como o discurso do outro influencia o meu discurso e o meu pensamento é sobre isso que eu falo nesse vídeo Meu nome é Lucas Maciel Eu sou Professor na Universidade Federal de São Carlos no estudioso das obras do Círculo de patins há quase 20 anos nesse vídeo nós seguimos a nossa exposição do livro problemas da poética de dryer e continuamos o Capítulo 5 o discurso em dostoeps nesse vídeo nós iniciamos a Sessão 2 desse capítulo que é o discurso monológico do Herói e o discurso narrativo nas novelas de dos doentes então nessa seção 2 do
capítulo vai começar a focalizar algumas novelas tudo Soares entre as quais estão os primeiros textos que os testes que escreveu Como Gente Pobre e o duplo e mais à frente nós vamos ver no próximo vídeo memórias do subsolo que latim também aborda nessa seção 2 o discurso monológico do Herói O Discurso narrativo nas novelas de Doutor Edson nesse vídeo especificamente nós vamos falar do discurso imunológico do Herói e o discurso narrativo nós vamos deixar para o próximo vídeo ele vai falar vai focalizar aqui o batismo é focalizar aqui especialmente duas obras que são Gente Pobre
e o duplo bom o batim começa falando que a gente pobre ela é estruturada na forma epistolar isso porque a gente pobre é composta é uma novela composta pelas cartas trocadas entre os personagens principais que são marcais de rustiquinho e variam como as cartas que compõem o romance são essas cartas entre o macaco e o de ruchin o atchim vai falar que se trata por tanto de uma novela estruturada na forma epistolar e que isso seria uma variedade do que ele já havia falado anteriormente quando ele falou dos tipos de discurso na prosa do Dr
heski wisher zelang é uma espécie de narração em primeira pessoa nesse nessa novela especificamente você tem cartas justapostas do Macaco e da variênica Então nós não temos a voz de um narrador não existe a figura do narrador Então quem desempenha o papel de narração é a própria voz desses personagens por isso que ele vai falar que é uma narração em primeira pessoa já que a condução do enredo vai se dar pela voz dos personagens e aqui é importante notar um aspecto que nesse caso específico de quando eu tenho na narração em primeira pessoa a voz
do personagem a voz dos heróis que é como batim chamam os personagens principais a voz do Herói ela desempenha dois papéis ela desempenha o papel de narração e ela desempenha o papel da própria voz da personagem então eu tenho um duplo papel por isso é importante ficarmos atento já no início da Leitura dessa secessão que o bactin vai falar da narração e da autonunciação do Herói embora seja textualmente O mesmo texto o mesmo segmento textual lá do macaco ou da Valiente o que nós temos é que nesse mesmo texto você pode olhá-lo como uma narração
ou como uma alta enunciação do Herói conforme de donovativo Ou seja eu posso olhar aqui do ponto de vista da narração do ponto de vista daquilo que a personagem fala enquanto o personagem que se comunica com outros personagens então o importante observar essa distinção ele não vai se aprofundar nesse momento na narração porque ele vai deixar para fazer isso mais à frente nessa sessão desse Capítulo Mas ele já traz isso e talvez você aí na leitura possa ficar um pouco perdido ele fala o seguinte enquanto na ração a voz dos personagens ele ela aparece como
um substituto composicional do autor então a voz dos personagens enquanto narração Já que é uma narração em primeira pessoa ela seria um discurso bivocal de orientação única porque um discurso bivolcal de orientação música porque eu tenho um discurso do autor e tenho também o discurso do personagem orientados para o mesmo fim que é a orientação dada pelo autor a voz do personagem enquanto narração ela cumpre os desígnios do autor por isso é um discurso bivolcal e tem duas vozes de alto e do personagem mas ela seguem um sentido único que aquele sentido pressuposto predisposto pelo
autor orientado pelo autor para a narração se você está um pouco pedido aí no que seja um discursoivo vocal de orientação única e mais na sequência Nós já vamos falar do discurso bivocal de tipo ativo Eu recomendo que você volte ao vídeo anterior em que nós comentamos a respeito dos tipos de discursos na prosa que o batim fala a respeito desses tipos de discurso bom ele comenta aí a questão da narração mas ele não se aprofunda ele vai passar mesmo a falar é da autonunciação dos heróis a denunciação do herói no caso dessa carta das
cartas de uma cárie da farínica elas são entendidas as altenunciações dos heróis pelo batim como discursos bivocais de tipo ativo porque discursos bivocais quando a carta é de uma cara é só ele que escreve só ele que fala é o único enunciador Quando é a carta da vaginca só ela que fala só ela que escreve ela a única enunciadora Então porque chamá-lo de bivocal porque quando marcar fala quando uma cara escreve a carta dele ele sente a presença do discurso do outro para o qual ele se orienta então o discurso bivocal de te bater expressamente
a voz do outro mas que sente o tempo todo a voz do outro no seu discurso e essa presença do outro se faz é sentir no modo como ele estrutura própria alta Anunciação Então ela cria ativamente um reflexo na alta enunciação do Herói Então seja nas cartas numa Car sejam nas cartas da Vale Inca o que nós vamos perceber é que o discurso do outro ele influencia a autonunciação do Herói por isso que o batismo é classifica-los como discursos bivocais de tipo ativo bom então o que ele fez inicialmente foi se referenciar aquela classificação de
tipos de discurso da prosa a respeito das quais ele já havia falado anteriormente no início do Capítulo 5 quando ele fala dos tipos de discurso na prosa Mas agora ele vai adentrar nas análises ele vai trazer exemplos desses tipos de discurso bom E aí ele começa falando o seguinte o discurso bivocal de tio ativo como esse das cartas do Macário e das cartas da banca ele mostra uma palavra do Herói uma palavra da personagem orientada para réplica anteciável do outro o que isso quer dizer isso quer dizer que quando uma cara escreve ele vai imaginando
a resposta da variante imaginando que ela está pensando como ela pode responder aquilo como ela pode sentir aquilo a respeito do que ele tá falando e do mesmo modo a varian também a medida em que ela vai escrevendo ela vai imaginando a possível réplica anteciável do outro então as cartas por si vai dizer o batim elas já mostram essa questão do discurso de vocal de tipo porque eu oriento a minha voz para o outro e esse é um dos motivos pelos quais ele se detém Inclusive a falar de Gente Pobre porque ela mostra muito claramente
esse direcionamento da minha palavra para o outro no modo como quando eu enuncio no caso de uma carga quando ele escreve ele está sempre considerando a resposta anteciável do outro como ele imagina né antecipadamente que o outro possa vir a responder e uma Tim passa a trazer exemplos e o primeiro exemplo que ele traz é um relato de uma Card Agostinho contando que ele mora na cozinha nesse trecho específico dessa carta do macaco ele está contando buscando falar de uma maneira tendo para variante que ele mora na cozinha mas ele não quer usar uma má
impressão para ela então todas as suas palavras elas estão orientadas para recepção da varinha que ele vai imaginando como essa notícia de que ele mora na cozinha possa impactá-lo nesse momento então fica muito claro como discurso do marcar está orientado para a recepção da varímica já em outros momentos nós vamos perceber que a voz de uma cara ela se volta para a recepção de um outro um outro que o macaco é chamar de uma pessoa estranha que esse outro esse outro portador de discurso social que ele teme esse outro que vai olhar para ele que
vai julgá-lo que vai Talvez até zombada condição dele ou até mesmo ter uma piedade que ele não quer que o outro tenha dele então em outras passagens a voz do macaco de quem ela se orienta para essa pessoa estranha seja para varienca seja para pessoa estranha o que o batismo está dizendo é o discurso desse herói está voltado para o outro seja um outro imediatamente reconhecível como a variênica seja um outro mais amplo um discurso social aquele que ele percebe que o julga que diz algo sobre ele que ele tem a palavra desse homem essa
mirada para o discurso social do outro determina não apenas o estilo e o Tom do discurso de uma cardíaco mas também a própria maneira de pensar e de sentir de ver e compreender a si e ao mundo que o cego e aqui isso a meu ver faz eco com as discussões que o vagina me traz e Marxismo e filosofia da linguagem e com discussões que o batismo traz em vários dos seus textos a respeito do modo como a nossa consciência é formada pelas vozes dos outros vozes que não nos trazem apenas os elementos da língua
não nos trazem apenas palavras estruturas sintáticas regras gramaticais eles nos trazem também valores ideológicos e também na medida que se referem a nós eles vão nos constituindo então o discurso do outro é um discurso que constitui o sujeito ele o discurso do outro vai me constituindo e isso é mostrado aqui no exemplo de uma cardíaco Chiquinho ele se volta para o discurso do outro e ele sabe que esse discurso do outro acaba impactando o modo como ele mesmo se vê e o modo como ele se expressa por isso vai dizer o batim a própria orientação
do homem em relação ao discurso do outro e a consciência do outro é essencialmente o tema fundamental da sua obra de doutor e aqui eu faço uma diggressão porque no meu entendimento talvez essa seja uma das razões pelas quais o batismo se interessa tanto pela literatura Dostoiévski se nós relembrarmos que o tinha Ele gostaria de o que ele busca o que ele pretende é entender o homem a posição do homem um homem cultural e que esse homem ele se constitui na relação com os outros nessas relações com os outros são importantes os mecanismos de linguagem
entre os quais principalmente a linguagem verbal então aquilo que o outro fala que eu sou o modo como o outro se dirige a mim modo como outro fala sobre o mundo é algo que me impacta e que vai constituindo a minha consciência vai constituindo quem eu sou olhar para essas relações de linguagem para essas interações verbais essas interações discursivas é algo que interessa muito ao batim nessa busca filosófica de entender o homem pela linguagem e provavelmente no dos que ele encontrou exemplos dessas relações dialógicas que mostram como eu me constitua a partir do outro e
também o outro se constitui a partir de mim por isso ele vai dizer a própria orientação do homem em relação ao discurso do outro eu em relação ao discurso do outro e em relação a consciência do outro é o modo como outro pensa é essencialmente o tema fundamental das obras porque Como bati vai destacar o eu para si o modo como eu me vejo ele se dá no fundo do eu para o outro que é o modo como outro me vê eu sempre me constitui na relação com o outro mesmo que eu queira negar a
palavra do outro que eu quero me separada a palavra do outro que eu não aceite o modo como o outro diz que eu sou mesmo aí eu sinto a influência do outro mesmo negando essa palavra mesmo rechaçando essa palavra essa palavra deixa uma influência sobre mim porque até o negar é reconhecer aquela palavra como importante então o que o batismo está dizendo penso eu o homem se constitui na relação com os outros e nas obras dos tweeps que nós temos exemplos dessa Constituição dialógica dos homens pelo discurso dos outros e também o meu discurso que
pode impactar os outros bom uma te segue aí nas suas observações a respeito de Gente Pobre e vai dizer que a Gente Pobre é minada para o outro ainda é restrita pois o herói não é um idiota especificamente nesse trecho o batismo detalha muito que é o ideólogo mas o que é um teórico é um personagem que ele não apenas vivencia a sua vida cotidiano seus problemas cotidianos mas ele é capaz de Tercer relações geológicas dialogar de pensar sobre problemas políticos sociais econômicos éticos filosóficos mais amplos ou seja ele consegue dialogar com discurso sociais mais
amplos não no meu caso de Gente Pobre em que no entendimento do batim os personagens ainda não são ideólogos eles discutem questões do seu dia a dia mas eles ainda estão muito presos a realidade imediata que eles vivem a uma realidade é digamos mais restrita que eles vivem e eles ainda não conseguem fazer essas grandes discussões filosóficas que nós vamos ver nos grandes romances do dos troyeves que a gente castigo e meus irmãos karamazov por exemplo o Martim segue falando de Gente Pobre e nessa polêmica dessa relação do discurso do herói do discurso de uma
caixa com os outros um desses exemplos é a polêmica com um discurso social que é verbalizado na carta de uma carta especificamente por uma determinada personagem que é o discurso de não ser peso para os outros um discurso segundo qual você deve conseguir com seu próprio trabalho seu sustento para não depender dos outros e também a polêmica do macaco um capote do Gogo que nós já comentamos que o quando ele leu o capote ele se reconhece na figura do e ele nega essa personagem ele não quer se reconhecer Porque como se ali houvesse sido da
última palavra falado que ele é e aos personagens dos dentes nunca é pelo menos no entendimento latim né nunca ser dada a última palavra é sempre a possibilidade de que eles mudem Enfim então existe essa polêmica aí com determinados discursos sociais e uma que tinha vai voltar aí ao primeiro exemplo por isso que eu sempre enfatizo eu estou fazendo esses vídeos comentando o texto mas nada substitui a leitura do texto Você vai precisar voltar lá o texto ler o texto e o que importa para o primeiro exemplo porque quando uma caixa buschin ele faz um
relato né do quarto que na verdade a cozinha onde ele mora o que que acontece nesse relato que ele faz a respeito da cozinha ele não quer empregar a palavra a cozinha porque cozinha o modo como os outros falam que é para ele o termo seria quarta mas ele vai sentindo tão forte essa influência do discurso do outro no seu discurso que em algum momento ele cede ainda que brevemente um espaço para Emergência da palavra do outro para Emergência do discurso do outro no seu discurso E aí ele traz a palavra cozinha que é como
o outro ver aquilo que ele denomina quarto Então o que eu vejo um embate do discurso do macaco com os discursos alheios mas esse embate em determinado momento se intensifica tanto que ele permite que a voz do outro ela é que haja a emergência da palavra do outro no caso pela palavra cozinha na sequência o batim vai comentar um outro trecho de Gente Pobre que é um trecho em que uma carta vai falando aí sobre o fato dele ser copista e ele vai falando olha qual o problema de ser copista não é pecado copiar eu
sei que eu faço pouco copiando então ele usa três vezes a palavra duas vezes essa palavra copiar uma vez copiando mas enfim três vezes palavras semântico do copiar nessas palavras e nessas expressões nós vemos um bate de acentos um bate de orientações ideológicas porque com quanto uma carne ele está buscando se auto justificar se auto elogiar dizendo que copiar é algo pelo menos relativamente relevante ele vai sentindo a palavra do outro que desqualifica o trabalho de copista em determinado momento esse esse acento aí que nas palavras copiar e copiando É havia um embate de assentos
entre a orientação positiva do Macaco e negativa do outro determinado momento Essa disputa de acentos ela acaba emergindo Agora não só em uma palavra mas na simulação de uma frase que o outro poderia falar que é quando o [Música] cardifuskin vai trazer uma possível fala do outro então assenta alheio ele vai se fortalecendo nessas palavras copiando copiar copiar até emergir como uma voz simulada do outro que falaria ora veja ele é golpista então você vê os embates do discurso doeu como um discurso do outro no caso o embate do discurso do macaco com o discurso
do outro e a meu ver Possivelmente é isso que interessa tanto ao batim olhar como na prosa do drives que nós temos a representação de relações dialógicas comuns na vida em que o modo como o outro me vê o modo como outro fala de mim está sempre quando nesse caso Eu discordo dessa fala está sempre numa polêmica no modo como eu mesmo enuncio no modo como eu falo bom continuando o vatim vai falar que nesse discurso do macaco apenas uma carpa mas é como se eu estruturar-se nesse trecho específico da carta do macaco se estruturasse
um diálogo sem as réplicas alheias E aí inclusive o batismo faz essa simulação de um diálogo ele faz uma simulação mais longa que para o vídeo trouxe apenas um trecho então Digamos que uma carta não sou peso para ninguém como do meu próprio pão ao que o outro responderia Isso lá é pão tem hoje mas não tem amanhã e vai ver que ainda é conselho e o batismo segue simulando agora o que acontece em Gente Pobre você não tem essa voz do outro você tem só a voz do macaco que vai de fato falar não
sou o peso para ninguém como do meu próprio pão mas o que acontece é como se essa réplica do outro moldasse influenciar seu discurso do macaco levasse o macaco a falar desse modo então é o que o Watch fala é uma espécie de diálogo sem réplicas que marca polêmica do discurso do macaco com o discurso do outro exemplificando de maneira bem clara aquilo que o patins está chamando de discurso bivocal de tipo ativo que é quando eu tenho a influência do discurso do outro no meu discurso mas eu não trago necessariamente de modo explícito a
voz do outro Então o que eu tenho aqui é um fenômeno que eu tenho duas vozes a do macária do outro que se fundem na única voz que a voz do macaco é a única voz representada mais uma voz com uma tensa dissonância porque em cada palavra do macaco em cada frase do macaco É como se eu sentisse a sombra da voz do outro a influência da voz do outro e isso é muito importante latim porque no entendimento dele todas as enunciações todas as vezes que os personagens é dos traves que nos falam todas as
vezes que eu represento o pensamento dos personagens como falas todas as altenunciações dos personagens todas essas enunciações dos heróis dos que tardio podem ser convertidos em já o patinho também não Explicita o que ele imagina como das mulheres que tardio mas eu Suponho que seja aquele dos grandes romances a partir de crime castigo E aí nós poderíamos estar como os grandes romances mas também houve outros textos que não romances mas os grandes romances como crime castigo os irmãos karamaza o adolescente o idiota e os demônios bom o que importa de todo modo aqui para nós
é perceber isso que o que o batinha está destacando é que na prosa do cfs a altenunciação do herói quando herói fala ela não é uma enunciação pura que é orientada para um referente que fala só de alguma coisa é sempre uma enunciação é sempre o enunciado que sente a presença do outro e que responde a essa presença do outro ainda que não traga explicitamente a palavra do outro bom na sequência o batim passa a falar de udu ele vai falar que no duplo nós temos três linhas de orientação do golete Kim que é o
personagem principal para o outro então também está sempre olhando para o outro enquanto a gente pobre você tem uma carta falando com a variante e às vezes pensando nessa pessoa estranha que é o outro aqui no duplo você vai ver três orientações pelo menos duas para o outro uma primeira que é a simulação de independência não quer saber do que o outro pensa sobre ele e para isso ele usa a simulação ele é de que usa a simulação de diálogos tranquilizadores voltados a si mesmo então ele simulam a segunda voz que fala com ele mesmo
em um tom tranquilizador vamos lá colher de quem siga faça isso né como alguém autorizar alguém mais experiente que o pudesse tranquilizar mas isso nada mais é do que uma representação que ele está fazendo no interior da sua própria consciência uma segunda linha da orientação do desculpa do Gole é de quem para o discurso do outro é a vontade de se esconder do discurso do outro ele vai dizer olha eu vivo aqui no meu canto né então não se importa em comigo deixa eu viver a minha vida e uma terceira é a concessão ao discurso
do outro quando ele vai falar bom já que vocês acham que eu sou isso sou isso mesmo e ponto final uma aparente concordância com discurso e o Martin vai ainda comentar que dentre essas três linhas existem ainda várias sublinhas que se decompõe digamos assim a orientação do Village quem para o discurso do outro o batismo vai falar vamos observar uma dessas orientações que a da simulação da Independência quando ele é de quem procura é passar sem a voz do outro e aí o batim traz exemplos dentre os quais eu vou destacar um sendo que ainda
Estou trazendo um trecho do trecho que o battin traz tá então por exemplo nesse trecho de duplo você tem na representação da autoconsciência do personagem ele pensando consigo falando consigo mas pensando bem O que está acontecendo vamos ponderemos examinamos anda meu jovem amigo poderemos vamos poderemos anda meu jovem amigo então é essa segunda voz do golete Kim né que está falando com ele como se fosse uma terceira pessoa é o próprio golear de quem falando com si próprio tentando se incentivar tentando se tranquilizar então eu tenho de um lado a voz insegura que é a
própria do bilhete que e uma voz que ele simula para si próprio uma voz Segura uma voz que vai buscar de alguma maneira tranquilizar essa voz autorizada no entendimento da TIM e por esse modo o diálogo permite substituir esse diálogos substituir com sua própria voz a voz de outra pessoa e o que que isso também é traz de interessante para as análises do battin o fato de que esse diálogo ele nada mais é do que uma representação da consciência tudo acontece dentro da consciência do goleaching e também mostra de alguma maneira penso eu a maneira
como Nós pensamos como nós o nosso pensamento também organizamos por vezes o nosso pensamento como um diálogo em que nós conversamos com cada um conversa consigo mesmo bom de todo modo o batim vai dizer o seguinte toda a vida do goleaching se desenvolve como diálogo interior em que se observam três vozes a primeira voz que a voz própria do bolha de quem essa voz insegura Ele é uma pessoa que é sempre está atento ao que o outro fala dele é o que o outro pensa dele ele é bastante inseguro essa segunda voz que simula alguém
seguro e incentivador mas que a gente vai ver depois vai se tornar em alguém zombeteiro que vai te dar sarro do próprio guia de quem e por fim Claro a voz do outro porque a voz insegura e a voz incentivadora elas estão no interior do colégio a voz do outro também adentra o interior do goliaticinha também é dentro assalto consciência mas ela seja a voz insegura do boletim seja a voz segura ela sempre estão olhando para o outro por isso que o batismo vai dizer inclusive que aqui a gente desculpa em outubro a algo mais
complexo do que a gente pobre porque lá numa cárie existe a voz do macaco orientada para o outro e aqui orientado para o outro tem pelo menos duas vozes a voz insegura do boleto e a voz simulada a voz segura incentivadora bom então uma tinta vendo aí que o duplo você tem três vozes que a habitam a consciência do goliathing dialogo no interior dessa consciência do Olhar de quem por isso vai dizer que o duplo é a primeira confissão dramatizada na obra Então vamos olhar um pouco para essa definição porque uma confissão dramatizada na obra
de dos clientes porque você tem algo que se desenvolve no interior da Consciência do colete Kim é algo que é ele falando sobre ele é uma espécie de confissão Mas porque é dramatizada porque essa com essa autoconsciência dele ela decomposta em vozes como se fossem personagens ainda não chegaram a ser como se fossem personagens então eu tenho três vozes em diálogo no interior da consciência e na medida em que eu focalizo o que se dá no interior dessa consciência é como uma espécie de confissão em que eu me revelo por isso latim vai classificar o
lucro como uma confissão dramatizada é alguém falando sobre si é uma confissão Mas ela é dramatizada porque a autoconsciência do outro é representada por meio do diálogo de três vozes a voz insegura a voz segura e a voz do outro então o duplo nada mais é que a representação do desenvolvimento de uma autoconsciência com as vozes em diálogo inteiro esse procedimento que o batim vai inclusive entender que é próprio de todos os heróis dos treinos é a meu ver mais uma vez ela é muito representativa da própria maneira como a te entende a relação do
homem como a linguagem o fato de que a nossa consciência ela é habitada pelas vozes dos outros e pela minha voz e pela maneira como a minha voz se relaciona com as vozes dos outros o marketing segue na análise e vai dizer que depois do baile é quando o ele é de quem é posto para fora do baile essa segunda voz autossuficiente incentivadora tranquilizador ela ganha autonomia e Aí surge o duplo então digamos assim depois desse trauma que o olho ele é de quem sofre de ser expulso do bairro é essa voz essa segunda voz
de uma maneira um tanto quanto digamos fantástica ela cria vida e agora ela se torna um outro personagem agora ela é o duplo e no desenvolvimento é do duplo dessa segunda voz o Martin também vai apontar aspectos muito relevantes para que nós possamos entender também outros procedimentos que o CS que vai trazer nos seus grandes romances e outras novelas bom mas falemos então desses procedimentos que acontece inicialmente quando duplo ganha vida né quando digamos a personalidade do Macaé se desdobra ficam o macaco primeiro que é esse marcar é muito dependente da do modo como outro
ver esse macaco muito inseguro bom E aí você tem essa segunda voz incentivadora só que num primeiro momento quando duplo se apresenta quando mulher de 15 segundos se apresenta lá para o rolê de quem esse olhar de quem segundo ele é muito próximo a agulha primeiro ele se mostra como alguém seguro alguém tímido então o boné de Kim primeiro ele recebe o duplo e ele quer travar uma amizade sincera quando ele começa a falar que eles vão ser amigos e que eles vão usar de astúcia para conseguir as coisas para aborrecer as pessoas que os
aborrecem Enfim então ele com toda sinceridade acolhe esse dor só que o que acontece chega o momento em que esse duplo ele passa a se tornar zombieteiro ele passa a ironizar a sinceridade os desejos As Confissões do boletim primeiro dor e aí você vai ter ver um procedimento muito interessante que vai estar presente na prosa do CEP também depois que é o fato de que o duplo o colher de 15 segundos pega as palavras do golete em primeiro e usa elas com assento diferente muda a orientação dessas palavras então aquilo que era sério no Google
é de quem primeiro agora é irônico no gole de 15 segundos inicialmente o duplo fala como a primeira voz como essa voz dependente essa voz é muito ingênua insegura só que depois ele se torna zometer e passa a usar as próprias palavras do goliatting é que eu trouxe apenas um exemplo quando o golete 15 segundos ele fala para o golete que primeiro de uma maneira bastante irônica rindo né Nós vamos usar de astúcia usar de astúcia e astúcia é um termo que o golete Kim primeiro havia utilizado quando ele recepcionou o duplo então o que
que o duplo está fazendo Ele pega a palavra do Olhar de quem primeiro e traz essa palavra para o campo da ironia ela muda a orientação aquilo que era sério no olhar em primeiro é irônico na voz e observar ao baratinho essa transferência das palavras de uma boca para outra quando elas conservam o mesmo conteúdo mais mudam o Tom e o seu último sentido constitui o procedimento básico do dos CS que até inclusive nesse momento o próprio batim comenta embora rapidamente quando por exemplo você tem o diabo que pega as palavras e de alguma maneira
deturpa muda o acento que era mais viadado havia dado para outras palavras isso é muito comum na Praça dos termos que é quando você pega uma palavra de um personagem e ela edita ela é trazida na voz de outro personagem isso permite o quê permite que a minha ideia na voz do né E aqui Relembrando aquilo que nós já vimos em outros vídeos você vai ver a ideia não é essa abstrata mas corpo eficaz é concretizada por meio de um determinado Então não vai ser a ideia em abstrato vai ser uma ideia por meio de
uma determinada pessoa no caso da representação literário por meio de um determinado personagem Isso muda tudo porque a ideia quando ela passa por uma pessoa quando ela passa por uma personagem ela pode mudar a sua orientação pode mudar o seu sentido e esse procedimento de fazer as palavras passarem por várias bocas em que elas mudam de sentido que vai ser expressa nos grandes romances ela já e que algo que para tinha característica da polifonia ela já aparece aqui nas novelas ela já aparece aqui no duplo embora aqui a gente vai ver isso também no próximo
vídeo ainda não se caracterize a polifonia Porque vós Ainda não temos personagens pleno Valentes que dialoga impede igualdade veja que toda o desenvolvimento do duplo ele está centrado em uma única auto consciência que é autoconsciência do boletim um síntese o batim vai fechar de alguma maneira essa discussão a respeito do duplo em que ele está falando da autonunciação do personagem na auto enunciação ele falou inicialmente da organização do macária agora ele está falando da alta Anunciação do Google ele vai falar em duplo a ação não ultrapassa autoconsciência e ela vai mostrando os embates do eu
para si do modo como eu me vejo em face do eu para o outro mostrando isso que é comum ao homem eu penso assim o entendimento filosófico que o batismo tem do homem e da importância da linguagem nessa Constituição do homem que é o fato de que eu me constitui sempre levando em consideração aquilo que o outro fala sobre mim mesmo quando eu busco negar essa palavra eu não deixo de considerá-lo bom em síntese com relação a esse início da Sessão 2 do Capítulo 5 é isso eu espero que você esteja gostando dos vídeos vai
me dizendo aí nos comentários se ficou Claro se ainda há alguma dúvida se algum ponto que você gostaria que eu detalhasse mais muito obrigado por me acompanhar no vídeo até aqui Um grande abraço e até o próximo vídeo