De todos os enterros já descobertos na Roma antiga, esse talvez seja um dos mais misteriosos. Um homem enterrado de bruços, sem os pés e com uma daga nas costas. Não havia túmulo honroso, nem sinal de rituais tradicionais.
Só o corpo jogado no chão, como se alguém quisesse apagar a existência dele para sempre. Mas o detalhe mais estranho, uma arma nas costas era um pujo, que era uma daga típica dos soldados romanos. Mas se então, quem era esse homem e por que ele foi enterrado assim?
Essa cena foi descoberta no início desse ano, no sul da Espanha, em um lugar chamado Cortio Lobato, uma fortaleza que existe desde antes de Roma ser Roma. Ela foi construída há mais de 5. 000 anos, mas continuou sendo usada por diferentes povos ao longo do tempo, inclusive pelos romanos.
Foi ali, ao lado de uma antiga vala defensiva que os arqueólogos encontraram o esqueleto. O corpo era de um homem adulto com cerca de 25 a 35 anos. Mas o que mais chocou não foi a idade ou local, foi o jeito que ele foi enterrado.
De barriga para baixo, sem os pés provavelmente amputados e com um pujo, que era a daga típica dos soldados romanos, posicionada nas suas costas ainda dentro da bainha. Não há dúvidas de que aquilo foi proposital. Não foi um enterro descuidado, mas sim uma sentença.
Na Roma antiga, o enterro era uma parte muito importante para qualquer cidadão. O jeito que alguém era sepultado dizia muito sobre a sua história, a sua posição na sociedade e, principalmente, sobre a forma como ele era lembrado pelos outros. Ser enterrado de bruços não era algo comum.
Na verdade, era um gesto simbólico e poderoso, reservado para quem havia feito algo muito grave. Era uma forma de dizer que essa pessoa não merecia descansar com dignidade. Para os romanos, virar alguém de barriga para baixo no enterro era apagar a sua honra.
A ausência dos pés também pode ter um significado ainda mais forte. Em alguns registros, sabemos que cortar os pés de um desertor ou traidor era uma forma de punição, tanto literal quanto simbólica. E o fato mais curioso, a daga romana nas costas.
Ela não parecia ter sido usada para matar, já que ela estava embanhada. Mas o fato de ela estar ali pode representar algo, talvez um castigo, um lembrete ou até uma forma de dizer que ele foi traído com a própria arma. As evidências apontam que esse homem era um soldado romano.
O pujo era usado principalmente por militares e na região onde o corpo foi encontrado existia apenas uma legião romana fixa na época. a sétima legião gemina que patrulhava aquela parte da Espanha. Isso não prova que ele fazia parte dessa legião, mas reforça muito essa possibilidade.
Se ele era mesmo um soldado, o que teria acontecido para ele acabar assim? A hipótese mais forte é que ele tenha cometido um erro grave, como fugir de uma missão, trair os companheiros, desobedecer ordens ou cometer algum crime pesado. E na Roma antiga, o exército não perdoava nada.
Um dos castigos mais temidos por quem servia no exército era o chamado fustuário. Era um tipo de execução em que o próprio grupo do condenado espancava até a morte, geralmente com bastões. Era cruel, público e humilhante.
Depois, o corpo podia ser descartado ou enterrado sem cerimônia, às vezes com símbolos de deshonra, como nesse caso. Os cientistas estão estudando os restos mortais desse esqueleto com técnicas modernas e estão analisando o DNA para descobrir se ele era local ou estrangeiro, de onde veio, o que comia, se tinha doenças, qual era a sua autora e até como ele viveu os últimos dias. Eles também estão investigando a posição exata da daga as marcas nos ossos e o solo ao redor para tentar entender se ele foi enterrado ali logo depois de morto, se passou por algum tipo de ritual ou se foi simplesmente deixado ali como exemplo para outros soldados.
E embora ainda não tenham todas as respostas, uma coisa é certa. Esse homem teve um fim muito diferente dos outros soldados romanos que nós conhecemos. Ele não foi homenageado nem lembrado com orgulho.
Muito pelo contrário, alguém quis apagar a história dele. O mais irônico é que o castigo falhou, porque agora, 2000 anos depois, todo mundo quer saber quem foi esse homem. Mas então, o que que você acha que esse soldado fez para merecer esse fim?
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