Olá pessoal, bem-vindos ao nosso canal. Obrigado por sua audiência. Meu nome é André Assad, sou CEO da Ninecon, e hoje estou aqui para um bate-papo com a nossa diretora de Pré-Vendas, Jaqueline Jobim, que tem muitos anos de experiência na área de implementação de ERP.
E ela está aqui hoje para compartilhar um pouquinho de um assunto muito polêmico e bastante atual que é a metodologia de implementação de ERP de quarta geração. Jaque, bem-vinda e obrigado pela sua presença aqui. Obrigada a você André, pelo convite.
Eu tenho realmente uma experiência grande de ERP. Já trabalho com ERP desde 97, por aí né, então são muitos anos. São muitas versões de ERPs e muitas versões de metodologia.
E é muito importante que a gente discuta isso agora, porque está se falando cada vez mais de ERP e de tecnologia. E eu acho que tem vários conceitos que a gente precisa efetivamente passar aqui. Jaque, pra gente falar de metodologia de implementação, antes disso, a gente pode entender um pouquinho da história dos ERPs, porque está diretamente ligado a relação de causa e efeito.
Conta pra gente um pouquinho de você viu essa evolução que você sabe dessa evolução dos ERPs, primeiro? Bom, acho que sim. Tudo começou como MRP, então aqueles sistemas que estavam voltados para o planejamento da cadeia de produção, muito focado na questão técnica e matemática, de planejar estoques.
Aliás, na década de 70, quando a gente tinha mais ou menos nascido e por volta de 90, a gente já começa a ver o termo de ERP, que é o Enterprise. Então, quando a gente começa a entender que o sistema expandiu a atuação, ele não está mais só na cadeia de produção. Ele está olhando para a parte financeira, também.
Então, ali você já começa a ver metodologias focadas nessa implementação, ou seja, começa as empresas buscam mais, já procuram a adaptação. E aí quando a gente chega em 2000, é quando a gente vê o boom do CRM, não sei se você lembra, que começou todas as empresas, focadas ah, precisamos melhorar o relacionamento com o cliente. Precisamos focar na assistência técnica.
Como que a gente aproxima e cativa esse cliente? Então, ali, em 2000, a gente vê muito falar de CRM e também da questão do bug do milênio, que eu acho que é assim, todo mundo lembra disso. E agora, mais recentemente, em 2010, a gente tem as aplicações SaaS, que acho que assim é uma ruptura.
Se você olhar para o que aconteceu da ERP e do MRP até aqui, que são aplicações que já não tem mais a preocupação com a infraestrutura e menos ainda a preocupação do cliente com a manutenção. Então, se você olhar nesses 50 anos é um avanço muito significativo e a gente, nós especialistas em ERP e as empresas cada vez mais correndo atrás disso, de manter essas aplicações atualizadas. Exatamente.
E você vê a velocidade que isso vai mudando é cada vez maior. Mas para a gente falar, também agora, de metodologia em si, a metodologia vai evoluindo. Foi evoluindo também com o ERP.
A metodologia que gente tinha lá atrás, ela não é a mesma que tem hoje. Conta um pouquinho pra gente a evolução dessa metodologia aliada, essa evolução do ERP. E é bem interessante, porque se você for olhar, nós que trabalhamos com um player que é a Oracle, é bem importante você olhar, que ela sempre se preocupou, não só com a tecnologia.
E aí a gente olha para a Oracle, banco de dados, ERP, analytics, tudo o que ela tem de portfólio. Mas ela também sempre se preocupou com a questão da metodologia. E aí você vê esse caminhar em paralelo, muito claro, a gente vê isso.
Então, quando a gente estava falando de MRP, a gente estava falando daquelas aquelas metodologias bem tradicionais waterfall, linear, sequencial. Eu vou fazer uma etapa de desenho, vou aprovar o desenho, vou construir. Então você tem uma dedicação maior, projetos longos Isso com o MRP, mas ainda implementações muito técnicas.
Quando você chega no conceito do ERP, você passa a ter aplicações, você passa a ter metodologias um pouco mais abrangentes, já pensando em customização, já pensando em integração. Quando a gente olha para a Oracle, a gente vê. Lembra do quê?
Do que a gente usou muito tempo, que era a AIM na época, Application Implementation Method, então. E é bacana de entender isso, porque essa preocupação? Beleza, Eu tenho uma ERP, mas eu tenho que ter uma metodologia que case com essa solução.
Então, acho que sempre foi muito interessante. Com o advento das aplicações cloud, a gente passa o olhar para que a gente tem projetos menores, a ideia é adotar as melhores práticas do sistema. Então você passa a ter questões, princípios até ágeis, porque aí eu não vou ficar anos implementando.
Ah, eu não vou esperar terminar o desenho, eu vou fazer Sprints, eu vou fazer protótipos, eu já vou mostrar, já vou incorporar esse Key User, eu já vou incorporar a área de negócio e o sistema. Então a metodologia, ela vai avançando e mais recentemente, a gente está olhando para metodologias, trazendo que inteligência artificial trazendo automações. Nós mesmo na Ninecon, hoje estamos trabalhando muito em aceleradores, voltados para metodologia Oracle, que é a UM, Unified Method que vai me permitir implementar ERPs, que vai me permitir fazer desenvolvimento de sistemas.
Mas hoje a gente está muito preocupado em incorporar aceleradores, porque a gente não tem mais muito tempo para fazer implementações e aí a inteligência artificial está aí para nos ajudar. Então, hoje a gente tem aceleradores de migração de dados, hoje a gente tem automatizações de testes. Então a metodologia ela avança no mesmo sentido do ERP.
Então acho que isso é bacana, porque as empresas também avançam da mesma forma. Então é pessoas, tecnologia e processos avançando juntos. Exatamente.
E acho que a implementação também passou a ser um ato contínuo. Com o advento do Cloud e o SaaS, as atualizações periódicas, fizeram com que o projeto não acaba ali. No Go Live, ele tem um ato contínuo de melhorias, então a metodologia também tem que levar isso em conta, né Jaque?
E é bem interessante que quando você olha para essa mudança das metodologias, principalmente agora com foco em SaaS, elas estão trazendo conceitos até de manufatura, do Lean Manufacturing, então trazendo questões de DevOps, que é exatamente isso que você está falando. Ah, eu estou fazendo uma implementação do que é a melhor prática, mas ao mesmo tempo eu estou fazendo extensões e to pensando, que eu entrego com maior qualidade primeiro para aquele cliente e pensando nessa melhoria contínua. Porque se você está pensando em aplicações que são atualizadas com uma frequência muito rápida, se a gente está falando dos ERPs, a gente tá falando de atualizações mensais, trimestrais.
Não dá para você pensar que você vai ficar anos implementando. Então você coloca uma versão reduzida, já coloca o que ele tem de melhores práticas. Vamos pensar em exemplos, vamos ser específicos.
Aqui já coloca um bom processo de compras e pagamento com controles de conformidade com controles de segurança, com indicadores. Ah, mas você tem alguma especificidade lá na parte de cotação? Deixa isso para uma próxima atualização, porque você não vai mais esperar anos para atualizar.
Você vai esperar meses para atualizar, então mudou completamente o conceito. E a tecnologia, né Jaque, vem evoluindo cada vez mais rápido. E no ERP não é diferente.
O ERP tem que trazer o que é aquilo que está acontecendo na prática para as empresas. Então, se o dia a dia está exigindo essa atualização, essa mudança tecnológica, o ERP tem que acompanhar, então a metodologia, o ERP, precisa estar em sincronia nesse processo. Então eu imagino que as metodologias que a gente está falando aqui, principalmente no que a gente vai entrar mais no tema que é de adoção, esteja preparado para atender isso, porque os ERPs estão sendo atualizados com essa frequência maior que você comentou.
É, não. E você também observa que existe uma preocupação hoje muito grande com o que a gente chama de experiência do usuário. Então, assim, as aplicações tem que estar cada vez mais próximas do que as empresas precisam e o usuário tem que se identificar.
Ele tem que poder manipular, personalizar aquela interface para que ele efetivamente se enxergue naquele sistema. E eu acho que aí a gente cai muito, no que a gente está, em termos aí, que são muito falados hoje no mercado, que essa questão de adoção e adaptação. É exato e esse é o tema central.
E esse é o tema. Discorrer. E eu acho que às vezes até gera alguma polêmica, né?
E o que a gente estava conversando até um pouquinho antes, que é, o que é efetivamente a adoção e o que é efetivamente a adaptação. Quando a gente está falando de adoção, a gente tem que falar sobre dois aspectos, que é o aspecto da empresa em que ela vai se adaptar. Os processos do ERP, porque ela entende que ela pode sim utilizar aqueles processos que já vão dar um ganho operacional para ela.
Mas eu tenho outro ponto importante, que é a adoção por parte do usuário, da pessoa. Porque quando a gente está falando de implementação, a gente tem uma peça fundamental ali que são as pessoas. Porque não adianta a empresa decidir incorporar aqueles processos e os usuários não saberem operar o sistema.
É o quanto a gente vê isso hoje. E é o que você falou, né? Uma empresas, são processos, pessoas e sistemas, se não tiver uma sincronia muito boa, a gente vai ter problemas.
Agora, quando a gente fala de pessoas, Jaque, a gente tem que mudar o mindset das pessoas, do projeto e isso aí tem que ter o engajamento muito forte, inclusive da alta administração, de a gente sair de requisitos pessoais para requisitos corporativos. Isso é algo que tem que mudar muito também no processo, independente de ser adoção ou de ser adaptação. É isso.
Exato. Exato. E eu acho que assim, hoje a gente passa muitas vezes por processos muito longos, de seleção de software.
Eu vejo isso bem, eu recebo processo de ERPs, que tem 5000 requisitos ali e com esse foco no requisito e não no objetivo da empresa. Então acho que é muito importante quando uma empresa decide implementar uma ERP, ela ter muito claro quais são as dores que ela pretende resolver, quais são os objetivos e fazer com que isso chegue até aqui, passando por todas as áreas da empresa, seja o nível estratégico, tático ou operacional, para quando a gente iniciar o processo. Fica muito claro o que eu vou adotar, o que a empresa vai se adaptar ao ERP, mas o que ela vai adaptar.
Então, assim, porque ela tem as especificidades dela, ela tem os diferenciais competitivos. Então a gente vai trabalhar com a adoção do que é padrão e pode trabalhar com a adaptação do que é específico dela. As palavras são sutis, as diferenças.
A gente vai explicar bem aqui para o pessoal que está nos seguindo. Quando a gente fala de adaptação, a gente está falando de ajustar o sistema na forma que ele trabalha nativamente. E quando a gente fala de adoção, é pegar as melhores práticas já implícitas na aplicação e usá las na forma nativa.
E as duas coisas não precisam ser mutuamente exclusivas. Não, é isso que eu estava comentando. A gente pode conviver com as duas.
Então, se você tem um processo de compras que você entende que você pode adotar, o que está no ERP, que começa com uma requisição, passa por uma cotação, você vai olhar o market share e vai olhar o marketplace vai comprar? Beleza? Não, mas você tem um processo de vendas que é totalmente diferenciado, que passa por uma precificação complexa que você não enxerga dentro da ERP e você sim pode adaptar.
Não vejo porque não utilizar isso, mas você tem que ter um controle disso, porque o que a gente percebe é que essa mudança em adoção e adaptação está muito vinculada às pessoas. Então, se uma empresa está preocupada em adotar, ela vai se preocupar com como a gestão de mudança faz, porque o ser humano naturalmente tem dificuldade. E mesmo as corporações, porque se imagina corporações que estão trabalhando lá 20 anos com o mesmo processo, que é assim, é mudar o que está enraizado naquela empresa e não só na corporação, mas nas pessoas.
Então tem que ter uma preocupação muito grande com gestão de mudanças é entender quem que tem um pouco mais de dificuldade, estabelecer estratégias. Hoje se fala muito de treinamento, e aí, por outro lado, quando você está falando da adaptação, que é, beleza, eu tenho meu processo de vendas que eu não vou abrir mão. Esse é meu diferencial competitivo, então eu vou adaptá-lo, mas eu vou adaptá-lo no que é efetivamente essencial não se apegar ao requisito.
Ah, não, mas eu quero um relatório com a coluna mais à direita, com o número colorido, não, é isso tá relacionado ao objetivo do projeto? Isso faz sentido para o que tem de planejamento estratégico daquela empresa? É não perder o foco.
Porque eu vejo que entre a adoção e adaptação, muitas vezes há uma perda de foco ali das empresas. Eu acho que existe uma preocupação muito grande das empresas acharem que fazer a adoção ela perderia o diferencial competitivo. Isso pode acontecer?
Ou não tem nada a ver, uma coisa com a outra? Não, é muito mais uma opção, porque se você for olhar, se eu for dar um caso bem prático, nós temos dentro da Ninecon hoje, por volta de mais ou menos 350 propostas por ano, que a gente faz, grande parte dessas são de ERPs. E a gente tem mais ou menos metade das empresas pedindo a adoção, que são aquelas empresas que têm processos padrões.
E a gente tem uma parte das empresas pedindo adaptação, que são essas empresas que tem, fazem parte de um segmento muito específico e entendem que precisam fazer a adaptação ou pode não ser adaptação no sentido de adaptar o ERP, ou de customizar, ou estender, mas pode ser uma adaptação no sentido de integrar como sistema especialista. Então acho que assim o ERP, ele evoluiu de uma forma tão grande em termos de tecnologia que hoje ele se adapta completamente à empresa. A gente tem workflows, a gente tem a questão da própria interface, que eu posso tira o campo, muda o cor, refaço a tela.
Eu tenho a questão da segurança, que eu posso mudar completamente. Eu tenho essa questão da própria inteligência artificial, que hoje já está incorporado, seja na parte financeira, seja na parte de compras, manutenção. Então, assim, o grau de automatização e flexibilidade que eu tenho é muito grande.
Não, e com a inteligência artificial incluída dentro da solução. É uma ilimitação absurda. Absurda, absurda.
E eu acho que é bem importante quando a gente olha para o ERP e vê essa questão do IOT, já está incorporado, então as empresas querem utilizar, está lá. A própria Inteligência Artificial, ah, todo mundo fala disso, e a gente tem ferramentas que surgiram e que já foram adaptadas, trazidas para o nosso dia a dia de forma muito rápida. E eu vejo que as empresas ainda buscam como eu vou utilizar isso.
E no ERP hoje, se a gente for olhar para o ERP que a gente trabalha, que é o Oracle, a gente tem lá mais de 50 funcionalidades. Então é um bom começo. Sem dúvida.
Olha para o que já tem disponível ali, utiliza, tira o melhor proveito e foca na adaptação do que efetivamente vai te trazer um diferencial que é o teu valor agregado. Oh Jaque, uma das coisas que eu tenho visto é que as empresas que fazem software selection e aí pode ser um assunto bem polêmico, porque às vezes elas fazem uma RFP, baseado em outras RFPs, que não tem o cuidado de entender a real necessidade da empresa. Vai por um caminho de adaptação, quando podia ser possível uma adoção e depois um ajuste, uma adaptação de um cenário lá na frente.
Mas a empresa já começaria a colher frutos desse processo. Isso tem acontecido. A gente vê que tem empresas que fazem softwares selection já ah muito tempo e algumas são até tradicionais no mercado, mas que não se prepararam para essa mudança também.
Então ali não, estão fazendo mais do mesmo e não acompanhou essa evolução da metodologia, não acompanhou essa evolução do ERP, não é isso. Assim, concordo plenamente com você, até porque quando eu olho uma RFP que tem mais de 3000 requisitos, eu fico com a sensação de que não se olhou para processo. Não, não está se olhando para o objetivo, está olhando efetivamente para a função.
E muitas vezes a gente vê isso. Permitir que no cadastro do fornecedor tenha a validação do CNPJ. Eu acho que a gente já virou essa página, o ERP já virou essa página.
Então eu assim, eu não vejo uma evolução, uma modernização, como a gente viu nas metodologias nos ERPs, muitas vezes nesses processos de seleção, porque eu entendo que eles já deveriam trazer isso por processos e talvez até já sugerir olha, esses processos aqui a gente entende que podem ser uma adoção e a gente entende que pode ser um projeto relativamente rápido para que já dê resultado para a empresa. E outros processos são mais específicos. Esses aqui, a gente vai precisar fazer um desenho e às vezes até numa segunda fase.
E o que acontece. Hoje não, a gente recebe essas RFPs e nós dentro de casa temos que fazer essa análise e sugerir isso enquanto eu entendo que um especialista na verdade está do outro lado. Exatamente, excelente.
E é uma questão que eu acho que assim as empresas precisam rever. Acho que essa questão de softwares selection ela tem muito ainda a evoluir legal. Já que vamos fazer uma pausa aqui e no próximo bloco a gente vai discutir um pouquinho das características e vantagens das metodologias que a gente está falando aqui.
Adoção e adaptação. Bom Jaque, estamos aqui de volta para o segundo bloco aqui do nosso-bate papo e a gente ficou de falar aqui um pouquinho das características. Vamos falar sua característica pode ter coisas que são vantagens e desvantagens, mas quando a gente volta a falar do ERP e fala das melhores práticas que estão implícitas dentro do ERP, o que a gente tem de vantagens usando as melhores práticas e não a gente reinventar ou reescrever essas melhores práticas?
É o que eu vejo, André, assim, as melhores práticas sempre vão trazer vantagens, porque é você eliminar gargalos, você eliminar retrabalho, mas ao mesmo tempo, é muito difícil para a empresa mudar aqueles processos que estão enraizados. Mas eles vão trazer ganhos. Porque?
Porque hoje as empresas que ficam preocupadas em fazer determinadas verificações no cadastro de fornecedores vão se preocupar em desenvolver novos fornecedores. Então isso vai eliminar retrabalho no processo deles e vai ter um processo Standard que, uma vez que ele decida incorporar uma nova empresa ou estabelecer um novo negócio, ele vai fazer isso de uma forma muito tranquila. Ele só vai acrescentar mais informações ao sistema, que é o que a gente chama de configurações, e o processo vai estar pronto para ele utilizar.
Então dá um ganho, dá uma eficiência operacional para ele muito grande, liberando as pessoas, a área de negócio para focar no que é efetivamente valor agregado daquela empresa. E quando a gente fala de as práticas implícitas, que a gente fala normalmente que o ERP traz as melhores práticas, na verdade a gente sabe que cada segmento, cada negócio tem as suas melhores práticas também. Então, as vezes aquela melhor prática que está no ERP, pode não ser a melhor prática do segmento, a melhor prática de uma determinada empresa, que tem o seu diferencial competitivo por aquela situação e aí sim eu acho que tem a possibilidade, o ERP dá essa possibilidade de se fazer as adaptações.
Fora isso, o ideal seria seguir efetivamente essas melhores práticas. Correto? Correto, correto sim Mas eu acho que a gente tem que sempre, não existe o certo e o errado.
Existem situações, existem necessidades. Então as empresas vão utilizar os processos que elas entenderem que elas podem se adaptar ao padrão e vão, vão adaptar o sistema ao que for específico para elas. E a tecnologia está aí para propiciar isso.
As abordagens estão aí para propiciar isso. E eu acho que é bem importante até comentar aqui que a gente tem um trabalho interno dentro da Ninecon, dentro do nosso centro de competência. A gente tem hoje um centro de competência focado muito em implementação, aonde a gente tem todo um trabalho de especialistas que participam dos projetos para mostrar efetivamente esses processos.
Porque quando você fala de melhores práticas, é difícil tangibilizar isso como o que é melhor prática. Mostra se normalmente um desenho de um fluxo, não o nosso especialista. Ele vai para dentro do projeto, ele faz um workshop, ele mostra esse processo e o próprio usuário também vai executar esse processo dentro da ferramenta.
Ele ajuda a defender para o usuário e para a equipe para. Esse. Processo, mostrando que aquilo realmente é uma prática boa, que vai parar de pé e vai simplificar os processos.
É exatamente uma defesa, porque hoje o que a gente vê dentro das empresas é uma baixa disponibilidade de usuário. Nas empresas estão cada vez mais enxutas e então eu vejo que a gente precisa estabelecer formas e abordagens novas de implementação para que eu possa aproveitar este pouco, essa pouca disponibilidade e que ela tenha maiores frutos, que ele efetivamente entenda aquele processo e, de certa forma, compre que efetivamente é um ganho que um ganho para ele utilizar aquele novo processo. Mas o que eu vejo que é mais difícil essa questão de tangibilizar, que é mostrar efetivamente que essa adoção e aí não só, eu vejo a Ninecon preocupado com isso, como eu vejo também a própria Oracle.
Tanto que hoje a gente tem um vasto material de processos aonde a própria Oracle demonstra esses processos já com os indicadores, com relatórios, com toda uma gama de informações adicionais. Aquele processo. E quem executa.
E não é o processo por si só, é o processo end-to-end Não vai só, ah, e vi um pedaço do processo, do começo ao fim. Do começo ao fim. E é bem interessante também você olhar o quanto isso é flexível, né?
Porque mesmo que eu esteja falando de um processo complexo, que passe, de um processo que seja completo, na verdade é que passe a vou, eu vou requisitar, eu vou cotar, eu vou qualificar aquele fornecedor porque ele tem que me apresentar uma série de documentações. Eu vou efetivamente confirmar aquele pedido e eu vou pagá-lo. Mas é super flexível.
Se a sua empresa não trabalha com o conceito de qualificação, se eu não sou uma indústria, não precisa ir lá qualificar, buscar a documentação daquele fornecedor. Eu posso “by passar” aquele processo, “by passar” aquela parte do processo. Então, lógico, assim é tão e tão fácil efetivamente você incorporar, uma vez que você não tem especificidades que faz todo sentido, faz todo sentido para a implementação.
Ele passa também a atender complexidades diferentes. Exato Ou seja, eu vou até falar de porte de empresa, porque quando se fala de porte, tem uma relação de complexidade também de processos. Então ele atenderia portes, segmentos e complexidades, implementações diferentes.
Exato, exato. Legal, muito bom. E que outras características você vê de vantagens de se adotar esses processos?
Uma das coisas que as empresas buscam muito quando elas optam pela abordagem de adoção é um projeto mais curto, porque quando você está implementando processos que já estão embarcados, esses processos já foram validados. Esses processos são utilizados por inúmeras indústrias, Então você tende a ter um projeto mais rápido. Você não vai precisar se dedicar tanto, a questão de testes, então tende a ser um projeto mais rápido.
Consequentemente, com um investimento menor. Então é isso que eu vejo que as empresas buscam. Vamos fazer agora um bate bola rápido, fazendo algumas comparações entre as duas abordagens: flexibilidade e simplicidade.
Flexibilidade, adaptação e adaptar o ERP às suas necessidades ao que a empresa tem de diferencial competitivo. Simplicidade é adotar o que o ERP já tem de melhores práticas. Então, de novo o que eu quero ressaltar, André, não tem certo, não tem errado.
Tem objetivos, certo? Tem objetivos estratégicos da empresa. É isso que vai definir.
Legal. Custo e tempo. Custo e tempo.
A adoção, em teoria, remete a um projeto mais curto, com menor investimento, certo? Se você está falando de adaptação, você vai ter normalmente uma etapa de testes mais forte né. Você vai ter mais treinamento e provavelmente alguma questão de desenho um pouco mais complexo, que tende a ter um projeto um pouco mais longo, e um investimento um pouco maior, também.
Continuidade de atualizações no sentido de trazer funcionalidades que estão sendo liberadas. . .
Atualizações, atualizações. Isso Assim, se você for olhar algum tempo atrás, você veria como isso uma desvantagem de adaptação, ah não, pode dificultar essas atualizações. Com o advento do Cloud que você tem, essas essas liberações de novas funcionalidades de forma muito rápida.
Eu acho que assim, na adoção você tem uma facilidade de incorporar. Lançou aquela nova funcionalidade, faz sentido para o seu negócio, implementa e sai utilizando. E na adaptação é diferente.
É você olhar se o que você adaptou ou o que você estendeu já não está disponível, porque a evolução é muito rápida. Riscos? Bom, em relação à risco, o que eu vejo é você gerenciar e monitorar a questão das adaptações para que você não saia criando extensões de acordo com requisitos pessoais.
Eu acho que isso tem que você tem que ter um comitê de mudanças que efetivamente monitore isso para que esteja alinhado com o que? Com o propósito da implementação daquele ERP. Vamos lá, Jaque, agora tem uma, um ponto crucial aqui que a gente falar de fatores de sucesso e os erros mais comuns.
Vamos começar pela adoção. O que você enxerga, nesses aspectos em relação à adoção? Eu acho que é sim um fator crítico de sucesso e gerir essa adoção, que é o que a gente chama de gestão de mudanças, porque todo mundo tem dificuldade, como mudar.
Então eu preciso conscientizar essa pessoa de que aquela mudança é para o bem dela e monitorar isso. Mas, eu quero até dar um passinho atrás, porque quando a gente está falando muitas vezes de seleção de software, a gente passa por um processo que levam meses, anos. Eu já passei por um processo que levou três anos, aonde passa-se por um processo de o que a gente chama de RFP, que são aquelas listas de requisitos que a gente precisa responder, demonstrar aonde o grupo de pessoas que está envolvido com esse processo não é o mesmo grupo que vai implementar o sistema.
Então a gente tem que ter um trabalho muito grande de incorporar essas pessoas ao projeto, treiná-las, mas não naquele conceito do treinamento tradicional e sim da questão de workshop, de Hands On mesmo, de colocar elas já em contato com o sistema. Então, acho que assim, é muito importante tratar essa resistência, estabelecer estratégias, mecanismos de comunicação e monitorar o quanto isso está crescendo ou não dentro da empresa. Porque a gente dentro do projeto vai verificar que tem áreas que começam mais resistentes à mudança e depois isso muda.
Então, a gente muitas vezes começa com uma resistência grande na área, digamos, na área financeira, hipoteticamente. E aí a gente consegue baixar essa resistência à mudança e ir lá em Procurement, lá em Suprimentos, surge outro ponto. Então monitorar isso eu acho que é bem importante.
Outro fator crítico de sucesso para qualquer projeto, não só para a adoção, é participação de usuários. Sempre. né?
Sempre, que é o que eu comentei até anteriormente, a gente tem tido cada vez menos disponibilidade, mas a gente não faz projeto sem usuários-chave, e eu acho bem interessante isso, porque, porque solicitações de propostas onde o cliente coloca lá que nós vamos fazer o desenho, que nós vamos fazer a construção e que o usuário só vai entrar na validação. E eu fico pensando gente, mas assim, quem conhece a empresa de fato é o usuário-chave. Então acho que sim, a participação dele é fundamental.
De novo, a questão da conscientização, da capacitação. Mas garantir essa participação acho que é um erro muito grande. É considerar que eu só vou trabalhar com usuário-chave na fase de desenho.
E lá na minha fase de testes de aceitação, quanto antes ele for incorporado, melhor. E esse aspecto é super importante, porque na verdade. A utilização do ERP bem utilizado depois, depende crucialmente do pessoal absorver esse conhecimento, seja o Key User, o usuário.
Enquanto esse grupo não tiver o domínio da ferramenta, eles não vão estar absorvendo bem todas as funcionalidades. Não estão utilizando bem todas as funcionalidades da aplicação. Eu acho que é um termo, ele tem que estar confortável com aquilo.
Exato. Eu acho que é isso, porque mudança tem a ver com sair da zona de conforto, então a gente tem que devolver ele para esse conforto, ele entendendo aquele processo, ele enxergando aquela aplicação sobre a melhor forma. Ah, ele quer o campo mais à direita, a gente coloca, ele quer a tela de uma outra cor, ele quer mudar o processo.
Então fazer essas personalizações de forma que ele tenha conforto naquela aplicação, que efetivamente, ele tenha ownership. exato Que ele se se aproprie daquele sistema. Jaque, a gente falou aqui um pouquinho então da questão da necessidade do usuário-chaves, da resistência a mudança.
Que mais que a agente tem ali, de importante fator crítico, a gente está falando de treinamento também, por exemplo. Eu acho que é isso, é minimizar a necessidade de treinamento. Acho que treinamento é algo que tem que ser constante.
E a gente vê isso até dentro do, se a gente for olhar tecnologicamente o ERP, ele já está incorporando essa questão de Wizards para que você tenha esses treinamentos de forma muito facilitada. Então a gente tem que cuidar disso dentro do projeto. E um outro fator crítico, que eu acho que é bem importante, é que as empresas às vezes acabam não cuidando muito, que é a questão da da continuidade, do pós-produção, porque imagina-se que o usuário fez o desenho, ele fez a validação, a gente ligou o sistema, fizemos ele o Go Live e ele já está apto.
Não, ele precisa ainda de um acompanhamento, porque durante o projeto, muitas vezes eu não vou passar por todos esses momentos. Jogo é jogo. Treino.
é treino. Treino é treino. Exatamente.
Então, eu vejo que é ter esse pós produção muito consolidado e entender que não são semanas, que às vezes são meses. Então, acho que depende tudo do tamanho da implementação da cultura da empresa, dos desenvolvimentos. Não tem uma regra, não tem uma receita de bolo para seguir essa questão do pós-implementação.
Mas ela não termina ali. Nos primeiros meses, ela tem o ato contínuo da sustentação dessa solução. Depois tudo mais.
Isso, da continuidade desse usuário-chave, que é quem vai ficar acompanhando essas melhorias e vai incorporá-las ao dia a dia da empresa, né? Então, outro ponto importante é essa escolha do usuário chave. Qual é o perfil dessa pessoa, o que ela busca dentro da empresa?
Mas isso é um assunto. Pode ser até um outro podcast, seleção de usuário. Pra outro momento.
O Jaque, e em relação a adaptação, o que a gente pode falar que tem sido os maiores erros dos projetos que utilizaram a adaptação? A gente sabe que tem projetos, muitos projetos, muito sucesso com a adaptação. Mas a gente sabe que tem alguns erros tradicionais ali, quais são os mais comuns?
Eu acho que um deles, a gente até já comentou, que é a questão de focar no requisito pessoal e não no requisito organizacional, e com isso você acaba tendo um volume de extensões, customizações muito grande. Então acho que esse é um ponto. Mas ao mesmo tempo eu tenho visto que as empresas e nós temos focado muito nisso também, no que a gente chama de Comitê de Gestão de Mudanças, que é estabelecer um processo crítico para que a gente possa avaliar dentro do projeto, com os stakeholders e com os responsáveis do projeto.
Com toda a alta direção da empresa, o que efetivamente é crítico para a empresa. Então eu posso te dar um exemplo. A gente teve recentemente um projeto aonde a gente começou com mais de 100 pontos de extensão que se transformaram em 30 e grande parte deles, não eram extensões, eram integrações.
Então acho que é um erro comum e você deixar aberta essa questão das customizações e sair fazendo adaptações e adaptações. Então, a gente cria barreiras para impedir essa customização. Mas não só de pedir para impedir, mas sim, para se qualificar.
Qualificadas. Eu acho que a palavra é qualificar, porque nós, como consultoria, não temos como avaliar o quanto aquilo ali é crítico para a empresa. Mas a gente tem que dar mecanismos para que aquela auto organização que faz parte do projeto que comprou e que investiu no projeto possa efetivamente qualificar e priorizar.
Porque se a gente voltar para a questão da melhoria contínua, será que eu preciso fazer isso no D-Zero? Será que eu não posso fazer isso nas próximas atualizações e criar o que a gente chama de um plano, um roadmap. Talvez seja uma opção.
E que outros erros você enxerga, que são mais comuns também. Isso além das customizações. Decorrente disso.
Se a gente for pensar, beleza, Se eu não tourear bem essas customizações, eu passo a ter um projeto mais longo. Então eu volto para projetos de anos com orçamentos altos também. Então isso vai me levar até um investimento maior da empresa e isso vai gerar eu ter que testar mais.
Eu tenho que me envolver mais na questão de documentar esses processos e efetuar mais testes. Então acho que assim a gente tem uma linha tênue ali que a gente precisa estar sempre vinculado, que é o alinhamento entre o que o negócio precisa e o que TI está disponível a fazer, o que o Key User, o que o usuário-chave está dedicado a fazer. Isso tem que estar muito alinhado.
Os objetivos estratégicos e os objetivos do projeto. Tem mais algum outro ponto? Eu acho que outro ponto, de novo.
Não é um erro, mas é um ponto de atenção que é monitorar o que antes de decidir pelas extensões, olhar para o que está previsto, sair de novas funcionalidades. E eu acho que isso os fornecedores nos ajudam muito para não customizar algo que possa sair em seis meses é estar atento às novidades, é pensar um pouco fora da caixa. Eu acho que nesse sentido é importante.
E isso, na metodologia do projeto já está incorporado, porque assim a gente vê os requisitos surgirem e às vezes as pessoas não estão familiarizadas com o que tem de roadmap no produto. Hoje a gente já consegue ter alguma fase que está olhando o roadmap do produto, versus, os requisitos do projeto. Hoje o que acontece, a gente tem, isso é dinâmico no projeto.
Não se tem mais essa questão. Ah, vou fazer a fase de desenho, fechou o desenho e vou para construir. A gente vai fazendo no formato de metodologia ágil.
É como se fossem sprints, que a gente chama de workshops. E como que a gente faz para garantir isso? Através do que eu comentei antes, das pessoas, dos nossos especialistas, que trabalham no nosso centro de competência e que estão permanentemente acessando essas informações, olhando o que está saindo de novo, o que está no roadmap, o que tem de planejado, para fazer até esses debates com os usuários-chave, com as áreas de negócio, mostrando, a gente tem hoje uma funcionalidade que não atende 100% do que você precisa, mas está muito próximo.
E a gente pode fazer uma pequena adaptação, ou não, mostrando que tem algo novo saindo dali a cada seis meses. Então assim, a gente volta nas pessoas, né André, porque. Sem dúvida.
a gente tem muito material, muita documentação, mas não é todo mundo que fica permanentemente olhando para isso. Então a gente entendeu que a gente precisa ter esse corpo de especialistas e eles fazem isso dentro dos nossos projetos. Tá ótimo.
Jaque, muito esclarecedor, nosso bate-papo, vai chegando ao fim aqui o nosso NineTalk. Ai que pena. Mas vão ter outros momentos que vamos te chamar aqui para você trazer outros conhecimentos para a gente.
Agradecer os nossos seguidores. Se vocês gostaram do nosso conteúdo, compartilhem, curtam o nosso conteúdo. E fica aqui o convite para seguirem a gente para os nossos próximos NineTalk.
Obrigado Jaque. Muito obrigado! Obrigado a todos aí.