Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Meus queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje a memória de São José Operário, o pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Celebrar São José Operário é celebrar o mistério da vida de Nazaré. São Luis Maria Grignon de Montfort, que nós celebramos a memória no último dia 28, recordava que Jesus deu mais glória a Deus pela sua submissão a Nossa Senhora e a São José na vida oculta em Nazaré, do que durante qualquer outro período da sua vida, ou seja, Ele deu mais glória a Deus nos seus 30 anos escondido em Nazaré do que na sua vida pública porque ali trata-se da humildade do Verbo Divino. Deus, criador do céu e da terra, Deus que criou o universo, agora numa pobre oficina está ali fazendo instrumentos, está modelando cadeiras, mesas, portas.
Não é maravilhoso isso? E fez isso através de uma submissão, de uma humildade tal, que Ele era submisso a São José e a Virgem Maria, nós às vezes nem temos grande dificuldade de pensar Jesus submisso à Maria Imaculada, mas os dois, tanto a Virgem Maria como o próprio Jesus eram submissos a São José. O fantástico da Sagrada Família é nós compreendermos e enxergarmos que os dois mais virtuosos e mais santos eram submissos àquele que era um grande santo, sem dúvida, mas não imaculado como a Virgem Maria e nem era Deus como Jesus.
Assim, São José era o chefe da família e na sua missão de chefe de família ensinou ao seu filho adotivo a trabalhar e a se santificar pelo trabalho. Vejam, São José, na sua carpintaria, ensinava Àquele que fez o universo e as estrelas a moldar cadeiras, mesas, aplainar tábuas e quem sabe, naquele ensino, quem sabe naquela escola, naquela oficina, o Menino Jesus foi moldando aquelas cadeiras e aquelas mesas pensando em todo o trabalho que Ele faria para modelar o seu coração, para trabalhar, como Ele trabalha hoje, no seu coração. Sim, porque hoje Jesus não usa mais o formão, o martelo, o prego, a plaina, o esquadro, Ele usa os sacramentos, Ele usa o batismo, a confissão, a Eucaristia, Ele usa a confissão, a unção dos enfermos, a Ordem, o matrimônio, para que com esses instrumentos realizar a obra de transformação.
São José ensinou Jesus a sua arte, a sua profissão na oficina de Nazaré, treinava, formava os dedos e as mãos habilidosas do Filho de Deus para que Ele então, um dia, chegasse a modelar você. Que neste dia de São José Operário saibamos nos santificar também e nos deixar modelar pelo Cristo, não somente pelos sacramentos, mas também pela santificação do trabalho no nosso dia a dia. Que São José, padroeiro de todos os trabalhadores, nos ensine a santificação pelo trabalho.
Deus abençoe você. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.