Ô, Priscila, deixa eu te perguntar. Você teve momentos de procrastinação ou você é uma pessoa que, na força do ódio não teve nenhum momento que você procrastinou? Eu passei por dois momentos diferentes.
Em 2017, como eu não tava trabalhando, eu tinha muito tempo. E assim, como a gente inventa moda, né, quando a gente tem tempo, primeiro que é procrastinação, aí você vai lá, pega celular, aí você vai fazer isso, você vai fazer aquilo, né? E então, procrastinar é uma coisa que acabou fazendo um pouco parte da minha história, né?
Principalmente em 2017. Em 2021 eu tinha pouco tempo, eu tinha três meses, porque a gente tem casa, a gente tem família, a gente tem que fazer comida, um monte de coisa, a gente tem que trabalhar. Então, o tempo que eu tinha para poder estudar era um tempo escasso.
Então, assim, não tive tempo para estudar. Eu fui assim, direto ao ponto, certeira, três meses, acordava cedo. Eu lembro que naquela época eu acordava 4:30 da manhã, estudava.
das 5 às das 5 à 7 mais ou menos, ia trabalhar, voltava, estudava mais 1 hora e meia e ia dormir. Você tinha gasto? Tinha que ter, né?
Aí de sábado e aí descansava na sexta e sábado e domingo eu estudava por umas 4 horas mais ou menos. Então não tive muito tempo em 2021. Então não teve tempo para procrastinar?
Não. Não, não tive. E passava na sua cabeça, embora você estivesse estudando na força do ódio para essa prova?
sobre a possibilidade de você não passar. Ah, sem a gente a gente se menospreza muito, né? A gente sabota, né?
A gente não tem confiança na gente, a gente tem confiança nos outros. Se você é, meu amigo, e eu vejo que você tá estudando, eu vou falar: "Eu tenho certeza que você vai passar". Agora eu nem sempre a gente tem confiança naquilo que a gente tá fazendo.
Então assim, eh, eu não vou dizer que eu tinha certeza, mas também não vou, eu não ficava pensando, porque se a gente ficar pensando nisso, você vai perguntar: "Por que que eu tô fazendo isso? Então, se não vai dar certo? " Então, na verdade, eu fiz o que era para ter sido feito na época.
Não ficava muito com esses pensamentos de, ah, deu, deu, não deu, depois abre outro concurso, continuo estudando, uma hora eu passo. Eu pensava dessa forma. Entendi.
Você começou a estudar pela aquelas apostilas da banca lá, né? E como que você fez para você encontrar o material correto? A época você conversou com alguém, você procurou algum fórum, você foi deu um Google, como que você fez para você procurar o material que adequasse seu ritmo de estudo?
Foi muito tentativa e erro, né? Porque assim, se você abre, por exemplo, o Instagram de estudo, você vai ver o tanto de dica de estudos que tem, né? E você fica até meio perdido assim.
Então, foi muito tentativa e erro de ver, ah, isso daqui funciona para mim, isso daqui não funciona. E eu já tentei de tudo assim o que o pessoal fazia, de fazer resumo, de fazer revisão X, Y, Z. Então, conforme a gente vai tentando e vendo, ó, isso daqui é bacana, eu acho que is daqui eu consigo incorporar na minha rotina, ah, isso daqui eu acho que já não funciona, né?
Então, foi mais essa questão e conforme vai passando o tempo, a gente vai se conhecendo. Então eu fui percebendo que, por exemplo, para mim estudar por ciclos de estudos, fazer uma tabelinha e seguir e montar meu cronograma diário, era muito mais eficiente do que fazer um cronograma na sexta-feira para seguir na semana, por exemplo, porque podia dar uma zebra na minha semana. Então, foi mais essa questão da tentativa e erro, tá?
Já que, já que a gente tá nesse assunto, vamos falar então um pouquinho de técnicas, de estudos. Uhum. Tá.
Você começou de um jeito e terminou do outro. Quais são as suas técnicas de estudo que você usa, que você usaria hoje e o que você não recomenda? Primeiro fala o que você faria hoje.
Para mim, quem me segue no Instagram, lá no Amo memorizar, tá careca de ouvir, tá careca de me ouvir falando de estudo ativo. É você ter uma base, assim, uma um conteúdo teórico e já colocar aquilo em prática. Então, por exemplo, você vai ler uma legislação, dá uma lida naquela sua legislação, responde questão, vai lá ver como que a banca cobra, se desafia a ver se você lembra daquilo que foi cobrado ou não.
Porque assim, as pessoas adoram maratonar videoaula, né? Uhum. É cômodo, é gostoso.
Você fica lá sentada vendo o professor falando, mas isso não é eficiente a longo prazo, porque o professor vai lá, daqui a 5 minutos você já esqueceu. Então eu acho muito importante, beleza? Você gosta da sua videoaula, bacana, assiste sua videoaula, mas depois vai responder uma uma bateria de questões, vai resolver, vai fazer uma revisão assim daquilo que você já estudou anteriormente por questões também.
Eu sou assim muito a favor do estudo por questões, porque foi a forma que eu fui aprovada, foi o que mais funcionou comigo. Eu vou dar um exemplo. Por exemplo, português.
Português do DTJ são 24 questões, ou seja, 24% da sua prova. Eu gabaritei em 2021. E como que eu gabaritei?
Que cursinho que você fez, Priscila? Eu não vou falar de cursinho por todos do mercado eu já fiz esses professores famosinhos já fiz todos. Quando que foi a minha virada de chave resolução de questão?
É ir lá ver como que a banca cobra, filtrar e responder questão. Eu tinha dois filtros, um de interpretação de texto e um de gramática com todos os assuntos do edital. Então, um dia eu respondia só questões de interpretação de texto, o outro eu respondia só questões de gramática.
Eu fiz isso do meu primeiro dia de estudos, quando abri o edital em 2021 até o dia da minha prova. E no dia da prova, na semana anterior, eu ainda tinha um colega que pegava todas as provas da Vunesp, colocava num drive, eu ia no drive dele, pegava todas as provas recentes antes deles colocarem no quê? Concursos, porque demora um pouquinho.
Aí eu pegava todas as questões, resolvia. Por quê? Fazendo isso, eu via que eu percebia como que talvez seria a cobrança da Vunesp.
E não muda muito, né? Ah, muda, mudou. Vixe, vocês não estão sabendo da bomba que foi 2024.
Vamos lá, não. Vamos contar as fofocas. Que que acontece?
Eh, a Vunesp, todo mundo falava que a Vunesp era uma mãe, cobrava letra de lei. Antigamente não tinha FCC, então era a mesma coisa. Porém, a boatos, não sei se é verdade, que de que a Vunesp ela contratou pessoas de outras bancas, FGV, FCC, não sei se é verdade, foi o que me contaram, para fazer as provas delas.
Quando chegou na prova de 2000, essa tendência já começou um pouquinho, em 2021, 2023, 2024, eles cobraram uma prova cheia de estudos de casos. Então não era só você saber, ah, o que que é peculato, não, que antes era assim, né? Antigamente era assim, porém em 2024 eles começaram a cobrar estudo de caso.
Tício fez isso, isso, isso e isso, umas alternativas gigantes e várias alternativas para você estudar. Ou seja, hoje em dia, para você ser aprovado no TJ não basta saber a letra da lei. Vocês vão ter que estudar por estudos de casos, estudar, eu até falo, procurem bancas boas, assim, mais complexas para poder ver como que você consegue interpretar essas questões para você ser capaz de resolver uma questão de concurso dessa.
Então essa é uma tendência muito atual da Vunesp. Ah, então a galera que tá em casa tem que ficar esperto, então. Muito esperto, muito esperto.
E eu acho que talvez só estudar por questões Vunesp, né? Pegue outras bancas no meu material, que daqui a pouco a gente vai conversar disso, eu também faço alguns estudos de casos pra pessoa já ler, já interpretar e saber como que aquilo é aplicado, né?