Olá Nesta aula eu irei apresentar para vocês os principais conceitos da análise de discurso a partir da vertente francesa mais conhecida e mais propalada aqui no Brasil vou começar a partir da definição do conceito de sujeito a uma característica muito marcante do surgimento da análise de discurso foi romper com as formas em Volga nos estudos da linguagem sobre o que se era o que era compreendido como sujeito um desses rompimentos é justamente com o conceito de emissor de indivíduo consciente que Realiza suas intenções como falante em um ato de comunicação a para análise de discurso
do duas postulações centrais sobre o sujeito uma é que o sujeito não é livre ou seja ele é assujeitado e a outra é que o sujeito não é Uno ou seja ele é clivado assim assujeitado e clivado é o sujeito na Perspectiva da análise de discurso para a AD os indivíduos não São donos do seu dizer não controlam o que dizem bem ao contrário eles são submetidos ao que T de dizer não existe o sujeito individual mas somente a ideologia se manifestando por meio de um sujeito o sujeito ideológico de acordo com a noção de
sujeito elaborada pela análise de discurso não são os indivíduos que dizem o que dizem nos discursos são apenas porta-vozes de formações ideológicas específicas já no início de sua formação A análise de discurso questiona a ideia de um sujeito controlado pela razão com domínio para dizer o que quiser rejeita a concepção de sujeito adotado pela psicologia que é de sujeito um no Consciente e considera que tanto a ideologia quanto inconsciente afetam atravessa um sujeito é interessante ressaltar que o sujeito não tem consciência de que é sujeitado de que não pode dizer o que bem quiser e
em qualquer situação ele imagina que controla o seu dizer o peex trata isso a partir do conceito de esquecimento segundo ele há dois tipos de esquecimento o sujeito esquece que é sujeitado pela formação discursiva na qual está inserido que é o considerado esquecimento número um e o sujeito conserva a crença de ter completa consciência e poder de controlar o sentido do que diz que é o esquecimento número dois a esse esse conceito ele também eh sofreu alterações ao longo das fases a partir das quais A análise de discurso se edificou a na na primeira fase
A análise de discurso em razão de conceber a noção de máquina discursiva Como já vimos define o sujeito como assujeitado como dependente da máquina do discurso nas palavras de peex ele diz um processo de produção discursiva é concebido como uma máquina autodeterminada e fechada sobre si mesmo de tal modo que um sujeito estrutura Ina os sujeitos como produtores de seus discursos os sujeitos acreditam que utilizam os discursos quando Na verdade são seus servos ass sujeitados os seus suportes ao longo da primeira fase da Ad um enunciado aquilo que se diz não é visto como o
desejo comunicativo de um indivíduo consciente mas como o que é possível dizer e o que ele tem que dizer a partir de uma dada posição que OC como sujeito determinado por uma ideologia já na segunda fase esse conceito sofre a algumas alterações Ah só um minutinho isso eh durante a segunda fase A análise de discurso ela se afasta da noção de unidade do sujeito redefinindo o sujeito como dispersão nos moldes do que propôs Foucault a partir do conceito de formação discursiva a visão de sujeito é a do que passa a representar diversos papéis diferentes funções
de acordo com os lugares que ocupa no espaço discursivo se o sujeito é uma função ele pode exercer mais de uma função mas não é totalmente livre pois sofre a coesão da formação discursiva regida por uma formação ideológica mussalim afirma que em outras palavras o sujeito do discurso Ocupa um lugar de onde enuncia e é esse lugar entendido como a representação de traços de determinado lugar social lugar do professor o lugar do político do publicitário etc que determina o que ele pode ou não dizer a partir dali apesar de diferentes as noções de sujeito da
Ad na primeira e na segunda na segunda fase coincidem por considerar que a ideologia determina o sujeito já na terceira fase que é considerada a a a grande fase da análise de discurso né Eh no sentido de desenvolvimento e de de amadurecimento dos seus pressupostos teóricos né ocorre nessa terceira fase um redimensionamento da noção de sujeito o sujeito ele passa a ser visto como eh em sua natureza heterogênea ele é um sujeito clivado dividido né que é um aspecto aí do primado do interdiscurso em seu trabalho a teórica altier revi que a gente viu né
que fala sobre a heterogeneidade na aula anterior ela defende que eh Há um descentramento do sujeito assim o eu perde a sua centralidade deixando de ser senhor de si já que o outro o desconhecido o inconsciente passa a fazer parte de sua identidade conforme eu t revi podemos nos apoiar em exteriores teóricos que destitua o sujeito do domínio do seu dizer ao modo da teoria do discurso e do interdiscurso enquanto o lugar de Constituição de um sentido que escapa a intencionalidade do sujeito desenvolvida por peex e de forma Central A Teoria elaborada por Lacan de
um sujeito produzido pela linguagem e estruturalmente clivado pelo inconsciente quer dizer onde o sujeito efeito de linguagem Adim advém dividido na forma de uma não coincidência consigo mesma em resumo a noção de sujeito na análise de discurso não corresponde a indivíduo Consciente e dono de seu dizer a análise de discurso trabalha mesmo é com o conceito de sujeito e não de indivído portanto não considera que o discurso seja a produção individual em que um sujeito consciente transmita suas intenções de forma Clara podendo livremente dispor do que vai dizer na concepção da análise de discurso o
sujeito não é governado pela razão mas é dividido entre o consciente o inconsciente é determinado pela ideologia pela história e pela posição que ocupa Além disso as três fases em que se dividem os estudos da análise de discurso trabalham com uma noção de sujeito diferente na primeira fase observamos a concepção de sujeito assujeitado pela máquina discursiva na segunda fase o sujeito é visto como a representação de diversos papéis várias funções de acordo com os lugares que ocupa no espaço interdiscursivo já na terceira fase o sujeito passa a ser definido como heterogeno dividido entre o Consciente
e o inconsciente clivado no dito primado do do interdiscurso mas apesar de distintos esses três conceitos de sujeito apresentam algo em comum o fato de que o sujeito não é senhor de sua vontade nem é um indivíduo marcado pela razão e pela consciência agora nós vamos passar para a compreensão do que que a análise de discurso chama de posição sujeito eh vimos né que a noção de sujeito tal como define a análise de discurso se afasta por completo da ideia de sujeito como sinônimo de indivíduo de Senhor de sua vontade de indivíduo consciente que define
o que vai dizer que é responsável pelo significado mas até do que se afastar a análise de discurso se opõe a a Eh desculpa mais do que né se afastar a análise de discurso se opõe a essa ideia de sujeito e portanto para análise de discurso a noção de sujeito é sempre de sujeito discursivo não se trata logo de um sujeito empírico um ser no mundo Isto é o João a Maria José a Joana mais de um sujeito discursivo O que quer dizer que ele sofre a determinação do lugar social que ocula da ideologia e
da história apesar de sofrer todas essas determinações o sujeito mantém a ilusão de que a fonte do sentido ou seja de que é o responsável pelo seu dizer e por isso A análise do discurso afirma que o sujeito se constitui pelo apagamento pelo esquecimento ou seja ele tem a ilusão de que é dono do seu dizer a fonte de onde origina o sentido daquilo que é enunciado para orlande o dizer não é propriedade particular as palavras não são nossas elas significam pela história e pela língua o que é dito em outro lugar também significa em
nossas palavras o sujeito diz pensa que sabe o que diz mas não tem acesso ao controle sobre o modo como o sentido se constitui nele a partir disso ah a partir disso conforme peix a forma sujeito ou seja o sujeito do saber de uma formação discursiva preenche o lugar do sujeito que não é portanto um lugar vazio dessa maneira é por meio da forma sujeito que o sujeito se inscreve na formação discursiva específica via forma sujeito ele o sujeito vai ao lugar onde circulam os saberes constituídos de uma certa formação discursiva Isto é vai ao
interdiscurso fazendo um recorte Para incorporar o que aí lhe interessa Evidente ele realiza esse movimento Sem consciência do que está fazendo vamos observar um ex exemplo o indivíduo que é interpelado em sujeito pela formação discursiva da Igreja Católica ele terá o seu dizer determinado por essa formação discursiva assim será contrário ao aborto à eutanásia à guerra já a forma sujeito o sujeito do saber da Igreja Católica reúne todo o conjunto de conhecimento legitimado e institucionalizado tal como A Ressurreição de Cristo o pecado original a a concepção de Maria etc para a compreensão do conceito de
posição sujeito é necessário distinguir um só um minuto isso para a compreensão então a do conceito posição sujeito é necessário distinguir antes os conceitos lugar social e lugar discursivo uma vez que poderemos observar com como o sujeito se movimenta no espaço entre esses dois pontos no mundo o indivíduo Pode ocupar vários lugares sociais o o de pai mãe atleta síndico de condomínio profissional médico Professor mecânico E aí por diante é a partir do lugar social que ocupa que o indivíduo é interpelado em sujeito no discurso com isso ocorre a passagem do lugar social para o
lugar discursivo a a prática discursiva dá estabilidade ao lugar social por outro o lugar discursivo Só existe porque o lugar social determina impondo sua inscrição em um determinado discurso o sujeito fala sempre de um lugar social mas os dois lugar social e lugar discursivo se constituem ao mesmo tempo na medida em que o lugar social determina o lugar discursivo e este estabiliza pelo discurso o lugar social lugar Social é é habitado pelo sujeito empírico já o lugar discursivo é preenchido e assumido pelo sujeito do discurso lugar social e lugar discursivo se constituem mutualmente bom ah
Tendo isso em vista para a análise de discurso o sujeito fala sempre de um certo lugar obedecendo ao que é determinado por uma certa formação discursiva e recortando o que lhe é interessante em determinada forma sujeito ou sujeito do Saber já Vimos que o sujeito sofre determinações da formação discursiva O que significa que ele só pode dizer tem de dizer o que é estabelecido por essa formação discursiva no entanto apesar dessas determinações o sujeito pode mover-se ora em direção a uma voz ora em direção a outra movimento que é mais nítido em discursos marcados pela
heterogeneidade em que atuam diferentes ordens de saber e diferentes sujeitos as diferentes posições que o sujeito pode assumir em um discurso A análise de discurso denomina de posição sujeito peex define só um minuto Isso peex define posição Sujeito como a relação de identificação que se dá entre o sujeito que enuncia e o sujeito do saber que há forma sujeito cortine que dá continuidade ao pensamento acerca da posição sujeito afirma que a noção deve ser vista como a descrição de um conjunto de diferentes posições de sujeito em uma formação discursiva com modalidades particulares de Identificação do
sujeito da enunciação com o sujeito do Saber considerando os efeitos discursivos especí que aí se relacionam é no espaço entre o lugar social e lugar discursivo que o sujeito produz movimentos aproximando-se de certas ordens do saber e afastando-se de outras segundo pexe a posição sujeito se define como a relação de identificação entre o sujeito enunciador e o sujeito do saber o sujeito enunciador é aquele que efetivamente enuncia o discurso já o sujeito do saber é aquele que reúne o com con junto de conhecimentos de uma dada área da pedagogia da Medicina da física por exemplo
naturalmente em nenhum dos dois casos se trata de sujeito individual dito isso vamos falar agora sobre o conceito de ideologia que também é muito importante a ideologia na análise de discurso ela não é compreendida como um conjunto de representações como visão de mundo ou como ocultação da realidade para essa disciplina não há realidade sem ideologia enquanto prática significante a ideologia aparece como efeito da relação necessária do sujeito com a língua e com a história para que haja sentido a ideologia ela coloca o homem numa relação imaginária de evidência com os sentidos então é como se
os sentidos já estivessem lá então a ideologia faz isso com que a gente acreditasse com que aquilo que é dito eh tem o sentido que se pret end dia né esse esse essa noção essa essa ideia de de controle sobre os dizeres na sequência é bem importante a gente definir o conceito de condições de produção ah Vimos que a análise de discurso se ocupa do estudo do discurso que não se confunde com o texto e depois que o discurso é enunciado por um sujeito que não se confunde com indivído agora vamos ver o que que
são as condições de produção que determina esse sujeito a noção de contexto ou circunstância em que um ato de comunicação se dá ela é muito Ampla podendo ser compreendida de diferentes formas e às vezes é confundida com o conceito de condições de produção o contexto né Eh por essa contexto por esse por essa por esse conceito nós podemos entender principalmente o todo do texto em eh com seus elementos linguísticos e em segundo plano local o espaço os participantes do ato de comunicação assim para os leitores ouvintes digamos comuns e mesmo para certos modelos de interpretação
textual o contexto é essencialmente linguístico o conceito de contexto eh ele é essencial numa área da linguística que se chama pragmática na medida em que ela se diferencia da semântica por seu objetivo de estudar a língua não quanto aos seus componentes mas quanto ao sentido literal mas justamente não quanto ao sentido literal desculpa mas justamente quanto ao uso da língua e considerando a intenção dos falantes né a pragmática ela está preocupada com o uso da língua e com a intenção do falante ao falar para a pragmática o contexto se constitui da identidade dos participantes do
ato de comunicação do papel que eles representam da ação em que se encontram bem como da suposição acerca do que o do que é né do que se quer com o outro participante a definição de contexto é complexa e devemos considerar o mundo social e psicológico emem que o usuário da língua opera em determinado momento tal mundo inclui pelo menos as crenças e suposições dos usuários da língua a respeito dos cenários temporais espaciais e sociais ações passad as presentes e futuras verbais e não verbais e o estado do conhecimento e da atenção dos participantes da
interação social em questão podemos ver nessa definição de contexto sob a ótica da pragmática que as crenças e as suposições são componentes relevantes vamos começar a discutir o contexto de condições de produção A partir dessa afirmação ao contrário da pragmática Como já sabemos o sujeito em análise de discurso não é um indivíduo consciente que possua crenças e que possa fazer suposições individuais mas é um sujeito dividido entre o Consciente e o inconsciente determinado pela história e pela ideologia dessa maneira a análise de discurso avalia que a noção de contexto ou de circunstância de comunicação é
vaga E então ela vai negar essa noção substituindo-a pela noção de condições de produção que a Afasta a comunicação do aqui e agora para explicar o sentido considerando a carga histórica ideológica do inconsciente que age sobre o sujeito é peex quem ao retomar a ideia de condições econômicas de produção de Marx elabora o conceito de condição condições de produção Pex trabalha com a hipótese de que determinadas condições de produção correspondem invariavelmente a determinadas estruturas semânticas e retóricas ou seja as condições de produção garantem discursos mais ou menos estáveis ele reelaborou o modelo de comunicação proposto
por jacobson que eu mostro para vocês na nossa primeira aula Em substituição aos dois polos estáticos que a jacobson situa o emissor e o receptor Pest propõe um dispositivo em que as situações objetivas do locutor e seu interlocutor são desdobradas em representações imaginárias dos lugares que um atribui ao outro assim saímos do conceito de contexto com que opera a pragmática que leva em consideração a intenção dos falantes empíricos e entramos no conceito de condições de produção da análise de discurso em que não há lugar para comportamentos individuais pois as relações entre os lugares ocupados pelo
sujeitos são determinadas pelas formações sociais formações essas geradas pelos conflitos de classe na Perspectiva apresentada pelo materialismo histórico Central para a análise de discurso o conceito de condição de produção vai muito além do conceito de contexto a definição de condições de produção é uma resposta à pergunta o que condiciona o discurso como vimos o discurso sofre um condicionamento mais profundo e mais complexo do que aquele que à primeira vista se apresenta marcado pelos participantes de um ato de comunicação e pelos elementos da linguagem assim o discurso não é condicionado pelo aqui e agora perceptíveis mas
pela história e pela ideologia A análise de discurso vai explicar o sentido de um enunciado sem recorrer ao momento presente ao dito contexto imediato ao qual se associam dadas estruturas linguísticas A análise de discurso vai mostrar que o que dá sentido aquilo que o enunciador diz é a posição ideológica de que depende Assim como as relações que se estabelecem entre o discurso presente e o passado que foi dito por um enunciador que falava da mesma posição ideológica até pode A análise de discurso se interessar pelo contexto imediato mas fará isso apenas na medida em que
esse contexto imediato seja Palco para o funcionamento das condições históricas eh de produção com os enunciadores sofrendo assujeitamento de sua formação discursiva interessa A análise de discurso que é estável em um discurso e não o que é circunstancial elege entre os discursos que Analisa aquele em que um sujeito sujeito e não indivíduo e não necessariamente o mesmo sujeito físico enuncia da mesma posição por décadas repetidamente vamos concluir essa parte observando um exemplo que traz poente ao tratar essa questão o poente diz o seguinte a É isso mesmo desculpe aqui beleza poente diz assim ó assim
se um diretor de prisão se dirige a presos o diretor de prisão e os presos não devem ser concebidos como se se tratassem de uma certa pessoa bonachon ou dura diante de certas outras pessoas injustiçadas ou tensas envolvidas em uma relação de interlocução Mas eles devem ser tratados como posições historicamente constituídas em sociedades em que Essas funções se circunscrevem a certas regras e à quais se chega através de um conjunto de um conjunto de procedimentos assim o conceito de condições de produção central para os estudos da análise de discurso ultrapassa em muito a simples noção
de contexto imediato a observação as estruturas linguísticas percebidas e principalmente não considera que o falante possa ter intenções conscientes e Independentes como vimos na análise de discurso quem enuncia é o sujeito o qual fala de uma determinada posição que é social e histórica para análise de discurs curso o sentido ele é determinado pelas condições de produção a partir de uma realidade Histórica de uma formação ideológica de um dado lugar um sujeito só pode dizer o que essas condições de produção impõe visto isso nós vamos passar agora para compreensão do que é eh do que é
materialidade linguística no campo da análise de discurso na década de 60 do século passado os estudiosos passaram a compreender melhor o fenômeno da linguagem além dos limites estabelecidos por S si a análise de discurso que também surge nesse período passa a considerar na na estrutura apontada por esse teórico o caráter também social histórico e ideológico que perpassa a estrutura da língua isso significa dizer que essa estrutura passa a ser afetada pelo exterior da língua e funciona como material do discurso é a partir dessa estrutura que se chega aos processos discursivos que são então objetos de
análise dessa disciplina não é possível para a análise de discurso considerar apenas o aspecto estrutural ou seja conceber a língua como autônoma pois essa é como já dito afetada pela exterioridade segundo o urland a a linguagem é um sistema de relações de sentido no qual a princípio prin todos os sentidos são possíveis ao mesmo tempo em que a materialidade impede que o sentido seja qualquer um há um constante embate entre possibilidade de sentido e a própria materialidade linguística eh dado que ela apresenta indícios que possibilitam ao analista efeitos de sentido analisar e alguns efeitos de
sentido para pech a língua constitui um lugar material em que se realizam esses efeitos de sentido para análise de discurso as palavras não TM sentido Óbvio como eh estabelecido convencionalmente nem é lógica a língua funciona segundo os processos discursivos o sentido é da Ordem da formação discursiva que materializa as formações ideológicas que são da Ordem da história isso significa dizer que a estrutura linguística a gramática pode ser a mesma mas os sentidos podem ser diferentes se pertencerem a formações discursivas diferentes de acordo com poente a AD não tem uma teoria da língua isto é uma
teoria da gramática da língua sua especificidade é o campo do sentido a língua ela interessa para a análise de discurso pela possibilidade do sentido a língua é o aspecto material do discurso e por isso que a gente fala de materialidade linguística certo ah na sequência nós vamos definir aqui o que que é materialidade discursiva certo que é um outro conceito também primordial aí para d o texto para análise de discurso constitui uma unidade de análise a materialidade discursiva então A análise de discurso não associa texto a contexto Como faz a linguística textual por exemplo é
entendido como materialidade discursiva uma unidade de análise na qual a memória ganha corpo o texto é importante para análise de discurso mas sua importância se dá porque cada texto faz parte de uma cadeia por ser uma superfície discursiva ou seja uma manifestação aqui e agora de um processo discursivo específico nesse caso o texto é um objeto linguístico histórico de modo que a história e a ideologia não se configuram como eh elementos externos ao texto nos termos de orland não se trata de trabalhar a exterioridade refletida no texto mas a exterioridade do texto Isto é trata--se
de compreender como que a matéria textual produz sentidos um texto faz sentido por sua inserção em uma formação discursiva em função de uma memória discursiva do interdiscurso que o texto retoma e do qual ele faz parte para poente o texto Ele deveria ser compreendido como uma das manifestações do próprio discurso em resumo a função da análise de discurso é explicar porque que o texto materialidade discursiva faz sentido e a língua materialidade linguística constitui nesse universo o elemento que materializa o discurso então é esse é o nosso a nossa grande função certo a partir desses dois
conceitos agora eh eu vou falar um pouquinho sobre memória né que é um termo que a gente falou bastante mas eu vou voltar aqui nele o conceito de memória é um conceito muito fundamental na análise de discurso ele surge para estabelecermos um efeito de início para a trajetória histórica do conceito da análise de discurso e no trabalho de ctin ao revisitar a obra arqueologia do Saber de Foucault a partir das reflexões de Foucault sobre o enunciado ctin entende que toda produção discursiva faz circular formulações anteriores porque ela possui em seu domínio associado outras formulações que
ela repete refuta transforma e denega isto é em relação às quais essa formulação produz sentidos de memória específicos no decorrer da discussão da discussão ctin acrescenta que a noção de memória discursiva diz respeito à existência histórica do enunciado no seio das práticas discursivas reguladas pelos aparelhos ideológicos a memória surge na análise de discurso como a possibilidade que permite a relação entre temas e princípios diferentes a memória discursiva seria aquilo que Face a um texto surge como acontecimento a lei vem restabelecer os implícitos quer dizer os pré-construídos elementos citados relatados discursos transversos de que sua leitura
necessita a condição do legível em relação ao próprio legível a noção de memória discursiva ela diz respeito à existência histórica do enunciado no interior das práticas discursivas reguladas por aparelhos ideológicos para a análise de discurso a memória ela não está relacionada a aspectos de natureza cognitiva mas ao domínio da Ordem Social e ela se estabelece nesse domínio de conhecimento a partir da noção de regularização as retomadas regularizações de sentido vão construindo uma memória que se estabelece socialmente mesmo que ela se apresente ao sujeito discursivo como não sabido ou seja são as repetições do discurso que
constrói a memória discursiva os discursos que circulam oriundos da linguagem tecidos pelo crio do Social históricos são retomados repetidos regularizados a memória discursiva não é o que todos lembram simplesmente não é a lembrança de uma situação simplesmente ela é da ordem ideológica o O que significa dizer que ela Funda discursos a partir das retomadas é possível cristalizar determinadas situações a a memória discursiva diz respeito aos enunciados que se inscrevem nas formações discursivas Pois é no interior destas que ela estabelece seu sentido em outros termos a memória discursiva não diz respeito a todos os sentidos Mas
aos sentidos autorizados pela forma sujeito em uma formação discursiva dada a memória aponta para o que pode e o que não pode ser dito em uma formação discursiva E é em função dela que certos sentidos são apagados e outros até então não autorizados por questões conjunturais passam a ser possíveis você deve estar se perguntando de que repetição eu tô falando aqui né é importante que você perceba que quando se fala em repetir nesse caso não significa repetir palavra por palavra estrutura utilizada em algum dizer apesar de algumas vezes isso acontecer mas é uma manutenção do
dizer a partir de uma ressignificação mudanças podem ocorrer E isso se dá quando há uma quebra no regime de regularização do sentidos e o sujeito do discurso se contraida com algum sentido regularizado ou não mais se identifica com algum saber e se identifica com outro nós podemos entender que essa movimentação de sentidos nas palavras do do peex mais ou menos resumidamente seria né um enunciado é intrinsicamente suscetível de tornar-se outro diferente de si mesmo de deslocar-se discursivamente de seu sentido para derivarem um outro os sentidos eles podem se modificar e as redes discursivas de de
de reformulação vão recebendo novas formulações que se reúnem as já existentes assim ao mesmo tempo em que se reú as exist as as as existentes vão também se atualizando as redes de memória essas e reformulações produzem uma relação de metáfora quando trazem para outros eh por outros termos o mesmo sentido os saberes pre existem ao discurso do sujeito E então esses conceitos Eles são muito próximos né é memória interdiscurso eles seriam sinônimos Então mas eh Eles são muito próximos e um constitui um outro o interdiscurso constitui-se como esse complexo de formações discursivas são todos os
sentidos produzidos Eles estão no interdiscurso ele reúne todos os sentidos eh produzidos por vozes anônimas e já esquecidos ele e já esquecidas né ele se distingue da memória discursiva por apresentar todos os sentidos já a memória discursiva faz intervir o interdiscurso como Instância de Constituição de um discurso transverso que regula para é um sujeito enunciador o modo de ação de ação dos objetos dos quais o discurso fal f bem como o modo de articulação desses objetos ah por fim eu gostaria de falar ainda sobre o conceito de paráfrase e pocem que são conceitos muito essenciais
dentro da vertente francesa segundo né peixe todo o funcionamento da linguagem se assenta na tensão entre a paráfrase e a pocem os processos pelos quais em todo dizer Há sempre algo que se mantém Isto é o visível e a memória e a paráfrase ela representa assim O Retorno aos mesmos espaços de dizer produzem-se diferentes formulações do mesmo dizer sedimentado e ela está ao lado do que a gente chama de estabilização sem a qual não haveria qualquer tipo de comunicação ao passo que a pocem né que na policemi o que temos é deslocamento é ruptura do
processo processo de significação ela a policemi ela joga como equívoco Essas são duas forças que vão trabalhar continuamente o dizer de tal modo que todo o discurso se faz na tensão entre a paráfrase e a pocenia o mesmo e o diferente a paráfrase é a Matriz do sentido pois não há sentido sem repetição Sem sustentação do Saber discursivo e a pocem é a fonte da linguagem uma vez que ela própria é a condição de existência dos discursos pois se os sentidos e os sujeitos não fossem múltiplos não eh pudessem ser outros não haveria necessidade de
dizer paraa gente finalizar aqui né a em resumo a partir dos conceitos né Eh que eu apresentei A análise de discurso ela Visa a compreensão de como um objeto simbólico produz sentidos como ele está investido significância isso porque os dizeres não são como eu disse apenas mensagens a serem decodificadas os dizeres são efeitos de sentido que são produzidos em condições determinadas e que estão de alguma forma presentes no modo como se diz deixando vestígios que o analista de discurso tem de apreender são pistas que ele aprende a seguir para compreender os sentidos produzidos ponda em
relação o dizer com a sua exterioridade suas condições de produção esses sentidos têm a ver com o que é dito ali mas também com o que é dito em outros lugares assim com como com o que não é dito e com o que poderia ter sido dito e não foi desse modo As Margens do dizer do texto também fazem parte dele e é sobre essas margens que a análise de discurso gosta de teorizar e Visa teorizar a dito isso finalizamos aqui esse nosso encontro de hoje na próxima aula eu vou apresentar algumas análises para vocês
a mobilizando aí esses conceitos fundamentais nessa teorização até a próxima