meu nome é Sara e até algumas semanas atrás eu era apenas uma enfermeira recém-formada cheia de esperanças e sonhos agora não sei mais quem eu sou o que aconteceu naquela noite no hospital Raul Sertã mudou tudo que eu acreditava sobre a vida consegui um emprego no turno da noite logo após Minha Formatura o hospital era conhecido na a cidade não por seus Serviços Médicos mas também pelas suas histórias e aparições e alguns eventos inexplicáveis que circulavam entre os funcionários no meu primeiro dia a enfermeira chefe uma senhora de cabelos grisalhos chamada Margarete me chamou com
preocupação e disse querida tome cuidado com a ala Leste especialmente à noite eu ri pensando que era apenas uma brincadeira para assustar a novata as primeiras semanas foram tranquilas o trabalho noturno era cansativo mas eu me adaptei bem os corredores vazios e o silêncio ocasionalmente quebrado por gemidos distantes de pacientes se tornaram minha nova normalidade até aquela noite fatídica era uma terça-feira eu me lembro bem o Ará Fora estava pesado prenunciando uma tempestade mas cheguei para meu turno da noite Margarete me informou que cuidaria de um novo o Senor Valdir um senhor de 78 anos
que havia sofrido um AVC Severo ele está no quarto 309 hesitante ela me disse que ele estava na ala Leste algo na forma que ela falou me fez sentir um arrepio mas afastei a sensação peguei a ficha do sor Valdir e me dirigi ao quarto à medida que eu caminhava pelo Corredor da ala Leste as luzes fluorescentes pareciam ser mais fracas piscando ocasionalmente o o cheiro de anestésico sempre presente no hospital deu lugar a um odor estranho quase metálico Parei em frente à porta do quarto 309 por um leve momento hesitei minha mão tremeu levemente
sobre a maçaneta respirei fundo e entrei o quarto estava escuro iluminado apenas por uma luz fraca que vinha da janela o senhor dormia seu peito subindo e descendo levemente com a respiração lenta me aproximei da cama para verificar seus sinais vitais enquanto anotava as informações senti que algo gelado tocou minha nuca virei-me rapidamente mas não havia nada ali as sombras do quarto pareciam se mover Como Um Piscar de luzes do Corredor as horas se arrastaram a cada visita ao quar 309 eu sentia que algo estava errado o ar ficava mais pesado a temperatura mais baixa
e o senhor em embora inconsciente parecia agitado murmurando palavras que eu não conseguia compreender por volta das 3 da manhã a hora que os antigos chamavam de hora do diabo o alarme do monitor cardíaco do sor Valdir disparou corri para o quarto meu coração batendo forte no peito ao abrir a porta fui recebido por uma cena que jamais esquecerei o Sr Valdir estava sentado na cama os olhos arregalados fixo em um ponto no canto do quarto seu rosto estava pálido coberto por um suor frio quando me aproximei ele agarrou meu braço com uma força surpreendente
para alguém que estava naquele estado eles estão aqui ele sussurrou sua voz trêmula de terror eles virão me buscar tentei acalmá-lo dizendo que estava tudo bem e que éramos apenas nós dois no quarto mas ele continuou seus olhos nunca deixando aquele canto escuro você não vê Estamos esperando sempre esperando este quarto Esse quarto é deles senti um frio na espinha contra meu melhor julgamento decidi verificar o canto que tanto aterrorizava cada passo em direção à aquela escuridão parecia mais difícil que o anterior o ar ficou gelado minha respiração formando pequenas nuvens na minha frente foi
então que eu ouvi um sussurro tão baixo que achei que fosse minha imaginação mas ele ficou mais forte como se várias vozes estivessem falando ao mesmo tempo em línguas que eu não compreendia virei-me rapidamente para voltar à cama do Sr Valdir E quando vi uma figura alta e sombria estava do lado dele não tinha rosto apenas uma escuridão mais profunda que a noite o ar ao redor parecia vibrar distorcendo a realidade congelei meu corpo recusava a se mover a figura lentamente se inclinou sobre o Sr Valdir que agora estava imóvel seus olhos estavam vidrados de
terror o monitor cardíaco emitiu um bipe contínuo sai do Trans e corri para iniciar a ressuscitação mas era tarde demais o Sr Valdir havia partido levando consigo o segredo daquela presença sombria nos dias seguintes tentei raciocinar o que havia acontecido contei a história para Margarete esperando que ela risse e me dissesse que era apenas estresse mas seu rosto ficou sério quase triste o quarto 309 tem uma história Sara ela disse baixinho há muitos anos um paciente morreu em circunstâncias estranhas desde então muitos outros tiveram o mesmo destino alguns dizem que aquele primeiro paciente nunca deixou
o quarto e que ele espera sempre espera por companhia pedi transferência no dia seguinte daquele hospital não posso mais trabalhar no turno da noite não consigo andar mais pelos corredores do hospital sem olhar por cima do meu ombro tremendo de medo e com muito receio de ver aquela figura sombria novamente e todas as noites ouço aquele sussurro me chamando de volta do quarto [Música] 309 era uma noite nublada e úmida no hospital Santa Clara e o clima dentro da unidade de terapia intensiva estava tenso eu van estava de plantão com a minha colega a enfermeira
Larissa tínhamos a responsabilidade de cuidar de um paciente que estava cada dia mais perto da Morte seu nome era José da Silva um homem que havia passado por diversas adversidades ao longo da vida desde insuficiência cardíaca até problemas renais crônicos que mais nos perturbava no entanto era a intensidade do seu medo da morte sempre que o monitor cardíaco dele emitia um sinal de alerta José entrava em Pânico absoluto gritando com um desespero enorme e fazia o sangue de qualquer um gelar naquele momento não me deixem morrer não me deixem morrer ele gritava apesar do nossos
esforços para acalmá-lo parecia que o medo que José sentia era irracional por volta das 2as da manhã o monitor cardíaco começou a emitir um alerta com o meu coração acelerado corri para o quarto empurrando o carrinho de Emergência com Larissa logo atrás de mim quando chegamos a cena que encontramos Foi um pesadelo Larissa estava pálida branca como uma vela seus olhos estavam arregalados ela estava apavorada e incrédula pelo que ela estava vendo José estava sentado a cerca de 5 cm acima da cama com um sorriso grotesco macabro no seu rosto seus olhos que outrora estavam
carregados de medo agora brilhavam com um brilho maligno e insano A aura que emanava dele era assustadoramente diferente da que havíamos conhecido então ele soltou uma gargalhada sinistra e disse com uma voz que parecia ecoar em algum lugar além da realidade você não vai me deixar morrer não é o choque e o terror me paralisaram e por um momento o tempo parecia congelado a realidade parecia não ser a mesma Larissa e eu ficamos completamente congeladas incapazes de morrer um só músculo ou fazer qualquer coisa além de olhar para aquela cena absurda finalmente recobrei a capacidade
de agir e apertei várias vezes o botão do código azul no instante que o sinal de emergência soou José caiu de volta sobre a cama e entrou em parada cardíaca começamos imediatamente os procedimentos de reanimação mas a batalha foi em vão após 20 minutos a equipe de emergência confirmou a morte de José enquanto a equipe médica limpava o quarto algo absolutamente estranho aconteceu José levantou novamente da cama o sorriso grotesco ainda estampado no seu rosto com uma voz que parecia ser o eco do além ele disse você me deixou morrer Que pena de repente José
Voltou a se deitar como se nada tivesse acontecido Era como se o lamento dele estivesse impregnado nas paredes do hospital ecoando incessantemente o Sussurro de não me deixem morrer começaram a se manifestar em cada canto do hospital como se o próprio Edifício estivesse sendo assombrado pelo sofrimento de José todas as enfermeiras presentes naquela noite estavam visivelmente abaladas os rostos delas estavam pálidos e Marcados pelo terror e ninguém teve coragem de ficar sozinho durante o restante do plantão quando finalmente o sol nasceu os sussurros cessaram mas o trauma daquela experiência permaneceu em nossas mentes como uma
marca indeletável Nós nos reunimos na sala de descanso buscando consolo e proteção através das orações na esperança de que a sensação de presença maligna se dispersasse as palavras de conforto e as preces não conseguiram apagar o medo que se fixava em nossos corações pela manhã o hospital parecia voltar a normalidade mas o impacto daquela noite ficou gravado em nossas memórias quando f fe os olhos posso ver o rosto de José seus olhos brilhando seus olhos brilhando e seu sorriso macabro naquela noite Eu estava de plantão no hospital São Vicente um antigo Hospital do interior conhecido
tanto por suas longas histórias quanto por seus corredores labirínticos e mal iluminados a exaustão havia começado a pesar em mim e decidi descer para o conforto médico localizado no subsolo onde Poderia descansar um pouco enquanto descia pelo corredor estreito e mal iluminado as luzes começaram a piscar intensamente lançando sombras que dançavam nas paredes e criando uma atmosfera inquietante os som dos meus passos ecoavam de repente um grito agudo e desesperado cortou a Quietude da noite O Grito parecia vir de uma a direção do centro obstétrico onde os partos e as outras emergências aconteciam meu coração
acelerou instantaneamente os gritos soavam Agudos e Frenéticos como se alguém estivesse enfrentando uma situação extrema sem pensar duas vezes comecei a caminhar rapidamente em direção ao local do som meu instinto dizia que alguém precisava de ajuda urgente passei pelo corredor abrindo as portas e verificando as salas mas todas estavam curas e vazias o ambiente estava desolado e a sensação de desespero aumentava a cada passo que eu dava finalmente cheguei à última sala do Corredor a maior de todas localizada no final onde os gritos pareciam ficar cada vez mais perto ao abrir a porta rapidamente uma
onda de frio percorreu minha espinha A sala estava completamente escura sem nenhum sinal de vida o silêncio era absoluto e a luz que vinha era dos feixes fracos que escapavam das janelas cobertas a sensação de terror que se instalou em mim foi paralisante trêmula e com a respiração acelerada Fechei as portas atrás de mim e subi correndo de volta para o andar principal meu corpo estava em estado de choque e não consegui pregar o olho mais aquela noite a imagem da sala vazia e escura combinada com os gritos que se cessaram abruptamente quando abr a
porta continuava a sombrar minha mente Além disso os olhos brilhantes que acreditava ter visto no canto da sala pareciam me seguir mesmo quando fechei os olhos na semana seguinte passei a evitar os corredores do centro obstétrico cada vez que me aproximava uma sensação de pavor se apertava dentro de mim como se algo invisível estivesse observando cada movimento meu o medo de me deparar novamente com aquela presença fantasmagórica era ass salador com o tempo retomei gradualmente a minha rotina e voltei a percorrer todos os corredores do hospital mas a sensação de estar sendo observado nunca me
abandonou completamente a atmosfera sombria e as sombras projetadas pelas luzes piscantes pareciam intensificar ainda mais essa sensação não fui a única a experimentar algo estranho naquele hospital todos os profissionais que faziam plantão noturno tinham suas próprias histórias perturbadoras sobre o c obstétrico alguns falavam de sussurros baixos e outros de sombras que se moviam sozinhas e muitos relatavam ouvir gritos que pareciam vir do além aquele lugar parecia ter uma vida própria marcada por uma presença inexplicável e perturbadora era como se o centro obstétrico fosse assombrado por algo que não conseguíamos compreender ou descrever as histórias se
entrelaçavam criando uma Tapeçaria de m e medo que afetava todos que ali trabalhavam até hoje quando penso naquela noite sendo um calafrio percorrer minha espinha a imagem da sala vazia e os gritos angustiados que paravam de repente permaneceram gravados na minha memória às vezes durante os momentos mais silenciosos e solitários do meu trabalho posso ouvir ecos daqueles gritos desesperados um lembrete de que no fundo algumas presenças nunca realmente [Música] desaparecem meu nome é Giovana e Sou cuidadora de um lar de idosos trabalhar nesse lugar é um misto de alegria e dor pois lidamos diariamente com
histórias de vidas que estão se aproximando do fim uma das residentes mais notáveis era Bet uma mulher que apesar de sua idade avançada mantinha uma Independência admirável ela realizava todas as suas atividades diárias sem ajuda exceto na hora do banho quando eu ficava por perto para evitar acidentes bett tinha uma personalidade forte e era teimosa e desafiava qualquer um que tentasse intervir nas coisas dela sua independência era um traço marcante E sua determinação de fazer tudo sozinha mesmo quando sua saúde estava em declínio era algo que eu respeitava e admirava certa manhã Bet foi hospitalizada
com um quadro grave de pneumonia o retorno ao lá foi um golpe duro ela voltou em um estado de desequilíbrio fraca demais para realizar suas tarefas básicas sozinhas sua teimosia no entanto permaneceu inabalável ela se recusava a me pedir ajuda apesar de precisar desesperadamente na noite antes do seu falecimento eu a ajudei a se acomodar e lhe disse Se precisar de algo durante a noite aperte o botão de chamada eu virei imediatamente para te atender Bet Bet como de costume pareceu aceitar a instrução Mas eu sabia que sua determinação em manter a independência podia fazer
com que ela ignorasse a minha ajuda Infelizmente meu receio se concretizou naquela madrugada Bet decidida se levantar sozinha acabou caindo e se ferindo gravemente o incidente foi devastador e apesar das tentativas de reanimação Bet não resistiu aos ferimentos e faleceu o luto que se seguiu foi profundo e doloroso para todos nós após a tragédia o leito de Bet permaneceu vazio e o luto tomou conta do Lar contudo algo perturbador começou a acontecer na semana seguinte durante a noite o botão de chamada do quarto de começou a disparar rapidamente como se alguém estivesse solicitando ajuda assustada
pensei que poderia ser um paciente da cama ao lado fui imediatamente ao quarto de Bet minha mente estava tomadas por perguntas e precauções quando cheguei encontrei um cenário que me deixou paralisada os botões de chamada das outras camas Estavam todos desligados mas o da cama de Bet estava aceso e piscando inquietante no escuro um arrepio percorreu minha espinha e as lágrimas se formaram nos meus olhos Será que era Bet retornando de alguma forma para nos pedir ajuda pela última vez trêmula e com o coração batendo acelerado recuei e chamei uma colega para investigar a situação
não conseguia me forçar a entrar novamente naquele quarto temendo que poderia encontrar a presença de algo inexplicável e perturbador minha colega com uma expressão de preocupação misturada com curiosidade entrou no quarto e alguns minutos depois saiu com o rosto pálido e os olhos arregalados o botão de chamada estava acionado mas não havia ninguém lá dentro ela sussurrou com a voz Tremendo Tudo estava no devido lugar como se ninguém tivesse entrado a revelação deixou-me ainda mais abalada a ideia de que o o espírito de Bet poderia estar retornando para nos alcançar pedindo ajuda após a morte
era aterrorizante o fato de que nada estava fora do lugar exceto pelo botão de chamada acionado era inquietante inexplicável desde aquela noite evito passar pelo quarto de Bet sempre que posso sempre que tenho que me aproximar sinto uma sensação de uma presença me observando às vezes durante meus plant noturno ouço Unos sussurros suaves vindo daquele quarto vazio que parecem chamar meu nome a sensação de que Bet ainda pode estar tentando se comunicar conosco outra vez e que ela precise de ajuda persiste em minha mente O que resta agora é a imagem do botão de chamada
aceso um lembrete constante da fragilidade entre a vida e a morte e da persistência dos laços que se formam mesmo após a partied