Caros amigos, bem-vindos a mais um episódio de hoje no mundo militar. Neste vídeo falaremos sobre uma das missões mais ousadas dos últimos tempos e da unidade que a executou. A sua empresa pode estar correndo um sério risco sem você saber.
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Os links e os meios de contato estão aqui na descrição. Na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026, o mundo acordou com imagens até então impensáveis, com explosões, aviões e helicópteros voando baixo sobre Caracas, a capital da Venezuela. e com os Estados Unidos capturando o ditador Nicolás Maduro e o levando para Nova York para responder a acusações ligadas ao narcoterrorismo.
E no centro de toda essa ação aparece um nome que quase sempre vem acompanhado de silêncio, sigilo e mitologia. Refiro-me à Delta Force. Mas antes de avançarmos, é preciso deixar um ponto claro.
Muitos detalhes táticos do que aconteceu na madrugada daquele sábado continuam desconhecidos. E isso é, aliás, parte do próprio DNA desse tipo de unidade e desse tipo de missão. Mas com base naquilo que já sabemos, é possível entender como a ação decorreu em termos de arquitetura operacional, integração entre forças, domínio do espaço aéreo, guerra eletrônica, inteligência e velocidade.
Mas começando pelo básico, o que é a Delta Force? A Delta Force é um produto direto de uma ansiedade estratégica que tomou conta dos Estados Unidos a partir dos anos 70, numa era marcada pelo terrorismo internacional, sequestros e crises de reféns em todo o mundo. A inspiração veio do modelo britânico com o coronel Charles Beckwiff após servir junto ao SAS britânico, defendendo a criação de uma unidade americana com a mesma filosofia, ou seja, com uma seleção brutalmente rigorosa, equipes pequenas, autonomia e foco em contraterrorismo e resgate de reféns.
A ideia foi aprovada em 1975 e a unidade foi formalmente estabelecida em 1977 por Beckwiff e o coronel Thomas Henry. A Delta nasceu no fim dos anos 70, mas o grande divisor de águas da cultura de operações especiais dos Estados Unidos veio em 1980 com a tentativa fracassada de resgate de reféns no Irã na operação Eagle Claw. O legado do fracasso não foi só vergonha.
Foi uma reforma estrutural completa, acelerando a percepção de que os Estados Unidos precisavam de melhor planejamento conjunto, integração real entre forças, comando unificado e treinamento padronizado para operações complexas, com tudo isso afetando profundamente a Delta Force ao longo dos anos 80, servindo para moldá-la naquilo que é hoje. Sua estrutura interna, como números de membros e organograma detalhado são em grande parte classificados, mas sabemos que é composta por unidades que se complementam com elementos dedicados ao assalto em si, elementos de reconhecimento e apoio e um bloco pesado de suporte especializado, incluindo comunicações, inteligência, medicina tática e capacidades para lidar com portas, barreiras e ameaças específicas. sempre com integração com a aviação de operações especiais.
E é aí que entra outra unidade mitológica, o 160º regimento de aviação de operações especiais, mais conhecido como os Night Stalkers, uma unidade dedicada à missão de oferecer suporte de aviação por helicóptero às unidades de forças especiais do exército dos Estados Unidos, incluindo aí, é claro, a Delta Force. E como foi que tudo isso foi usado em Caracas? Segundo autoridades americanas, a missão recebeu o nome de Operation Absolute Resolve.
A operação envolveu meses de planejamento e integração com agências de inteligência. E aqui entra um componente decisivo, o controle do ambiente informacional, com fontes próximas a operação, revelando que durante meses agentes americanos acompanharam passo a passo a rotina de Maduro, com modelos em escala real do local onde ele estava, tendo sido construídos para treinar a equipe de assalto, semelhante ao que foi feito para a captura de Osama Bin Laden. Durante a ação em si, foram também tomadas medidas que revelam a atuação de agentes dentro da Venezuela como cortes de energia nas áreas alvo em Caracas.
Em termos de aviação, foram empregadas mais de 150 aeronaves que partiram de 20 bases diferentes, incluindo bombardeiros, caças de quinta geração, aeronaves de alerta aéreo, guerra eletrônica e, é claro, os helicópteros dos night stalkers, responsáveis pela inserção e extração da força especial americana. Mas antes dos helicópteros avançarem, foi a guerra eletrônica que atuou com os EA18G Growler cegando os radares e interferindo nas comunicações venezuelanas. Esse é, aliás, um elemento essencial da Delta Force, que envolve garantir que o adversário não consiga ver, perseguir ou deterrída.
A força de inserção entrou por um perfil de voo extremamente baixo sobre o mar, exatamente para reduzir a detecção, seguindo pelos vales e contornando as montanhas que cercam caracas, com imagens revelando helicópteros do tipo MH47 Shinuk e MH60 Blackhawk, além de helicópteros de ataque, provavelmente o AH1Z Viper dos Marines. Uma seleção de alvos foi atacada para paralisar a reação e impedir a coordenação como o forte Tia, a base aérea Lacarlota e o porto de Laguaíra. Tudo isso para neutralizar a capacidade da Venezuela de organizar uma resposta coerente dentro da janela crítica de ação.
Segundo as informações divulgadas, houve troca de tiro e um helicóptero teria sido atingido, mas permaneceu operacional com o presidente Trump informando que não houve mortes do lado americano, apesar de provavelmente ter havido feridos. Depois da captura, a extração seguiu um padrão clássico de missão de alto valor, com o alvo tendo sido retirado rapidamente do território inimigo, levado para o navio americano ao largo, o SS Ivjima, antes de ser transportado para os Estados Unidos. Mas então, efetivamente, como foi que a Delta Force conseguiu isso de forma tão rápida e com tanto sucesso operacional?
O sucesso foi alcançado não apenas pela Delta Force sozinha, mas graças a todo um ecossistema que, como referi aqui, envolve diversas agências e unidades especializadas, cada uma com uma missão muito específica que deve ser realizada para garantir o sucesso da missão principal, vindo daí a combinação de desabilitar as defesas aéreas por meio de guerra eletrônica, degradação de energia e comunicação e ataque a nós militares específicos, com tudo isso criando um vácuo momentâneo, onde a força de assalto pode se movimentar com mais liberdade e segurança. Uma operação assim é desenhada para ser curta, mas o presidente Trump disse que havia uma segunda onda pronta caso a situação se descontrolasse. Com relação à extração, ao levar o alvo para um navio e só depois transferi-lo para o continente americano, você reduz a chance de interceptação justamente no trecho mais crítico.
Mesmo com tudo isso, a própria imprensa ressalta que muito permanece desconhecido sobre o momento exato da captura, se houve colaboração interna e como foi obtida a localização final. E é justamente isso o que sustenta a aura da Delta Force. Pois você vê o efeito final, mas os mecanismos finos, rotas, identidades, métodos, tudo isso fica secreto.
Militarmente, a operação mostrou uma coisa com clareza. Quando os Estados Unidos decidem empregar um pacote completo com caças avançados de quinta geração, guerra eletrônica, cyberataques, espionagem, forças especiais e extração marítima, eles conseguem abrir uma janela de ação em território hostil fortemente defendido, que apesar de durar pouco, dura o suficiente para a realização da missão. Mas é sempre importante lembrar que a Delta Force não é um martelo atuando de forma independente.
É a ponta mais visível de um intrincado e complexo sistema que busca por alguns minutos tornar um adversário lento, cego e desorganizado e sair antes que ele recupere os sentidos.