olá eu sou luciana - eu sou diretora do ciclo seap estou aqui com ana cláudia tropa a gente conversar um pouco sobre um tema muito familiar para nós psicólogos que a sensualidade luciana e tudo ótimo vamos conversar um pouquinho sobre esse tema que a gente lida com ele desde o momento que a gente entra na faculdade né é a sexualidade é um tema que é muito estudar no curso de psicologia e é um tema que a gente se depara com ele ao longo da nossa carreira quando a gente atende clinicamente é enfim todos os contextos
da vida mas principalmente no consultório que é algo que essas queixas relativas à sexualidade os conflitos relativos à sexualidade eles são muito comuns e desaparecem com muita frequência e quando a gente estuda a gente estudo baseado em um destes muito antigos nessa gente pode dizer assim porque muita coisa embora antiga continue muito atual né então a gente começa estudando lá o floyd né os ensaios sobre a sexualidade e tudo mais mas o tempo evoluiu os conceitos evoluíram e como é que tal estudo da sexualidade hoje o que ri é diferente daquele tempo do momento atual
eu acho que tem um campo dentro das discussões de sexualidade que é o campo da sexologia o campo da sexologia ele vai tratar dos problemas relacionados à sexualidade como disfunção erétil anorgasmia questões que se manifestam na vivência da sexualidade e que o campo da tecnologia tem desenvolvido uma série de conhecimentos para dar conta disso né uma outra um outro campo vamos dizer assim da intervenção em sexualidade na prática clínica é a percepção de que as mudanças nas vivências da sexualidade que tenha vêem com as mudanças pautadas pelos movimentos sociais pela vida contemporânea o movimento feminista
que muda o jeito de ser mulher há a possibilidade da vivência dada uma sexualidade dhabi qualidade e mesmo a aaa maior visibilidade da transexualidade nos dias de hoje também tem colocado para nós da psicologia outros desafios né e é preciso que a gente e vai entendendo e vai observando o mundo contemporâneo quais são as questões que estão mudando porque estes começam a chegar perguntas diferentes começam a chegar a perguntas do tipo é mas eu sou super feminista é têm clareza disso mas de repente toda uma relação que eu tô achando que eu sou submissa e
aí você vai ter que lidar com uma problematização que fazer que é pra essa figura ser feminista o que é que ela leu de firmeza o que é que ela tá entendendo como submissão como que os jogos de poder estão colocados nessa relação específica então você vai vendo que é a dos movimentos sociais ea possibilidade que tem é assim de acesso à informação para todo mundo vai colocando novas questões e novas perguntas para as pessoas fazerem na clínica sobre as suas experiências sobre as suas vivências é cabe a nós da psicologia é continuar estudando continuar
atento e observar no mundo de hoje porque a gente não pode é se fechar para o mundo como tal qual ele tá né porque a gente está no gosto paulinho da viola quando ele fala com meu tempo é hoje né eu não posso entrar no meu tempo no meu tempo meu tempo é hoje se o meu tempo é hoje quem sofre hoje sofre como né e quem sofre hoje nos temas da sexualidade sofre como é seu está disponível a para atender as pessoas que estão em sofrimento porque também outra coisa nem chega no consultório em
área vital ótimo vim aqui pra ter um papo não chega é as pessoas não vivam quanto procurar ajuda psicológica quanto em conflito nem seja conflito consigo mesmo seja um conflito nas suas relações com nas duas coisas né ea nossa tarefa é exatamente dar conta de como está o mundo estudar pra isso pra poder fazer um acolhimento em uma intervenção com essa pessoa que o espírito e chega é com clareza de quais são os temas que estão que estão em debate na sociedade atualmente né agora essa formação do psicólogo esse autoconhecimento essa própria reflexão de como
é o psicólogo enxerga as questões da sexualidade eu queria que são muito importantes e anda pra ele possa enxergar o a problemática o conflito que o cliente está trazendo uma mais ampla que a nossa sociedade como você colocou ela tem uma construção não é é que sobre os temas da sexualidade essa construção que se contenta em ser claro não erre traz consigo também é essa s depósito dessa construção social da sexualidade que vai influenciar a forma como ele atende com aquela pessoa que chega ali com um conflito às vezes uma pessoa que está é experimentar
andando é o viver de uma sexualidade diferente o iene está em conflito eo psicólogo ele se identifica com aquele conflito também com uma pessoa que está tendo até um certo preconceito com que ele entende isso essa questão interna e luciano agra copo eu tô adorando e falando porque você tá tentassem tão cuidadosa para dizer que nós psicólogos como preconceituoso eu estou achando muito bacana da sua parte mas eu acho que a gente tem que encarar isso a gente na psicologia assim como em várias profissões a gente é marcado por preconceitos então eu acho que a
primeira etapa que a gente na psicologia precisa de ter clareza é que o nosso preço pressuposto é muito preconceituoso nossa inserido nos anos inseridos nesta sociedade marcada por todos esse preconceito se a gente parte do não que isso é super homofóbico jamais um racista nunca elitista imagem é mais difícil a gente entender os momentos que a gente escorrega nessa estrutura que a gente é socializar marcada por todas essas preconceitos pra gente diz construir e fazer uma prática profissional que busca uma uma vivência uma sociedade mais democrática e mais equilibrada em que as pessoas tenham mais
possibilidades e tensão eu acho que o compromisso eu sempre usei esse termo é do compromisso ético e político da nossa atuação profissional no campo da sexualidade é muito forte ele o compromisso ético político ele parte da compreensão e da abertura para que a gente reconhece inserido na sociedade preconceituosa porque a gente reconheça todos esses preconceitos e nós e que a partir disso a gente se engajem na construção de uma outra sociedade e que a gente tenha a clareza de que a nossa atuação profissional ela pode reforçar o preconceito ou desconstruir preconceitos e que dependendo do
jeito como eu atuo eu tô ajudando a mais pessoas sofrerem pensando coletivamente estabelecendo o que é normal o que é normal o que é certo eo que é errado que é doença que a saúde ea gente vai investindo desse lugar enquanto psicologia de normatizar vivências e isso na verdade produz muitos muito sofrimento né ou a gente pode ter uma atuação é é comprometida com a clareza de que sim tem uma série de preconceitos do atento a isso tentando construir mas o tempo inteiro é uma reflexão ética sobre a minha profissão e sobre a minha atuação
sobre que tipo de sociedade eu estou construindo com esse atendimento micro que estou fazendo aqui que tipo de sociedade eu estou construindo uma sociedade em que as pessoas podem ser quem elas são ou como dizia o marco aurélio máximo prato que é um professor da ufmg que eu gosto muito ou é uma atuação que eu tô sendo marceneiro do armário neckel a gente torcendo um marceneiro do armário construir um armário que para um monte de gente tem que entrar nele ea gente vive em armários neves esse ano assim nos temas da sexualidade é um termo
que é muito usado sair do armário tá no armário mas eu acho que merece o convite para que cada um de nós pensa os armários enfim né às vezes a gente tem um monte de armário não só nos temas da sexualidade e às vezes nós psicólogos somos marceneiro do armário estão empurrando gente pra não autenticidade para não ser intenção para não assumirem suas vontades seus desejos por pela criação de normas e prescrição de jeito de viver acho que a gente tem que ter um cuidado com isso assim na nossa atuação profissional como se a gente
pudesse estabelecer o que é normal que não é normal né como é normal sofrer é essa sociedade que a gente quer para nós essa pergunta é muito boa é normal sofrer agora o que você diria para psicólogo que é reconhece em si é essa construção social em cima do preconceito em cima do racismo que ele não tem culpa que ele recebeu que está inserido dentro de um contexto que percebe isso em si e que ele percebe que aquele pode interferir na sua frase sua prática clínica o que ele pode fazer em relação a isso e
como acolher esse paciente que vem com essa queixa neco é sofrimento com rumo e deposita nesse psicólogo a esperança de que ele possa aliviar de alguma forma sua recusa o termo culpa eu acho que de fato é entrar numa lógica de culpa é colocar o indivíduo como é a estrutura é o eu sou assim eu não tenho que fazer só uma vítima da estrutura eu não acho que dá pra gente entrar na lógica da culpa mas dá pra gente entrar na lógica da responsabilidade néné e uma vez que eu me reconheci racista que eu vou
fazer com isso uma vez que ele reconheça uma fóbica o que eu vou fazer com isso uma vez que eu me reconheci machista o que eu vou fazer com isso né e como eu vou fazer isso pensando na minha atuação profissional porque a minha atuação profissional ela está dentro de um campo que tem uma série de de normas uma série de características da psicologia enquanto ciência e profissão que não dá pra eu simplesmente fazer mas eu trabalho assim eu não quero nem saber por que eu to também quando em nome de uma ciência que a
psicologia né uma coisa pode ser a minha vida privada uma coisa pode ser a minha atuação nas minhas congregações religiosas outra coisa é a minha atuação enquanto representante da psicologia que eu acho que tem sim um complemento um compromisso ético com a profissão não é eu não posso ter uma atuação enquanto o psicólogo diz desvirtuada ou diz compromissada com o que é a psicologia intent enquanto ciência e profissão acho que a gente tem que ter não entrar na área meu deus o culpado não tem nada que fazer mas sim eu tenho uma responsabilidade é minha
responsabilidade passa pela minha atuação individual mas também com a minha profissão diante dessa de se perceber essa situação não é quem se acha que um psicólogo deve fazer e deve encaminhar ele deve enfrentar discutir até com o seu cliente o seu posicionamento pessoal seu posicionamento vamos é ideal é ele deve acertar esses clientes paciente é sobre todas essas questões que envolvem a relação porque uma psicoterapia envolve relação não é simplesmente uma máquina que tá ali né passando o que foi programado para passar mas a pessoa que terapeuta é conta muito nessa assim nesse resultado terapêutico
de sucesso terapêutico de alinhar classe a dor então que se aconselha olha eu acho que o profissional que tem que estudar acho que se formar é eterno né a outra coisa que eu acho que é muito importante é o psicólogo aumentará seu contato com a diversidade em movimentos sociais entrevistar e conhecer e na parada lgbt e vê é ver observar next edition do teste do pescoço enquanto os negros têm na sua convivência em situação de horizontalidade e não em situação de servidão e começar a entender essas dimensões e cada vez ampliando a sua vivência ea
sua reflexão sobre as situações não acho que formação ampliar sua sua socialização com a diversidade para não ficar num dia e muito homogêneo acho que são dois fatos cachês em si ice é especialmente no atendimento real na eu acho que há a possibilidade de encaminhamento claro quando a gente quando a gente percebe que a gente está no limite a gente tem que encaminhar a gente não dá que a gente não dá conta a gente tem que encaminhar com a minha meta é sempre uma opção supervisão né porque às vezes com o profissional mais diferentes e
consegue lidar né e tentar o máximo pensassem que disponibilidade até pro novo porque a proposta da psicoterapia é o encontro com autoridade é um encontro com o que é diferente a psicoterapia não é pra ser uma relação entre semelhantes senão a gente entra numa lógica de que é para eu ser terapeuta eu tenho que ter vivido isso isso isso isso isso que só tendo vivido na pele eu vou saber entender o outro não é essa a nossa perspectiva na psicologia a proposta principal da psicologia eu tenho é formação e abertura para o encontro com autoridade
para o encontro com experiência que talvez não tenha vivido enquanto pessoa mas que faz parte da minha da minha possibilidade do meu da minha compreensão profissional de acolher né então também a gente tem que se colocar nessa perspectiva que ser psicóloga está aberto propriedade que ótimo esclarecedor a sua entrevista as respostas que você viu e eu espero que o psicólogo que não estejamos assistindo ele realmente abre se espaço de auto reflexão para que a gente possa colocar mas ao serviço de uma psicologia que promoveu a felicidade promovam pensar como a paz então ligado pessoal ligado
[Música]