Narrativas compartilhadas, continuando a ver o marido Luís Mascarenhas, que agora vai falar um pouco dele: competindo, logicamente, trabalhando. O Oráculo fez Boyle Grande Teatro, competindo com o grupo do José Henrique de Bola, que estava apresentando na Cruz. Mas também, como um espectador dele, esperando.
Gordô não falou da experiência; Mário é, na verdade, o professor. Assim, o Oeste é porque o pessoal eram 34 grupos, né? 10 lá de Morte e Vida Severina, depois no primeiro colegial, no segundo ou terceiro, com as peças.
E é óbvio que tinha na gente, como jovens, aquela coisa de. . .
não é bem uma rivalidade, mas é aquela coisa de um querer fazer competição, e que nem fazer melhor que o outro. É talvez por isso que a gente fez um ótimo Severina; queria fazer alguma coisa melhor, mas não ia dar. É tão importante resolver escrever uma coisa mais simples e aí, sim, tentar melhorar um pouco.
Fizemos o Oráculo, mas quando a gente fez, Oráculos eram de 45 peças. E quem foi para a final, esperando Gol? Era uma coisa muito mais simples, uma comédia, e teve todo aquele que é neto de fato, naquele comentou.
Já está link, a gente agradece. Hoje a gente sabe que ele está aí; aliás, deve estar aqui com certeza, não tenho dúvida disso. Mas, eu acho que o festival é do Getúlio; teve um divisor de águas, né?
Acho que começou com Morte e Vida Severina, que realmente foi uma coisa bem legal, mas o Esperando Gordô e Zezinho é uma coisa surreal para a época, né? Jovens como agentes, sem muita experiência, e fazer aquela peça que eles fizeram. .
. não tinha como competir com eles; não era nenhuma competição. Era uma coisa assim: a maquiagem, o texto.
A Mônica. . .
eu lembro da Mônica, Neodi, que eu lembro do Zezinho, do mundo, da gente. Mas a Mônica, gente; assim, é uma coisa que a gente. .
. e eu, vendo a memória, vem à memória a fisionomia que ela fazia, né? É o cenário que eles fizeram, uma coisa assim, que não tinha como a gente fazer competição.
Claro que a gente foi módico, ficamos em segundo lugar, mas a gente vai. A gente teve, na verdade, a gente assistiu Esperando Gol, né, no dia do festival. Eu estava na plateia, assistindo o Esperando Gol e depois o Oráculo.
Então, assim, a gente entrou a fazer o Oráculo desprendido de qualquer coisa porque a gente sabia que ia ganhar, porque não tinha mãe dele. Porque era uma coisa assim, não é uma coisa de brincar; era fora da casinha, né? É claro que a gente queria, né, sempre teve na competição.
Mas depois de ver aquela. . .
você ficava assim, olhando aquelas cenas que ele elaborou, aquele cenário, aquela maquiagem. A gente entrou, eu lembro, né? A gente fez lá a nossa concentração, mas a gente tinha a certeza, nem tinha certeza que era muito mais uma apresentação do que uma competição, porque não dá pra competir com ele.
E aí, acho que por isso que hoje, como a gente estava conversando aqui, ele tem mais de 90 peças, né? Acabou de ganhar o Bi Ferreira, que é o prêmio mais esperado de todas as pessoas que fazem direção de teatro. Ele, a Fernanda, né, que forma um quase que perfeito na questão musical, ele na direção.
Então, são essas lembranças. Tem a rivalidade? Claro que tem.
Mas a gente vê onde os executores, e saber que o Zezinho saiu daqui, saiu do Getúlio, saiu de Sorocaba, como outras pessoas. Mas, na questão do teatro, eu acho que tem bons exemplos, mas acho que um deles é assim, né? E aí, professor, só pra gente dar uma fase 1, fechou tudo isso.
Eu levei muito isso pra minha vida, né? Não só para os meus filhos, mas pra minha parte. .
. pra mim, a questão profissional. Eu sempre gostei de fazer uma atuação.
Eu brinco muito, né? Que na minha profissão hoje, eu trabalho na gestão de pessoas; até trabalho numa empresa, trabalho no Carrefour. Eu tenho 12 lojas com 65 funcionários.
Então, assim, eu também preciso fazer uma atuação em cada loja, que é fofo, né? Então aqueles momentos de sentar embaixo da árvore, declamar uma poesia, eu também às vezes me sinto fazendo isso com os meus funcionários. Hoje mesmo, uma professora me ligou com um problema que não tinha nada a ver uma coisa com a outra.
Tive que ter aquela sensibilidade de falar com carinho, como o senhor sempre falou com a gente, pra conquistar ela, para que ela pudesse voltar e continuar fazendo a atuação, o papel que ela precisa fazer na gestão de pessoas. Então, essa questão do teatro, do festival, professor, pra gente foi. .
. pra minha vida foi muito importante. E hoje mesmo eu tenho dois filhos, como eu falei, sou casado e a Ana Paula, de funcionamento, é bem.
. . disse que a mãe dela foi diretora aqui, é dada da Uniso, da antiga Facas, né?
Da faculdade de filosofia. Então, assim, é um misto de saber de querer mais. Então, estar aqui com o senhor, né?
Fazendo esse bate-papo, porque é muito gostoso, relembra muita coisa que a gente. . .
cada um de nós que estamos aqui, a gente leva esse pedacinho dos festivais pra nossa vida. E quando eu sempre. .
. tive um sonho, por pessoas que eu comentei com o senhor: eu sempre quis resgatar as equipes do Morte de Severina, né? E aí a Tânia, que também estudou com a gente no Getúlio, mas não fazia parte da.
. . ela, o Flaviano e a Adriana.
Barros começaram a montar um grupo, e foi através deste grupo de WhatsApp que eu criei coragem. Eu falei: "não, se eles criaram, também vou criar. " E nós, nem eu comecei a resgatar algumas pessoas do teatro na época da "Morte e Vida Severina", que é assim: desejo de rever aquelas pessoas.
Então, Eliane, José, julho, Manoel, Adriana. . .
enfim, tem tantas pessoas: Grilo, Marcos Grilo, o advogado, o Elton, né? Então, são pessoas com quem a gente tinha muito contato e que a gente ficou 25, 30 anos sem se falar, professor. Então, com esse resgate que a Tânia fez, eu criei coragem, encontrei, né?
A gente voltou a se falar, que nunca deixou de falar, mas de falar do teatro. Tanto é que a gente se reuniu nesta quarta vez aí, mês passado mesmo, atrasado, e eram pessoas que fazia muito tempo que a gente não se via. E assim, é uma grata lembrança, né?
Lembrados festivais, lembrado o senhor, lembrar de tudo o que a gente viveu. . .
a gente leva para as nossas vidas, que eu não tenho dúvida disso. E foi criado um grupo, que a Tânia, um Flaviano, mas alguns não. .
. e conseguiram chegar quase 100 pessoas, 86. E aí, houve um Parlamento que fez uma montagem do elenco.
E assim, foi feito um encontro de uma turma maiorquina. Isso ia também o português. E aí, professor, só pra fechar, como a gente tem essa memória, é só puxar.
Nesse encontro do Getúlio, várias pessoas. . .
porque eu estava junto tentando o senhor e declamaram as mesmas poesias, 20, 30 anos. Então, eu lembro do André, eu lembro do Flaviano, eu lembro de algumas pessoas que a gente. .
. barulhão na bagunça toda, mas chegavam até o senhor, né? E pessoas que faz tempo que não viam o senhor.
. . e aí eu tocava no assunto e as pessoas falavam, meio declamavam as mesmas poesias.
Então, isso é a vida, né, professor? Como você também. .
. quando você entrou no primeiro ano, né? Vocês falavam poemas em sala de aula, já incluído tanto pra fora.
Vai fazer o ENEM. Antes do festival, o senhor surtava alguns poemas pra gente, pra além de sala de aula: pequenos poemas ou alguns poemas, textos mais complicados. O senhor fazia a gente procurar sinônimos das palavras, e a gente tinha que trazer esse texto para a sala de aula.
E como era uma coisa declamar poesia na frente dele e de todo mundo, o senhor muitas vezes tirava a gente de sala de aula, colocava no intervalo embaixo da árvore. Então, essas pequenas ações desinibiram a gente. Por isso que a literatura, essa literatura de fantasia pra gente, é uma má literatura.
Rebuscada, contextos complicados, surdez complicavam, fez a gente ganhar força e encarou o teatro. Então, surpresa. E parou a gente em pequenos textos, em pequenos poemas.
Eu não sei se essa era sua intenção, estou imaginando agora. O senhor realmente levou a gente a poder atuar, né? Todo mundo não sabia fazer nada, e o senhor preparou a gente em sala de aula, fora da sala de aula, dando alguns poemas.
E aí sim. . .
aí o senhor viu que a gente estava mais ou menos desinibido. Aí eu fui para o plano B, que foi um dos principais. Estou pensando nisso agora, acho que foi uma tarefa da senhora.
Pode ser que alguma coisa ou outras não. A gente vai fazendo acontecer. E aí fica essa maravilha toda, a história de vocês.
. . é verdade, professora.
Muito como é. A gente tem só que agradecer, agradecer ao professor Roberto, que sempre esteve disponível com a gente nas dificuldades. É lembrar que a gente tinha 17 e 18 anos.
Então, aquelas diferenças que a gente tinha. . .
e o senhor sempre conseguiu conciliar, né? As gostosas, os nossos desafios, nossos problemas com pequenos toques, pequenos puxões de orelha. Mas isso a gente leva para o resto da vida.
Só tem a agradecer. Muito obrigado por esse momento, professor. E também por fazer parte da nossa lembrança.
Relembrar também fortalece o senhor a continuar, né? A continuar, seja na parte acadêmica, seja nesse trabalho que está fazendo. E que eu possa inspirar.
. . A gente nasce, cresce, acho que para inspirar as pessoas, né?
Eu não tenho dúvida que fará, no caso, pra mim e para outras pessoas. O senhor sempre foi motivo de inspiração, e que esse trabalho que está desenvolvendo agora também seja inspiração para outros professores, para outros trabalhos. Para que a gente possa, daqui a 10, 20, 30 anos, ter outras histórias melhores ainda, que a gente possa ainda estar compartilhando bons momentos.
Muito obrigado, Mário. Sou eu quem agradece. Deus abençoe.
Você tem muitos. . .
passar pelo seu. . .
presença, seu carinho. Obrigado pela presença. Possamos.
. . com certeza o delegado, não nativos.
Agradeço a presença do Mago e até a próxima. Obrigado.