[Música] Boa noite me chamo Benício Santos hoje em dia moro em São Paulo capital mas não sou da aqui eu sou nascido e criado em Pedra Branca um pequeno município do estadoo do Ceará quando eu era mais moço movido pela irresponsabilidade e molequ me juntei com dois amigos de infância lá da minha terra para mexer com o que a gente não conhecia e por pouco não perdi o juízo foi no ano de 2003 naquele tempo eu tinha 18 anos e gostava de arriscar uma aposta na cena Além de Mim Tinham dois amigos que também apostavam
mas a gente nem passava perto de ficar rico era só jogando dinheiro fora que se a juntasse ficava milionário Um Dia Depois de conferir mais um sorteio e sem acertar nada um dos meus amigos Chamado Carlos nos contou que o filho do seu finado padrinho falou que se alguém fosse meia-noite na encruzilhada nas bandas do São Francisco um povoado que ficava na zona rural do município e chegando lá acendesse umas velas vermelhas no pé de uma Porteira e fizesse leitura de um trecho de um livro preto um homem aparecia e nos falava onde tinha uma
botija cheia de ouro enterrado ele ainda nos falou que o problema era que depois ele ia querer um sacrifício com sangue mas ninguém tinha coragem de ir até lá quando ele falou isso a gente deu muita risada mas percebi que ele falava sério ou melhor ele acreditava mesmo no que estava dizendo como eu gostava de tirar sarro falei que o difícil era conseguir o livro mas se ele conseguisse a gente ia até lá e invoc Ava o espírito e depois ia escavar essa botija e ficar rico pois seria muito mais fácil que ganhar na loteria
no outro dia cedo por volta das 7:30 da manhã minha mãe me acordou falando que o Carlos estava na sala me esperando na hora eu pensei que alguma coisa tivesse acontecido Pois eu nem lembrava mais da história da noite anterior eu Falei com minha mãe que mandasse ele entrar no quarto Ele entrou e estava com um sorriso de orelha a orelha ele carregava uma mochila pequena nas costas depois ele sentou e a abriu e dentro dela tirou um livro velho Grosso de páginas amareladas e cheio de poeira e quando vi aquilo perguntei o que é
essi homem tu vai ler alguma história para mim e comecei a dar risada ele também riu e depois me disse que tinha conseguido um livro de capa preta foi então que ele falou que o livro tinha feitiços para invocar os espíritos segundo ele seu padrinho tinha um livro e emprestou só que me recomendou que ninguém podia tocar apenas ele Carlos sempre gostou de inventar mentira ele era como eu gostava de falar uma mente fértil e eu acabei entrando no que acreditava ser uma brincadeira E combinamos de aparecer lá na sexta-feira depois da meia-noite e fazer
o ritual e invocar o espírito que nos ajudaria A enriquecer na sexta-feira à noite eu fui para a praça da cidade e lá encontrei o Pedro e o Carlos sentados do lado de fora do bar de um amigo e ficamos jogando conversa fora quando foi dando 11 horas o Carlos falou que estava quase na hora e era melhor a gente ir ou então ia passar do tempo eu nem me lembrava do que a gente tinha combinado por isso mandei ele sossegar Foi então que ele dis que se o Pedro não fosse ele iria sozinho pois
estava cansado de ser pobre o Pedro começou a dar risadas e depois decidimos ir até a porteira que ficava próximo a uma Encruzilhada lá no São Francisco e descobrir se isso era verdade ou mais uma das invenções do Carlos a gente entrou no carro do Pedro passamos na casa do Carlos para pegar o livro e as velas e depois seguimos até o nosso destino assim que chegamos ele nos diz disse que o filho do padrinho dele falou que depois que começasse não podia parar no meio precisava ir até o final e que também não podia
correr pois senão não teria paz eu novamente comecei a dar risadas Pois aquela situação era muito esquisita o Pedro também não se aguentava de risos mas o Carlos estava levando aquilo a sério ele realmente acreditava que alguma coisa Sobrenatural aconteceria desligamos o carro e só então nos demos conta que a noite era misteriosa em meio à escuridão e o silêncio meus sentidos pareciam que ficavam mais aguçados e comecei a ouvir os barulhos da Mata os sons dos insetos além de alguns pássaros noturnos Carlos ligou uma lanterna e abri o livro Ele olhou bem e depois
fez um rabisco no chão e colocou as velas e pediu que eu e o Pedro acendemos Enquanto eu e o Pedro acendamos as velas ele começou a fazer a leitura do livro cada palavra que ele falava eu e o Pedro dávamos risadas mas depois de um minuto a voz dele mudou e as palavras fluíam porém a voz não era mais dele era grave e rouca e o pior parecia ser de outra pessoa naquela hora a brincadeira perdeu a graça e o sentimento de medo tomou conta de mim e do Pedro nós ficamos sem entender nada
pois alguma coisa Sobrenatural estava acontecendo com nosso amigo eu pedi para que o Carlos parasse com aquilo então misteriosamente as luzes das velas se apagaram todas de uma vez só e ouvimos um tombo alguns segundos depois misteriosamente as velas acenderam outra vez e então vimos o Carlos desmaiado caído no chão a gente começou a balançá-la e ele rapidamente retornou à consciência e levantou naquela hora quando olhei para a porteira vi um homem vestido com uma roupa que lembrava Militar do passado porém eu sabia que aquilo era algo de outro mundo e que a gente tinha
feito besteira o homem olhou para nós e com a voz Idêntica a que o Carlos leu o livro falou que podia nos fazer ricos e que tinha algo para contar quando ele falou isso quem quase desmaiou Dessa vez fui eu Mas aguentei firme então p pegamos o livro e entramos no carro saímos correndo de lá pois de alguma maneira a gente tinha libertado alguma coisa enquanto a gente se distanciava da Porteira o Carlos ficou berrando dizendo que a gente tinha que voltar e ouvir o que ele ia nos dizer e que agora ele não ia
nos deixar em paz ele ia aparecer pra gente até nos contar onde A botija estava escondida e também queria o sangue Voltamos para a cidade Pedro me deixou em casa e seguiu com o Carlos no carro pois eles moravam mais à frente meus pais e meus irmãos estavam dormindo por isso não fiz muito barulho fui até o banheiro tomei um banho e caí na cama o cachorro que eu tinha começou a latir no portão ele latia e saltava como se tivesse alguém do outro lado do Muro como o portão é de madeira não tinha como
eu saber quem estava lá e naquela noite demorei muito a dormir pois além do medo o cachorro não saiu mais de perto do portão no outro dia Acordei com a sensação que eu tinha levado uma surra bem dada eu estava todo quebrado e uma sensação de fraqueza mas preferi não falar ainda do que aconteceu pois eu sabia que meus pais ficariam bem bravos o dia passou e eu não coloquei a cara do lado de fora e quando chegou à noite fui deitar bem cedo antes das 8 horas minha mãe ainda perguntou se eu estava bem
e falei que sim que estava apenas cansado quando deu meia-noite em ponto meu cachorro começou a latir novamente mas dessa vez eu perdi a paciência e abri a porta da frente e fui ver o que estava acontecendo mas era melhor que eu tivesse ficado na minha cama pois quando abri o portão do outro lado da rua estava o mesmo homem que eu vi na porteira tremi de medo o coração disparou e me arrepiei porém o pior ainda estava por vir ele deu um passo e a cabeça pareceu sair do pescoço e ele veio na direção
do portão onde eu estava eu fechei o portão e corri para dentro de casa entrei em meu quarto e me enrolei dos pés a cabeça não sei se foi medo mas naquela noite houve Passos em volta da casa e meu cachorro latia e corria o tempo todo até eu dormir ou desmar de medo no outro dia não aguentei e falei com meus pais sobre o que estava acontecendo minha mãe acreditou mas meu pai me perguntou se eu estava usando drogas e eu disse que não mais tarde ele foi até a casa do Carlos e os
pais dele falaram que o menino estava trancado dentro do quarto apavorado com Pedro aconteceu a mesma coisa eles disseram que o homem da Porteira veio atrás e bateu na porta da casa deles também enquanto os pais dormiam e também amanheceram bem cansados os nossos pais foram falar com o filho do padrinho de Carlos ele confirmou tudo e a confusão quase termina em tragédia mas depois todos se acalmaram ele disse que iria resolver mas precisava que a gente fosse com ele naquela noite nós quatro voltamos até a porteira ele falou algumas palavras assim como Carlos fez
enquanto ele Lia as palavras do livro nós ouvimos barulhos macabros em nossa volta depois começou uma ventania e após alguns minutos as velas se apagaram então entramos no carro e voltamos para casa o filho do padrinho do Carlos disse que a gente podia ficar tranquilo que o mal estava desfeito não tenho como provar mas de uma hora para outra o filho do padrinho do Carlos começou a enriquecer e hoje nem sei onde ele mora pois Desde aquela época ele foi embora da cidade meus amigos acham que ele desenterrou A botija mas eu acho que ele
fez foi o pacto com coisa ruim só sei que eu nunca mais joguei esse negócio de Loteria e aos poucos consegui me estruturar sem precisar desse tipo de ajuda sobre o livro Deus me livre encontrar aquilo de novo e sobre a porteira só passo se for de dia de noite nunca mais boa noite ah