O Brasil é considerado no mundo todo como o "país do carnaval". Existe até uma música que diz: "Atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu". O Carnaval está relacionado à alegria, liberdade e muita curtição, mas nós sabemos que os excessos cometidos nesses dias de folia causam muita tristeza.
A alegria dura pouco, mas as conseqüências do pecado podem durar uma vida inteira. A prostituição, o adultério e as drogas destroem vidas preciosas e muitos guardam como lembranças do Carnaval, as doenças sexuais, gravidez indesejada e muitas feridas na alma. Devemos considerar que muitas festas podem ser perigosas, principalmente quando envolvem bebidas alcoólicas e drogas, mas o Carnaval com certeza é a pior delas.
Por não ser uma festa familiar, o Carnaval afasta a pessoa; principalmente o jovem, do seu lar, colocando-o num ambiente onde tudo é permitido. Por isso você precisa entender a origem desta festa. Carnaval, provavelmente, vem da palavra latina "carnelevarium" ou "eliminação da carne" e tem suas raízes nas festas gregas realizadas por volta do ano 600 antes de Cristo, como forma de agradecimento aos deuses pela produção agrícola.
Mas o nome atual e a sua popularização se devem, principalmente, à iniciativa da Igreja Católica Romana, que adotou a festa no século 6 depois de Cristo, como uma espécie de despedida aos prazeres da carne nos dias que antecedem à Quaresma. Nos quarenta dias de penitência, inspirados no jejum de Jesus no deserto, o católico não poderia comer carne. Por isso, realizava-se, nos três dias antes da quarta-feira de cinzas, o "carne vale", que em latim significa "adeus à carne".
Era a oportunidade para que fosse consumida a carne e outros alimentos que, se guardados, apodreceriam durante a Quaresma. Sabendo-se que a Quaresma seria um tempo de santificação para o católico, o Carnaval foi se tornando um período de liberação nas questões morais. Com o passar dos séculos, o aspecto religioso enfraqueceu, mas a festa continuou com folias, brincadeiras, libertinagem, música e dança.
As fantasias com máscaras escondem a identidade dos foliões, dando certa sensação de liberdade, podendo brincar sem ser reconhecido pelos outros. Cria-se então a ocasião propícia para expressões que não seriam aceitas no cotidiano. Assim, tornou-se muito comum a prática dos homens se vestirem de mulher e vice-versa.
No Brasil, a festa reforçou o seu aspecto artístico com desfiles de escolas de samba e carros alegóricos, mas por outro lado, enfatizou o erotismo, com fantasias que expõem o corpo, principalmente das mulheres. São três dias de folia, e ao final deles, muita tristeza: famílias e relacionamentos destruídos por causa da traição, mortes por overdose de drogas, mutilações por causa de acidentes de trânsito, assaltos, grande número de homicídios e brigas. Quantas moças perdem a sua virgindade e ficam grávidas prematuramente?
Quantas crianças são roubadas da sua pureza e inocência? Quanta violência e loucura em nome do prazer! Um prazer passageiro, que não preenche a alma, pelo contrário, só aumenta a solidão, as frustrações e traz o peso da culpa.
O Carnaval é uma festa onde existe a licença para pecar e por isso Deus não se agrada. A Bíblia diz que o resultado do pecado é a morte, e nós cristãos, não podemos de maneira alguma participar disso. A Bíblia diz que o cristão se tornou nova criatura, com uma nova natureza, e agora ele deve buscar a santificação, pois o corpo já não é mais seu - ele é morada do Espírito Santo.
Por isso, você e eu não podemos nos conformar com uma festa que é sinônimo de pecado e de alegria passageira, onde Deus fica de fora. O Carnaval é uma festa imprópria para todos, mas principalmente para o cristão. Alguns vão com o propósito de evangelizar e nós não podemos proibir o evangelismo, mas devemos alertar que é um trabalho arriscado.
Todo cuidado é pouco. Alguns jovens vão com a desculpa de "diversão inocente". Cuidado!
É muito difícil alguém entrar no esgoto e sair sem se sujar. A nossa alegria não depende de festas, pois em Cristo está o nosso prazer que não termina na Quarta-feira de Cinzas, mas continua para sempre! Eu sou o pastor Antonio Junior e esse foi mais um Palavras de Fé.
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