e os conhecimentos ancestrais dos povos originarios as plantas e as ervas já tratavam doenças muito antes da chegada da medicina ocidental o consciência limpa de hoje fala sobre a relação entre a nossa sociedade contemporânea e as medicinas da floresta e aí ó tá vendo essa aqui essas parede aqui as casas quero que esteja hospital me diz que tenha basta ele ele tem a parteira que queria puxador de ouro que tem especialista quando ensinar que têm especialistas disso né e aí como um balhar complexo disso é e a reza o benzimento e os chás são elementos
comuns na medicina tradicional da amazônia porém mesmo aqui na região nem sem precisar elemento em são bem aceitos e respeitados como aliados da medicina ocidental aqui em manaus o caso conflituoso entre médicos e especialistas indígenas deu origem ao bacen e cauê o primeiro centro de medicina indígena da amazônia e no centro de manaus em uma casa cedida pela coiab a coordenação das organizações indígenas da amazônia brasileira está localizado o batterica wii u é inaugurada em junho de 2017 o centro de medicina indígena é um lugar de fortalecimento da identidade sociocultural dos povos originarios que já
realizou mais de três mil atendimentos e o espaço oferece tratamentos tradicionais de cura e proteção aplicados pelos como uma das etnias 10 ana tuyuka e tucano vindos de são gabriel da cachoeira a 852 km de manaus com 23 nias o município tem a maior para dominância indígena do país segundo dados do ibge de 2019 da população de 45 mil quinhentos habitantes 75 por cento é indígena tu foi lá em são gabriel da cachoeira em 2009 que começou a história do barça e cauê quando uma menina de 12 anos teve o pé picado por uma cobra
e precisou ser transferida para manaus segundo médicos do hospital e pronto-socorro joão lúcio seria necessário o procedimento de amputação da perna da menina luciane barreto é sobrinha do antropólogo indígina tukano joão paulo barreto e junto com a família passou por uma ocasião angustiante e discriminatória para poder impedir o procedimento imposto pela medicina ocidental o caso além de salvar a perna da luciane também deu origem a um processo de implantação do conhecimento indígena as políticas públicas aqui da cidade na verdade a gente começou a mexer numa coisa que não está na lógica do profissionalismo então eles
fizeram todo o trabalho psicológico sobre o meu irmão e meu irmão sair perdendo não a gente não quer que eu conte no momento e é isso é porque a gente não era contra cotação a contração pudesse ser o último recurso né então daí ele falou não meu pai está aqui em manaus vou chamar ele para fazer bem sementes né que nós chamamos de abastecer que é outra lógica para perder minha sobrinha aí médica não pode fazer nós também sério então não abre uma aí chegamos até um médico diretor da diretor do hospital colocamos a situação
para ele qual tentamos mostrar para levar o seu direito de atendimento diferenciado ele não ficou nem um momento sensibilizado nem quis saber por nós e aí vendo essa resistência dos profissionais de saúde e tanto quanto a toda a funcionária do hospital a gente mobilizou esse ministério público federal tô achando que a gente ia conquistar esse direito né de ter pedido de como diferenciado né pode presente para nós era isso né tratamento médico e tratamento nosso conjunto e foi marcada uma reunião é mas intermediário promissor por sentarmos professor médicos assim eu tive toda meu pai meu
é meu tio mas os meus primos né e o médico nem quis me olhar né foi direto ao meu pai o cara sido empurrado pode pegar o senhor por que que não quer que o pé da tua neta seja ocultado agora aí meu pai não sabe falar português eu falo melhor do que ele mas ele não né que não é para nossa não aconteça aí começou a dizer né não doutor é que nosso ponto de vista no caneco usando quando está ficando podre é porque tá reagindo o sangue com o veneno que tal roxo né
tá rosto porque daqui todo esse composição que tá acontecendo isso e eu vou fazer o trabalho para tirar isso para tirar um veneno do corpo dela e o médico desigualmente chateado nem paciente levantou e bateu na verdade isso com muito respeito eu estudei 18 anos portanto eu sei o que é melhor para sua neta nesse momento se eu não fosse a gente ontem tá hoje ela vai morrer daqui três dias e o senhor não tem janta nem um dia na escola portanto para mim o senhor muito respeito não tem sim a né o poder de
decidir o e aí e aí bom e depois dessa reunião não tivemos oportunidade de entrar lá porque nós fomos proibidos de né ameaçaram de colocar a polícia federal na estante coloca a polícia militar fazem eu não vou permitir aqui o a entrada de um pajé cantando dançando pulando com maracá e consegue boco fumaça porque aquele lugar do hospital aqui hospital aqui é lugar do doente aqui hospital é um lugar de silêncio pelo que eu tô vendo se eu gosta de muito bom e bombar do boi bumbá para rio do boi bumbá que cura né fazendo
ritual de fumaça exceto o agente do cowboy nós por nós em dia como o boi então isso ficou marcado para nós daí a gente viu a discriminação em pessoa o que é essa área de medicina ela não abre mão de seus conceitos e uma hora saiu no jornal nacional daí foi quando a sociedade e essa classe começou a sensibilizar mas dá tempo então já temos que nada minha desse local sendo levado para outro hospital eu vou lá queda de apoio né foi quando a equipe né médica do joão do getúlio vargas se sensibilizou com a
questão para o meu pai deus te falar não a gente vai fazer a base de bastecer chamando benzimentos e durante uma semana reagiu bem super bem aí o médico também ficaram surpreso com a reação dela né daí três meses ela pegou saiu do hospital e foi para nossa casa e continua o tratamento lá acompanhado tudo isso e hoje tá lá na comunidade jogando futebol e a firmar o direito ao atendimento diferenciado no sistema público de saúde e compartilhar conhecimentos ancestrais são algumas diretrizes no bar serecao e o especialista indigena de cana durvalino moura e o
antropólogo joão paulo barreto explica o melhor a visão indígena sobre corpo saúde e doença e para nós é é essa cabeça é símbolo de 7,1 do 3 4 5 6 7 buraquinhos que ele fique nos temos sete vidas aí eu tenho que dizer da dívida né ele me parece você tem sete vidas agora fique sabendo que você tem que conhecer certinho espécie de dívida quem que vida ensinar só você se juntar aí é assim né lá já atende todo mundo me procura não precisa de ir correta não precisa explicar alguém explicando porque quer bater sei
lá ele chega aqui na cidade diferente né mexendo aqui você tem que será que ele vai me conduz é pessoal demanda sem dúvida né a mistura nada não é é diferente de que se defe islands o vínculo dúvida iniciou o cultivo essa curado não é assim né assim que funciona eu vejo a segundo peças com dúvidas diferentes aqui laranja acredita que vão ser curadas você umas palavras lá no salão remédio que usar quando vou assoprar assim né eu tenho essa doença dá para o senhor por aqui se der eu vou dizer sim eu tenho o
nome sagrado eu sou preparado para todos meu nome é um e como então meu pai tanto me ensinou tudo isso muitas vezes me pergunto por que não tenta na frente né eu não sou de pintar eu vou pintar semana o dedo e perto usa focar não deu certo não é assim que funciona porque exemplo simone está doente deus todos na rota valeu rola eu dou aquele jeito que eu tô não nem precisou amor é porque eu vou pega lá as coisas todas pronto-socorro é isso é o meu papo todo como é isso para ser como
ele tem que conhecer todas natureza dessa natureza o que é natureza o que é o que é mata o que mata tem o que tem o quê que eu conheci terra tem que conhecer a reconhecer por cinco animais no dia que eles tudo bem que estou conhecendo conhecer mais ou menos um da amada e aí que vai ensinar orações né e da orações que ele vai mesa vai tirar da natureza da da mata da água dos peixes dos animais é assim que funciona eu aprendi com meu pai assim de patrícia conseguimos al hakam comissão comissão
sobre o acontecimento é e aí compadre como é que está mentindo é como a gente que eu chamo ele tem um concerto muito bem claro o que quer um corpo para ele ou para nós o corpo é resultado de tudo que existe ela é síntese do cosmo ou seja da terra terrestre no corpo está a vida vegetal um corpo está a vida animal no corpo está a vida da terra a vida luz vida água animal por exemplo vida animal o corpo ela é senta de da vida não né quer dizer todos os tipos de vida
animal está no corpo se uma delas estiver desequilibrado ou algo começa sofrer né então portanto o corpo está relacionada nessa disse assim né o que que é uma pessoa para os povos indígenas a pessoa é uma relação mas só que o corpo um corpo é ebola por um animal nós somos animais nesse sentido que eu tô falando né mas o corpo você torna o é a pessoa quando ela tem um nome e esse nome muito importante e por que esse nome mas a mão de uma uma mercearia e termo à situação literal seria um peixe
amarrado então esse nome amarrar das pessoas para nós ao território a nossa casa a nossa família ao nosso trabalho né a nossa sociedade organização social quando eu digo que eu tô tocando no altos negros eu estou dizendo tudo isso eu tenho o nome eu tenho território afirma casa tem uma família tem uma função social se uma delas um desequilibrado ou desconectado eu começo a sofrer é depressão angústia querendo se suicidar entender porque algo está errado logo está desconectado então você tente reconectar por isso que os especialistas indígenas e dão muitas entidades aqui por exemplo que
tem recebido muitas pessoas que em português dele é de pressão com depressão mas para nós é isso tem um desequilíbrio do corpo por que desconectou uma dimensão agora a moda é ético né tudo se torno at-at nome matemático edna biologia at long historia etnobotânica at 70 tudo se tornou ético numa tentativa desesperada de querer chapada o conhecimento dentro da lógica da ciência e aí eu não entendi já estão presente nesse espaço chamado brasil o continente americano greve em um ano há 13.000 anos há uma viajando floresta a terra a água os animais que cosmo o
corpo a medicina que alguém vai me dizer que os dias não tem medicina ao longo do contato com o colonizador nós fomos obrigado a negar isso é obrigado a negar nossa cultura nossa língua nossas práticas os nossos especialistas eu fui participa de um congresso nacional não convidaram a que era sobre congresso sobre práticas integrativas quando chega no auditório estava lá um bandeira do brasil com prato que ele pega aqui vai escritas reiki acupuntura esse aqui é mais que os indígenas a não né porque não sei o que é pois é nossa brasileiros sobretudo a mais
ou menos é a gente é fascinado pelas cores dos outros então é patrícia s a marcele cobre surge a partir desse contexto de luta discriminação né e nós tivemos sorte de ter essa casa aqui nesse lugar porque aqui o espaço indígena ali no cemitério ali estão asus é uma reconstrução desses combos nós povos existiram nós temos nossas concepções diferentes de entender saúde-doença em tratar o corpo e conseguimos várias frentes já uma delas é uma lei que existe camisa do estado do amazonas né é 4.319 me engano que apesar de ser careta pelo menos já nos
permite acesso de um especialista em dentro dos hospitais né então já é um grande passo e te deu e a experiência daqui pelo parceiro e convite é que nós tivermos uma pá a casae né que pudesse ter uma sala específica de comum para atender as pessoas lá que quisessem submeter o tratamento a parte de baixo e até e medicamento acidental e também a gente fica feliz vou ver se tem de pandemia colocaram se o hospital uma área indígena né por mais que não seja aquilo que eu te deseja para um batalhando mais foi um passo
da ou seja isso é uma sandra mas não é ainda aquilo que te deseja um e aí e aí eu achei amarelo unha-de-gato andiroba jucá se você mora aqui na região da amazônia com certeza já ouviu falar algum desses nomes e nós demos um passeio no mercado adolpho lisboa aqui em manaus para mostrar como anda à procura pelo tratamento com plantas e ervas pode falar que planta e vi ervas medicinais aqui no amazonas e não dá não faço no mercado adolpho lisboa é meio que impossível né aqui tem as maiores de plantas das maiores referências
no assunto e a gente veio conversar um pouco com a dona ângela tá queda que aqui da banca da japonesa especialista essas ervas e nessas plantas medicinais vamos conferir não é e jamais procura né fígado e gastrite ácido úrico gordura no fígado um público é diversificado tanto um velho a gente olho de idade como a gente nova é poder nós começamos a minha mãe é muito tempo sempre trabalhou com agricultura então nós conversamos trabalhando e vai vir cultura e depois nós vamos dar os povos é devido à procura ainda fomos observando e estudando é e
começar a usar entrar no ramo da das ervas medicinais e hoje eu vim aqui no mercado vir atrás de um outro ativo né de um banho para tomar e vim aqui na japonesa hoje é procurar esse banho eu mas outro colega meu aqui eu já vi já vi ontem não os bancos já vem aqui já procurei já e deu toda vez que eu venho aqui atrás desses banho ou sempre dá a família para mim abre as portas tira todo aquele mau-olhado inveja é isso que eu procura tipo bom isso vem desde o tempo dos meus
avós na dos meus avós vieram assim fazer aqueles bom e cruz neto eles mesmo fazer os banhos para gente e a minha mãe também desde pequena também fazer os bons também para a gente até da nossa família meus irmãos e os meus irmãos bom eu também procuro mais eu também é tomar um chazinho também a tarde avisa estou um pouco estressada e e se antigamente diana existe a farmácia os índios farmácia dos índios era floresta né então quem não acredita infelizmente está fazendo perdendo uma uma grande oportunidade de um tratamento seguro demorado mais seguro e
e aí é a riqueza medicinal das florestas brasileiras chama atenção em todo mundo melhorar a relação entre o homem e as florestas além de ser uma questão ambiental também pode ser uma questão de saúde respeitar as nossas florestas e os tratamentos medicinais que nascem dela também uma maneira de valorizar e difundir a nossa cultura e os nossos costumes pense nisso e até o próximo consciência limpa e e aí