E tem também diz que ele pretende fazer os seus ensaios não como quem sabe muito está lhe ensinando mas com quem está aprendendo tal como criança é o quê E aí o Olá eu me chamo Danilo Antunes Sou professora de filosofia na Universidade Estadual do oeste do Paraná Unioeste aqui no Campus de Foz do Iguaçu e hoje eu vou falar a respeito da recepção dos clássicos da antiguidade na obra de Michel de mantém Shell de Montanha em um filósofo renascentista do século 16 e publica sua obra os ensaios no final do renascimento no final do
século 16 nesse período que é conhecido como Renascença tarde ah e não tem cria o gênero ensaio Michel de Monteiro ele foi o jurista filósofo escritor foi prefeito de mo dono França e tem uma história de vida bastante curiosa devido a ao tipo de educação que recebeu educação à qual ele é e em seus ensaios especificamente no Capítulo 26 do livro Um intitulado da educação das Crianças contém nos conta que primeiro aprendeu a falar em latim que sua língua materna foi latim devido ao seu excelentíssimo pai então elogiado por ele que contratou receptor alemão e
falava latim para ensinar o garoto Michel a aprender primeiramente o latim essa ideia é de ensinar o latim foi inspirada no movimento de Urbanismo esse movimento pedagógico e cultural que teve uma grande força nesse período do renascimento e especialmente influenciado por Erasmo de roterdã não tem não fala diretamente no menciona Erasmo em Sua obra mas é nítido perceber a influência e a proposta erasmiana a proposta pedagógica tem na elaboração da sua obra e na própria formação que não tem recebeu tanto através é desse preceptorado que ensina a língua latina como língua materna como montei minha
conta mas também no colégio de Gueto onde estudou e posteriormente também nos seus estudos a em Direito qual realizou em Paris não tem também nos contas que a acordava né que seu pai contratou músicos para tocarem instrumentos para que Ele pudesse despertar suavemente é docemente ao som de música para que pudesse ter um desenvolvimento tranquilo e tudo isso ele nos traz em Sua obra A e na concepção pedagógica que e também a vai propor em seus ensaios não tem ninguém elabora uma filosofia com diversas influências dos clássicos da antiguidade tanto de filósofos com descritores e
poetas e a sua obra ensaios está repleta de citações latinas de filósofos e poetas podemos encontrar mais de mil situações que em latim e bem entre esses clássicos citados né encontramos o vídeo tá cito Heródoto César Virgílio Diógenes Laércio Horácio lucrécio Cícero cênica Plutarco também Platão também fala de Aristóteles Sócrates entre os poetas podemos a encontrar Catulo Marcial Juvenal enfim é uma obra repleta de referência aos clássicos como não podia deixar de ser essa filosofia renascentista que é muito influenciada pelo renascimento da antiguidade da antiguidade enquanto um modelo de vida o modelo de escrita no
modelo de vida contemplativa e ativa como a professora Elaine sartorelli mostrou também no vídeo sobre recepção dos clássicos no Renascimento aqui nos estudos clássicos em dia é muito curioso observamos De que modo não tem um eventual ensaio enquanto gênero literário e filosófico a partir dessas influências dessas raízes antigas montem ele vai e se inspirando nesses modelos dos antigos e vai criando uma nova forma de escrever de se expressar de colocar a si mesmo em Sua obra o famoso voar de mim não tem é um dos grandes responsáveis pelo nascimento da subjetividade do indivíduo na escrita
filosófica e literária que demarca esse tipo de escrito que dá origem a própria modernidade do não tem ele está indo início do pensamento moderno mas em todas essas influências da antiguidade do renascimento o próprio termo empregado para dar nome a sua obra ensaios vem do termo latim lix ágil que significa balança o e pesagem o termo que vem do instrumento vai ser transposto a própria ação de pesar dividir de avaliar e é justamente esta operação este procedimento de pesar de medir de avaliar de julgar que não tem opera em seus ensaios como ele mesmo diz
são os ensaios dos seus julgamentos do seu juízo das suas faculdades naturais e mesmo os ensaios da sua vida montanha e também diz que ele pretende fazer os seus ensaios não como quem sabe muito está ensinando mas como quem está aprendendo tal como crianças pois se ele a já soubesse ele não precisaria ensaiar mas ele ensaio porque ele está sempre a mensagem e se colocando à prova testando a si mesmo é por isso que esse termo ensaio vai ser tão bem transportado da dimensão prática da vida de pesagem de alimentos da moeda do Trigo de
testagem não de degustação do vinho para escrita para esse procedimento do pensamento através do ato da escrita que vai fazer com que seja possível possível àquele que escreve se aprimorar filosofar em primeira pessoa Pensando nos seus problemas e refletindo sobre os problemas da vida sobre a condição humana principalmente o principal objeto de um tem eh o ser humano é a condição humana mais uma grande influência dos antigos especialmente de Sócrates mas também devemos grande influência aí de cênica de Plutarco é a partir dessa proposta de aprender a viver e aprender a morrer não tem vai
adotar essas influências de diversas filosofias é conhecido como um filósofo eclético que combina influências do ceticismo do estoicismo epicurismo do platonismo do socratismo enfim é uma filosofia eclética que combina diversas influências para dar azo a essa invenção própria que não surge do nada mais emerge de o riquíssimo que renasce nesse período século 15 e 16 e que dá abertura para este tipo de pensamento de escrita onde autor e obra se consubstanciam e dão forma é essa nova maneira de escrever de filosofar enfim de pensar de fazer filosofia e aí que mudei então pode ser considerado
como o grande inventor do gênero ensaístico tanto enquanto gênero textual como também de uma filosofia ensaio estica que permite essas tentativas e erros e essas diversas camadas que vão cor ensaio obra esta escrita ao longo de 20 anos publicada pela primeira vez no ano de a 500 mil tem mais com diversas publicações posteriores ainda em vida ainda na vida durante a vida de não tem os ensaios pode ser considerado como uma obra A sistemática por ética e de cunho autobiográfico performático experimental fragmentário é composta por cento e sete capítulos também chamados de ensaio é uma
obra escrita em primeira pessoa o autor ele se coloca no palco dos seus ensaios E aí que a gente vê desabrochar essa escrita desse essa experiência desse como a ele mesmo vai falar essa pintura doer é a mim mesmo que pinto não tem investiga a condição humana através desse e vice e como ir mesmo Diz cada ser humano porta conheci a forma inteira da posição humana portanto cada ser humano pode ser usado como um exemplar de investigação para que a gente possa entender melhor o que é o ser humano vamos falar agora um pouquinho sobre
as influências do estoicismo na obra uma das ideias principais do especismo a ideia de seguir a natureza o conceito de natureza é um conceito Central A mas também ele vai trazer a meditação sobre a norte tão cara aos históricos essa consciência da finitude da vida indique nós precisamos constantemente todos os dias fazer esse exame de consciência pensar nas nossas atitudes para viver melhor há também uma exaltação da virtude da Excelência Oi e a a proposta da indiferença as coisas indiferentes de que nós devemos nos preocupar com aquilo que depende de nós ou seja nossos pensamentos
Nossas ações os nossos sentimentos e não se importarem sofrer tanto com aquilo que está fora do nosso controle essas influências do estoicismo a gente pode ver principalmente em alguns Capítulos tais como da tristeza que o gosto dos membros males Depende de uma parte da opinião que temos deles Capítulo 14 do livro Um quê filosofar e aprender a morrer Capítulo 21 do livro e agora vamos falar um pouquinho das influências do epicurismo nos ensinos a gente pode ver principalmente a partir do elogio da Alegria do prazer a a importância do corpo nu na a fruição da
vida que a gente vai encontrar especialmente no terceiro livro dos ensaios a valorização da amizade do Amor a busca por uma vida simples e natural prazeres simples da vida tudo isso são juvencios o epicurismo que nós encontramos na obra de não tem e podemos encontrar aí em alguns Capítulos específicos como o da Diversão Capítulo 4 do livro três sobre os versos de Virgílio Capítulo 5 do livro 3 Capítulo da vaidade da humanidade 9 do livro três e tem também podemos falar também das influências do ceticismo que vai marcar tão profundamente o cérebro dos ensaios a
dando ao procedimento e sair estico toda essa dimensão da contraposição de ideias opa eu posso a e podemos ver essas influências do ceticismo por exemplo no rebaixamento do ser humano da humilhação do ser humano crítica essa que vai ser muito a contundente no capítulo 12 do livro dois chamado Apologia de rima ser bom também na comparação dos humanos com os animais na crítica Razão Humana a filosofia e a ciência que também encontramos tanto na Apologia quanto também do último capítulo do livro três último de todos os capítulos que é o da experiência pelo 13 do
livro três no relativismo cultural e moral que não tem vai operar com os continentes justamente para falar sobre a condição humana e quanto ela tem de arbitrariedade de variedade na diferença entre as pessoas e os povos é realmente o Capítulo dos canibais presente livro mundo tem vai falar sobre os indígenas do novo mundo a de forma relativizar os conceitos de civilizado Bárbaro de civilizado e selvagem esperando essa contraposição e mostrando que talvez os selvagens não sejam tão selvagens assim aqueles que se acham civilizados também apenas se a socializar os porque a vem a sua própria
Cultura como superior melhora mais verdadeira mais correta enfim Ou seja é teve cêntrica e tenha um grande a retinógrafo antropólogo Havana Eletro porque ele já vai estar apontando para essa diferença cultural e moral de costumes muito antes do desenvolvimento da própria entrou colou e vamos falar também um pouquinho sobre a influência socrática na obra de Mantena especialmente ele se nesse último livro que li no livro 3 A especialmente a partir da grande frase socrática só sei que nada sei que não tem vai traduzir em que sei eu nem no capítulo 12 do livro 2 a
1 e segue e persegue essa essa e essa busca de conhecer a si mesmo de tentar desvendar os limites do próprio conhecimento da própria capacidade humana de conhecer o que ele vai colocar o conheci a ti mesmo do Oráculo de Delfos como a epígrafe da sua busca da sua vida da sua própria obra A e a sendo essa máxima conhece-te a ti mesmo uma exigência não apenas prática imoral mas também uma exigência da teoria do conhecimento como a grande música do a principal busca do ser humano como manter ele vai dizer eu sou a minha
física eu sou a minha meta fresca busco conhecer a mim mesmo mais do que qualquer outro assunto essa essa busca pelo autoconhecimento pela auto-investigação o auto cuidado a tem muita relação com a filosofia antiga com a filosofia helenística faz escolas helenísticas que davam essa prioridade ao cuidado de si ao conhecimento de si também uma uma influência muito grande do Sócrates na obra de um tênis na vidro entendi essa dimensão fundamental da conversação e do Diálogo tão ressaltada por montei importância do comércio com os homens importância de acreditar os nossos cérebros dos outros e como Monta
ele vai falar ah da importância dos ensaios que fazemos um os outros como algo que nos traz a muito prazer e também muito desenvolvimento por fim é importante a gente ressaltar que a invenção do e ela é uma novidade toda via que tem dentro das suas raízes na antiguidade ensaio ele se torna Então esse gênero textual essa forma de escrever mas também se dá como procedimento é filosófico experimental de investigação da condição humana do si mesmo é uma escrita pessoal sumida que pretende seguir o fluxo das palavras e dar e das ideias tão como uma
conversa e aí que então nós podemos falar dos ensaios desse da experiência de se o refri vai dizer essa invenção da fenomenologia Moral a partir da observação da própria experiência e da zona de si mesmo e dos outros é possível representar a própria vida a a vida a qualquer como um todo quando nos coloca ao Eba com a finalidade de investigar a condição humana quando o princípio heurístico enquanto uma arte de inventário de fazer descobertas a partir do conhecimento que tem de si mesmo a relacionado esse conhecimento que se tem disse mesmo com a observação
também do comportamento dos outros é aí que a gente vê então essa tarefa não tem Liana disse ao que inventar de pintar a si mesmo e habitar a existência problemática contraditória e não por isso menos divertida e prazerosa da condição humana O [Música] que é