Olá! Meu nome é Débora Thamine, sou professora de literatura. E hoje iremos falar sobre o modernismo primeira geração que se situa entre 1922 a 1930.
Só que iremos focar nos manifestos. Esse momento da literatura foi o momento de desconstrução do que existia. Desconstruir para poder construir algo no lugar.
Então muitas revistas voltadas para essa área da literatura, da arte, foram divulgadas, publicadas, como por exemplo essas duas: a Klaxon e a Revista de Antropofagia. Esse momento se cria vários manifestos que são desdobramentos da Semana de 22. O primeiro manifesto criado é o "Manifesto Pau-brasil", que vai ter figuras como o Oswald de Andrade, como a Tarsila do Amaral também como envolvidos, entre outros.
O que que propunha o manifesto pau-brasil? Eles queriam uma literatura que pudesse ser exportada, não mais importada. Porque tudo aqui no Brasil era imitado de fora.
Era necessário criar uma arte que fosse superior. E que pudesse, dessa forma, ser imitada em outros lugares, na Europa, no caso. Então para fazer essa arte, essa literatura original, seria necessário voltar para o primitivismo.
Esse primitivismo seria o início. O inicio da história brasileira. Tudo que fosse, de fato, mais nacional.
Dessa forma, seria necessário aceitar e valorizar as riquezas e contrastes da cultura brasileira. Porém, apesar de ele trazer esse esse contexto de nacionalismo na produção artística, até o nome é pau brasil, apesar disso, ele não era tão ortodoxo. Ele achava que.
. . o Oswald, que era o principal, achava que era necessário trazer também coisas da Europa para poder desconstruir um pouco, para poder formar algo novo, fazer uma espécie de mistura.
Ele dizia que era necessário ver com os olhos livres, livres de amarras, como por exemplo, o pensamento voltado para o parnasianismo, etc. O Oswald vai propor a criação de uma língua brasileira. Ele vai retirar arcaísmos na poesia.
Ele vai tirar essa linguagem tão normativa na poesia, certo? Então isso era o que o "Manifesto pau-brasil" trazia. O problema é que tinham outras pessoas que também fizeram os outros manifestos, no caso.
Por exemplo, o "Manifesto Verde amarelismo" e depois "Manifesto Anta", que também faziam parte da Semana de Arte Moderna, aquela coisa toda. Mas eles tinham uma visão mais conservadora, mais exagerada do movimento primeiro. Para o Plínio Salgado, que era a figura principal aqui desses movimentos, o "Movimento pau-brasil" era afrancesado.
Esse negócio de não ignorar a Europa na produção era algo considerado ruim. Por conta disso eles, eram extremamente ufanistas. E com inclinação para o nazi-fascismo.
Isso porque esse nacionalismo exagerado, que não quer ter contato nenhum com outras culturas é uma característica forte do fascismo italiano. Por conta disso, eles eram considerados xenofóbicos. Por não querer essa miscigenação de culturas, certo?
Acontece que o movimento que mais surtiu efeito, que mais cai nos exames e vestibulares é o "Manifesto antropofágico", que tem como ilustração quadro da Tarsila do Amaral, "Abaporu", que propõe o seguinte. Deglutir a cultura europeia, aproveitar o que ela tivesse de melhor para fazer uma espécie de culto à contribuição do outro. Pera aê!
Eu vou pegar a coisas interessantes da Europa, vou trazer para cá, mas de uma maneira que aqui no Brasil eu faça algo original. Aproveitar a cultura do outro para criar algo novo, melhor do que o que tinha antes. Lembre-se que a antropofagia era deglutir o inimigo, mas o inimigo teria que ter características positivas.
Por exemplo coragem, uma pessoa honrada e tudo mais. Essas eram características que valeriam a pena. A mesma coisa aqui acontece, pegar algo dessa cultura o que vale a pena.
E inserir no contexto nacional. Eu espero ter te ajudado.