Bom, minha gente, bem-vindas, bem-vindos, né, à nossa disciplina de sociedade, culturas no plural, sustentabilidade e direitos humanos. Essa é uma disciplina que eu gosto muito de ministrar. a gente tem uma unidade um que ela é um pouquinho mais eh introdutória assim, no sentido de que ela ela começa a dar o tom, né, da gente pensar um pouquinho dos eixos que vão estruturar a nossa disciplina. Para quem Viu a web Boas-vindas, e eu espero que todo mundo tenha visto, vocês já sabem um pouquinho sobre isso. A gente vai pensar sempre, né, sobre ética, trabalho, eh processos
de racialização, né, na verdade, marcadores sociais da diferença e, eh, compreensões de mundo para poder pensar a sustentabilidade e direitos humanos. Então, esse esse esses eixos organizadores da disciplina, né, o processo de Racialização, eh os processos que se organizam, que vão construindo a nossa sociedade em torno das relações de trabalho, né, mais especificamente, eh, é um dos eixos que sustenta a nossa a nossa disciplina. Bom, eh, deixa eu dar uma olhadinha aqui. Pronto, tá todo mundo aqui agora. O Igor falou que não conseguiu de fato. Você continua aparecendo aqui para mim eh como Visitante, mas
a gente segue dessa forma, dessa vez, tá, Igor? O que acontece é que você tem que eh entrar no Google, no Google Drive com isso, no Gmail, com seu e-mail institucional. Exatamente isso. Obrigada, Fran. Boa noite, Vaneid. Bom, gente, mas antes da gente começar a nossa disciplina, eu queria saber se vocês têm alguma coisa a ser dita, alguma dúvida, algum estranhamento, alguma coisa que precisa Ser resolvida da disciplina, se tá tudo certo, se tá tudo fluindo, se os exercícios estão lá direitinho, vocês estão fazendo tudo. Eh, como é que tá, se tá tudo bem? Podem
abrir o microfone, podem escrever no chat. Eh, só não pode ficar totalmente em silêncio, porque essa é uma aula síncrona, né, minha gente? Então a gente precisa da participação de vocês. Tá tudo bem? Ninguém tem dúvida nenhuma? Estão todos lá? Tranquilinho. >> Tá certo. Maravilha, gente. Uma dica que eu falo na na web boas vindas, mas eh que é muito importante para vocês, por favor, se atentem ao cronograma da disciplina. Paola tá dizendo que tá fazendo pela segunda vez, mas dessa vez vai. Vai, Paola, vai que ela, dessa vez o formato é diferente, vai tá
mais legal. eh, bem-vinda. Eh, então, a se atentem ao cronograma, tá gente? Porque não só as nossas Atividades síncronas estão lá dispostas no cronograma. Sempre que houver, eu espero que não tenha mais, mas sempre que houver qualquer mudança no nosso cronograma, eu vou avisar vocês. Mas ainda assim, o cronograma ele é um instrumento de consulta semanal, tá gente? Por quê? Porque além das datas das atividades síncronas, o cronograma tem o prazo que vocês têm para realizar as atividades de maneira que vocês eh contemplem nota e frequência, tá gente? Porque a nota é 50% para aprovação,
mas a frequência é 75%. E todas as atividades que têm atribuição de nota também tem atribuição de frequência, além das nossas web conferências que tem atribuição de frequência também, tá gente? Inclusive, eh, queria agradecer vocês pela compreensão, né? Essa nossa disciplina, ela tá planejada para acontecer toda, toda, não, toda vez que houver uma atividade síncrona, ela vai ser Realizada às terças-feiras às 8:30 da noite. Excepcionalmente, logo nesse nosso pontapé inicial, a gente teve quebrar a coerência do nosso cronograma para que a gente pudesse eh realizar a nossa web conferência. um de maneira síncrona hoje numa
quarta-feira, mas isso é uma exceção e eu agradeço muito a presença de vocês aqui hoje, tá? Teve um errinho na hora da configuração do cronograma, são várias turmas e são várias turmas que compreendem diversos Cursos de graduação, então é muito difícil conciliar todos os horários. Eu agradeço inclusive ao pessoal da nutrição que não tá aqui hoje, mas que vai assistir a gravação, eh, pela compreensão da nutrição, não, perdão, da gastronomia, eh, e que e que vai assistir, né, vai tá com a gente excepcionalmente nessa primeira web conferência por meio das gravações. Eu agradeço muito a
compreensão e garanto a vocês que Ninguém vai ser prejudicada em razão dessa mudança de cronograma específica, tá gente? Podemos começar minha gente que hoje tem muito assunto. Pode falar Ivânia. >> Ivânia levantou a mão. Quer falar? >> Tá me ouvindo? >> Tô sim. >> Sim. Eh, apareceu aí para mim agora. corretamente, porque não apareceu o link para mim. >> Como assim no link? >> Para eh tipo para eu acessar, né? Para a para eu receber presença. Eu não entendi >> não. Você aqui ainda tá como visitante. Que que acontece? Se você olhar que tá acontecendo
>> é geralmente é o Gmail. Você tem que entrar no login do Gmail com o seu e-mail sempre. E aí depois disso você tem que entrar, abrir uma outra página e entrar lá no nosso AVA, na disciplina e aí sim clicar No Meet, porque daí quando ele abre a página do Meet, ele já vai abrir no Meet que tá logado no sempre CUB. Senão você entra no sempre CUB na página da disciplina, mas quando você clica para entrar no Meet, ele vai pro seu login pessoal. >> Aham. Aí eu eu nunca entrei dessa forma, eu
sempre entrei desse jeito. >> É, mas assim, como eu confiro as presenças de maneira manual, eh, na Primeira eu consigo fazer essa negociação, mas de maneira geral o sistema não reconhece. Então, mesmo que eu coloque a presença depois ele pode vocês correm o risco de tirar a presença, porque ele não, >> ele confere o que eu faço com o que de fato tá computado no sistema, né? Sim, >> ele faz essa essa conferência. Então, eh, eu posso até autorizar, mas da mesma forma teve alguém que entrou aqui agora e aí a gente vai começar, tá,
gente, por Conta do nosso horário também, >> tá bem? Obrigada professora Nogueira, ela você também tá como visitante, tá? Imagino que você não tenha, não esteja usando o @semprricub. Bom, a Amanda tá colocando aqui para computar a frequência e entrar no link direto, é preciso logar no Meet com o e-mail sempre. Exatamente isso. Obrigada, Amanda. Bom, minha gente, eu vou começar aqui agora de maneira oficial o nosso Conteúdo. Vocês vão ver o seguinte, cada web conferência, ela vai trazer pra gente para conversar os conteúdos das da de uma unidade. Então, a web conferência um, ela
vai trazer pra gente o material didático um e dois, tá? Da unidade um. São dois materiais que a gente tem lá para falar da unidade um. Como que a nossa disciplina tá organizada? vocês viram lá na web boas-vindas. Então, hoje é uma uma aula um pouquinho mais introdutória E talvez, tá, gente, assim, pela minha acho que pelo meu gosto pessoal também, talvez a aula um pouquinho mais assim exaustiva no sentido teórico e no sentido que eh que talvez ela não ela pareça não ter muito coerência, mas é só esse início. medida que a disciplina vai
desenrolando, vocês vão ver que tá tudo amarradinho. Mas nesse momento pode parecer que inclusive o texto um, que vai falar do Biosan com o texto dois, Que vai trazer o conceito de trabalho, né, em no Durkaim, no Weber, no Marx, eh, não tenham muita relação, mas na verdade a gente vai a gente vai vendo ao longo da disciplina. A unidade dois ela já dá um salto de qualidade, na minha opinião. A unidade três mais ainda, e a unidade quatro fecha com chave de ouro. Então assim, eh, eu realmente senhora consegue me escutar? >> Consigo. >>
É, eu tive problema para conectar. Meu Nome é William Nogueira. Boa noite, professor, e aos demais colegas. Por isso eu tô como visitante e eu tô com dificuldade para encontrar, para conectar com o e-mail do CUB. >> Certo. Tudo bem, Willam, né? >> É, Willam. >> Isso. Eh, da próxima vez, hoje, como eu falei, eu consigo colocar de maneira manual, mas da próxima vez, né, a Amanda colocou um comentário aqui e que é de muita utilidade. Alguém que tinha Colocado um pouquinho mais para cima também. Você precisa entrar no login do Meet, né, no login
do Gmail com o e-mail do CEU para depois entrar na nossa disciplina e clicar no link que aí ele vai abrir certinho. >> Então tá certo? Vou observar essa informação. Muito obrigado, professora. >> Tá. Obrigado também por ter falado aqui comigo e qualquer coisa, se o erro persistir, você pode me acessar eh pela mensagem direta que aí a gente encaminha Uma solicitação de verificação lá pro suporte técnico para ver se tá tudo certinho, tá? Se isso ocorrer de repente com outras disciplinas para você, aí você me aciona, a gente procura um caminho de resolução, tá
bem? >> OK. Muito obrigada, agradeço pela atenção. >> Bom, gente, então começando aqui a nossa disciplina, a gente vai dar uma passada bem rápido assim eh sobre a ideia de moral e de ética, pra gente entender Muito brevemente a diferença. Tem horas que eu paro para ler o conteúdo do do nosso material visual, tá gente? Mas não é uma coisa que eu vou fazer de verdade eh a todo o material visual. Por que que eu trago material visual se eu não vou ler? Se a gente não vai? Porque primeiro ele, eu tô falando do que
tá aí. E segundo para que vocês possam acessar essas sínteses, os destaques do texto, as sínteses conceituais de maneira mais eh prática e direta, revisando, podendo Acessar novamente esse material por meio das gravações, tá bem? a gente vai falar um pouquinho de moral, ética, ética profissional para poder entrar num texto do Bianham. Aliás, é um texto que não é dele, mas é um texto que fala sobre o trabalho dele. Eh, e é um texto que tem um tom bem filosófico. Então, a gente começa dando uma viajada assim para dar o esquenta nos nossos neurônios, nas
nossas percepções, para pensar um pouquinho a nossa sociedade. O Que que é importante pra gente saber aqui nessa diferença entre moral e ética? compreender o que que é moral, o que que é ética, o que que é da ordem da moral, o que que é da ordem da ética. Eh, a moral, gente, ela é um conjunto, né, de convenções sociais de caráter exclusivamente social. O que que isso significa dizer? tá contextualizado, tá historicamente contextualizado, tá socialmente identificado. Então, a gente pode pensar assim, eh, cada um de nós aqui, provavelmente tem algum pertencimento religioso, porque é
do nosso comportamento social pertencer a alguma religião. Não, esses slides eles não ficam disponíveis. O João, o José Pedro tá perguntando se os slides ficam disponíveis no material complementar. Não tá. O material complementar vocês têm textos complementares para quem gostar de estudar, para quem dizer: "Meu Deus, que disciplina maravilhosa, quero saber tudo". Sobre todos esses temas das quatro unidades, onde é que eu procuro mais? E aí tá lá no material complementar, mas os slides, o material visual da disciplina, ele é só, não posso, Pâela, compartilhar, ele é disponibilizado aqui nas nossas web conferências e vocês
podem reacessá-los por meio das gravações, por isso que eu coloco bastante material aqui. Eh, eu não Compartilho slide não. E essa é a orientação da minha coordenação, tá? Eh, se os outros professores fazem de repente outras coordenações, aí são relações diferentes. Mas aqui para mim eu posso verificar uma vez que você tá me dando essa informação, mas a informação que eu recebi é que os slides eles não são compartilháveis não, porque eles já ficam disponíveis para vocês aqui nas gravações, mas eu me comprometo a verificar, tá bem? Se for, se for Permitido, tudo bem, eu
disponibilizo para vocês. Seguindo aqui, então, a moral, ela tem um um uma dimensão, né, identificável no sentido social, no tempo histórico. Então, como eu tava dizendo, todas as pessoas aqui presentes, né, a maior parte de nós, em razão de um costume cultural nosso mesmo, é é hegemônico o fato de nós pertencermos a um a uma corrente religiosa, né, a um a vertente religiosa. Eh, no Brasil, especificamente, né, vamos falar mais especificamente de Brasil nesse sentido. Cada pertencimento religioso tem um conjunto de moral, de morais, né? Morais que eh que vão de fundamentos, né, da ordem
da moral que vão influenciar, que vão constituir, que vão orientar o comportamento daquele grupo como algo que constitui eh a particularidade da pessoa, ou seja, é aquilo que que vai identificar para ela os seus limites, eh os seus o a forma Como ela vai se relacionar com o mundo, com a sociedade. de organizar, perceber o seu lugar, o seu papel, mas também ao tempo em que ela eh que eu, né, me expresso socialmente por meio da minha moral, eu também tô informando pra sociedade o meu pertencimento coletivo, né, nesse nesse conjunto de de fundamentos de
uma determinada moral. Deu para perceber? E dentro disso a gente tem grupos grandes e grupos pequenos, tá gente? a gente pode estar Falando de uma ordem familiar. Uma família tem seu conjunto, né, de valores morais. a gente pode estar falando de um pertencimento religioso, de uma determinada institucionalidade religiosa, por exemplo, católicos, eh, Igreja Católica, mas a gente pode estar falando de um conjunto de moral que tem subdivisões entre si dentro, por exemplo, dessa mesma perspectiva religiosa que a gente tá usando aqui como exemplo. Então, por exemplo, o Catolicismo e eh o movimento neopentecostal, né, as
igrejas neopencostais, elas têm uma ordem moral comum, que é o quê? O cristianismo, né? Então, elas são diferentes entre si em alguns pontos, em determinados pontos, em determinados valores morais, inclusive são diferentes entre si, tem suas particularidades. Mas o conjunto maior que vai identificar tanto católicos quanto neopentecostais Como cristãos, vai informar um conjunto de valores eh morais que que eh que vão fazer também desse grupo demográfico um grupo social, né, de identidade moral eh aproximada, né? Então, e a ética? A ética. E aí no cristianismo, nessa relação com o cristianismo, a gente pode também reconhecer
nessa relação o lugar do cristianismo como um conjunto eh que também informa princípios éticos. E esses princípios Éticos organizam a diferença dos valores morais entre igrejas católicas e neopentecostais, por exemplo. Tá, gente? Eu tô usando esse exemplo porque eh acho que fica mais nítido pra gente perceber a diferenciação entre ética e moral e e qual o lugar, né, de de cada uma delas dentro da nossa sociedade. A ética, ela é sempre, né, tá, tá em destaque aqui o esforço que cada um faz para conduzir a sua vida por um lado e compartilhar seus valores morais
com os Outros que pensam semelhante ou que, pensando diferente, não ameaçam a sua integridade física e moral por outra. O que que acontece com a ética? A ética é um conjunto de normas e regras que vai permitir que diferentes grupos de diferentes morais coexistam e não conflituem, mas coexistam na nossa sociedade. É o conjunto de normas éticas que vai dar pra gente a coesão que a gente precisa para ser uma sociedade, né, no âmbito da nossa profissão. cada Um de nós aqui no momento da nossa formatura, né, vai fazer ou já fez, dependendo, né, se
você tá na segunda, terceira, quinta graduação, eh, o juramento profissional, né, esse juramento profissional, ele é um juramento de comprometimento ético, então que vai determinar a orientação moral não só de uma determinada instituição, né, por exemplo, uma instituição de ensino superior, como a gente tá agora, a gente vai ver lá na Página, né, da missão da nossa instituição, a gente vai ver os valores morais que a nossa instituição eh corresponde, né, tem pertencimento, mas ela também vai dar a orientação, né, daquilo que nos remete ao comprometimento com o nosso melhor no âmbito da nossa do
exercício profissional, da nossa atuação de excelência. Ou seja, a ética profissional é aquilo que vai garantir que as minhas convicções pessoais não Sejam maiores que o meu comprometimento profissional. E isso, minha gente, para muitas e muitas e muitas dimensões da nossa sociedade é literalmente a diferença entre a vida e a morte, né, na no exercício de determinadas profissões. Então, a ética profissional, ela é aquilo que vai nos dar coesão e garantia de do exercício profissional de excelência. Sem a ética profissional, sem o cumprimento da ética profissional, a Gente se torna ideólogos dentro do nosso exercício
eh profissional. E isso é perigoso para nossa sociedade. A gente vai até ver isso na dimensão da sociologia a partir eh da da das perspectivas dos dos sociólogos, né, de destaque aqui paraa gente. Passando rapidamente por uma muito breve definição dos direitos humanos, né? O que que são direitos humanos? E a gente vai terminar a disciplina pensando porque que eles são importantes para Fechar o nosso ciclo eh de reflexões sem deixar pontas soltas, né? Os direitos humanos são aqueles direitos considerados inerentes a todosos seres humanos, seja qualquer a sua raça, sexo, idioma, etnia, religião, nacionalidade
e etc. Eh, forma existencial de vida, inclusive, né? Os direitos humanos consistem no direito à vida, à liberdade, liberdade de opinião e de expressão. E vejam bem, liberdade de opinião e liberdade de expressão não é Direito à livre expressão, por exemplo, fascista, livre expressão sexista. Isso não é liberdade de expressão, tá, gente? Isso é exercício de eh de ações discriminatórias que inclusive no Brasil são criminalizadas, né? são crime, eh, direito à educação e direito a vários outros direitos sociais e civis, né, sem absolutamente nenhum tipo de discriminação. Os direitos humanos são direitos considerados inerentes a
todo e qualquer ser humano, independente De onde, no sentido geográfico, cultural, étnico, religioso, esse ser humano se encontre, né, de identidade, de gênero ou sexualidade, de raça, enfim. Eh, e todos os direitos humanos devem ser protegidos na relação com direitos humanos. Não existe, dentro do campo das ciências humanas, não existe neutralidade na relação com os direitos humanos. Os direitos humanos estão na sociedade para serem defendidos, tá? Os direitos humanos eh são direitos Inalienáveis, indivisíveis, interdependentes e universais. O que que significa dizer isso? Significa dizer que enquanto todos os direitos humanos não forem garantidos, por exemplo,
a minha pessoa, eu não estou acessando os direitos humanos. Não adianta eu ter acesso à moradia e à educação, por exemplo, mas não ter eh acesso ao meu direito de segurança por ser mulher na sociedade. Isso significa, né, pela dimensão indivisível dos direitos Humanos, que eu não estou eh sendo respeitada nos meus direitos humanos de maneira integral. ou todos existem ou a o acesso aos direitos humanos não está ocorrendo. Essa é a relação importante paraa gente saber dos direitos humanos, tirando, né, virando a página, mas guardem aí ética, moral e direitos humanos, porque a gente
vai voltar sempre a isso, eh, ao longo das nossas aulas. Entrando no nosso primeiro material didático, né, intitulado Virada Ritual e a ética da alteridade em Biuran, a reinserção da arte da atenção, da escuta e do olhar na vida em comunidade. O que que esse texto vai trazer pra gente? Alguém aqui conhece o Buran? Vocês estão por aí, minha gente? Ou falar? Não conheço >> o Biuran, ele é um filósofo, tá gente? >> Não conheço. >> Ele é um filósofo. Eu sei que a gente tá Aqui, né, dentro de um perfil de cursos que que
tão um pouquinho mais distantes das das ciências humanas e sociais de maneira geral. tem cursos, né, das humanidades aqui, mas de maneira geral a gente tá um pouquinho mais distante dos pensamentos da filosofia, da sociologia, da antropologia, da educação. Mas eh o Buran é um filósofo, né? Ele é um filósofo. Eh gente, agora me fugiu aqui, mas ele ele é um filósofo coreano, né? Vou vou me Manter no coreano correndo risco de errar. eu não me lembro se ele é coreano ou chinês, perdão, eh, mas que na verdade cresceu na Alemanha e se formou filósofo
na Alemanha, então, né, pela Escola da Filosofia Alemã, que é super representativa na Sul-Coreano. Obrigada, Rafael. Eh, porque fica gravado, depois eu não quero dar informação errada para vocês, né? mas que tem, né, na sua formação Filosófica, eh, toda a corrente da da das escolas de filosofia alemãs, né? Então, ele vai pensar eh ele tem uma construção, gente, ele tem uns livrinhos que são livrinhos de bolso aqui. Eh, e eu não tenho nenhuma mão aqui agora, mas eu tenho vários bem ali. Eh, e ele escreve reflexões acerca do nosso tempo atual para várias dimensões da
nossa vida. Ele é de fato um filósofo muito importante paraa gente refletir acerca da nossa sociedade de leitura muito Acessível, de leitura muito rápida, uma vez que os livros são sempre livrinhos de bolso que a gente pode manusear, né, inclusive eh nos formatos aí dos livrinhos dos e-books. Eh, e ele fica e ele aqui pra gente a gente tem um livro em destaque que é a sociedade do cansaço, né? Pelo nome a gente já vai se reconhecer em alguma dimensão, né? E também pensar o lugar do ritual na nossa sociedade e a ética da alteridade,
né? Então, o que que a gente vai E por que isso é importante, melhor dizendo, pra gente começar a nossa disciplina? É importante porque a gente necessita do exercício ético da alteridade aqui nessa disciplina para que a gente possa de fato entender o propósito da nossa disciplina. Uma disciplina que se chama Sociedade, culturas, sustentabilidade e direitos humanos. é uma disciplina que tá propondo pra gente uma pausa, uma pausa na nossa, no nosso percurso, né, de Formação profissional exclusivo voltado paraa nossa área, né, que nos aprofunda naquilo que a gente tá buscando, conhecimento e formação profissional,
para olhar um pouquinho paraa dimensão da nossa formação humana, para olhar um pouquinho paraas nossas relações sociais, para que a gente possa se dar o o a oportunidade de dentro da nossa nossa formação profissional, desenvolver a nossa humanidade e desenvolver a nossa percepção crítica sobre as nossas Relações sociais e a nossa própria sociedade atual, de maneira que a gente consiga nos identificar, nos reconhecer, né, em algum lugar dessas relações sociais. que lugar a gente ocupa no sentido eh dos direitos humanos, no sentido do reconhecimento do direito daquilo que a gente reconhece como o outro, né?
E essa relação é sempre uma relação de poder. Quando a gente intitula a relação como eu, o outro em vez de nós, a gente tá pautada por uma Relação de poder hierarquizada, que vem com estruturas eh racializadas, generalizadas no sentido do gênero, tá gente? E a gente vai tocar em todos esses marcadores sociais da diferença. A gente, essa é uma disciplina para inquietar, né? É para convencer alguém, não. Convencimento não faz parte do processo de estudo, do processo educativo. O que que é um processo educativo de estudo? É um processo de conhecimento. Conhecer, tomar conhecimento,
tomar ciência. Você pode deslocar o seu paradigma um pouquinho para conhecer uma outra perspectiva. Se ela não lhe agrada, você volta. É esse o processo do estudo, mas você toma conhecimento, você toma ciência. Essa é a proposta da gente. E a gente começa aqui nessa viagem pensando, né, a ideia da autoridade, o lugar da dos ritos, das relações aqui do Biuran, como é mais filosófico, eu vou fazer uma leiturinha Pra gente, né? Eh, então o Biuan vai, os autores, né, vão trazer um pouquinho dessa introdução do texto pra gente, dizendo o seguinte lá na página
três: "Não praticar rituais nos faz consumir coisas sem criar laços. ao usá-las com a devida apreciação, empobrecer a nossa orientação e a força simbólica, perder o senso de comunidade, desestabilizar para o cultivo da ética da autoridade a partir da qualidade da atenção, da escuta, do olhar, do gesto e de uma Maior percepção coletiva, a arrefecer a significação dos valores e dos sentimentos e desestabilizar a vida. A sociedade atual prefere se conectar e comunicar demasiadamente e não formar de fato uma comunidade. É com reflexões dessa natureza que Bian faz um paralelo entre o desaparecimento dos rituais
e o conceito de atomização da sociedade. Que que eles estão falando aqui agora? Vou dar um exemplo prático da nossa vida. A ideia do capitalismo verde, carro Elétrico. Quem não gosta? Tem alguém aqui que não gosta do carro elétrico? Se já andou e não gostou? Não, imagino que não tenha, né? Carro elétrico é uma boa, carro elétrico é uma saída energética, carro elétrico é uma saída ecológica. Muita gente vai dizer que sim, porque o carro elétrico chega pra gente já como um caminho definitivo, né? Apontando para uma sociedade mais o quê? Sustentável. É assim para
todo mundo na relação com a produção do carro elétrico? Alguém aqui já ouviu falar Cobalto? Cobalto? Não, cobalto é um mineral desses que agora tá tá dentro do hall daquilo que a gente chama das terras raras, né? A exploração de terras raras. Esse termo tem surgido aí nos nossos ouvidos, nas nossas redes, justamente em razão das baterias, dos nossos telefones, dos nossos relógios, dos nossos carros, dos nossos, não, que eu Não tenho, mas do dos carros elétricos. Eh, e o cobalto, ele é um mineral encontrado em terras raras, ou seja, ele não ocorre com abundância
no globo terrestre, mas em lugares específicos, em abundância, em lugares específicos. E ele é um processo de extração absolutamente que tem sido na relação com o capital, na relação hierárquica entre as economias do mundo, na exploratória, absolutamente violento. Procurem saber, Né? Coloquem aí no Google de vocês, no buscador de vocês, a exploração de cobalto na República Democrática do Congo. para quem para quem tiver algum interesse em saber a que custo, né, a proposta do capitalismo verde, a chance, a oportunidade de um encaminhamento para uma sociedade mais sustentável ocorre no ocidente, especialmente no norte global, em
eh a custo do de muita exploração e, na verdade, do sequestro de possibilidades De vida, né, de muitos países do sul global, né, não só no continente africano, mas também eh na Ásia de maneira geral. E aqui no Brasil a gente vai começar, por exemplo, né, um um outro eh um outro sentido dessa relação de que nos falta consciência de comunidade num sentido planetário é o próprio uso das inteligências artificiais, né? Vocês já pararam para pensar no consumo de água que os data centers das inteligências artificiais Consomem e o que isso implica paraas populações, pros
territórios tradicionais, pro meio ambiente onde eles são instalados. E o Brasil, nesse momento, no globo terrestre é o país que tá eh, cedendo, né, em negociações mais espaços, mais territórios para construção de mega data centers, né, que vão consumir eh não só em quantidade de água, mas que vão deteriorar a vida, né, o meio ambiente no lugar onde eles se instalam, eh, de maneira muito Devastadora. Eh, e o Ceará inclusive tá sofrendo um embate grande em relação a isso, porque é uma área que vai afetar povos originários, vai afetar populações quilombolas, territórios quilombolas, populações ribeirinhas,
enfim. Eh, então são essas relações quando a gente pensa exclusivamente na gente, seja de maneira individual, seja de maneira coletiva, localizada, eu, a minha cidade, a minha família, o meu país, né? Mas como se Isso tivesse descolado dessa consciência planetária, o Buran vai dizer pra gente que a gente tá deixando de exercer a ética da autoridade, que a gente tá deixando de estabelecer de fato laços comunitários de maneira estendida. né? Viajei bastante, mas agora a gente pode seguir um pouquinho mais rápido, tá gente? Eh, e aí nesse livro que é o livro de maior expressão
até aqui do Bian, né? Sociedade do desempenho e sociedade do cansaço. São dois livros. Eh, a sociedade do cansaço veio primeiro e a sociedade do desempenho teve um reconhecimento maior, né? Eh, a sociedade atual é caracterizada pela hiperatividade, hiperprodução, hiperconsumo levando à atomização e a perda da alteridade. Ou seja, a forma como a gente se relaciona naquilo que a gente ainda chama de relações sociais, né, das redes sociais, por exemplo, é uma forma de perda da autoridade e de uma relação autizada. O que que Significa dizer? Quantas, quantos e quantos de nós já ficaram passando
a rede social, seja qual for, né, nesse movimento aqui, olhando, olhando, olhando. E nisso passa muita coisa. mulher é assaltada não sei aonde, eh, vai ter festa, não sei aonde, novo jogo não sei o quê, mega cena, acumula, fome no Sudão. E a gente vai passando por toda essa diversidade de informações sem eh de maneira automática, sem estabelecer relação afetiva, sem Estabelecer memória, né, sem estabelecer pensamento crítico. Eh, e isso virou um hábito, né, corporal nosso, onde a gente não a gente não exerce a presença no momento. Eu acho que tá dando para entender aqui,
né, nessa trazendo o livro Sociedade do cansaço, a moral e a ética podem ser interpretadas pela maximização da produção, pela imposição de uma positividade, né, impositiva obrigatória. Ou seja, eu não vou colocar Na rede social uma foto minha hoje sem filtro, porque eu tô com molheira muito grande. Então, eu vou colocar uma foto da semana passada, eh, mas sem indicar que é da semana passada, para as pessoas acharem que é uma foto de agora em que eu tô maravilhosa, quando na verdade eu tô eh me sentindo muito maravilhosa. Esse tipo de comportamento, né? Outros elementos
sociais, culturais, convivenciais perdem a importância perante a utilidade do eu, né? Eu vou Ler só mais esse pedacinho aqui. O sistema ao expulsar a diferença, ou seja, eh, a impor, né, um comportamento padrão a todas e todos nós para de maneira que a gente não pareça desatualizada, por exemplo, cria um inferno do igual, que se traduz pela eliminação de toda alteridade que possa fazer frente à autoafirmação do sujeito narcísico voltado a perpetrar a sua própria existência. Ou seja, a alteridade é justamente aquilo que nos Permite reconhecer a diferença, a o a diferença, não, melhor dizendo,
a diversificação, né, entre nós, seres humanos, entre nós culturas, entre nós sociedade. E que quando a gente perde isso, a gente se torna na relação com o mundo intolerantes, impositivos. E por isso, eh, junto com a ideia da do comportamento atomizado, é que os rituais são tão importantes, porque os rituais eles significam o nosso Cotidiano, significam a nossa vida, significam os momentos, né? Eles nos permitem criar as realizar ações simbólicas que vão gerar pra gente emoção, afeto, memória, sentido, significado. E aí quando eu falo em ritual, eh, a gente não tá trazendo, eu e o
Biuan aqui, né? A gente não tá trazendo ritual num sentido grande, né? No como o que que que vem à cabeça de vocês quando a gente pensa em ritual, né? batismo, casamento, formatura, tudo Isso são rituais. São rituais, mas acordar todo dia de manhã, dar bom dia, sentar à mesa para tomar uma xícara de café, escovar os dentes depois de cada refeição, isso também são rituais. São rituais de cuidado, rituais de convivência, rituais de presença, de percepção no mundo. E quando a gente faz isso, olhando pra tela do telefone, sem perceber, sem tá na presença,
a gente não exerce inclusive a alteridade com a gente mesmo. Desculpem que eu acabei Apertando um botãozinho aqui. A gente não exerce a nossa alteridade com a gente mesmo. Isso, José Pedro. Os rituais eles compõem a nossa rotina. né? Eh, existe uma dimensão da rotina que é da própria organização social, por exemplo, no Brasil, de meio dia às duas, de maneira geral, é hora do almoço, né? Quando a gente vai para um determinado contexto cultural diferente do que o da o das cidades, né? Os centros urbanos que estabelecem de meioia as duas como o Horário
do almoço, a gente vai ver que, por exemplo, em contextos rurais, o horário do almoço é bem mais cedo, porque as pessoas acordam bem mais cedo, né? e a hora da janta é bem mais cedo, porque também as pessoas vão dormir bem mais cedo, mas que isso é uma organização social de ordem cultural e que geralmente tá associada à relação de trabalho. Mas dentro dessa organização social existem os rituais que vão eh direcionando a Gente paraa realização presente da nossa rotina. Sim, né? Então, a gente pode eh pensar, né, nesses rituais como o aquilo que
significa a nossa rotina, né, melhor dizendo dessa forma. E o Buruan ele vai propor pra gente, né, na contramão da sociedade do cansaço, na sociedade do desempenho, ele vai propor pra gente uma virada ritual, ou seja, uma forma de restabelecer eh aquilo que nos proporciona laços comunitários, aquilo que nos proporciona consciência Comunitária. Então ele vai propor a atenção, a escuta, o olhar como uma ação ritual. Então eu vou me dispor a ouvir o outro ou a outra. uma coisa, eh, uma preocupação da nossa sociedade. Só um minutinho, gente, no mundo atual, né? É, é realmente
a dificuldade da relação com uma escuta, uma escuta atenta, uma escuta afetiva, uma escuta sincera, onde a gente reconhece, né, o sentimento, a dor, a presença do outro, em vez de julgá-la Apenas, né? em vez de procurar o que que tá errado ou então dizer, chamar tudo de mimimi, por exemplo, onde a gente desumaniza as dimensões do sofrimento, das violências, daquilo que deve ser mudado na nossa sociedade, né? Então o Biurhan ele vai trazer pra gente essa proposta de reinserção de rituais que possam nos ajudar a recuperar a sensibilidade, a acolhida, né, promovendo uma nova
eh construção de uma de um fundamentos éticos, de maneira Que a gente possa desejar valorizar a convivência comunitária. Parece muito tópico, parece muito tópico, mas são exercícios perfeitamente possíveis, né? Essa nossa disciplina aqui, ela é um convite a essa virada ritual, de maneira que vocês se permitam conhecer novas perspectivas nas unidades dois, tr e 4. Eu garanto para vocês que quem se permitir eh vai ter um um uma bom percurso aqui, ainda que isso não resulte diretamente numa mudança de vida Concreta, porque a gente não tá aqui, mais uma vez para o convencimento, mas para
essa experiência. né, onde a gente possa eh nos proporcionar novos caminhos de relação comunitária com o mundo. E aí a gente entra, né, nessa outra viagem aqui, mas que é uma viagem mesmo, tá gente? Essa aula é uma aula introdutória pra gente é é meio que uma nuvem de palavras assim, né? Uma como é o nome disso? Um brainstorm. Eh, pra gente, vou jogar para vocês várias coisas que a gente vai juntando ao longo das outras unidades, né? Então, eu vou entrar um pouquinho no segundo texto que vai trazer pra gente uma dimensão ainda dentro
das ciências humanas, mas não mais filosofia, mas entrando um pouquinho na sociologia para que a gente possa pensar o lugar do trabalho nessa construção toda. E aí a gente vai ver três sociólogos importantes, né, que fundam o campo da Sociologia. e que vão pensar as relações de trabalho na construção da nossa sociedade, né, na ordem, o Dorkaim, o Weber e depois o Marx. E aí a gente encerra esse nosso encontro de hoje, mas para que a gente possa entrar, né, eh, não é um campo conhecido de todo mundo, sociologia não é algo que não é
algo que tá dado pra gente. Então, a gente começa aqui com dois slides só para trazer essa primeira ideia, né, do sentido de sociologia, que é pensar os processos de Socialização. O que que significa dizer isso? A sociologia vai partir do princípio de que nenhum determinismo de fato existe. Não existe determinismo biológico, tampouco existe determinismo cultural. O que que significa dizer? Significa dizer que para a sociologia as coisas se definem em processos de socialização, ou seja, na experiência, na relação com a cultura. A gente não pode fazer de acordo com a sociologia, tá gente? Eu
não tô trazendo aqui as Minhas opiniões, inclusive tem várias coisas aqui que eu falo e não concordo, mas é direito de vocês estudar, é dever meu ética profissional, tá aqui fazendo essa reflexão junto com vocês. Eh, a gente não pode trazer uma redução essencialista da experiência humana. O que que significa dizer isso? por exemplo, significa dizer que eh na relação de não alteridade, né, que é o que major majoritariamente Eh hegemonicamente impera nas nossas relações sociais, por exemplo, eh na relação com pessoas com deficiência, por exemplo, na relação da sociedade, tá, gente? O que que
a gente faz na relação escolar de maneira histórica? a gente reduz essencialmente a pessoa com deficiência à deficiência. É como se a pessoa com deficiência fosse apenas exclusivamente, limitadamente, delimitadamente, a deficiência. E a gente se esquece quando a gente vai Pensar, por exemplo, educação inclusiva, as pessoas entram com muito desejo de aprender sobre as deficiências, aprender sobre a síndrome de Down, aprender sobre a alfabetização de pessoas autistas, aprender sobre eh Libras, mas a gente se esquece de pensar a dimensão humana, a pessoa. Pessoa com deficiência, em primeiro lugar, uma pessoa, uma pessoa de direitos humanos,
porque os direitos humanos são universais. a todas as pessoas. Pessoas com deficiência são Pessoas que enquanto pessoas têm gênero, sexualidade, pertencimento religioso ou não, tem desejos, tem sonhos, tem gostosares, gostos musicais, tem cultura, nacionalidade, tem história familiar, tem história de vida, né? tem particularidades eh eh que são inerentes à própria experiência humana, ao fato de sermos humanos e que na relação social acabam sendo eh Invisibilizados e a sociedade hum estabelece uma relação reducionista, tá? É isso que impera, onde impera o determinismo biológico, né? o preconceito em relação a um corpo atípico ou neurotípico e um
determinismo cultural que vai imprimir na pessoa uma falsa e uma pré eh possibilidade de atuação social, quando na verdade isso é um caráter cultural, né, que impõe uma relação preconceituosa, né, por meio do capacitismo. Entendido isso, a gente vai ver que processos de socialização é um conceito que introduz a gente ao nosso primeiro sociólogo, que é o Durkaime. Por quê? Porque o Durkaime eh ao longo do tempo falhou para vocês aqui, sumiu e voltou. Tá tudo bem para mim? >> Ah, aqui, aqui deu um apagão para mim. Achei que tivesse caído aqui, mas voltou a
aparecer a tela. Obrigada, gente. O Durkaime, né? Quem que é o Durkaime na fila do pão aqui da Sociologia? O Durkaim, ele vai trazer pra gente a interpretação da própria sociedade como um eh um corpo humano. Ou seja, dentro da perspectiva dos processos de socialização, a compreensão do que são seres humanos é que seres humanos são seres essencialmente sociais e que é justamente na vivência, né, na experiência social, nas práticas, na Experiência com as regras sociais, com os signos, com a ética, com a moral, né, com as identidades sociais, eh, que vão se organizar em
sistemas culturais, é que acontece o processo de humanização. Pro Durkaim também é importante a gente entender que eh a percepção da sociedade ela sempre vai estar organizada, na verdade paraa sociologia de uma maneira geral, né? em relações de poder em toda e qualquer sociedade. Na perspectiva da sociologia, a sociologia vai perceber Que existem relações de poder entre grupos hegemônicos e grupos contraegemônicos, mas que isso não é uma relação tácita, ou seja, ela não é estática e ela não é dada. Por exemplo, a luta de classes, a relação as relações de hierarquização raciais, né? o que
o racismo estrutura e e de maneira sistemática na nossa sociedade, elas estão estabelecidas em relações de poder muito fortes, né, que duram séculos. Em algumas outras sociedades que duram Milhares de anos, se a gente for pensar, por exemplo, nas castas indianas, eh, mas que não são inquebráveis. E por isso a gente fala grupos em situação hegemônica, que pode sim durar milhares de anos, e grupos em situação contrahegemônica. E por que que a gente usa contraegemônica e não hegemônica? Porque quem tá sofrendo a pressão, gente, de maneira geral, tá sempre resistindo de alguma forma, porque ninguém
quer abrir mão de si mesmo. Ninguém quer abrir mão do seu direito à vida, do seu direito, né, dos seus direitos de maneira geral. Então, os grupos oprimidos, os grupos subalternizados historicamente são grupos inerentemente em situação de eh resistência e que, por vezes, conseguem virar a chave, né, eh, dessa relação de poder, restabelecer novas organizações de forças e de poder, né? Isso tudo, gente, não se preocupem com essa falação toda agora, né? E e essas relações de poder, de maneira geral, elas estão associadas à relação de trabalho. A gente vai ver na nossa unidade dois
uma perspectiva que continua o finzinho dessa aula aqui de hoje, eh, da nossa web conferência, que vai trazer uma virada de chave na percepção dessa relação com o trabalho. Por quê? Porque aqui hoje quando a gente fala de sociologia, isso tá naturalizado para todo mundo, mas é uma relação de poder. A gente tá falando, na verdade Não é da sociologia de maneira mundial, a gente tá falando da sociologia europeia, né? E a gente tá falando da sociologia europeia por meio da representação de três homens brancos europeus, Dorkaim, Weber e Marx, né? E a gente tá
falando de três representações da sociologia que na verdade vem de um país. A gente não tá falando de uma diversidade nem na dimensão europeia, né, de perspectiva, de pensamento da Construção do campo sociológico. Então essa é uma relação de poder que se institui naquilo que chega pra gente como oportunidade de conhecimento. Percebam que se a gente conhecer Marx Dorkin e Weber, a gente acha que tá conhecendo aqui os clássicos da sociologia, mas faltou o resto dessa frase, né? Os clássicos da sociologia europeia, os clássicos da sociologia alemã. Eh, para localizar um pouquinho melhor e Para
que a gente tenha chance de perspectiva de que existem outras perspectivas sociológicas. Esse é o papel da nossa unidade dois, tá? da nossa web conferência dois, melhor dizendo. Então aqui dentro dessa perspectiva, né, da relação do lugar do trabalho, das concepções de trabalho dentro desses clássicos da sociologia europeia, vamos colocar dessa forma, ou da sociologia ocidental, todas as relações de trabalho Envolvem elementos da organização social e as suas transformações históricas, além das normas e práticas específicas de cada segmento de mercado. Eu tô lendo aqui o nosso slide. Os autores da sociologia têm o trabalho como
uma das suas áreas mais importantes, ou seja, assim como na nossa disciplina, ele é um eixo estruturante do pensamento acerca de para nós sociedade, culturas, sustentabilidade, direitos humanos. Mas A gente tá vendo isso, né, dentro da perspectiva da sociologia, pelas suas relações com todos os outros fenômenos sociais. Então, o trabalho ele também é um eixo eh sustentador, né? Ele é um eixo integrador da sociedade. Eh, o trabalho, a, o lugar que o trabalho ocupa na nossa sociedade pra sociologia é como se fosse um amalgma da organização social com suas positividades e e seu seus problemas,
né? E aí, o que que a gente vai ver do Durkaime? Quem é o Durkaime? Para quem nunca ouviu falar no Durkaime? Então, o Durkaim tem aqui três obras de referência que eu trago de destaque para vocês. Para quem quiser procurar coisas do Durkaim, a produção é muito vasta, então, né, tem aqui três dicas, se alguém tiver esse interesse. A divisão do trabalho social, as regras do método sociológico, que é um dos trabalhos fundantes da sociologia ocidental, e o suicídio, um estudo de sociologia. A sociologia que o Durkaime funda, a corrente sociológica do Durkaim, é
a sociologia funcionalista. O que que significa dizer isso pra gente? Significa dizer que o Durkaime, como eu tava dizendo agora a pouco, ele vê a sociedade, ele percebe a sociedade como se fosse um corpo humano, né? o corpo humano, um organismo onde as instituições sociais elas vão funcionar como os órgãos desse corpo humano. Cada órgão, cada instituição tem a sua função Social, né, que vai contribuir ou não paraa saúde geral desse organismo, dessa sociedade. Ou seja, cada instituição social tem a sua função social paraa manutenção ou não do bem-estar da sociedade. E como que o
Dorkaime faz isso? O Dorkaim faz isso majoritariamente pensando através de um conceito que é, opa, de um conceito que é, perdão, que é super importante, né, para pra sociologia funcionalista, que é o Conceito de fato social. O que que é o fato social pro Durkheim? O Durkaim vai separar, né, a ação, o lugar, o papel de cada órgão desse corpo que é a sociedade, ou seja, de cada instituição, eh, num comportamento. Então, vai, ele vai classificar os fatos sociais, a ação dessas instituições sociais na sociedade. Tô me repetindo de propósito, tá gente? como fatos sociais
normais ou fatos sociais patológicos. O que que são fatos sociais normais? Quando a instituição desempenha o seu papel de maneira a corroborar com a coesão social. Então, por exemplo, quando a escola cumpre o seu papel social, ela deve trabalhar para a manutenção, o fortalecimento da coesão social. Que que significa dizer isso? Vou falar lá da perspectiva do Durkaime. Durkaim é francês, né, gente? Inclusive, eu tô aqui chamando ele de alemão. Eh, mas o o o Marx e o Weber são alemães. É o o Dorkaime, ele vai dizer, por exemplo, que a escola francesa deve educar
para constituir cidadãos franceses, ou seja, cidadãos moralmente franceses, porque isso vai trabalhar, vai fortalecer, vai contribuir paraa coesão da sociedade francesa. Mas se a uma escola, né, surge dentro dessa coesão social francesa, escola Inglesa, né, a gente tem isso hoje em dia, nessa diversidade de escolas, por exemplo, eh no âmbito privado, no âmbito público, a gente tem uma coesão, né, o a escola ainda funciona como fortalecedor da coesão social. Eh, mas se a gente surge, né, com a proposta de uma escola universal, de uma escola internacional, de uma escola intercultural, dentro, ela vai ser um
ponto de enfraquecimento disso que é a coesão social para o Durkaime, tá gente? Então Ele vai classificar a ação dessa instituição, desse órgão, como um fato social patológico, que é quando a instituição não desempenha o seu papel social e prejudica a sociedade, desagrega a sociedade, enfraquece a coesão social nos seus valores e na sua identidade, tá gente? Isso é importante. E o trabalho nessa relação toda pro Durkaime, né? O trabalho é a forma de coesão social que eh que promove diminuir ou aumentar, promove para mais Ou para menos as relações entre a organização social, entre
as classes, por exemplo, né, que a a se a gente tá pensando no pensamento europeu, a gente tem de maneira geral divisão entre classes, né, que é a divisão social do trabalho. cada pessoa vai ocupar um lugar social, vai ter uma identidade e vai responder a valores, né, sociais, morais, eh, a partir da sua profissão. E a gente tá pensando isso, gente, lá atrás, tá, na sociedade europeia lá de Trás, né, eh, século X, 17, 18, eh, opa, o século é, ele tá, o, o Dorkaim tá olhando para, tá pensando sobre isso, né, lá atrás,
eh, 17, 18, 19. O, a gente tem, por exemplo, eh, linhagens a partir da organização social do trabalho. a gente tem no Brasil, a gente consegue perceber isso também, eh, em, em centros urbanos não muito grandes e no resto do território brasileiro, mas, por exemplo, a gente tem, eh, quando a gente fala assim, ah, eu mesma, né, Quando eu vou me identificar, eu digo: "Eu vim de uma cidade pequena, rural, mas como ficava no litoral, ela era rural pesqueira". Ou seja, a forma que eu tenho de me identificar é caracterizando o meu lugar de origem
a partir da divisão social do trabalho. Percebem? Porque isso vai informar o quê? Cultura, vai informar valores morais. Então, é disso que o o a divisão social do Trabalho, né, tá tá trazendo. E aí o o Durkaime ele enxerga a forma de coesão social que o trabalho vai promover. Por isso, o lugar das instituições, por isso a importância de se pensar fatos sociais normais, fatos sociais patológicos, tá gente? Eh, olhando um pouquinho aqui pro nosso material visual, né? Então o Durkaime ele vai trazer pra gente relações a partir dessa relação de trabalho, características, melhor dizendo,
a partir dessa relação de Trabalho. O trabalho pro Durkaime, né, como eu falei, ele vai trazer aumentar ou diminuir a coesão social, né? O trabalho pro Durkaime, ele pode proporcionar ele, o trabalho proporciona, melhor dizendo, solidariedade, uma relação de solidariedade entre as pessoas numa determinada sociedade. Essa é uma afirmação. Mas existem duas dimensões dessa solidariedade. A solidariedade pode ser Mecânica ou a solidariedade pode ser orgânica. E aqui, gente, eu preciso dizer para vocês que na minha opinião individual, pessoal de Daniela Barros Pontes Silva, o Durkaim entendeu as coisas meio trocadas na minha opinião, mas a
minha opinião não importa. Importa vocês saberem disso aqui como conhecimento, né, de sociologia para lá paraa prova inclusive. Mas percebam bem que o Durc vai chamar de solidariedade mecânica aquilo que o trabalho, que as Relações de trabalho promovem entre as classes, eh, nas sociedades mais simples, onde há pouca dependência social, pouca divisão do trabalho. Eu vou ler a outra aqui, depois eu vou explicar melhor. e vai promover relações de solidariedade orgânica em sociedades complexas que ele vai reconhecer como sociedades industriais de maior dependência social, onde há alta divisão do trabalho social. Para mim, isso é
o inverso, mas pro Durkheim era desse jeito aqui, né? Eu vou dar um exemplo prático pra gente entender. O Durkaim vai chamar de sociedades mais simples as sociedades não industrializadas. Então, por exemplo, uma sociedade rural, né, onde tem a gente tem grandes terrenos, uma casa, aí um tantão de terreno, outra casa, né? As casas não se vem no horizonte muitas vezes, então não existe um convívio direto que é proporcionado pela própria organização social. nesses Ambientes rurais, a os os sítios, as fazendas, os terrenos, os territórios, eles costumam ser quase que autossuficiente, né, na produção de
alimentos, no cultivo, na a o lugar que tem aquela aquela casinha central, ele vira ali um microcosmos, né, autossuficiente. Então você planta, você colhe, você vive, você acorda, estabelece todas as suas relações sociais, as relações de trabalho e dorme sem sair daquele ambiente, daquela Fazenda, sem olhar pro vizinho, né? Então, eh, quando que você vai interagir com o vizinho? Numa numa numa situação de necessidade, quando é necessário. E isso que o que o Durkaim tá chamando de solidariedade mecânica. Então você não vai dar um bom dia troco de nada, porque você não vai parar o
seu trabalho, sair do seu universo, pegar, atravessar todo aquele caminho só para dar um bom dia pro vizinho lá do lado. Você vai falar isso quando você, numa Relação de necessidade, quando for necessário, precisar estabelecer uma relação de trabalho com esse outro vizinho, de negócio, de troca, seja lá o que for. Então isso é o que o Durkaim chama de solidariedade mecânica. E o que que é então a solidariedade orgânica? aquela que funciona eh de maneira mais fluida, né, como parte daquele organismo social. Aí ele vai dizer que isso ocorre nas sociedades industrializadas, por exemplo,
e vamos pensar justamente nesse Ambiente de uma fábrica. Ele vai dizer onde há maior dependência social e alta divisão do trabalho. Ou seja, se numa fábrica onde eu preciso, vamos pensar numa fabricação de sapato de maneira bem desconhecida aqui da minha parte, perdão se alguém tem expertise nisso. Eh, eu não quero ofender nenhum ofício, mas do que eu imagino de uma fábrica. Então, a pessoa que amarra o cadarço do tênis, ela não pode amarrar o cadastro do tênis antes da pessoa que cola a sola do Sapato no tênis, né, na parte de pano. Então isso
é uma dependência social num ambiente de alta divisão do trabalho. Ou seja, eu sou obrigada pela relação de trabalho a estabelecer uma solidariedade em cadeia, que é se eu não cumprir a minha parte, eu impeço que a outra pessoa depois de mim cumpra a parte dela. É isso que o Durkaim vai chamar de solidariedade mecânica. Eu cá tenho minhas dúvidas, mas utiliza quem quiser, tá bom? Paraa prova a gente pensa, Entende, é uma perspectiva, né? eh, talvez a nomenclatura esteja errada e por isso me leve para pensar em outros lugares, mas eu sempre fico aqui
meio questionando nessa parte de pensar solidariedade, talvez pelo próprio valor da palavra cultural, simbólico, né, do que significa solidariedade numa perspectiva que me forma em contraste com a perspectiva que forma o Durkaime, por exemplo, lá na sua sociologia funcionalista. E por isso é legal Pensar, né? Então aqui eu vou ler esse último material visual aqui do Durkaim, que é uma citação, tá? Bem diversa, é o caso da solidariedade produzida pela divisão do trabalho. Enquanto a mecânica implica que os indivíduos se assemelhem, ou seja, dentro daquele ambiente rural, todos, né, nas suas comunidades fazem e produzem
o mesmo modo de vida. Esta supõe que eles diferem uns dos outros, a mecânica, a solidariedade orgânica, ou Seja, cada um tem a sua função específica que não é a mesma do outro. A primeira, a mecânica, só é possível na medida em que a personalidade individual é absorvida na personalidade coletiva. E a segunda, a orgânica, só é possível se cada um tiver uma esfera de ação própria, por conseguinte, uma conseguinte uma personalidade. É necessário, pois, que a consciência coletiva deixe descoberta uma parte da consciência individual para que nela se Estabeleçam essas funções especiais que ela
não pode regulamentar. Ou seja, em ambas as solidariedades, é necessário que a relação de trabalho não seja a relação totalmente dominante, que abram brechas para que exercícios da existência humana possam se autorregular na relação social. Pro Durkaime, o trabalho se torna a própria personalidade social de cada pessoa. Então, da mesma forma, né, se você me perguntar assim: "Ah, Daniela, fala um Pouquinho sobre você, quem você é, conta da sua história, a primeira coisa que eu vou falar é que eu sou professora. É quase que automático. É como se eu não soubesse dizer quem eu sou
sem eu informar que eu sou professora. Porque na nossa conformação social, isso de fato organiza a forma como eu me relaciono com o mundo. Isso informa para mim e informa para minha sociedade valores. Vai informar um lugar de pertencimento, né, de de maneira Imediata. É uma síntese da minha personalidade à minha profissão. Eh, e aí a gente tem aqui, né, eu coloquei um prós e contras pra gente pensar. Quando você ou alguém que você conhece se apresenta, é comum que a pessoa aponte principalmente a sua atuação profissional? Para mim sim, inclusive eu, né? E aí
uma crítica a esse pensamento pra gente poder pensar também em uma sociedade com altas relações de poder, como é a nossa, a Baixa solidariedade, na verdade, entre os setores da divisão do trabalho, né? Se a gente for pensar entre a classe trabalhadora e a classe detentora das relações da produção do trabalho, né? Eh, o dono da fábrica e o operário da fábrica, por exemplo, né? Principalmente nos trabalhos mais físicos ou que exigem menor escolaridade. Então, paraa nossa sociedade, essa definição de solidariedade do Durkaim, ela não se encaixa de maneira fácil, né? De maneira Fluida. a
gente precisa fazer um exercício para poder chegar até ela. Entrando um pouquinho aqui no senhor Max Weber, né? O senhor Max Weber, ele vai eh em propor, né, um campo da sociologia que vai se tornar uma área da sociologia chamada sociologia compreensiva, ou seja, realiza pesquisas para compreender como as pessoas justificam, compreendem, classificam as próprias ações em sociedade e que conceitua a compreensão da ação social. Ou seja, A partir do conjunto de justificativas, a ele vai organizar a sociedade a partir das relações dos conjuntos de tipos ideais, vai ficar mais tranquilo daqui a pouquinho, que
são formas de aproximar a ideia da compreensão da ação social e da classificação teórica para que ele possa realizar uma análise sociológica da prática vivida por cada pessoa. Onde que o trabalho vai Entrar nisso? Já já. O objetivo da sociologia do Weber é estudar as causas e as consequências sociais do posicionamento do conjunto social, ou seja, da ação social coletiva a partir do indivíduo. Tem obra de referência, a maior obra de referência do do Weber é a ética protestante e o espírito do capitalismo. E é dela que a gente vai falar agora para entender isso
que eu falei aqui, que pode ser que não tenha feito muito sentido para ninguém, Só tomar um goalinho de água. E de novo eu vou ler aqui e aí sim eu vou explicar, tá? Então o Weber vai dizer dois pontos principais aqui. A ética protestante, que a gente já já vai ver o que que é, não criou o capitalismo. E o capitalismo não criou a ética protestante. As duas formas de ação social, ele vai dividir a sociedade entre a ética protestante, a ação social, ética protestante e ação social, espírito do Capitalismo. Essas duas eh formas
de ação social, elas coexistiram e elas entraram em sinergia, pra gente não falar em dialética, porque dialética é do Marx, né? Elas entraram em sinergia durante as transformações históricas. E essa sinergia é que foi moldando a sociedade. Qual sociedade? A europeia, tá gente? A gente não tá falando da história do Brasil, a gente tá pensando no Pensamento europeu, na história da Europa, tá? Então aqui tem um quadrinho que já vai ficar mais fácil. A ética protestante é o quê? É a ética dos primeiros protestantes, protestantes mesmo, né? o grupo que divergiu da Igreja Católica, os
protestantes a setas, eh, esse comportamento social, né, que vai dizer o quê? indica a graça divina e a salvação por meio do trabalho, sem luxo, sem Acúmulo, sem eh compensação. Ou seja, o próprio trabalho é em si o caminho de iluminação humana. Pro Weber, uma ação social racional relaciona valores. A religião é que vai estabelecer previamente normas e expectativas que seus seguidores procuram seguir racionalmente. Eu já vou falar melhor disso. Enquanto que o espírito do capitalismo, né, que tem como comportamento social obtenção da Maior vantagem em relação de troca com a menor desvantagem, ou seja,
obtenção do lucro, né, a ação social do espírito do capitalismo eh tá relacionada aos fins, ou seja, a ação no trabalho vai ser coordenada racionalmente paraa finalidade de obtenção de lucro e de acumulo. acumulação, perdão, do capital. Ou seja, o Weber, fazendo a síntese aqui pra gente, vai analisar a forma com que as pessoas racionalmente justificam o Motivo das suas ações. Por que que você fez isso? Seja você um uma pessoa e um indivíduo, seja você um coletivo, seja você uma instituição. E essa essa esse conjunto de motivações racionais é que vão eh organizar os
tipos de ação social que o Weber vai classificar como ética protestante e ética do capitalismo. Então, por que que você aumentou os preços aqui da gasolina se na cidade ali do lado a gasolina tá mais barata para obter mais lucro? Essa É uma motivação, entenderam? Assim, é a ação consciente, a motivação acional de um determinado comportamento ou de uma eh de uma determinada ação social. Então, na ética protestante, a ação social racional, ela vai tá baseada nesses valores, né, de não ter bem, não ter possãos, né? Eh, e o exercício, né, o próprio ato de
trabalhar é que é o sinal da iluminação de vida divina, perdão. Ou seja, Deus criou o mundo E o trabalho ele acaba tendo sentido, né, de ação social, de continuidade da obra divina, da obra de Deus. Então, trabalhar é continuar a obra de Deus, é continuar desenvolvendo aquilo que Deus criou. Essa é a ética protestante e o espírito do capitalismo baseado nos fins, baseados no lucro, né? Então, e quando eh o Weber vai dizer que as duas, né, as duas formas de ação social é que na sua sinergia compõe eh a nossa sociedade, Estruturam a
nossa sociedade, sistematizam, organizam a nossa sociedade e aí abrindo mais que a Europa, a nossa sociedade ocidental, é como se eu tivesse dizendo assim, é a é a sinergia dessas duas eh éticas, né, a do espírito do capitalismo e a ética protestante que vai dar o lugar do trabalho na nossa sociedade. Qual é a concepção de trabalho na nossa sociedade? O trabalho dignifica o homem. Nos todo mundo já ouviu essa frase, né? Então, a síntese, né, dessa sinergia é o lugar que o trabalho enquanto ação social ocupa na nossa sociedade. Hoje ficou mais ou menos,
gente? Podemos entrar no Senr. Carl Marx, obra de referência do Marx, o Capital e a ideologia alemã. O Marx vai construir um método sociológico, tá gente? Não é uma teoria sociológica por si só. Mais ou menos, José. não tem eh não tem problema não, a gente vai a gente vai aprofundando reflexões ao longo eh da Nossa disciplina e também, gente, a leitura dos textos ajuda muito essa reflexão que a gente faz aqui eh de maneira síncrona, tá? O material didático, de fato, é importante nessa nossa disciplina. Chegando aqui no Marx, né, o capital e a
ideologia alemã, o Marx constrói junto com eh eh com Engels eh ele constrói a o método do materialismo histórico dialético. O que que é isso? É um método De análise, de compreensão da sociedade. E como que o Marx olhava pra nossa sociedade? a partir da divisão do trabalho, mas na de naquilo que o trabalho resulta enquanto organizador social, que é a divisão de classes, tá? Então, o materialismo histórico dialético, vou ler aqui pra gente, parte da compreensão de que ao longo do processo histórico há classes sociais que tomam para si o domínio dos meios de
produção e, portanto, excluem as demais Classes. Basta abrir a janela e olhar pro mundo, né, gente? preciso de só um pouquinho de explicação pra gente compreender essa relação. Ou você é patrão ou você é empregado, né? Traduzindo paraa nossa relação da sociedade moderna. E alguns poucos de nós aí constituem os autônomos, mas que muitas vezes não são tão autônomos assim. A gente tá sempre dependendo de uma relação maior quando a gente coloca mesmo esse trabalho autônomo dentro de Uma de uma divisão social de classes, né? Por meio de produção, entende-se as condições que permitem a
produção de bens, por exemplo, o maquinário de uma fábrica, uma montadora de carros, latifúndios de exportação e até mesmo o capital para o pagamento de funcionários e funcionários. Eu vou ler porque é melhor pra gente entender dessa forma, tá? um pouquinho mais didático aqui. Para quem não detém os meios de Produção, que é a classe trabalhadora, resta vender o seu tempo de trabalho por um salário de valor estabelecido por quem? Por mim que tô vendendo meu tempo de trabalho, não pela classe que detém os meios de produção. Então essa já é uma relação desigual por
essência. O objeto da sociologia marxista é compreender como as instituições sociais podem deixar de promover alienação por meio do trabalho para promover eh emancipação e consciência de classes. O Paulo Freire, que muitas pessoas eh colocam como de pertencimento ao pensamento marxista, discorda disso aí. Por exemplo, ele vai dizer uma frase que é frase de muitos movimentos sociais, inclusive os panteras negras nos Estados Unidos, por meio da satacura, né, que é o seu opressor nunca vai te dar os mecanismos paraa sua emancipação, porque ele depende, né, das da relação exploratória com você para continuar mantendo seus
próprios lucros. Então, Pro Marx, o trabalho é tudo que envolve ação humana sobre o seu ambiente social e natural para transformá-lo. Então, percebo que um trabalho e o trabalho do capital, o trabalho no mundo do capital, ele tem lugares diferentes. A ação social do ser humano no mundo, ação da existência humana que transforma o mundo, é essencialmente trabalho. Então o trabalho é aquilo que que define a própria existência humana e aquilo que é necessário paraa manutenção da vida em Sociedade. Quando uma classe, quando um grupo dentro dessa sociedade domina os meios de produção, existe uma
imposição de uma relação de poder e que vai corromper esse significado de trabalho como eh significação da existência humana e vai transformar esse trabalho numa relação de dependência para a existência humana. Eu preciso do trabalho não porque eu preciso agir no mundo, transformar o mundo. Eu preciso do trabalho para obter Salário, porque é o salário que me proporciona condições de viver no mundo. E essa é o que o Marx vai chamar da relação de dominação de classes dentro da sociedade capitalista e que vai ocorrer por meio do trabalho. Aí a gente chega num conceito importante
aqui pro Marx, que é a maisvia, né? E o que que significa a mais valia pro Marx? A mais valia, em pouquíssimas palavras, é o lucro da classe burguesa, da classe que domina a Os meios de produção e que suemunera, que paga menos a classe trabalhadora, ou seja, é aquilo que aumenta a distância entre as classes e que fortalece a dominação de uma classe sobre a outra, gerando lucro paraa classe dominante. Essa é a mais valia. Deixa eu passar aqui três conceitos importantes pra gente entender minimamente aqui o materialismo histórico dialético, né? Primeiro no lado
no lado de cá, onde a gente tem as Várias figurinhas, né? O que pro Marx? A mais valia, ela ocorre na dimensão da infraestrutura, ou seja, na relação de trabalho. Tudo que não tá na relação de trabalho dentro do campo da infraestrutura tá na superestrutura e serve como mecanismo de alienação e de desumanização. acesso à saúde, a segurança pública, a justiça estatal, os meios de comunicação, os meios de produção cultural, as instituições religiosas, Tudo isso tá na ordem da classe dominante ideologicamente e serve de mecanismo de alienação social, tá? O materialismo histórico dialético parte da
consideração de que os fenômenos materiais que determinam a vida humana são processos e, portanto, estão em constante movimento. E aí, para fechar essa maluquice nossa de hoje aqui de abertura da nossa disciplina, eu vou chamar a atenção para essa palavrinha que é muito importante na compreensão de Uma perspectiva marxista, que é a dimensão do histórico dialético. Tudo na perspectiva marxista, tudo que existe é histórico. Ou seja, nada surgiu do nada. Tudo tem história e cultura. Tudo é produto, consequência, reverberação de um processo histórico. Eu, essa caneta, vocês, tudo que existe é eh tem uma dimensão
histórica. E justamente por ser histórico, é que se permite compreensão da dialética como uma condição existencial. Tudo é Histórico e dialético. Ou seja, a partir lá do pensamento de Hegel, né, que tem tese, títese, que é eh tem um tem uma expressão, um exemplo que é muito bobinho, mas que é muito eh didático pra gente pensar rapidamente a dialética, né, que é a tese, títese e antítese. Quando a gente for vai pensar na dialética, por exemplo, de uma planta, né, entre a semente e a flor, o broto seria a tese, a flor seria a Antítese,
ou seja, a flor contém o processo histórico da tese, mas ela já não é mais a tese, ela é aquilo que continua. E quando a gente fala em antítese, eu não tô falando em contrário, tá gente? muitas vezes em contradição, mas não necessariamente sempre em opostos. E a síntese disso é o fruto, que não é nem a flor, nem o broto, nem a flor, mas que contém e que precisa que exista o broto e que exista a flor. para que nessas eh nesse Encontro, né, nessa nessa fundição dialética, porque dialética é uma palavra difícil de
explicar, a gente tem uma síntese que contenha eh a tese e a antítese, mas que não seja mais nem tese nem antítese. Acho que deu para entender, né? Eu vou parar o meu compartilhamento de material aqui para saber de vocês se isso fez sentido, mas antes vou falar só um minutinho. Obrigada, Rafael. Esse sim com risadinha já me dá alguns indícios, né? Se vocês Olharem pro material da nossa unidade dois, vocês vão ver que a nossa web conferência dois, ela vai ser bacana, tá gente? Ela traz pra gente uma perspectiva que continua na compreensão do
trabalho na nossa modernidade, né? na nossa eh no nosso tempo histórico da modernidade, na sociedade moderna. Mas a gente vai ver essa relação de trabalho a partir dessa base mesmo, né, do dos sociólogos europeus, eh, um olhar para esse mesmo processo, mas a partir de uma Outra ótica, que é uma ótica que vai trazer a organização do trabalho por meio da racialização, da hierarquização humana a partir das raças paraa construção do sistema mundo capitalista e que vai trazer pra gente, é muito importante, se vocês puderem, né? Lê o texto do Anibal Kirano eh, pra gente
poder conversar aqui na aula também e não vocês só ficarem me ouvindo, né? Hoje eu sei que é nossa primeiro encontro, mas o texto é muito importante Para que a gente possa não só trazer dúvidas, mas conversar mesmo, né? Não não de maneira só concordante, talvez discordar, né? contradizer talvez uma ideia, eh, e aí pensar a nossa construção mais aproximada da nossa sociedade, da América Latina, a partir dessa herança de concepções de trabalho, mas que é atravessada por esses processos de racialização e que é justamente essa relação que vai sustentar o que a Europa chama
de Modernidade, mas que de fato não foi modernidade para todo o globo, né? como a gente faz, a gente acaba universalizando, mas que na realidade não corresponde exatamente dessa forma. Alguém quer falar alguma coisa ou só quer que acabe? Bom, minha gente, se ninguém tem nenhuma dúvida, obrigada, Ana Luía. Obrigada para todo mundo aqui que deu seus feedbacks. Eh, a gente se encontra na nossa próxima web conferência, lembrando, tá, gente, que a partir de hoje os nossos encontros são sempre às terças-feiras às 20:30, tá? Hoje foi só uma exceção em razão de um erro mesmo,
eh, que a gente teve aqui na publicação do cronograma inicial, tá? Muito obrigada. Eu vou parando a gravação por aqui. Qualquer dúvida no meio do caminho, eh, vocês podem me acionar no por mensagem no fórum. Yeah.