Dr Flávio muito obrigada E por ter vindo ao programa história Olá uma satisfação Flávio como é que um professor de da Faculdade de Economia vem parar aqui no no programa história Bom na verdade uma das áreas da economia é a história econômica e estudo da História Econômica acho que hoje não tão valorizada quanto um tempo atrás faz parte da da do estudo da História Então acho que eu tô nessa aham nessa nessa Encruzilhada ou nessa intersecção né de duas coisas por que que a história Econômica tá menos valorizada do que já foi o que que
acontece Eh pergunta M dif tanto na história como na economia não dier se pegar nos anos 50 60 havia uma por os grandes historiadores econômicos economistas como Celso Furtado Caio Prado eles tinham uma preocupação de pensar a economia atual da época numa perspectiva histórica né Então as propostas de políticas é deles né a economia deles com uma perspectiva histórica isso então as propostas de política de desenvolvimento do celus Furtado estão sempre fundadas numa perspectiva histórica ou seja ele quer transformar o país Ele quer propor mudanças no país mas ele faz isso A partir dessa perspectiva
histórica e isso aí foi se perdendo foi se perdendo em parte porque a economia se transformou numa ciência um pouco mais fechada né Uhum Então hoje existem as correntes de economistas que podem divergir em relação a algumas coisas mas essa perspectiva histórica foi foi Perdida na na nas principais correntes de estudos de economia e por outro lado a história passou a da em parte pelo declínio do prestígio do Marxismo né que que valorizava né essa ligação da história com a economia então na história também a há uma valorização hoje ente da história cultural do da
história do cotidiano história das mentalidades de modo que a história econômica e a história social que eram os dois grandes focos de estudo nos anos 60 70 eles também entraram assim num num período de menor interesse Mas elas sobrevivem sobrevivem com muita pesquisa escute Flávio você também falou que os economistas eh desse período eh queriam transformar o Brasil os economistas de hoje querem transformar o Brasil eu sei que eu tô eu tô divergindo mas porque eu acho que é uma questão interessante né porque o que você tá falando é de uma nós estamos falando de
um certo abandono da Perspectiva da história e você falou que os economistas que viam que escreveram esses livros que chamam história econômica do Brasil né formação econômica do Brasil não é isso isso eh Eles foram escritos Por economistas que queriam transformar o Brasil é eu acho que havia essa preocupação em pensar o a história com eh particularmente porque eram países subdesenvolvidos né A questão da pobreza era a questão central então havia essa preocupação em pensar bom o que que se pode fazer Quais são os problemas que existem hoje que eh bloqueiam o desenvolvimento né Então
essa era a questão central por exemplo das obras do Furtado e de Outros tantos economista daquela época e hoje se a preocupação tá muito mais ligada ao curto prazo é a inflação mas essa pergunta sobre o que bloqueia o desenvolvimento continua presente né Ou pelo menos possíveis respostas ou eu diria que bloqueia o crescimento saber quanto que cresce o PIB né quer dizer tem que crescer dois três quat no curto prazo no curto prazo em mecanismos mais vamos dizer conjunturais mais de política econômica imediata e não deum grandes transformações da da economia e da sociedade
esse período sobre o qual nós vamos falar hoje que é o o período da vamos dizer assim da da da da proeminência da da da economia cafeeira no Estado de São Paulo é um período de grande desenvolvimento de grande transformação Flávio Ah sem dúvida Sem dúvida bom a começar pela mais importante que foi o fim do escravismo e a generalização do trabalho livre essa é uma mudança crucial que ocorre no bojo do do do da expansão cafeeira e que claro não é preciso né insistir acabou o trabalho escravo que né sobreviveu por três séculos aqui
no Brasil agora além do aspecto moral vamos dizer o que mais o fim do trabalho escravo traz eh Porque hoje a gente só tem trabalho livre quer dizer vamos dizer né É É a é a é a é absoluta regra né ocasionalmente você vai encontrar trabalho escravo então a gente acha que é difícil enxergar o que que é tão diferente o que que é tão diferente no trabalho escravo não pro final do Sé uma diferença evidentemente mas nós estamos falando digamos da da economia não quer dizer muitos afirmam que a abolição não foi feita pro
pro pro trabalhador esc pois as her aham vamos dizer do do escravismo na questão do racismo da pobreza da população negra permanecem não tão visíveis hoje já que a pobreza também se generalizou por outras camadas mas é mas mas não há dúvida de que é uma permanência né uma permanência eh do ponto de vista do conjunto da da economia e da sociedade é uma bom sem entrar em muitas eh considerações mais sociológicas é uma nova estruturação que tem a ver até com a Constituição da República na a igualdade dos do jurídica dos cidadãos em suma
um uma nova posição inclusive pros pros livres que não eram senhores de escravos né numa sociedade on você tem só escravos e senhores escravos os outros livres que estão ali eles ficam né estão mais ou menos sem um lugar nessa sociedade aham então do ponto de vista político e social acho que essa é a grande mudança que vem e vem com o fim do escravismo e com a E aí qual é que que marca vamos dizer como é que isso marca a economia atividade econômica ou não marca eh quer dizer tem uma tem um aumento
da Liberdade vamos dizer é isso tem mais coisa para fazer cria mercado interno o que que acontece Ah sim eu acho que a chega a gente né vamos dizer assim no no vamos dizer num modelo meio estereotipado da Fazenda escravista aham o escravo produz tudo que consome tá bom né ele produz o alimento talvez algum tecido rudimentar um calçado uma alpargata qualquer coisa assim então o mercado é muito restrito né e com a chegada do Imigrante primeiro que ven com um padrão de consumo eu não diria sofisticado mas claro a em relação ao escravo esse
padrão de consumo incorpora uma série de coisas nov nós estamos falando principalmente de imigrante europeu né basicamente né Principalmente né é coisas aparentemente simples né eles usavam chapéu Então você precisa ter fábricas de chapéu né quer dizer os móveis por mais rudimentares que fossem de marg a criação de marcenarias ou pequenas fábricas de móveis mesmo alimentação o vinho né vinho cerveja você vê no interior o surgimento de pequenas fábricas de vinho e cerveja então há uma mudança em termos vamos dizer de ampliação do mercado ampliação de produtos que podem ser produzidos internamente Uhum que tem
um impacto na economia que vão dar vamos mais para frente na industrialização e quem é que quem é que importa vinho ou que fabrica vinho e cerveja por exemplo e chapéu Porque nas primeiras relações de de de indústrias de fábrica da cidade de São Paulo tem lá duas fábricas de chapéu eu al no seu no seu texto que uma eu me lembro era do scrit meer que era um alemão mas no interior no interior nas cidades do interior sempre tem uma fábrica de vinho de cerveja às vezes de chapéu coisa assim e quase sempre de
de estrangeiros né você vê o nome do proprietário é um estrangeiro né tá E quanto diga não não que traz que ele trouxe da Europa habilidade para fazer isso né quer dizer já tinha algum tipo de de de qualificação habilidade na produção disso né E quantos Imigrantes vê para São Paulo eh e quantos Imigrantes vêm para São Paulo por causa da cultura cafeeira uhum olha os números da década de 80 são muito expressivos nós estamos falando de 1880 vamos esclarecer issoo a imigração começa nos 70 mas é pequena nos anos 80 ela se ent fica
principalmente depois de 1885 eu não vou ter o número de cabeça mas são milhares às vezes centenas de milhares de imigrantes que entram por ano n é tem um certo momento eu li num outro livro que mais de metade da população da cidade de São Paulo é de italianos Ah sim é então é uma coisa são É muita gente que V É muita gente é muita gente é você imagina a cidade de São Paulo em 1890 devia ter o quê 70.000 Habit antes alguma coisa assim e bom no no no no Estado de São Paulo
na Província do Estado de São Paulo entraram acho que quase 1 milhão de migrantes eh nessa década de 80 então é um um número bem expressivo tá isso com os imigrantes Então como a gente já disse vem pessoas que vem hábitos de consumo mesmo que as pessoas sejam pobres vem gente que sabe fabricar coisas uhum eh bom E essas pessoas como é que eles V V trabalhar eles vem trabalhar você disse trabalhadores livres trabalhadores livres Mas eles são assalariados é veja bem no no café não aí a gente pode voltar um pouco atrás quer dier
com a expansão cafeira a partir em São Paulo na na região de Campinas em direção a interior isso se dá a partir de 1850 o trabalho é o trabalho escravo ã em 1850 ainda é o trabalho exr então nós estamos voltando quer dizer a chegada forte do café né issoo est falando no Estado de São Paulo isso isso 1850 o café começa a ter um processo de crescimento bem acelerado nesse interior de São Paulo no Planalto Paulista e eh a partir principalmente de 1870 essa disponibilidade de trabalho escravo começa a se mostrar insuficiente para para
para bancar a expansão cafeira né Eh a a vamos dizer a população escrava não não crescia autonomamente e tinha a lei do ventre livre já essa altura né quer dizer tinha uma quantidade de gente que já tava sendo Liv é mais ou menos tinha um período que eles continuavam ainda para depois e tem também a lei do sexagenário Se bem que do ponto de vista de mão de obra essa não tinha nenhum Impact Então se cria um problema que é o problema da mão deobra e aí há um uma verdadeira mobilização dos próprios fazendeiros de
café junto com o governo da província eh de São Paulo para promover a imigração Uhum mas é a imigração pro café né quer dizer o Imigrante vamos dizer na fase clássica dessa imigração ele é contatado na Europa ele recebe a o dinheiro da passagem de navio desce em Santos em Santos ele pega o trem já tinha o trem já tinha o trem o trem é de chega em ele chega em São Paulo de Santos para São Paulo em 1868 uhum e desce na hospedaria dos Imigrantes né quem conhece ali o Museu do Imigrante sa viia
até um trenzinho no Braz no braç uhum né eles mantiveram lá um trem uma Maria Fumaça só para mostrar um pouco Como que o Imigrante vinha de Santos descia na hospedaria do imigrante e na hospedaria do Imigrante ele era eh procurado pelos fazendeiros que faziam o contrato com ele Esse contrato era fazer bem complexo né na verdade ele envolvia o direito do Colono eh cultivar um pequeno lote de terra uhum eh envolvia um pagamento anual pela limpeza do Cafezal de um pedaço do Cafezal e envolvia um outro pagamento que era por eh em proporção do
volume de café que ele colhia e esse era monetário né então essa era a parte assalariada é é o que a gente poderia dizer que seria uma aproximação do trabalho assalariada é uma renda monetária é uma renda monetária e tinha mais essa parte onde ele podia cultivar alimento criar um um pequeno animal qual e essa parte monetária permitia ele comprar comprar Exatamente isso dá margem inclusive o surgiment um pequeno mercado local nas localidades do interior então é por isso que a gente vê sei lá no interior a fábrica de vinho de cerveja e a Olaria
assim pequenos pequenos estabelecimentos que produzem localmente Uhum mas também pode constituir mais para frente um mercado mais amplo que ajudasse não fosse a base necessariamente nos ajudasse na instalação de fábricas mais eh maiores Campinas São Paulo principalmente São Paulo tá agora a a a lavoura de café é precisava de muita gente é intensiva de de de de mão deobra precisa de muita gente para cuidar Ah sim sim porque eh você tem esse trabalho que é quase permanente de limpar o terreno quer dizer o mato cresce se você deixar o mato a produtividade cai muito Uhum
Então não saberia dizer frequência mas é um trabalho permanente eh tem o trabalho da colheita que dura qualquer coisa como 2 3 meses do ano e que é um e que envolve a família toda né A família vai vai colher o café né Eh de modo que era muita gente né até por isso que você tinha vamos dizer as colônias ou seja os imigrantes os colonos eles moravam na fazenda né na em casas cedidas pelo construídas cedidas pelo fazendeiro para dar conta de todo esse trabalho Trabalho de sol a sol assim quer dizer né É
sim eu acho que trabalho na no no campo é esse que é dado pelo éum tá eh bom então isso é é a é o é o comum no campo agora eh você disse que os imigrantes desciam vinham de Santos tomavam o trem da Santos Jundiaí não é isso desciam no BRS e iam pra hospedaria dos Imigrantes bom então a A Ferrovia aí essa ferrovia que é o teu objeto principal é o objeto principal da nossa entrevista eh ela precede essa década de 80 Então vamos começar a falar de do que que a ferrovia tem
a ver com o café Nessa altura o Brasil ou São Paulo São Paulo era o principal produtor nessa época Em 1880 90 é o Rio de Janeiro ainda era importante mas São Paulo tá aham então quanto do Café do mundo o essas regiões e forneciam você tem é um pouco mais paraa frente se no começo do século o Brasil responde por alguma coisa como 70 80% da produção mundial já nos 1900 É tá bom então tá indo para tá indo nessa direção qualquer coisa como 60% provavelmente e é uma fase que o consumo do café
tá aumentando no mundo não diminuindo não aumentando o mercado é crescente aumentando tá tá bom tá E aí vamos lá falar então de café e ferrovia tá Um dos problemas da da expansão cafeira era o custo de transporte porque o transporte era feito no sobre o lombo dos animais né ou seja eh então o café saí de Campinas né e vinha eh dois sacos de café um de cada lado do café saía de Campinas para ir para Santos né ir para Santos tínhamos a Serra do Mar no caminho isso você tinha as tropas as tropas
eram um grande negócio também né porque envolvi um grande número de animais né e e e a distância era grande né E quanto mais o café ia pro interior maior a distância e maior o custo para realizar esse transportei distância uhum e o transporte era quer dizer as vias as estradas que Estradas de Rodagem vamos dizer assim eram muito precárias né Eh então na época de chuva os animais atolavam perdi o café porque o café caía na lama e principalmente na serra a serra já tinha n algumas estradas tal mas mesmo assim a o risco
de descer a serra com um animal carregado com 120 kg nas costas era muito grande 60 de cada lado né 60 de cada lado então frequentemente os animais caíam rolavam serra baixa se perdi o café uhum Isso parece pouco profissional vamos dizer assim se você tem que exportar café em quantidades cada vez maiores né ex é E aí quer dizer com essa perspectiva de expansão da produção Porque o mercado tá absorvendo né o café tá dando grandes lucros e surgiu na ter lá em 1830 naé estrada de ferro eh se vê a possibilidade de aproveitar
a estrada de ferro com uma forma de reduzir o custo de transporte Dar maior segurança para esse transporte de café né Uhum Então 1850 e poucos o Mauá tem uma concessão para construir uma estrada de ferro de Santos até Jundiaí que é Santos Jundiaí ele Repassa essa concessão para uma empresa inglesa que vai ser a São Paulo rway né E essa construção que foi toda complicada porque eram né quer dizer superar exato era foi uma construção demorada complicada e a est F chega em São Paulo Jundiaí em 1868 tá então levou 10 anos fazendo mais
não a da concessão até o início das obras deve ter levado uns TRS 4 anos a foi foi um qualquer coisa como oit anos então o o E aí o o o capital Então quem conu o capital que construiu foi inglês dessa empresa chamada São Paulo railway é o Mauá tem uma queixa Ele disse que ele gastou dinheiro lá numas obras Barão de Mauá Neu Evangelista de soua di que ele gastou 20.000 libras na no início da obra e os ingleses não teriam devolvido para ele mas enfim isso aí fica por conta das queixas do
Mauá tá que que era Santos jund deí Por que que não ia para Campinas isso é uma coisa que me é a concessão Inicial foi essa né E e aí quando Santo jí Passando por São Paulo que é o que nos interg São Paulo passando por São Paulo a primeira estação da Luz que era uma estação bem modesta tal não é essa essa portento que ficou foi ser depois né isso aham E aí se colocou o problema então bom tá em Jundiaí mas o café já tá bem pra frente então surgiu o interesse em em
expandir né essa estrada de ferro por qualquer razão aí a a empresa inglesa que tinha o a preferência não quis eh construir a continuidade Uhum E aí é interessante porque aí são os fazendeiros de café principalmente da região de Campinas que vão constituir a companhia paulista de estrada de ferro Uhum que vai fazer primeiro essa ligação de Jundiaí até Campinas e depois estender até Rio Claro tá né então é um passo importante inclusive um um viajante estrangeiro daqueles que vinham aqui ele dizia em 1860 mais ou menos que o dado custo de transporte o café
não poderia ir além de Rio Claro né então a estrada de ferro vai reduzir né brutalmente o custo de transporte e liberar um pouco esse essas Terras de São Paulo para novas plantações de café quer dizer ela diminui o custo porque ela el ela efetivamente transporta e transporta em grande quantidade quer dizer e diminui muito a perda é se transporte é multiplica deve ser um aumento de produtividade enorme brutal é e o custo é o custo a tarifa pelo pela estrada de F era reduzido qualquer coisa como a 13 da do do custo de de
transportar por por Tropa de burros né você imagina um um Pois é é um carro um não é bem o vagão de de estrada de ferro quantas sacas que Pois é né E quantos animais você teria que mobilizar para encher um vagão né então uhum foi uma diferença enorme bom então a a a a primeira de todas é a Santos Jaí Sant Jundiaí depois a companhia paulista que vai fazer a ligação de Jundiaí mais pro interior Campinas depois Rio Claro isso e depois depois saindo de Campinas a companhia Mogiana né compania hogana que faz eh
Campinas Mugi Mirim Mugi essa também é é é feita por por tambm eh é da companhia paulista é feita Essa não é uma outra empresa é uma sociedade anônima uhum eh a companhia paulista na na sua incorporação tinha 600 e pouco acionistas a companhia mogena 300 e pouco acionistas mas em geral fazendeiros ou Comerciantes da região ou alguns grandes capitalistas né mas basicamente principalmente fazendeiros dessas duas regiões mas então vamos falar um pouco agora do que que é a economia do café Então nós já estamos falando de duas coisas nós estamos falando da produção do
café propriamente dita e agora nós estamos falando de uma outra atividade econômica que é construir Ferrovia investir em ferrovia e e e operar A Ferrovia quer dizer o transporte do café que mais eh eh porque tem um negócio de de exportar e tem um negócio de exportar pelo menos né o café todo ele é exportado então na outra ponta lá em Santos Você tem os Comissários e os exportadores que são Comissários o comissário é o é o intermediário que vai até o fazendeiro de café aham fala bom olha eu posso levar o teu café para
Santos e vender pro exportador que em geral é uma casa estrangeira Ah tá bom fica e por conta disso eu cobro uma comissão Ah tá bom comerciante mesmo é faz comércio é um é um intermediário é um comerciante né então ele tem lá a casa dele em Santos mas tem os agentes dele que ficam circulando no interior tentando n captar o café junto aos fazendeiros para fazer essa intermediação com o exportador esse caras são homens de negócios né talvez pela primeira são são negociantes propriamente dito não é isso é assim é eu acho que um
comerciante um comerciante com uma atividade vamos dizer específica que é essa intermediação tá muitos fazendeiros também eram Comissários Ah você tinha comissárias Comissários especializados até hoje você tem casas comissárias em Santos Que respondem pela basicamente a mesma atividade né Eh e depois eles acabaram até ampliando um pouco eles viram uma espécie de banqueiro do fazendeiro né ele abre uma conta corrente com o fazendeiro aí quando o fazendeiro precisa de dinheiro para sei lá para para comprar uma terra ou para não sei para qualquer coisa que ele precise ele adianta o dinheiro pro fazendeiro e cobra
juros em cima disso Ah tá bom quando o fazendeiro vende o café ele desconta faz o então ele também Funcionou como uma espécie de banqueiro dos fazendeiros isso a gente ainda tá falando de século XIX final do século XIX século XIX é desde cedo 1870 você já tem bem esse esquema montado né tá e o que que tá acontecendo com as cidades enquanto isso enquanto a gente conversava eu achei aqui um um número que em 1830 a gente tinha 230.000 habitantes na Província né isso e em 1920 a gente já tinha 3.650 mil habitantes quer
dizer em 90 anos a população eh multiplicou por 15 é eh não é é o efeito do café então e onde essas pessoas moravam eh veja bem São Paulo até 1870 é uma cidade menor que Campinas né nosssa na verdade São Paulo é engraçado tem um Historiador Campinas em 1800 em 1870 até 18 não hoje né não não não não sei lá de repente não é bom esclarecer tá bom eh então 1870 então São Paulo era menor do que a Campinas de 18 é São Paulo tem o historiador que de São Paulo era um Burgo
de estudantes até 1870 porque tinha Faculdade de Direito que era assim que agitava a cidade né era a administração provincial ficava em São Paulo mas São Paulo era uma cidade bem modesta né e a área vamos dizer Urbana de São Paulo se limitava ao que chama o que cham chamam de triângulo né que aquela área entre a Rua Direita que di até direita 15 de novembro e são Bento n isso aí era vamos dizer mais Urbana de São Paulo tava tudo ali bem pouquinho então tá bom Então pega só um pouquinho então disso vai vai
ter uma explosão nós vamos falar a partir da partir desse triângulo que vai ter uma explosão e uma explosão causada pela economia cafeira não é isso pela economia cafeira junto com a estrada de ferro perfeitamente mas isso Flávio vai ter que ser objeto de outro programa porque o nosso tempo acabou eu eu convido você antecipadamente quer dizer no ar para voltar semana que vem pra gente continuar falando desse assunto Tá bom será uma satisfação volar aqui muito obrigado Eu que agradeço até segunda que vem h [Música]