Amor, fat, amor, tal como amor, e f a ti como fati. Nenhuma. Então, não sei se você percebeu, esse cara é cheio de de piruetas.
O cara te joga um amorfat na cara e [ __ ] você para para destrinchar. Então vamos te dar essa terceira chave. O conceito de amorfate é a proposta nitiana de amor pelo mundo como ele é.
Amor pelo mundo como ele é. Certo? Porque veja, não se trata de tolerar o mundo, não dá tolerar o mundo, mas de amar o mundo como ele é.
Que fique claro. E quando eu digo amar o mundo como ele é, não é amar X, Y e não Z e W. não amar o real como ele é com todas as suas.
Porque é claro, se você ama só um pedaço, você já introduziu um critério de escolha que provavelmente tem uma origem niilista. Portanto, as o amor fate é a sugestão do amor pelo mundo como ele é. Ó, se você preferir, a vida não poderá valer a pena se você não amar o mundo como ele é.
Ah, mas eu gostaria que o mundo fosse assim, assado ou frito. Tá vendo? Estrutura religiosa do pensamento.
Já está blasfemando contra o mundo da terra a favor de uma idealidade transcendente. Então, perceba, Niet não é tegevara, tá certo? Não éevara, não.
Por que que eu tô dizendo isso? Porque não faltam imbecis, não é? Que relacionam intimamente os dois.
Eu mesmo conheci um cidadão que tinha foto dos dois no quarto. Ora, é uma demência conceitual. Chegevara é um exemplo de idealista que quer fazer da América Latina o que a América Latina não é.
Ora, Niet é o antiidealista por excelência e preconiza o amor pelo mundo como ele é. razão pelo asal nit tervara não trocariam um único saludo, nada, nada. Eles não se bicariam em hipótese alguma.
Eu sei que eh ficou na moda, né? Sabe, fotografia, coisa, cabeludo, barbudo. Ficou na moda.
Eh, o Niet e ficou na moda o tiagevara. E você compra o que vem, mas não seja Zé Ruela. Eh, são coisas incompatíveis, porque Tegevara é um líder revolucionário de transformação do mundo.
E Niet tem o conceito de amor fat, que é tudo menos isso, é o amor pelo mundo como ele é. Ficou claro o que eu tô falando ou não? Ficou claro o que eu tô falando?
Se não ficou claro também, o problema passa a ser seu em frente desse momento. Eh, eh, eu pessoalmente acredito sinceramente que se você pegar toda a filosofia, você pode perfeitamente categorizá-la em dois, né? Você terá uma boa parte de pensadores que recomendam a transformação do mundo.
Em outras palavras, a vida boa é uma vida engajada num processo de transformação. Eu não preciso dizer que o exemplo mais perfeito dessa categoria é Marx. E você tem filósofos que dirão que a vida boa pressupõe uma reconciliação com o real.
Então, nessa balada você tem estóicos, Espinosa, Niet, etc. Então, eh, e, e o que que eu te diria? Eu te diria que naturalmente os dois têm razão, né?
É só uma questão de você não ser xita, os dois têm razão. Por quê? Porque se você está em Abrólios fazendo caça submarina e você se depara com os peixes, o que que você quer?
Você quer que o mundo acabe ali. Então é esse é o momento históico nitiano por excelência de amor pelo mundo como ele é. É, e aí a vida é boa mesmo, tudo certo.
Agora, por outro lado, quando você se depara com um monte de bosta, eh, é preciso transformar. E então o agora, é claro, eh, não dá para conciliar. Por quê?
Porque os revolucionários querem revolucionar tudo e alguém comunite quer que você ame tudo. Então você continue esperto, amando o que te faz bem e procurando mudar o que te faz mal, porque você não tem compromisso nenhum com nenhum desses palhaços, tá certo? Muito bem.