Muito boa noite, muito bom dia, boa tarde a todos os alunos que assistirão a essa aula em outro horário e um boa noite mais especial aos alunos presentes, porque agora é noite. Eh, a gente vai começar a falar a respeito da TCC, porque ela realmente engloba o tema que hoje é a nossa matéria, análise do comportamento. Quando a gente vê TCC, terapia cognitivo comportamental, a terceira letra ali, aquele terceiro T, Ele tá falando de behaviorismo também, certo? Como vocês estão acostumados a ouvir as pessoas falarem, não, dentro da TCC, procura um psicólogo da TCC, eu
sou pós-graduado em TCC, minha mãe é psicóloga da TCC. Dá a entender que TCC é uma abordagem unívoca e na verdade ela não é. que fique bem claro para todos que na verdade a TCC é como se fosse um arquivo pon zip ponh de terapias tão diferentes, mas tão diferentes que chegam a ser do ponto de vista Filosófico até contraditórias. Se vocês forem conversar com um especialista cognitivista, talvez ele deteste as teorias comportamentalistas e vice-versa, na verdade, porque os princípios filosóficos dessa galera nerd, que estabelece o, de fato, os princípios filosóficos da abordagem são completamente
diferentes. A base antropológica de cada Um é diferente, a base filosófica é absolutamente diferente. Então você pode pegar dois terapeutas que fazem a TCC e ambos eh fazerem, um fazer uma coisa e outro fazer outra completamente diferente. O que a gente conhece como princípio de TCC aqui é Aon Beck, aplicando a teoria cognitiva nos pacientes vítimas de depressão, em princípio somente depressão, do hospital ou dos hospitais, não sei se eram só Onde ele trabalhava. Foi na tentativa e erro, ele viu que tratar da crença, a ideia de tratar a crença do paciente era algo absolutamente
inusitado até os anos 50, 60. Freud não tratava disso. Ele buscava a causa inicial, o evento causador inicial. Os terapeutas todos buscavam uma causa de alguma maneira. Então, às vezes eles tinham até a certa base antropológica, mas a coisa não funcionava com base na crença, Não. Inclusive, Beck, ele era terapeuta freudiano, ele era psicanalista, ele começou a brincar, entre aspas, com alguma outra coisa e ele viu aqueles doentes de depressão que estavam acamados e não tinham energia nem para sentar começarem a melhorar com base no metamodelo que ele aplicava. ele aplicava um protótipo de de
metamodelo. E paraa depressão foi-se comprovado que o aspecto cognitivo das abordagens paraa Depressão, ela é muito mais determinante paraa melhora do paciente. Ao mesmo tempo, um pouco depois que o Beck estava aplicando a terapia, que ainda só era cognitiva, não era comportamental, uns outros psicólogos e filósofos comportamentalistas estavam aplicando esse tipo de terapia comportamental que eles estavam desenvolvendo ainda. Esse livro aqui é é uma amostra disso aí, ó. Esse livro aqui é da época de quando o comportamentalismo tava nascendo como terapia. Prática da terapia comportamental. Vocês podem olhar aqui e e sentir que não tá
faltando cognitivo. Isso aqui é TCC. Isso aqui tá dentro da TCC. Nessa época não, porque o conceito de TCC, que é um guarda-chuva, é um leque de abordagens, não existia. Ele não existia. Na verdade, ele foi a junção do que o Beck pensou em em em cognitivo junto com o Volp, tantos Outros foram comportamentais. Viu-se que isso tinha uma base biológica tremenda, que isso era verificável com aparelhos. Deixou-se de depender somente do relato do paciente para saber se ele melhorou. Se você não tem nenhuma ferramenta científica, empírica, experimental, para poder saber se o paciente melhorou
ou não, você vai depender do relato dele. Só que o relato do paciente a cada hora é uma coisa. De manhã ele fala que ele tá bem, de tarde ele não tá. Então, como É que eu vou definir que terapia que é a melhor? A TCC reuniu, então, eh, ela ela tornou, ela construiu um conjunto de terapias cuja melhora pode ser medida através do quê? do comportamento objetivo da pessoa através das reações fisiológicas que ela demonstra enquanto ela está emocionada, como por exemplo, estando ansioso, o coração palpitando, a pressão mais elevada, a cor da pele
alterada. É verdade que algum terapeuta Mais antigo sabia perceber isso, só que ele não conseguiu estabelecer isso com critérios muito claros. Talvez ele entendesse como indício de alguma coisa, mas não sabia como controlar. conforme foram estudando os aspectos mais externos, mais biológicos, mais eh objetivos mesmo, conseguiram separar que tipo de abordagem que se faz que as pessoas melhoram. Quando o Volp começou a aplicar as técnicas dele e as pessoas Melhoravam do dia paraa noite, da água pro vinho assim, em um minuto tava tudo trocado, ele não sabia porque funcionava. Era dedução também, às vezes indução,
mas tentativa e erro. A partir de 1992, os neurologistas, os fisiologistas descobriram que essas terapias, as cognitivas e comportamentais, quando eram aplicadas em alguém ao longo de dois meses, tudo bem que tem o tempo, ele é muito Variado, mas dois meses é um número seguro para ver diferença, né? Através de exames de imagem do encéfalo e do comportamento do encéfalo, eles descobriram que submeter-se às terapias cognitivas e comportamentais altera o cérebro de uma maneira que é verificável no exame. Altera fisicamente. Por mais que isso possa parecer absurdo para alguns ou possa parecer, ah, não, Mário
vai falar isso de novo, porque eu já falei em outras Aulas sobre isso, faz muito sentido que vocês considerem que uma pessoa que seja muito ansiosa, o que que é ansiedade? É amídala agindo. A grossíssima, é mais do que isso, claro, mas a grossíssima moda é uma ação da amídala. Se eu permaneço ansioso por muito tempo hoje, muito tempo amanhã, muito tempo depois de amanhã e todo dia ansioso, cada vez mais ansioso, na minha mídala vai haver uma espécie de, entre aspas, Tá? Porque isso aqui é totalmente reversível, uma espécie de sequela. Não é que
ela vai ficar machucada, mas ela ficou hiperativada. Tanto que eu usei, tanto que eu enviei energia elétrica ali através do meu comportamento, que ela foi ficando maior. E como naquela aula ao vivo, há duas, há três semanas atrás, eu, que que hora que eu ia comentar desse ponto? esqueci, deu um branquinho. Eu comentei Com vocês que ah sim que o o organismo humano ele privilegia os comportamentos que você tem, ou seja, o seu cérebro ele começa a acreditar e privilegia tudo que você faz, tudo que você acredita. Eu dei o exemplo do piano. No primeiro
dia é um tormento eu lembrar que do ré, mi para eu tocar o fá, eu tenho que usar o polegar. Como é que eu faço isso? Eu vio a mão assim, porque o fá vem depois do ré, mi. Que que eu faço agora? Eu descobro o melhor jeito, o professor me Ensina o melhor jeito de passar o polegar por baixo, certo? Mas isso depende de tanto esforço de mim que chega até a doer nos primeiro exercício, porque você vai deixar a mão toda dura. Você não sabe se você levanta o braço assim para passar o
dedo por trás, não sabe se você abaixa, se você vira a mão por cima. Depois você entende. Não, não. O dedo ele fica relaxado, ele passa por baixo e você tensiona só na hora de usar. Você vai Começar a se livrar da dor de tantas vezes que você repetiu. Uma semana repetindo isso você faz até dormindo. Você faz até de costa, você faz até debaixo d'água. Não é somente você aprendeu. Os caminhos neurais viabilizaram esse comportamento para você de modo que você foi refinando. Se você tivesse feito essa passagem de polegar de um jeito todo
troncho, todo torto, e alguém tivesse falado: "Boa, garoto, é isso, faz outra vez". Perfeito, é assim que a gente faz. Ele ia ficar insistindo nesse comportamento, ia ficar mais fácil para ele, só que assim, ele não ia conseguir tocar nenhuma peça que fosse minimamente complexa, porque esse movimento que ensinaram para ele que é o certo, que ele fez e reforçaram, voa, faz de novo. É isso aí. Tanto que ele reforçou que esse é o único que ele consegue fazer, vai dar um trabalhão para ele aprender outro. Então, como conclusão disso, a gente pode dizer que
o cérebro privilegia aquelas coisas que você mostra para ele que são importantes. E se você dispara ou permite sua amídula disparar várias vezes, o que é que seu cérebro entende? Cara, esse esse meu dono aqui, ele tá numa situação que é absolutamente perigosa. Qual que é a função da mídala quando ela dispara? Aumentar a probabilidade daquela pessoa sobreviver. Nesse momento ela só serve para isso. Se Você ativa ela, ativa ela de novo. E você pode ativar por pensamentos, você pode ativar por evitação, você pode ativar, você tem, sei lá, você tem 10 anos de idade,
tá indo na escola sofrendo bullying, você ativa ela toda hora que você sofre bullying de novo. De modo que, ó, segunda-feira não tinha bullying nenhum, você entrava cantarulando, brincava, dava um tapinho no outro aqui, todo feliz. Na terça o bullying começou, você ainda não Entendeu. Na quarta ele se repetiu. Na quinta você já entra ansioso. Você vê o portão da escola e já dá vontade de cagar. Não é nada difícil de entender isso aqui. Esse comportamento vai ser mantido várias e várias vezes. Ou seja, vai à mídala de novo, vai a mí amídala de novo.
Se você não faz nada para sinalizar pra sua mídala, que calma, é só pessoas brincando ou calma, isso aqui não é o fim do mundo. E você ainda Reforça com outros pensamentos, você reforça um comportamento amidalar que nem é seu, é da sua amídala. O que que ela entende? Então, a mída, ela tá preparada para te ajudar a operar, na verdade, o cérebro, de modo geral, para te ajudar a operar em um contexto, eh, em um ambiente que não é o nosso. O nosso cérebro, ele não se adaptou à modernidade. O nosso cérebro, ele quer
água, ele quer ouvir rio, ele quer Passarinho, ele quer terra, ele quer mato. A sociedade é uma coisa, isso aqui não é filosofia, tá? Se vocês quiserem conversar mais sobre isso, que não é tema da nossa aula, uma cidade que você não tem espaço para andar, onde tudo é perigoso, tal, ele ele ele ele fica doidaço, ele começa a privilegiar comportamentos doentios. O nosso cérebro não foi feito paraa sociedade. Sei lá, se daqui a 1 milhão de anos para ele começa a fazer sentido e a galera começa A ficar menos ansiosa porque acostuma ficar preso
no trânsito, acostuma viver num cubículo que você não pode abrir o braço porque não cabe. Tudo isso aqui é de certo modo depressor, certo? Então, eh, se você ativa sua mídala várias vezes por causa do bullying, ah, eu tive, levei um susto de um assalto na rua de baixo, agora eu vou parar de ir na rua de baixo. Se você começar a evitar ir na rua de baixo, você vai Começar a evitar de ir na rua de cima também e daqui a pouco vai evitar sair de casa. E daqui a pouco só vai sair de
casa quando for obrigado. Tipo assim, quando for no hospital, numa consulta e quando for no mercado, mas se tiver alguém para no meu lugar, eu delego. Aí você delega, não sai mais de casa. É muito fácil acontecer isso, porque você passa a ser, entre aspas, oprimido pela sua própria mídala. E se você é oprimido, né, por ela, em um momento em Que ela toca e você fica ansioso e você não adota nenhum comportamento para provar para ela que o seu contexto é tranquilo, ela acredita nisso. E se ela acredita nisso, ela vai querer agir cada
vez mais, porque ela tá entendendo que isso que você tá sofrendo é terrível. e ela percebe que as coisas terríveis estão se avolumando, ainda que não esteja acontecendo nada, certo? É por essas e outras que a TCC, o brigadeorismo, como Terapia vem a ser a favorita dos artigos científicos, porque ela tem base na biologia. Dá para você deduzir ou até comprovar que uma pessoa melhorou da ansiedade dela ou não sem conversar com ela. Dá para você deduzir analisando o cérebro dela no exame de imagem. Pega a mí amídala. Dia 1 de janeiro, a mí amídala
tava assim. Dia 4 de abril a amídala já tava enchadaça. Por que que essa mí amídala tá assim? Vamos fazer TCC. Vamos Fazer exposição. Bota na máquina. Alguém falou alguma coisa comigo? Beleza. O Valden tá com o fone ligado. Até bom se puder desligar. Ah, já desligou. Tava aquele ruído era dele ali. Foi mal. Desculpa. Tá tranquilo, tranquilo. Eu vou mutar todo mundo que que tá aberto. Beleza, agora tá resolvido. Então não dá para para dizer que as outras terapias não funcionem, mas elas não trazem esse grau de Certeza. Elas ficam muito pela subjetividade, pela
filosofia. A TCC não. Quanto mais biológico, melhor. E é por isso que quem faz a TCC e mais ainda quem foca muito no behaviorismo, na análise do comportamento, que é o nosso tema, dá para dizer que faz uma terapia baseada em evidências. Se você tá ligado a TCC, você pode escolher. Chega um paciente seu com transtorno estress póst-traumático. Você pode abrir o lex De artigos científicos e de técnicas destinadas a isso. Você pode escolher qual que é a melhor. Você leu os estudos ali, ó, isso aqui parece mais com o caso dele. Eu já sei
qual terapia provavelmente é a mais recomendada pro caso dele. Você já começa por aí, você já começa do atalho. Mas eu não quero usar isso, quero usar outra coisa, quero misturar. Problema é seu, mas você tem respaldo para isso. Agora, se você for Pensar em psicanálise, que tipo de pergunta, que tipo de técnica você vai fazer com essa pessoa com com transtorno est pós-traumático para descobrir qual foi o evento causador inicial? É um negócio absolutamente inverificável. Mas vai ficar tentando, tentando e a terapia vai durar dois, tr anos, talvez melhor, talvez não. Alguém, isso foi
uma introdução. Eh, o, então o behaviorismo ele vai Andar de braços dados com a a biologia, com a neurobiologia dos transtornos mentais. Se você não tá buscando evento causador inicial, se você consegue entender que a o que a gente chama de doença, na verdade, é um conjunto de comportamentos e que você pode interferir nos comportamentos um de cada vez. E através dessa melhora, você vai convencendo o cérebro que tá tudo bem, que não é bem assim como você tá pensando. Você mete um cognitivo Comportamental, a pessoa vai melhorando, melhorando, melhorando, melhorando. Isso é aferível com
o instrumento também. Não basta só, aliás, você não tá preso fadado a confiar no relato da pessoa. Até porque que que adianta? Isso aqui é a minha opinião, tá? Esquece a parte científica. Agora sou eu falando mesmo. O relato das pessoas. Quantos coachings formados em psiquiatria católicos vocês veem no Instagram que aparecem, ensinam uma Técnica como, por exemplo, um foi consultado sobre tenho vergonha de andar na rua, eu tenho certa fobia social, doutor, o que que eu faço? Vocês já sabem, vocês devem lembrar qual foi a resposta de um médico famoso, né? Vai na rua,
caga nas calças e fica lá. Claro que ele falou para mitar, falou para vender. Nossa, como ela é incrível, como ela é modern, como el como ele é pra frente. Olha que ideia Maravilhosa. Eu não duvido nada que esse cara até sem fazer ele tenha agradecido, falando que já melhorou só pela atenção. Ou seja, esses relatos eles são assim totalmente móveis. a pessoa agradece porque ela quer agradecer, que ela tá sentindo o dia. Agora com a nossa abordagem aqui não dá para ferir. Inclusive é recomendável que o paciente faça um relatório diário, porque a terapia,
depois que você explica para ele como funciona o Cérebro, eh, o paciente de TCC, quem faz a terapia nele é ele mesmo. Se você instruir bonitinho, ele vai passar assim, ó, 15 dias fazendo terapia sozinho, depois ele volta para ver o que que deu certo, o que que não deu, o que que vai reformar. Então sim, nós estamos, a nossa fonte de pesquisa está na biologia, tá na neurobiologia, tá na sociologia também, querendo ou não. Então, das abordagens terapêuticas, A TCC é a mais é a que está mais pronta, mais aberta ao diálogo com todas
as outras disciplinas. O que vier para ela serve, porque ele bota na máquina, vê isso aqui, diminuiu a a frequência da reação amidal, ela diminui. Então, fica repetindo isso aí, não importa o que, gente, fica repetindo porque ela vai parar. É assim que trabalha. De certo modo, entende o ser humano como uma máquina, mas a gente é querendo ou não. Certo? Alguém tem algum comentário, Alguma observação? Por favor, faça 5 4 3 2 eu lembro a lido alguns relatos de caso criminal de criança que foi abusag e me lembrou basicamente essa parte de dessa ativação
da amiga constante que você tinha falado que uma criança sofre bullying acaba pegando dando na calça, coisa que ocorre em criança que abusada em casa, quando pago leva para um passeio. vai sabe para um parque de inversão, aí Volta para casa, a criança começa a vomitar, começa pernear, começa a escagar toda e não consegue volcar, acha que o pai acha que tá doente, mas na verdade não, por causa de alguém em casa que tá abusando dessa criança, só que o pai não sabe, né? Mas tem esse sinal visível. Perfeito. É bem por aí mesmo, por
aí mesmo. E é extremamente importante lembrar que o nosso comportamento, principalmente aquilo que a gente faz no Momento em que a gente tá sofrendo alguma coisa que seja ansiedade, o que a gente faz agora, nesse momento, sofrendo ansiedade é determinante sobre essa ansiedade vai voltar pior depois, ela vai voltar melhor depois, ela pode desaparecer agora. O jeito que você lida com ela enquanto ela acontece é determinante. É tão determinante pros sintomas endouros, pra piora ou pro pra remissão, quanto para a fisiologia do cérebro. Caso Alguém não tenha entendido. Quando você, eu vou ter que falar
do jeito mais popular possível para ser rápido, para ser breve. Quando você usa uma parte do cérebro por um comportamento que seja de fuga porque eu tô ansioso, porque tão me olhando, eu tenho vergonha, você eh eletrifica, você acende, você literalmente acende uma parte do cérebro e a outra que seria a do do enfrentamento do do comportamento de estão olhando, mas e daí? Que que tem Para ser olhado? Que que eles podem fazer comigo? Esse comportamento de pergunta, se você começar a fazer, você deseletrifica aquele que tá mandando você correr e liga o outro. E
se você forçar isso várias vezes seguidas, várias vezes seguidas, [Música] a região da ansiedade, ela não vai mais ser ativada raramente. E aí ela começa o quê? Começa a desinchar. Bota na máquina, você vai ver que deu certo. Então é assim que é que dá para se aferir que a TCC modifica o cérebro na prática. Eh, se você pegar, se você for analisar a imagem de um cérebro de alguém que, sei lá, foi refugiado de refugiado, não digo soldado de guerra, veterano, e analisar o o comportamento elétrico daquele cérebro, tá uma anarquia. E aí o
o Salve, o Braul podia perguntar para mim: "Mas em que ponto é uma anarquia?" Você quer dizer o quê? campo que fica Aqui, foi para lá, tipo, ficou foi uma mistura, foi uma bom, tá tudo no lugar, só que foi tão usada uma parte, tão deixada de usar outra parte que uma cresceu, outra diminuiu e aí você coloca imagens para ele assistir, eh, conversa com ele sobre algumas coisas, o negócio funciona totalmente diferente do comportamento elétrico, é totalmente diferente de uma pessoa que não que não é refugiada de guerra, que não lutou, que não é
veterano, que não é nada. E a Segunda Guerra, de fato, foi uma ocasião muito interessante para pra gente desenvolver essas técnicas cognitivas e comportamentais. Quando o Volp escreveu esse livro, ele via que dava certo para caramba, mas ele não tinha a menor ideia do porque funcionava. Foi tentativa e erro. A partir de 92, a gente conseguiu entender muito melhor e comprovar empiricamente porque que esse trep funciona. Alguma pergunta, alguma consideração? Faça Agora. Cinco. Pode levantar a mãozinha, abrir o microfone e escrever. 4 3 É por isso que em filme de guerra quando tem veterano, ele
vai numa Mas acho que é como o primeiro filme do Rambble, não sei se você já assistiu, quando ele vai pra delegacia ele começa a ficar todo maluco porque ele vê pessoas armadas, ele vê uma pessoa com uma navalha engorras a barba dele, ele pensa que ele quer aquele flashback de alguém torcurando ele na guerra do Vietan, ele começa descer o cacetin em todo mundo e foge da delegacia. Aí começa a história do Rambo, todo mundo persegue ele porque pensa que ele vai matar outras pessoas, mas na verdade ele tá se defendendo. Como ele pensa
que que essa defesa, só que na verdade não é uma defesa. Perfeito. É uma mídala super ativada, ela começa a ver problema, ela começa a ver ameaça até onde não tinha antes. Então uma criança que começa a sofrer Bullying na escola hoje, amanhã, tá um mês passando por isso, fora da escola, ela ela se sente melhor? Até que sim, mas pode observar com o tempo qualquer pessoa que, ou melhor, a tolerância dela a pessoas estranhas perto dela vai diminuindo. Ela não quer entrar na loja porque tem três pessoas, depois ela não quer entrar na loja
porque tem alguém, depois ela não quer mais entrar em loja nenhuma, depois ela só corre pro Carro. Ela vai ficando cada vez eh menos discriminativa do que é perigo, do que não é, de onde vai vir o bullying. Ela nem entende por no começo ela entendia. Não, quem me quem tô na sala de aula tem 30 alunos em volta de mim. E quem comete bullying só esse e aquele. Ela começa a evitar só esses, mas depois ela cria motivos para evitar mais 10, depois mais 20. Rapidinho ela tá evitando quase todo qualquer ser humano. É
muito rápido esse processo. E Como que isso se dá? através de reforço, reforço e reforço e reforço e reforço. Por essas e outras, a a abordagem de reviorista, ela se encaixa em absolutamente qualquer transtorno psiquiátrico. Qualquer coisa que você puxar do DSM, eu não vou dizer que ele vai curar qualquer coisa, porque tem muita coisa que é incurável, certo? Mas entrando como como intervenção terapêutica, pode melhorar praticamente qualquer caso, incluindo a Esquizofrenia. Por quê? Não é porque é uma pessoa esquizofrênica. e passa por vários momentos psicóticos que ela não comete comportamentos que fazem piorar a
a coisa dela. Você pode ensinar várias coisas para ela fazer quando ela percebe que a coisa tá começando, várias coisas para ela fazer depois que a coisa terminou e que vai melhorar a vida dela. Agora, o que que é interessante em, na verdade que eu vou falar, eu falo desde a primeira aula, Mas agora vai ficar mais claro ainda, em birejviorismo não faz sentido se falar de depressão, não faz sentido falar de ansiedade, não faz sentido falar de esquizofrena, não faz sentido falar de nada, porque o behaviorismo é a abordagem do comportamento. Se eu sou
um terapeuta behaviorista, recebo um cliente novo, ele senta na minha frente, eu pergunto: "Pois não, o que te traz aqui?" Ele fala: "Depressão". Claro, como eu sou um ser humano, eu tenho ideia do tipo de coisa, do estilo de coisa que ele vai falar para mim que tá acontecendo, mas eu não tenho certeza de nada. A depressão pro behaviorista não existe. Não é porque ele não nega, é porque ele não tem ferramentas para lidar com uma palavra. Depressão é só uma palavra. Depressão não existe. O que que é a depressão? é um conjunto de comportamentos
e de sintomas que, dependendo da frequência e Da intensidade com que acontecem, mereceram o nome. Para que que existe o nome? Para um psiquiatra falar com o outro rápido, outro entender que tipo de coisa ele tá falando. Tanto que em princípio aparece o termo depressão. Depois, sei lá quanto, um ano, dois depois, já chamos. Pode ficar com a mãozinha em pé aí. Depois de algum tempo, a palavra depressão, junto à palavra depressão, é acrescido algumas outras coisas. Depressão ansiosa, depressão refratária, depressão, isso, depressão, aquilo. Por que que os nomes são utilizados para facilitar, para discriminar
para o médico que tipo de tratamento ele vai aplicar ali, mas não pode se confundir o nome da doença com a própria doença, porque o que faz a gente conhecer a a doença é o comportamento da pessoa. Então, se eu sou brivorista, a Pessoa fala para mim: "Eu tenho depressão." O que é que eu pergunto para ela? Como anda a sua depressão? O que é a sua depressão? Ela não vai saber responder isso. Eu pergunto: "O que tá acontecendo com você?" Um outro jeito de perguntar isso, como é que você sabe que você tá com
depressão? O que que acontece em você? Em que lugar do dia? Onde é que você tá que você sente uma coisa que você que você chama de depressão? E aí sim ela Vai começar a falar para mim: "Ah, porque eu fico na cama mais do que eu devia. Ah, o meu sono tá comprometido. Até quando eu durmo é difícil eu durmo, mas quando eu durmo eu acordo cansada. Meus pensamentos dizem que eu sou burra, que eu não sirvo para mais nada, que eu tô cada vez mais feia, eu não consigo ver perspectiva de futuro. Percebam,
tudo que ela fala pra gente é comportamento. A palavra depressão não Diz nada. Não diz nada. Talvez eu não encontre dois depressivos no mundo que tenham a mesma depressão. Só se eu afastar muito assim a a o o a lupa, eu vou achar os dois parecidos. Mas se eu aproximar, aproximar, aproximar, um tem na cama, outro tem fora. Um chora, o outro até que vive alegre. E tudo isso pra gente importa. Como behavioristas que somos, trataremos o Quê? De cada comportamento em separado. Eu tenho alguma ferramenta para fazer ela ter mais sono? Por acaso ela
não tá desempenhando comportamentos que comprometem o sono dela? Aí eu entendo o que que ela tá fazendo para aquilo acontecer e a gente vai e ataca só essa coisa. E a e a depressão, dando essa depressão, a gente vai comer os comportamentos aqui, ó, um em cada canto e de repente a depressão desaparece. Inclusive, a melhor Abordagem que cientificamente a gente pode dizer que existe para depressão é a TCC. Fazendo o quê? Isso. Behaviorismo, basicamente. E a gente vai mergulhar, na aula de hoje, vai mergulhar muito mais no bevorismo para depressão, para várias outras coisas.
Como que isso funciona? Manda Valderan. Tá fechado seu microfone. Pronto. Eh, uma dúvida, qual é a diferença? Não, a relação de análise do eh do comportamento e o TCC eh é a mesma Coisa ou são abordagens diferentes? Não. Ó, como o TCC é terapia cognitivo comportamental, na verdade a TCC é uma pasta de várias abordagens, de várias terapias juntas. Mas ela não é uma terapia, ela é muitas, ela é muitas. Você pode se especializar em uma, duas ou três, em cinco, em 15, aplicar o que você quiser, mas ela é uma pasta, ela não é
uma uma proposta terapêutica unívoca baseada no mesmo princípio epistemológico, não é um monte de coisa. Você pode pegar três TCs e um é muito divergente do outro na prática. A verdade é que cada, eu acho que a tendência eh dessa divergência é ficar cada vez menor, porque a ciência avança e a TC só cresce com a ciência. Você pode falar de uma terapia freudiana, mas você não pode falar de uma terapia skinneriana. Skinner entendeu como as coisas funcionaram, meio que assim, propôs uma fórmula matemática que funciona pro básico e morreu. Ele não Fez uma terapia
esquineriana, ele ele propôs um jeito de pensar. Tudo que vier depois, 100 anos depois e se enquadrar nisso, entra nisso aí e e e modifica o gente fazer terapia. Talvez Skinner nem reconhecesse um milhão das coisas que a gente faz hoje, baseado nas coisas que ele falou. a gente aproveitou, atualizou com base na no no nos artigos mais recentes e ficou usando. É só um princípio. Então você perguntou se existe diferença entre TCC e behaviorismo. Não, o behaviorismo ele tá contido na TCC. Um TCC pode ser beviorista e pode não ser. Beleza? Deu para entender?
Compreendi. Sim. Obrigado. Dout. Ana. Tem alguma coisa a acrescentar? Se não tiver, não precisa nem falar que eu ela fechou o microfone. Então, em princípio, ela não tem. E também acho que ela entrou agora. Eu acabei de perceber que ela tá por aqui. Braulho, quer falar? Pode falar. Hum. Eu lembrei Uma coisa que queria perguntar. A gente tá falando de depressão, né? Eu vi uma notícia esses dias. Eh, eu até procurei aqui, é que só tinha lido a o título. Até queria entender, não sei se faz muito bem a parte aqui para pra aula, mas
às vezes comentar. Bora tem uma, é uma holandesa de 28 anos, ela escolheu eutanásia devido a problemas de saúde mental intratáveis. Eu vi que ela tinha foi diagnosticada com depressão, autismo e Transtornos de personalidade limítrofe, também conhecido como síndrome de bline, caracterizado por extrema instabilidade. É possível que tenha um caso que é intratável, assim, um caso muito extremo assim, que pelo pelo menos parece o dela assim, né? É difícil saber, né? É, é só por notícia, né? Mas é, não sei se existe essa possibilidade de ser uma coisa tão intratável assim. Sabe qual que é
a dificuldade de responder sua pergunta? Ela fez todas as Terapias que existem. Se ela fez, a gente pode dizer, por enquanto é intratável, mas ela não fez porque isso é impossível. Então é difícil responder essa pergunta. O que dá para responder, sem dúvida nenhuma, que é intratável, é aquela pessoa que sofre um acidente e perde metade do cérebro. Aí você pode esquecer, tá fisicamente já, né? Tá fisicamente comprometido, né? absoluta de que aquilo não volta. Porém, Se você voltar algumas décadas, já não é bem assim. Porque, por exemplo, se hoje alguns neurônios morrem e você
não fica sem a função daqueles neurônios que morrem, uma outra região cerebral toma o lugar daquilo e empresta os neurônios para aquela função. Isso hoje a gente sabe, mas acho que há 50 anos atrás ninguém ia fazer ideia disso. Então, o conceito de incurável, intratável antes ele era ele era ele era mais amplo. Hoje as coisas São menos intratáveis. Talvez algum dia seja mais ainda, não sei. Vai depender da nossa. Será que a gente desenvolve aparelhos que conseguem? Não sei. Uhum. Já tem tanta coisa, então é muito difícil falar. Existe alguma, o caso dela é
intrratável. Difícil. Por acaso a Dra. Ja. Eu também duvidei. Falei, eu pensei, eu também ah, eu não, eu também achei estranho assim. Pensei, não é possível que não tentou tudo, sabe? Eu também Fiquei meio assim, é humana, vai escolher. vão me matar praticamente. Na verdade, a gente tá falando ali conclusão científica, pelo que você me falou, a gente tá falando da da visão que essa menina tinha, que essa pessoa tinha. Isso é a opinião dela como ó, ela falou assim: "Os médicos me disseram, opa, desculpa, se eu for num terapeuta ruim porque eu tenho ansiedade
e eu desisti da terapia, aí eu dou uma Entrevista e colocam lá e jovem paulistano e tem doença incurável, intratável e resolve se matar, né? É, ela falou aqui, agora eu vi aqui, os médicos me disseram que não há mais nada que poderiam fazer. sempre fui muito clara que se não melhorar esta seria uma opção. Tipo, foi uma coisa muito, então acho que até é médico, de repente quem tratou ela às vezes de alguma forma, às vezes até tratou de forma errada, né? Às vezes chegou assim: "Ah, Não sei o que fazer". De repente da
pessoa, pô, não sabe o que fazer, então pode ser, né? Vai saber o que aconteceu, né? Chegar numa conclusão dessa. Pode ser. Doutora Jaqueline, tem você tem algum modo de responder essa pergunta dele diferente do meu? Ô Mário, eh, eu acho que a questão aí não é ser intratável e sim incurável, porque são condições que dá para tratar e vai ter um resultado parcial se fizer um tratamento adequado. Eh, mas até hoje de fato se se estão certos esses diagnósticos aí, o que eu acho duvidoso, né, no mínimo essa história de autismo junto com borderline,
eh tem tem pouco resultado, mas algum resultado tem. Só que eh até essa história, né, de promover eutanásia vai junto com a coisa de querer atenção, porque não é só uma suicida, eh, tem que virar um mártir da Propaganda da eutanásia, né? Então, então não acho possível que tenha feito tudo que tem disponível. Eh, e vamos ver essas, eu tenho a impressão que o fato de se noticiar isso é mais pra gente, pra gente ter uma posição, é mais uma questão dessa agenda a favor da eutanásia do que alguma coisa. de fato relacionada à pessoa
essa que escolheu, porque eh borderline com Pensamento suicida, isso aí se vê todo dia, né? E nem por isso vira notícia. Então eu que esse caso teve demais. Oi? Que que esse caso teve demais? Nada. Pois é, não vejo nada demais. É, então, então o que eu penso quando vejo é isso aí que é não e bem isso acho que assim que nem lá na Holanda, né, permitido parece que tá nazio, né? Então acho que ela ficou, acho que ela viu isso talvez, né, Mentalmente, pô, viu uma possibilidade, fixou às vezes aquilo na cabeça e
acho que aquilo se resolve, né, vendo acho que outros casos, sei lá, né? Pode ser que empurrou para isso, né? Aí nada funciona. Às vezes a pessoa faz tratamento e fica na cabeça, acho, né? Ah, etanásia, ah, não sei o quê, com essa propaganda, né? Por isso, sei lá. Pensei agora que você falou isso. Pode ser até isso, né? Todo dia alguém se mata e não vira notícia, Né? É, sim, sim. E os médicos disseram: "Pro caso dela, pro seu caso, eu não tenho solução." Pera aí, mas a gente tá falando de três psicopatologias, tá
bom? Não tem solução. Para qual? Paraas três. Difícil falar isso aí. Talvez para uma tenha, para duas não. A notícia já mudaria por causa disso. Então tá muito tautológico esse negócio aí. Tá cheio de de de lacuna. Não dá para falar nada a respeito dessa notícia. Só dá para Desconfiar door político, da intenção política por trás dela. É mesmo. Bem isso, né? Beleza. Então, como como behavioristas, a gente vai tratar tudo como comportamento. E o que que é comportamento pro behaviorista? Tudo que um organismo faz, tudo é comportamento. Se você é um bevorista, tudo, absolutamente
tudo é comportamento. Isso aqui é comportamento. Isso aqui é comportamento. Dar aula é comportamento. Sentar nessa cadeira é comportamento. Virar pro lado é comportamento. Agora eu vou pensar, ó, em cinco frutas. Eu tive cinco comportamentos. Pensar também é comportamento, tá? Então existe aquele comportamento, isso aqui é termo técnico que eu vou aplicar, tá? Existe aquele comportamento que é público ou objetivo, ou seja, qualquer comportamento que eu tenho que qualquer pessoa pode conhecer, qualquer coisa que eu faça alguém ver e aqueles comportamentos que são os Privados. O que é um comportamento privado? É o que você
pensa quando você, o pensamento é um comportamento privado. Pensar também é se também é se eh se comportar também é comportamento. E pensar mal a respeito de si mesmo, pensar que você pode morrer amanhã no acidente também são comportamentos que também vão modelar o seu cérebro fisicamente. Pensar é modificar o cérebro de alguma maneira o tempo todo, pelo menos ter dar essa oportunidade Para ele. E se você pensa merda, ele vai acreditar que você tá na merda e vai procurar cada vez mais eh privilegiar e te recompensar imediatamente. Quando você comete comportamentos de esquiva, quando
você pensa merda, qual que é qual que é a função desse comportamento? Todo comportamento tem função. Qual é a função de pensar merda? Pode ser muitas. Pode ser, ó, será que eu não tenho que me afastar da minha casa pelo bem dos Meus filhos? Já que eu sou uma merda, já que eu não me controlo, ou eu tô pensando eu sou uma bosta mesmo, né? Por que que eu tô pensando? Para tentar deixar de ser. Eu tenho interesse em progredir. O pensamento é ruim, o estado que eu fico é ruim, mas a intenção é boa.
Porém, só a intenção não resolve a coisa. O problema é o comportamento. Fica pensando que você é um bosta, que você não aprende, que você não serve para nada, que daqui a pouco, quando Você for tentar fazer alguma coisa, aprender uma coisa nova, sua vida ela dispara e você não aguenta. E por que que ela vai disparar? Porque você convenceu ela de que você não serve para nada. Então, ela não quer nem perder tempo. Além de não querer perder tempo, ela já vai entender que aquilo ali é perigoso. Mas eu não vejo lógica nisso. Você
não vê, mas do jeito que você pensou por dois, 3, 4 meses, construiu-se uma lógica biológica aí na Coisa. Então, a gente vai interferir sim, o ansioso tem o comportamento de ansioso, o depressivo tem comportamento depressivo, o esquizofrênico tem comportamento esquizofrênico, pronto, acabou. E o autista tem comportamento de autista. Qual que é a terapia mais recomendada ou mais recomendável para autismo? Aba. É isso também. Você sempre vai cair aqui. Sempre vai cair aqui. Salve, você queria fazer alguma consideração? Seu microfone tá fechado. Beleza. Manda. Mário. Deixa eu te fazer uma pergunta. Eu tenho um meu
netinho, ele vai fazer quatro aninhos e ele antes de nascer, a minha nora, quando começava, ela faz bolo, sabe? É quando ela ligava batedeira, essas coisas assim, ele ficava quietinho, ficava quietinho. Se ele tava se mexendo, por exemplo, assim, né? Ele ficava quietinho e ele nasceu, ele tá com vai fazer quatro anistas e ele agora ele qualquer coisa que faça barulho, ele Fecha o vidinho e sai de perto, né? Sai de perto, ele diz: "Não gosto de barul". E também você veja bem que ele agora que ele conseguiu ir no banheiro e e fazer as
necessidades dele, né? Agora que ele conseguiu, quando pequenininho que ele começou a a fazer xixi, ele só fazia na fralda e ele crescendo dois aninhos, eh, até três aninhos, né, ele não ia. E daí ele começou a ir no banheiro por etapa, né, fazer o xixi. Daí para fazer daí o, eh, cocô, ele ele, ele pedia para Colocar fralda nele para fazer. E daí até que eu eh aí depois aí vendo assim, olha, então vou vai fazer assim, vou vai comprar ali um um suporte daquele pro pro vaso, né? Você vai lá e faz e
você vai ver o que vai conseguir. Se você Vamos fazer um acordo, você vai fazer isso? Vou daí comprei, né? E ele foi indo, foi indo, foi agora que ele conseguiu ir no banheiro depois de quase 4 anos, né? ele ele conseguiu, mas ele não suporta barulho, né? A ele muda, né? Eh, na verdade, o comportamentinho dele, né? Quando ele escuta qualquer coisa que faça barulho. É possível isso, Mário, desde lá lá no no na gestação da minha da minha nora. Isso eu não entendi. Como assim desde a gestação? O que que você quer dizer
com isso? Então, porque ela tava gestando, ele tava indo, ele tinha nem nascido, né? E ele ficava quietinho lá dentro, né? E ela achava que ele ficava calmo quando ela ligava a batedeira, né? E Não, eu, né? E tanto é que agora ele tem esse comportamento, né? E eu acredito que deve ser, não sei se é por causa disso, né? O comportamento na barriga dele não pode ser parâmetro, porque ele não escuta lá dentro como ele escuta fora. E outra ali, a gente tá falando de uma audição de um sistema nervoso em formação. Uhum. Eh,
não dá, não daria para fazer uma sessão completa aqui por pela questão de ser aula. Mas nesse Caso teria que eu eu teria interesse em me informar de como era o comportamento dele no primeiro mês de vida e como é hoje, qual a diferença perante o barulho, como é que isso aí foi mudando, porque ele pode ter aprendido através de reforçamento a a fazer a a acusar que tá doendo, que ele tá incomodado sem que ele sinta nada. Ele pode ter repetido de alguém. Isso pode ser verdade. Agora pode ser verdade que ele se incomode.
Pode ser que ele tenha uma Hiperacusia no ouvido. Pode. Então, nesse caso, biológicos comoos nós como nós somos, deveria buscar um um profissional, um otorino otorrino, né, que vai cuidar de dar audição. Tem que ver com isso, tá tudo bem. através de exames, ele consegue aferir isso aí de verdade, senão aí pode ser só o comportamento. Agora, agora minha nora já foi e menora já foi, né? Já consultou e tá tudo bem com a vidin Dele. Eu testaria, eu não eu não posso dizer para você precisamente como eu faria, porque não sei o contexto, não
sei como que a criança é, mas eu testaria colocar ele num ambiente de barulho, mas que seja muito agradável para ele. Muito agradável, muito agradável, muito agradável, muito agradável. bota o barulho, vê se ele reage. Dá para fazer uns testes, tem que ir pela, tem que ser meio safo Para descobrir essas coisas. E a nossa terapia envolve muita, muit muita safadeza da nossa parte para descobrir, porque às vezes a pessoa nem ela sabe porque que ela tá fazendo aquilo. Ela só repetiu, repetiu, esqueceu porque que aprendeu e repete porque ganha alguma coisa com isso. Olha
só, você disse assim, eh, ele só conseguiu ir ao banheiro agora recentemente. Você não me explicou e nem vai ter tempo de me explicar, mas você Consegue me garantir que ele estava tentando ir para falar que ele não conseguiu? Eu desconfio que ele não tava nem tentando, mas ele não ia, não queria saber, ele mandava colocar a fralda nele. Então a palavra não é conseguir. Conseguia tentar fazer uma coisa. Ele ele não ia, ele não ia, na verdade, ele não ia. A gente falava para ele: "Mas vai lá, menino. Não quero. Quero, quero fralda. Quero
a fralda. Você quer dizer que ele não ia com as próprias pernas? Certo? Pelas próprias pernas. E acompanhado também não ia. Ele podia até sentar lá, saía de lá, mas não fazia não, de jeito nenhum. Ele permanecia sentado por algum tempo ou ele já sentava, sentava e já saía no início ele nem sentava. Depois até que ele começou a sentar, mas saía de lá e não fazia. Então eu não quero, eu quero falta. Ele não conseguia. Provavelmente eu cansei de tratar coisa parecida com isso, com isso que você acabou de falar. Se colocar ele nessa
situação que ele não gosta, mas tiver brincando antes, brincando e brincando e brincando, colocar ele encostado, encostado, aproximações excessivas no vaso sanitário ou perto do banho, ele não entra no banheiro, então coloca ele perto, perto da porta. Vocês lembram do do dos ratinhos lá com bola de basquete? É a mesmíssima coisa, não muda nada. Faz Ele entrar, faz ele entrar e faz o banheiro ser um lugar de de diversão. Aí faz ele encostar no vaso agora. Agora vamos ver quem consegue, quem consegue sentar mais rápido. Faz várias vezes. Depois para ele, o vaso sanitário, ele
já não se ocupa dos pensamentos que ele se ocupava antes para sair de lá ventando. Agora é o lugar de brincadeira. Questão, tô cansado de ver, questão de meia semana tratar esse tipo de coisa. Se souber Fazer direito. Ele ele agora ele fou porque fizemos um acordo com ele. Eu fiz um acordo com ele depois das nossas aulas. Tal digo, pô, pera aí. Aí tá às vezes ele tá com um comportamento meio aí ele não quer ir, mas ele quer fazer. Mas às vezes ficar segurando o dia inteiro lá na na eh na creche, né?
E só vinha fazer em casa e queria colocar essa fralda e ia fazer em casa, né? E então daí porque eu fiz um acordo que eu falei que eu ia comprar um Um suporte daqui, coloca no vaso, fica pequenininho, né? Falei: "Vamos fazer um acordo, o vô vai comprar para você". Eh, tá bom. Daí quando chegou que eu comprei, né? digo, "Agora você vai fazer." Aí ele pegava, ele olhava para mim aqui assim, se eh não, não vou fazer. E e pronto. Mas daqui a pouco ele sem nada ele pegou, foi lá no banheiro, sentou
e pronto. Você vê, é, você soube reforçar de alguma maneira por tentativa erro, mas conseguiu. Talvez, talvez, se Você não tivesse feito isso, ele não faria nada por mais alguns anos. Até que ele encontrasse um reforço suficiente para o obrigar a fazer, aí ele faria. O que importa é o reforço. Quanto maior o reforço, maior a a a possibilidade do comportamento emergir, né? Tá respondido. Respondido, Mario. Beleza. Obrigadaço. Obrigadaço. Vejam só, eu vou comentar de novo aqui um caso que já foi já foi citado de passagem algum, sei lá, 10, 15 Aulas atrás, mas eu
falei, ó, isso aqui eu tô eu tô antecipando o curso de análise do comportamento. Então, eu vou contar o caso de novo e a gente vai analisar junto. De uma moça que eu tratei, que os pais me procuraram, salvo engano, eles me disseram que ela tinha depressão. É sempre isso. Eles dão um nome pra coisa, como se já se eu já tivesse muito informado do que tá acontecendo. Repito, a gente não trata de termos, de nomes, a Gente trata de comportamentos. Quais são os seus comportamentos depressivos? Aí eu fui descobrir que o comportamento que mais
assustava os pais era o dela se cortar. Vocês lembram dessa menina? Ela se cortava na perna com navalha. Beleza? Então vamos vamos conversar sobre não vamos conversar sobre sua depressão, não tem o que conversar sobre ela. A gente vai conversar sobre o comportamento de se cortar. Se cortar o comportamento é um comportamento ruim, é, é feio, mas é Um comportamento que não cuspir na cruz, blasfemar, chutar a bunda de alguém e na zona. Tudo isso é comportamento. Bom ou ruim é comportamento, certo? Então, beleza. Fui conversar com ela sobre o comportamento de se cortar. Eh,
ela não sabia falar quase nada a respeito disso, mas eu perguntei: "Em quais locais já aconteceu?" Vejam só, eu fui já meio safo na pergunta, porque se eu perguntasse, "Isso aí acontece em qualquer lugar?" Fica uma chance dela se perguntar e dar uma inventadinha na resposta. Ao invés de eu oferecer para ela a dúvida, eu só ofereço a a a minha dúvida, não a dúvida que ela vai articular na cabeça dela. A resposta eu sei que ela já tem. Eu perguntei: "Então, em que em que lugar isso aí acontece?" Bom, acontece aqui em casa. Falei:
"Na sua casa, será acontecer mais algum lugar? Deixa eu ver. Olha, parece que Não. Que que eu pensei nessa hora? Ou o reforço desse comportamento tá só na casa ou ela não sai de casa. Aí ela não tem oportunidade de fazer isso em outros lugares. Você costuma às vezes ir na casa de Sim, tem minha avó, eu passo o final de semana lá com frequência, tem a minha tia. Entendi. Alguma vez cruzou essa coisa de você acabar se cortando eu desresponsabilizando essa coisa de você acabar se cortando com tá Na casa de outra pessoa. Olha,
eh, se aconteceu, eu não lembro não. Eu acho que não. Eu falei a última vez foi onde? Na Ah, na minha casa. E a penúltima? Você lembra? Minha casa e a antepenúltima. Na minha casa. Então, de 0 a 100%. Só para eu ter certeza. Desculpa eu tá perguntando de novo. Eu tenho que ter muita certeza do que eu tô perguntando, né? da do que ela tá falando e do que eu tô entendendo de 100% das vezes. Quantos Por cento foram na sua casa e quantos por foram em outro lugar? 100% da minha casa. Beleza? Isso
aí você faz o quê? Tipo antes de dormir, na hora de dormir, na hora de acordar. Não, não é geralmente é sempre à noite. E aí, aí eu fui extrair através dessas perguntas, eu fui extrair o lugar, se ela se corta no quarto dela, em qualquer outro lugar. Aí eu entendi que era geralmente era só no quarto dela que pouca vez ou nenhuma foi em outro Lugar. Tem um horário, tem um período do dia, sempre foi à noite, nunca foi de dia, poderia ser de dia. Tudo que ela responder para mim por verdade, eu sei
usar. Eu tenho preparo para usar. Mas no caso dela foi ficando cada vez mais fácil, porque ela tinha como me responder precisamente as minhas perguntas. Falei: "Ah, entendi. Geralmente você você sabe me responder só em final de semana?" Não, isso eu não sei responder direito. Não, isso eu não Sei. Não marquei os dias. Só sei que eu faça. Beleza. Você gostaria de parar de fazer? Sim, gostaria. E através de perguntas eu fui entender que era sempre à noite, sempre no quarto dela e sempre com a presença dos dois pais na casa dela. Se tá só
o pai, nunca aconteceu. Se tá sua mãe, é, não lembro de ter feito só com a minha mãe, não. Vocês lembram do final da história? Eu fui entender que ela fazia isso Quando os pais e estavam brigando ou estavam iniciando alguma coisa que parecia uma briga, então a ansiedade dela se elevava. Então possível, isso é uma interpretação minha, eu posso estar errado, mas não tem importância se eu estiverem. Ela faz aquilo numa tentativa também, deixa eu mutar, numa tentativa de aliviar a própria ansiedade, de desviar o pensamento. Claro, mutei. Mas também alguma outra coisa acontecia.
Eu falei, então você corta, né? Depois que você corta, geralmente o que que acontece? Ah, eu fico com dor. Sim, mas os seus pais vem, como é que não? Eles vêm, eles vêm voando. Aprofundei mais as perguntas. Que que acontece quando quando ela se corta? Os pais estão brigando, eles param de brigar. Eles alguma vez eles voltaram a Brigar depois disso? Ela pensa assim: "5 minutos é, parece que não. Olha que função interessante. E aí eu propus para ela com toda a delicadeza, com todo o cuidado. Você percebe que aparentemente existe uma correlação entre esse
seu comportamento e o comportamento de agressividade entre os dois? É, tem toda vez, a maioria das vezes que vocês se cortou, eles param de brigar. Sim. Aí, que que eu sugeri para ela? Eu Sugeri a a não não me recordo precisamente o quê, que agora já faz algum algum tempo, eu vou esquecendo, é muito caro todo dia, mas eu sugeri alguma coisa que ela podia fazer para paralisar a briga, para fazer para para paraisar a briga de verdade sem ser se cortar. Eu perguntei que tipo de coisa você pode fazer. A gente deve ter feito
uma lista disso aí. Eu já não lembro, mas provavelmente fez. Se você fizer isso, adianta. E se você fizer aquilo, Adianta? Eu preparei uma lista para ela ter no sovaco. Quando aquela coisa começar a acontecer, ela vai desempenhar a lista. E claro, na surdina, eu falei com os pais delas, dela também e expliquei, ó, tem ligação com isso aqui. Vamos fazer um teste. Você podendo, vocês poderão me perguntar, Mário, como é que você pode ter certeza disso? Eu não tenho certeza nenhuma. Eu faço 1 milhão de perguntas para melhorar O meu chute. E aí sim
eu proponho, vamos fazer assim, assim, assado, vamos passar uma semana assim, vamos ver o que acontece. E eu tô constantemente falando com essa pessoa. Conversei com ela na segunda, na terça eu chamei, na quarta e se cortou. Como é que tá a frequência? Se você se cortar, você me avisa. Antes de cortar, me liga. Ou depois de se cortar, me liga. Ela não ligou. Eu fui perguntando e acabou. Ela nunca mais se cortou porque nunca mais teve briga. Adiantaria eu tentar buscar em que momento da vida dela ela se traumatizou para gerar esse comportamento neurótico
de se cortar? Eu nunca descobriria. Eu vou perguntar pro inconsciente para ele falar para mim. Inconsciente não é uma pessoa. Máximo que eu posso fazer é forçar, forçar a induzir a pessoa a dar uma resposta que pareça com o que ela tá pensando na hora. no máximo é isso. Então, a nossa análise de de comportamento, ela sempre vai ser Circunstancial, até porque o que que é um comportamento reforçado? Um comportamento reforçado é aquele que eu sempre estou no ambiente, não tem como eu não estar, certo? Eu tô aqui no meu ambiente, eu cometo o comportamento
X. Se eu cometo o comportamento X, acontece uma alteração nesse ambiente que vai ser a a o item Y, como por exemplo, estou na sala da minha casa, de fato, eu estou, pode até não parecer uma sala, mas é, o sofá tá do meu lado aqui, o Computador. Por que que eu aperto uma o interruptor da luz? Porque eu aprendi por experiência que quando eu aperto aquilo, geralmente a luz acende. Isso me ajuda a fazer bastante coisas. E se eu começasse a apertar o o botão da luz e ela não fosse acender e ela não
acendesse mais, eu ia continuar apertando por algum tempo, porque eu tô acostumado. Eu nem ia perceber que eu ia, eu ia chegar na sala, não ia lembrar que é a quinta vez que eu aperto no Acende. Eu ia apertar de novo, eu ia lembrar, putz, quando eu faço alguma coisa e a resposta dessa coisa não é favorável para mim, não é útil, a minha tendência é parar de fazer essa coisa. Não é uma lei, não é uma regra. Nossa, parei. Nunca mais tá abolido. Não, não tá abolido. Em princípio não tá bolido. Eu ainda vou
fazer algumas vezes, até porque eu vou esquecer. Algumas vezes eu vou acreditar. Será que Não aconteceu alguma coisa que se consertou? Falzem, deixa lá testar, eu vou e faço comportamento de novo. Mas à medida que eu no ambiente eu manifesto o comportamento e o resultado não me é favorável, a tendência desse desse comportamento ser eh cair na frequência. Então, na verdade, o que que é um reforço? O reforço é tudo aquilo que ocorre no ambiente a partir do meu comportamento que me é favorável, que me serve para Alguma coisa ou que cumpre com uma finalidade
da qual eu queria. Às vezes você não tem eh nem conhecimento do que você tá querendo. Se você parar e prestar atenção, se perguntar por um minuto, você entende. Mas é tudo tão automático, é tanto estímulo, você tem que falar, bater bolo, brigar com a criança, atender, tudo ao mesmo tempo. Você nem sabe o que você tá fazendo, você faz no automático. Mas se você começar a Questionar por que eu tô fazendo isso? O que que geralmente acontece? Tem alguma outra coisa que eu posso fazer aqui? Já que, por exemplo, na minha sala a luz
não tá acendendo, eu aperto o botão, é, caramba, não acende. Tem alguma outra coisa que eu posso fazer? Se eu me perguntar, se eu me perguntar, eu vou lembrar que eu tenho uma luminária dessa guardada no quarto, por que que eu não vou lá, trago até aqui e acendo? E se eu não me perguntar, talvez eu nem lembre Disso, eu aperto, a luz não acende, eu fico puto porque a luz não acendeu e eu saio da sala. aqui não dá para ficar. Eu vou procurar fazer outras coisas em outros lugares. Ou seja, quando a luz
acende, eu tenho um reforço. O reforço é tudo aquilo que aumenta a frequência. Eu vou colocar mais F. Isso aqui não existe, tá? Aumenta a frequência. E a punição é aquilo que reduz a frequência do comportamento. Toda vez que eu aperto o botão da luz e ela acende, é um reforço. Se na primeira vez da minha vida eu que eu apertasse o botão luz não acendesse, talvez eu tentaria mais duas vezes e nunca mais. Enquanto eu não encontrasse um botão que me acenda uma luz que me aconteça alguma. Por que que eu vou ficar fazendo
isso? Por que que as pessoas não vão à calçada da rua, não Faz, não coloca o pé para trás e fica girando? É um comportamento possível, mas porque isso não traz nada. Agora aparece alguém fala: "Ó, te dou R$ 10 se você der duas voltinhas". Você faz. Isso é um comportamento. Você faz qualquer idiotice em busca de uma de uma recompensa, por assim dizer. Então, na ausência de comportamento, perdão, na ausência de reforço, você nunca mais, talvez você faça aquele comportamento de novo, que Vocêja acidentalmente, certo? Então, em revivermo, a gente tem reforço e punição.
Beleza? Alguém tem alguma pergunta sobre isso aqui? Pergunta bem objetiva, bem direta, porque eu não posso passar duis minutos respondendo a pergunta. Abra e fa Opa, tem alguma coisa aqui de mensagem. Deixa eu ver. Ah, tá. Não é mensagem antiga. Se alguém tem alguma pergunta, passa agora. 5 4 3 2 1 0. Bom, existe o reforço Positivo e existe o reforço negativo. Existe a punição positiva e existe a punição negativa. Primeiríssima coisa que qualquer professor de análise do comportamento vai falar para vocês, não confundam punição com dor, com alguma coisa que você não vai gostar,
porque punição tem a ver que você lembra de cadeia, você lembra de tapa, você lembra de bronca. Geralmente uma bronca é uma punição de verdade, mas punição é qualquer coisa Que reduza a frequência de um comportamento. Quer um exemplo? A criança tá chorando muito, tá triste, tá brava, sei lá, tá chorando a comportamento de choro. Chega a mãe e fala: "Ô, meu bem, não fica assim, não, não, não beija e ela para de chorar". O comportamento que a gente tá analisando é o choro. A mãe faz aquilo, ela beija, dá um beijinho, faz assim, a
criança para, o comportamento se encerrou nesse momento. Isso foi um Reforço ou foi uma punição, Braulho, até fiquei um pouco na dúv. Pode ser punição de repente, mas uma punição porque se fosse reforço não é, né? Ela teria que fazer todas as vezes para ele parar. Isso também poderia ser, né? Na verdade, ó, se a definição de punição é qualquer coisa que reduza a frequência de um comportamento, qualquer coisa que eu Faça, que faz alguém parar de fazer alguma coisa, é punição. Hum. Qualquer coisa que eu faça, que aumenta a frequência de comportamento, que ela
começa a fazer alguma coisa que ela não tava fazendo, é reforço. Então, beijar, dar um abração e falar que ama ela, se ela para de chorar, que o comportamento que a gente tá tratando agora é o choro, beijar é uma punição ao choro. Hum. Então, não tem a ver com Moralidade, não tem a ver com sentimentos bons, good vibes, nada. Inclusive, se a criança tá chorando, eu vou lá e meto uma nela, ela chora, mas ainda é reforço. Eu reforço ela chutando e eu puno beijando. Então, não fiquem eh presos a à poesia da palavra
punição, tá? Punição é reduz frequência, acabou. Não importa o que seja, se eu rezo uma Ave Maria e a pessoa para de ficar triste, eu puni o comportamento de Tristeza dela. Beleza? Aí, bom, já que essa confusão aqui eu acho que vocês não vão cometer, pelo menos por enquanto, tem uma outro obstáculo que fica fácil de vocês confundirem, que é o positivo e negativo. Reforço positivo é uma coisa que eu vi no Instagram, virou moda. O, a galera faz dancinha de TikTok e tá lá, nossa, eu consegui um reforço positivo? Se eles estão falando de
reforço, estão falando de de positivo, eles estão Falando de um conceito behaviorista, só que não tem a menor ideia. Eles entendem que reforço positivo é qualquer coisa assim que você gosta de ter que faz você fazer alguma coisa. Tem meio certo. Mas o positivo não é porque é bom, não é porque é legal. Positivo é porque você inseriu. Positivo é de pôr. Nesse caso, não é de posição. Exatamente. É de pôr. É quando eu faço alguma coisa que aumenta a frequência do Comportamento, faz ele fazer mais ainda, faz essa coisa se manter no tempo. O
que que é o reforço negativo? Então, é retirar. Retirar, negar. Parece difícil de entender. Eu acho que isso aqui você não tem que anotar no caderno porque é fácil de esquecer. Confunde muito esse negócio de de positivo e negativo. Mas se pensar que positivo é pôr e negativo é negar, é é tirar, é um pintar, fica mais fácil de Entender. Por exemplo, existe um comportamento entre as senhoras do meu bairro de fofocarem. Pofocar, conversar e falando mal dos outros é um comportamento. Se eu tô no meio delas, ninguém fala nada. Aí se eu levanto e
falo: "Pessoal, eh, deu o meu horário, eu preciso ir trabalhar, viu? Tchau, muito obrigado. Se eu saio e elas começam a falar de mim, elas só começaram a falar de mim Porque eu saí. Verdade ou mentira? reforço negativo. Elas não começaram a falar mal de mim porque eu cheguei. Se fosse, se fosse a minha chegada, eu me inserindo no ambiente, seria um reforço positivo para falar mal de mim. Mas enquanto eu tô lá, na verdade, eu sou punição. Elas não falam. E se elas tentam falar, vê que eu tô olhando, que eu tô ouvindo, se
eu levanto e saio, aí O comportamento de falar mal volta. Querem um exemplo de reforço negativo? Outro um outro exemplo de reforço negativo. Eu corro no parque de Brapuera com o meu tênis aqui e tem uma pedra que tá me incomodando, mas eu não paro de correr. Tá incomodando. Alguma hora, eu tenho meu comportamento de correr, mas alguma hora eu vou tirar. Eu tô correndo cinco, eh, cinco não, sei lá, 30 km/h, sei lá o que que é 30, mas tá bom, vocês vão entender. Aí eu paro, não, essa Merda tá me incomodando. Eu vou,
pego a pedra, tiro ela, ponho o T de novo e aí eu corro 40. A pedra era o reforço negativo. Quando ela saiu, eu aumentei a frequência do meu comportamento. Eu vou mandar para vocês páginas que explicam isso aqui melhor, tá? Não vai ficar só no gogó, não. Eu sei que dá para confundir, dá mesmo, dá muito para confundir, mas o conceito alguém tem que explicar, certo? Então, Quando alguma coisa sai do ambiente e aumenta a frequência de alguma coisa, ela é um reforço negativo. E quando ela aumenta pela presença dela, é um reforço positivo.
Alguém tem algum comentário, alguma pergunta? C. Maravilha. Que que é a punição? Então é o que reduz a frequência. Tem a punição positiva e tem a punição negativa. É a mesma coisa. É quando eu coloco alguma coisa no ambiente que faz o comportamento Reduzir ou quando pela ausência de alguma coisa, pela promessa de tirar alguma coisa, a a punição acontece. Vou dar um exemplo. Vou apagar isso aqui que eu que eu escrevi que acho que confunde. Confunde, não, vai me dar mais espaço para escrever o que eu preciso. Seu filho tá abrindo o armário da
sala e tirando as coisas e arremessando no chão assim que se lá se dane. O comportamento dele é de arremessar coisa. E aí você vai e faz Uma coisa que não estava no ambiente. Você não vai tirar nada, você vai pôr. Você vai lá e bate nele, dá um tapa. Se você deu o tapa e ele parou de cometer esse comportamento agora, foi uma punição. Porque por que que foi uma punição? Porque ele parou. E por que que foi positiva? Porque eu fiz alguma coisa. Eu não tirei alguma coisa de lá. Mas é engraçado também,
né? E se eu desse o tapo, ele fizesse mais ainda. Ele pega e joga mais ainda. Virou reforço positivo. Por que reforço? Porque ele fez mais depois que eu fiz. Se eu não tivesse feito, provavelmente ele não teria aumentado, mas eu fiz, aumentou e foi alguma coisa que eu fiz, não que eu deixei de fazer. Gente, pode falar a verdade, aqui eu tô vendo o Braulio, o Salve, o Valderrã, o André e a Thaís. Isso aqui tá chato, pode falar a verdade. Não, tá legal. Tô pensando numas situações aí. Isso aqui é, isso aqui é
um pouco maçante, mas é só o conceito. Se eu não tivesse, ó, somente de entender isso aqui, se eu não soubesse nada além de bevorismo do que fosse isso aqui, eu já teria tratado aquela moça que se corta. Isso aqui dá para um zilhão de coisas, um zilhão. Dá para você pegar o seu comportamento de fugir dos estudos, entendendo só isso aqui, você leva assim 50% um dia pro outro. Se Você entender como que se faz para se reforçar, qual que é o meu reforço? Quais foram as coisas que eu já fiz na vida que
aumentaram a frequência do comportamento de estudo? Que tipo de coisa eu tô fazendo que elimina a minha vontade? Em que momento eu tava com vontade? Em que momento ela começou a decair? O que foi que aconteceu? Que fez a minha vontade decair? Nossa, eu lembrei que eu tinha outro problema. Eu tava pensando, nossa, às 19 horas eu vou Estudar, vou, vou estudar. Chegou 18:45, eu comecei a pensar, caramba, não coloquei o lixo na rua. Caramba, será que minha mãe tá bem? É verdade, ela tava gripada semana passada, nem liguei de novo. Você começa a pensar
várias outras coisas que servem como punição de você se organizar e estudar. Se você reconhece elas como punição, você pode fazer 1 milhão de coisas, só reconhecer já ajuda. Mas eu poderia sugerir pegar um papel e escrever quais são os Problemas que você tem que você vai resolver depois. Para agora, qual problema é gráve que eu tenho que fazer agora? Nenhum. Então eu tenho que ligar pra minha mãe, tenho que botar o lixo na rua, né? Então beleza, escrevi no papel, vou estudar. Por quê? Se você não escreve e vai estudar com a sensação de
que tem vários problemas a serem resolvidos, você não consegue definir qual deles é importante, qual deles é Para agora, qual deles pode ser depois, qual deles outra pessoa pode resolver. Você entra num diálogo interno que são várias vozes, a sua voz, milhões, milhões de vozes que na verdade é a sua própria voz falando várias coisas diferentes. Você não termina nenhum raciocínio e desse jeito ninguém consegue estudar. Se você conseguir chegar a sentar na mesa, abrir o livro, você não entende nada, que você tá ouvindo um milhão de Preocupações. Por isso que eu recomendo levar um
papel em branco, porque, ó, comecei a estudar, pensei uma merda, escreve essa merda no papel, você não se preocupa com ela, porque depois que terminar, você escreveu, na hora que você escreve, você pensa: "Pô, isso aqui, beleza, na hora que terminar, eu vou ter um papel com tudo que eu tenho que fazer, não vou perder nada". Então, tá aqui, não vou perder. Volta a estudar agora. Meu Deus, se eu esquecer disso, Se isso tá meia hora esquecer, você começa a dialogar com a sua preocupação. Como é que você vai mediar? Como é que você vai
administrar esses pensamentos? Entendendo o que que é isso aqui? Se você perguntar onde é que tá meu reforço, minha punição, a coisa ela, com essa pergunta, a coisa fica cristalina assim, ela salta. E muitas vezes, por isso é tão importante. Mas então, se eu dou um tapa e a criança para, foi uma punição Positiva. Agora, se eu falo para ela, para agora, senão eu vou cortar o seu videogame e aí ela para. Que que eu inseri no ambiente? Nada. Na verdade, eu só lembrei que se ela continuar fazendo isso, ela gosta de videogame, vai ficar
sem. A criança parou, foi uma punição negativa. Eu não coloquei nada no ambiente, eu tirei alguma coisa ou prometi que vou tirar daqui a pouco e já serviu para Inibir o comportamento que ela tinha. Tudo que a gente faz o dia inteiro, sozinho, acompanhado no trabalho, na igreja, tomando banho, preparando arroz, tudo tem reforço e punição. Pode procurar que você vai encontrar. Se você tá aqui na pia, sei lá, lavando arroz, aí você vira de costa pra pia, dá aquele branco, que que vai fazer? Você volta. Que que foi esse comportamento? Você tinha intenção de
fazer alguma Coisa que você esqueceu o que que foi o reforço? A ideia que você tinha de que você tinha que fazer alguma coisa. Você não cometeu porque você esqueceu, mas você tinha um reforço. O reforço estava no seu pensamento. Tudo bem por enquanto? Maravilha. O reforço ele tem os seus efeitos, tá? Todo reforço que se torna constante acontece várias vezes, ele vai ter os Efeitos de aumentar um aumento na frequência do comportamento, certo? Então vai falar assim para mim: "Nossa, mas isso aqui não é a própria definição de reforço?" Parece, mas não é. Se
eu reforço alguém que tá fazendo, se alguém tá cantando na rua, eu vou lá e dou uma nota de 10 para ela, ela continua cantando, eu reforcei. Só que ninguém garante que ela vai continuar cantando amanhã, depois de amanhã, depois, depois. A verdade é que Quanto mais for reforçado, mais frequentemente ela vai cometer isso. Quanto mais reforço acontece para aquele comportamento, mais a probabilidade dele acontecer aumenta e ele se torna um reforço cada vez mais forte e depois se torna um hábito, às vezes se torna um vício, enfim. Eh, no segundo tópico aqui, olha que
interessante que é isso aqui. Quando você cria um reforço que seja durador ou que seja constante, você também sofre Uma diminuição na frequência de outros comportamentos. Por quê? Se eu sou reforçado a ter um comportamento e já tô cometendo comportamento, vocês concordam comigo que eu não tô cometendo nenhum outro senão esse? Não dá. Eu não vou cometer dois comportamentos ao mesmo tempo. Então, ó, vejam só o caso de alguém que tem depressão, tá na cama e tá pensando muita merda. Tá pensando muita merda. O que Que ela podia pensar? Ela podia pensar no que ela
tem de legal para fazer no dia seguinte. Ela podia pensar em alguém que ela gosta de chamar para conversar. Uma série de coisas que faria algum bem mínimo para ela. Ela poderia levantar esse exercitar? Poderia. Ela poderia pensar num site mais legal que ela gosta de ler blog e dar uma lida nele? Ela podia, ela poderia fazer tanta coisa infinita o que ela poderia fazer. Só que o que que ela tá pensando? E merda, como Eu sou lixo, cara. Por que que eu nasci? Eu não entendi porque que minha mãe não me colocou na rua,
porque desde criança eu faço merda. Eu lembro que eu já caía do berço, ó, eu nem sabia o que eu tava fazendo, já fazia merda. Nesse diálogo interno, isso aqui é comportamento, comportamento privado. Se ela tivesse cometendo o comportamento de ler o blog, de ligar para alguém, vocês concordam comigo que este comportamento que eu falei, ela não estaria fazendo? Ela não Estaria, ela não estaria nem reforçando esse comportamento, nem solidificando ele e nem impressionando o cérebro dela, pensando merda. Agora, se ela tivesse conversando com pessoas e dando risada, se ela tivesse fazendo qualquer coisa no
lugar de pensar merda, mas alguma coisa que não fosse ruim, ela não estaria condicionando o cérebro dela a pensar mais merda. Quanto mais você pensa merda, o cérebro vai Reagir a merda que você tá pensando. Tanto que você pensa que ele começa a acreditar. Depois que ele começou a acreditar, fica até difícil de você modelar esse comportamento, porque você nem sabe como é que você chegou lá. Hoje você pode achar, hoje é o primeiro dia de tristeza na cama, você acha que você é feia e que você tá gorda. Você rumina isso sem sair disso,
sem procurar por reforço de coisas melhores. Você deita na sua cama e fica Pensando isso. Daqui a pouco você já criou uma conexão lógica ou ilógica de que você é feia, de que o namorado que você tem, que sempre te elogiou e nunca falou nada, no fundo ele não gosta de você. Ele ele tá pegando você, mas é meio que por favor, é porque ele não tem coragem de sair. Ele nunca falou nada, mas você chega rapidinho a essa conclusão. Tá aí, você acha que é difícil chegar essa conclusão do jeito que eu tô Falando?
N facinho de forma de forma alguma. Facinho. Você não percebe que você tá progredindo esse tipo de raciocínio em um mês, mas é tanta merda que você pensa que você nem sabe mais onde você chegou. E aí, o que que você pode criar? Aí, por exemplo, eu só tô dando uma pimentada para vocês. Não necessariamente vai acontecer, mas frequentemente acontece. Sempre que você deita na cama, você pensa: "Merda, merda, merda, merda, merda, merda". Ou Seja, deitar na cama acaba se tornando sinônimo de passar mal. Aí chega um belo dia que você não tá pensando merda,
você até você está até melhorzinha, aí você deita na cama e começa a se sentir mal, porque o seu organismo entende que ali é uma arena de combate. Sempre combateu, sempre não, mas faz tempo que você tá combatendo ali. Seu corpo entende que, pô, esse lugar é onde tem embate e vai dar merda. Vai dar merda. Amídala acontece milhão De você nem sabe por quê. Aí que que você começa a falar? Além de eu ser feia, burra, mal amada, ignorante e gorda, eu ainda tenho crise de pânico nessa Que que é isso? Isso vai gerar
novos comportamentos do quê? De evitação. Se no começo ela podia, ó, ela tá gorda e feia, mas ela consegue ligar para alguém. Ela tá gorda e feia, mas ela consegue, sei lá, ir na casa de um parente que não vai falar nada. Tem uma Série de coisas que ela ainda consegue fazer, mesmo achando que ela é gorda e feia. Só que se ela progride nesse tipo de raciocínio, ela já tá achando milhão de coisas até chegar ao ponto que não compensa abrir a webcam para ninguém, não compensa ligar pra prima dela, que ela sempre ligava
quando tava triste, porque cara, eu sou tão chata, além de ser feio, eu sou chata. Ela concluiu isso, para que que eu vou chatear minha prima? Então, tudo que é reforço de Pensamento bom, tudo que é reforço de funcionamento cerebral saudável, interessante, que que dê aquele ímpeto de fazer alguma coisa que seja estimulante, que aumente, ela tá ela tá se afastando de todos. No primeiro dia, no segundo, ela poderia ter se valido de alguns, mas o tipo de pensamento que ela teve, ela se ocupou com com aquele comportamento, aumentou a frequência do comportamento mental de
eu sou feia, eu sou isso, eu sou aquilo. Que as outras Coisas que ela podia fazer, mesmo sendo feia, ela nem fez. Ela tava ocupada pensando isso. E quanto mais ocupada ela fica, menos ela comete aqueles comportamentos que seriam os mais úteis, que até serviria para convencer ela de que ela não é feia, ou até serviria para convencer ela a fazer um regime, a ir pra academia, que poderia convencer ela a testar o namorado dela para saber se ele gosta ou não. Ela podia perguntar para Ele, só que uma pessoa que tá nesse quadro que
eu tô falando, você acha que ela pergunta nada? Tudo que ela pensa vira certeza. Aí ela me procura, eu digo: "Você disse: "O que que seu namorado o quê? É meu namorado, ele tá comigo por dó. Entendi. Como é que você sabe disso? Ah, porque eu sou gorda. Não, tá, você é gorda, tá falando isso. Beleza. Mas como é que você sabe que o comportamento dele é o de, nossa, que que é que ele pensa? Ah, ele olha para mim e ele pensa assim: "Nossa, que menina gorda. Eu comecei a namorar com ela, ela bonita
e agora não quero mais". É isso que ele pensa? É qual que é a chance de de ser verdade de você, de ele pensar isso que você acha? Ah, sei lá, meu. 92% 98. Beleza? Qual foi a coisa que ele fez ou que ele falou que comprova isso? Na maioria das vezes, em quadros assim, não me vem nada. E aí eu faço algumas perguntinhas capciosas e termino Perguntando: "Qual é a chance de você ter concluído isso com base em outros pensamentos?" Ou melhor, qual é a chance de 0 a 100% de você ter inventado essa
coisa, sendo que ele nunca te falou nada? Nessa hora ela, essa pessoa me fala assim: "9% de chance de eu ter inventado por essa minha pergunta. Hoje ela volta para casa, deita na cama de novo, quando ela começar a pensar merda. E aquele pensamento de tá vendo? Ele não Quer, ela percebe na mesma hora. A gente passou meia hora falando disso, ela não vai esquecer. Ela já, opa, que que pensamento idiota que é esse? Hum, hum. Não, isso não, tá? Eu sou gorda, eu sou feia, mas ela não admite esse. A gente começa a fazer
o caminho inverso, reforçar pensamento de enfrentamento. E enfrentamento também é um comportamento elétrico do cérebro que ela já não tava usando. Até um dia antes De começar a pensar merda, ela até usava, mas um dia ela se inibiu. Não, não vou usar esse aqui não. Ela não escolheu, mas não vou usar. Eu vou admitir que eu sou feia. Eu já tô convencida. Sou feia. Logo, ninguém gosta. Logo eu incomodo em qualquer lugar, logo não posso ser desejável. Só pessoas bonitas são desejáveis. Ela cria um montão de lógica, assim, é um complexo gigantesco, nem ela sabe
explicar mais nada. Aí você vai meter Ela na psicanálise, eles vão vão querer descobrir o evento causador inicial, que evento causador inicial o que ela tá cometendo é um comportamento. E isso aqui, ó, eu eu vou escrever, é que eu não tenho espaço aqui, eu vou escrever aqui em cima, ó. Gente, por favor, não existe causa para comportamento. Existe contexto. O contexto é que faz o comportamento acontecer. Não existe causa. Não tem como eu falar uma coisa Pra Dra. Jaqueline agora e por causa disso ela aí cometeu um comportamento amanhã. Eu fui a causa. Se
eu falar para ela, ó, sexta-feira que vem tome um rivotril num copo azul. Se eu pedir, ela fizer, eu não fui a causa, eu dei a ideia. O que vai ser a causa? Ela ter lembrado disso na hora que eu pedi e ter pensado: "Nossa, vale a pena eu fazer isso". Foi: "Por que que ela achou que vale a pena?" Sei lá por quê, mas o que ela achou, Isso sim é a causa do comportamento, é o contexto. Ninguém é causa do comportamento de ninguém se não for no momento imediato aqui. É por isso que
eu digo, a ansiedade ela só pode acontecer na hora em que ela acontece. Tem como projetar uma ansiedade. É por isso que eu pessoalmente não acredito em terapia eh qual que é a palavra? Terapia de de prevenção. Ah, eu tô com medo de ser ansiosa. Eu vou viajar de avião. Eu tô Com medo de ser ansiosa no avião. Você já é ansiosa? Acho que não. Você anda de carro, sente algum pânico. Não, você não. Você não. Não. Da onde você tirou que você vai ficar ansiosa? lá. Então, na verdade, a terapia para essa pessoa vai
ser eu tentar convencer ela a perceber que ela não tem motivo nenhum para acreditar que ela é ansiosa. Mas o que que eu posso fazer para garantir que ela não vai ficar? Eu não Sei. Vai que ela entra no avião até que ela tá feliz e o avião faz um e ela ela fica ansiosíssima. O motivo foi e não ela ser ansiosa. A causa do comportamento tá sempre no contexto. Não existe causa anterior. O que existe é um comportamento repetido várias vezes que talvez vai ser repetido nessa hora, mas não foi a causa. Alguém tem
alguma pergunta, alguma consideração? Pode Fazer. Eu não vou não, não. Vou apagar sim. Eu tava lembrando um colega meu que tava contando, tava uns problemas e aí uma das ele tá tomando até remédio paraa depressão, né? Até perguntei o quê e tal, ele contou, mas umas coisas que ele tem assim, ah, eh, primeiro que ele ele ele não tá conseguindo estudar, ele tá procrastinando assim, ele começa e para e não continua, não para, não Continua. uma das coisas assim que ele tá à tua noite e ele vem com vem com um comportamento assim, ai preciso
sair, preciso pra balada, como se fosse uma válvula de escape assim, preciso ir. Eu só ele não sabe porquê, ele fala: "Não sei porquê". É estranho. É o que você falou, parece que é um reforço, né? Alguma coisa assim, ah, ele faz isso e daí você se sente bem. Só que assim, se sente bem ali, depois na frente se arrepende. Não sei se seria, né? algum Reforço, alguma coisa, uma coisa boa para fugir de alguma coisa que ele talvez tá pensando ali, né? Ó, agora você tava indo bem até quando você falou para fugir, agora
você inventou porque você não sabe. Pode ser para fugir de alguém, de alguma coisa, do próprio pensamento. Pode ser não para fugir, mas porque na rua ele tem alguma coisa que ele gosta muito. Pode ser um milhão de coisas Diferentes. Vai depender de saber perguntar. Talvez nem ele saiba. Eu não sabia perguntar na hora. Qual que eu vou perguntar? Mas eu fico agora. Aham. Uhum. Cuidado com especular que tipo de coisa falar. Não, a pessoa tem o comportamento X. Esse tipo de comportamento deve ser para evitar não entrar nisso porque não dá para saber sem
perguntar. Hum. Eu eu não lembro pode chamar. Eu Não lembro mais o que eu perguntei, mas assim eh o que eu perguntava ele não sabia. Ele fala: "Eu não sei porê". Eu não sei porque eu faço isso. Eu não sei por Eu não lembro o que que eu perguntei agora. A pena que tô com a memória meio ruim, mas eh ele não sabia dizer, eu ficava assim, meu Deus, que que eu vou perguntar? Não sabe. Mas essa semana eu tratei de um rapaz que tá com compulsão alimentar, segundo ele, né? Pelas minhas perguntas, eu não
Identifico aquilo como compulsão, mas tudo bem, vamos chamar assim por enquanto. E aí eu perguntei para ele como que acontece essa compulsão alimentar? É claro, qual foi a resposta que ele me deu, já que ele não tá versado nisso aqui. A resposta mais óbvia. Ah, acontece com meu comendo mais. Ah, vai mesmo. Não me diga. Eu perguntei para ele precisamente eh de que qual que é o excesso que ele anda cometendo, porque Comer é normal. O que ele tá fazendo é normal, ele não pode parar de fazer. Mas até certo ponto é o aceitável e
passou daquele ponto, ele mesmo considera excesso. Quando eu perguntei assim, aí ele me disse o que quer o excesso. Antes de eu ter perguntado, se você fosse ouvir o discurso dele, dava a entender que ele só comia errado. Dava a entender que comer era horrível. Na verdade, comer era horrível. Não, eu eu falei, me expressei muito mal. Dava a entender que qualquer ato de comer para ele já era uma compulsão. Quando a pessoa se identifica com um problema e dá um nome para ele, que é coisa que é melhor não fazer, ela começa a identificar
de fato com a coisa e ela fica botando essa coisa em qualquer lugar, sem pensar em que momento ela começa, em que contexto ela acontece, em que contexto ele vai comer milhões. Come porque tá na presença de alguém, come porque tá com fome, come Porque não tem nada para fazer e quer fazer alguma coisa. Come porque tá ansioso, come porque tá triste. É totalmente circunstancial. Deixa eu dar um exemplo para vocês baseado no meu Instagram hoje. Alguns de vocês certamente viram esse story, esse story aqui, ó. Perí que deu uma travadinha, mas acho que já
vai abrir. Abriu, uma pera aí. Ã ã, ó, não sei se vai dar para ver. Ah, não, porque eu eu tirei a o alto foco. A pergunta da pessoa, o que pode criar numa pessoa tendência a falar mal e criticar os outros? Olha que interessante essa palavra tendência, porque dá entender que é uma coisa só, uma coisa muito importante que acontece com alguém e faz ela repetir o comportamento várias vezes. A saber, o comportamento é falar mal e criticar os outros. É claro que essa pessoa que me perguntou, ela queria uma resposta Única. Se eu,
ó, se eu falasse assim, não, essa pessoa pode falasse só isso. Ela teve um trauma, que falaram mal dela e aí ela resolveu falar mal dos outros para evitar que fale mal dela. Olha que resposta bonita, cola fácil. Duvido que o cara ia voltar para mim reclamar da minha resposta. Parece que responde tudo. Só que vamos lá. Qual que é o comportamento? Falar mal dos outros. Esse é o comportamento. Beleza? Essa pessoa numa semana ela pode ter feito isso 15 vezes. Vocês acham impossível que em algumas dessas 15 vezes ela fez porque ela tinha a
razão, ela tinha que alertar o filho dela de que o filho do vizinho não vale nada e de fato ela acha que ele não vale e qualquer um diria que ele não vale. Por acaso esse comportamento não é falar mal de alguém? É. Aí você pode me perguntar assim: "Não, mas é que o cara da pergunta, ele não Quis saber de falar mal assim quando precisa, ele não, ele não especificou". Assim como o deprimido que você recebe, ele também não especifica o tipo de comportamento que ele tem. Um dia ele tá prostrado porque ele tá
com depressão, no outro ele tá prostrado porque ele tá cansado, mas ele vai chamar tudo de depressão. Ele vai cometer aqui uma uma simplificação do processo que é o mesmo que o da caixinha fez. O que é que Eu respondi para ele? Cada vez que a pessoa fala mal de alguém, ela tem o seu motivo. E o motivo está no momento. Não adianta buscar no exame de sangue na história de vida dela. No momento ela fez porque ela queria puxar papo com alguém. Nossa, que rapaz bonito. Deixa eu. Ele conhece o Lucas, conhece. Não quero
falar com ele. Já sei, vou puxar um assunto. Qual? Aí ela escolheu esse. Todas as vezes que ela falou mal De alguém é para chamar a atenção de alguém. Não, nesse caso foi. No outro ela queria alertar o filho dela. No outro ela falou mal porque, sei lá, ela tava com dor na perna, ela ficou, ela fica tão estressada quando ela tá com dor na perna que ela não anda direito, que ela fica tão que ela começa a falar mal de várias coisas, mal dizer a vida, maldiza até Deus. Aí aproveita e fala mal de
alguém. Ou seja, tudo tem contexto. Tudo tem contexto. E O que que o analista do comportamento ele faz? Ele identifica o contexto, explica pra própria pessoa o contexto e ensina ela a fazer uma outra coisa no lugar disso. Muit das vezes só da pessoa entender o que é que ela faz, ela para de fazer. Basta explicar isso aqui para ela com paciência, que ela mesma para de fazer. Não precisa de uma intervenção cirúrgica, de uma terapia, não. Ela para. Aí vocês vão falar para mim assim: "Tá, tá falando que você cura a Depressão em uma
semana, em uma sessão?" Primeiro, eu não falei de cura. Segundo, eu não tô falando de depressão, tô falando de comportamentos depressivos. Eu posso eliminar três comportamentos depressivos de uma atacada só. Tô acostumado a fazer isso. Se tem uma coisa que eu tô acostumado a fazer é pegar três comportamentos depressivos de uma grade de 5, 10 e tirar. De tirar a pessoa melhor, melhora. Fazer ela parar de pensar merda, Melhora. Aí que entra, por exemplo, a abordagem da análise do comportamento. O que que é análise do comportamento? É uma abordagem da TCC. O que é análise
de comportamento, gente? Perdão, idioto. Pera aí. Ativação comportamental. Isso é uma abordagem da TCCE baseada na análise do comportamento que trata do quê? vai fazer, na verdade, minuciosamente, o que eu expliquei para vocês até agora, é A aplicação disso aqui para alguns transtornos, principalmente o depressivo. Quando a pessoa tá deprimida e pensando merda, ela fica cada vez mais recolhida. Ela se desliga de reforçadores de de sentimentos bons. Ela ela nem percebe que ela tá se desligando. Na verdade, ela se preserva em casa, por exemplo, ela pode pensar assim: "Ó, eu tô meio zoada, né? Tô
me sentindo feia. Eu adoro ir na casa do Júlio. A gente fica todo mundo sentado Na calçada conversando, é maior festa lá. Só que eu já tô meio para baixo hoje. Eles vão olhar pra minha cara. Eu sempre fui tida como uma pessoa feliz, uma pessoa alegre, presente assim, sabe? E eu eu tô para baixo, meu raciocínio talento. Eles vão ficar me perguntando também que que eu tenho. Eu não quero ficar falando que que eu tenho. Então, então não vou. Esse foi o motivo que ela teve no dia para não ir. No dia seguinte ela
usa desse mesmo motivo. No terceiro Dia, ela já conseguiu inventar um outro. E o comportamento de ir lá e fazer uma coisa que ela sempre gostou, ele deixa de existir. Ela faz uma coisa terrível, que tem uma consequência desastrosa, mas no ato em que ela, durante o momento em que ela está fazendo, ela tá visando um bem. Todo comportamento visa um bem. Ela tá querendo preservar a imagem dela. Ela tá querendo preservar a a paciência dos amigos. Ela tá Querendo preservar a a paciência dos amigos, a preocupação dos amigos. Ela vê que se ela for,
vai ser ruim, então ela fica em casa. E uma pessoa que tá entrando num quadro depressivo, ela começa a cortar vários reforçadores. Para que que eu vou na praia se eu não sinto nada? Antes eu sentia, mas agora eu não vou. Então beleza, eu não vou na praia porque eu não sinto nada. Mas você vai procurar outro lugar que você sente alguma coisa? Também não. Então você Corta a praia e corta todo o resto. Você não vai falar com o seu amigo e também não sai da cama. Então esse comportamento repetido várias vezes só vai
tratar de aumentar o leque de coisas que ela não faz mais. Eu passei o curso inteiro falando para vocês que não existe comportamento que não existe, não existe o não fazer alguma coisa. Se eu pergunto: "O que que você quer com a nossa terapia? Eu quero parar de procrastinar." Não. Eh, não Existe parar de procrastinar. O que existe é fazer alguma coisa na hora que você quer. Se ela parar de procrastina, não, não existe como parar. Se eu tô parando, se eu tô fazendo isso aqui, ó, e eu paro de fazer, eu já tô fazendo
alguma coisa. Que que eu tô fazendo? Deixando meu braço parado no ar. Se a pessoa não sabe, ela não definiu o que é que ela quer que aconteça, ela nunca vai conseguir fazer essa coisa, porque ela não busca essa coisa. Ela não sabe o que Que é. O raciocínio dela é deixar de fazer uma outra. E quando é que ela deixa de fazer essa uma outra? Quando ela faz outra. Então, tá esquisito que eu tô falando. Se alguém tiver com alguma dúvida, porque isso aqui tá parecendo tá bagunçado, pode avisar que eu falo tudo mais
devagar e repito, explico de uma outra maneira. Mas as pessoas elas procuram terapia para parar de fazer alguma coisa. Na maioria das vezes é isso, para parar de acontecer Alguma coisa. Só que raríssimas pessoas te dizem ou já decidiram, definiram o que é que elas querem que aconteça quando elas dão uma resposta, uma resposta de bota, tipo assim: "Então, o que que você quer que aconteça?" Ai, eu quero ficar bem. Que que é ficar bem? Isso não é um comportamento. Se você aí eu sou obrigado a extrair da boca dela o comportamento que ela quer.
Se você tivesse bem hoje em casa das 7 da tarde Às 11 da noite, o que é que você estaria fazendo? Ah, eu estaria dando banho nos meus filhos. Te dá banho nos filhos te causa. Aí depois eu leria o tratado da verdadeira devoção, que faz tempo que eu quero ler. Cara, aí eu pergunto para ela, você me falou quatro coisas que eu gostaria de fazer. Você estava impedida nesses dias de fazer essas coisas que você mesma tá dizendo que queria fazer? Então, por que que você não fez? Que que vocês acham que ela vai
Responder? Eu preciso que alguém responda essa pergunta. Por favor, alguém responda. Que que essa pessoa vai me responder? Por que que ela não fez essas coisas que ela disse para mim que ela gostaria de fazer? Ela pode dizer que talvez não deu vontade. Ela pode dizer que não conseguiu. Boa. Muito boa. E na verdade ela nem tentou. Se você aprofundar mais o que você falou, você vai acertar. Hum. Passo essa. Alguém mais quer tentar? Ade. Oi. Ela vai dizer que nem tinha cogitado. Exatamente. Ela não pensou que ela podia fazer. Ela vai começar a fazer
porque eu pedi. E por que que ela não pensou em fazer isso na hora que podia ter acontecido na casa dela? Porque ela tava pensando várias merdas, tio. Um montão de merda, ela tava ocupada fazendo alguma coisa. Ela vai falar assim para mim: "Não, esse horário das 7 às 11 da Noite, eu não tava fazendo nada. Existe não fazer nada?" Não. Que que você tava fazendo, Mário? Você não tá entendendo? tava fazendo não. Eu não tava fazendo nada, Mário. Não, você tava fazendo alguma coisa. Tava com a mão aonde? Você tava deitada? Tava Ah, sim.
Eu tava sentada na poltrona, fiquei parada lá todas essas horas sem fazer nada. Tudo bem, não é fazer nada. O que você tá chamando de fazer nada, na verdade, é que você não fez o que você acha que Seria bom fazer. Você não cogitou fazer aquilo que você acharia bom e foi fazer. Você ficou fazendo uma outra coisa que era olhar, falar com alguém que passava. Esse foi o seu comportamento. E por que que ela não cogitou? Porque ela tava ocupada. E aqui a gente tá falando desse segundo tópico. Voltamos nele, ó. Diminuição na frequência
de outro comportamento. Qual o comportamento que ela tinha? Pensar várias merdas a respeito de si, do Mundo, da política, da igreja, sei lá, pensando em fazer post reclamativo no Facebook. E que comportamento que ela queria? Outro. Ela queria outro comportamento. Ela tá reclamando que ela não queria esse. Qual era o outro? Ela queria dar banho nos filhos nesse horário, não atrasar, nem deixar pro marido e gostaria de ler. Por que que ela não fez? Se ela tivesse tentado, aí eu pergunto, se você tivesse tentado fazer isso, qual era a chance de você Conseguir z0 a
100? Qual a resposta dela? 100. Por que que ela não fez? Como disse o Vicente, porque ela não lembrou. Por que que ela não lembrou? Porque ela tava ocupada. Oculpada fazendo o quê? Outro comportamento. Que comportamento? Pensando merda. Se ela pensou merda hoje, amanhã e e depois de amanhã, é muito mais provável que nos outros dias que eu não não falei aqui, ela vai fazer isso cada vez mais e aqueles outros eles vão indo pro lodo. Depende de muito Esforço para ela lembrar que é aquilo que ela tinha para fazer. Ela só lembra que ela
tinha que fazer aquilo depois que não tem mais tempo. A mãe, ela tá no mercado, tá pegando aquela lata de sardinha, ela eu devia ler o livro em casa. Adianta lembrar isso nessa hora? Nada. Aí ela comprou a lata de sardinha, voltou para casa. Quando der a sete, ela esquece de novo. Todo mundo faz isso. Vocês vivam, Eu vivo fazendo isso. Todo mundo faz isso. Se você não programar precisamente o que você quer fazer, o por que fazer isso é bom. Isso aqui cabe no meu dia. Eu tô querendo lavar o carro quando eu chegar
em casa, beleza? Mas eu tenho outras coisas são obrigatórias. Coloca no papel. Coloque nesse nível de organização. Eu vou fazer isso. Isso. Que tempo que me sobra? Sobra 40 minutos. Dá para lavar o carro? Eu acho Que não. Então esquece. Se você for para casa pensando, pô, eu tinha que lavar o carro, eu deveria, mas não tenho tempo para isso, você não vai ficar triste, porque você já tem a sua, o seu respaldo de não dá porque não dá, vou pensar em outro dia. Só que se você não faz essa conta, você não faz porque
você não viu o que dava o tempo, você não se reforçou o suficiente, você esqueceu e no dia seguinte lembra que não fez e fica se xingando de novo. que Eu tô sou vagabundo, eu não tenho energia, tô com depressão, eu procrastina, eu começo a inventar para um monte de coisa e aí começa a acreditar nessa merda que tá falando. Sou uma outras merdas e pensando cada vez mais merda, menos coisas que ela gostaria de fazer, ela faz. Braulho, salve o Thaís. O que eu falei tá muito claro? Se não tiver muito claro, se tiver
só pouco claro, faz assim. Beleza? Então interessa sim você Procurar que tipo de coisa você tá pensando, que tipo de coisa você quer que aconteça, que tipo de coisa tá acontecendo, você quer que diminua ou que pare. Se você ir por isso, cadê meu reforço? O que que é isso aqui? Por que que isso aqui não acontece quando eu tô ali? Então eu vou ficar mais ali do que aqui. Você começa a diminuir, aumentar a frequência do comportamento que você quiser. Não é difícil. Análise do comportamento, eu chamaria de engenharia Do comportamento. É mais interessante.
Você consegue elaborar. Eu inventei 1 milhão de ferramentas com meus pacientes que depois eu fui, eu inventei para um no dia assim, que que eu faço? E se for suei, suei frio, você vai ver a poltrona tá molhada aqui, mas eu desenvolvi aquilo e serve para vários outros. Depois quando a situação é parecida, eu já lembro daquilo, sugiro, pum, encaixa aqui numa luva. Olha que interessante. Quando a Pessoa senta na na poltrona para fazer a sessão, ela tá muito desmotivada. Eu queria fazer isso, eu queria fazer aquilo, eu não posso mais, eu me sinto assim,
assim, assado. Eu explico isso para ela, eu faço as contas com ela dizendo que dá para fazer e que se ela gostar de fazer, vai aumentar a frequência. Quando ela dá tchau para mim, Mário, obrigado, boa noite. Ela sai de lá radiante, ela já tá reforçada para fazer a coisa. O meu diálogo Reforçou. Aí eu ensino ela o quê? A ter um diálogo com ela mesma, que reforce, causa a mesma coisa. Aí ela produz isso um pouco artificialmente, com um pouco de organização paranóica. Esse horário é só essa é a questão de começo, três, qu
dias, uma semana, duas, esse comportamento se torna normal. Ela não precisa fazer mais nada, ela ela faz só organicamente. Ela parou de pensar merda. Vamos lá, eu vou pegar qualquer Pessoa. Braul, abre seu microfone aí. Oi, entenda a minha pergunta como você quiser e responda como você quiser. De 100% do seu dia acordado, quantos por cento é pensando coisas que não servem para absolutamente nada e que talvez até te coloque para baixo? Nossa, acho que 80 [Risadas] 90%. Você tá sobrevivência. Ultimamente eu tô meio assim. Ultimamente, os últimos semanas eu tô meio assim, tá? Na
Verdade, quantos por cento do seu dia acordado? Tá pensando merda. Acho que uns 80 também, André. 60 70, talvez. Ó, vamos chamar de os pensamentos de merda que vocês têm agora. Vamos chamar de 100%. 100% porque eu só tô falando pensamento de merda. Imagina que estão todos num quadro aqui. Pergunto para todos vocês ao mesmo Tempo, quantos por cento desses pensamentos vocês têm a obrigação de pensar? Nenhuma. Talvez, talvez até 15. Ah, se eu não fizer isso aqui, ah, que merda, tem que fazer esse trabalho. Ah, mas mas se eu não fizer, eu não compro
o leite das crianças. Não tem. Mas eu odeio esse trabalho, tá? Mas agora se for 15, 20, a gente exagera muito. Até porque quando começa a pensar Uma merda, rapidinho, você outra coisa. Eu já não gosto desse trabalho e meu marido também já não gosta de mim. E evolui assim, horrores. Aí você começa a acreditar e se você tivesse percebido o primeiro pensamento de merda que você teve, já dava para cortar. Pera aí, eu tô pensando o quê? Meu trabalho é ruim, tá? Por que que ele é ruim? Ele é ruim porque, beleza, eu eu
arrumei três motivos para ele ser ruim. Quais deles eu consigo mudar? Tem vários que vocês vão encontrar. Muita coisa é ruim porque você não pensou de fazer diferente. Geralmente, falo para minha experiência clínica, a imensa maioria das coisas é ruim porque você não pensou um outro jeito de fazer a mesma coisa. Tem algumas coisas que não dá para mudar, mas a maioria dá. E por que que você não pensou? Porque você tava ocupado pensando outras merdas. Resolveu essas merdas? Não, nem ela e nem essa. Eu ia contar, bom, agora não vai dar mais tempo. E
até porque a gente já até estourou o horário, eu ia contar daquele meu paciente que eu tratei essa semana com compulsão alimentar, né? Não vai dar para eu fazer análise minuciosa com vocês que eu queria fazer, mas eh ele contou para mim que o problema, na verdade, do jeito que ele falou, eu entendi que ele era compulsivo o dia inteiro. Pelo relato dele quando Eu ouvi, ele comi o dia inteiro sem parar. Sim, claro que é mentira. Ele já chega falando uma inverdade gigantesca. Não tem como eu saber qual é o comportamento que ele quer
eliminar se eu não perguntar direito para ele, se eu não brigar com ele para que ele dê a resposta precisa. Ele só falam merda. Paciente quando chega descrevendo que faz uma coisa que não quer, ele só fala merda. Ele tudo alterado, troca o nome, inventa uma função que não existe, Coloca no, enfim, tem que fazer acepsia do que ele tá falando. O que que eu fui entender o que que é a compulsão alimentar dele? só acontece no almoço e ele repete o prato. Aí eu perguntei para ele, eu eu vou resumir para vocês, não foi
só isso, tá? Se você começar o primeiro prato e parasse, você chamaria de conculsão? Não, eu estaria bem feliz. Que tipo de pensamento você tem quando acaba o primeiro prato e vai e Você tá indo buscar o segundo? Não é o pensamento que você tem hoje. Eu sei que hoje você acha feio, que você acha ruim, que vai, não tô agora tanto faz. Eu queria descobrir, eu queria rastrear qual é o pensamento que você tem na hora que você dá a última garfada, coloca no prato de volta, pensa assim: "Vou comer outro?" "Vou". Qual é
o pensamento que você tem? que você tem algum pensamento. Talvez você tá percebendo Que ainda sente o estômago vazio. Talvez você esteja pensando nessa nessa hora aqui, pô, eu vou ficar várias horas sem comer, melhor eu comer. Enfim, eu descobri com ele qual o pensamento mais frequente. O pensamento mais frequente dele é que o segundo prato vai ser tão gostoso quanto o primeiro. Eu perguntei: "Jeralmente é?" Ele falou: "Não." Eu falei: "Quantas vezes foi?" Ele falou: "Nunca Foi." Quando eu perguntei, quando o segundo prato chega à mesa, ainda não comeu, você vai comer agora. Qual
o pensamento que você tem? Que delícia, agora eu vou me esbaldar. E a primeira garfada, muito prazerosa. E a segunda? Ele falou: "Não é mais, nunca foi." Depois que chega, quando ele chegou na segunda garfada e não é mais prazeroso, ele come porque o prato já tá lá. Ele vai jogar fora, ele vai largar. Não, já pagou, já pediu de volta, então Já tá ali mesmo, aguento. Então vou comer. Mas ele é movido pela ilusão de que o segundo prato vai ser igual ao primeiro. Mas não, ele ele já se refestelou com o primeiro. Que
que eu combinei com ele para isso? A gente combinou dele no dia seguinte ele ir no restaurante que ele gosta de comer, pegar o prato que ele gosta de repetir, mas o qual não teria problema ele comer uma vez só, mas ele já vai com um pensamento preparado, com pensamento Nova vácuo, prontinho, que nem uma pasta assim de abrir e ver qual o pensamento que ele tem que ter. Falei: "Ó, você vai entrar no restaurante preocupado em lembrar, preocupado em lembrar que o segundo prato nunca é bom. Você vai comer o primeiro. Na hora de
de comer o segundo, você tá indo lá no restaurante só porque eu pedi. Você nem ia. Você vai amanhã e na hora que você comeu o primeiro, você vai lembrar que o segundo nunca trouxe nada e vai Responder uma pergunta. Qual é a chance de 0 a 100% desse segundo prato ser gostoso como primeiro? Que que eu tô estimulando? Que ele tenha um pensamento diferente, substitutivo daquele que ele tinha. Ele sabia que a partir da segunda garfada não é mais prazeroso. Ele sabia porque sempre foi assim, só que ele lembrava, não. Toda vez que ele
viu o segundo prato de novo, ele esquecia novamente e acreditava de novo no que Ele pensava antes. Se você não pedir para lembrar na hora crucial, na hora crucial a pessoa não lembra, ela continua reproduzindo o comportamento, já tá muito reforçado. O que é reforçado várias vezes continua acontecendo até que você não queira, até até sonâmbulo ele pede o segundo prato e come. Tando bom ou não tando, ele já faz isso faz tempo. Então, falei para ele, você tem o motivo de ir lá pedir esse prato uma vez somente para O final do primeiro prato
fazer essa pergunta e perceber que você não vai pegar o segundo. Ele fez, ele ficou com vontade de comer o segundo no primeiro momento. Sim, quando ele pensou, ele perdeu a vontade. Ele relatou isso para mim. Vocês podem me perguntar: "Iso vai se manter no tempo?" Não precisa de mais reforço. Isso aqui foi só o ensaio. Mas eu não vou dizer para vocês O que aconteceu porque ainda não aconteceu. Tá acontecendo. Ele me escreveu hoje. Hum. Não, deixa. Eu não, não, não, não vou mostrar porque talvez escorregue o nome dele que eu ia cobrir. Não
é mancada. Não tem, não tem porquê. Eu ia mostrar só uma mensagem que ele me escreveu hoje. A gente fez, olha que interessante. Aprendam para fazer com vocês que querem emagrecer ou com seus pacientes. Acho que eu posso apagar. Eu Vou escrever, não, eu vou explicar no gogó. Se vocês quiserem, me perguntem depois e eu escrevo no grupo. Prepara um PDF. É só me pedir. Eu fiz uma lista, na verdade, uma agenda eh alimentar para ele. Ele gosta de meter o pé na jaca, gosta. De vez em quando ele mete pé na jaca à noite,
comendo, tomando uma uma coquinha a mais. Olha, sim. O que é clássico é repetir o prato, mas ele ele Faz outros ele comete outros comportamentos compulsivos. Falei para ele, cara, fala para mim, descreve para mim com hora e qual prato você vai comer. Objetividade sempre extrema. Tem que ser um autista na objetividade. Não existe nenhuma outra coisa senão a hora e o que você vai fazer. Como se você fosse, sei lá, um que só entende quando alguém fala: "Vai lá, pega essa caneta, esfrega no papel um pau para baixo, um pau pro Lado". Aí você
tem um T. Como é que é? Então, um pau para baixo, um pro lado. Nossa, sai para isso aqui. Façam isso porque aumenta a probabilidade de dar certo que você tá pedindo. Eu falei para ele, descreva para mim o que seria um dia ótimo se você tivesse 100% melhor do que você tem. Que que você faria em questão de de comida? Aí ele um dia bom, eu levantaria 7. Eu anotei tudo no papel, inclusive tá em volta de mim o papel. Eu Levantaria sete, aí eu comeria precisamente uma fruta, tomaria café e pão com ovo,
não lembro, ele falou, eu falei: "Tá". E depois aí teria um cafezinho, na verdade eu comer uma fruta às 10, aí no almoço eu comeria almoço meio-dia. Aí pera aí, almoço meio-dia o quê? Arroz, feijão. Você tem isso na sua casa para amanhã? Pronto, tenho. Beleza. E aí ele descreveu para mim. Eu falei: "Beleza, então vamos lá". Então, num dia você acordou, você comeu a 10 horas Isso, isso aqui, isso aqui, isso aqui, isso aqui, isso aqui, é isso, né? Ele falou: "É o quão satisfeito você estaria se você tivesse feito isso de 0 a
100%. Vicente, que resposta que ele me deu?" 100%. Satisfa? Que resposta ele me deu? 100%. Qual Derran que resposta que ele me deu? 90%. 90. Valderan ficou mais próximo. Ele me deu 70. Que bota é essa? Por que 70? Eu peço Para ele me descrever o dia perfeito. Ele me descreve minuciosamente, eu repito para o dia perfeito, ele derruba. Eu falei, lembra qual foi a minha pergunta? Se você estivesse 100% satisfeito com a terapia com 100% de resultado, o que é que você faria? Como é que seria o seu dia? Seria assim. Eu anotei tudo,
voltei para ele. Então, seu dia foi isso aqui. No final do dia, que que você vai achar? Você vai estar quantos por quantos por cito? 70. Eu Falei: "Ma você tenta, o que é que tá errado? O que que você quer trocar? Que que é que você quer tirar?" Ele: "Não, tá certo, é isso aí". Porém, eu sei que se eu fizer isso aí, é um dia só, eu não estaria satisfeito, porque no dia seguinte eu ia cagar de novo. Sempre foi assim. Esse pensamento dele é uma gigantesca, gigantesca, evidente, evidente, evidente punição a não
fazer reeducação alimentar nunca mais. Não dá certo, Por que que eu vou fazer De novo? E se um dia fosse maravilhoso, não ia ser maravilhoso, porque no outro eu ia cagar, é só isso que eu conheço. Então eu nem vou pensar nisso. Nessa hora eu perguntei para ele, há quanto tempo você não tenta consertar sua alimentação? Há anos. Há anos. Nunca adiantou bosta nenhuma. Por que que eu vou tentar? Eu gostei da resposta dele. Tá certo. 70 pode ser até menos. 70 me Pareceu até muito. Ele não pensou no dia. Ele não entendeu minha pergunta
que era pro dia. Eu falei: "Tá, mas se fosse num dia só, fosse só para esse dia, esquece o ano." Ah, não. Aí daria 100. Ah, aí beleza. Aí a tá estaria certo. Mas não foi isso. Que que eu propus para ele? Vamos fazer então uma agenda de alimentação boi ruim. Você vai escolher que que dia vai ser o o primeiro que vai meter o pé na jaca. Então, por exemplo, segunda-feira Você vai desempenhar esse que você me falou. Você consegue fazer isso por um dia? Um dia facinho consigo. Problema é que eu não beleza.
Um dia. Na segunda você come isso. Na terça você mete o pé na jaca, mete o loucão. Na quarta direito. Na quinta mete o pé na jaca de novo. Na sexta você come certo na na no sábado você mete o pé na jaca. Isso parece, não tô falando se é bom, se é ruim, se é crente ou não. Isso parece possível. Para mim possível para Nada difícil. Perguntei para ele, você já fez a conta de de 100% de comida na semana que você ingere naturalmente, normalmente, sem ter feito isso que eu te pedi ainda? 100%,
certo? 100. Se você fizer isso que eu falei, ou seja, meteu o pé na jaca quatro vezes por semana, quantos por ca, quantos por c de comida a menos você tá tendo? Ou melhor, você tá deixando de comer 40, 50%. em uma semana reduzir 50% do que você come, Tá de bom tamanho. Ele falou: "Tá lindo". Eu te falei: "Parece fácil seguir esse programa, tá no papo". Facílimo ele. Então eu eu me coloquei como reforço. Você vai aparecer todo dia às 10:30 da noite, inclusive tá quase na hora, me dizendo: "Meti o pé na jaca".
"Consegui meter o pé na jaca". E no outro dia consegui, mantive. Caso você tenha cagado um pouco no dia, que era para fazer tudo certo, cague mínimo e me fale: "Olha, consegui fazer 90%. Se você cagar no dia que era para fazer tudo bonitinho, você ainda fez uma coisa bilhões de vezes melhor do que você já fazia antes. Ou seja, até cagando você acerta. O reforço disso que eu falei para ele foi lá no teto. Agora ele tá engajadíssimo. Não é difícil porque hoje, nossa, eu tô com uma vontade de tomar 2 L de Coca
que ele falou que fazia de vez em quando. Hoje não dá mais Amanhã. Amanhã tá perto. Amanhã tá não, mas não. Até amanhã eu aguento. Do jeito que eu propus para ele, até amanhã eu aguento. Tá lindo. Mas se ele não tivesse conhecido isso que eu pedi, ele não ia pensar até amanhã eu aguento. Ele ia pensar, eu não aguento ficar sem isso aqui por muito tempo, então não vou fazer. Por que eu vou parar agora? Não vai fazer diferença nenhum. Vou tomar manha de novo. Então, o próprio esquema que eu propus para ele É
é autoreforçador. Tudo é fácil. Comer é fácil, não comer é fácil, errar é fácil, consertar o que errou também é fácil. Mas o que eu pedi é uma organização básica. Quando for na véspera de meter o pé na jaca, à noite, você define precisamente de que jeito você vai meter o pé na jaca. Você quer repetir o strogonof, você quer repetir o macarrão, você tá indo na casa da sua mãe, que tipo de comida vai est lá? É essa? Você Você pode repetir, então programa, vou vou cagar assim. Vai lá e faz. O que que
vai acontecer se ele se programar comer três? Eu vou exagerar, mas vocês vão entender. Hoje à noite ele se programa para comer três frangos inteiros amanhã. Se programou, escreveu, vou comer. Se ele for lá e comer os três frangos inteiros, ele vai se sentir triste? Ficar programado. Quando você programa e faz até a cagada, dá certo. Você não sente nada. Por que que ele não Vai ficar triste? Porque eu sei que amanhã não vou comer. Eu reponho tudo. Tô dentro do programa, caguei no programa, não saí do programa, não tô dentro. Fiz exatamente o que
era para fazer. Tá na conta. Maravilha. Que que vocês acharam disso? Que que eu faço na semana seguinte? Ué, sei lá, eu pego, pego um dia que ela de meter o pega na jaca e tiro. Aquele 50% que deixou de comer subiu para 60 e ele faz a conta. Caramba, essa semana eu não fiz nada, não me custou nada. já caiu 60%. Por que que a mulher emagrece e fica toda feliz quando ela vai no spa? Eles dão remédio para ela que deixa ela feliz, que não. Eles colocam não. Ela recebe reforço. El é assim
eh é é setado para ela cometer alguns comportamentos que são bons para ela. Cuidar da pele, se exercitar, pensar coisas boas, ter papo com as amigas, fofocar, falar mal de todo Mundo, ah, fazer intriga. Ela adora fazer isso. E ela tá no lugar onde ela é reforçada a fazer isso aí o tempo todo. Ela tem muito reforço. Tem muito reforço. Muito reforço. O que que acontece lá? Ela faz porque ela é obrigada ou ela faz porque ela quer? Ela faz porque ela quer. Ninguém obriga ninguém no spa não é uma clínica de de internação de
drogado. Mas por que que ela quer lá dentro e na casa dela ela não quer? Porque lá ela tem Reforço. Na casa dela ela não tem. Se ela morar o mesmo spá, ela sai de lá um palito, ela volta para casa em uma semana e meia já tá tudo cagado de novo, porque lá não teve reforço. Descubra quais foram os reforços e vamos tentar simular em casa. Às vezes o marido é punição para ela e só arroz e e e salada. Ah, mas não dura você. O cara faz isso, é uma punição para ela. Ela
empurra esse prato e pega lá o bifão, tudo que ela tem, mas Mete lá e dance. Ele é punição. Então, nesse caso, eu como terapeuta, seria até interessante eu falar com ela e com ele se eu tiver oportunidade. Reforça, filha da Não é isso que você tem que fazer. Claro, não vou falar assim, né? Mas eu vou falar não, cidadão. Poxa, né? E ajuda ela a reforçar. Mas tem que ter reforço. O reforço é externo. Geralmente é mais exerno do que interno. Então ela não conta com isso, ela perde tudo. Qual Que é a magia
do spa? Nenhuma. Só reforço. Só reforço. Bom, e vai dar 2 horas de aula. Falta 5 minutos para dar duas. Então vamos meter o panaj, fazer as duas e acabar. O terceiro elemento do reforço é diminuição na variabilidade do comportamento. Voltando alguns alguns cones aqui, o que que é o reforço? Ou melhor, o que que é o comportamento reforçado? É aquele comportamento que você exibiu, que você Cometeu e aconteceu alguma coisa que te serve. Então você vai e faz ele de novo. Você faz, vai e faz ele de novo. Quando você comete várias vezes o
comportamento, ele é reforçado, você comete novo é reforçado. Ele sofre, ou melhor, ele gosta de uma diminuição na variabilidade. Vou dar um exemplo para vocês. Se vocês derem, pega uma criança Que tá começando a andar ou até já anda tal e agora você vai colocar ela para apertar o botão de luz. Ela não alcançava, ela nunca apertou. Ela nunca alcançou, ela sempre quis. Agora você pega falo, vai, vai, sua vez, vai, aperta. Aí ela tem um jeito específico de apertar, não. Que dedo que ela vazar? Qualquer um. Ela pode até com a cabeça, ela pode
com o pé, ela pode com esse dedo, ela pode com as costas da mão, ela pode com a palma, ela pode com as duas Mãos, ela pode apertar o botão e ainda ficar apertando ele para baixo. Tipo assim, eu quero que a luz fique acesa, então vou ficar apertando. A medida que ela vai fazendo isso mais vezes, ou seja, o comportamento ao grosso modo, é apertar o botão. O que acontece quando aperta? acende. Por que que ela vai apertar amanhã de novo? Porque acendeu ontem. Se não tiver acendido ontem, ela não fale isso de novo.
É uma coisa estúpida. ela Não vai fazer, não tem motivo. Conforme ela vai fazendo, porque a coisa dá pé, porque a coisa traz resultados, ela vai eh automaticamente se configurando a fazer aquilo de um único jeito. Percebam, vocês podem apertar o botão de luz com qual dedo, qualquer um, com qual mão, qualquer uma, mas perceba, se for fazer uma tabela de de 0 a 100%, quantas das vezes foi no meu caso, com o dedo da mão direita? 98%. 2% porque às vezes eu entrei e o interruptor era aqui na esquerda e eu não ia gerar
o corpo. Então foi esse aqui. Então eu eu bato assim. Aí vai o vai o o eu bato mais com o dedo médio. Aí eu moro numa casa, eu mudei para uma casa onde o botão fica aqui. Aí eu vou mais com o polegar, eu descubro, ou melhor, descubro não, perdão. Eu passo de um jeito que à medida que eu vou repetindo, ele vai se olhando cada vez mais único. Você padroniza o Comportamento. Você pode acender a luz até com uma caneta, mas por que que você não faz isso? Porque com esse dedo é melhor.
E por que que esse dedo é melhor do que esse? Não é, mas você fez tantas vezes que ficou ele. Você nem pensa em fazer de outro jeito. Ou seja, aproveitando, se você tá pensando merda, merda, merda, merda, merda, você esquece um outro jeito de pensar merda. Você tem que me pagar R$ 165 para eu fazer você pensar sua merda de jeito diferente. E Aí eu marco uma hora só para você pensar sua merda do jeito que eu te pedi. E você desarticula a merda do jeito de antes. Tem tem gente que chega a se
xingando para mim e eu não consigo convencer que ela é linda, que ela é maravilhosa, que ela é o que ela tá falando, mas eu convenço que ela é algo menos pior. Ela leva para casa, ela vai pensar esse menos pior. Na semana que vem, quando ela volta, esse menos pior que eu implantei, que eu sugeri, Cresceu. Ela descobriu que ela não só não é tão feia assim, como as pessoas na rua olham muito. Até o dia anterior olhavam porque ela é feia segundo ela, ou então não olhavam. Depois da nosa sessão, nossa, começaram a
olhar para ela. Olha que interessante. Que interessante, não é mesmo? Então, na verdade, essa diminuição na variabilidade do comportamento nada mais é do que uma depuração. Para terminar, a última coisa Que eu vou falar aqui, depuração. Até os animais fazem isso. Quando eles se vem num num contexto onde que eles onde eles têm que agir e a ação deles serviu para alguma coisa, no começo ele faz isso com a boca, ele faz com a pata, ele faz com a outra, ele faz com tudo ao mesmo tempo. Depois que ele faz isso várias vezes, ele descobre
o jeito mais fácil de fazer, mais cômodo e fica com aquele mesmo. Vou passar um vídeo para vocês agora que demonstra um Pastor alemão fazendo isso e que na verdade é a caixa problema de tornike, que é o que vocês vão ver. Caixa problema de tornike, o que que ela vai trazer de informação? que quando o animal ele é incentivado a fazer alguma coisa para sair daquela caixa, geralmente porque tem comida fora, ele não sabe como ele faz, ele não sabe onde tá o botão, ele não sabe abrir. Então o que é que ele faz?
Ele ele entra em desespero, ele começa a Bater, ele roi, ele morde, ele empurra com o corpo, ele pula, ele late. Ele vai fazer um milhão de coisas até ele descobrir alguma que de alguma maneira fez aquela caixa abrir. Na verdade, tem um dispositivinho, tem uma válvula ali, quando ela é batida, coisa abre. Tanto que ele se debateu, se debateu, às vezes ficou uma hora lá. para descobrir isso aí, mas ele acaba descobrindo. E na que ele descobriu, nossa, então fazer isso aqui não. Na primeira vez que ele bateu Ali, ele nem sabe o que
que foi que aconteceu. Ele sabe que quando ele ele veio para cá, aconteceu. Bateu aqui, nossa, abriu. Aí o dono vai lá, põe ele de novo, fecha, coloca o lá de fora, ele desesperado de novo. Ele vai fazer vários comportamentos até que ele vai lá e bate e abre. O que que é interessante de descobrir, de de notar? A cada vez que ele é colocado na caixa de novo para se debater e abrir, o tempo que ele leva para abrir a caixa é cada Vez menor. Chegando lá na oitava, nona vez, segundos você põe, fecha
e ele abre na mesma hora. ele próprio dê puro o comportamento dele. A gente faz isso. Se você acha que é importante ficar se xingando, tem gente que acredita que ficar se xingando vai fazer ficar melhor. Ficar não fica, mas já que ela acredita, então ela fica repetindo esse comportamento. Ela faz igual o cachorro, só que o cachorro bate ali e sai da Caixa. Ela não, ela coloca uma caixa cada vez maior e não percebe. Vamos ver o doguinho e tchau. Eh, vocês vão assistir o vídeo e ao final eu já vou encerrar a aula.
Então, desde já, forte abraço, Ave Maria, até a próxima e vamos assistir aí. Se alguém ver algum problema aí me fala, tá? Eu vou fechar minha câmera e vou me mutar. Gente, perdão, eu vou abrir de novo aqui porque eu não compartilhei com som. Apesar de que nem tem som o negócio, né? Mas vamos fazer direito. Só um minutinho. O nome dessa experiência é caixa problema de Charjik. [Música] Vocês sabem que eu não me contenho de comentar, né? Vou vou tentar ser breve o mais possível. Por que que ele tá dando a comida naquele lugar
ali? Eu não sei se vocês perceberam. Não, acho que vocês não perceberam não, porque eu também não percebi nada quando eu vi pela primeira Vez. Aqui nesse branquinho tem um buraco que é onde o cara, por onde o cara tá passando a comida. Ele podia passar por qualquer buraco, qualquer lado da podia jogar dentro da jaula, mas ele coloca por esse buraco porque assim reforça o comportamento do cachorro de meter o focinho dentro desse buraco. Esse dispositivo, essa coisa branca que vocês estão vendo, na verdade, quando ela é Levantada, a tampa daqui de trás sai.
Na verdade, quando ela é levantada, acho quando ela é puxada, não me recordo, mas enfim, quando o cachorro mexe aqui, a tampa ali abre e o cara dá comida aí, porque ó, no começo pro cachorro tanto faz ficar mais perto dessa porta, ficar mais para cá, olhar para cá, olhar para lá, é tudo igual para ele. Só que o cara dá comida, chama atenção e faz ele ficar aqui cada vez mais, de modo que através do Reforçamento, olha que o cachorro não pensa fora da caixa, entre aspas, eh, ele vai, ele vai acabar ficando mais
nesse canto aqui do que no outro. Isso já significa muita coisa. e dá comida aqui, dá a comida aqui. Ele percebe que o negócio mexe e tal, daqui a pouco ele começa a fuçar nessa coisa aqui desesperadamente. Por quê? Quando ele chega perto dessa coisa, geralmente aparece comida. Então ele ele acha que tem Alguma coisa aqui, ele sente que tem alguma coisa aqui. E aí vai. [Música] Ciao cachorro só ganha a comida se ele botar a cara naquele buraco ali, ó. Em qualquer outro ele não ganha. De modo que ele vai perceber que, ó, eu
quero essa comida que tá na mão dele. Mas aqui não vem. Aqui não vem. só ali. Então tá bom. Nas próximas vezes ele já entendeu. Ele vai direto ali, porque é só dali que passa a comida, mas nem outro lugar. [Música] Vou comentar de novo. No começo era só ele meter o focinho no buraco que ele ganhava. Agora o cara fica segurando. Lembram da aula lá do ratinho que jogava basquete? O cachorro ele fica puto de não rodear a comida tá na cara dele não ser dada. Então o que que ele faz? Ele mete a
pata, ele empurra. Aí quando ele comete o comportamento mais parecido com aquele que o dono quer, com o adestrinador Quer, aí ele dá. Aí depois ele faz de novo, vem com a comida, o cachorro mete o focinho de novo, que é o que ele tava fazendo. Não vem, ele já sabe que ele tem que ficar puto. Aí ele mete a pata, aí ele ganha, ele mete a pata de novo. Aí ele ganha. [Música] Muito legal ver ele fazendo uma coisa nova que ele não fazia antes, né? Quando você tá desesperado, é isso que você faz.
Lembra que eu falei do do botão da Luz? Você tá acostumado a apertar com um dedo só, mas digamos que você tá com muita pressa num dia, vai caiu um dinheiro seu e você tá muito atrasado e caiu nesse lugar escuro. Aí você aperta o botão da luz, ela não acende. Que que você vai fazer? Você vai atrás de uma vela? Não, você vai ficar aqui um idiota apertando isso aí várias vezes, que nem esse cachorro. Aí você troca de dedo, você troca de mão, você grita, você chuta. Você vai fazer exatamente o que Ele
tá fazendo. Todo mundo faz a mesma coisa que o cachorro faz. Você sabe que é idiota, mas nessa hora faz sentido. [Música] minuto e meio na primeira. Vamos ver na segunda. Aprendi. Ele não aprendeu [Música] claramente. Vamos ver a terra. [Música] Percebam que no começo ele tentava com o focinho. Com o focinho não tem força Para puxar. Agora eu acho que ele não põe mais o focinho. Ele já entendeu, ele já se ligou que não faz mais. Se não serve você tira, não deu, tira. Deu certo, continua. É por isso que eu coloquei na luz
aqui. Diminuição na variabilidade do comportamento. Você começa a depurar. Cada vez que você faz de novo, você depura, depura, depura e depura. [Música] Olha essa Tabela altamente científica. Na primeira vez 1 minuto 20, na segunda, 90, depois acho que 80, 70. A última ali, se botar ele agora de volta, nem um segundo. Um segundo é o que ele leva. Você botou, ele já vai direto ali e mete a pata. Ele não vai mais pro cursinho. A gente faz isso quando dá certo. E às vezes quando não dá certo, você não não fez a melhor escolha
para fazer dar certo o que você quer, mas você não definiu o que é dar certo. Então você faz qualquer bota. Não definiu, não tá esperando nada. Você fica tentando até um dia que você se sinta bem. Esse dia chega nunca. Então você tenta uma coisa, tenta outra. Aí por isso que hoje, nossa, estudei para hoje. E amanhã? Amanhã, aliás, no dia seguinte não estudei, mas rezei 10/3os. E no outro aí, no outro eu estudei geografia, faz nada, não definiu, vai ficar aqui nesse cachorro. A variabilidade é intensa, é é Gigantesca, porque não foca em
lugar nenhum. Só para terminar, eh, bem rápido mesmo, tratei de um casal, isso já aconteceu em vários outros casos, onde eles brigavam. E aí, que que eu já contei isso para vocês também. E que que eu fui entender? Eles brigam na segunda, na terça eles viajam. Eles brigam no domingo, na segunda eles vão no Burger King. No dia que eles brigam, no outro é um dia maravilhoso. Aí eu fui entender que eles eles já estavam fazendo isso aí Faz uns 25 anos para ter um dia maravilhoso no dia seguinte. Aí eu sugeriu seguinte, vamos fazer
agora uma tabela, uma pequena agenda para essa semana. Que dia que vocês querem que sejam bons? Três dias bom na semana, tá bom? Tá. Que dia? Terça, eh, quinta e domingo. Beleza. Que que você quer que aconteça? Isso. Isso. Se vocês combinarem, vai ter, vai. Então, beleza. Aí eu parar de brigar. Acabou. Tá a mesma coisa que esse Cachorro descobriu, porque isso no começo funcionava e ninguém sabia porquê. Mas como ninguém explicou como isso funcionava, ficou elas por elas. Esse comportamento que gera outro, não vou desenvolver o melhor, vou ficar com esse mesmo. Já serve.
Forte abraço. Salve, Maria. Até a próxima.