Narrativas, compartilhar, desenho, poesia, de continuar ouvindo o professor Rogério do Profeta, que agora vai falar a respeito do momento em que ele assume a reitoria da Universidade de Sorocaba e até o momento atual. E na futura missão também, nós, de 2008 a 2017, final de 2017, fizemos muita lição de casa para preparar a universidade para aquilo que nós consideramos que é a sua razão de existência, ou seja, ela precisa ser um grande diferencial na universidade, na cidade de Sorocaba, no estado e no país. E pra fazer isso, nós desenvolvemos uma série de estratégias durante esse período de 2008 a 2017, principalmente com a criação de bases de pesquisa e demais inserções da universidade na sociedade, que é o que nós chamamos internamente de extensão; ou seja, entender das coisas, criar conhecimento, mas esse crescimento precisa ser aplicado para ter retorno à sociedade.
Essa é a premissa de toda a universidade, de todas as aplicações do conhecimento. E aí, em 2017, o professor Fernando já tinha sido reeleito para a função da reitoria. E nós precisávamos ter um nome para essa função.
Depois de muitas discussões, pra minha surpresa, o meu nome foi entendido como o nome que estaria mais adequado para aquele momento, em função da formação, do histórico na instituição, da experiência, várias e diversas variáveis que foram consideradas para isso, consideradas por quem? Pela equipe da reitoria, por uma grande parte dos coordenadores de curso, pelo profissional, pequeno, na ocasião, do Eduardo. E eles entenderam que eu teria como desempenhar essa atividade.
Todo mundo achava isso. Eu tinha lá as minhas dúvidas, porque é uma função muito diferente da função técnica que eu exercia até então. Todas as minhas funções na vida toda foram eminentemente técnicas.
A função do reitor não é necessariamente uma função eminentemente técnica; ela envolve muito mais aspectos de relacionamento e de liderança do que as funções anteriores para as quais eu, sinceramente, tinha bastante receio de me candidatar a uma posição desse tipo e de não estar devidamente preparado. Aconteceu a eleição. Para mim, já começou com uma grande surpresa, porque o nível de recomendação pela comunidade acadêmica de quase 90% pra mim foi surpreendente.
Surpreender no sentido de que, poxa, ainda que não tivesse um outro candidato, poderia ter havido uma abstenção elevada, o que sinalizaria dificuldades de gestão. Quando eu percebi esse resultado, pensei: "Puxa, agora o problema é meu", porque o apoio já recebi. Então, agora, com o apoio, o que eu vou precisar fazer?
Vou precisar aprender, e aprender, e aprender. E é o que eu tenho feito até hoje em muitas das situações que são novas. No meu dia a dia, sou uma pessoa que não consigo definir o que vai ser meu dia de trabalho amanhã, porque são coisas inusitadas que acontecem; poucas coisas se repetem para criar um padrão.
É aí que conto novamente com a sorte de estar com uma equipe muito boa, e eu sempre friso isso: trabalhar com equipe ou trabalhar num grande grupo é a receita para você conseguir melhores resultados. Então, embora nossa equipe sejam somente três pessoas, nós trabalhamos diretamente, nós trabalhamos de forma muito integrada, além do que a equipe de apoio é formada pelas meninas, principalmente; para as meninas, acho que só tem o Rafael, Augusto, o Leandro e o pessoal de suporte. O resto são as meninas que fazem a universidade acontecer, independente de nós.
Eu sempre digo: se cair um avião com nós três no avião, a universidade não vai nem perceber. Mas se uma delas fraqueja, a gente vai sentir dificuldades, porque é um time forte, experiente, leal, comprometido, que tem visão de educador. Eu costumo falar que nós aqui precisamos nos enxergar, nos enxergamos todos como educadores, porque com essa visão você vai tirar muitos problemas da sua frente e enxergar formas melhores de agir para determinadas situações.
E a gente tem conseguido isso. A sensação que eu tenho hoje na universidade é de que, em todo lugar que a gente vai, encontramos pessoas muito competentes, muito determinadas, muito envolvidas, que sabem o que estão fazendo aqui e que estão fazendo com a maior dedicação possível. E isso tem nos ajudado a começar a pensar no futuro da universidade que nós queremos.
Nós queremos uma universidade que continue forte do ponto de vista de sustentabilidade, porque nós não podemos, nós não dependemos de ninguém; dependemos apenas dos nossos grandes acionistas, entre aspas, que são os alunos que custeiam as atividades da universidade. Por isso, cada coisa que é feita na universidade precisa ser pensada no sentido de que ela tem que trazer um claro benefício para o aluno, e benefício para o aluno é fazer com que ele tenha a maior chance possível de aprender mais na nossa convivência. Então, o benefício ao aluno não é só computadores, não é só equipamentos, não é só professores doutores mestres e doutores, mas é um ambiente agradável de se estar, em um ambiente em que ele tem uma bicicleta para pedalar, para espairecer, em que ele tenha um guarda-chuva para se proteger de uma chuva inesperada.
Isso é só um dos detalhes que temos por fazer para transformar nosso ambiente aqui no melhor possível, o mais próximo possível do lado do aluno. A nossa referência não é outra que se não o bem-estar, aqui, que cada um tem dentro do seu lar. Quer dizer, se eu conseguisse entrar na cabeça de cada aluno e saber qual é o seu lado, eu estaria tentando trazer essa sensação de estar em casa pra ele dentro da universidade.
Por isso, nós temos uma lista de mais de. . .
30 ações de intervenções que vamos fazer na universidade, se der tudo certo até meados do ano que vem, no máximo, para aproximar mais ainda a universidade do que é o lar ideal que o aluno tem em casa, para que ele venha pra cá com as famílias e fale: "Olha, é esse o lugar onde eu vou passar, seja dois, três, cinco, dez anos, sei lá. " E porque os familiares só lhe falam: "Poxa vida, meu bem mais precioso está no lugar fantástico, não só fisicamente, mas lá tem gente, lá tem pessoas, lá ele tem bons relacionamentos. " Então, ele está ali no lugar que é seguro, que ele está com perspectiva de olhar positivamente para o futuro, onde vai ser ouvido, vai ser respeitado, vai ser entendido; ele vai ser, é carregado no colo se for necessário.
Que a gente tem que estar preparado para dar apoio para as pessoas de forma irrestrita, e isso está escrito na nossa missão institucional. A nossa missão diz que nós temos que fazer essas coisas para que esse aluno volte para a sociedade para fazer transformações sociais à luz de princípios cristãos. Então, se a gente não praticar essa missão todo dia, né, a gente não consegue fazer; e se não consegue fazer, ou muda a missão ou aprende a fazer.
Então, como nós não vamos mudar a missão, a gente tem que treinar todo dia, exaustivamente, e sempre ouvir. Nenhuma posição do aluno, não existe absolutamente nenhuma reclamação que o aluno possa fazer que chegue para nós causando desconforto. É no sentido de que "eu não queria ouvir essa informação", mas o desconforto é: "O que nós podemos fazer para que essa sensação que o aluno tem seja resolvida, para que isso não seja um incômodo?
". Na hora que a gente tiver tudo isso feito, é muita lição de casa para fazer, fazer todo dia. Nós estamos apontando a universidade para o futuro.
Em janeiro deste ano, a gente começa a receber nossos primeiros alunos internacionais. O nosso programa está montado, já está sendo divulgado pontualmente com as instituições internacionais que são nossos parceiros, mais de uma centena delas, que poderão escolher a universidade como um lugar pra fazer o nosso programa, que chamamos a princípio de Phoenix Programa. É um programa em que ele venha para a universidade, estude uma determinada área e tenha relacionamento com as coisas que acontecem no Brasil, com a realidade do Brasil, com várias atividades de lazer e cultura, para que ele entenda um pouquinho como é o ambiente de trabalho brasileiro, como é que as pessoas aqui se relacionam; ele sinta um pouco, viva um pouquinho a nossa cultura e que essa será a base para a criação de programas de graduação para estrangeiros.
Aí, programas completos, né, programas ao estilo, ao melhor estilo dos sanduíches que a gente vê sendo praticados no mundo todo. Então, o aluno vem pra cá um semestre, estuda conosco, leva isso daqui pra lá, se adapta ao currículo dele e tem uma experiência internacional. Então, a nossa perspectiva é contínuo investimento na formação de professores.
Em dezembro de 2020, a gente está previsto que teremos todos os professores com nível mínimo de mestre. Existe, é contramão do que toda a nossa concorrência faz, e eu gosto de fazer coisas na contramão da concorrência, porque assim a concorrência fica imitando a gente. Frequentemente, a concorrência imita, só teria concorrência se não fossem os players, porque nós não conseguimos nem podemos prestar todo o serviço de ensino superior e nem as outras instituições de ensino.
Então, o que a gente quer fazer é um bom trabalho para que sirva como referência. Se o nosso bom trabalho for também feito pelas outras instituições, quem ganha é a comunidade. Então, a gente vai para o futuro.
O nosso futuro é rápido, é agora. É ter, em janeiro, alunos internacionais; quem sabe em junho do ano que vem, em agosto do ano que vem, a gente já tenha alunos de cursos sanduíche fazendo aqui na universidade, nas diversas áreas. José, quem vier à UNISO hoje, né, em si, um lobo daqui, não imagina também toda uma história anterior e muitas dificuldades.
Nós tivemos momentos que foram dentro do contexto nacional; nós temos, inclusive, uma dívida, não é assim? E você foi a grande figura realmente, nós sabemos disso; é importantíssima para fazer a retomada e essa dívida ser paga. O que aconteceu realmente?
Sim, enquanto muitas instituições estavam no vermelho, nós conseguimos nos estabilizar. Enquanto muitos estavam, inclusive, fechando, nós estamos indo, indo, e crescemos até agora, crescendo. Então, nós percebemos isso muito claramente.
Muitas instituições não chegaram a ter papel no banheiro aqui; eu nunca vi deixar de ter, nunca transou; estarão em dinheiro, você é um banheiro limpo! E todos, não, respeito, e a gente percebe que todos os colaboradores, professores, alunos circulam alegres, felizes. É uma instituição feliz, a gente percebe isso.
E então a comprovação só, até sabe, se que moram aqui, né? A nossa amiga seria nossa amiga no cinema, que acaba sendo rendón minério, era no ônibus estátua; então a gente percebe que são posturas de alegria e de colonização. Sim, a faixa, você tem sido para nós ver, por exemplo, nesse sentido.
Esse é um papel da administração, mas você não fica por aí; você entra no contexto, como ele mesmo falou, de educador. Essa preocupação sua não só não se sabe a bola, mas dentro do nosso contexto, entre nossos colegas, amigos, professores, funcionários e colaboradores, e alunos que vão observando e sentindo tudo isso acontecendo dentro da instituição. Porque você demonstra falar isso, a importância da humanização de um trabalho, certamente não está muito claro.
Então, quero que quando também, mais um pouquinho, respeito nós. . .
Temos percebido uma série de ações no mesmo ônibus, nem coisa que nós não tínhamos. O Juninho, nós temos um ônibus para tanto trazer alunos das escolas de ensino médio para ligar, para conhecer os nossos espaços, aos nossos laboratórios. E são realmente grandes exemplos, como este que nós estamos, nesse momento, no laboratório de comunicação da Uniso.
Mas também uma série de situações que nós vamos percebendo que estão sendo criadas; é uma coisa que não pára. E agora, nesses espaços entre os blocos, em que foram criadas praças, com um pouquinho pra nós, também: qual foi essa ideia e como não está o inferno? Olha, esses são a ponta do iceberg.
Esses daí já estão sendo assinados por alunos, mas nós temos mais pelo menos 30 coisas por acontecer, que naturalmente eu não vou falar aqui para não quebrar o nó, o encanto das coisas, né? Tem mais 30 novidades para acontecer, em que estarão também assinadas por alunos. Já existem alunos trabalhando em projetos que serão apresentados à comunidade acadêmica ao longo deste semestre, até o final deste semestre e, no máximo, até o final do próximo semestre.
Então, muitas coisas que envolvem a possibilidade de que todos os professores, funcionários e alunos tenham ambientes melhores para estar dentro da universidade. Assim, a nossa meta é que todo mundo diga: "Olha, eu vou pra Uniso porque a Uniso é quase igual à minha casa. Eu quero estar na Uniso porque, olha, estar na Uniso fica quase tão agradável quanto estar na minha casa.
Estar na minha casa só é melhor porque lá eu tenho os meus familiares e eu tenho os meus amigos. Se eu trouxer meus familiares, ela vai ficar igual à minha casa. " A gente quer, nós vamos fazer uma grande festa de confraternização agora em dezembro, que vai estar aberta para todo mundo: professores, funcionários e alunos.
A gente vai fazer a divulgação e esperamos colocar aqui milhares de pessoas no momento de congraçamento, no momento em que nós fazemos o nosso trabalho e os alunos, com a nossa participação, constroem os seus sonhos aqui. Então, é um lugar em que a gente quer que seja o melhor possível para que aquele sonho seja conquistado com mais serenidade, com mais profundidade, com mais qualidade no ambiente de construção, que não necessariamente seja um ambiente de repressão. A gente está evitando regras punitivas e regras fechadas para tudo quanto é coisa.
Sexta-feira, por exemplo, a gente vai ter o lançamento do filme "Books e UVB". "Books" é o livro compartilhado. Nós vamos ter um lugar em que você vai deixar o seu livro, aquele livro que marcou por algum motivo lá, e você vai pegar um outro.
Ninguém vai controlar entrada ou saída. Nós vamos partir do princípio que estamos trabalhando com pessoas íntegras. Essa é a premissa número um, e a partir daí construir todas as outras formas de relacionamento.
E todas as nossas ações no futuro estarão pautadas por essa presunção. Ou seja, estamos numa sociedade moderna, uma sociedade evoluída, uma sociedade preparada. O nosso microcosmo aqui está pronto; nós podemos decolar.
Nós não somos menos do que nenhuma capital europeia; não somos menos do que nenhuma universidade europeia. Ou seja, o aluno que sair daqui e for para uma universidade europeia, ele não vai encontrar coisas melhores do que ele tem aqui. O que vier de lá pra cá não vai encontrar um nicho da universidade pior.
Nós estamos antenados. Esse é um projeto que vem sendo desenvolvido há pelo menos uns seis anos. Eu tenho estudado, eu tenho viajado, tenho visitado, andei pelos cinco continentes, pesquisando e aprimorando na minha cabeça aquilo que seria uma universidade de Al.
A Universidade de Sorocaba, ela está vocacionada para isso. E nós temos contado com a participação de muita gente. Agora nós estamos num grande caldeirão porque as ideias estão bulindo de tal forma que a gente está no momento de começar a organizar tudo isso pra botar pra funcionar.
Já chegaram a 30 coisas diferentes, assim. Tudo aqui é um grande sonho. E hoje pela manhã, depois da nossa entrevista aqui, eu saí em um corredor, olhando a alegria dos jovens.
Nós falamos aqui nesse espaço, né? Eles eram felicidade. Zé Roberto está aqui.
A vida universitária é uma coisa linda. Não quiser ter um jantar de trabalho na atento ao que decidiu a comissão, uma vilazinha. Bem, é a expressão dele.
É como eles fazem as coisas com prazer. E é isso que a gente percebe aqui dentro. Muitos de nós trabalhamos aqui, fomos alunos aqui.
Dois exemplos, né? Fomos alunos aqui e estamos aqui até hoje. Você tem 21 anos e 33, em 32, é 33%.
Então, nós estamos aqui, mas muitos de nós nos apresentamos aqui porque tem gente há mais de 40 anos trabalhando aqui. Então, a gente percebe que é resultado de um trabalho altamente significativo, né? Muita gente, a equipe.
E o que nós temos a dizer pra você: muito obrigado pela sua maneira de ser. Os próprios funcionários, não estão apenas ajuizando nos corredores, mas fazem a limpeza, é pintando. Ele só, assim, o completo no público.
Ao cantar, se mexe com a gente, brinca com a gente, conversa. Então, isso é o que nós formamos. Um erro.
Nós temos uma equipe muito compenetrada, com certeza. Então, a nossa gratidão por aquilo que você tem sido para todos nós, né? Essa postura, dignidade e, principalmente, esse companheirismo, essa partilha.
Que agora também vindo conversar conosco, nossa gratidão. E eu agradeço tudo. Tenha certeza que eu estou levando muito mais do que estou deixando.
A criança e nós dizemos a mesma coisa em função de tudo aquilo que tem acontecido. Dizer alguma coisa, mas não é só agradecer. Agradecer é a oportunidade de estar trabalhando na área da educação.
Trabalhar a educação é quase que uma férias interminável. A gente tem muito mais satisfação do que dificuldades, e a gente tem trabalhado essas dificuldades para que elas se transformem em insatisfações futuras. É isso que tem sido a minha vida nesses últimos mais de 30 anos.
Obrigado, muito obrigado. Fé é um pouquinho da história do professor Rogério nos profetas, e a nossa gratidão. Também esperamos a próxima conversa com vocês, a próxima história.
Muito obrigado, estejam conosco!