O Corpo de Bombeiros segue as buscas pelo homem que sumiu no Rio Gram aqui em João Pessoa, quando estava com amigos, olha só, comemorando o aniversário. Jerônimo Justino da Silva não sabia nadar. Quem traz ao vivo mais informações atualizadas sobre o caso é Vanessa Costa.
Vem para cá, me acompanha. Bom dia para você, Vanessa. Quais as atualizações em relação às buscas a esse cidadão que sumiu no dia que comemorava o aniversário?
Vanessa, bom dia, Jomar, para você, para toda a nossa Paraíba. A gente segue acompanhando esse caso desde as primeiras horas da manhã na nossa programação. Jerônimo Justino da Silva, 43 anos, estava em um momento de confraternização com amigos quando acabou caindo ou pulando de uma jangada para tentar retornar à margem na tentativa de retornar à margem justamente pelo medo, por não saber nadar, acabou então naquela situação submergindo.
A gente tem acompanhado as buscas, inclusive nesse momento o Corpo de Bombeiros, inclusive o batalhão de busca e salvamento do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba segue com um raio de pelo menos 2 km de buscas. Nesse momento, a Major Vivic Cléia conversa com a gente para atualizar como está o trabalho depois de uma manhã inteira de busca, depois de várias mudanças de maré, o que que a gente consegue trazer de atualização em relação ao serviço? Boa tarde.
Boa tarde a todos os telespectadores. O nosso Corpo de Bombeiros está atuando desde ontem, né? Todo mundo que tá acompanhando as buscas.
Nós estivemos desde ontem aqui, desde o primeiro momento em que fomos informados eh da submersão da vítima e as nossas equipes, imediatamente as que estavam próximas vieram ao local, iniciaram as buscas e por volta das 7 horas suspendemos em decorrência das condições ambientais. Hoje pela manhã, nas primeiras horas, já iniciamos e nossas equipes iniciaram com embarcações, guardavidas, tentando fazer essa varredura mesmo. Os nossos mergulhadores estiveram no local, atuaram em uma margem de cerca de 150 a 200 m, um raio de 50 m para tentar localizar a vítima, mas não obteve êxito até agora.
Nós também ampliamos as buscas com apoio do nosso helicóptero ACuan. E temos também as aeronaves remotamente pilotadas que estão aqui também realizando as buscas, ampliando essa área de busca. Essas aeronaves remotamente pilotadas são os drones.
Os drones também são operados para conseguir ampliar esse raio de visualização. E nesse momento já passaram mais ou menos 18 horas do incidente. A maré já virou algumas vezes.
Isso vai dificultando o trabalho. Como é que isso influencia? Sim, dificulta a subida e a descida, né, da maré quando ela enche, quando ela seca e também a correnteza e a própria vegetação do local, uma vez que a gente se encontra aqui numa área de mangue.
Então, tudo isso traz um pouco de dificuldade, mas os nossos especialistas estão atento a todas esses essas variáveis, estão analisando todas essas informações para direcionar cada vez melhor as buscas. Major e está acompanhando desde muito cedo, desde ontem, na verdade, relembra pra gente qual foi o relato dos familiares em relação ao ocorrido? As informações que recebemos no local é que ele estava com mais duas pessoas, subiu na jangada achando que ela estava fixa na vegetação e de repente a correnteza, por ser forte na região, levou a embarcação e ele por medo obtivemos a informação que ele chegou a pular e no momento que ele pulou o local já estava em grande profundidade, ele submergiu e não mais retornou.
OK. Muito obrigada, major, pelas informações, inclusive falando sobre a família nesse momento. É, hoje pela manhã nós estivemos por aqui, acompanhamos essas buscas e conversamos também com esses familiares, entre eles o cunhado de Jerônimo, Pedro Palma, que nos trouxe algumas informações sobre a suspeita, se ele teria então pulado para retornar à margem ou se ele teria caído pelo medo por não saber nadar.
Vamos acompanhar. Ele tava, a esposa e mais duas pessoas aqui na praia e resolveram entrar nessa jangada, sendo que ele é uma pessoa que tem medo de entrar de dentro da praia porque ele não sabia nadar. Então a gente acha muito estranho essa situação, porque como é que a pessoa só veio perceber que a jangada saiu do lugar a mais de 50 m, a já distante num em um local bem profundo.
Então é uma coisa que a gente tem cisma, a gente tem suspeita de que isso tá mal contado, essa conversa e só depois vieram perceber que ele tinha pulado. É um é muitas contradições nas conversas de ontem. Até hoje são contradições e a contradições e a gente nunca sabe o a verdade, entendeu?
Imaginavam que essa jangada estaria presa, mas aparentemente não estavam pela distância que ela andou. Segundo segundo a esposa dele, foi falado isso, que a jangada tava aqui no na areia e de repente ela começou a andar, que é uma coisa sem lógica. Eu vejo no meu ponto de vista, sem lógica.
Se a jangada tá aqui na beira, ela não tem possibilidade de andar tão para tão longe. E foi andado para longe e ele só veio perceber quando já tava no meio da maré. Chegou no quarto da minha cunhada, pediu para a mulher cuidasse do meu irmão e do filhinho dela.
E aí pedindo mesmo. Aqui geralmente é um local que eles não vêm também. Geralmente eles vão à praia de Jacarapé.
Ontem foi uma eventualidade. Aí advinha trazer para aqui. Aí é por isso a gente tá com essa desconfiança.
Moça, vocês desconfiam que ele possa ter caído da jangada? É isso. A gente desconfia que foi empurrado.
Pessoal voltaram no barco e porque não trouxeram ele, não ajudaram. [Música] A gente acompanhou então esse relato da família também com relação ao ocorrido pra gente poder contextualizar a jangada que ele estaria com esses outros dois amigos. É exatamente essa daqui que nesse momento está aportada a areia.
Desde manhã cedo ela está aqui, a gente vê que tem uma corrente nela, na ponta dela existe uma informação de que essas jangadas elas ficam presas de forma fixa. Então ela teria sido retirada da base. Isso foi um pescador que nos informou pela manhã.
Ela teria sido possivelmente retirada da base de onde ela fica fixa e trazida pra margem. E aí eles tinham essa intenção de que ela estaria de fato presa, mas nesse caso não estava. Tanto é que andou bastante e a família suspeita que ele tenha tentado retornar à margem e acabou não conseguindo.
As buscas continuam por aqui. Eh, Jerônimo é um homem de 43 anos, ele tem uma filha de 10 anos, uma companheira e, enfim, todas essas pessoas apreensivas e aguardando esse retorno. Pra gente encerrar, só para sinalizar, aqui é o rio Grame.
Pra gente ter a ideia da extensão da busca do Corpo de Bombeiros, vai daqui do rio Gram, que fica próximo já ao mar, na Barra de Gramami, até a ponte na PB008. Essa é a dimensão da mais de 2 km de buscas do Corpo de Bombeiros pelo Batalhão de Busca e Salvamento. A gente vai ficando por aqui, João e ao longo da programação do Correio Verdade, nós ainda voltamos por hoje com você.
OK. Obrigado, Vanessa, pelas informações. Agradecer também a gentileza da Major Vivic Cléia, né, do Corpo de Bombeiros, que gentilmente falou a audiência aqui do programa Correr Verdade.
Aproveitar para parabenizar o brilhante trabalho desses bravos homens e mulheres que compõem aí o Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, tanto no caso agora do Jerônimo quanto também no caso do jovem Kevin, né? Um trabalho muito difícil, ergúlio, mas graças a Deus que nós temos esses heróis que compõe aí o Corpo de Bombeiros Militar aqui da Paraíba, sempre nos orgulhando com o seu belíssimo trabalho. Yeah.