, ele é mais uma homenagem, tal. Por anos eles perseguiram Michael Jackson. Agora o filme fala que ele é muito bom. Tá, mas eu não tô falando sobre a vida real agora. falando, falando sobre o filme, que que o filme entrega, aí eu acho que as
pessoas não vai, não vão muito além, porque elas encaram o filme como uma persona, como se fosse uma personificação do que é o Michael Jackson, sabe? Então, já que o Michael Jackson era essa figura divina, o filme também tem que ser isso aí. Talvez aí more um dos motivos pelos quais o público ama tanto e a crítica detesta tanto. O público enxerga talvez o Michael Jackson ali. E o Michael Jackson era muito [ __ ] e ele lançou um monte de pedradas. É um artista histórico, inacreditável que esse cara fez. Então é muito [ __
] E aí tu vai ali, tu vê a obra dele de novo, tu revive de certa maneira isso aí, né? Um grande compilado da obra dele. Isso é muito bom. E na minha visão, quando tu para analisar ele com o filme, cara, no duro, no duro assim, [ __ ] cara, eu acho até meio tosco e contraditório que o Michael Jackson, que sem sombra de dúvidas isso não existe nenhuma discussão, ele é o maior criador de videoclipes da história ou o artista que mais esteve em videoclipes, o cara que realmente transformou os videoclipes na história
da música, fez tantas obras tão icônicas, sabe? o próprio Beer, Thriller, mais vários outros, ele esteja representado em um filme com uma direção tão xinfrin, tão básica, que nem essa daqui, sabe? Esse filme não entrega nada de direção, nada, nada, nada. É um tripé e de vez em quando ele fica girando em volta do Michael Jackson. Mas é assim, cara, que trabalho ruim, que trabalho ruim, assim, é que aí que tá, entendeu? Ele não é um trabalho ruim, ele só é um feijão com arroz assim, mas feijão com arroz de marmita, sem tempero nenhum, entendeu?
É, quando eu eu lembro de outras cine biografias que eu gostei mais do que Michael, daí eu penso no Elvis. Entenda bem, eu não tô falando que o Elvis é melhor do que o Michael Jackson, porque assim como as pessoas olham pro filme do Michael e defendem ele baseado na figura do do Michael Jackson, o que tá acontecendo éo contrário. Quando alguém fala: "Ah, não, mas eu gostei mais do filme do Elvis". Mas o Elvis não é tão bom que nem o Michael Jackson. Mas eu não tô falando disso. Uhum. Eu tô falando do filme.
O filme do Elvis tem uma direção do Basurma que é um pouco mais lúdica, né? Ah, é muito melhor. Ele ele consegue jogar essa câmera em vários lugares. Aí tem as as partes que ele tá meio que imaginando e isso aí tá acontecendo na vida real. Ele tem uma estrutura muito mais criativa, muito mais dinâmica, tem muito mais ritmo. Eu achei esse filme do Michael Jackson extremamente truncado. É tipo assim, cena dele sofrendo aí depois clipe, cena dele sofrendo, clipe, cena dele com os animais, clipe, entendeu? é sempre assim, truncadinho e tal, uma coisa atrás
da outra, bem segmentar, né? E eu acho que o Baslumer consegue criar toda uma um dinamismo maior no filme, né? Teve na metade do filme assim que tava tendo aquela parte dramática dele ter queimado a cabeça e tal, o Michael Jackson, que eu pensei, cara, é isso aí mesmo, né? É, é, é uma cinebiografia de Wikipédia. Tu vai lá e pega: "Nossa Senhora, isso é da Wikipédia, cara". E esse foi exatamente o trecho em que eu lembro quando eu fazia faculdade de publicidade, a gente teve em alguma aula aí um uma [ __ ] teve
um monte de conteúdo sobre esse caso, entendeu? Mais falando a respeito sobre legislação dentro de publicidade e tal. E são coisas que, cara, seriam muito rápidas de elas estarem no filme. Talvez acrescentaria algo, sabe? E eu assistia ao filme, eu pensava assim: "Meu Deus, cara, eu não acredito que esse filme vai ser raso, ao ponto de ter uma cena do cara entrando no palco, queimando a cabeça, indo pro hospital. E é só isso. Ele tem: "Temos um contrato, precisamos fazer isso, corta. Tá no palco, queimou a cabeça, tá no hospital". Sabe o que que eu
acho que faltou um pouco nesse filme? Um pouco de Blackberry, um pouco daquele filme do da Nike, sabe? Do Ar Jordan que é aquela parte dos escritórios, tipo assim, pô, como é que funciona a patente desse negócio aqui? Aí o cara tá ficando muito famoso, sabe? Esse negócio de bastidor não tem nada disso, nada, cara. Para mim, nesse filme faltou tudo, velho. E aí o John Branca tá no filme e daí eu penso assim, pô, o John Branca é esse cara, entendeu? Ele vai ser o cara dos bastidores que vai falar como é que tá
funcionando aqui, o negócio da marca, não sei o que lá. Não, não. John Brun, ele só tá ali pr Ah, mas eu tô aqui para ver o Michael Jackson. E de fato o filme entrega muito Michael Jackson em várias recreações. Gostaram? Exatamente. Mas aí ele não mostra nada da família do cara. Ah, ele mostra assim, ele mostra o pai dele 87.000 vezes falando que o Michael não sabe lidar com a família. Os coitados dos irmãos, meu Deus, tem uns três ali que não tem nem fala no filme, cara. Achei inacreditável. Os caras são fantasmas. Esse
filme aqui, para mim, ele corrobora a ideia de que esses irmãos do Michael Jackson são uns nada assim, [ __ ] deuns caras sem talento, sem vida, sem alma, sem opinião, sem nada, porque eles não acrescentam em nada. Tipo assim, eles não eles não acreditam em nada nem positivo, nem negativamente. Não é negativo. Sim. Eu não tô falando que é para reclamar dos caras. Eu tô falando só me deixa ver o lado humano do artista. É que eu fiquei vendo o filme, eu pensei assim, cara, o Michael Jackson vai embora, o Jackson 5, que é
o sustento dessa galera. Não vai ter ninguém que vai reclamar disso. Não vai ter um momento que o Michael Jackson vai ter uma cisão com o irmão dele falando sobre isso? Uhum. Não, não é possível que não vai ter nada. Não, não tem. E não é um porque todo mal do filme, todo mal da humanidade é centralizado no pai do Michael Jackson. Parece que o mundo sem o pai do Michael Jackson seria um lugar pleno e puro, mas aí veio o Lucifer, que é o pai do Michael Jackson, e acabou com ele, né? Tá, mas
aí será que as pessoas gostam tanto disso? Porque elas conseguem ver ali uma história de superação máxima? É catársia, máxima, catártica assim, sem nem sabe, é uma uma curva, uma jornada do herói muito bonita que é traçada, né? Uhum. É uma [ __ ] do macatar. Inclusive, o filme termina com macatars, né? Sim. Porque ele se liberta do pai dele e termina cantando bedo de, pô, agora ele é o malvadão, entendeu? Agora ele manda nele. E eu entendo que o próximo filme ele vai ter muito mais aspectos trágicos para poder trabalhar, porque a carreira do
Michael Jackson se torna mais trágica a partir dos anos 90, mas essa primeira parte para mim ela é rasa como um prato, entendeu? Para mim é, eu tô vendo um grande show de um cover, um cover muito bom, tá? Com uma excelente produção, mas é um cover. Esse filme aqui, enquanto eu assistia ele no cinema, eu pensava: "Que sucesso isso aqui domingo depois do almoço, né? A sala de casa, lavando louça, dando uma espiada na TV assim de vez em quando. Ó, o o Michael Jackson tá abraçando macaco. Opa, peguei no sono. Acordou, acordou, acordou.
Triler, trilha, trilha, tril acorda. Aí alguém fazendo, alguém servindo de sobremesa, passando um cafezinho, tomando um chimarrãozinho, dá uma olhada na TV, toca uma música legal, escuta a música, toca a música, daí passa o teu tio cantando, trilê, ele tá junto, né? Vê de relance o filme, né? E aí, cara, eu fiquei com essa sensação assim, eu acho que o público ama esse filme porque o público ama Michael Jackson e ama Michael Jackson muito mais do que o público ama Queen, muito mais do que o público ama Elton John, muito mais do que o público
ama Elvis, muito mais do que todos esses caras, porque aí eu vou bostjar pela boca, mas acho que o Michael Jackson ele virou uma figura maior que toda essa turma assim, ele é messiânico, cara, eu acho ele muito grande. Para mim o Michael Jackson assim, sério, eu acho que a única coisa que tá junto com o Michael Jackson é Beatles na história da música, assim, eu tô falando em termos de grandeza, não tô falando de qualidade, não tô falando que eu gosto, que eu não gosto. Eu tô falando que esses artistas eles são conhecidos assim,
se tu levantar uma pedra e perguntar para uma barata, a barata vai saber quem são essas pessoas, sabe? Mas tu não tem a impressão de que o Beatles ele ainda é muito respeitado, mas ele é mais pra galera da música em si. Tenho essa sensação que pro público geral, pra massa, é, pro mundo, é tipo assim, o artista mais midiático, mais icônico e ao mesmo tempo que eu era muito talentoso, muito inovador e eu queria ter visto mais talento e mais inovação no filme. Então, para mim isso, esse esse incômodo me perseguiu o filme inteiro,
sabe? Mas eu entendo que as pessoas amem tanto esse cara que ele merece uma homenagem. É mais ou menos isso, sabe? Tipo, quero ver uma homenagem a esse cara. É um tributo, porque às vezes tem figuras, cara, que elas elas desaparecem, às vezes elas morrem e elas não conseguem manter essa aura, sabe? O Michael Jackson acho que ele manteve a aura depois que ele morreu e a maneira como ele morreu, ele ia fazer uma turnê, foi um negócio muito trágico, sabe? É diferente de tu pegar, sei lá, eu, [ __ ] qualquer figura, não necessariamente
da música, mas pega o Pelé. O Pelé, no fim da vida, todo mundo fazia piada com o Pelé porque ele era chato. Uhum. Pelé falava. Sabe o que que faltou pro Pelé? Com toda a parte mórbida do que eu vou dizer aqui, faltou ele morrer antes. Pode ser porque se o o Pelé tivesse morrido nos 80, ele ia ser esse cara hoje em dia. Pode ser, pode ser. Pode ser que se o Aton Sena tivesse vivido mais tempo, ele tivesse manchado a imagem dele e não conseguisse manter como esse essa grande figura, né? Uhum. A
gente não tem como saber assim, mas o Michael ele é muito grande, obra, vida e tem uma tem uma única frase no filme que eu achei muito boa, que é a que fala que tem o Michael Jackson, né? O diálogo é muito ruim, mas é ele falando que ele quer ser misterioso. Uhum. Porque apesar de ter uma vida extremamente exposta, ao mesmo tempo sempre foi uma vida rodeada de mistérios. E esse filme não explora nenhum desses mistérios. Isso me decepcionou demais, cara. né? Que decepção. E assim, eu acho que isso aconteceu com o filme do
Michael e vai acontecer com outras cinemografias. Já aconteceu no passado, né? Quando a gente pega, por exemplo, o filme do Eron Sena, esse filme não, né? Essa série que teve para Netflix. E é a mesma coisa, tipo assim, eles exploram malem as polêmicas, mas eles focam muito nesta homenagem, nesse tributo a aquela personalidade. E assim, o Sena, cara, ele, pô, eu sou muito fã do Cena. Eu acho ele o maior piloto de todos os tempos ou o melhor piloto de todos os tempos. Maior não, né? porque ele não tem mais títulos, mas e assim, pelo
que eu considero o melhor, né? Mas cara, ele tem polêmicas na vida dele, entendeu? Ele fez coisas questionáveis, ele bateu lá eh no no prost para tentar vencer o campeonato porque ele queria ser vingado do que aconteceu com ele. Então ele é muito humano, entendeu? Só que as pessoas hoje em dia elas olham pro seno e não vem ele como como um ser humano falho, com com pecados e tal. Realmente lembram dele e e e propagam a imagem dele como se ele fosse um Messias, sabe? tipo assim, que ele nunca errou, que ele nunca fez
nada errado e é isso aí, entendeu? [ __ ] tudo que ele fez era justificável. E eu não acredito nisso. Eu não acredito nisso no proon Sena, não acredito nisso pro Michael Jackson. Tipo, não, cara, não é possível que esse cara nunca deslizou em algum momento, entendeu? Sim, eu acho que sim. E o filme nunca vai explorar isso aí. Eu não acho que nem o segundo filme vai explorar isso aí. O segundo filme, eu acho que ele vai dar e uma explicação para tudo que é polêmico, tudo que aconteceu de errado. Eles vão falar assim:
"Aconteceu por tal e tal motivo, entendeu? esse esse negócio de limpar a imagem do cara, porque o Michael Jackson é essa pessoa muito amada pelas pessoas, mas também muito eh criticado por outras pessoas, né? Sim. Muito polêmico, né? Olha só, eu abri aqui algumas avaliações no Rot Tomatos de audiência e de crítica, tá? Então, por exemplo, uma coisa que aparece muito na audiência são os elogios ao Jafar Jackson, né, que é o sobrinho do Michael que interpreta ele. Então, ó, Jafar deixou seu tio orgulhoso. Jafar foi incrível. Com certeza Michael está vendo tudo isso lá
de cima. Jafar fez um excelente trabalho interpretando Michael. Eu amei o filme. Eu senti que não aprendi nada de novo, mas ele me mostrou as coisas de uma maneira um pouco mais pela visão do Michael. Eu adoraria ver o resto da história dele. Fiquei desapontado que terminou em 1988. Que vai ter dois, né? Sabe o que que eu fiquei curioso? Jafar é fenomenal. Parecia um show. Jafar Jackson, o ator era muito crível. Parecia que eu estava assistindo Michael Jackson. Amei, amei as músicas, amei tudo. Parecia um show do Michael Jackson. E eu acho que isso
para mim faz muito sentido. Faz muito sentido. Não, eu eu concordo com essas críticas aí, todas elas. O Jafar Jackson é muito bom. Ele parece muito Michael. Eh, o filme parece um show porque de fato ele tem várias passagens de show e clips. E é um filme que tem muita música. Concordo com tudo isso aí. Isso é verdade. Só que talvez quando a gente para para pensar numa cine biografia, depende do que tu imagina do meu cinebiografia, tu espera outras coisas além disso, né? Eu sempre vou dar o exemplo do filme do Jobs lá do
Michael F Bender, sabe? Ah, bom demais esse filme, esse filme, cara, tipo, para mim, ele ele é uma aula assim de de como entrar na mente de uma personalidade, de como explorar ela com diálogos e tal. Ele ele não pega e conta a história inteira do Steve Jobs, ele conta três momentos específicos e ele consegue com esses três momentos específicos explicar tudo. Porque que ele era um gênio, porque que ele era polêmico, por que que ele tinha problemas familiares, entendeu? Ele ele consegue pegar tudo isso em momentos específicos. Não precisa ser uma cinebiografia Wikipédia que
pega do início da infância pobre e trágica até ele virar o maior de todos e depois ele morrer, sabe? E talvez seja a falta disso que os críticos sentiram falta, porque olha só, se tudo que você procura é uma montagem de duas horas de clássicos do Michael Jackson, você vai adorar. Se por outro lado, você quer algo como o homem por trás da música, bem você está sem sorte. O público recebe um valor de entretenimento impressionante e uma imitação impressionante do sobrinho Jafar Jackson. As custas de praticamente qualquer investigação sobre a mente e as motivações
de sua estrela homônima. É, eu eu concordo muito com isso. Acho que quem gosta do Michael Jackson, quem quem quer ver as músicas dele recriadas e tal, vai a mais esse filme. Eu acho muito, tipo assim, tu não acha que teu irmão vai gostar do filme? Acho, porque eu acho que meu pai vai gostar desse filme, eh, minha irmã vai gostar desse filme, amigos meus vão gostar desse filme. Cara, eu acho que esse filme aí é ele é um filme que a galera vai gostar mesmo. Não é o que eu imaginava, sabe? Não é o
que eu queria. Eu queria realmente o que o crítico comentou aí, o homem por trás da da máscara de de Michael Jackson, sabe? Mas não teve isso, né? Independente das alegações do cantor, o filme luta em um nível puramente narrativo. É um filme biográfico cauteloso demais, que nunca justifica sua própria existência. O filme nos conta a história de uma maneira descomplicada da ascensão de Jackson à fama, uma maneira quase desinteressante de abordar o assunto. Enfim, eu acho que é bem nítido aqui o consenso dos motivos, né? Acho que realmente o pessoal achou o filme raso
e e para mim é isso, ó. O filme inteiro é muito parecido com uma sucessão dos maiores sucessos da vida de Michael Jackson. É isso. É, eu sabe o que eu fiquei com a impressão? Tipo, por que que eu tô vendo esse filme? Porque eu gosto do Michael Jackson, sabe? Sim. E eu gosto das músicas dele, né? Eu não sou o maior fã do mundo, não tenho todas na playlist, mas consigo reconhecer que é um artista [ __ ] sabe? O maior de todos os tempos. Então, partindo desse pressuposto, faz muito mais sentido eu pegar
um vinil do Michael Jackson ouvir ele ou no YouTube e botar os clipes, o show, sabe? Porque daí vou est vendo o verdadeiro Michael Jackson entregando um show, sabe? O o show ele é, olha que coisa curiosa, né? Porque o show de um artista ele mostra o que o artista sabe fazer de melhor. Uhum. Tu nunca vê o que tá por trás, né? Tu não vê os bastidores do show. Tu não vê a galera levantando a a luz, tu não vê isso aí, tu não vê a galera se ensaiando, não. Tu vê a parte final,
o show que foi preparado. E esse filme é isso. Ele é o show que foi preparado para ti, mas ele não vai mostrar nada que tá por trás. Ele não vai mostrar os perrengues, a pessoa problemática que podia ser. Não, não. Ele vai mostrar o show realmente, sabe? para o aquilo que tu já espera, tu vai ver. Então, nesse sentido, eu acho que faz todo sentido ele fazer eh sucesso entre as pessoas, porque ele é uma coisa confortável, ele é o que as pessoas esperam, ele é o espetáculo. Ele é o espetáculo. Olha, eu já
sei quem é o Michael Jackson, eu já sei tudo de incrível que ele fez. Eu vou ver tudo isso sendo recriado, muito bem feito na no sentido de produção, mas eu não vou nem ser instigado a pensar, pô, mas será que aquilo que eu acreditava não era verdade? Não, não, não. Ele nem vai te desafiar nisso, não. E digo mais, para mim, ele não precisava nem me instigar isso. Eu só queria ver alguma coisa além do que eu posso encontrar nessa playlist do YouTube que tem tudo, entendeu? Eu queria ver algo além. Qualquer coisa, cara,
quer me mostrar a amizade dele com segurança, bicho. Não precisa ir no na ferida, entendeu? Só me mostra como que esse cara era praticamente família dele. Isso já ia me satisfazer, porque eu ia est vendo alguma coisa além do horizonte mais óbvio que eu consigo enxergar. a 10.000 km, entendeu? Sabe o que que eu queria nesse filme? Ele e o Quincy Jones juntos, pelo menos me dava 5 minutos disso. Ah, uma cena, cara. Eles conversando como é que eles chegaram na música, entendeu? E aí o Quin Jones fazendo a batidinha e eles ele construindo, eles
falando podia ser assim, podia ser assado. Não cara, pensa que tudo é divino, tipo assim, as coisas caem do céu, sabe? É que as músicas elas simplesmente surgem, né? Elas não foram compostas, elas não foram criadas, elas surgiram. Tem um momento do do filme que até é dito isso, né? E é uma frase real do Michael Jackson que ele tá lá na piscina, né, que ele tá eh pegando um sol e os irmãos chamam ele paraa brincar, ele falam assim: "Não, não, tô esperando vir uma inspiração porque senão Deus pode entregar pro Prince". É uma
frase real do Michael Jackson. Então, tipo, parece que eles pegam essa frase e a e levam ao pé da letra, né? Levam ao pé da letra, entendeu? Tipo assim, não é um só um chiste, uma piada, não. Não é de fato assim que as músicas chegavam. Eu olhava pro céu e Deus falava: "Toma que é teu". Cara, eu acho que esse filme é, [ __ ] se ele for o fenômeno que a gente tá acreditando que ele vai ser, é de se estudar. É de se estudar, porque é um espetáculo. É isso. E talvez o
filme que vai pro cinema, ele tenha que ser um espetáculo. E o e a cinebiografia que a gente espera quando vê, ela tem que ser um negócio mais documental mesmo, entendeu? É, eu também acho. Ela não pode mais ser um filme recriando a carreira do fulano, mostrando as coisas. Não. Talvez tenha que ser uma série documental independente, feito por uma galera que não tem autorização de nada. É, cara. Imagina se esse filme ele vai pras polêmicas mesmo, tipo assim, depois pós anos 90 e tal, eh, e começa a falar sobre essas coisas, as pessoas não
iam gostar do filme, não. Porque por mais que fosse muito bem feito, uma [ __ ] investigação e tal, elas iam falar assim: "Tá atacando o Michael". Ah, porque o que aconteceu, né? Não precisava ter isso. O que eu mais li foi o seguinte: "Ah, os críticos odiaram o Michael, né? Engraçado que o documentário Live in Everland é muito bem avaliado. Não tem métrica para esse comentário. O cara não imagina que assim, olha, ele tá talvez avaliando que o documentário é bem feito." Uhum. Ele tá falando assim: "Os críticos acham que o Michael Jackson é
pedófilo e criminoso, por isso eles avaliaram o filme negativamente. Mas e por achar isso, eles avaliaram positivamente o documentário." Sim, entendi. Eles eles não param para pensar que talvez às vezes o crítico ele tá tipo assim, ele não tá só avaliando o mérito da coisa, né? Ele tá avaliando como foi feito, né? Tipo assim, a a parte da de um documentário bem feito com investigação e tal, tira sonora. Não, não, não. Ele tava, ele acha que o crítico avalia, tipo assim, com base na opinião dele sobre aquele artista, sabe? Sim. Talvez se tivesse um documentário
do lado oposto, ele seria tão elogiado quanto. Sim. Porque ele traria uma outra visão. E dependendo da profundidade com que ele fizesse isso, ele faria as pessoas refletirem sobre, né? Mesmo acreditando ou não, pelo menos elas pensariam assim: "Puxa, mas esse documentário ele me trouxe tantas coisas, não sei, ele ficou na minha cabeça, entendeu?" Um exemplo disso que eu tô falando. Olha como o, para mim, o Michael Jackson, ele realmente alcançou esse posto messiânico, A última tentação de Cristo, um excelente filme. Tem muita gente que odeia esse filme com todas as forças do mundo, que
pega Jesus Cristo e faz uma outra história dele. Sim. Uma história diferente do que as pessoas estão acostumadas. Então, mesmo que o filme seja bem feito, tenha um [ __ ] roteiro, as pessoas odeiam, porque elas acreditam que, olha, tu não po, é desrespeitoso, tu não pode fazer isso com essa figura, entendeu? É, mas nesse caso aqui eu acho que não era desrespeitoso. Nesse caso aqui, eh, cara, não sei. Eu acho o filme, ele é uma homenagem, ele funciona, mas eu acho ele muito básico, muito básico. E para mim faz sentido quem gostou, da mesma
maneira que eu acho que faz sentido quem não gostou do filme, entendeu? Ah, particularmente o que eu gostaria de ver, ele não entregou, mas também não. O filme não foi feito para mim, né? Ele foi feito para todo mundo e eu acho que para todo mundo ele entrega. o que precisa ser entregue. Talvez seja isso, entendeu? É um filme do Mário, né? Esse filme aqui ele é um pouco diferente do Bohemian Rapodi, porque o Bohemian Rapodi eu acho que ele ainda ele é um filme mais mentiroso do que esse daqui, entendeu? O Bohim Rapodia, ele
tenta inserir os outros membros da banda em lugares onde talvez eles não teriam que estar. Ele ele faz o contrário desse daqui, entendeu? Ele começa a a enfiar coisas pra turma. Esse filme aqui, eu acho que ele não é mentiroso. Eu acho que ele só é extremamente omisso. Extremamente omisso, tanto de polêmicas quanto de coisas banais do dia a dia. Cara, por que que esse filme não mostra esse ser humano aqui, velho? Não mostra. Isso aqui é o Michael Jackson. Mas ele mostra. Mostra ele com os animais. Ah, mostra ele com os animais. Mostra ele
no hospital. É verdade, né? Mostra ele dando autógrafo no na loja de brinquedos. É, mostra, né? Esse é o verdadeiro Michael Jackson. as pessoas amam ele. Cara, essa daqui é provavelmente a cinebiografia assim de grande orçamento mais rasa que eu já assisti em toda a minha vida. E talvez seja por isso que muitas pessoas se incomodem com ela. E eu me incluo em muitas pessoas, porque nesse caso o filme não entregou nada para mim que eu já não conhecesse. Tá legal, eu vi as músicas do Michael Jackson, mas é que volta e meia na minha
casa toca um clipe do Michael Jackson na TV. Então para mim foi uma experiência um pouco sem sentido, sabe? Eu fui esperando receber alguma informação e a sensação que eu tinha é que eu sabia mais do que o filme. É. E teve momentos inclusive que eu falei assim, pô, que legal, eles vão requerar thriller, né? Eles vão falar sobre John Landes e tal, né? Pô, vai ter alguma parada? Não, não é só não. É só o Michael Jackson falando, "Ô, mostra lá pro John que ele pode segurar a câmera assim. É, ô John Lendis, tu
pega a câmera e mostra os meus pés, por favor, que daí eu acho que vai ficar bem legalzão assim mostrar o meu corpo inteiro. Isso isso me irritou, isso me irritou um pouco, tá? Vou vou ser sincero, porque eu acho que a arte ela ela é colaborativa, sabe? Eu acho que existem pessoas que elas são realmente tem um talento natural e isso acontece, mas a eu acho que a arte é colaborativo, entendeu? Tipo assim, tem o o coreógrafo, tem o figurinista, tem o diretor do clipe, sim. Uma pessoa que faz tudo sozinho, né? Entendeu? Não
é tipo o Michael Jackson ensinando John L a filmar. Que isso, cara? É que isso? E o e outra, né? Esse filme ele faz tanto isso que chega uma hora que tu começa a questionar a veracidade até das coisas mais óbvias, sabe? Tem coisas que tu tem que pesquisar para saber, tipo assim, pô, será que essa frase realmente foi dita? Não sei se eu acredito, porque o filme tem uma cara, um aspecto tão artificial e ele começa a escantear tantas figuras assim, chega um momento que tu fala: "Não, não é possível, não é possível que
isso acontecesse assim. Não é possível que o Michael Jackson decidiu tudo e fez tudo". Michael Jackson tá maluco, ele cozinhava, passava, arrumava a cama, ele fazia tudo, cara. As outras pessoas não têm relevância, não tem relevância. O mundo é só ele, tá ligado? Isso é muito bizarro. Inclusive, rolou uma polêmica, né? Porque a atriz que foi escalada para fazer a Diana Rosa, ela foi cortada, né? Tipo, ela ela gravou cenas e tal que não ficaram no quarte final. Aí ela fez um post falando: "Olha, queria ter aparecido no filme e tal, mas por n motivos
acabou sendo cortado". E e eu me pergunto o que que rolou, por que tiraram essa parte da Diana Ross? Será que no quarte final eles falaram assim: "Putz, isso aqui talvez ele tá indo dentro demais da pessoa Michael Jackson". Acho que sim. Vamos tentar ser um pouco mais divino. Vamos cortar isso aqui porque isso aqui pode ser uma pode ser encarado como uma falha e esse cara aqui não tem falhas. Então vamos cortar isso. Acho que sim, cara. Para mim, sei lá. Eu acho que é bom a gente ter um ídolo tão perfeito assim, uma
figura tão inspiradora, tão vencedora e é legal de de seguir por esse caminho, sabe? É muito confortável. É, é confortável, né? Ah, e e eu acho que por ser confortável vai ser o sucesso que a gente tá projetando aqui, sabe? Vai fazer muito dinheiro, as pessoas vão gostar, vai ser lembrado como um ótimo filme. É, eu confesso que eu fiquei muito triste. Eu queria saber mais sobre o homem. Fiquei com vontade de ler uma biografia. Talvez exista uma biografia não autorizada, porque essa biografia não autorizada, ela vai ser a melhor biografia, porque provavelmente o pesquisador
foi atrás de pessoas, se informou, escreveu o que ele quis e e é isso, entendeu? Porque eu queria conhecer o ser humano e e não tô falando sobre polêmicas. Quer omitir todas, omite, porque eu já sei que se tem, [ __ ] se o sobrinho é o protagonista e a tia tá produzindo o filme, é óbvio que não vai ter polêmica. Não é isso que eu tava esperando ver, mas eu queria ver as relações, eu queria ver algo da rotina. da criação, de como surgem as coisas. Não vi, cara. E tu sabe e tu sabe
que a proposta do filme era ser isso, né? Por que ele se chama Michael e não Michael Jackson, né? Ele ele era para ser a pessoa, só que tu não viu a pessoa, tu viu esse filme deveria se chamar Michael Jackson. É, tu viu a lenda, tu não viu a pessoa. Afinal das contas, é isso que tu viu no filme. Mas as pessoas adoraram, né? Comenta aqui embaixo a sua opinião sobre Michael. Você gostou, não gostou? também você pode falar os motivos de ter gostado do Por favor fala os motivos pra gente abrir uma nova
discussão aqui, porque esse assunto rende muito, esse filme rende muito, tá? Tem muita coisa a ser comentada sobre ele. Eu acho que ele vai ser de verdade assim, eh, assunto durante muito tempo. As pessoas vão lembrar dele, vão falar, discutir sobre ele, vai ser objeto de estudo e ele vai ter uma continuação, vai ter, então ele vai ser muito maior do que um Bohemian rapod. E eu vi as pessoas falando tipo assim: "Ah, não vai ganhar o Oscar, mas não sei o que, blá blá blá". Ó, o Bohiman, Rapod ter ganhado o Oscar foi foi
fez mal para esse filme, porque ele conquistou um ódio imenso por conta dessas estatuetas que ele levou de um ator que, [ __ ] sacanagem o Ramimalek tem um Oscar, sacanagem, uma montagem ruim, então isso nem foi bom pro filme, entendeu? É melhor mesmo que o Michael não ganhe Oscar nenhum, a não ser que seja algo, não, mas vai ganhar coisa técnica, a não ser que seja algo muito específico da técnica e tal, é melhor que ele nem concorra e porque o filme vai crescer mais e ele vai ter uma continuação, ele vai ser muito
maior do que o Bim no episódio desse filme aqui também. Acho, eu acho, mas ano que vem, mas Michael Jackson é maior que, né? Ah.