Vocês estão consolidando seguindo o modelo de outras empresas lá de fora. Qual que é a vantagem de existir uma empresa consolidadora? O que que vocês têm de vantagem competitiva na hora que vocês têm um tamanho maior?
Tem várias coisas atreladas a isso que trazem bastante rentabilidade pro negócio. A primeira delas é o serviço de pós-venda. Você não vai conseguir vender um carro direto pro consumidor que ele não consiga ter um lugar para fazer o pós-venda.
Nas concessionárias, elas têm oficina e esse serviço de oficina é fundamental paraa rentabilidade do negócio. Então é um lugar onde a gente vende, faz a serviço de garantia, faz reparos, vende peças. Então é é uma parte importante do business.
[Aplausos] [Música] Sejam bem-vindos a mais um quadro entre Reis e Seous, o quadro que eu trago as lideranças das empresas listadas para tirar as minhas dúvidas, quem sabe as tuas dúvidas e bater um papo a respeito da empresa. E hoje eu convidei aqui o Antônio Barreto, CEO da Automob. Tudo bom, Antônio?
Tudo joia. Obrigado por receber, Thaago. Um prazer.
Antônio, conta um pouquinho da sua carreira como executivo e depois vamos falar da Automob, que é uma empresa nova no mercado. Legal. Vamos lá.
Obrigado. Prazer. Sou, som, somos quase contemporâneo de, de faculdade, sou do interior.
Mudei para São Paulo em 2002 para fazer GV. É, me formei 2006, trabalhei primeiro num fundo de de investimento pequeno. Eh, passei por alguns projetos.
2010 fui trabalhar no grupo JF, fiquei lá por 8 anos. É, terminei como CFO da hold. É, saí de lá em 2018 e fui trabalhar no grupo SINPAR, onde eu tô tô até hoje.
Então, nos últimos 5 anos na Simpar, começo da carreira lá até o meio do ano passado, trabalhei na hold, eh, que antes era JSL, nós queremos assim para um holdistado, e lá cuidava da área de planejamento estratégico e MNA. Então, ao longo desses 5 anos nessa área, a gente fez várias coisas, né, relevantes lá. uma delas super ligada ao tema aqui, automóvel, que nós vamos falar com com mais carinho.
E no meio do ano passado, o Fan me convidou para me dedicar exclusivamente ao automób. Eh, a gente até então tinha, né, feito várias aquisições, as empresas estavam ainda rodando de maneira independente com os seus gestores anteriores e a gente começou a criar a estrutura da Automob como holding para consolidar os investimentos que foram feitos, né, de concessionários. Eu fui para lá, tô lá um ano, eh, com o CEO liderando a a automóvel.
O que faz a automób? Automó, Thiago, eh tem no começo da história nossa, como automó, né? Automób como marca foi criada em 2022, mas o grupo Simpar investe em concessionária de carro desde 1995.
Então 1995 foi comprada a primeira concessionária Volkswagen aqui na zona leste de São Paulo. Até hoje é uma concessionária nossa. Eh, cresceu ao longo do tempo.
Em 2021 tinha 15 concessionárias, duas marcas. E o Fernando já tinha, né, essa imparo, essa visão de de negócio de funcionários é um negócio familiar, extremamente pulverizado e e a ser transformado. Eh, nos Estados Unidos observa muito isso, né?
Grandes grupos que consolidaram muito o mercado lá e continuam em consolidação. Tem empresas listadas, inclusive, é, várias empresas listadas com um sucesso tremendo, né? Tem tem player que faturava 2 3 bilhões de dólares há 10 anos atrás, que hoje fatura 36 bilhões de dólares e apresenta na apresentação institucional deles uma ambição de chegar em 100 bilhões de dólares.
Chama Lite esse grupo. Eh, o segundo maior que era o maior até esses dias chama Autonation. fatura 30 bilhões de dólares e esse tem outros cinco, seis players que faturam 20, 25 bilhões de dólares.
Eh, e todos passaram para processo eh de de expansão através de aquisição. Eh, mesma dinâmica do Brasil, super proverizado, super familiar, grupos regionais, eh, e o mundo em transformação, né? As montadoras em transformação, tecnologia em transformação e o cliente também querendo um serviço melhor e uma evolução do do business em si.
Eh, com essa visão a gente começou desde o começo, entrei, quando eu entrei no grupo, a gente já tinha umas negociações e tal. Em 2021, final de 21, a gente tem a felicidade de fazer a primeira aquisição. Um desses grandes grupos americanos, inclusive chama grupo eles tinham uma operação grande aqui no Brasil, chamava UAB e estavam crescendo muito nos Estados Unidos e na Inglaterra e decidiram focar por lá.
Eh, a sede da empresa era nos Estados Unidos, os executivos ficam lá e acabaram que contrataram a boutique, nos contactaram, a gente negociou e comprou a OAB em novembro de 2021. Eh, e de lá para cá a gente fez outras em leves, né, que a gente fala carros, é, outras seis aquisições. Então, em leves nós saímos de 700 milhões de faturamento em 2021 para 10 bilhões no final do do ano passado.
Então, concessionári de leves. Aí d essa resposta longa e desse pedaço para dizer final do ano passado a gente, o grupo Simpar juntou as concessionárias de pesados, que é concessionária de caminhão, ônibus, máquina agrícola e equipamentos, que era da Vamos, que era da Vamos. Então a história é dentro do grupo, o primeiro investimento em funcionário de pesado foi 2006 a compra da Transil, que era um grupo de concessionárias de Volkswagen Mã de carro de caminhões e ônibus.
Só para deixar claro pra turma, leves é automóvel. Automóvel é um pedacinho de moto, mas é carro de passeio e moto. Pesados, caminhão.
O grande parte do negócio nossos pesados é caminhão da marca Volkswagen Man, caminhão, ônibus, eh, máquina agrícola que eu vou falar já já as marcas e linha amarela, que equipamentos para construção, para outros, nosso caso é comatos. E aí dentro da Vamos, né, dentro da Simpo, né, 2006 foi a primeira aquisição, uma operação importante de caminhões. Isso foi se desenvolvendo dentro do grupo até 2015 mais ou menos leves e pesados era junto, não era separado.
Eh, e assim parar de 2015 paraa frente, na estratégia de dar independência pros negócios e força, estrutura de capital para crescer e se desenvolver, criou as estruturas de CNPJ diferente. Então, nessa formação da VANS, decidiu-se que cononária de pesado iria para VS. Então isso foi desenvolvido dentro da Vamos, ainda vamos nem tava longe de abrir capital, um negócio muito menor.
Foi crescendo e se desenvolvendo. Em 2000, janeiro de 21, nós abrimos capital da Vamos. Eh, a gente já tinha começado o desenvolvimento do negócio de pesados de concessionárias dentro da VAMS.
Em 2017, a Voss comprou uma empresa de locação chamada Aborgado, que tinha algumas concessionárias da Valtra, que é máquina agrícola, do grupo AGCO. Eh, a gente se se relacionou bastante com a montadora e fomos convidados a desenvolver o negócio e crescer em alinamento com a montadora. Então, no auge da pandemia lá 2020, a gente comprou uma rede pequena de agro eh Valtra no norte do Mato Grosso, né?
naquela região lá mais pujante do Mato Grosso, alinhado com a montadora, que fazendo essa compra muito pequena, a gente ia ganhar a toda aquela região, então a gente podia abrir outras lojas da Valtra e mais do que isso, a gente ganhou a representação da marca Fend. O grupo AGCO tem uma marca eh mais tecnológica alemã chamada Fend, que concorre diretamente com a Jondra, né? Em alguns países do mais envolvidos já vende a um prêmio em cima da da John Diera, inclusive.
Então a gente começou a desenvolver do zero essa marca Fend ali em toda essa região do Mato Grosso e e Goiás que a gente já tinha desde essa aquisição lá do do passado. Então o negócio de água foi crescendo e a gente surfou uma onda maravilhosa do água, né? 2021 e 22 foi cresceu muito o negócio.
Eh, nesse meio tempo a gente tem oportunidade de ir pro Paraná. A montadora nos convidou para comprar um dentro de um objetivo dela de organizar a rede no Paraná, comprar uma rede pequena lá também Walter. E com isso também ganhamos a oportunidade de explorar a marca Fend lá no Paraná.
Tá está isso está em construção. E nesse meio tempo também em relacionamento com a com a Comatos, a gente ganhou concessão em algumas regiões específicas de linha amarela. Então, o negócio de concessionário foi crescendo dentro do avanço.
Em 23, né, a gente começou a ter eh eh o o agro teve ali aquela tempestade perfeita, né, o eh teve eleições, teve queda do preço da commodity, custo do do do agricultor explodiu, seca e o foi um strike total. Então os volumes despencaram e o negócio a concessionária tinha dado um um resultado muito bom, começou a ter resultados muito ruins. Aí começou a ter dois questionamentos ao mesmo tempo, né?
um do do investidor da Vas falando para assim: "Paró, eu quero investir num negócio de de locação pura". O negócio de locação tinha crescido muito nesse período, né? Continuou crescendo e teve essa provocação.
Vocês não por que não separar a concessionária de de locação? E o da Simpar, por sua vez, que via as duas coisas, fala: "Poxa, vocês estão desenvolvendo automóvel aqui dentro da Simpcessionárias dentro da VAN, por que não juntar as concessionárias num veículo único? " assim para ouviu essa esse questionamento, estudou e em setembro de 2024, ano passado, propôs prositários vamos uma reorganização na qual ela atendia esses anseios e ainda dava um segundo, né, um segundo passo importante no planejamento que era nascer listado.
Então foi oferecer para os minoritários da VAMS, eles receberem ações da VAMS concessionárias que já eram CNPJ independente dentro da VAMS. Então quem tinha ação da VAMS receber ação da VANS concessionárias. essa empresa nascer listada por por conta desse movimento e ela incorporar automóvel.
Eh, teve uma negociação de relação de troca e tudo. Eh, a Simp acertou com os minoritários, levou para aprovação, foi aprovado por 92, 93% dos minoritários e no final do ano foi concluída a transação. Então, spinoff da concessionárias, ela incorpora automób a chamar automób.
Então, nascemos aí esse ano todas as concessionárias num numa empresa única. Então, 10 B de leves, que eu comentei no começo, e pesados 2. 7, 3 bilhões de de receita bruta eh consolidadas.
Então, chegamos em 13 bi de faturamento no final de 2024, consolidando as diferentes atividades de concessionário. Antônio, para tangibilizar pro público, quais marcas que vocês atuam hoje? Thaago, a gente tem, a gente tem um, a gente é um grupo muito diversificado, eh, a gente acredita ser, né, o mais diversificado do Brasil em marcas e produtos e serviços.
Se você for olhar em marcas e no geral, nós som representamos 35 marcas. Eh, vou não vou conseguir nem listar as 35 aqui, mas vou falar rapidamente algumas populares, vou falar algumas aqui do do de diferentes segmentos. No mundo de leves, a gente apresenta BMW, Volkswagen, Toyota, Honda, as marcas destelantes, Fiat, Peugeot, Citroen, eh, representamos Jaguarin de Rover, representamos Volvo, tem umas de ultra luxo aí também, né?
É, tem, a gente tem uma atuação muito importante no no mercado de luxo. A gente fez duas aquisições estratégicas, né? Uma foi Alstark em São Paulo.
Alstar representa BMW, Jaguar, Rover, Volvo. Eh, a gente tem operação importante de moto, né, dentro desse negócio de luxo. A gente é o maior dealer de de Harley Davidon no Brasil, eh, Triumph KTM.
Eh, e aí continua lá na nas marcas, né? Nós temos dessas no mercado de leves, eh, a gente representa os novos entrantes, a gente tem uma representação grande de BID, temos GWM, eh eh temos estudados representar outros grupos, né? Sempre muito bem-vindo essa discussão.
A gente avalia, se a gente agrega valores, se a gente acredita no business plan e muitas vezes passa a apresentar novos grupos. Isso é parte relevante do nosso crescimento, que a gente chama de crescimento orgânico no mundo de do dos pesados, né? Em caminhões é Volkswagen Man, né?
e caminhões e e ônibus que a gente tem uma atuação grande no Brasil, a gente é o maior delay deles do Brasil, espalhado em alguns estados, com a grande vantagem. Nesse caso, em muitos lugares a gente é são regiões monoatendidas. Que que isso quer dizer?
Tô numa região onde só eu tenho a marca. Então aí você tem mais capacidade ainda de atender melhor o cliente e ter melhores e rentabilidades. No mundo agorro, a gente tem apresentação do grupo AGCO, que é americano listado em bolsa, da marca Valtra e da marca FEN.
Eh, e linha amarela, principalmente a apresentação que a gente tem comatos. Nós estamos em algumas regiões diferentes. Antônio, esse negócio de concessionária, ele era pulverizado no Brasil e vocês estão consolidando seguindo o modelo de outras empresas lá de fora.
Qual que é a vantagem de existir uma empresa consolidadora? Qual que que vocês têm de vantagem competitiva na hora que vocês têm um tamanho maior? Então, vamos lá tentar resumir.
São vários aspectos eh super relevantes eh eh da tese de investimento, né? Parte importante do negócio é essa relação fundamental com as montadoras, na qual eu compro o carro novo e vendo, né? Eh, sou um, presta um serviço, eh, é a montadora que toma todo o risco, ela que desenvolve produto, ela que desenvolve o marketing institucional e a gente é o cara na ponta que tem garantir o atendimento do cliente.
Tem várias coisas atreladas a isso que trazem bastante rentabilidade pro negócio. A primeira delas é o serviço de pós-venda. Então, você nunca vai ter uma marca que você representa e vende direto.
Pessoal fala: "Ah, mas e a evolução do negócio? " Ó, você não vai conseguir vender um carro direto pro consumidor que ele não consiga ter um lugar para fazer o pós-venda. Então, nas concessionárias elas têm oficina e esse serviço de oficina é fundamental paraa rentabilidade do negócio.
Então, é um lugar onde a gente vende, faz a serviço de garantia, faz reparos, vende peças. Então, é uma parte importante do business. Outra parte muito importante do negócio é tudo que a gente vende além do carro zero, né?
Hoje na automóvel a gente tem uma mesa, a gente chama FENI. Feni é financiamento e no caso do inglês é insurance, mas são os agregados no geral. Nós temos uma mesa de FENAI e uma mesa de seminovos.
Então, como é que funciona? Mesa de FENAI. Qualquer cliente que entra em uma das 192 lojas, a ficha dele, né, o pedido dele de financiamento vai para uma mesa independente, que tem acordos com quase 20 bancos e e e financeiras.
aprova, invariavelmente consegue aprovar até pela quantidade de de fornecedores e volta com opção boa de financiamento pro cliente. Eh, isso viabiliza a venda, é bom por isso e segundo a gente recebe um um retorno da financeira ou do banco por ter sido vendido o financiamento. Isso é um pedaço importante do FENAI.
O outro que a gente tá no começo ainda desenvolvendo é a venda de todos os outros serviços agregados. Então, vendo despachante, eu vendo seguro, eu vendo garantia estendida, eu vendo consórcio. Então, a gente tá olhando uma série de produtos para oferecer pro cliente melhorar e atender os anseios dele no ponto de vento.
Para tudo isso, com a escala que a gente tem criado, eu tenho melhores retornos. Então, isso é um retorno óbvio da da nossa estrutura. Segundo, mesa de seminovos, como funciona?
qualquer cliente que chegar na loja, o gerente ele, né, recebe, tira foto e manda para uma mesa, essa mesa avalia seu seminovo. Então, eh, então hoje a gente tem a maior mesa de avaliação do seminovos do Brasil, porque eu consigo atender todas as minhas concessionárias, trazer velocidade e trazer governança, né? Então garanto que eu precifico de maneira correta, porque eu tenho uma visibilidade maior, sou ágil e e não perco a compra, porque nosso interesse às vezes é até de comprar o seu carro, mesmo que você não compre um novo.
Eh, por nós temos outro business fundamental pro desenvolvimento do negócio, que é o business de seminovo. Então, e que nós acreditamos muito. O que que isso quer dizer?
Hoje hoje a gente vende os representa as montadoras e vende o carro zero, faço servós-venda, venda os agregados e tem um business de seminovo. O a venda de seminovos no Brasil é umas três, quatro vezes maior que quatro, quatro, cinco vezes maior no mundo inteiro, mais ou menos essa essa regra nos Estados Unidos também. Então, falando do americano um pouquinho, fazer o paralelo.
Os caras mais envolvidos lá, eles vendem nas lojas mais seminovo do que novo. O ratal que a gente fala lá, a relação chega a 1,5 seminovo por novo. Como que é isso aqui historicamente no Brasil?
O concessionário familiar e regional e e tradicional, ele nunca teve o a vontade de trabalhar com sem novo. Por quê? Porque o seminovo é risco 100% dele.
Uhum. Cada carro que eu compro no seu trading, você chegou lá na concessionária para comprar um novo e eu compro o seu, eu tô comprando a vista. Sim.
Tô tomando um risco aqui de capital de giro, primeiro e segundo, tô tomando um risco de gestão desse estoque de giro dele, porque eu tô ali, eu tenho que eu tenho que ter capacidade de girar rápido, então tenho que comprar certo, com a margem certa e girar rápido. Eh, então o ratio no Brasil do tradicional é 03, que é o mínimo possível, aquele que ele meio que é obrigado a pegar o trading, senão ele não faz a venda no novo. Então isso isso é a regra para todas os grupos que a gente comprou.
O grupo Simpai através da original, que era a marca do grupo, eh já tinha essa essa visão e já investia muito no seminovo. Então nós estamos levando isso para todas as lojas que a gente compra. Então nós estão aumentando muito o volume de venda, nós estamos melhorando o atendimento pro cliente, porque eu garanto que ele vai ser atendido, né?
Para ele é importante chegar na loja e ter o preço. Eu já, eu já fui concessionário, eu como pessoa física e não tive preço. Tem marcas que não dão.
É mesmo. Já já passei por isso sem nomear sem nomear concorrente. Mas eh tem gente que não faz isso.
O cara fala eh melhor você achar seu tempo para vender seu carro e e juntar com ou com o dinheiro que você vai pôr de entrada ou com financiamento. Então a gente trabalha muito para fazer isso. Até aí tem até uma derivada disso que é um trabalho que a gente tem feito de fazer essa oferta de de pro cliente até no serviço de pós-venda.
Então tem algumas marcas são mais evoluídas nisso, né? Garantir que quando o cliente passa no pós-venda, você também já faz uma oferta no no seminovo, ele querendo comprar o novo ou não. Então pode ser que ele saia com o dinheiro feliz e volte depois ou ou a gente compra o carro e sai feliz também.
Então esse bicho seminovo, como dessa volta toda, é grupo já fez mais do que um para um. Hoje a gente tá rodando em 08, 0809 e a gente anseia chegar nesse e-mail que a gente vê como um benchmark importante. E por que que isso é muito bom?
Nesse caso seminovo, eu tenho muita penetração de financiamento, que eu tenho vetor bacana, e também tem muita venda de serviço agregado, além de trazer o cliente para dentro da loja. E às vezes você consegue apertar, imagina o cara na compra, né? É, de tem que ser uma compra e razoável para ter ratabilidade boa, sem dúvida.
É, é um bom, é um bom negócio, é mais de maior do que do novo. Vamos falar de resultado. Eu entendo que a empresa é jovem, vai ser, acho que o primeiro ano que vocês vão operar eh assim integralmente com todas essas operações consolidadas, tanto de automóvel quanto também de pesados.
Como que você imagina que deve ser o resultado em termos de margem, em termos de alavancagem? Imagino que vocês devem ter feito algum exercício para ter uma visibilidade, porque até hoje a gente não não vamos dizer assim, não tem um resultado eh de um ano como empresa independente listada, né? Exatamente isso aí.
E até a gente ainda tem alguns a gente ainda vai levar alguns trimestres para conseguir. Primeiro, tem um trabalho muito grande da porta para dentro de integração. Então em lab, para você ter ideia, a gente tem hoje cinco diferentes sistemas operacionais que as lojas usam, eh, fora todos os outros sistemas de backof.
estão trabalhando na integração, que é um negócio importante para nós da porta para dentro para trazer eficiência, redução de custo e melhorar o serviço que a gente presta na ponta. Então isso vai acontecer ao longo do dos trimestres. Aí tem um trabalho ainda de melhoria de práticas entre as concessionárias que a gente tem, ainda falando de leves, também vai tá em evolução.
E agora tem uma segunda, né, a segunda parte que é integração do leve com o pesado. E ni tem um de oportunidades. Então o pesado, por exemplo, o negócio de FENAI é praticamente inexistente.
Então no agro, por exemplo, o o produtor rural, ele é acostumado a usar as linhas que ele tem ali de FCO, as linhas subsidiadas que ele tem com Banco do Brasil, enfim, que ele recebe do governo. ainda não existe um uma gama de serviço, tá em evolução como a gente tem hoje no leve. Então a gente tem que começar a explorar isso, né, para atender o cliente e obviamente potencializar as nossas vendas.
Só falei isso, mas para deixar claro, o business concessionário, ele não é um business de crédito. Eu não dou crédito, eu sou um facilitador do crédito. Então, no pesado, a gente tá indo atrás de achar os produtos para colocar na mesa e garantir que quando o agricultor tiver na nossa loja, um negócio que ele não tá acostumado, para ele seja ofertado um crédito, porque hoje ele chega com crédito aprovado.
Uhum. Então, a crise que a gente tem passado tem muito a ver com isso, é com a cerca do crédito do agronegócio. Então, a gente tá trabalhando para melhorar esse negócio.
Então, tudo isso tá em evolução. Eh, de maneira bem, não é não é não é guidance, mas é um uma visão de mercado. Uma concessionária com essas alavancas de leve, né, bem bem bem gerida e funcionando bem, tem que dar 6 a 7% de margem bidar.
Nós estamos rodando na casa de 4,5, então a gente tem muita eficiência e retorno para trazer paraa operação ainda no negócio de leves. No negócio de pesado, para você ter ideia, a margem que veio do número de 2024 foi zero. Então se você olhar o nosso número de 2024, pesado veio zero.
Mas dentro do pesado, a gente tem a operação do caminhão é muito boa e tem um retornos muito bons. O que machucou ano passado foi o negócio de agronegócios que veio comidar negativo de quase R$ 100 milhões deais. Quando você olha esse negócio de pesados e de certa forma normalizado, ele tem umaidade de 7 a 8%.
É até superior a um negócio de leves. Por quê? Na dinâmica um pouco diferente.
Você tem uma margem um pouco maior no negócio de de novo, né? Na venda do equipamento. É o negócio com menos concorrências e do que a gente vê no carro, né?
O carro, você já tem muita inovação tecnológica, tem um carro elétrico, tem um carro chinês, tem um monte de coisa acontecendo. No negócio de pesados, você tem um atendimento ali mais regional, muitas empresas e muito focado no pós-venda, porque o cara compra o produto buscando a o carro tem, o produto tem que funcionar, diferente do nosso uso de um carro, né? a disponibilidade do produto é chave em você deixar o seu cliente feliz no na máquina agrícola, na linha amarela e no caminhão.
Então esse conjunto aí operacional leva pra gente para uma margem até um pouco maior. Então esse business nosso ainda tem muito ajuste deve, né, tendenciar esse essas margens que eu comentei. Como é que tá o endividamento da companhia?
Nós é é uma boa explicação. A o negócio de LEDs tinha uma dívida líquida de R 1 bilhãoais mais ou menos. Então a gente estava com duas vezes a alavancagem.
É, parte da transação que foi feita no final do ano passado passou pelo seguinte, as concessionárias de pesados da mãos vieram caixa positivo, mas na incorporação da automób ela comprou parte das ações da Simpar. Então a Simpar fez uma espécie como se fosse um IPO, uma secundária de R 1 bilhãoa. Então veio caixa das concessionárias de pesados, tomou R 1 bilhãoais em uma dívida de longo prazo e a gente nasceu com 1.
9 de dívida líquida. Então, a gente primeiro primeira divulgação nossa que foi algumas semanas atrás, a gente tava com 3. 7 3.
6 vezes de alavancagem que não é o o não é o nível normal e tá longe de ser isso. Como o bispo de varejo, a gente enxerga isso muito mais próximo igual tava antes quando a gente fez o tava com só leves, duas vezes a três vezes de alavancagem. E como é que vocês vão fazer para desalavancar a companhia?
Temos duas agendas prioritárias. Um é o webinar que eu te contei negativo que tem muito trabalho interno sendo feito, de curso, otimização de estrutura, sem nem contar com qualquer retorno dos volumes do agro. Estamos trabalhando com ainda com um cenário relativamente adverso esse ano foi o planejamento do orçamento.
E tem do outro lado uma agenda muito importante de redução de estoques. Então um parte do do da estrutura que veio da também veio com era uma um tema conhecido lá na VS que o agro acumulou um estoque grande pago. Então a gente tem uma uma agenda agora de gestão de estoque mais ativa e devemos reduzir esse estoque em excesso pago que nós temos no balanço.
Nós não teremos os dois efeitos. E Antônio, como é que ficou a base acionária após essa transação? É, o o resultado final é se impar 70 e poucos por 71% 70 e pouquinho por empresa.
Free float 25% que é a base aconária da Vamos e 2% mais ou menos são investidores que de aquisições do automóvel que nós pagamos parte em ações. Então um comentário legal, né? A gente nesse desenvolvimento automóvel, algumas aquisições, mesmo sendo não sendo listado e sem tendo valor de bolsa, a gente fez com ações.
Então imagina agora com a empresa listada, a gente entregando os resultados, explicando pro mercado o potencial que você vai ter da gente desenvolver um negócio. Tô, vamos falar de futuro. Qual que é a sua visão pro futuro da empresa e do setor de revendas?
Thaago, a gente acredita, a gente entrou nisso, né, desde o começo e sempre foi inovador e acredita numa transformação, eh, que a gente quer transformar cada ponto de venda num lugar de atender os ancios do cliente. Então, eh, isso passa por oferecer financiamento. A, como comentei, eventualmente a compra simples, o cara só ir para lá para buscar um dinheiro, eh, a gente trazer novos serviços, novos produtos.
Eh, a gente fala muito de certificação de seminovo. O negócio de seminovo no Brasil ainda é muito incipiente. As pessoas não ligam a o seminovo a nenhuma marca.
Isso é um negócio para ser eh eh criado e e criar. Nós temos uma ambição de criar um negócio nacional onde o cliente confie e vá atrás daquele seminovo, por exemplo. Eh, e tem uma agenda muito grande interna eh de disseminação dessas melhores práticas.
Então, estamos estamos trabalhando para isso. Eh, vamos continuar na execução. Quando você olha o o Brasil como um todo, mais de 80% das concessionárias são em grupos familiares com menos de 10 lojas.
Então, ainda é um negócio que tem passado de pai para filho, alguns casos. Eh, antigamente, quando a gente era novo, eu sou do interior, né? O concessionário era o cara mais importante lá da cidade, era o agricultor ou era um comerciante.
Eh, e isso ainda tá em mão de muitas famílias. Então tem uma discussão grande de governança que as montadoras têm discutido, governança, sucessão e planejamento. Então é um é existe um ambiente muito favorável a uma consolidação e não só nosso, acho que vai deve acontecer por com a atuação de vários players inclusive.
Então a gente acredita muito nessa capacidade de ser um dos players da consolidação. A consolidação ela é muito benéfica para as montadoras eh que recebem essa governança, planejamento e tem clareza de processo acessório, né, dentre outras coisas. e pro cliente vai passar a ter um uma estrutura muito mais ativa de busca de retorno resultado.
Isso vai ser através de prestar o melhor serviço, né, seja no pós-venda, nos produtos ou nos casos que a gente vende. Então, olhando o business em si, é só o começo, né? É diferente de outras outros negócios.
Aqui você não tem grandes barreiras de concentração, porque a concorrência se dá e nos em cidade pequena é na cidade. Em cidades grandes como São Paulo é microrregião, você olha um raio ali, né? você não vai lá em São Paulo, eu tenho uma loja aqui, uma loja na zona leste, a gente atende regiões diferentes da da da de clientes, então não tem, você não tem limite concentração, então tem muito a ser feito nesse aspecto.
Eh, e com isso, trazendo essa escala, melhorando os acordos, trazendo os novos produtos, a rentabilidade que a gente traz para negócio é muito grande. ele gera muito caixa e consegue crescer eh eventualmente até fazendo mais, né? Antônio, muito obrigado por ter vindo e eu abro espaço aqui para você se direcionar com alguma palavra pro seu acionista ou quem sabe futuro acionista.
Legal. Obrigadão, Thago. Obrigado pela oportunidade.
Eu acho que a gente tá só no começo da nossa jornada, né? Recentemente a gente jogou o primeiro resultado. Agora que a gente tá atuando como uma empresa e com as duas atividades de concessionárias de leves e de pesados.
tem muito trabalho a ser feito para dentro de casa, como eu comentei. Eh, mas é uma agenda muito próspera. Acho que a gente tem várias alavancas de de valor, eh, seja vendendo novos produtos, serviços, eh, seja negociando as rentabilidades, crescendo o business seminovo e expandindo a atividade nossa aqui no Brasil.
Então, eu convido quem é quem não é acionista a estudar a tese, a gente deve começar a ter mais eh visibilidade no mercado. A gente, como a gente acabou de listar, ainda não tem a cobertura da das casas de de dos bancos. Espero que tenha assunto também em breve.
Então, acho que isso vai ajudar muito o investidor a entender. Eh, a gente eh quer dar transparência máxima possível, né? Vamos ter uma uma tabela de de fundamentos no nosso site que ajuda o o investidor ou o analista a modelar.
Eh, e é um business relativamente simples, né? a gente compra e vende ativos ali, tem um giro rápido e tem um uma prestação do serviço e muito relacionada às marcas que a gente atende. Então, eh, falo sempre, é é fácil de entender.
Eh, e tem uma outra vantagem, né? Você tem um negócio muito similar, igual nos Estados Unidos, que tá alguns anos na frente, 10, 15 anos na frente. A gente já viu isso algumas indústrias aqui no Brasil.
Então eu eu esse paralelo acho muito legal o investidor fazer eh entender o que que nós estamos fazendo na visão dele de certo ou de errado. A gente também sou não não sou a seta, mas eh a gente acredita muito que é nesse movimento nosso é só o começo. Então a gente tem potencial de ganhar muito mais escala e com isso ver muito mais rentabilidade pro negócio e ser um negócio sustentável de longo prazo.
Antônio, mais uma vez muito obrigado e eu faço um convite para você que acompanhou o vídeo até aqui. Bota nos comentários qual a próxima empresa que você quer que eu traga aqui no quadro entre Ris e CEOs. Bota aqui nos comentários que a gente vai checar.
Tchau tchau e até a próxima.