O crime hoje não é venda de maconha e cocaína, ele é exploração do território, né? Cobrando aluguel, eh cobrando taxas de proteção, bem parecido com o que as milícias faziam no Rio de Janeiro há 20 anos, né? Eu eu fico preocupado porque as pessoas não estão prestando atenção nisso. Se o número de homicídios estiver em queda, as pessoas deixam de prestar atenção na violência, né? São Paulo tem uma facção só PCC, e São Paulo hoje tem A menor taxa de homicídio do Brasil. Mas quando eu vim do hotel para cá caminhando, né, eu eu o
porteiro do hotel me chama, fala: "Cuidado com o celular que tem a gangue da bicicleta aqui, viu?" Ou seja, eu tô na região mais nobre de São Paulo, Pareia Lima. Eu tô caminhando num bairro policiado, né? Mas a percepção do medo é incrível. Quando o jovem levanta a mão e diz para mim: "Puxa, mas se legalizar maconha cocaína as facções vão acabar, sabe? Meu Filho, a facção ela não quer nem saber da macinha da cocaína mais. Ela quer saber do da venda do bujão de gás, da venda do vape, da venda do cigarro paraguaio, da
exploração da da van ilegal. Não existe crime no Brasil hoje que aconteça em território sem que a facção dominante do território não autorice. Cara, como é que você pode ter um discurso leve em relação a um bandido que expulsa um morador pobre da sua casa? Porque isso não acontece em lugar Nenhum do mundo, só no Brasil. Como vai ficar o Brasil daqui a 5 anos, né? É, é assustador, meu irmão. É bem, é bem preocupante, né? [Música] Sim, sim, sim. Tá começando mais um Marketmaker. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Eu sou Thiago
Salomão, um dos fundadores dessa empresa, junto com ele, nosso CEO, nossa mente brilhante, pensante, que está estreando esse estúdio aí, Josué Guedes. Satisfação Zoma. >> Que estúdio lindo, hein, cara? Por favor, >> a gente tem que preencher essas. Tem muito espaço vazio aqui ainda. Bom, >> Josu, hoje vai ter um papo muito da hora, hein? Porque a gente trouxe aqui um dos maiores especialistas de segurança pública. Eu montei uma apresentação aqui bem legal para explicar porque que um podcast do mercado financeiro vai falar com Rodrigo Pimentel, ex-capitão do BOPE, poterirista de tropa de elite, hoje
uma das vozes mais lúcidas sobre segurança pública. Eh, bom, antes de mais nada, só aquele pedido muito encarecido, se inscreve no canal, isso ajuda bastante market makers a crescer, chegar em mais pessoas. E se você já tá inscrito, então já deixa o joinha no vídeo, compartilha com o pessoal. O nosso podcast tá crescendo e quer crescer ainda mais. Bom, o Rodrigo Pimentel talvez seja o Homem que melhor traduziu o Brasil para o Brasil. Ele é um daqueles casos raros em que o sujeito atravessa a fronteira entre o campo de batalha e o campo das ideias,
sem perder o olhar de quem já viu o inferno de perto. Nos anos 90, o Pimentel comandou operações do BOP quando o tráfico ainda se confundia com o território e a polícia com sobrevivência. Ele viu de dentro a falência de um sistema em que o bom policial é punido e o corrupto é Promovido pela conveniência. E percebeu que o problema da segurança não é policial, ele é político, econômico e cultural. Ele aprendeu nas vielas do Rio o que muito político e até gente do mercado financeiro não entendeu que sem segurança não há investimento que prospere.
Quando ele escreveu para de elite, ele não queria falar de violência, mas de valores, sobre o que acontece quando o certo e o errado passam a depender de quem tem o fuzil ou A caneta no gabinete. O alerta que fica é: enquanto a política discutir segurança com base em ideologia e não em eficiência, o crime continuará ganhando. Você pode se perguntar, porque um podcast do mercado financeiro está falando com o ex-capitão do BOPE? Minha resposta aqui é bem simples. A violência não é só uma tragédia social, é um risco macroeconômico invisível. Empresas deixam regiões, motoristas
abandonam rotas e investidores fogem da Imprevisibilidade. É a inflação da insegurança. É uma taxa que não aparece no IPCA, mas destrói confiança e produtividade. Rodrigo Pimentel não vem aqui para falar de taxa de juros, valuation, nem fazer projeção do dólar. Ele vem aqui para falar de risco institucional à base de qualquer economia saudável. Por isso, conversar com ele não é sair do tema mercado, na verdade é voltar à sua origem, porque o mercado só funciona onde há confiança, Previsibilidade e segurança. Por isso, tenho a honra de dizer bem-vindo à Fáia Lima, Rodrigo Pimentel. >> Muito
obrigado pelo convite, viu? Obrigado, falou. Obrigado, Josué. [ __ ] honra tá aqui, meu irmão. >> Bom, Josu, antes de começar o papo, aquele recado dos nossos patrocinadores, porque aí hoje acho que temos >> aqui, ó. Não, o primeiro já tá aqui na minha mão, porque, ó, gravar de tarde, depois do almoço é sempre um desafio, Mas a gente aqui tem um reforço de peso no Market Makers, que é a CFINE Army chegou com o super coffee, e a gente já era, já participava dos nossos bastidores e agora também tá aqui na frente das câmeras.
Eu tô tomando aqui um super coffee hoje sabor baunilha para dar aquele gás, manter o foco. Josué já sabe quando eu tomo o super coffee, esquece, né? Que eu fico até monopolizando o papo. Vou até me controlar porque o supercofe ele tem uma Combinação de ingredientes inteligentes que ajuda a manter o foco e a disposição. É perfeito pra gente aguentar o ritmo e continuar entregando um papo nível tropa de elite aqui com o Rodrigo Pimentão. E claro, tem benefício para vocês que assistem o Marketmers. É só usar o cupometmakers, tudo junto, e comprar pelo link
ou Qode que tá na descrição para você garantir o seu desconto no Supercof. QR code, na verdade, tá na tela, né? Na descrição tá O link. E aí você usa esse como, esse desconto que você leva 10% de desconto no seu supercofe. Então, aproveita e entra lá. Temos >> hoje descobrimos que tem alguém aqui que eu >> botei o pé aqui que eu olhei, eu falei, toma essa [ __ ] aí, todo dia de manhã >> entrou no estúdio lá. Minha minha esposa me convenceu e e pô, que bacana saber, viu, irmão? Então, o negócio
funciona, viu? Tá de parabéns aí. Vamos lá. >> E também a Binance, se você quer investir na maior e mais segura corretora de criptomoedas do mundo, você pode investir pela Binance, onde você consegue comprar e vender tranquilamente 24 horas por dia, 7 dias por semana, mais de 400 criptomoedas. É só você acessar o link que tá na descrição ou QR code e você se junta aos mais de 280 milhões de usuários a Binance no mundo todo. E por último, mas não menos importante, nossos grandes amigos da OVO, assessoria de comunicação. Marketmaker já fez 3 anos
e a Ovo desde o começo tá junto com a gente. A O foi fundada em 2017, presta um serviço diferenciado para empresas da Nova Economia e de finanças. Então, se você quer uma assessoria de confiança, você pode contar com a ovo. É só acessar no site ovocom.com.br. É isso mesmo, ovocom.br. Clique em contato e você vai ser atendido por alguém da Ovo assessoria Que faz um serviço incrível. E aquele beijo grande pra Roberta e toda a sua equipe. Josué Guedes quer puxar aí a primeira pergunta. Cara, você, eu vi que você fez umas perguntas interessantes
aqui. Já quer trazer aí o assunto? Acho que sim. Acho que bom, peguei uma satisf, >> cara. Foi o filme que eu mais vi na vida. Já falei para ele, >> eu não consigo assistir esse filme sem reproduzir as falas. Acho que tem muita Gente que vai est acompanhando aqui. O PAF sabe muito bem como é que é isso, né? São frases que estão no cotidiano. Aí tem algumas que a gente usa bastante. E o engraçado é que eu costumo acompanhar aí o Pimentel participações. Ele é um cara que participativamente de podcasts, né? Tem alguns
ali que duram algumas horas. Ele gosta de ir muito lá no Inteligência Limitada também. alguns papos muito bons lá. >> E um dia eu terminei de assistir um papo Do Pimentel. Aí tem uns assuntos aqui que estão circulando na Faria Lima e eu fiz um tweet, twetei, quero falar com Pimenté, alguém consegue me conectar? E eu acho que umas 5 horas depois a gente tava se falando no telefone. Você me ligou, trocou uma ideia, levou uns cinco meses pra gente conseguir fazer esse papo aqui acontecer, né? e você vem aqui. Mas, pô, baita satisfação, tá
te recebendo aqui. E uma das coisas que eu pontuei lá, que a gente tá querendo eh Eh entender melhor aqui com você, Pimentel, eu acho que não é tão bem abordado assim eh esse tema, é a questão dessa força econômica que o crime tá tomando no Brasil, né? Eh, eu acho que tem uma perspectiva de muitas pessoas que ainda pensam o crime organizado do ponto de vista dentro da favela, com venda de drogas e aquele tipo de coisa. Eu acho que nos últimos dias, nos últimos meses, aí as pessoas começaram a tomar uma proporção diferente.
Então Acho que aquele crime organizado do da década de 80, 90, ele já ficou para trás, né? E a coisa no Brasil parece que tá se organizando cada vez mais eh por um lado muito nocivo pra economia, né? Então queria assim que você abordasse dessa perspectiva do do problema econômico que o crime tem gerado e qual que é o tamanho que isso já tomou no Brasil. Josué, obrigado pelo pelo convite, viu, irmão, paraa economia e paraa soberania nacional também, viu? Porque o crime hoje não é venda de maconha e cocaína, ele é exploração do território,
né? E a exploração do território eh em em todas as suas nuances, eh com a sua própria justiça, eh com suas próprias leis, né? Eh eh eh cobrando seus impostos, né? Eh estabelecendo limites, né? Eu eu eu venho falando há há anos no Rio de Janeiro da questão das barricadas, que é algo muito pouco eh compreendido pelo brasileiro, mas os as facções do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, Terceiro Comando, ADA e também as milícias já estabelecem limite territorial com obras de engenharia. Então o morador não pode chamar o o SAMU, não pode chamar a
limpeza urbana, não pode chegar em casa utilizando um aplicativo de um Uber. Ah, não chega mais. Já é um feudo. E no início era um obstáculo paraa ação do blindado caveirão. Hoje em dia não é mais. Hoje em dia é uma um indicador do território. O meu território começa aqui E eu sou um senhor feudal e eu vou cobrar de você todos os impostos e você vai se sujeitar às minhas leis, né, que não são as leis do estado democrático do direito, né? Então, é uma é algo eh aterrorizante, preocupante. Eu eu temo que o
brasileiro não esteja prestando atenção nisso, né? Não é só Rio de Janeiro. Antes era só Rio de Janeiro, né? Hoje eh Ceará, Fortaleza. Você tá vendo lá hoje em Maranguape, que é na região metropolitana de Fortaleza, Famílias, centenas de famílias expulsas de suas casas, né? Uhum. pelo comando vermelho, a facção que foi exportada do Rio de Janeiro pro Nordeste, você vê na Bahia, em Elápolis também, em Salvador, eh as pessoas expulsas de suas casas. Então o o a facção ela não quer só o território para vender maconha, ela quer dominar o território e explorar o
território economicamente no seu limite, cobrando aluguel, eh cobrando taxas de proteção, bem parecido com o que as Milícias faziam no Rio de Janeiro há 20 anos, né? E eu fico preocupado porque as pessoas não estão prestando atenção nisso. O foco principal do brasileiro, quando você fala em violência é um indicador chamado homicídio. Se o número de homicídios esver em queda, as pessoas deixam de prestar atenção na violência, né? Mas quando você tem uma facção hegemônica, quando essa facção consegue eh eh anular as Outras facções, isso acaba com as guerras. E se não tem guerra, o
homicídio cai, mas a população continua refém da extorção. E o exemplo de São Paulo, São Paulo tem uma facção só, PCC, e São Paulo hoje tem a menor taxa de homicídio do Brasil. Muito a ver, sim, certamente com as ações da Polícia Militar de São Paulo, da Polícia Civil, com a coordenação do governo do estado. Evidente que tem, a gente não pode tirar o governo do estado Esse mérito. São Paulo tá com 5,7 homicídios para 100.000 habitantes. É uma taxa inferior a 20 estados dos Estados Unidos, né? Nunca tivemos um número tão baixo. Mas quando
eu vim do hotel para cá caminhando, né, eu eu o porteiro do hotel me chama, fala: "Cuidado com o celular que tem a gangue da bicicleta aqui, viu?" Ou seja, eu tô na região mais nobre de São Paulo, Fareia Lima. Eu tô caminhando num bairro policiado, né? Mas a percepção do medo é Incrível. Isso na cidade, na capital, com a menor taxa de homicídios do Brasil. >> Uhum. >> Então, a existe hoje uma certeza, a redução de homicídios, ela não se transforma na percepção do cidadão, né? E e o Brasil caminha para um um caos,
porque as facções estão buscando territórios em todos os estados, domínio territorial, né? Seja na Bahia, seja no Ceará, seja em qualquer estado da Federação. De vez em quando eu falo de algum estado do Nordeste, as pessoas acham Pimentel tá com a questão da ideologia, né? É que o Nordeste a situação tá mais difícil. O Rio de Janeiro tá com queda de homicídios, São Paulo tá com queda de homicídios e o Nordeste tá com homicídio aumentando. Eh, o Ceará teve o teve o o noite anteontem com 14 mortes, tá? no no em Fortaleza. É o pior
número de fortaleza dos últimos anos, né? Então Isso é preocupante. As facções estão dominando o sinal de internet, o morador não tem mais opção de comprar a internet da Tim, da Claro, da Vivo. Ele tem que comprar a internet da facção. E o para onde isso vai, né? É difícil fazer uma projeção. Para onde isso vai? o universidade do Rio de Janeiro, Federal Fluminense, a UF, tem um instituto de pesquisa que eu que eu presto muita atenção nos dados, né, que é o Instituto Geni, são pesquisadores sérios, tá? Eles dizem que 4 milhões de pessoas
do Rio de Janeiro hoje vivem subjulgadas pelo comando vermelho, pelo terceiro comando ou por milícias, né? São 4 milhões de pessoas do Rio de Janeiro que não tm mais acesso à lei, ao estado, né? E se a gente projetar isso pro Brasil, quantos milhões de brasileiros hoje eh estão subjugados por essas facções? Eu tenho certeza que nas periferias de Fortaleza quase todas as pessoas estão subjugadas. Eu tenho certeza que nas Periferias de Salvador, de Anápolis, de Leus, de Tabuna, quase todo mundo tá subjulgado. >> Só explica com um exemplo o que que é uma pessoa
vivendo subjulgada por uma facção, né? Eu acho que você deu um exemplo num podcast de uma >> uma mulher ligando pra polícia para falar que tá apanhando do marido. >> Sim. >> E a polícia fala: >> "É, eu vou te dar, >> vamos lá, eh, vou te dar um exemplo aqui da questão da lei, né? Nós temos um aparato judicial no Brasil, tribunais de justiça, juízes, promotores, mas um morador de uma periferia, eh, ele não vai ter acesso à justiça estatal. Se ele praticar um crime, ele vai ser julgado e condenado pela facção que domina
aquele território. E esse crime pode ser >> um feminicídio, pode ser uma lesão Corporal, pode ser uma briga com o vizinho, né? Ele não tem mais acesso à justiça formal. Se você não tem mais justiça, você o estado perdeu a soberania. Mas eu dei o exemplo, sim, que eu já vi várias vezes no Centro de Operações do Rio de Janeiro, que é onde fica o 190, uma mulher atormentada, vítima da violência doméstica, que é comum na periferia brasileira, ela liga pro 90 e a Polícia Militar não consegue chegar no local Porque o tráfico impede. Existem
barreiras físicas, >> o fuzil, >> eh existe o domínio territorial. Então essa mulher, logicamente, ela vai procurar o traficante. Ela já entende que o traficante local é a justiça local. Existe um dado do Rio de Janeiro que eu te disse, são 4 milhões de pessoas do Rio de Janeiro vivendo essa realidade. Mas no Brasil existe um dado que eu não Tenho certeza da metodologia que afirma que 40 milhões de brasileiros hoje não tm mais acesso à justiça estatal. Então essas pessoas vão correr para onde, né? O que faz o morador de Maranguape, que foi expulso
de casa pelo Comando Vermelho às 2 da manhã? A quem lhe recorre? Ao governador do Ceará, o Elmano Freitas? A quem? A Polícia Militar do Ceará? A quem essa pessoa Recorre? A quem recorre um empresário que tem uma empresa de internet, uma provedora que teve o seu o carro da sua firma queimado pelo comando vermelho, né? A quem recorre um comerciante que foi proibido pelo Comando Vermelho de vender um cigarro formal, né? Nós temos duas fábricas de cigarro no Brasil, né? Philip Morres e Beat, mas o Comando Vermelho chega: "A partir de agora tu só
vai vender o cigarro paraguaio, né? >> Uhum. >> 72 facções do Brasil vendem cigarros paraguaios, né? Aliás, o cigarro hoje paraguaio representa 10,4 bilhões de reais da economia do crime organizado no Brasil. Cocaína e maconha representam 15 bilhões. >> Ou seja, o cigarro paraguaio já tá quase ali. >> Lembrando que o cigarro é legalizado, né? Porque muitos se falava: "Ah, quando se legalizasse as drogas, talvez eu Enfraqueceria o tráfego." Mas >> não. Hoje, hoje hoje é tão é tão assim, quando eu converso com um jovem numa universidade, eu vou muito à universidade, viu? Eu gosto
do debate e eu sou convidado. Quando o jovem levanta a mão e diz para mim: "Puxa, mas se legalizar maconha, cocaína, as facções vão acabar, sabe? Meu filho, a facção, ela não quer nem saber da macinha da cocaína mais. Ela quer saber do da venda do bujão de gás, da venda do vape, da Venda do cigarro paraguaio, da exploração da da van ilegal. >> Tem uma estimativa de quanto maconha e cocaína representa no >> na fatia de receita do do crime organizado? Essa estimativa é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública no ano de 2023. É
um dado aberto, tá na internet, FBSP. Eh, na inexistência de outro dado, eu gostaria muito que a Fundação de Antônúlio Vargas tivesse empenhada Nisso, que BEMC tivesse empeado, mas o dado que nós temos é da da do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que que eu dou credibilidade, viu? diz hoje que 350 bi economia do do crime organizado no Brasil, 15 B maconha e cocaína, 10,4 B cigarro, aí tem bujão de gás eh tem lubrificantes e combustíveis, né? Eh, tem sinal de TV da internet, da o CVNET, a gente chama de CVNET, né, cara? é uma
gama de possibilidades. Eh, o Rio de Janeiro nós descobrimos recentemente que O Comando Vermelho vendia gelo. O gelo é uma commodity importante no Rio de Janeiro, no verão, porque abastece centenas de quiosques, né, do Recreio dos Bandeirantes até o Leme. Então, a economia do Rio de Janeiro sobrevive do gelo, né? >> Uhum. >> E o gelo também abastece hotéis, bares e e e restaurantes, né? pouco comerciante vai ter uma uma um equipamento para fabricar gelo e simplesmente o comando Vermelho começa a oferecer esse produto, né? >> Mas só pela conta que eu fiz, maconha e
cocaína hoje não é nem 5%. >> Tem uma conta que o secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, Víor Santos, apresenta, ele apresentou no canal My News. Ele disse que no Rio de Janeiro é 11%. Foi a primeira vez que eu vi um secretário de segurança pública, Víor Santos, cara, muito sério, viu? É colocar esse número publicamente. E quando ele coloca esse número, o cidadão olha e pensa assim: "Pô, então calma aí, será que eu tô sendo enganado? Será que todas as operações policiais militares do Brasil nos últimos 5 anos que visaram combater a
cocaína e a maconha, que é importante combater, porque também é receita deles, eu vou deixar, eu não tô aqui fazendo uma ó, vamos liberar uma coisa, nada disso. Eu tô querendo dizer o seguinte, é que é Muito mais do que isso, >> né? E eh a ponto de um secretário de segurança pública ir pra televisão, olha, nós dobramos as apreensões das rodovias, OK? Muito parabéns. Mas isso não diz nada mais para eles. Eles estão sobrevivendo de outras fontes. Eles estão sobrevivendo do combustível, da adulteração de bebidas, >> do bujão de gás, >> que é uma
vergonha nacional, porque um bujão de gás deveria custar R$ 98. Em Muitos estados você tem isenção do ICMS pro bujão de gás, né? Então o bujão de gás deveria chegar na casa da da dona Joana por R$ 98. Logicamente vai ter um preço de logística aí dependendo do local de distribuição, né? Mas vamos chegar no máximo a R$ 110. E a facção vende o bujão de gás a R$ 150. Então a facção tá tirando eh R$ 40 dessa família a cada 21 dias. Então, no final do do ano, essa família vai dar na mão da
facção R$ 800, R$ 900 Para essa facção de forma compulsória, né? Eh, essa família não tem nada a ver com crime, mas tá contribuindo com crime. No Tropa de Elite 1, quando eu fui exibir o filme na PUC, eu exibi o filme várias vezes na PUC, né? Uma das vezes o aluno levantou a mão, olha, depois que eu vi o seu filme, eu parei de filmar maconha, porque eu entendi que que a maconha é vendida por assassinos, né? E quem fuma maconha está financiando as facções, né? Muito obrigado, né? Lamento que o senhor tenha eh
precisado ver um filme para Mas o senhor entendeu que não existe maconha no Brasil que seja vendida eh por uma pessoa boa, né? Eh, não tem. A maconha brasileira, ela tem cheiro de sangue, porque ela é vendida por uma facção que disputa o território. Eventualmente você pode encontrar um amigo que diz que planta em casa. Eu acho pouco provável, porque tem que ter um cuidado da [ __ ] com a maconha, sabe? Então, quando o cara fala para mim: "Não, eu compro de um cara que que não pega na favela". Ah, mentira, mentira. Você compra
de um cara que pegou na favela? Sim, sabe? O cara só quer ter uma uma na cabeça dele a ideia de que ele comprou na mão de alguém que buscou essa maconha na Bélgica, na Holanda. Mas é mentira essa maconha. >> Ele só quer dormir bem. >> É, ele quer dormir bem. Essa essa maconha veio do pavão pavãozinho, veio Do Tabajara, veio da Rocinha, veio do Vidal, né? E essa facção mata seres humanos, né? Mas o cara quer dizer: "Não, a minha maconha ela não é vendida por traficante. Bem, deixa ele para lá". São vários
que fazem isso, viu? São vários colegas nossos que fazem isso, né? E a maconha é vendida por assassinos. Sim. O Brasil chegou a ter 150 homicídios por dia, sendo que 2/3 desses homicídios, 100, praticados por disputa territorial para venda de Maconha e cocaína. Ou seja, o Brasil é muito violento, sim, em função das pessoas que fumam maconha. Sim, isso é fato, tá? Então, se você quer um mundo melhor, você não deve não deve fumar maconha em cocaína, não deve fumar maconha em cheira pó. Mas isso é uma é uma visão de tropa de elite 2007,
viu Salomão? Aí você descobre que o teu bujão de gás também é da facção, você descobre que o gelo também é da facção, você descobre que o combustível Na grande São Paulo também é da facção. >> Uhum. >> Você descobre que o carvão no Rio de Janeiro também é da facção, que o teu cidadão, >> aquele caso do pãozinho. >> Pãozinho, cara. O pãozinho é 35 centavos, meu irmão. A facção consegue furtar a energia. da distribuidora, a facção consegue, ela não paga direitos trabalhistas, né, na na favela, logicamente, a justiça do a Justiça formal não
chega lá, a justiça do trabalho não chega lá, o Ministério Público do Trabalho não chega lá. Então lá não tem 13º, não tem férias, não tem fundo de garantia, não tem hora extra, tem [ __ ] nenhuma. Então ele consegue um um pão eh com energia furtada, com água furtada, com farinha roubada na rodovia, né, num caminhão. E ele consegue praticar esse pão a 35 centavos, né, quando um pão de uma padaria no bairro vai custar 85 centavos, 90 centavos, né? E o pior é que a gente não sabe nem o volume disso na economia
do estado. Até o momento, até a declaração do secretário Víor Santos, o Víor Santos é o derrite do Rio de Janeiro, tá? Aqui aqui, aqui em São Paulo derrite, >> no Rio é o Víor Santos. Até a declaração do Víor Santos falando sobre a economia do tráfico no Rio de Janeiro, a gente não tinha dimensão eh do tamanho disso aí. Eh, agora você começa a ter sinalizações. Você tem uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro focada nas fábricas de gelo, né, do Comando Vermelho. Inclusive, um policial civil da Core foi assassinado de uma
operação dessa, né, uma operação visando buscar as fábricas de gelo da facção. Você tem uma operação do Rio chamada operação da Polícia Civil, que é uma uma operação que buscou as padarias, que buscou eh a internet, né? Você tem favela do Comando Vermelho hoje que já não vende maconha e cocaína, onde o dono da favela disse: "Aqui eu não quero mais maconha e cocaína não, aqui aqui eu só quero bujão de gás e internet, né?" Então, olha a complexidade disso tudo e olha como muitos governadores estaduais ainda estão 100% focado no combate à maconha e
cocaína porque da mídia, >> lógico, >> porque o conservador gosta disso, porque as pessoas não têm percepção que o crime no Brasil é algo muito maior, né? Eh, eu tive semana passada num evento do Brasil Journal aqui da Feria Lima, >> sim. >> E eu tive a honra de entrevistar dois governadores que eu admiro, viu? Eu admiro o Ronaldo Caiado, admiro sim, o Zema, né? E e eu perguntei como é que tá a tua polícia na no que se refere ao combate cigarro? Porque poucas polícias do Brasil eh realizam operações focadas nisso, né? Como é
que tá a tua polícia no que se Refere combate ao vape? Como é que tá a tua polícia no que se refere ao combate à venda de bujão de gás por facções, né? Evidente que não depende só da polícia, depende de um acordo com a ANP, né? Porque nós temos uma agência reguladora que ela ela ela ela dá autorização profissionamento do do distribuidor de gás, né? Então tem uma série de providências incríveis a serem tomadas >> que nós estamos vendo isso acontecer. Eh eh recentemente essa operação carbono, Na minha opinião, eh é um bom indicador,
né? a gente a gente percebe que o PCC é muito maior que maconha e cocaína, que o PCC está na Faria Lima, né? Eh, a gente percebe que o PCC está em atividades econômicas eh que envolvem não só tráfico de drogas, não só posto de gasolina, mas também lavagem de dinheiro usando o sistema financeiro, utilizando fundos de investimento, eh utilizando também construção civil, Né, participando de licitações em prefeituras do interior, né, aí sim é lavagem de dinheiro mesmo, né, porque o PCC chega com preço muito mais baixo. Ele só quer receber o dinheiro formal, né?
>> Uhum. >> E para onde que nós vamos com isso aí? Estamos preparados para isso? O o o eu digo para você, Salomão, se o governador não tiver preocupado com Tudo, a gente tá correndo atrás do rapo. Eu tive no Vilela há dois anos para falar sobre metanol na vódica, >> cara. Há do anos, eu e o Rodolfo, um advogado, alugamos o Vilela com papo de louco falando sobre metanol na vodica, metanol na vodica, metanol no gin, né? E paraa minha sorte agora os os os as pessoas que viram esse esse podcast há dois anos,
[ __ ] >> vocês tinham a bola de cristal? >> Eu não tenho bola de cristal, né? >> Eu ia até comentar isso porque um o exercício pré conversa aqui, a gente fica ouvindo tudo que você falou. Não dá para ouvir tudo porque você participou de muita coisa, mas eu ouvi esse podcast, eu fiquei, [ __ ] dois anos atrás ele já tava cantando essa bola. E assim, é que agora acho que tomou uma repercussão maior porque >> foi aqui num bar na Vila Olímpia, um bairro, né, super nobre de São Paulo, Mas já tava
acontecendo vários casos em várias regiões. >> O caso da Moca também, né? Teve um caso da Moca também, né? Teve Vila Olímpia, teve um caso, Moa, também teve caso, não? >> Moca teve uma Moca também. Eu eu tô eu tô te contando isso porque os brasileiros têm uma memória muito curta. Em em 2000, Josué, 55 pessoas morreram na Bahia vítimas de metanol. Uma tragédia. Imagina um estado da Federação, 55 mortes em função da do metanol. Eh, e quando você conversa com uma pessoa especializada no combate a esse tipo de fraude, que são os advogados dessas
empresas, né, que se especializaram nisso, né, o Dr. Rodolfo, que é um cara que [ __ ] de um especialista que conversou comigo, ele diz para mim que algumas bebidas, não vou dizer as marcas aqui, algumas bebidas específicas em algumas capitais, você pode chegar a 80% de bebida Adulterada, né? Então, o governo federal em 2016, no final do governo Temer, o governo federal eh desmontou o sistema automatizado de fiscalização nas fábricas, né? Nós tínhamos um sistema chamado SICOB, né? Então, simplesmente não sei porque que o Temer fez isso, não sei que tipo de pressão que
o Temer recebeu, mas nós desmantelamos um sistema muito moderno de de fiscalização que resultava eh numa bebida mais legal na prateleheira e também na redução Também da evasão fiscal do Brasil, né? Mas por algum motivo a gente não sabe. Nunca conversei com o Temer sobre isso. Aliás, nem conheço o Temer pessoalmente. Esse sistema foi desmontado. E mas cara, é uma pena. São Paulo em 2006 em Guarulhos, numa festa, uma única festa, foram 110 jovens internados. Isso em 2006, há 20 anos, tá? Em hospitais da da do município vítimas de metanol. Então, metanol já é uma
tragédia no Brasil há anos. >> Uhum. >> Parece que dessa vez eles erraram a quantidade de de metanol. E aí pessoas eh mortas aí, cegas, perdendo a visão, sabe? Realmente, cara, a gente não precisava esperar isso acontecer, cara. Sabe? Aí aí depois você vê a reação das polícias estaduais, a Polícia Militar de São Paulo, a Polícia Civil, várias polícias pelo Brasil começaram a recolher essas bebidas de distribuidores, né, de fábricas Clandestinas, né, camarada, precisava esperar uma tragédia dessa para isso acontecer, pô. Será que esses governadores já não deveriam estar focados nesse tipo de ação antes,
né? E que eu te digo é o que dá publicidade hoje, o que dá mídia é apreensão de fuzil, maconha e cocaína, né? O que é muito pouco para a facção. A facção daqui a pouco vai abandonar inclusive o novo cangaço. O novo cangaço é aquela ação de rouba banco no interior que você Cerca uma cidade, assalta cinco bancos ao mesmo tempo, amarra a o refém no capô do da viatura, né? coloca explosivos em em várias ruas da cidade, né? É uma tragédia no Brasil que a gente chama de novo cangaço. Essa ação de novo
cangaço, ela tá deixando de acontecer. Cada vez ela tá mais escassa em alguns estados, porque as polícias mataram os bandidos, né? Caso de Minas Gerais, Tocantins, Goiás, né? em em outros estados, porque o PCC descobriu que é uma ação eh muito Violenta e eh de um planejamento muito meticuloso e que você pode ganhar mais dinheiro em atividades eh à margem da lei, como bebida, bujão de gás, internet, muito menos risco, né, cara? Assim, risco. >> E e o assim, o correr menos risco, [ __ ] é muito [ __ ] isso, né? Mas é a
como a manchete sempre vai procurar a apreensão de fuzil, maconha, cocaína também a polícia vai dar menos importância para isso ou talvez até o a Cobertura jornalística. Então você passa um pouco mais à margem ali da de uma investigação mais mais profunda, né, >> Salomão? Existe uma verdade. Se você quer enfrentar as O Brasil tem 83 facções, segundo o Ministério da Justiça, né? Mas o dado que eu que eu tenho é de um agente federal que há há 7 8 anos ele disse para mim em Pimentel, eh, nós temos 72 facções no Brasil vendendo cigarro.
Eh, o dado que eu te dou é se se a gente não enfrentar esse Problema, a facção continua forte. Eh, se a gente não enfrentar o gás, a facção continua forte. Então, a única chance de você acabar com o poder da facção é atacando tudo. >> Uhum. É, é dando e não não tem como estabelecer prioridade mais. É recuperar o território, aprender o fuzil, a aprender a maconha, cocaína, aprender o bujão de gás vendido na biqueira, a aprender a e eh desmontar a internet que já foi tomada do provedor de verdade. O Provedor, o provedor
já foi ameaçado, já colocaram uma pistola na cara dele, ó, a empresa agora é minha, tá? Você continua assinando o CNPJ aí, mas a empresa me pertence, tá? Isso tudo já aconteceu no Brasil, está acontecendo nesse momento. Tem a questão também eh que eu não posso deixar de de lembrar aqui da questão do do ouro também das pedras preciosas, tá? Isso equivale a mais dinheiro hoje que a maconha e cocaína também, tá? Quando o Fórum Brasileiro de Segurança Pública Coloca do crime organizado o o ouro extraído de forma ilegal, além do problema ambiental, né? Porque
o PCC leva o Mercúrio paraa Roraima, para pros rios do Amazonas, né? Então é, são é tudo ao mesmo tempo e não dá mais para estabelecer prioridades. Então, legal é você esperar uma eleição e perguntar pro seu governador: "E aí, governador, você vai recuperar território? Você vai e enfrentar a questão do cigarro? Vai enfrentar a questão do Vape, né? Vai enfrentar a questão do bujão de gás? Vai enfrentar a questão da internet. O Brasil chegou a ser o país no mundo com maior número de provedores de internet. Chegamos a ter 20.000. Acho hoje nós temos
12.000 provedores de internet. Cara, isso é mais um problema paraa polícia civil estadual, para as polícias militares, porque eu não posso contar com a agência reguladora, com a Anatel. A Anatel tem uma equipe de fiscalização Pequena. Então, será que aquele provedor de internet verdadeiramente é o dono daquela empresa ou ou ele já é um laranja de uma facção? Eu te respondo. Nas favelas do Rio de Janeiro, essas empresas de provedoras de internet pertencem às esposas, aos irmãos dos bandidos, né, da facção, do Comando Vermelho e o Terceiro Comando, né? E e aí, como vai ficar
o Brasil daqui a 5 anos, né? É assustador, meu irmão. É bem é bem Preocupante, né? >> Ô, Bimmetel, essa parte que você tava exporando aí a respeito do metanol, a importação de metanol no Brasil, ela é bem rígida, né? Acho são poucas empresas que podem fazer essa importação, né? >> Até 2016 o Brasil fabricava metanol, né? Depois nós nós paramos fabricar metanol, mas nós tínhamos uma fábrica aqui que fabricava metanol no Brasil e depois tudo importado. O dado que eu peguei no evento semana passada, o dado bem novo, Né? É que são 20 empresas
hoje importando metanol do país. Em 2017 nós tínhamos nove importando, temos 11 a mais, né? Ou seja, se você for puxando a corda, você vai chegar no importador. Porque quem é que consome metanol no Brasil, eh, solventes, tintas, né? Tem uma uma base industrial no Brasil aqui que que precisa do metanol, mas o metanol também é utilizado para adulterar combustível, arrebenta o motor do seu carro e para matar pessoas na Balada à noite que bebem bebidas, né? Eh, aí eu preciso da Receita Federal, eu preciso saber quem importou, eu preciso da NP também, né? É
todo mundo junto, cara. Não, não tem mais operação policial no Brasil para enfrentar o crime organizado que não envolva as agências reguladoras, o COAF, a Receita Federal, a Polícia Federal e as Polícias Civis, né? Se se não tiver todo mundo sentadinho, porque cada um precisa da informação do outro, Sabe? Eu preciso, preciso da tua ajuda. Quem importou isso aqui, né? como é que como é que ele e e detalhe, ele importou e quem é o cliente final do produto? Porque isso onde onde que isso desapareceu? Quem foi que vendeu isso pra facção? Quem vendeu isso
pro PCC? Quem vendeu isso pro distribuidor? Existe uma tese agora em São Paulo de que esse metanol saiu num posto de gasolina, né? Que também não deveria ter o metanol, sabe? Eh, eu achei, eu acho, não sei porque que o governador Tarcísio fez isso, mas na segunda-feira o governador Tarcísio, ele já disse que o PCC não tinha nada a ver com isso, sabe? Assim, eu achei tão prematuro, sabe assim, a investigação tinha acabado de começar, sabe? Ele podia esperar uma semana, duas ou três semanas, né, para ter essa informação mais consolidada, mas ele ele disse:
"Ó, o PCC não tem nada a ver com isso, né?" Eu achei preocupante por quê? Não existe Crime no Brasil hoje que aconteça em território sem que a facção dominante do território não autorice, né? Eh, se se o se a facção domina aquele território ali, né? Você não pode ter uma atividade criminosa ali sem pagar nada pra facção. A facção, tudo bem, Salomão, pode vender tua bebida aqui, mas me dá uma taxa aqui do eu sei, né? >> Uhum. >> Pode, pode. Sou teu, sou teu sócio a partir de agora, né? É assim que Funciona
o crime no território hoje. Se você tem território, você é o dono do território, se você o o senhor feudal do comando vermelho, do PCC, do terceiro comando, da, da milícia, você não vai dar mole para ninguém. Você vai querer dividir tudo, né? Tudo que for ilegal você vai dividir. Você não vai permitir que um vape seja vendido. Você sabe que o vape é proibido, você vai cobrar uma taxa do vape, >> você vai cobrar uma taxa do cigarro Paraguaio, vai cobrar uma taxa do bujão de gás e assim vai. Eh, essa é a lógica
aí do que acontece no Brasil hoje. Agora, quando você sai dessa lógica aí, vai pro homicídio, de 2016 para cá, os homicídios do Brasil estão em queda, né? Caíram durante o governo Bolsonaro e continuam em queda no governo Lula, tá? Eu posso dizer que é culpa do Bolsonaro, não. Eu posso dizer que é culpa do Lula, não. É, são ações normais aí de mudança da direção Da facção, do modos operantes, na dinâmica do crime no Brasil, né? Mas fato é que os crimes estão em queda, com exceção de alguns estados do Nordeste, né? A Bahia,
eh, e eu torço pela Bahia, viu, cara? Eu torço mesmo pela Bahia. A Bahia, eh, que eu falo muito da Bahia em podcast, em rede social, a Bahia começou a ter queda nos homicídios há mais ou menos e 2 anos, 1 ano e meio, perdão. A Bahia começou a, a a com uma tendência de queda, mas Sabidamente a Polícia Militar da Bahia é a que mais mata no Brasil, né? Então eu não tenho como dissociar a queda dos homicídios na Bahia da ação da Polícia Militar. A Polícia Militar está matando mais e os cirbs estão
em queda. Me parece que a Polícia Militar tá matando os caras certos, sabe? Os caras que matam pessoas, né? >> Né? Então você acompanha isso. E esse número quando é apresentado paraa sociedade, normalmente o acadêmico ele Tem uma orientação de esquerda e ele quer esconder esse detalhe que uma polícia mais agressiva, que aborda mais, que mata mais, no final das contas ela traz um resultado positivo pra sociedade. Sabe que é ruim falar isso, é vergonhoso falar isso, mas a Bahia está em queda dos homicídios e a Polícia Militar está matando mais. Perfeito. E não estou
dizendo que a morte seja uma solução, tá? Pelo amor de Deus. Eu tô Falando para você que envolve várias agências, várias ações, mudança de leis. >> Uhum. >> Eh, recuperação de território, né? De repente até ações fiscais mais bem elaboradas, né? Vai que o Radad descobre aqui do nosso papo aqui. O Radad descobre, pô, tô perdendo só de vape. O Brasil perde hoje seis bilhões de impostos só de vape, né? A gente perde todo ano. Já era uma ajuda pro Rad recuperar. >> Porque o >> F uma VP? Não foi uma V. Eu não, não
fui uma >> eu chego uma idade que eu qualquer o meu meu amor é o futebol. qualquer coisa que atrapalha o futebol, já vou cortando. >> Isso aí não tem como. Mas, mas eu eu queria só esclarecer uns pontos que a gente tá avançando vários assuntos. Primeiro a questão do vape. O vape ele não é regular regularizado a Anvisa, a Anvisa, Ela ela ela é o órgão logo logo é lógico, é o órgão técnico, né? >> Uhum. a gente dá credibilidade, são caras concursados, eles não pertencem ao ao governo brasileiro, eles eles estão eh eh
tão lá numa agência reguladora e fazem pesquisas, né? A Anvisa, ela ela ela eh proibiu o vape no Brasil, né? Cigarros eletrônicos, né? Eh, eu não posso dizer que é na contramão do mundo, mas eh tem países que seguem o modelo brasileiro e e b muitos países que não Seguem. a Europa toda hoje o vape é liberado, né? E você tem uma atividade econômica à margem da lei, eh, numa zona cinzenta. Evidente que ela vai ser explorada por um por um grupo criminoso, né? Tudo que não é formal, tudo que não recolhe imposto, tudo que
existe território é explorado pel um grupo criminoso. Perfeito. >> Uhum. >> Né? Eh, e aí no Rio de Janeiro as apreensões de vape ocorrem em favelas de comando vermelho, terceiro comando. Em São Paulo foram milhares, centenas de milhares de vapes aprendidos do Porto de Santos, né, numa num esquema que envolvia o PCC. E aí, jovens do Brasil, esses jovens eh muitos que nunca fumaram maconha na vida, né? O cara nunca fumou maconha na vida. O cara entendeu que maconha é algo da facção, mas esse jovem tá lá no vape, né? E ele tá de forma
Ingênua ajudando também a facção, né? E o cara não vai abrir mão disso, o cara porque o vape veio para ficar. Você aqui nas baladas de São Paulo tem uma menininha na porta com uma caixinha vendendo vape. Tem essa [ __ ] na Rio de Janeiro, na Dias Ferreira você vê várias meninas ali com a caixinha de vape na praia também, sabe? Ou seja, é ilegal, mas pode vender. Aí o Brasil deixa de arrecadar imposto e a facção vai lá e toma isso para ela, né? Uhum. >> Então nós estamos perdendo de várias formas, né?
E exatamente como o cigarro paraguaio. O cigarro paraguaio chega no Brasil num preço às vezes 1/3 mais barato que o cigarro da BAT e da Felipe Morres, né? >> Uhum. >> E o camarada lá, morador de periferia, ele não tá preocupado se isso é vendido pela facção, se é vendido por um assassino. Ele tá preocupado em saciar o vício dele e pagar menos. >> Sim, >> né? Então, e aí vai. Mas eu tô falando esse que faz de uma forma ingênua, né? E e eu posso falar do que faz de uma forma involuntária. Você você
mora numa rua em Fortaleza hoje e a facção vai lá e derruba a internet da rua. Aí no dia seguinte chega alguém na tua casa, ó, eu vendo internet por R$ 109. Você passa a ser um morador de periferia em Fortaleza que tá pagando R$ 109 por uma facção comprar fuzil. >> Uhum. >> Para matar pessoas, né? de forma involuntária. Que que eu posso falar pro cidadão? Não, fica sem internet aí, tá? A partir de agora espera o estado, espera o governador Euano Freitas mandar a polícia dele aí expulsar essa facção, né? Ou então eu
posso falar para ele, cara, compra uma antena do Elon Musk aí, mete na na na no teto da sua casa, né? Aí você pelo menos tá pagando para El Musk, não tá pagando, né? Para tá pagando Starlink, né? O que pod, então tem que ver se a facção não vai lá. >> Não, cara, eu conversei com um morador do Rio de Janeiro lá de uma de uma de uma região do Rio de Janeiro, Bragina, que disse para mim que foi assediado na casa dele. O Rio de Janeiro tá todo assim também, viu, irmão? Tá, Rio
de Janeiro tá. Quando eu falo mal da Bahia, às vezes o cara fala para mim: "Porra, tu fala da Bahia, não fala do Rio, então Deixa eu falar do Rio." Rio até uma merda também. Rio de Janeiro, nós estamos em queda no homicídio, né? As pessoas aplaudem isso, mas as facções avançam no território. Ou seja, a violência tá em queda, mas o o território ocupado pela facção cada dia é maior. >> Uhum. >> Né? Conhece bem o Rio? Não. >> Não. Mais ou menos. >> Domingo passado, uma região do Rio de Janeiro que não tinha
Comando Vermelho, que era Vargem Grande, né? Comando Vermelho invadiu uma favela de milícia. Teve tiro a noite toda, foi sábado passado, né? Eh, é, é a sinalização de que o Rio de Janeiro tá cada vez menor, cara, né? Aquele caminho do Santos do Mon. até a Barra da Tijuca, né, que é a ilha que as facções não tomaram. Cada dia tá tá ficando mais apertadinho, né? >> E um dia vai tomar o Leblon, né? Mas no dia que tomar o Leblon também, talvez Alguém dê jeito nessa [ __ ] Tomaram o Leblon? Não, aí agora
não. Aí mas aquele eixo ali Copacabana e Panema, Leblom, Botafogo, eh Flamengo, Glória, Catete, o que vai até o aeroporto Santos Sulmão, normalmente você não vai ver bandido ali de fuzil à noite, né? Pode ser que aconteça, né? Eh, a teve um show no Rio de Janeiro, desses shows famos esse show do Rio de Janeiro teve uma dona depois quem mais Teve fechou a Lady Gaga. O show da Lady Gaga. Um dia depois do show da Lady de Gaga, uma turista chilena saindo do Copacabana Palace foi pro aeroporto Santos do Mã, primeiro voo às 5
da manhã, né? 5 5:45, né? Então as pessoas chegam no aeroporto por volta de 4:50, né? Para despachar mala, né? Ela desembarcou do Ubercar e ela foi assaltada com fuzil. Você vê as imagens do aeroporto Santos Dumon? Os bandidos com fuzil na porta do aeroporto Roubando uma uma turista chilena. [ __ ] cara, uma cidade do Rio de Janeiro, cara, que que traz um show da Madona, da Lady de Garga, tá preocupado com com turismo, sabe? Você não tem uma viatura de polícia na porta do aeroporto, né? Aí você vai perguntar pra polícia, não, mas
aquela hora não é uma hora de a mancha criminal não atua, né? [ __ ] [ __ ] a mancha criminal, pô. É, é o nosso turismo, pô. A gente tem que proteger essa [ __ ] na cidade, senão Isso aqui vai ficar inviável, né? >> Eu hoje eu cheguei no aeroporto cedo também para vir para cá, até filmei para depois mandar pro comandante da polícia, não tinha nenhuma viatura, meu. Fala, [ __ ] Então assim, parece que que o Rio de Janeiro é uma cidade sempre pegando fogo e as pessoas estão preocupadas a pagar
o incêndio, né? E onde que a gente vai pagar o incêndio, né? E o Santos do Mon, Salomão, é uma opção para quem não quer passar na linha vermelha. Sim, >> porque você lembra bem, Josué, há há 90 dias, há 120 dias, há 90 dias, o time do Flamengo aterrizando no Galeão, né? Foi cercado ali na linha vermelha, um carro de um jogador do Flamengo tomou tiro, né? Rosse. >> Exatamente. Aí, aí você e aí, como é que eu faço para ir pro Rio de Janeiro? Santos do Mão tem um bandido de fuzil na porta,
na linha vermelha tem um bonde de bandido. Vai chegar no Rio de Janeiro por onde mesmo? Vai ter, não vai ter Turismo mais, né? Então esses dois eixos aí, linha vermelha, linha amarela, aeroportos, deveriam estar com policiamento, né? E eu sei que você não tem medo de ir pro Rio de Janeiro, não. Tu também não, né? Tu vai com, né? Eu acho até que a percepção da violência no Rio de Janeiro hoje, Josué, é menor que da Faria Lima. É bem provável que se você tivesse no hotel no Leblom e fosse caminhar na praia, é
bem provável que o que o porteiro do hotel não não falasse Para você, ó, cuidado com seu celular, porque sabe que >> normalmente Leblon e Panema tá com policiamento reforçado. Então, às vezes eu acho que que as pessoas se sentem mais à vontade na orla do Rio de Janeiro, repito, na orla do que na Faria Lima, tá? É, é crime hoje é percepção. Não adianta você perguntar pro, pro cidadão, se ele falar, ó, tô me sentindo mais seguro, é que tá funcionando. >> E é o que acontece em Goiânia hoje. É o Que eu falo
do do governador Caiado. Eh, quando você aterriza no aeroporto de Goiânia, você vai começar com taxista, ele vai dizer para você, ó, isso aqui está mais seguro, né? Agora, Goiás, você atua na redução verdadeira dos números. seis indicadores, aqueles mais impactantes, né? Homicídio, roubo de carro, roubo de celular, né? Eh, latrocínios, né? Aí o morador percebeu que algo bom aconteceu, mas no Rio de Janeiro hoje o governo estadual consegue Reduzir os números. O Rio de Janeiro hoje tá com com número, se eu não me engano, é o menor número dos últimos 38 anos, a melhor
taxa dos últimos 38 anos. Homicídio. >> Homicídio. Mas quando tu pergunta para um carioca, meu irmão, o cara diz que aquilo lá tá um inferno, que tá doido para sair da cidade, mas né? >> Eu eu participei de um evento recentemente. O Josué tava comigo e a gente sentou depois do evento para Almoçar. Eu tive a sorte de sentar do lado do Eric. O Eric ele é o fundador daquela empresa chamada Gabriel, >> que é da aqueles postos de câmera que >> eu conheço ele, conheço ele pessoalmente. >> É, é forte no Rio, eh, Niterói,
São Paulo, tá crescendo agora em BH. E o resumo, >> eu conheço o Otávio, na verdade, conheço o Otávio que é sócio dele, tá? >> É o o resumo do papo foi segurança e Sensação de segurança. São duas coisas completamente diferentes, porque >> a Gabriel, a Gabriel, cara, ela tá espalhada no Leme, Panema, Leblon. Em algum momento quando você conversava com o policial civil do Leblon, ele de forma assim eh escondida, ele dizia para você, ó, 100% dos crimes elucidad no Leblon e Panema é com a Câmara da Gabriel, né? Então a Gabriel é uma
câmera privada, não pertence ao governo, mas ela tá tão bem colocada, ela tá colocada na porta Dos prédios com foco quase total na calçada. >> Sim. >> Eh, quando os governos compram câmeras, eles ficam sempre mais focados nas vias expressas, né? Nas ruas, dos sinais, né? Mas a câmera da Gabriel acaba protegendo o carioca onde ele é mais vítima, >> que é o roubo do celular, >> que é na porta da sua casa, na calçada, né? >> Então o setor privado, ele foi mais veló Que o setor público, né? >> É. Inclusive agora tem algumas
pessoas aí questionando essas câmeras nas ruas aí, né? Questão de lei de proteção de dados e tal, né? >> Pois é, cara. Mas é uma é uma é um absurdo, viu, cara? Porque é algo que vai proteger a tua vida, vai proteger o teu patrimônio, vai possibilitar com que a polícia prenda esse esse bandido depois, né? Eh, eu eu eu eu digo para você, durante muito tempo no Rio de Janeiro, quando você conversava com um delegado de polícia civil que atuava nessa parte de roubo de rua, ele dizia pra gente que a Gabriel e o
Gabriel é uma empresa privada, né, governo, ela ela conseguia ofertar mais provas pra polícia, né, para prender o bandido do que as câmeras do do sistema público, né? >> Então assim, cara, é uma conta que a população tem que fazer. Eu abro mão da minha privacidade para ganhar segurança, Viu? Eu abro mão, sabe? Mas é uma conta, né? >> É. E e até para soltar, né? Porque até a Gabriel fala muito dos casos que mostrou também que a pessoa que foi presa injustamente. >> Sim, sim, sim, sim. Tem os dois casos. É, os dois casos.
>> Mas, cara, isso é só isso é só um problema do do do Brasil hoje, né? O o Brasil em ano passado, nós tivemos no Brasil mais ou menos 990.000 celulares Roubados, né? O brasileiro hoje ele não usa mais relógio, ele não usa mais cordão de ouro, ele não carrega na sua carteira eh notas de 50 ou R$ 100. Então, todo o patrimônio do brasileiro, independente da classe social, é um celular que pode variar de R$. Até R$ 16.000, R$ 15.000. Tipo, esse teu aí é [ __ ] Esse aí tá velho, não. iPhone 11
aqui já tá bem esse maluco. >> Se me pegarem na Faria Lima, o cara vai falar: "Porra, que merda, meu. >> Vai, vai te dar um, vai te doar um celular. 11 ainda, cara. >> Mas você tem tem você faz com que todo brasileiro tenha um produto. Eh, em algum momento eu já vi um dado também e repito, esses dados devem ser devem ser auditados que a gente não sabe a capacidade das polícias civis, estaduais de informar o governo federal. Mas eu já ouvi um dado na época do governo Bolsonaro que 90% do roubo de
rua do Brasil, 90% do roubo de rua, o celular Era o produto roubado. Bom, mas se eu tenho 900.000 1 casos por ano. Eu tenho uma subnotificação disso aqui gigantesca, porque poucas pessoas se dispõem aí uma delegacia de polícia civil. >> Uhum. >> Sabendo que em médio o atendimento vai durar 3 a 5 horas, né? Vai ter fila, vai sentar na delegacia, com todo o carinho e respeito que eu tenho pela Polícia Civil, eventualmente você vai ser Maltratado na delegacia. O às vezes o policial vai olhar para você do balcão, ó, Salomão, é é o
quê? Celular faz online, pô. Você tá doido para levar paraa polícia civil um dado, uma informação, uma característica do bandido, né? A roupa que ele tava usando, modos operantes, mas o policial civil ele ele não tá querendo perder tempo contigo. Isso acontece, infelizmente, tá? Eu tava no no bairro do Leblon há há um ano, eh, conversando Com policiais de uma operação que a gente chama Leblon Presente. É uma contêinera, com policiais, né, na calçada. E durante um papo de 3 horas, surgiram seis vítimas para relatar aos policiais militares o roubo de celular. Eu não consegui
convencer nenhuma vítima aí a delegacia, né? A última vítima foi um jogador de futebol brasileiro que jogava no em Abu Dhabi, eh, até lembro o nome dele. Eu falei: "Pô, cara, era Muito importante que você vá à delegacia, não, deixa para lá, que se [ __ ] né?" Então, apesar de muitos celulares possuírem seguro, né? E eu preciso do BO para buscar o dinheiro da seguradora. Uma quantidade incrível de celulares não tem seguro. Esse aqui não tem. Isso aí tem não. >> Não. >> Tem seguro? >> Ou seja, >> para que que eu vou na
delegacia Notificar o roubo do meu celular? Então, é bem provável que o Brasil tenha aí eh talvez 2/3 a mais de celulares roubados subnotificados, né? E não é mais o homicídio que impacta o brasileiro. O brasileiro tá preocupado com isso aqui, né? O brasileiro, ele, o brasileiro médio, eu, você, o Salomão, o Josué, perdão, eh, uma morte na periferia e de gang disputando local para vender maconha e cocaína não vai impactar nossa vida. Eu não tenho nenhum Parente meu que vende maconha, nem cocaína, sabe? Então, aquelas facções se degladiando nas periferias do Brasil, aquelas mortes
típicas de facção, o cara passa num bar de noite metralhando o bar todo, né? Aquilo lá é uma é uma ação de terror contra a facção rival que tem um ponto de venda de cocaína, maconha ali, né? Essa morte é pouco provável que ache um parente nosso. Então, se eu olhar o gráfico de homicídio da minha cidade tiver lá em cima, mas se eu não Frequento esse local, se eu não tenho nenhum familiar meu que frequente, se eu volto da missa às 7 da noite no domingo, vou paraa casa dormir, se meu filho chega em
casa da faculdade e vai pra cama, essa violência não vai me atingir normalmente. Pode ser que atinja através de uma bala perdida, mas a violência que vai nos atingir é um roubo de rua, é o teu filho no sinal de ônibus, no ponto de ônibus, assaltado de noite, pro bandido tomar o celular dele e teu filho Pode tomar um tiro na cabeça. A gente chama de latrocínio. >> Então, se nós medíssemos a violência urbana do Brasil hoje através do latrocínio e não do homicídio, o número seria muito mais real. Perfeitou? >> Uhum. Eh, vou te
dar um exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro. São Paulo tem 5,7 homicídios para 100.000 habitantes. O número de homicídio de São Paulo é 1/4 do número de homicídios do Rio de Janeiro. São Paulo eh é 75% menos Violento que o Rio de Janeiro, tá? Ou seja, São Paulo tá dando tirando onda com o Rio de Janeiro no que se refere à redução de homicídios, tirando onda com a Bahia também. Bahia tá com tá com 50 homicídios na Bahia, né? Mas quando você vai medir o latrocínio em São Paulo, ele é igual do Rio
de Janeiro, né? Ou seja, a possibilidade de você morrer assassinado no em São Paulo, vítima de um roubo, é igual do Rio. >> É, teve um caso recente aqui no Parque do Povo que é aqui pertinho. Sim, sim, sim. Mas são vários. E esse caso recente nos impactou porque foi num local onde não tem latrocínio, mas o o o típico a típica vítima de latrocínio do Brasil é morador de periferia, né? A maior vítima da violência urbana no Brasil é o pobre no ponto de ônibus. É o pobre caminhando até sua casa. Se você pegar
no YouTube, você vai ver centenas de imagens de Pessoas sendo assaltada em ponto de ônibus, né? É uma velhinha que é entrando em casa em bairros pobres, né? Sim. >> Eh, e e essa é a é a grande confusão ideológica da esquerda, né? Assim, muita gente da esquerda eh entende que é uma luta de classes. Eu sei que parece uma coisa meio de um simbolismo arcaico, né? Mas, cara, eh o dia que a esquerda brasileira acordar e entender que a maior vítima da violência é o pobre Morador de periferia, >> a esquerda vai mudar o
discurso. Ela vai passar a não admitir, eh, ela ela vai passar a ter um um comportamento conservador no que se refere audiência de custódia, saidinhas, né? aumento das penas, né? Mas você começa a perceber que isso já tá acontecendo agora, Pimentão, porque se pegar o caso recente, hum, >> que aquela operação que aconteceu aqui em São Paulo, que ora o Tarcísio falava Que era dele, ora o Lula falava que era dele. Então, aquela coisa que assim, até o o Tarcísio, que seria o o Bastião do Bolsonaro hoje >> e o Lula, eles meio que tentando
ser o pai da mesma operação. Eu acho que a esquerda tá começando a perceber isso. Mas é, mas é uma operação num nível de sofisticação muito maior, né, que é uma operação na Faria Lima no mercado financeiro, né? >> É, não uma operação de combate em Favela, né, assim, então é uma operação eh onde a priori o alvo seria pessoas ricas, né, e tal. É que é que tem muita uma crítica que existe, né, quando a gente vai aí redes sociais e tudo mais, >> falam: "Como é que pode ser pobre e de direita?" Mas
aí até tem um podcast, um cara muito conhecido aí no e no mais da da esquerda, que nem dá mais para dizer meio esquerda ou direita, mas ele fala a partir do momento que o o cidadão da Periferia que começa a ser assaltado, começa a ter o pouco que ele tem roubado e vem alguém com um discurso contra isso que ele tá sofrendo, pô, é lógico que ele vai abraçar esse discurso. Ele não vai querer entregar um livro pro pro ladrão que tá roubando ele. Ele quer que resolva isso, seja prendendo o cara, matando o
cara, seja o que for, mas ele quer a segurança dele e o o que ele conquistou através do trabalho sendo preservado, né, >> Salomão? É eh é é a realidade hoje das periferias de Fortaleza e Salvador. Minha casa, minha vida sendo assaltado pela facção, comando vermelho, o morador sendo expulso de casa e e a facção cobrando aluguel, né? Ou seja, o governo federal ao longo de duas décadas monta um plano eh de habitação, que é o Minha Casa, Minha Vida, que é uma coisa muito positiva pro Brasil, dá acesso à primeira casa pro pro morador
de periferia, até para sair de uma favela, Né? Aí vai lá o comando vermelho, sai daí, ó, seu pobre agora isso me pertence, né? E esse cara vira um um vira um refugiado de guerra numa cidade que não tá em guerra a princípio, né? >> Uhum. >> E é o êxodo de guerra. Eh, cara, como é que você pode ter um discurso leve em relação a um bandido que expulsa um morador pobre da sua casa, né? O discurso tem que ser, não digo de ódio, mas tem que ser um Discurso enérgico. >> É o Lula,
olha, eu não vou permitir que isso aconteça >> no meu governo. Eu não vou permitir que um morador de periferia em Salvador, Eonápolis, Maranguape, Fortaleza, seja expulso por uma facção da sua casa, porque isso não acontece em lugar nenhum do mundo, só no Brasil. E e eu tenho maggo em relação a isso, porque você nunca viu o Lewandowski tocar nesse assunto e realmente nunca Tocou. Eu procuro com frequência o Lewandowski que é um é um ministro da justiça que é desencarcerador. Ele ele ele ele ele fala abertamente sobre o desencarceramento, né? Mas eu não posso
deixar desencarcerado um cidadão que expulsa o morador pobre da sua casa para tomar sua casa. Aí surgem eh eu digo que são fenômenos, tá? na esquerda. E o primeiro dele, na minha opinião, é o Quaquá, que é o prefeito de Maricá, é uma cidade muito rica em função do root Do petróleo, né, >> que é um prefeito do PT, que é vice-presidente nacional do PT, >> que ele sofreu esse problema. Ele tem dois conjuntos na cidade do Minha Cata Minha Vida, né? E o Comando Vermelho desceu do Rio de Janeiro, chegou na cidade dele, expulsou
moradores de casa para cobrar aluguel. E ele foi para uma para uma mídia social, acho que uma TV e disse: "Na minha cidade, Bandido que expulsar morador de casa vai paraa Vala e paraa Vala vai morrer, né? Ninguém espera um discurso desse de um de um político de esquerda, ainda mais sendo vice-presidente do PT, né? O PT, eh, eu, eu digo e afirmo, ele tem ele tem duas vertentes aqui. Ele tem o PT Universitário, morador de de bairros nobres da zona sul do Rio de Janeiro, né, Laranjeiras, Cosm Velho, né, >> Botafogo, aquele PT que
é acadêmico, professor universitário, né, e tem o PT Raiz metalúrgico que pega ônibus, pega trem, que mora na periferia, né? Esse PT metalúrgico raiz, ele odeia bandido, [ __ ] Ninguém gosta de ser assaltado por um cara preguiçoso, insolente, no ponto de ônibus às 7 da manhã, indo pro trabalho às 6 da manhã, 5 da manhã. Ninguém gosta disso. E certamente o Quaquá é membro de um PT raiz, metalúrgico, né, >> que não gosta de bandido. A minha cidade oferece programas sociais, oferece eh eh Eh escola, ônibus gratuito, hospital de qualidade, né? Eh, um Bolsa
Família do município tem lá também. Como é que eu posso admitir que na minha cidade uma pessoa invada um condomínio expulso moradores, né? Então eu eu eu digo isso porque eh mais cedo ou mais tarde do Brasil, a questão de tempo, vai surgir um fenômeno Bukelli. Buquelli, presidente de Salvador. >> Sim. >> Ele surgiu num caos total. Qual era o Caos? Eh, diversas gangues dominando São Salvador, a capital, que cobravam taxas de comerciantes três vezes ao dia, que sequestravam a sua filha se você não pagasse a taxa, né? Que promoviam milhares de assassinatos em Al
Salvador à luz do dia em São Salvador, que é a capital, né? >> Uhum. >> O Buquele não surge no primeiro momento como uma opção de direita. Ele tinha um Discurso bem parecido com discurso de esquerda, viu? Ele não falava em esmagar as gangs, ele falava em negociar com as gangs, né? Mas ele assumiu o governo do país, percebeu o clima caótico e descobriu o óbvio, não existia solução negociável, era uma solução de força, né? >> Esmagou as gangs, >> esmagou. Hoje ele tem 90% de aprovação popular. Hoje a economia voltou a crescer, né? Hoje
300.000 salvadoreios Voltaram dos Estados Unidos, não expulsos, tá? foi antes do Trump, né? Voltaram pro seu país, né? O país sinaliza hoje crescimento econômico, redução da desigualdade social, né? Tudo funcionando. Mas parece que algumas pessoas do Rio de Janeiro e São Paulo conhecem mais de El Salvador do que o El Salvador, né? De vez em quando você vê um discurso aí de um de um pseudo intelectual, né? Buquelli é um ditador. O cara foi eleito duas vezes com o voto Da população, né? Não, Buquell ele prende de forma discriminada. Cara, a população tá gostando. A
população voltou a ter vida noturna, o país voltou a gerar emprego, distribuir renda, né, a reduzir a desigualdade, né? Mas você quer saber mais que o morador que votou nele, né? Tudo bem. Eh, as soluções de de extremismo no combate ao crime, elas surgem ambientes caóticos. Sim. >> Ambiente caótico hoje não é São Paulo. São Paulo tá com 5,7 homicídios para 100 Habitantes. Ambiente caótico, por incrível que pareça, eh, Salvador, Fortaleza, são os estados do Nordeste. >> Agora, Pimentel, só >> hum >> eh eu queria voltar num num assunto para ficar um pouco mais claro
a questão do metanol, que eu acho que a gente não fechou, >> tá? o como que o metanol veio parar na bebida, assim, já deu para entender que isso já estava na bebida há muito tempo E tudo mais, mas como de fato isso virou o que virou agora e por que que a gente não consegue descobrir, já que são tão poucos importadores aí, enfim, eh, como é que a gente fecha esse assunto? >> Ol, ô, Salomão, a gente não consegue eh descobrir porque não é prioridade do aparato policial, tá? Eh, não, não vamos ser ingênuos,
né? A, a Polícia Civil de São Paulo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, várias polícias civis do Brasil nos últimos 5, 6 dias, 10 dias focaram nessa missão. Aí você pergunta, por que nunca focaram nisso? De novo, em função das prioridades. É muita prioridade. A prioridade um é combate a maconha, cocaína, apreensão de fuzil, né? Então, pelo que nós estamos vendo nos últimos dias no Brasil, porque quase todos os estados da federação nos últimos dias realizaram operações de de enfrentamento a a fábricetas ilegais, né, a distribuidoras ilegais. Aí você vê em São Paulo uma
estrutura fabril que Envolve gráficas, eh, lavagem de de vasilhames, né, empacotamento, né, falsificação de de rótulos num nível de precisão incrível, né? >> Eh, realmente, se você pegar uma garrafa e olhar, você não vai perceber >> eh a adulteração da garrafa, né? Eh, então o que acontecia no Brasil é que nós esperamos as mortes para que governadores, chefes de polícia tomassem providências, pô, né? até mesmo para que legisladores tomassem providência, Porque agora tá surgindo uma porrada de deputado federal aí em Brasília propondo leis mais rigorosas. Lógico, pô, que isso isso é uma covardia extrema. Você
adulterar uma bebida, o cara sai paraa noite paraa balada, toma uma dose de ginego pro resto da vida, né? >> Isso é é é é extremo. Mas isso sempre aconteceu, cara. O que eu quero dizer é que possivelmente nos últimos dias alguma alguma fabriqueta em São Paulo tem errado a dose, porque existe uma Dose perigosíssima, no entanto não letal, né? >> Uhum. >> E talvez ele tenha errado no misturador, né? E provoc provocando essas mortes aí em São Paulo, né? Eh, mas a reação da Polícia Civil foi veloz, mas a gente aplaude a reação, mas
demorou para acontecer. Eu tô há dois anos falando sobre isso, viu, cara? >> Sim. do anos. Há do anos eu tô falando essa [ __ ] Olha, >> eh, pensei ser milícias do Rio de Janeiro. Do Rio de Janeiro são as milícias, tá? Rio de Janeiro são as milícias que vendem bebida falsificada. >> É que eu pergunto isso, Pimentão, porque assim, hoje parece que tá muito óbvio. Pessoal que saia para barzinho, não, não, só vou tomar uma cerveja ou nem vou beber porque tá perigoso agora. >> Mas como se não tivesse perigoso antes e como
se também não vai continuar sendo perigoso. Mas dá para dizer que agora Foi meio que uma cagada manual. ali ao longo da operação da Polícia Civil de São Paulo, a Polícia Civil de São Paulo descobriu que ao longo dessa semana, numa das abordagens na prisão de uma das mulheres que realizava a mistura, né? Ou seja, ela foi presa com todo esse estardalhaço, com essa movimentação policial, com esse clamor público e ela continuava com tudo isso, realizando adulteração, sabe? Ou seja, a gente imaginava assim, Ela vai ficar com medo e vai retrair, né? Não, ela continuou.
Olha como você é preocupante. Eu eu tomei uma reação. Meus filhos não bebem. Tenho um filho de 22, 24, 25 anos. Meus filhos, né? Eles não bebem. Eles bebem na balada às vezes uma cerveja, um vinho, né? Mas eu mandei um zap para eles. Pô, filhote, filhotes. Aí, ó, nada de de cachaça e caipirinha nos próximos dias, né? Eu saí à noite com a minha esposa do Rio de Janeiro. Eu Fui numa churrascaria à noite, né? E o garçom falou para mim: "Ó, ninguém pediu deste lado. Ninguém pediu". Eu eu tô eu tô tentando entender
o impacto disso nessa indústria no Brasil nos próximos meses, viu? Vai chegar o verão no Rio de Janeiro, a caipirinha no Rio de Janeiro. Eh, é bebida e local, né? >> É até um >> é um é uma um fator cultural da cidade, né? Caipirinha, futebol, aquela [ __ ] toda. Eu eu acho que o turista do Rio de Janeiro não vai beber caipirinha não. Aquela, aqueles quiosques da praia que vendem a ali a a as batidas, né? Eu acho que eles vão amargar num prejuízo, né? Mas cara, daqui a dois anos, um ano, talvez,
a coisa começa a ficar até que surge algum alguma modalidade de fiscalização. Eu vi um produto da Universidade Federal da Paraíba, me chamou atenção, chegou a ver? Não, não >> é um canudo que você >> coloca na tua bebida e ele acusa ali a Presença de qualquer metanol. Logicamente ele não tá ele não tá eh checado pelo Immetro ainda, né? Mas pode ser uma solução de cara, porque isso veio para ficar, cara, eu tomaria uma uma uma atenção total nisso aí dos próximos meses, né? E essa univers esses pesquisadores tão tão pesquisando isso há anos,
viu? Muito antes dessa tragédia, viu? >> São jovens pesquisadores da da Universidade Federal da Paraíba que Estão atrás dessa dessa solução aí que pode salvar a indústria, viu? Essa solução pode salvar a indústria, né? Lógico, porque assim, até aí pensando economicamente, >> toma cachaça na rua na noite. Não, toma cachaça não. >> Ah, já, já tive minha fase, viu? >> Toma cachaça. >> Não, não tomo não. >> Já >> f maconha. Tu fuma não, maconha. F >> fuma. Fala a verdade aí. Mesmo se eu fumasse ia falar no podcast, n? Minha mãe assiste. >> Mas
a a caipiria onde conseguem colocar uma margem boa, né, na bebida, né, no preço. Então, né, >> cara, eu eu tô te contando isso que numa das idas minha que eu fui o Vilela, o Vilela, conhece o Vilela pessoalmente? Ainda não. >> Eu tava no Vilela à noite e a gente tava com uma audiência muito boa ao vivo. >> Eu falei: "Vilela, pô, faz uma pergunta para mim, por gentileza. Quem que fuma cigarro paraguaio, né?" Aí ele separou a audiência dele que fumante, não fume. E X% mesmo sabendo que é vendido pelo PCC, eu vou
continuar fumando, né? Aí depois nós perguntamos quem abastecia imposto de gasolina do PCC. Mesmo sabendo que o posto era do PCC, eu vou continuar abastecendo. Então existem brasileiros hoje que estão cagando para tudo. Não quer saber se o bujão de gás é do Comando vermelho, se o pão é do comando vermelho, se o gelo é do comando vermelho, né? E existe gente que quer fugir disso, né? Como eu te falei, o o rapaz que disse para mim: "Olha, eu coloquei uma antena do Elon Musk na na na vou dar nenhum centavo para aqueles filhos da
[ __ ] né? Então tem gente que quer fugir, né?" Então, Pimentel, mas até já que você tocou nesse ponto assim, o cara evitar a maconha, a cocaína talvez seja uma escolha, né? Sim, sim. >> Agora o pão, o gás, eh, não tem jeito. Às vezes a pessoa ela é sensibilizada pelo preço, assim, às vezes o 50 é que também é que geralmente o comando pode até cobrar mais, mas se ele tem uma vantagem de preço, tem razão, >> ele vai buscar isso. E tem também até o que o Josué falou, né? Às vezes ele,
pô, se a gente reclama de operador, é assistente de telemarketing lá que fica, atendente telemarket, fica ligando, oferecendo coisa, né? Insistente, Imagina como é o do o do comando, né? Talvez seja, é, talvez seja um pouco mais persuasivo. >> Eh, fica difícil também pro pra pessoa fazer essa escolha, né? Não, assim, o cara que instalou a Starlink poderia ser um exemplo, mas eu acho que ele é mais a exceção da regra, né? >> Sim, sim, sim, sim. Mas vou vou dar mais exemplos para você aqui. Eh, eu sou um crítico contundente Eduardo Pais, viu, cara?
Assim, votei nele todas As vezes porque eu não tinha opção votando Eduardo Pao passado o o prefeito Eduardo Paz me surpreendeu. Faltando poucos meses paraa eleição, a Prefeitura do Rio de Janeiro realizou operações de combate às casas do Comando Vermelho. >> Uhum. Então, a prefeitura do Rio de Janeiro colocou abaixo eh casas do Comando Vermelho, terceiro comando e milícia, tá? Segundo o secretário de Ordem pública do Rio de Janeiro, foi um prejuízo de R$ 700 milhões deais as facções. R$ 700 milhõesais. A facção levantava um prédio, prédio mesmo, tá? E alugava por R$ 800, R$
900 o aluguel. Eh, era um dinheiro recorrente. Eh, eh, a facção percebeu uma fragilidade na cidade do Rio de Janeiro, oferta de imóveis baratos, né, em função de projetos habitacionais que estavam esquecidos pelo governo. E a facção começou a construir casas, né? Esse Morador que escolhe uma casa do comando vermelho para viver, ele não é um salafrário, ele é um cara que tá sem teto e percebeu uma opção ali de alugar um apartamento do comando vermelho, né, ou do terceiro comando, o que seja, ele vai lá e aluga. Eh, eu não tenho como condenar esse
cara. Olha, você é um você é um filha da [ __ ] de um mau caráter porque você escolheu morar num casa do comando vermelho ao invés de escolher minha casa, minha vida, do governo Federal, né? Mas se você pensar bem, eh, se o número que a prefeitura do Rio de Janeiro nos ofereceu é verdadeiro, 700 milhões, essa ação do Eduardo Pais é a ação mais contundente contra o Comando Vermelho na história. >> Uhum. >> Né? Ninguém tirou do Comando Vermelho R milhõesais em uma unica ação, né? R milhõesais seriam toneladas e toneladas de de
de cocaína e maconha, né? E e essa Ação da Prefeitura do Rio deixa para você claro eh de que a porrada ela em todos em todo lado. Eh, Josué, qual tua idade, irmão? Posso saber? >> 35. >> Eh, e a tua, Salomão? >> 30 e acho que quando for ao á. >> Vamos lá. Rio de Janeiro, final do século XIX, início do século XX. A nossa cidade estava tão suja, tão suja, que você tinha no Rio de Janeiro o peste bobônica. Você tinha malária, Febre amarela e dengue. Morriam 600 pessoas por mês na cidade do
Rio de Janeiro de uma dessas doenças, né? O nosso porto ficou tão sujo que os navios não paravam aqui nem para pegar água. Resultado, o café do Rio de Janeiro não saía mais pelo porto do Rio, tinha que sair pelo porto de Santos. Resultado, todo o Vale do Paraíba que plantava café, Valença, Vassouras, parou de produzir café. O café veio para Sorocaba, veio para São Paulo, né? O Rio De Janeiro quase foi a falência em função da saúde pública. Aí alguém pensou assim: "Porra, vamos resolver isso aí. Que que tem que fazer? Limpeza urbana, derrubar
casebres, vacinação, eh retificação das ruas, né? São uma porrada de ações. Uma só não resolve. Só vacinar não resolve. Só limpeza urbana não resolve. Mas antes de tudo isso, eu tenho que criar a Escola de Saúde Pública de Manguinhos, né? que é a Fundação Osvaldo Cruz, né? >> Uhum. >> Aí depois tem prefeitos corajosos, tem o Barata Ribeiro, tem tem uma porrada de gente no Rio de Janeiro com com culhão para fazer aquilo acontecer, né? Porque as ações eram enérgicas, cara. Derrubar Casebre, né? Se você não derrubasse aquele Casebre ali, a doença tava, né? Agora,
verdadeiramente, isso foi feito no início do século XX, sem preocupações Sociais, né? Muito dessas ações aí provocaram inclusive o crescimento das favelas, tá? >> Uhum. Mas eu, mas no final o Rio de Janeiro tava limpo, não tinha mais doença e a cidade continua a prosperar. Eu tô fazendo aqui para você uma comparação da saúde pública com a violência urbana. Hoje, se você não atacar em todas as frentes, que são muitas frentes, né? Atacar eh a questão de ocupação e e Irregular do terreno, né? a questão econômica da facção, do comando vermelho e o mais difícil
da gente falar aqui, a questão do da política do Rio de Janeiro, né, Salomão, é assustador você descobrir que um deputado estadual do MDB chamado TH Joias, e aí não é por maldade, não, é só para as pessoas pensarem em casa, o MDB é da base aliada do governo Lula, mas também é da base aliada do governo Cláudio Castro, tá? Uhum. >> Olha como são confusas isso. E esse deputado estadual foi preso pela Polícia Federal vendendo equipamento pro Comando Vermelho. Um deputado estadual do Rio de Janeiro preso há 30 dias, né, pela Polícia Federal, vendendo
o equipamento pro Comando Vermelho. Esse deputado de manhã tava de uma solenidade na Polícia Militar com acompanhando a formatura de novos soldados, né? E de tarde ele tava na favela do Comando Vermelho vendendo equipamento. E esse deputado ele já tinha sido condenado a 14 anos de cadeia, há 5 anos, né, por associação ao tráfico. Ou seja, o deputado conseguiu burlar a ficha limpa, tá? Foi eleito com 15.000 votos, ficou como suplente e o governador do estado retirou um deputado Pisiani pra Secretaria de Esportes. >> Uhum. Um outro deputado, morreu e esse Deputado acendeu a cadeira
da Assembleia Legislativa. Para esse deputado ascender, teve que ocorrer uma movimentação do governo do estado. Perfeito. Senão ele não ia acender. >> Sim. >> Ele era ele era um deputado suplente. >> Suplente. >> E meses depois esse deputado é preso pela Polita Federal pela pela pelo mesmo crime que ele já tinha sido condenado há 6 anos. Isso é a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Hoje é alérge, né? Eh, a Polícia Federal diz que 55% dos deputados federais são envolvidos com alguma milícia ou com ou com traficantes, né? Nós temos 71 deputados, se for verdade,
nós temos quase 40 deputados, se for verdade, n? Esse dado tá no jornal Correio Brasiliense. >> É um dado da Polícia Federal. >> Se for verdade, 40 deputados do Rio de Janeiro fazem parte do crime organizado, Né? Projeta isso para Brasília agora, né? Se tudo bem, a a LERGE pode ser um caso pior que Brasília, mas pode ser que Brasília esteja do mesmo patamar, né? Pode ser que a Assembleia Legislativa da Bahia esteja do mesmo patamar, pode ser que a Assembleia Legislativa do DF esteja no mesmo patamar, né? E e essa é uma realidade bem
ruim da gente da gente conversar, da gente enfrentar, né? que na essência é o voto, meu irmão, na essência é o cara Que tá lá na na urna votando num num camarada que já foi condenado a 14 anos de cadeia, né? Não é isso? >> Agora >> e um partido político aceitar esse cara também, né, José? >> Sim, verdade. Agora, Pimentel, você que acompanhou a evolução desse desastre aí, eh, como que se dá essa ascensão realmente? É, é o tecido institucional brasileiro que é frágil? É uma questão de justiça? É uma questão social mesmo? As
pessoas também são permeáveis. Claro, claro que é um conjunto, né? A gente não tem como colocar um um fator único assim. Mas o que que você observa, olhando, você acabou de citar o caso de El Salvador, a gente também teve alguns casos no próprio Estados Unidos também de de crime organizado ali em Nova York, né, há muito tempo atrás. Tiveram, acho que você deve fazer esse tipo de análise assim, né? Quando você olha pro Brasil hoje, eh, olhando dessa perspectiva da Dessa tomada do crime organizado, o que que você enxerga de características que fazem o
Brasil se tornar tão permeável a isso? >> Pô, você falou uma coisa assim, eh, parece que o Brasil é tudo ao mesmo tempo, né? Você, a questão social, >> a questão da corrupção, a questão dos partidos políticos, a, eh, teríamos algo positivo que instituições fortes, né, que El Salvador não tinha, né? Mas quando você percebe que o CNJ com o Conselho Nacional de Justiça está investigando hoje sete tribunais no Brasil e investigando desembargadores por venda de decisões, né? Eh, você percebe que as instituições nossas também não são tão não são não são tão sólidas assim,
né? Elas são elas são, digamos assim, eh frágeis, elas foram tomadas pela pelo crime organizado também, né? Eh, as decisões de desembargadores, cara, soltando bandidos no plantão Judiciário, elas estão vergonhosas, cara. Um desembargador do Rio de Janeiro, num final de semana soltou três, cara, três lideranças do Comando Vermelho num plantão. Era esperar segunda-feira, terça-feira, pra Câmara Criminal apreciar o pedido, né? O cara resolveu soltar no plantão, né? Ele foi afastado. Ele tá afastado hoje pelo CNJ, pela, aliás, pelo TJRJ. Mas isso não é um caso isolado do Rio de Janeiro. Isso são casos em vários
estados da Federação, Mato Grosso, também no Nordeste, né? Então o judiciário ele tá ele não vou dizer que ele tá tomado, pelo amor de Deus, que a maioria esmagadoras do nosso juízo, desembargadores são pessoas corretas, né? Mas ele tá ele tá ele tá infiltrado, sabe? As facções estão infiltradas na nossa casa legislativa. Nós temos certeza disso. Acabei de falar da alérgio aqui. >> Eh, posso te dar um outro exemplo mais Mais eh eh eh mais forte. A deputada Lucinha estadual do PSD, do partido do Cassabe, no partido do Eduardo Pa. A Lucinha foi investigada pela
Polícia eh federal conversando com milicianos no telefone, né? Ela foi acusada de tá negociando a libertação desses bandidos, presos pela Polícia Militar com fuzis, né? E ela foi afastada da Assembleia Legislativa por uma decisão judicial de uma Câmara Criminal. E quase a totalidade da Assembleia Legislativa, quase a totalidade, com exceção de deputados do do PSOL, um deputado do PSDB, uma deputada do PDT, mas quase a totalidade da da casa votou pela volta dela para para pra casa. Quando você analisa isso, você percebe que realmente a casa tá infiltrada também, né? Aí você vai conversar com
os deputados, cada um estabelece uma consideração. Não, Primitel, mas é uma prerrogativa do deputado, ele tem foro privilegiado, ele Não pode ser afastado do mandato, né, cara? Você não tá entendendo, cara. O cara pertence a uma facção, tá ajudando uma facção, né? Não pertence, mas tá ajudando. Isso é muito risco pra democracia brasileira, né? É, é a questão da blindagem, a PEC da blindagem que graças a Deus não passou há há duas semanas, né? a PEC da blindagem, que muitos deputados de direita diziam pra gente, ó, é o equilíbrio entre a casa legislativa e o
STF, né? OK, mas diga Pra população também que vai favorecer os deputados que são aliados das facções do PCC, Comando Vermelho, Terceiro Comando, Milícias, né? Vamos falar a verdade pra população, ó, isso aqui é para me proteger, mas vai favorecer também a facção, né? Eh, mas até que, enfim, a PEC da blindagem não passou, tá, cara? a gente, o Senado acho que que arquivou essa [ __ ] aí e não deixou isso avançar, mas na Câmara dos Deputados ela passou e passou, Josué, inclusive com 12 Votos do PT, tá? 12 deputados do PT votaram a
favor da pectabilidade, né? Eh, e aí, voltando à tua pergunta, que que aconteceu no Brasil? Eh, qual é o poder que tá fora disso tudo olhando? E vamos dar, vamos dar um jeito nisso aí. Eu não vejo, cara, nem a mídia, nem a imprensa, nem o STF, nem o STJ, eh, nem as polícias, tá? Eh, eu acho que é esperar 4 anos aí e tentar fazer uma escolha Melhor, né? Porque não salvou ninguém para salvar o Brasil. Não tem um capitão nascimento, não tem um um não tem um eh um mito, um salvador da pátria,
sabe? Tá tudo muito infiltrado mesmo. É preocupante. É muito preocupante. >> Mas assim, para quem assistiu algumas dezenas de vezes o filme, como como eu, pelo menos, a gente termina o Topa de Elite 2 sabendo que não tem solução. >> É desesperançoso, né? >> É muito desesperançoso, sim. o Capitão Nascimento lá no >> eh falando ali na plenária assim e você vê que já tá tudo enraizado. Aí eu não quero trazer desesperança para quem tá ouvindo, só quero ser realista de >> Mas Pimentel, você diz: "Ah, vamos esperar 4 anos fazer a escolha certa". Mas
se tá tão enraizado dentro das casas, a escolha certa é o quê? Porque não é um presidente, não é nem um governador. >> Sim, sim. Eu eu falei para você aqui há 15 minutos eu falei para você da ação corajosa do Eduardo Pais de colocar abaixo as casas do Comando Vermelho e das milícias, né? >> Uhum. >> Aí passados 5 minutos, eu disse: "Prof, Lucinha no PSD, partido do Eduardo Pais, né?" >> Pois é. >> Então parece que todos no Brasil buscam algum tipo de equilíbrio, né? Todos, todos no Brasil para compor a sua Governabilidade
buscam distribuir ministérios para grupos distintos, para eh partidos distintos, né? Eh, e aí é o que o Josué falou, para onde vai esse Brasil eh onde as pessoas talvez tenham tenham medo de falar a verdade, ten um medo de dizer: "Olha, não tá dando mais, pô, não tá dando mais, né? Não é razoável e uma uma juíza eh libertar um bandido que foi preso três vezes e dá garcalhada na audiência. Isso não é razoável, sabe? Com todo respeito, eu eu eu sei que ela não cometeu nenhum crime, né? Ela tá ali na Mas, cara, >>
uma um rapaz morreu com seis tiros nas costas, né? Assassinado por aquele bandido, né? E ela foi lá numa audiência de custódia e deu deu risada na audiência de custódia. Parece que o Brasil caminha para uma para uma sinalização do carro, sabe? E governadores de esquerda eh vão perceber isso nos seus governos Estaduais, porque eles vão dar o máximo para tentar resolver o problema da segurança pública, porque a segurança pública vai definir as eleições no Brasil, as próximas eleições. A tal a federal não, mas as estaduais certamente sim, né? >> Uhum. >> Aquele governador que
não tiver apresentando um número bom da violência, né, ele não vai ser reeleito, né? Por mais que ele invista no social, se a Cidade dele tiver um caos tomada por facção, ele não vai ser reeleito. Porque eu, repito, a vítima da violência é o pobre, né? O mesmo pobre que recebe bolsa família do governo federal, ele não consegue entrar na casa dele, que a facção expulsou ele da casa. >> É porque até se ele tá sendo subsidiado, mas ele tem que repassar o subsídio pra facção, não adianta dar mais subsid. Então ele vai dar um
basta pro pro Ele vai dar um basta pro pro Jerônimo, ele Vai dar um basta pro pro eh pro Elumano, sabe? Não dá mais, pô. Ou você resolve essa [ __ ] ou a gente não vota mais em vocês. Isso vai acontecer. Então, esses governadores estão tão levantando a manga aí, estão trabalhando. A Polícia Civil do Ceará no dia 5 de setembro prendeu 39 bandidos do Comando Vermelho. É uma [ __ ] de uma operação fodona, né? >> Uhum. Eh, mas quando você começa a enxergar Essa operação da Polícia Civil do Ceará, tem um detalhe
que já te chama atenção de imediato. Um do dos bandidos presos, um líder, tinha sido solto pela justiça do Ceará dois dias antes, né? Ou seja, olha como é uma enxugação de gelo, né? Né? Eh, uma operação da Polícia Militar da Bahia no Carnaval. Foram 12 bandidos mortos pela Polícia Militar da Bahia durante o carnaval. Carnaval desse ano. Eh, os 12 bandidos mortos eram do Comando Vermelho, eram faccionados. Desses 12 bandidos, eu não sei seis ou sete tinham sido liberados num audiência de custódia em dezembro, no Natal, né? Eh, aí a população vai começar a
olhar, calma aí, isso tá confuso demais, né? Eh, eh, parece que não existe mais ferramenta para que o estado tome conta. E aí, cara, quem for no palanque prometer soluções mais radicais, eh, vai chamar atenção, né? >> Uhum. >> Eh, eu digo, eu digo e afirmo, boa parte da percepção do brasileiro da violência hoje é o celular, é a questão da saidinha, né? O brasileiro, apesar da do Derhit ter feito uma proposta para mudança da da lei da saidinha, né? A lei da saidinha no Brasil, antes da mudança da lei, era a mais do mundo.
O bandido podia cumprir 1/6 da pena e depois podia cumprir mudar pro semiaberto, né? Essa lei não era do PT, essa lei era do governo Figueiredo. O ministro da justiça era Ibrahim Abiquel, né? Era a lei de execuções penais, tá? >> Uhum. >> E curiosamente, ó, a Tábata aqui em São Paulo votou junto com o Derrit. A Maria do Rosário no Rio Grande do Sul votou junto com o Derrite. Muitas pessoas da esquerda perceberam que cara não dá mais. Soltar um bandido com cesto da pena é uma loucura, sabe? Não faz sentido isso, sabe? Isso
realmente é Enxugar um gelo, né? O governador Cláudio Castro do Rio de Janeiro sentou um dia na televisão e falou: "Ó, o tempo médio de permanência do bandido preso com fuzil é 11 meses, né? Então você pode importar para cá a melhor polícia do mundo, FBI. Mossade, SIA, o que for, que se o cara ficar preso só 11 meses, meu irmão, o cara vai voltar paraa delinquência, né? >> O incentivo é muito claro, né? >> É. E e paralelo a isso, o nosso ministro Da justiça, ele é desencarcerador. Uhum. >> Ele faz parte daquele segmento
do PT que eu te falei, que não é o PT raiz metalúrgico, é o PT acadêmico zona Sul, né? É, e ele diz que o desencarceramento é solução. Ele fala isso claramente. Aí você vai ver uma audiência de custódia onde a maioria esmagadora dos juízes são corretíssimos, justos, né? Eh, audiência de custódia, você pergunta pro bandido ali se ele foi maltratado, se ele foi Espancado, se ele foi obrigado a confessar um crime, né? O juiz percebe as condições físicas do bandido. Audiência custódia é uma evolução. Sim, tenha dúvida. É o primeiro contato com a justiça.
Eu não tenho dúvida que isso é bom. Mas quando o CNJ, o Conselho Nacional de Justiça, se orgulha em dizer no site, né, que mais de um milhão de de audiências custódias foram realizadas e e sei lá quantos milhares de presos Foram soltos, tá claro para mim que o próprio CNJ tá dizendo que o objetivo daquilo ali não é o acesso rápido à justiça, é o desencarceramento, tá? E cara, você vê um jovem de Mato Grosso que vai no Rio de Janeiro assistir um show da Taylor Swift. Ele é assassinado por um bandido que foi
solto e na audiência 2 da tarde. Foi preso pela Polícia Militar de manhã, foi solto na audiência de custódia, às 10 da noite matou o menino na praia, né? >> Né? Aí você descobre que um juiz soltou um bandido 56 vezes na audiência de custódia. Aí você descobre que um outro juiz soltou um bandido 86 vezes na audiência de custódia. Aí você descobre que uma juíza soltou e começou a rir. Sabe? Não sei que que ela achou engraçado, que não tem graça nenhuma aquilo ali. Aquilo aquilo não é engraçado, sabe? Aquilo tá longe de ser
engraçado. Aquilo é trágico, né? Tu viu as imagens, né? >> Sim, sim. >> E cara, isso vai dando a ciência no Brasil hoje de que o país não tem. Aí tem mais um juiz aqui em São Paulo que dizem para mim também que é um juiz correto também. Eu conversei com policiais para Meteu, o cara soltou um traficante com 200 kg de cocaína, né? O juiz disse que que era um valor e pequeno, sabe, da de cocaína, né? Eh, 200 kg de pó, isso ia gerar mais de duas dezenas de milhões de dólares, né, no
Exterior, na venda dessa cocaína. Mas o juiz falou que é um valor pequeno. Olha, olha que que decisão estranha, sabe? Não estou sugerindo que ele é corrupto. Eu acho até que não é. Eu acho que ele realmente é garantista e e preocupado com com a vítima, com com réu o tempo todo, não com a vítima, né? E isso tudo vai deixando uma uma imagem que o Brasil é um país sem lei, né? Eh, pode ser isso aí, irmão. Pode ser isso aí. >> Não só a imagem, né, Pimentão, Efetivamente, né? >> E ele ele alegou
que era tráfico privilegiado, sabe? O tráfego privilegiado é uma figura assim, eh, que o camarada ele ele ele é a primeira vez que ele tá delinquindo, eh, ou então era aquela figura da esposa que foi levar a cocaína pro marido na cadeia, sabe? OK, eu entendo que esses casos são casos que você tem que avaliar com um pouco mais de carinho, mas pô, meu irmão, 200 kg de pó, não, 200 kg de pó, isso vai virar Fuzil, fuzil e fuzil, porque eu sempre transformo o dinheiro do tráfico em potencial ofensivo paraa morte, sabe? >> Uhum.
>> Quanto que isso aí vai render pra facção, para comprar armas, para matar pessoas, né? Eu acho que essa conta que muitos juízes não fazem, né? Esse juiz certamente não fez essa conta, né? >> Sim. é uma desconexão clara do que que é a demanda da sociedade ou até o que é a sociedade de fato e quem tá legislando Por isso, assim, é, é >> porque assim, é um assunto que une esquerda e direita, como você mesmo mostrou nas nas votações. >> Sim. >> Eh, dói na sociedade, dói na pele, dói na no bolso, dói
na nas famílias que perdem os seus >> eh seus parentes em latrocínios. E há uma desconexão clara e, enfim, é simplesmente revoltante, né, quando você vê tantos casos e não não Sensibiliza quem tá tomando as decisões. >> Sim. Lembrando que lembrando que a vítima é quase sempre pobre de periferia, tá? Quando você quando você fala em latrocínio, evidente que pessoas ricas são assaltadas, são assassinadas também. Evidente. Pode acontecer, acontece. eventualmente a gente vê um caso desse, mas a a principal vítima dessas ações, dessas facções, desses facíndores, são pobres, cara. E e quando a esquerda Brasileira
acordar para isso, né? Eh, quando alguém chegar ali no ouvido do Lula, falar: "Lula, olha, a população não quer mais ouvir negócio de passar a mão na cabeça, não. A população quer ouvir ações verdadeiras e enérgicas, né? A ação da Faria Lima é uma ação emblemática, OK? é um porradão na facção, OK? Mas essa ação da Faria Lima não resolveu o problema do pobre que tá na periferia sendo assaltado. OK? Então assim, é para você meditar, não resolveu Essa o problema do morador de Maranguape, que foi expulso de casa pelo Comando Vermelho. Não resolveu o
problema da população de Anápolis na Bahia que foi expulso de casa pelo Comando Vermelho, né? não resolveu o problema do dono de uma empresa de internet lá do interior do Ceará, que teve o carrinho queimado, né, e foi ameaçado com uma pistola, né? >> Uhum. >> Então, é eh isso isso eu acho que pode Produzir um efeito até ruim pro governo federal de achar que tá tudo certo, mas dessa vez nós acertamos. >> Uhum. >> Camarada, é tudo ao mesmo tempo, como você colocou. É, é trabalhar no metanol, é trabalhar no cigarro, é trabalhar no
botijão de gás, é trabalhar em leis. mais rigorosas, é trabalhar numa fiscalização efetiva das decisões dos juízes brasileiros nas audiências de custódia, tá? Eu eu faço parte de um Grupo de policiais, ô Josué, que a gente fica trocando eh informações no Brasil de audiências de custódia estranhas, né? >> [ __ ] que desesperador experimentel >> aí. Aí me mandaram um tá tudo, tá tudo publicado em jornais, em fontes abertas, em jornais, tá? Então, se você quiser, depois eh a gente abre o jornal. Eh, a decisão de um juiz em Fortaleza, uma juízas em Fortaleza que
soltou três bandidos acusados de decapitar uma mulher na praia, sabe? Eu vi essa, >> né? Aí depois tem uma da >> um casal de idosos, eu não lembro se foi Rondônia, um casal de idosos assaltados numa fazenda, espancados dentro de casa, cara. A polícia militar prender os bandidos, os caras soltos diante de custódia. Aí eu recebo de um de um assessor, de um juiz, de um ministro, né? Ele fala para mim assim: "Pô, o ministro assiste suas os seus podcasts, né? Ele disse que você tá pegando casos que são casos eh de exceção e Trabalhando
como como fato, né?" Falei: "Mas cara, mas aconteceu, né?" Não, mas o ministro falou que é exceção, você tá, você tá, você tá, você tá ajudando a desacreditar a justiça no Brasil com exceções. Pô, cara, mas é muita exceção, então, cara. Tem exceção demais nessa [ __ ] >> Parece o tem exceção demais. >> Parece os casos isolados de racismo na Comebol Libertadores. >> Juntaram 932 casos isolados. >> E aí, meu irmão, aí e esses casos vão dando a angústia, né? A Josué, no verão de 2023, 2023, verão, o comandante do batalhão do Leblon era
o coronel Nunes, que depois foi comandante do BOP, comandou o batalhão do Leblon. E você sabe que no verão, no Rio de Janeiro, ocorre aqueles eventos de de que são o a turma correndo na praia, aí a gente chama de arrastão, mas nem sempre é arrastão, né? Eh, às vezes é briga de facção na praia, de Favelas rivais, né? brigando na praia. Eh, às vezes é um são jovens do jacarezinho que vão praia de Panema para praticar pequenos roubos, né, que são percebidos por jovens do pavão, pavãozinho, que tem o seu pai ali que trabalha
na praia como vendedor e ele não quer que o local que o pai dele trabalhe seja assaltado, né? Então faz faz sentido isso. Então começa uma porrada generalizada na praia, aquilo vai gerando uma sensação de pânico, as Pessoas vão correndo. É rastão, é rastão. Não necessariamente é rastão, é uma, pode ser uma briga ali. Mas o que o comandante do batalhão percebeu é que os os as pessoas prendiam os bandidos e começavam a espancar os bandidos e a Polícia Militar agia numa emergência de salvar o bandido do espancamento, né? Isso aconteceu dezenas de vezes ao
longo do verão, talvez centenas de vezes. E ele chegou para mim e falou: "Pimetel, tem um fenômeno aqui Na praia. As pessoas estão espancando os bandidos na praia, mas espancando com uma raiva que você não imagina, né? O que que é isso, cara? Não é o morador da zona sul espancando, não é nada disso. É o é o é o pobre da zona sul, morador de favela, tentando defender o local onde o pai dele trabalha, ganhando o ganha pão dele ali, vendendo mate, vendendo uma cerveja na praia, no quiosque, né? >> E é uma uma
certeza de que a justiça não Funciona. Por que que eu vou prender esse cara? Por que que eu vou por que que eu vou entregar ele pra polícia? Eu vou dar uma cocha nele, né? Esse é o sinal de caos de um país onde as pessoas não não aceitam mais a as leis formais. Besteira. Eu eu fui passar férias, Josué, eh, em na Espanha, naquela ilha Mallorca. Maiorca, não conhecia aquela [ __ ] lugar lindo, paradisico. E E eu fiquei lá s dias e eu comecei a ver anúncios de uma equipe que desocupava a sua
casa. lá em Mallorca, Minorca e e Bisa, eh, existem gangs que invadem sua casa e ocupam sua casa durante o verão. E a justiça da Espanha demora muito para notificar o invasor. A justiça da Espanha aplica a mesma lei de Madrid e Barcelona para as invasões nas ilhas. E o morador de Mallorca, se ele tiver a sua casa invadida, ele perdeu a sua casa No verão, porque vai demorar três meses pro cara ser notificado. É como se fosse um cara que não pagou o aluguel. Mas na verdade é um é um invasor, né? >> E
começou a prosperar na ilha. Eu vou te mandar as imagens. Uma equipe de poloneses e russos que eles cobram 1000€ para desocupar sua casa. Você paga pro cara 1.000 € e ele desocupa sua casa em 15 minutos. Aí tem mandar as imagens para vocês, cara. Essas imagens são muito legais de você vai ver os caras Invadiam a casa, né? E eles dizem assim: "A gente trabalha na lei, a gente não trabalha fora da lei, né? Porque se o cara que invadiu a sua casa não é um criminoso, a gente também não é. [ __ ]
acontece que a gente invade e expulsa eles de lá. O que é isso se não a formação de uma milícia? >> Hum. >> A pessoa não acredita mais no estado, o estado não funciona mais. O estado é benevolente. O estado é lento. Eu não Quero mais sua justiça. Eu quero outra justiça. Eu quero uma justiça veloz, né? E quando o território é dominado, eh, a justiça da facção, ela é implacável. Eh, caso que me abalou muito foram três meninos de 9, 10 e 11 anos de idade na Baixada Fluminense que roubaram um passarinho, furtaram um
passarinho na gaiola. Esse passarinho pertencia a um traficante, né? E esse traficante eh ele ele foi lá e e prendeu esses Meninos, né? Botou num cativeiro, cortou a cabeça deles, enforcou, degolou esses meninos, tá? 9, 10 e 11 anos de idade. Então isso aconteceu no Rio de Janeiro há 3 anos, tá, cara? Uma tragédia, cara. Deveria ser pauta de notícia do jornal, deveria virar filmes, sabe? Três garotos de 9, 10 anos de idade espancados, torturados, enforcados, degolados pelo comando vermelho. Evidente que um chefão do comando vermelho viu e não gostou, né? E chamou Esse bandido
e matou esse bandido também, né? O bandido que matou os meninos, né? Essa é a justiça da facção, essa é a justiça da periferia, essa é a justiça eh onde o estado não funciona. Ela é muito veloz. Aí tem mais um exemplo para você se tocar aqui. A morte do doutor eh irmão da do deputada Sabia Bonfim, né? quatro médicos eh no Rio de Janeiro num num simpósio de ortopedia, Quatro bait especialistas, caras fodões e tal, uma perda pro Brasil >> Uhum. >> lastimável. Na frente de um hotel na Barra da Tijuca, um hotel muito
bem frequentado, um local seguro, se você olhar a estatística ali de roubo baixíssima, os caras foram assassinados por bandidos do Comando Vermelho. Os os bandidos do Comando Vermelho confundiram os médicos com milicianos. Existe uma coisa que talvez você saiba, mas o o o paulista não sabe quando vai no Rio de Janeiro. Existe um modo de se vestir da milícia. Eles se vestem com roupas eh bem parecidas, né? Eh, aquele tênis de mola, é uma camisa com cavalinho aqui com uma faixa, né? Muita camisa de time de futebol, sabe? E às vezes um cordão aparecendo, um
relojão, sabe? E parece que um dos médicos estava com uma roupa de de um time de futebol. bem típico de desse jeito de se vestir, Né? E ele parecia fisicamente mesmo com o miliciano, né? E os bandidos passaram ali e são os milicianos, né? Deram meia volta e foram lá e mataram. E não eram milicianos, eram médicos. O Comando Vermelho mandou matar esses três bandidos em 12 horas. Em 12 horas esses três bandidos que mataram o irmão da deputada foram executados pelo Comando Vermelho, né? E boa parte da sociedade brasileira aplaudiu essa justiça do comando
vermelho. Confesso para você que eu gostei também, viu, cara? Saber que esses fainoras morreram em 12 horas. >> Uhum. >> Eh, assim, eh, eu, eu me deu, lamentavelmente, me deu uma sensação de alívio, sabe? É uma morte muito covarde de matar aqueles médicos, sabe? Preferia que eles fossem presos. Vou deixar claro isso aqui. Mas, mas [ __ ] >> mas sabendo que eles vão ser presos depois de algumas horas. Exato. Mas eh E aquilo aquilo aconteceu tem aquilo foi em outubro, tava vai fazer dois anos aquilo. Aquela aquela aquilo foi próximo da invasão da do
Ramaz quando o Ramaz invadiu Israel. Foi bem próximo à data daquilo ali. >> Uhum. >> E aquilo me abalou, cara. Aquilo eu eu tava eu tava com uma uma sensação de que o Rio de Janeiro poderia melhorar um pouquinho, né? Aquel Tu lembra daquelas mortes? Tu lembra? Aquilo me abalou Porque alguém me ligou umas duas semanas antes perguntando se podia ficar naquele hotel, sabe? Um colega de Mato Grosso, sabe? >> Pô, quero ficar nesse hotel na Barra. Falei: "Pode ficar que é tranquilo, meu irmão. Fica lá que é bom para [ __ ] Ainda que
se quiser pode atravessar a rua, ir pro quiosque, tomar uma cervejinha, você não vai ser assaltado." >> Aí o cara falou: "Pô, foi aquele hotel que eu fui?" Eu falei: "Foi, foi aquele Mesmo hotel, sabe?" E mas cara, o Rio de Janeiro ele ele ele ele vai digerindo essas tragédias, né? Parece que as pessoas esquecem. Aí tem um show da Lady Gaga, o show fica lotado. Aí tem um show da Madonna, fica lotado. Aí tem vem um carnaval, né? Aí parece que que o carioca esquece também, que o que o turista esquece. Eh, eu fiz
uma uma campanha eh isolada no Rio de Janeiro. Não venho o Rio de Janeiro, sabe? Até me arrependo disso aí, porque O Rio de Janeiro precisa do turismo, né, cara? E e e bem verdade, se você ficar na orla e souber andar, você não vai ser vítima de nada não, tá? Se você souber, é o local que você vai. Mas perceba, Salomão, a quantidade de turistas, não só o turista argentino que foi assassinado na frente da família, né, em Santa Teresa, né, mas lembra lá que foi um turista, uma turista italiana baleada na Rocinha, um
turista alemão baleado na Rocinha, você vai lembrar o Turista alemão que morreu também no mesmo local onde o turista da Argentina foi assassinado, né? Todo mundo em função de GPS, né? O GPS te indicava para um lugar errado, né? >> Uhum. >> E aí depois durante a o evento do Bricks, teve dois paulistas que foram baleados na cidade alta. Teve uma menina de Minas Gerais que foi baleada no murro na favela da Maré em setembro do ano passado. Teve torcedores do Santos Assassinados na Vila do João no ano de 2006, né? saindo de um jogo
do Santos, voltando para São Paulo, caíram ali na Vila do João. A placa é muito mal sinalizada. E se você puxar na internet, você vai ver aí talvez aí de turistas e cariocas aí, talvez uns 50 casos de pessoas baleadas porque erraram o caminho. Pô, cara, a prefeitura do Rio de Janeiro, o governo do estado, Né, diante de tudo isso, não colocar uma placa, né, atenção, cuidado, né, eh, área de guerra, né, o que for. E eu tô cagando se isso vai fazer mal pra imagem do Rio de Janeiro. Eu quero salvar vidas. Eu quero
que você não caia lá, não é? Ah, mas aí isso, ah, isso pode constranger o morador [ __ ] nenhuma. O morador sabe que isso faz parte do jogo. Até mesmo a facção às vezes quer isso, porque a facção não quer que o >> que o bandido desavisado à noite seja obrigado a metralhar um carro, né? Porque o bandido tá lá no plantão dele, aquele carro entra em alta velocidade, ele atira, né? >> Então, a eh seria bom para salvar a vida das pessoas. Tu acompanha o caso do argentino, cara? Do argentino, [ __ ]
de dia, cara, na frente da família dele, assassinado, né? Como é que uma cidade dessa quer ter uma vocação turística? Pode chamar a Lady de Gaga, pode chamar Madona, pode chamar quem for, meu irmão, a cidade não vai não vai recuperar a sua. Ah, >> é porque quem passa por isso >> nunca mais volta. >> Nunca mais volta. E e aí quando a gente fala, né, você até falou, né, pimental, que os grandes casos de latrocínio acontece com as pessoas pobres na periferia, >> mas tem um caso, né, e pegando um o o [Música] Ciclista
que foi assassinado aqui perto do Parque do Povo, né? >> Uhum. >> Cara, ele tinha uma família. Essa família certamente, tendo condição >> Uhum. não vai ficar em São Paulo ou vai para algum outro lugar, vai morar fora, os filhos não vão crescer aqui. Então, eh, esses casos também quando acontecem, eles acabam tirando o um valor do Brasil, né, que são aquelas pessoas que que prosperaram ou Que tem alguma os quatro médicos ali, a família deles ali, certamente >> o cara vai querer ir para Portugal ou pra Flórida, né? Então, então a gente acaba, a
gente acaba, além de ter essa conivência com o criminoso, a gente acaba expulsando quem acaba gerando a o fazendo o PIB crescer, né? Seja gerando emprego, gerando renda, gerando eh inteligência, intelecto, enfim. É algo que estruturalmente falando é ruim pro Brasil, né? >> É, economicamente é uma tragédia pro Brasil, né? Eh, quando quando você começou, você falou: "Pimeteu, a a sem segurança pública nada mais funciona." Há alguns anos, quando eu ia para um debate com uma pessoa de esquerda, o cara dizia pra gente assim: "Pô, Pimetel, é a prioridade é é combater desigualdade social e
a prioridade é educação. Eh, se eu combato a desigualdade social e se eu resolvo o problema educacional, O crime vai desaparecer, né?" Eh, aí eu pego o exemplo da Bahia atual e eu sou um crítico na Bahia, mas eu tenho que fazer justiça. Governador Jack Schwagner em 2007, duas vezes eleito governador da Bahia, né? >> Uhum. >> Depois Rui Costa, dois mandatos e agora o Jerônimo meio mandato, né? Nesse período a Bahia tá no site do governo da Bahia. Nesse período a Bahia gerou 680.000 empregos de carteira assinada. Então, houve uma redução do desemprego. Nesse
período, a Bahia tirou 1.200.000 pessoas da miséria. Então, teve uma redução da desigualdade social. Nesse período, a Bahia avançou com saneamento básico para as cidades do interior numa proporção muito legal, bem acima da média brasileira. Então, teve melhoria >> drástica na questão do saneamento básico. Com tudo isso, no final desse período, o número de homicídios da Bahia Dobrou. Nós tínhamos 3.000 homicídios por ano, pulamos para 6.000, tá? Em média é mais ou menos isso. Ou seja, a Bahia é um exemplo de um estado que reduziu o desemprego, reduziu a desigualdade social, melhorou o saneamento básico,
tirou pessoas da da miséria e ainda assim a violência duplicou >> duplicou. Ah, Pimentel, mas é por causa das facções. Ué, mas >> tudo bem, eu sempre disse isso. Eu sempre concordei contigo que é por causa das facções, né? Então eu tô querendo dizer para você que investimentos em saúde, educação, saneamento básico, eles são importantes. Eu tenho certeza que são, mas eles não combatem a violência, não no nível que nós estamos no Brasil hoje, né? E é importante, eu sei que é importante e paraa minha surpresa, eh, eu, eu tenho uma relação eh bem amistosa
com Freixo, tá? A gente eu Conheci o Freixo, nós nos conhecemos bem antes do Tropa de Elite, né? O Freixo trabalhava num gabinete do deputado Chico Alencar. De vez em quando eu visitava o gabinete do deputado lá no Rio de Janeiro e e eu sempre assim acompanhei o ativismo do Freixo e tal. Eh, de certa forma eu admirava ele, né? Eh, das posições dele do enfrentamento às milícias. Mas, se eu não me engano, num podcast em 2023, O Freixo de segurança pública estrutural. Se eu não resolvo esse problema, eu não consigo resolver mais nada. Até
que, enfim, uma expressão da esquerda disse isso. Se eu não resolvo segurança pública, nem adianta eu eu tentar trazer indústria de outro país, fábricas, né? Nem adianta eu tentar combater a dengue porque eu tenho que entrar com agente sanitário lá no no bairro, né? Nem adianta eu fazer minha casa a minha vida, porque o comando Vermelho vai tomar minha casa a minha vida. Uhum. >> Nem adianta botar uma escola porque o Comando Vermelho vai colocar uma boca de fumo na porta da escola com fuzil. Então, olha, olha a complexidade disso tudo. Eh, o o o
Rio de Janeiro tá tentando atrair agora empresas de desse setor de eh essa que que você tem um banco de armazenamento de dados, né? Essas essas de Ah, >> sim, de data center. >> Data center, né? >> E uma empresa de data center foi pro Rio de Janeiro e falou para mim, Pimentel, a gente vai para esse município aqui? Aí eu falei: "Qual município?" "Ese aqui?" Eu falei: "Cara, não vai não. Não vai não, que vocês vão ser estorquidos. Não, mas a gente já conversou com o prefeito, já conversando com o governador. Eh, vocês vão
ser estorquidos". Mas é um município que tem uma estrutura de energia. A gente precisa de energia, Né? Cara, no primeiro dia de obra do data center, primeiro dia de obra, botou lá equipe para fazer obra, apareceu lá um traficante, é tanto por mês, né? E essa empresa eh diz que não pode pagar a extorsão por causa do do compliance das normas das normas europeias e tal, né, cara? Tu pago você não vai você não vai se instalar, né? Eh, mas a obra já tinha começado, então eles vão ter que gastar uma fortuna com segurança, sabe?
>> Hum. >> A obra tá acontecendo, né? Eh, mas esse é o Rio de Janeiro hoje, né? >> É o custo do crime aí na veia, né? E eu deixei o o o secretário de segurança pública no Vilela. Eh, eu tava no Vilela e eu eu tive o Vilela me chamou para entrevistá hoje, você convidaria uma indústria para se instalar no Rio de Janeiro, né, cara? Em alguns municípios, sim, certamente Macaé, Maricá também. Eh, no Vale do Paraíba, sim, Vale do Paraíba é Rezende De Volta Redonda, táum? Eh, mas cara, na Baixada Fluminense eu terei
minhas dúvidas. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, eu terei minhas dúvidas, né? Aquela região tá tomada pelas facções, como eu te falei, né? Eh, tem prefeito hoje, hoje eh em Belfroxo, prefeito que tá fazendo da sua administração na prefeitura retirada de barricadas. Ah, ele passa o dia inteiro nas redes sociais, ó, retirei mais uma barricada. deveria ser função da Polícia Militar, logicamente, né? Mas o prefeito percebeu que a cidade estava tomada por barricadas, né? Prefeito Canelas, né? E olha, você tem um prefeito hoje que tá preocupado com a educação, com transporte, com desenvolvimento econômico,
o cara tá gastando horas do seu dia de trabalho com equipes da rua, retirando barricadas do tráfico, né? Eh, o BOP lá no Rio de Janeiro hoje, o BOP tem uma equipe hoje e só para retirar Barricada, né? São 90 toneladas de barricadas retiradas por semana, né? E não são barricadinhas, não. São barricadão, barricada gigante, uma obra de engenharia, sabe aquilo que pesado, sabe? Você nunca viu o Lewandowski até hoje falar sobre barricada na televisão. É como se não existisse. É como se 4 milhões de cariocas não vivessem subjulgados pelas satisfacções, né? Eh, isso isso
para mim que é problemático. Eu, eu, eu gostaria que Essas pessoas sinalizassem mais sobre segurança pública, né? >> Ou >> é, fala aí, >> desculpa tempo, meu tempo. A, aquela aquela favela que o Dino entrou, ela ela >> complexo maré, >> ela tinha barricada ali na entrada dela, né? O Dino não viu. Certamente. O Dino não viu. E por que jogou? Depois eu faço. Dino época era ministro da justiça. >> Eh, eu não tenho dúvida alguma que o que o que o o Dino não fez nada errado ir na favela, cara. ministro da justiça, ele
foi convidado por uma ONG, eu acho que mais ou menos isso. Então, ele foi ele, ele foi é um território brasileiro ali. Eh, o que eu gostaria que fosse esclarecido paraa sociedade brasileira é as circunstâncias da viagem, da ida, perdão, porque em algum momento alguém da comitiva do Dino tem que comunicar ao dono do território. O dono do território Não é o governo do estado do Rio de Janeiro, não é a prefeitura do Rio de Janeiro. Don território é uma facção e essa facção tem que retirar as armas, senão a facção vai tomar um baita
de um susto quando chegarem os carros pretos, né, descerem os agentes da da Polícia Federal, que são a escolta do Dino, né? Então assim, o Dino ter ido lá não me choca. O que me choca é eh a sociedade, eu, você, todos nós, né? Como é que como é que o ministro da Justiça, que é o cara que comanda a Polícia Federal, chegou naquele território e a partir da ida dele no território, ele percebeu que a população lá está oprimida pela facção. Ele a partir da ida do Dino, ele chegou em Brasília, chamou um delegado
da Polícia Federal, falou: "Está o inquérito sobre aquelas barricadas, sabe? Ou o Dino não fez nada disso". De repente ele tenha feito, eu não sei. De repente ele chamou um assessor, olha, estava o inquérito Policial ali sobre aquelas barricadas ali, sabe? que aquilo lá é uma pouca vergonha, né? Ali ali é o exemplo do brasileiro que vive refém da facção. A a a a a coisa muito doida, ô Josué, eh eh na na quando o debate da segurança pública ele fica na ideologia, a coisa muito doida é que existem pessoas no Brasil que acham que
os bandidos eh são protetores de uma de um território, né? Existe gente assim, gente de 25 anos, de 30 anos de idade, né? É o famoso tem Consciência social. >> Exato. Tem consciência social. E cara, e o cara não sabe que que o o morador ele tem que pagar taxas de todo tipo. Qualquer comerciante hoje, qualquer comerciante, qualquer empreendedor hoje que queira abrir uma uma um comércio na favela, ele quer fugir do IPTU no bairro, ele quer fugir do das leis trabalhistas, ele quer fugir da vigilância sanitária, é isso mesmo. Ele Quer fugir pra favela
para ter mais dinheiro, né? Ele vai descobrir que em 4 5 meses o comando vermelho vai chamar ele, ó, vamos dividir isso aqui, né? OK, tu ganhou teu dinheirinho aí, agora vamos me dá aí 20%, 10%, né? Eu converso com o empreendedor nesse sentido. Eu converso com gente que foi fazer comida na favela, pô, meter eu saí do bairro para ganhar mais dinheiro na favela, né, para fornecer o meu produto na no asfalto, mas para fugir dos impostos, Né? Aí o comando vermelho resolveu virar meu sócio, né? E bom, essa é é uma realidade que
vai avançar Nordeste como um todo. Você já tá vendo lá no Nordeste o Comando Vermelho tentar entrar na questão da bebida alcoólica, o Comando Vermelho vender o coco na praia, o Comando Vermelho obriga você comprar. No Rio de Janeiro isso já aconteceu na década passada, agora no Nordeste também. Todos os relatos que me chegam Do Nordeste hoje são bem parecidos com o Rio de Janeiro há 5 anos, sabe? Parece que >> Uhum. >> que tem aquele delay, né? E eles vão imitando. O Rio de Janeiro exporta todas as modalidades. O Rio de Janeiro exporta a
milícia, o o comando vermelho, o fuzil, as extorsões, né? Tudo que acontecia no Rio de Janeiro, né? Tá reproduzindo. E é verdade quando você conversa com o policial militar em São Paulo, um policial civil, ele ainda se assusta com muita coisa. São Paulo, aqui na capital, eu posso est errado, cara, mas eu conversei semana passada com os policiais militares de São Paulo na academia de polícia. Na capital não tem barricada. Aqui na capital não tem barricada, né? Mas parece que na região do litoral tem barricada sim. A a operação escudo >> Uhum. >> Eh, ela
retirou barricadas, né? Algumas Barricadas foram recolocadas e a Polícia Militar retirou de novo, né? Se não fos esse jogo de gato e rato, se a barricada ficar mais de um mês, nós perdemos o território, né? Então, a minha sugestão para prefeitos e governadores do Brasil é chamar o comandante da Polícia Militar, chamar o o o delegado. Ó, se aparecer uma barricada aqui, tu perde a tua a tua lotação. Pode pode dormir ali com uma viatura no local para eu não quero que a barricada surja ali, porque O simbolismo da perda do território, cara, é muito
grave, sabe? É uma coisa assim assustadora, cara. e eh conversa com o morador e o morador diz para você eh nada é mais humilhante do que uma barricada na porta da sua casa. Eu fui num evento, ô Salomão, numa universidade pública patrocinado por um partido de esquerda. Eles me chamam porque eu sou educado, eu falo com todo mundo, eu eu quando eu posso falar bem de um cara da esquerda que tem uma ideia legal, eu Falo e tal. E eu fui nesse evento e e convidado por um deputado, cara, eu concordo com ele muitas das
vezes, discordo algumas vezes, mas concordo algumas vezes. E nesse evento as pessoas criticavam a utilização dos helicópteros nas operações policiais. Uma deputada desse partido tá tentando passar uma lei para proibir o uso de helicóptero e operação policial, né? O helicóptero ele não é uma plataforma de tiro somente, ele é uma plataforma de comando e Controle e coordenação. >> Uhum. >> O helicóptero lá em cima avisa o policial que tem um bandido na frente dele com fuzil, sabe? Então o helicóptero é uma ferramenta para proteger vidas humanas, né? Assim como blindado também é. Mas um determinado
partido político no Brasil que proibiu o uso de helicópteros nas operações. Eh, o ideal seria que não tivesse necessidade das operações, mas elas são Necessárias, né? E eu tava nesse evento e de repente um morador levantou a mão e disse: "Olha, existe algo pior que o helicóptero sobrevando minha casa. É uma barricada na porta da sua casa, né? O helicóptero é ruim, é humilhante, é uma merda você acordar de manhã com uma aeronave voando em cima da sua casa, né? Mas pior do que isso é você olhar pra tua porta, descobrir que você nunca mais
pode tirar tua moto da garagem, teu carro, você não pode mais chamar uma Ambulância do SAMU, né? Você tá ali com uma barricada na porta. E muit das vezes, Salomão, quando o Pop retira a barricada, a reação do morador eh oferecer água gelada para os policiais do BOPE, né? é o morador com olho cheio de lágrima, [ __ ] muito obrigado, tu retirou a barricada da porta da minha casa, né? E a a barricada sequer é tratada no Brasil como um problema de segurança pública, né? Alguns prefeitos, como eu te falei, o prefeito de Belfrocho
tá preocupado com isso. Prefeito de São Gonçalo também, São Gonçalo tem 1 milhão de habitantes, né? A cidade tomada por barricadas, o prefeito tá lá preocupado, mas o governo federal não sinaliza. A Câmara dos Deputados, Congresso Nacional, o Senado não produzem leis sobre isso, né? Criminalizando a barricada de uma forma mais séria, né? Instalou barricada, eh, 20 anos de Cadeia, né? E é um crime contra a soberania nacional. É, você tá evitando que o estado de direito funcione naquele território, né? Ele vai ser preso aqui, nunca mais vai sair da cadeia. Vai ser pior do
que pichar a estátua do STF, né? Pixar a estátua do STF 14 anos, não é isso? >> Uhum. >> Montar barricada vai sair 50 anos de cadeia, né? Concorda, José? [ __ ] não concordo com a pena de 14, mas a pena de 50 aí >> não. Tô falando que tem que ser pior. >> Agora, ô Pimentel, por que que o o crime tomou contornos e tão mais sofisticados em São Paulo, me parece, pelo menos, em relação ao PCC, >> do que em relação ao comando vermelho e eh no Rio de Janeiro. E o que
que diferenciou um do outro e o e qual que é pior no final do dia assim? É, é perder essa guerra de territórios ou é até uma coisa tão infiltrada quanto o PCC que o Negócio chega na Faria Lima, fundos de investimento, >> são muito ruins, né, cara? E e a sofisticação do PCC, ela torna o crime mais invisível, né? E por se tornar mais invisível e também por ser uma facção única, os homicídios caem, não é isso? Eh, aí você tem São Paulo, desde Mario Covas, de Maro Covas para cá, eh, você percebe o
crime em São Paulo caindo, né? Ele ele caiu ao longo dos últimos 20 anos, né? Eh, então pode ser que alguém Numa ingenuidade diga assim: "Pô, Pimentel é a o PCC é algo menos ruim que o Comando Vermelho, sabe? Porque o comando vermelho é morte, território. Mas o caminho do PCC até essa sofisticação, as pessoas não lembram, foi ação de terror, matar um juiz em presidente prudente, o o Antônio Machado, né, um juiz assassinado, né? >> Eh, eu acho que foi o primeiro juiz assassinado no Brasil, viu, cara, depois do da Constituição de 88, né?
Acho que Até então a gente nunca teve um caso desse, um grupo de bandidos matar um juiz corregedor, eh, assustador. Eu tomei um baita de um susto com a morte do Dr. Rui Ferraz Fontes, né, que era meu amigo pessoal lá em Praia Grande. Mas PCC já tinha matado o juiz aqui em São Paulo. E o PCC em 2006 também, o Josué, ele atacou e matou mais de 40 policiais. >> Que dia que foi? >> Lembra, lembra, né? Agora, eh, ele buscou ações de lavagem em dinheiro, ele buscou, eh, reduzir a violência, eh ele foi
facção hegemônica, né? Eh, mas, cara, no final das contas, você pode reduzir o número de mortes, viu, Josué? Mas o terror é igual. A ameaça, aquela música do rapa, é a paz sem voz. A paz sem voz é medo, não é isso? Hum. >> Então eu temo muito. Toda vez que eu vejo o número de homicídio em São Paulo caindo, eu comemoro, porque são menos Mortes, né? Mas eu temo muito que as pessoas não compreendam que isso não é só um sintoma da eficiência policial, isso é um sintoma de que o PC tá dominando tudo.
E se ele dominar tudo >> Uhum. >> a corrupção vai ser vai invadir as prefeituras do estado. Todas as prefeituras, os prefeitos serão obrigados a contratar as empresas que o PCC vai indicar. Os donos de Canaviais vão ser obrigados A vender os seus as suas fazendas por PCC. O dono de posto de gasolina, eh, que tenta praticar um preço justo, ele não vai conseguir. Ele vai fechar porque o PCC pratica um combustível 26 centavos mais barato que o combustível que ele vende na bomba, né? Isso é inimaginável. O estado vai ser tomado por uma onda
de sanegação fiscal, porque essas empresas elas vivem aí de sonegação também, né? Eh, isso é bem perigoso, né? Você vai acabar daqui a Pouco não vai ter mais dinheiro circulando, né? Todo mundo se negando, né? Então, a longo prazo, cara, a longo prazo, eh, o modelo PCC da violência invisível, ele é mais perigoso paraa soberania nacional do que o modelo Comando Vermelho a longo prazo, né? >> Mas que que é pior, cara? eh o território dominado com uma barricada ou o crime organizado na Faria Lima, eh, numa numa num fundo de investimento, eh, participando de
uma licitação para venda de combustível, né, para pro estado, né, eh, as refinarias investigadas pelo Ministério Público de São Paulo, né, no Rio de Janeiro e São Paulo, elas ganharam licitações para fornecer combustível pro governo, né? Olha, olha que coisa, que coisa perigosa, né, cara? Daqui a pouco a gente vai descobrir que o PCC fornece o combustível do dos governos do Brasil. Sabe que coisa que parece que é o caminho do narcostado, né? >> Uhum. >> Porque aquela definição clássica de narcostestado >> é o estado funcionando para proteger a atividade criminosa o tempo todo, né?
E no Brasil, até o momento, as pessoas me batem quando eu falo isso, até o momento a gente não vive um narcoestado, não, tá? A gente não percebe o governo federal, nem nem os governos estaduais. Funcionando em prol da facção. A gente não percebe, tanto é que nós tivemos a operação da Faria Lima, tanto é que o BOP ontem, a batalhão de choque ontem no Rio de Janeiro, prendeu 14 milicianos, né? Eh, tanto é que o governo da Bahia tá enfrentando lá como pode as facções. Tanto é que o governo do Ceará prendeu 39 bandidos
do Comando Vermelho, né? Mas tem um caso que me deixou preocupado que foi que foi João Pessoa antes das Eleições, né? Eh, a esposa do prefeito foi foi presa, se não me engano, a esposa do a esposa do governador prefeito, não lembro bem, dá vou dar uma checada aí porque a facção local lá chamado Nova Alqaida, Nova Alqaida, ela ela ela permitiu somente que a que a esposa eh desse político buscasse votos naquela naquele local, sabe? a esposa do prefeito, perdão. E se isso for verdade, né, aquilo lá é um sintoma de narcostado, Sim. Tá.
Eh, essa essa junção perfeita de governo municipal, prefeitura com o traficante local, se for verdade, tá? Eu não sei como anda o inquérito policial lá, mas aconteceu isso poucos dias antes das eleições, tá? A Polícia Federal prendeu, prendeu, acho que prendeu a esposa e prendeu também a filha do prefeito, né? tem que dar uma checada dessa informação. Eh, mas o que que vai acontecer no Brasil no futuro é inimaginável, cara. Eh, parece que na Amazônia o PCC tá consolidado, né? Quando você vai extrair ouro, você utiliza no ouro extraído o mercúrio. O mercúrio é o
maior problema ambiental dos rios do Amazonas, né, para pros peixes, né? Eh, e o PCC já é o operador desse mercúrio em Roraima, em vários estados do Nordeste, do norte. E então cara, não tenho notícia boa para você não, Salomão. Pensei que fosse passar uma notícia boa aqui, que ia ser João Buquell novo que a gente ia ter um Uma coisa, mas calma, ó, só alguns algumas coisas que eu fui anotando, um exemplo um tanto anótico, mas que explica o poder do PCC, essa queda da >> Aham. >> número de homicídios, >> havia um grande
problema em São Paulo que eram as brigas de torcida. Isso >> sim, >> aparentemente parece que por uma ordem do PCC isso finalmente foi >> acalmado. Não tem mais briga de torcida, Mas você vê um pouco dessa dessa dicotomia, né, do de por um lado resolve um problema, mas por outro olha o poder que eles têm. Uhum. >> Acho que a pergunta do Josué ela é bem pertinente, porque o talvez o no Rio de Janeiro você vê um impacto muito maior nas pessoas que não têm opção, né? A pessoa que tem a sua casa com
uma barricada na porta dela, ela não tem opção de morar em outro lugar. Assim, muitas vezes ela tá lá porque é onde ela Consegue morar. Então, o impacto na sociedade talvez seja muito maior. Em São Paulo, quando você vê um escândalo na Faria Lima, talvez as pessoas tenham para onde se locomover. Mas o problema é que no longo prazo isso mostra como tá inserido, pode virar um narcoado. Assim, acho que é o a influência que tem do PCC em São Paulo acaba tendo uma um poder muito maior no longo prazo, né? E até convido, não
sei se chegou a assistir, mas acho que talvez já tenha visto a Série no, acho que foi no Netflix, a série sobre a o surgimento do PCC. Não, cara. >> Pô, essa foi um que é é muito curioso como a série começa lá no no Carandiru, quando teve o o toda a operação no Carandiru e o PCC surge de uma demanda dos presos de, ó, se a gente continuar se matando aqui, a polícia, a gente vai jogar o jogo que eles querem. Então, a gente tem que se unir para lutar pelos nossos, Por melhores condições.
E, e é muito louco isso porque assim, pô, hoje é muito claro pra sociedade que o que eles fazem é ruim, pô. O cara tá desde eh maltratando o pobre na favela do Rio até poluindo lá no Amazonas. >> Amazonas. Mas todos esses movimentos nasceram com um propósito, vamos dizer, positivo, algo construtivo. Eles queriam melhorar algo ali. E é quase como os fins justificam os Óbvio que hoje tá muito mais distante do que era essa Realidade, né? Mas dei toda essa volta aí, Pimentel, para falar como é que algo que nasceu tão pequeno se torna
algo tão grand. Como é que ninguém em algum momento falou: "Cara, isso vai dar merda, isso vai dar um problema. A gente tem que resolver isso. >> Mas quando você vai me fazer uma pergunta aqui no final, eu sei disso, você vai perguntar quem que eu gostaria que viesse aqui. Se você fizesse essa pergunta para mim há dois meses, eu te Juro que minha resposta seria uma Dr. Rui Ferraz Fontes, né? Eu conheço, conheci o Dr. Rui Ferraz Fontes desde a década de 90. Ele ia lá no Rio de Janeiro prender bandidos, ele era da
delegacia de rouba bancos aqui em São Paulo. Ele ia prender bandidos no Rio de Janeiro do PCC. Já o PCC, a gente pode cravar 93 como surgimento dele, que é a jornalista Fátima que dá essa data, né, esse ano, né, mas o no Rub Banco de São Paulo, final da década De 90 até 2005, o PC imperava, né? Inclusive aquela tecnologia de colocar o gerente do banco com explosivos amarrado, o PC que inventou isso, né? Olha como eles eram sanguinários, né, já naquela época. E o Dr. Rui foi uma expressão de combate ao PCC muito
forte. E o Rio de Janeiro recebeu dois bandidos do PCC, eh, assim, exportados para cumprir pena em Bangu um, que foi o Sezinha e Jaleão, né? E esses bandidos fizeram o primeiro Contato com Comando Vermelho no Rio de Janeiro em Bangu um. Isso há mais de 25 anos. uma tragédia pro Rio de Janeiro. O governador do Rio de Janeiro não deveria ter topado receber esse esse esses bandidos no Rio. Não existiam presídios federais e a solução de São Paulo foi exportar esses bandidos pro Rio de Janeiro. Mas o Dr. Rui Ferraz Fontes ia no Rio
de Janeiro, prendeu um bandido ladrão de banco e pedia apoio pro BOP e ficava alojado lá no BOPE, ficou amigo Da gente lá e tal. E eu fui ficando amigo dele, confiando nele, era um cara muito [ __ ] Em 2003 eu já tava fora do BOPE e o Dr. Rui Ferraz, ele conversava comigo para onde o PCC tava indo. Já era assustador, cara. O Rui Ferraz falava comigo do cigarro, o Rui Ferraz falava comigo de de atividades que não eram atividades violentas, né? Isso já desenhava o PCC em 2003 como uma pré-máfia, sabe? Uma
coisa assim anterior à máfia. E o Rui Ferraz ficava Preocupado que o PCC da cadeia, ele obrigava o 157 na rua, o ladrão que não tinha cumprido pena, a já pagar a caixinha do lado de fora. Então o PCC em 2001, 99, 98 achou uma forma de ganhar dinheiro de quem não estava preso, né? Foi algo assim muito bem pensado e planejado da época. Olha, cara, você não vai pagar não, Josué. O dia que você entrar no sistema, a gente vai te matar na cadeia de porrada. Então é melhor que você fique pagando aí fora,
tá? E tinha Um cara fora na rua para receber esse dinheiro que eles chamavam de piloto, né? Então o PCC começa a expandir fora do muro da cadeia. Isso muito forte, 97, 98, 99, 2001, né? E o Rui tinha expressão disso aí. Quando o Dr. Antônio Machado é assassinado, eu acho que ele foi assassinado em 2003, o juiz Antônio Machado, tá? O Rui Ferraz ficou muito abalado, cara, assim, mas ficou abalado assim, Pimentel, os caras, então vão matar Juiz, cara. É isso mesmo, vão matar juiz, né? Depois ele ficou mais abalado com as mortes 2006.
As mortes de 2006 atacaram mulher policial feminina na rua indo para casa, assassinada pelo PCC, né? Os caras são fascínas, car são maus, cara. >> Uhum. >> Os caras são maus. Agora é verdade, cara. Talvez saindo do Carantiru aí e saindo para para outras unidades do sistema Penitenciário. É verdade que o PCC aqui em São Paulo nasceu do do da deterioração do sistema, sabe? O sistema ruim, né? Corrupto, maus tratos, né? O Dr. Rui falava isso pra gente, né? Ele Pimenté, o PCC nasceu da fragilidade do sistema, né? Eh, tinha uma cadeia aqui no interior
onde os bandidos realmente eram espancados, apanhavam e tal. Ali, segundo Rui, era o a chama mais forte do PCC, né? Eh, o as esposas eram Maltratadas nas filas, né? Então, alguma coisa com esse com esse ideal que você falou de de condições melhores pra gente, sabe? Alguma coisa nesse sentido, né? é que se você for fazer um paralelo, talvez o que a gente, sociedade tá vivendo hoje Uhum. >> É aquele momento esperando o nosso buquele chegar para falar basta, chega, a gente não aguenta mais. >> Talvez foi um pouco do que assim, era uma condição
tão cara chega, a gente tem Que se organizar para enfrentar isso, né? >> Talvez seja um pouco desse anseio que a sociedade tem que dar esse grito, porque eu tava anotando aqui, né? Bom, no lado no lado da justiça, >> a gente tem todos esses problemas que partem do prende e solta, cumpre só um sexto da pena. >> Uhum. >> No lado da política, a gente já tem as câmaras, >> partidos políticos infiltrados, todos eles. >> É. E as câmaras todas com deputados todas contaminadas. >> Sabe quais foram os dois únicos partidos políticos do Brasil
que votaram 100% contra a P da Blindagem? Cara, qual? O novo e o Pissol, cara. O novo. >> O PSOL também é o novo. Eu sabia. >> O novo e o PSOL >> que são. >> Eu acho que o PC do B também votou Contra Mas o o Mas PDT, cara, que é o partido de Brizola rachou. >> Uhum. >> Eh, PT, 12 deputados do PT votaram a favor da PEC da blindagem, seis abstenções, quatro abstenções, né? Ou seja, eh, consciente de que deputado federal e deputado estadual não pode ser blindado, né? Só dois partidos,
cara. E muito doido a gente falar isso, né? >> Uhum. >> Porque são dois extremos, né? >> É o partido eh é o novo não chega a ser tão extremo, mas >> eu sei, mas são dois extremos na no que se refere pelo menos na questão econômica, na pauta econômica liberal, né? Se fosse um jogo de futebol, estaria um time separado. >> Então assim, pô, cara, agora imagina-se a PEC da blindagem. O Rio de Janeiro teve 12 deputados estaduais presos nos Últimos anos, né, por corrupção, por eh, crimes eh corrupção envolvendo verbas públicas, né? Mas
nós tivemos deputados do Rio de Janeiro presos por tráfico de drogas também, que é o caso do TH Joias, né? Se a PEC da blindagem passa, ninguém seria preso. [ __ ] será que é isso que a gente quer pro Brasil, cara? Né? Porque todos esses disseram pra gente, todos esses que sobem nos caminhões aí, né? Todos eles diziam pra gente que que o foro privilegiado é uma Vergonha, que é absurdo. Só quem tem que ter foro privilegiado é o presidente da República, né? Como é na como acontece na Europa, no no no mundo todo,
né? Agora os caras querem isso para todo mundo. Eles querem isso pra Assembleia Legislativa >> lá do do Piauí, do Maranhão, do Rio de Janeiro, né? Aí se um dia um ministro do STF olha assim: "Calma aí, se tem para pra Câmara dos Deputados, tem para pra Assembleia Legislativa, tem que ter pra Câmara Municipal também. Então a partir de agora a Câmara Municipal o vereador também vai ter." E aí, meu irmão? E aí? Ferrou. Aí o PCC, o comando vermelho, o terceiro comando, a milícia. Não, eu quero em cada casa legislativa do Brasil tem que
ter dois representantes, né? Olha, olha o mal que nossos deputados poderiam tá tá nos oferecendo aí, né, cara, né? >> E, e, e aí, >> eh, lembra a dificuldade que você tinha Quando o Debrando Pascoal foi processado, né? O Debrando Pascoal, deputado, ele cortou o braço de um opositor com a motoserra, né? Lembra disso não, né, Judué? >> Não. >> Para para processar esse cara, meu, tem que ter autorização do Congresso Nacional, cara. uma dificuldade da [ __ ] para processar o cara mesmo. Os nossos deputados são propondo à gente que isso fique pior, né?
>> Sim. >> E aí, cara, será que que a gente combina? Será que nós estamos preocupados com isso? Eh, será que tem proposta séria paraa segurança pública? O o eu prestava atenção muito no na candidatura do do Jair Bolsonaro, ele era candidato a presidência da República, ele fazia assim com com braço para fazer arminha, né? falava da questão das armas de fogo, né? Mas ele realmente ele não Apresentava soluções paraa segurança pública, não. E o Rad também não oferecia também nada, não, tá? Não oferecia. Talvez o Rad tivesse lá um no plano de governo dele
algumas propostas de segurança pública, mas quem eram as pessoas que estavam sentadas do lado do Rad ou do Bolsonaro formulando essas políticas, né? Porque muitas políticas, cara, não são emergenciais. É bem provável, Josué, que você escute hoje um deputado de extrema direita falando Assim: "Ó, eu tenho uma ideia. redução da morade penal para 16 anos. Quer saber minha opinião, Josué? Eu sou a favor também. Mas quer saber se funciona? Não, né? Eu pego os homicídios do Brasil. Nós temos no Brasil 150.000 homicídios por ano. Pouquíssimos homicídios, pouquíssimos são praticados por menores. >> Sim. >> Né?
Então, efetivamente não funciona, sabe? Mas se você quer Saber a minha opinião, eu também quero, tá? Só por favor, por questão de vingança, sabe? Eu quero prender aquele menino de 16 anos que matou uma senhora, que matou um vizinho. Eu quero aprender. Eu quero igualzinho americano, quero igualzinho inglês. Quero aprender. Mas se isso é uma política efetiva de segurança pública, que isso vai reduzir a criminalidade, não vai reduzir, não. >> Tá? >> É um pouco do que a gente falou no Começo do papo da manchete do política. É, então assim, eu que eu quero ser
sincero contigo, a assim como quando eu vou para um debate sobre a questão das armas do Brasil, eh, eu não ando armado, Josué, Salomão, Josué, Salomão, eu não ando armado, Salomão, eh, mas eu tenho arma em casa, né? Eh, quando alguém vem conversar comigo, alguém de esquerda, até a proliferação das armas do Brasil provocou o aumento da violência. Eu Falei: "Cara, pelo amor de Deus, que número você tá consultando, cara?" Porque em 2017 nós tínhamos 600.000 armas registradas, 608.000 armas registradas, né? Hoje nós temos 2.900.000 armas, né? E os homicídios despencaram no Brasil, cara, sabe?
Ah, mas ah, mas isso não é, isso não é um indicador, então então tá, então para de falar, porque o número que nós temos não diz isso, tá? Eu não tô dizendo que a arma em casa é solução pra violência. Eu Não sou imbecil. A violência, ela tem 1 milhão de variáveis que vão atuar. Mas de 2017 para cá, nós mais que triplicamos o número de armas, quadruplicamos e a violência caiu. Então não venha dizer para mim que o aumento de arma de forma isolada, repito, de forma isolada gereento da violência, né? Eh, você vai
ver casos e mais casos de um marido matando uma mulher, um covarde que tem que ser ficar na cadeia para resto da vida. Você vai ver um vizinho Matando o vizinho. Você vai ver um menino curioso pegando a arma do pai e matando uma amiguinha. Você vai ver um suicídio praticado por menor de idade com a arma do pai. Tudo isso você vai ver. E eu sou um baita de um crítico a a algumas eh algumas decisões do decreto do presidente Bolsonaro. Eu acho um absurdo alguém comprar 60.000 munições, né? Eu acho um absurdo o
cara poder comprar um fuzil eh logo de cara. Acho que o cara para comprar um fuzil, o cara Tem que tem que participar de uma escola de tiro durante anos de campeonato. O cara tem que mostrar uma tradição para que você entenda que ele que ele é um esportista, sabe? Que ele é um caçador, alguma coisa nesse sentido. Mas de fato não aumentou a violência no Brasil, não. Tu comprou arma no com Tu comprou? Comprou? >> Não comprei não. >> Então sim, não aumentou a violência, né? Não aumentou. Eh, e também e também Quando eu
vejo o ministro Dino falando das armas eh que abastecem o crime organizado no Brasil, são de CAC, né? Eu acho uma covardia também no ministro do Dino, porque o número que eu tenho não diz isso, né? O Rio de Janeiro apreendeu o ano passado 700 fuzis, crime organizado, PCC, comando vermelho, que é fuzil, né? Fuzil é a arma que você consegue sobrepujar a ação policial, né? Então não vem com essa coisa de Pistolinha para mim não. E as os fuzis apreendidos no Rio de Janeiro, que é o estado que mais apreende fuzil, são fuzis que
dão rajada que, né? A rajada não é fuzil de caque. Fuzil de caque não dá rajada, né? A Polícia Militar fez um levantamento. Da onde vem esse fuzil? Esse fuzil vem dos Estados Unidos. Ele é coach ou então ele é similar ao modelo coach, né? >> Hum. ou então eventualmente ali um fuzil AK ou então similar ao AK que vem do Leste Europeu, né? Então essas são as armas apreendidas no Rio de Janeiro. É o maior espaço amostral de armas para você pesquisar. São 700 armas apreendidas por 700 fuzis aprendidos por ano e não tem
fuzil de CAC. Então quando o cara vai pra televisão e diz categoricamente olhando pra câmera, arma de CA que tá abastecendo, é um mentiroso. >> Ele é mentiroso, né? Agora, se você quer perguntar se eu concordo em liberar geral arma, então se Eu concordo não, mas a gente tem que falar a verdade, pô, né? Então a gente tem que apresentar uma proposta de segurança pública no Brasil que seja viável, exequível, que envolva todo mundo, que a gente desperte nos juízes promotores e policiais, governadores, né, eh, a ideia do que realmente tá acontecendo, né? Eu sentei
com Vilela, te falei há dois anos e falei: "Vilela, metanol na na bebida". Vel, abriu o olho, ficou assim, porque os números são Impressionantes, né? >> Eh, a gente fala com governador sobre o cigarro, a gente fala com o governador sobre o vape, a gente fala com o governador sobre o bujão de gás. Cara, o governo federal há dois meses, a um mês, se eu não me engano, o governo federal lançou um programa de gás aí, não lançou para para gás, né? >> É uma sinalização do governo com a preocupação, né? >> Eh, então assim,
é muita frente para ser para ser combatida aí, enfrentada, né? e e com uma necessidade urgente de você rever legislação, cara, porque eh a percepção do brasileiro hoje é que o que que o crime tá compensando, né? >> Sim. >> Que esses caras estão tão deitando e rolando aí, tão entrando na cadeia e saindo, né? >> Uhum. >> Ô, sim. Fala aí, >> ô Pimentel, aqui no marketers, a gente tem um grupo de investidores aí que a gente reúne, ele chama M3 Club. E aí eu mandei aqui, a gente tem mais de 500 lá assinantes
e um pessoal que investe. A gente tem gente aí que é gestor, tem gente que é CEO de empresa, tem bastante gente lá. E aí eu mandei que você vinha aqui e pedi pro pessoal mandar umas perguntas aqui, né? >> Aham. Inteligente. Tô [ __ ] Só que Inteligente essa [ __ ] >> Não, tive umas perguntas boas aqui. Eu acho que tem uma que você tava abordando aqui agora. >> Burro. Não tem, não tem cara burro burro não. [ __ ] aí, pô. Mas acho que tem uma que você tava abordando aqui. Dá para
você até continuar, né? O Thiago falou aqui, eu já ouvi o Rodrigo algumas vezes e ele fala muito da penetração de facções nos setores de da economia e no poder público, né? Minha pergunta seria: Qual a estratégia de segurança pública? Como eliminar as facções? Que estratégias deveriam ser colocadas eh em prática, né? Basta eliminar o braço militar para acabar com elas ou é necessário uma missão multidisciplinar? Eu acho que você respondeu muita coisa aqui já, mas assim, se puder dar umaão, >> isso, Thago. >> Eh, eh, Thiago, imagina um paciente perdendo sangue, né? Então o
cara tá, vamos, vamos, vamos usar uma situação Bem hipotética, muito doida. O cara é um paciente, um que tá tomando uma quimioterapia, que ele é um paciente oncológico, e ao mesmo tempo ele ele tá perdendo sangue. O que vai matá-lo mais rápido é o sangue, né? Tem que estancar a hemorragia, não é isso, né? Então, antes de qualquer coisa, eu tenho que fazer com que o que o sangue eh pare de de de correr. Então, hoje estancar a hemorragia no Brasil é recuperar Território, né? Eh, então qualquer coisa diferente hoje de recuperar território. E recuperar
território é ir na periferia, eh, ocupar militar, não tem outra forma de ocupação, sabe? Ah, eu vou colocar aqui uma eh uma uma ação cívico-social, vou colocar uma piscina, uma lona cultural. Cara, tudo isso é importante demais. Eu tenho certeza que é, mas eu preciso tirar o bandido do poder local. Eu Preciso fazer com que ele saia do poder local. Então, eh, essa ocupação territorial envolve prisão das lideranças, captura dos bandidos, apreensão das armas, tá? Esse é estancar a hemorragia. Todo o resto depois eu vou perseguir o que chama de following, né? Da onde vem
esse dinheiro, né? Esse dinheiro vem da onde? Ele vem só da maconha da cocaína? Não, ele vem de de 15 modalidades distintas que são extorsões, exploração de atividades Econômicas inúmeras, né, que vão de construção de imóveis para aluguel até do do ágil do bujão de gás, até a venda de sinal de TV a cabo, né? Aí eu tô falando para você de do do de perseguir o dinheiro, de ir atrás do dinheiro dele. A partir daí eu posso pensar em legislação. A partir daí eu posso conversar com o legislador, olha, prepara uma legislação nova pra
gente aqui para esse tipo de crime do crime invisível. Porque o nome dele é esse menina Thiago. Thiago, olha que eu vou te contar aqui. Que drama, cara. A mãe de um colega nosso do BOP, um policial muito [ __ ] é comerciante em Jacarapaguá. Ela tem um comércio, mãe de um colega nosso. Esse colega nosso, ele comanda uma estrutura da polícia do Rio de Janeiro bem importante. A mãe do colega recebeu a visita de um bandido e na na loja dela e falou: "Ó, a partir de agora a tua loja tá na Caixinha do
mês, vai pagar R$ 400 por semana paraa nossa facção". Essa senhora pensou duas vezes: "Calma aí, eu não vou pagar nada não. Meu filho é policial, né? Ele comanda a polícia, eu vou avisar meu filho." História real, tá? Aí essa senhora visa o o filho. Aí o filho consegue coordenar uma ação para prender esse bandido do dia que o bandido vai lá fazer a cobrança. O bandido que vai cobrar no teu Estabelecimento não é o mesmo que foi te estorquir, que foi fazer ameaça. É outro bandido. O bandido que vai te cobrar no teu estabelecimento,
ele não vai armado, ele vai desarmado. O bandido que vai te cobrar no teu estabelecimento, ele nunca foi condenado na vida dele. né? É o primário. O bandido que vai te cobrar no teu estabelecimento não é o mesmo toda semana, vai mudando semana por semana. Então, se a polícia funcionar muito bem e prender esse bandido, Esse cara vai responder em liberdade, porque ele tava desarmado, ele é réu primário, mas ele faz parte de uma organização criminosa muito poderosa que ameaça comerciantes. O crime de distorção invisível praticado pelo PCC hoje, ele é quase que inatingível pela
pela legislação, né? Então eu preciso de uma mudança na legislação do Brasil para que possibilite você acabar com crime territorial Na extorsão para que eu possa deixar um cara desse na cadeia durante 10, 12 anos. Cara, bateu no comerciante, cobrou dinheiro, vai ficar preso 10 anos, mesmo que você esteja desarmado, mesmo que tenha sido uma brincadeirinha sua, ah, vou cobrar aqui um dinheirinho teu, né? Eh, essa é a é a é a é a dificuldade de combater o clima territorial, o clima de distorção. Eh, eu eu falei isso aqui, cara. Não vou Dar o nome
do hotel não. Você vai na Barra muito com frequência, cara. Vai na Barra da Tijuca? >> Pô, eu gosto de ir na Barra. >> A Barra é o lugar do Rio de Janeiro dos novos ricos, né? Seria o o de vocês aqui, o Alfaville de vocês aqui, né? >> Uhum. >> Não é? O cara rico [ __ ] da galáxia, ele tá aqui pela Nova Conceição, né? O cara novo rico, ele foi pra >> Alfavil. >> Alfavil, né? Isso. A barra é o novo rico do Rio, é o é o jogador futebol, é o bicheiro,
é o é o miliciano, é o a o ator de TV, atriz de TV e tal, aquela [ __ ] toda. Eh, é um bairro legal, uma segurança pública interessante, mas a barra tá muito próximo ao Recreio dos Bandeirantes. O Recreio, a milícia já chegou, então a milícia tá invadindo a barra aos pouquinhos também. E um dono de hotel, Salomão, um [ __ ] de um hotel fodão, Hotel [ __ ] O cara falou: "Petel, eu recebi a visita". O cara encostou aqui num carro, é um um carro velho, sedan cobalt. Aí desceu aqui no
hotel, é 4.000 por mês, né? Ou 4.000 por semana, não sei. Pro hotel não seria mais uma despesa, né? >> Uhum. Talvez ele até pagasse com alguma tranquilidade porque ele tem caixa, mas saber que ele tá pagando, né? E esse cara pediu meu a minha opinião, cara. E como é que que opinião que eu vou dar Para esse cara? Meu irmão? Não, não paga não. Não paga não. E tu, o cara vai encostar aqui um carro com fuzil, vai dar 10 tiros no hotel. Paga, né? Paga. Tá errado. Pagar é alimentar o sistema, né? E
isso tá acontecendo no Rio. Isso é invisível. Isso é quase que eh impossível de enfrentar, né? E isso vai acontecer no Brasil. Eh, vai sair da periferia e vai para pros bairros Nobres, né, em pouco tempo, né? Então, Thagão, eu acho que eu respondi esse maluco aí, >> mas >> eu acho que uma uma legislação no Brasil que possibilitasse a prisão do crime de torção com mais velocidade, porque no final de contas, cara, a milícia, o comando vermelho, eles vão praticar extorção para pegar teu dinheiro. No final de contas, tudo vai terminar numa extorção, >>
tá? E interessante você fazer esse relato, porque eu tava até com a >> a reportagem do Brasil Journal, >> que eles entrevistaram lá o Carlos Eduardo Ribeiro Lemo. >> Sim. E a reportagem começa contando a história de um pequeno comerciante do interior do Ceará, de 23 anos, que ganhava vida com um motorista, abriu um negócio que era um bar de espetinhos. Para funcionar, ele tinha que pagar um pedágio de R$ 400 por mês pra facção Local. Em agosto, o valor da extorção subiu para R$ 1.000. Comerciante não aceitou o reajuste, entregou apenas 400. Dias depois
foi assassinado e um crime para dar recado à comunidade local. E aí até o Carlos Eduardo fala, né? Esse exemplo do comerciante na perifeira do Ceará deveria preocupar muito a Faria Lima, porque é a mesma lógica que vai acontecer com os empresários em todas as áreas. Só pra gente dizer quem é o Dr. Carlos Eduardo, é um juiz do Espírito Santo que lançou um livro chamado Terrorismo a Brasileira. >> É um livro importantíssimo de você ler, viu, Salomão? Porque o livro, >> então eu eu tava com esse livro aqui, eu cliquei, mas aí agora tá
a venda. >> É porque ele ele esgotou disponível, esgotou, né? tá não disponível ainda. O o o Eduardo Lemos lançou esse livro aí. Eu acho que ele não acreditou no potencial do livro, porque o livro vendeu bem e é Um livro importante para que todos os promotores de justiça do Brasil, todos os juízes, todos os delegados, todos os policiais militares, né? Aliás, é um livro importante paraa sociedade como todo, viu, Salomão? >> Todo mundo entenda >> eh que as atividades praticadas pelo PCC, pelo CV, pelo TCP e pelas belícias são atividades de terrorismo. Se você
eh eh buscasse a legislação europeia da Itália, França, Inglaterra, tudo que Essas facções fazem no Brasil, se nós jogássemos lá no território europeu em democracias consolidadas, né, seria terrorismo, eh, fechamento de ruas. >> Uhum. é ônibus queimados, né? Impedir que a cidade funcione. Só no em outubro de 2023, o Ô, Josué, o traficante, o narcotraficante, não, o narcomilicianozinho, né? Ele queimou 37 ônibus em um dia. 1 milhão de pessoas do Rio de Janeiro não conseguiam voltar paraas suas casas impedidos pelos pelos Ônibus queimados, né? Porque cada ônibus queimado é terrorismo, o que que é, né?
>> Se isso não é terrorismo, nada mais é terrorismo do mundo, né? E detalhe, essa ação é uma ação que não visa a você ter de ganhar dinheiro. Não é uma ação de roubo. >> Sim, >> é uma ação para colocar o estado de joelho. É uma ação para espalhar medo, terror e pânico. É uma ação de terrorismo, né? E o juiz Lemos, ele Coloca isso de forma didática. Porque às vezes eu tentava explicar isso para algum colega, porque tem mais uma discussão no Brasil que ficou polarizada pela ideologia, né? Ah, se classificar o CV
como terrorista, o Donald Trump vai desembarcar uma força de fusileiros navais aqui, vai invadir a Rocinha. Pelo amor de Deus, não vai fazer isso. Se você tiver o CV, o PCC, o TCP e as milícias como terroristas, você vai facilitar a a transmissão de Informações entre agências policiais do mundo todo. Eh, ações de de investigação que você ia demorar 5 meses para conseguir uma autorização judicial, você vai ter de forma instantânea. Você vai pedir para um para uma agência americana, pode ser a CIA, pode ser o FBI, pode ser a TF, pode ser o DEEIA,
né? americano tem várias agências, né? >> Uhum. >> Você vai pedir assim, ó, eu quero o fluxo de dinheiro desse bandido aqui, ó. Ó, ele acabou de mandar 50.000 para cá, né? Isso facilita, cara, ação interagência, né? E talvez o Lula não saiba disso. Talvez o Lewandovskiba disso, né? Transformar esses esses essas facções hoje em terroristas seria algo muito importante pra soberania brasileira nos próximos 10 anos, né? tem uma tentativa no Congresso Nacional e não tem nada a ver, pelo amor de Deus, com esquerda e direita, com Bolsonaro e Lula, tem a ver com com
a praticidade, Né? Daqui a pouco um governador estadual do PT vai entender que é importante tornar sim o CV terrorista. O CV fez uma queima de fogos no dia 15 de setembro em Fortaleza de mais de uma hora, né, comemorando a expulsão da facção rival, né? Imagina uma cidade inteira percebendo que que mudou o poder, né, local, né? Imagina o medo do cidadão de Fortaleza naquela noite. Que que tá acontecendo, né? Que que eles estão comemorando do lado da minha casa? Fogos, né? Isso tem que ser tem que ser debatido, cara, de uma forma e
isenta de ideologia, sabe? Eu tenho muita esperança, cara, que o fenômeno Buquell no Brasil surja do Nordeste de um governador de esquerda. Esses governadores pressionados pelos seus eleitores vão dizer a verdade pro Lula e pro Lewandowski. Olha, o que vocês estão propondo aí não funciona, né? O que a gente quer fazer aqui tem mais Viabilidade. >> Hum. Tem que partir para cima desses caras aí, recuperar território, prendê-los, deixá-los presos por muito tempo, né? Tô nem falar em matar, não, né? Vou falar deixar preso por muito tempo, né? É a solução. >> Só de manter preso,
né? >> Só de manter preso, né? É, pô. Respondeu aqui a pergunta da Andreia. >> Quem é Andreia? Andreia mandou aqui no M3 também, que foram algumas perguntas Aqui. A Andreia perguntou se você acha interessante eh o que que você acha, né, dessa a sua visão sobre a equiparação de facções e terrorismo. Já tá respondido. >> Anda, lei o livro maravilhoso do juiz Eduardo Lemos, viu? Assim, é um livro muito legal. Tô muito >> quando tiver vendo de novo, né? Agora o Hugo perguntou aqui, Pimentel, eh, quer saber a sua visão sobre a gente falou
um bocado disso daqui, eu acho que você consegue resumir, você resumiu Muito bem aí a pergunta anterior, eh, a visão do custo Brasil disso, né? Eh, por exemplo, quanto as empresas gastam com segurança por conta de fraude e outras coisas? o quanto que o Brasil perde competitividade e se você acredita que isso tem reflexo em preço, em inflação, o quanto que você acha que >> Qual nome dele >> é o Hugo. >> Hugo, eh, pensa numa numa questão da cesta básica, tá? O Rio de Janeiro Chegou a ter 30 roubos de caminões por dia, né?
Hoje em dia nós estamos com nove roubos de caminhão. Assim, houve uma queda bem legal, um foco da Polícia Civil, da Polícia Militar no Rio de Janeiro, foi para combater o roubo de carga. Mas o Rio de Janeiro chegou a ter mais da metade das cargas roubadas do Brasil concentrada no Rio de Janeiro. Aí pensa no seguinte, você quer transportar pro Rio de Janeiro macarrão ou então você quer transportar Bebida alcoólica, o que for, você vai contratar um seguro, né? Esse seguro vai exigir uma escolta. Aí você imagina quanto que isso quanto que isso vai
virar em inflação do produto final. >> Uhum. Eh, você percebe que o que o que quando você chega no Vale do Paraíba, eh, não tem nada a ver com carga tributária local, tem a ver realmente com seguro e escolta. São escoltas pesadas, tá? Às vezes dois carros Escoltando com vigilantes armados com com espingarda, com pistola e tal. Eh, esse é um preço pequeno que eu tô dando para ele, mas eu posso colocar para ele mais o fator também extorção. Eu posso colocar o fator extorção. Eu não vou colocar fator câmeras e e instrumentalização de segurança.
Eh, eh, porque isso aí mesmo em cidades com segurança, o cara coloca. O cara tem proteção de perímetro, o cara tem iluminação, cara. Ninguém abre mão hoje De ter ferramentas de segurança e e para intrusão no Brasil. Mas eu vou colocar sim, eh, no que se refere aí a contratação de escolta, seguro de carga. Vou vou colocar para você também no medo hoje do da logística em trabalhar no Rio de Janeiro, né? Você quer mandar uma carga pro Rio de Janeiro, você não acha caminhoneiro para levar a carga pro Rio de Janeiro, né? aquele caminhoneiro
mais sénior de 35 anos para cima, ele não quer saber de Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, em 2022, tivemos até carga de uva que foi roubada. Caminão de uva foi roubado do Rio de Janeiro. Ninguém imaginava porque o Comando Vermelho tinha uma predileção, ele queria roubar eh carne, bebida, proteínas, né? Eh, em São Paulo tinha mais uma mais eletrônico, né? Eles roubavam mais celulares, eh televisores. No Rio de Janeiro tinha predileção por por carne e tal. Hoje no Rio de Janeiro eles roubam tudo, roubam remédio, muito Cigarro roubado e qualquer tipo de carga. O
nós fizemos no Rio de Janeiro uma uma um sistema viário chamado Arco Metropolitano, que é uma rodovia que facilita a saída da Baixada Fluminense, né, para você não pegar congestionamento, né? >> Uhum. >> Foi uma baita de uma obra de engenharia muito legal. E eu conversei com um gerente de uma empresa de de um frigorífico, né? Ele olhou para mim e Falou: "Pimetel, em em tantos anos eu nunca consegui tirar uma carga pelo pelo arco metropolitano todas as vezes que eu tentei, eu fui roubado, né?" E hoje o arco metropolitano tem policiamento, né? Esse esse
caos que eu tô falando para você tem mais ou menos os dois anos. Cara, isso tudo vira um custo. Isso tudo vira um custo inimaginável. E também não tabulamos isso, tá? Não, não, não tem economista de Fundação Júulo Vargas que possa Colocar isso no papel >> pra gente saber quanto que isso aí nos deu de prejuízo, né? Aí tem mais prejuízos, viu, cara? Tem prejuízos aí de policiais militares baleados e mortos, viu, cara? Cada policial militar baleado, morto no Rio de Janeiro, é um custo eh previdenciário imenso, né? Um policial que morre com 25 anos
de idade, 26 anos de idade, a família dele vai receber esse dinheiro durante décadas e décadas e décadas. Tem um coronel nosso Da PMI do Rio de Janeiro, ô Josué, coronel Cajoeiro, que ele fez uma pesquisa muito séria sobre a letalidade policial do Rio de Janeiro comparado a a Segunda Guerra Mundial e a guerra do Vetinã, né? Eh, e ele descobriu que é mais fácil você morrer como policial militar no Rio de Janeiro do que você morrer como soldado no Vietnã ou você morrer como soldado na Segunda Guerra Mundial. Então, esse passivo nós estamos Carregando
no Rio de Janeiro há décadas. São dezenas de milhares de famílias que perderam seus entes queridos, que sobrevivem hoje com a previdência, né? >> Sim. >> Eh, isso tudo vai inviabilizando o Rio de Janeiro aos poucos, né? Eh, logicamente tem questões que envolvem corrupção também, ou seja, eh, a questão dos governos corruptos do Rio de Janeiro, né? Governadores presos por por corrupção, mas a é fato que a violência Tá deixando o Rio de Janeiro uma cidade inviável, o estado do Rio de Janeiro inviável, né? como a saúde pública deixou o Rio de Janeiro inviável no
início do século XX, né, antes da reforma sanitária, né? Eu >> é difícil estabular esses números, mas empresas de capital aberto precisam divulgar seus números trimestralmente. Uhum. >> Eu tava até buscando aqui essa informação que a Light, né, que é a Concessionária que fornece energia >> Uhum. no município do Rio de Janeiro e outras 30 cidades do estado. Ela tem um total de 4,3 milhões de de pessoas, né, conectadas à rede da empresa, só que 1 milhão delas >> estão em áreas dominadas pelo crime organizado. >> Uhum. >> Nessa área, o a perda, né, o
pessoas que deixam de pagar chega a 95%. Então assim, dá para botar na conta aí pelo Menos o quanto que deixa de ganhar, né, uma empresa >> Mas assim, a Light tem problema de furto também, não só em área de favela também, ela >> é os gatos, né, os gatos é áreas industrios os gatos. Mas >> é isso, >> eu acho que eu acho que a Light chegou a perder quase 50% da energia que ela compra do do da da Furnas, viu, cara? A Light é um é um as pessoas lá estão Muito focadas nisso
aí. >> Uhum. >> E mas elas não recebem tanto apoio do governo, sabe? Tem uma delegacia no Rio de Janeiro focada pro furto de energia, que é a delegacia de serviços delegados, né? Mas cara, é muito pouco. Eh, quem tu pegou isso aí, pesquisou isso agora? >> É, tava aqui no um dado da Light, né? Foi que uma das reportagens que eu fiz, >> é verdade. O seguinte, tá 95% aí. É, eu tô a eu tô achando esse número muito Legal, viu, cara? >> Vou te mandar depois aqui. Ninguém paga, meu irmão. >> Cara, olha
só, meu irmão. O cara deixa >> quase é isso aqui, ó. Quase a totalidade de clientes conhecidos não pagam a conta de >> olha você sai de casa, qualquer pessoa normal hoje sai de casa hoje e desliga o ar condicionado porque a conta no final do mês vai ser caríssima, né? Então a gente desliga, a gente vai ligar o ar Condicionado por volta de de 11 da noite ali antes de dormir, né, e tal. Eh, é muito comum você entrar em favela no Rio de Janeiro, mas é muito comum, com todo o respeito que eu
tenho por morador de favela, que aqueles que são honestos, é muito comum o cara deixar o arcado ligado o dia todo, né? Sim, o cara sai para trabalhar e deixa o ar ligado, sabe? Eh, o cara não tá pagando energia, né? >> Mas >> eh, tem que ser justo, né? Eh, as equipes da Light descobrem gatos no Rio de Janeiro também em áreas de zona sul, às vezes da Barra da Tijuca, às vezes em restaurantes, motéis, né? Não é, não é e furtar energia no Rio de Janeiro, não é algo de pobre e não morador
de favela, tá? Tem >> muita gente do Rio de Janeiro que quer >> E aí as mulheres brandas, né? Eh, a Light se torna inviável. Hoje a administração da Light tá conseguindo Tocar a Light lá. Eu participo de eventos na Light de vez em quando para debater esse assunto, viu? >> Porque quando as favelas eram ocupadas pelas UPPs, >> unidade de polícia pacificadora, ou então eram ocupadas pelo exército brasileiro, né? O exército brasileiro ocupou lá a favela da Maré, ocupou o alemão, né? Eu fazia uma pergunta aos generais, mas é uma pergunta provocativa mesmo, para
provocar mesmo, né? É, cara, Você tá andando no viela da favela, você vê os gatos. O gato ele não é invisível, ele é visível. Se o gato tá ali, eu tenho um furto qualificado. Eh, se o furto qualificado tá ali, tem que dar voz de prisão ao morador, né? Ó, por gentileza, o senhor tá preso aí pelo clima de furto, né? É lógico, você vai chamar a perícia para verificar se é um se é um gato, mas o gato é muito óbvio, né? O exército brasileiro não se preocupava Com isso. Os generais do exército brasileiro
que ocupavam essas favelas, né, eles não tinham na cabeça deles a ideia do do de combater o furto de energia, porque eles imaginavam que isso ia causar um caos social, >> né? Impossível você encostar >> 100 caminhões na favela da maré para prender 7.000 pessoas, né? Né? E aí o exército brasileiro, que é que é um exército eh preservado aí, guardado nos quartéis, né, ele vai ser colocado com Uma situação ali que não é o problema dele, né, é um é uma questão eh que foge a possibilidade de um general resolver, mas o general vai
estar prevaricando porque aquilo é uma prevaricação, né? Você vê um crime e não tomar providências >> Uhum. >> é crime, é prevaricação, né? Então, olha que que coisa doida, meu irmão. Olha como é. Tá certo aqui, irmão? >> Uhum. >> Olha que coisa, olha que coisa, Olha que coisa complicada. >> Olha como é complicado você administrar o caos no Rio de Janeiro hoje. Eh, a Light, ela oferece um relógio social, uma tarifa social, né? Eh, a agência reguladora, que é ANE, Agência Nacional de Energia Elétrica, eu acho que ela autoriza a Light aumentar a tua
conta num valor X para compensar as perdas, né? Resultado disso, existe uma porrada de otário no Rio de Janeiro que Paga a conta dos que não pagam, né? >> Uhum. >> Essa é a realidade. E isso é mais um problema pro pro desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro, viu? Nós estamos falando aqui do tráfico, mas >> e também tem a questão da água também, né? Não é só, não é só a light, né? A questão da água também, né? >> Uhum. >> E [ __ ] e a gente a gente nem tinha Tocado nesse assunto,
viu, cara? Tá >> outro podcast esse aí, pô. Pimentel, mas >> você não você não soltou nenhum ainda. O Rio de Janeiro é uma merda igual você faz lá com Igorfina, >> Igorfina é um filha filha da [ __ ] Ele é bom pr car. >> Ele sacaneia o Igorfina. >> Ele sempre te imita com esse negócio aí, >> cara. É, é. E eu continuo lá, viu, cara? Continuo lá. Já, já, já até pensei em Vir morar em São Paulo. Eu falei pra minha esposa várias vezes, pô, eu quero morar em São Paulo. Eh, mas
assim, a gente gosta daquilo ali, né, que a gente vai ficando, né? A gente, eu caminho, car, o caminho na praia desarmado. Eu, eu assim, eh, eu uso muito pouco carro no Rio de Janeiro. Meu carro fica na garagem às vezes dois meses sem sair. Eu faço quase tudo a pé no Rio de Janeiro, né? E eu frequento a praia no local que não tem arrastão, né? Eh, eu frequento a Praia num local onde onde eu digo os donos das barracas são moradores das favelas, então eles são as pessoas mais interessadas que que não ocorre
assalto ali, né? >> Então você se sente ali protegido. É um é um é um modelo de viver de viver no Rio de Janeiro, uma opção que você tenta fugir da eh da do do clima hostil da cidade, do clima de violência na cidade. Fiz uma opção eh que eu vou bancar até o resto da Minha vida. Não vou mais na na no Marquete Sapucaí, né? Se eu quero um Rio de Janeiro melhor, eu não posso conviver. com crime organizado. E eu tenho certeza que a escola de samba hoje é protegida pelo crime organizado, protegida,
sustentada, promovida e tudo mais, né? É fato, cara. É fato. É fato. Até já deixa eu aproveitar fazer uma correção e pegar mais uma dica pr pra audiência. >> O documentário do PCC que eu falei é PCC Poder Secreto. E é na Amazon Prime ou na HBO Max. >> Eu não conhecia esse documentário, cara. Vou assistir. >> Cara, vale a pena. É, é muito bom assim, conversam com todas as autoridades políticas e policiais da época, com os primeiros fundadores. >> Deve falar com a com a jornalista, com a Fátima, certamente, porque ela foi a primeira
a falar da existência do PCC. Quando todo mundo negava o PCC, o Governo de São Paulo negava, >> ela dizia: "Existe, sabe?" >> E o e o Dr. Rui também dizia: "Existe, existe uma facção tomando conta dos presídios e essa facção tá expandindo para pras periferias, né? Ela começou dentro dos presídios. >> Vale muito a pena ver, muito bem feita. Agora, sobre o Rio de Janeiro, acho que o melhor documentário que tem é o Vale escrito, >> [ __ ] Sensacional, >> narrado pelo Pedro Bial, enfim, é >> sensacional. >> É espetacular. Inclusive, >> antes
tem o do castor também, que é muito bom também, tá? Tem o do castor, é só do castor, tem o do castor, depois tem o vale escrito. Os dois são são documentários castor >> importantíssimos para você entender a promiscuidade do Rio de Janeiro dos políticos, da justiça, da polícia, >> né? E >> e da mídia também. E da mídia. Então, quem foi culpado disso tudo? Todos. Ninguém. Não adianta tentar fugir, todo mundo é ocupado. >> Uhum. >> Quem quem bota o pé ali, eu já fui ali e me arrependo, tá? Quem bota o pé na
na na Marquete Sapucaí, que é lindo, é maravilhoso, mas [ __ ] cara, não é nosso, não pertence a gente, pertence a eles. >> OK. >> E temos que saber disso, cara, porque eh eh eh eu eu eu temo pelo futebol, eu temo pelas bets, eu temo pelo futebol, eu temo pelo PCC. no no futebol. Eu eu sempre digo da questão, o Corinthians escapou disso, viu? Mas a gente sabe que a gente sabe que a máfia russa tentou comprar o Corinthians assim uma vez, não cons não teve êxito, a gente sabe que compraram Chelsea, né?
>> Sim. >> E eu assisti isso num simpósio de do FBI Nos Estados Unidos, um simpósio maravilhoso, os agentes do FBI explicando pros brasileiros, olha como é que a máfia chega, como é que ela lava a imagem. Ela lava imagem hoje através do futebol. Eu não sou mafioso, eu não sou contrabandista de armas, eu sou dono de um time de futebol [ __ ] que joga na primeira divisão do campeonato inglês e eu tiro foto do lado da rainha e eu sou amado pelos jogadores, pela torcida. Perfeito. Pronto, >> lavei minha imagem. E quando o
agente do FBI contou isso pra gente no simpósio, eu tava com tradição simultânea, eu olhei para um colega do BOP, colega do BOP já me olhou e falou: "Porra, Petel, é o que o jogo do bicho faz do Rio de Janeiro desde 76, 77, 76, na verdade, né? A máfia russa demorou mais tempo para entender isso aí. Então, meu amigo, eh, é muita atenção. A gente gosta de futebol, todo mundo gosta e tal, mas que [ __ ] de bet é essa que não existia há 5 Anos, há 3 anos que surgiu agora na camisa
do meu time? Que quem são esses caras, meu irmão? Vai abrir uma bet no Brasil, tem que botar R$ 30 milhões deais, não é isso? Eu tenho que ter um corpo jurídico, não é isso? Eu tenho que ter software, tem que ter que ter computador, né? Da onde veio esse dinheiro todo, meu irmão? De onde que essa [ __ ] veio? Sabe? Vamos entender de onde que se chegou. Esses caras vão pagar impostos Ou vão ser protegidos aí da do pagamento de imposto no Brasil, né? Eh, o jogo do bicho montou bet? Sim. Quantas quantas
bets pertencem ao jogo do bicho, né? Porque eu acho muito estranho surgir tanta empresário no Brasil com tanto dinheiro na mão para montar tanta bet de em menos de dois anos. Acho muito esquisito. A gente tinha que ter uma lupa para isso aí gigante, né? E eu acho também muito estranho a proteção que muitos políticos no Brasil Ombrearam com essas bets no primeiro momento, sabe? Até hoje, né? Semana passada eh eles foram eh não foram anestiados, mas eles tiveram aí uma uma redução de carga tributária, né? Né? tiver uma um limite de carga tributária, né?
Isso é preocupante, viu, irmão? >> Uhum. >> Pô, Pimentel, tem mais uma pergunta aqui de um membro do M3, Lavinio. Esse daqui é assído aqui no M3, participa bastante, vem nesses eventos presenciais, Participa aqui no chat. Ele fez uma pergunta longa aqui, duas, mas eu vou fazer a primeira aqui, ó. Eh, Pimentel ficou famoso pelo livro Elite da Tropa e depois foi corroteirista do Tropa de Elite 1 e 2. Gostaria que pudesse falar da visão dele de ambos os filmes, da relação com ambos e quanto eles retratam de fato a realidade da violência e segurança
pública e o quanto há de concessões comerciais e o como ambos filmes são diferentes. Aí eu acho que Essa aqui é uma visão que eu eu queria escutar você falando disso aqui. Adil, o diretor, disse que parte do público não entendeu o primeiro filme e o Wagner Moura disse que o primeiro foi um tiro que saiu pela culatra, dizendo que o filme teve efeitos inesperados de recepção pública. Bom, acho que resumindo aqui sua visão sobre o Tropa um, Tropa dois, o quanto que eles dialogam mesmo com a realidade, >> mas eu concordo que não entenderam
um >> antes do Lavinho, né? Lavini, >> Lavinio, Lavinio. Antes desses dois filmes aí, eu participei de um documentário do João Sales chamado Notícias de uma guerra particular, tá no YouTube. Eu é um documentário que eu apareço lá como tenente do BOP, capitão do BOP, comandando operações, né? Isso foi em 96, tá? Depois disso, eu produzi, eu sou coprodutor com Zé Padilha, de um documentário chamado Ônibus 174, que é um documentário que ganhou o prêmio M, Melhor documentário do do ano, né? [ __ ] de um prêmio fodão. Aí eu acho que foi a primeira
vez que o Brasil ganhou um M, inclusive. Eh, aí depois eu fiz o livro Elite da Tropa com o Batista e com o Luís Eduardo Soares. O Batista é a o personagem lá é o do Matias, né? É inspirado no Batista. É um jovem negro que estudou na PUC e servia no BOPE. Então, no início, a minha ideia com o Zé Padilha era contar a história desse jovem, pô, um cara do BOPE, que de manhã tá no batalhão de operações especiais, realizando operações perigosíssimas nas favelas, combatendo traficantes. De noite ele tá na PUC numa sala
de aula eh de uma universidade da elite, né? A PUC seria igual a Maquense de vocês aqui, né? Maquense é [ __ ] aqui. Maquense é [ __ ] Maquense é [ __ ] Qual é, qual é a particular [ __ ] aqui de São Paulo? Direito. >> De direito. >> É. >> Ah, eu acho que a GV tem direito. Não, >> não sei se a GV tem direito. >> Pode ser, pode ser, pode ser, pode ser uma GV, >> pode ser. É, mas bom, Maquin não fica atrás não. Maquin e PUC. >> É, então
assim, o, o, a PUC, a, a PUC lá no Rio de Janeiro é é elite da elite do direito, sabe qual é? O filho de rico no Rio de Janeiro fazendo direito tá na PUC. eventualmente pode estar na na GV ou então na na na IBMEC, mas normalmente PUC. E o Batista era bolsista nessa faculdade. Então a minha ideia, a ideia do Zé Patilha era contar a história desse jovem, né? E mas o livro Elite da Tropa não é a adaptação do roteiro, são obras distintas. Inclusive você pode ler o livro, ver o filme, você
não vai não vai >> juntar nada. E o roteiro do Tropa de Elite 1 eu fiz Com Zé Padilha, mas ele ficou muito longo, mas muito longo mesmo. Alguma coisa com 240 páginas, né? E roteiro, Josué, é média 1 minuto por 1 minuto e 10 por página, tá? Se você faz um roteiro de 210 páginas, ele é infilmável, não filma. Aí nós contratamos o Braulio Montovani, um cara muito [ __ ] um roteirista muito famoso. Ele sentou comigo com o Zé Padilha e ele ele ajustou o roteiro todinho, cortou núcleos e transformamos o roteiro de
200 E tantas páginas para um roteiro de 125 páginas, 130 páginas e tornou o filme Tropum filmável. Eu expliquei pro Salomão aqui antes, eh, Lavinho, Lavinho, né? >> Uhum. Eu expliquei pro Salomão, Lavini, quando a gente tava com a câmera desligada aqui, que nós temos 15 minutos no filme Trop Elite da história do Caio Junqueira, do Neto e do Matias na infância, que nós, infelizmente, não juntamos no na edição final. O editor do Tropa de Elite é o Daniel Rezende, Dani Rezende, que fez um filme chamado Bingo. >> Sim. >> E fez Turma da Mônica.
O o Dani Rezende, ele chegou pra gente em algum momento, falou: "Ó, isso aqui não tá não tá cabendo no filme, né? Essa história da vida da infância dos dois que foi filmada ao longo de 15 dias, um orçamento altíssimo porque é roupa de época, carro velho, né? Na história real, o pai do Neto e o pai do Matias se Conheciam. Ambos eram agentes da repressão e o pai do neto, eh, o pai do do Matias morre numa ação contra os terroristas, né, de uma de um grupo armado de esquerda. E o pai do Matias,
o pai do o pai do Neto resolve adotar o Matias como filho. Pai do Neto, >> isso é inédito. Nunca falei para ninguém. >> Caramba, pô. Mas isso a gente vai ver um dia. >> Cara, o o o Zé Padilha tinha opção de Montar um combo com isso, sabe? Eu não sei, cara. Tem e tem uma uma lógica, explicar pro Lavinho aí, uma lógica no roteiro que o que o protagonista não viu e o que não vai mexer no final do resultado final da trama não precisa estar no filme, né? >> Então o nosso protagonista
era era o nascimento, era o Wagner Mura. Se ele não viu essa infância, isso não vai mudar em nada na trama. >> Então o o Dani Rezende tirou isso do filme, porque isso não tem lógica estar no filme, né? Eh, mas a verdade que o Lavinho também deve saber, o filme foi feito todo pro Matias. Nós temos uma narração do Matias toda feita do André Ramiro. Quando eu fui assistir com Zé Padilha esse primeiro corte, a gente chama de primeiro corte, tá? O filme tava lento, rapaz. Oro filme tava lento, sabe? Tava tava dando cansaço
de assistir. Isso foi numa quinta-feira à noite, num sábado pela manhã, o Zé Padilha ligou pro Wagner Moura. O Wagner Moura realmente estava rouco, tava sem voz. O Wagner Moura morava ali muito perto do do nosso estúdio, né? E chamamos o Wagner Moura no estúdio, montamos o off ali rapidamente, sabe? Rio de Janeiro tem mil e tantas favelas e tal. o Rio e >> entregamos na mão do Wagner, ele leu aquilo e demos na mão do Dani e o Dani Montou o filme, né? E o filme ficou bom para [ __ ] É, é, é
estranho porque para quem gosta de cinema, que tá nos vendo aqui, realmente existe um filme do roteirista que nem sempre é o filme do diretor, que nem sempre é o filme do montador, né? >> Uhum. O montador pega tudo aquilo que você filmou, ele inverte a ordem, tira, joga a cena fora e o filme fica muito melhor, muito mais veloz, né? E eu acho que o filme Tropa deit ficou muito bom, Graças ao talento sim do do Braulio, logicamente do do Zé Padilha como diretor e logicamente do talento do Dani. >> Uhum. >> Como montador.
Você quer ver uma alguma coisa do Dani? Hoje o Dani montou o bingo e montou também a Turma da Mônica um e dois, eu acho, né? E o o Dani Rezende hoje é um [ __ ] de um diretor de cinema fodão. E e mas o que que o Lavido perguntou? Bom, tropa de elite um, nossa Ideia era mostrar a formação do policial do BOP, o dilema do Batista do Matias na PUC, não é? A cena daquela discussão dele na sala de aula com os colegas, ela tava desde o primeiro tratamento no roteiro. A gente
não sabia se ele ia falar de bichel Foucault ou não, né? Mas aquela, ó, eu tenho um amigo que é policial e o melhor amigo dele é policial. Aquilo, aquilo tava pensado desde o início, porque o Batista contava pra gente os dilemas dele na sala de Aula. Pô, Pimentel, as pessoas odeiam policiais na sala de aula, né? A questão da maconha na PUC bem delicada, porque nós temos vários colegas do Rio de Janeiro que se formaram na PUC. Você com certeza tem aí no meio da tua equipe aí vários colegas aí que foram alunos da
PUC do Rio. E na PUC do Rio de Janeiro existiam umas salinhas que vendiam que sheroxs, né, >> onde os alunos usavam para fazer uma Cópia de um livro, de uma apostila, né? >> E nessas casinhas, segundo os relatos, vendia maconha também, sabe? Então assim, eh, a garotada buscando o Rio de Janeiro melhor, Rio de Janeiro de paz, menos violento, mas financiando as ações dos narcoterroristas através da compra da erva. É uma coisa boa de você colocar, uma discussão interessante, sabe? >> Eh, e todo mundo sabe minha posição. Eu Já falei em vários podcasts, eu
sou um cara assim favorável a à legalização da maconha, descriminalização, o que for, né? Eu acho um absurdo em pleno século XX a gente querer definir que o cara vai para colocar para dentro do pulmão dele, né? Eu sou libertário, mas sendo vendida por bandidos, financiando crime, financiando assassinatos, eu acho que o cara não devia fumar, não. Sabe? É o que eu Sempre falei com, >> é lógico, o cara sair, >> ah, mas eu sou viciado. Duvido que vocêja viciado. Duvido que você não consiga ficar 10 anos sem fumar essa [ __ ] Mas já
que você quer fumar, participa de uma passeata, vai na rua, vote em candidatos favoráveis à legalização. Mas eu não aceito, não, não entendo você comprar isso na mão de um assassino, não, viu, cara? Não, realmente não Aceito, né? Eu acho muito, muito egoísta seu, da sua posição comprar essa [ __ ] de uma pessoa que você sabe que mata as pessoas, né? >> Uhum. >> Que oprime as pessoas, né? Há, há muito tempo, antes do filme Tropa de Lite, o qual a idade do Lavinho? Sabe a idade dele mais ou menos? Do Lavinho? Deve ter
uns 40 mais 40 mais. Acho que 40 mais. >> Ah, Lavinho. Lavinho, né? Lavinho. Lavinho. >> Isso é o nome de máquina de lavar da década de 80. É uma máquina chamada Lavinia. >> Já vai virar o bullying na próximo evento. >> Pelo amor de Deus. Lavinio. Eh, a, antes do filme Tropa de Elite, a revista Veja, não sei se foi a Veja Nacional ou a Veja São Paulo, fez uma matéria, eu fumo maconha assim, qual o problema? Sabe? E várias personalidades tiraram. >> A capa foi a Soninha Francinha. Soninha, A Soninha tirou uma foto
assim, né? Eu fui uma assim >> e depois do filme Tropa de Elite, eu duvido que alguma pessoa com s consciência tivesse a coragem de falar isso. Por quê? Porque o filme deixou, óbvio, pra pessoa mais imbecil do mundo, que quem vende essa merda é um assassino, né? Uhum. >> Que mata policiais, que mata juiz, que mata eh que oprime o morador, né? Que ataca a facção rival, né? Então, se o cara quiser curtir a dependência dele, de novo, não vou chamar vício, né? Eh, ele é um cara egoísta, ele tá cagando pr pra sociedade,
tá cagando pro planeta, né, num mundo melhor, né? >> Agora ele tinha opção montar lá um espacinho na casa dele e plantar essa coisa sem ninguém ver, né? Importar a semente aí, sei lá de quem, né? Mas hoje eu acho que a Soninha teria teria vergonha de fazer uma uma declaração Dessa de forma aberta, sabe? E e e eu digo para você, Lavini, por quê? Porque eu perguntava isso nas faculdades. Eu chegava para exibir o filme, quem fuma maconha? Ah, as pessoas levantaram, eu fumo. Qual o problema? Depois que o cara via, o cara ficava,
olha, eu pensei bem, não é legal e tal, né? Eh, não vou falar com orgulho mais que fuma essa essa essa maonia. Mas isso coloca a gente hoje diante de várias situações parecidas, né? Eh, o cara fala para mim, eu Pimentel, eu não fumo maconha, mas eu eu consumo alguma coisa de de uma facção que pode ser aí um diamante de sangue que o cara comprou de um de um país da África em Guerra Civil, né, a mão de obra escrava. Eh, eu consumo o combustível do PCC, que é mais barato que que o combustível
da Rizen e da e da BR e da Ipiranga, né? O cara pode estar numa dessa também aí, né? >> Uhum. >> Então, mas o Lavin perguntou mais coisas Aí. >> Ele perguntou sobre a sua opinião do do filme um e dois. >> Eh, porque o eu não sei se foi ele que falou, mas que houve uma interpretação errada sobre o filme um. Isso, >> cara. O o >> essa história de que o Padilha disse que parte do público não entendeu e o Wagner Moura disse que foi um tiro que saiu pela culatra. Cara, assim,
eu eu eu nunca vi o Wagner Mura eh eu tive com o Wagner Mura pouquíssimas vezes depois do filme, né? Encontrei com ele no aeroporto, a gente bateu um papo, de vez em quando eu conversava, ele Zé Padilha, a gente trocava uma mensagem aqui. Eh, eu nunca vi o o Wagner Moura lamentando ter participado do filme. Às vezes as pessoas, pô, o Pimentel, ele se envergonha. Eu nunca vi, pelo amor de Deus, nunca vi o Vagnemura. Eh, eh, eu já vi o Vagnemura colocando eh opinião sobre a reação da plateia, né? Eh, aconteceu um fenômeno
muito muito doido depois do Tropa de Elite 2. Eu fui assistir o filme Tropa de Elite 2 num cinema no Leblon e quando terminou o filme que o Capitão Nascimento batia num deputado, aquela cena final, as pessoas iam assim, batiam palma no cinema, sabe? As pessoas começavam a festejar, sabe? as pessoas gostando de ver um personagem enchendo um deputado federal de porrada, sabe? Muito doido, né? Aí eu acho que que uma Semana depois eu fui ver o filme em Duque de Caxias, uma cidade da Baixada Fluminense, periférica, né? Uma cidade que não tem a renda
per capta do Leblon, né? A reação da plateia foi exatamente igual. Exatamente igual, né? O Zé Padilha teve uma ideia brilhante de colocar o Tropa de Elite na segunda-feira e na terça-feira a R$ 3 o ingresso, né? Sabe assim? Com isso, Zé Padilha combateu a pirataria, né? >> E tornou o filme acessível às pessoas Mais pobres, né? >> Quem distribuiu Tropa de Elite 2 foi a Zazen, né? O Zé Padilha montou e o Marcos Prado montaram uma distribuidora. Os caras são inteligentes para [ __ ] Os caras são na frente de todo mundo, né? E
o Zé Padilo, inclusive não é não é não é formado em cinema, né? Formado em física, né? Então assim, os caras são inteligentes e eles estão muito na frente o tempo todo. E aí, cara, você vê Coisas que são muito legais. Eu vi o meu porteiro indo assistir o filme no cinema com a família dele, né? Normalmente um porteiro no Brasil não tem capacidade de não tem condição financeira de um cinema. O cinema é uma diversão proibitiva. É o ingresso é muito caro, né? A meia entrada é só para estudante, não é para porteiro, né?
A meia entrada é para estudante. Porteiro que se [ __ ] não é isso? >> Sabe voar estudante. >> Hã? >> Sabe voar estudante. >> É a meia entrada. Aí o cara quer a esposa do cara não pode pagar a meia entrada. Então o cinema mais a pipoca, mais o estacionamento, né? Então normalmente quem vai a cinema no Brasil, cara, não é pobre não, né? Hum. >> Quando o Zé Padilha coloca o filme a R$ 3, na segunda e terça-feira, ele manteve a Audiência de cinema no início da semana, que é que é baixíssima, né?
Eh, o filme chegou a 12 milhões de espectadores, né? Um era um recorde até o Advento de Minha Mãe é uma peça três do Paulo Gustavo, que é um filmaço, né? Perder pro Paulo Gustavo é gostoso, né? Fosse para outra a gente ia ficar chateado. Mas >> minha mãe, uma peça três é um filmão e também é um filme leve, né? né? As pessoas queriam ver um filme leve depois da pandemia, mas o Tropa de Elite 2 Chegou a 12 milhões graças a essa essa estratégia do Zé Padilha de de trazer as pessoas periféricas para
instalar esse cinema, né? A periferia. E em Caxias e Leblon a reação da plateia foi exatamente igual. O morador de Caxias comemorava e aplaudia quando o nascimento batia no deputado e o morador do Leblon comemorava e aplaud aplaudia quando o nascimento batia no deputado. Então não tem a ver com ideologia política, >> com questão social, tem a ver com o momento que o Brasil vivia. Eh, o Brasil vivia no Tropa de Elite 1 e 2, aquele momento antes da Lava-Jato, mensalão. E o mensalão é a primeira vez que o brasileiro entendeu a corrupção. Era muito
claro aquilo ali, né? Tava muito óbvio, né? Eh, um um uma as questões apresentadas na mídia, um senador que usava recurso de uma empreiteira para pagar uma mesada Para Armante, né? Sabe? senador que depois foi reeleito, inclusive voltou pro Senado, né? Mas ele foi caçado, né? Então, os brasileiros começaram a entender corrupção política de uma forma muito muito óbvia. E a revolta contra a classe política, ela surgiu no nos filmes. Eh, talvez a reação do Tropa de Elite 2 daqui a 50 anos fosse diferente. O Zé Padilha disse: "Pimetelo, esse filme gerou essa essa comoção,
essa indignação Eh em função do momento político que a gente vivia de de colocar a corrupção no Brasil como uma coisa muito óbvia, né? E o Tropa de Elite é antes do vem pras ruas. Sim, >> o Tropa de Elite é antes da Lava-Jato, né? Eh, e cara, e bater no deputado, eu acho que todos os brasileiros queriam bater no deputado, né? 900. E o é que a construção do personagem, não vou dar spoiler aqui para quem não viu, duvido que alguém não tenha visto, mas pô, se Alguém não viu, faça essa reparação histórica na
sua vida. >> A primeira vez que a gente vai pedir para dar um pause, né? Não, com certeza todo mundo viu. Mas eh a construção do personagem do deputado no Tropa deit 2, assim, não tem como não vibrar vendo aquela cena do cara no chão sendo chutado ali. É realmente é >> agora e e aí cara é uma coisa, eu eu as pessoas falam assim: "Ah, o roteiro é inspirado no livro do Pimentel", não é? Eu sou roteirista com Zé Padilha, tá lá meu nome, corroteirista Zé Padilha. Eh, no Tropa de Elite 2, eu confesso
a você que eu voltei cheio de ideia ruim. Eu apresentei pro Zé Padilha a porrada de ideia ruim, né? Como se nós fizéssemos o o a continuação do Tropa de Elite um, como se fosse Velozes e Furiosos, né? Só muda a cidade, mas a trama é a mesma. Aí o Zé Pilha falou: "Não, cara, se nós falamos aqui do comando vermelho, Agora temos que falar de outra coisa, né? Milícia, né? Então, nessa época, eu tinha uma uma relação de amizade muito forte com o delegado da Draco no Rio de Janeiro, delegacia de repressão clube organizado,
que investigava as milícias, Cláudio Ferraz. Aí nós convidamos ele para nos ajudar a pensar um roteiro, né? Ele deu boas ideias, né? O próprio Freixo também, o Zé Padilha chamou o Frecho, também já conheci o Frecho também. O Zé, o Freixo tinha comandado a CPI das milícias, né? E e aí, cara, veio à tona a ideia de falar sobre milícia de novo. Olha como é difícil, camarada. Assim, Josué, a a Rede Globo tinha lançado uma novela chamado eh Duas Caras do Antônio Fagundes, onde o Antônio Fagundes era um miliciano. Então, para boa parte dos brasileiros,
a milícia era uma coisa muito legal que expulsava traficantes das favelas e praticava bons hábitos eh na favela e eh protegia o Morador, né? quando na verdade a milícia era um bando de assassinos fascínos que matavam moradores para vender bujão de gás superfaturado. Quando Tropa de Elite 2 foi lançado, muita gente não entendia sequer o que era milícia, né? Então, tropa de Tropa de Elite 2, além de ser um entretenimento, é uma obra que gera reflexão, debate, mudança, entendimento sobre as realidades brasileiras, né? Eh, no final eu visitei lá o estado do Amazonas, ô Salomão,
e um desembargador falou para mim assim: "Pô, mas eu imaginava que milícia era uma coisa boa. Eu descobri que a milícia não era boa depois que eu vi o filme do Zé Padil e teu, né? Por exatamente igual o jovem da PUC que achava que maconha era legal, né? O desembargador achava que também a milícia era legal. >> Fazia bem. >> E aí você vai desvendando o Brasil. E aí o Lavinio pergunta: "Ah, vai ter tropa De elite 3?" Eu entendo muito Zé Padilha. Ele diz para mim, Pimentel, o filme já acabou, cara. Nós já
contamos a história toda. Começamos na favela, no BOP, no parlamento estadual, na alerge, depois no gabinete do governador. >> Uhum. >> Depois terminamos em Brasília o filme. Para onde segui o Tropa de Elite? Para quê? Para a sequência de Tropa de Elite eh normal seria Lava-Jato, seria E o Zé Padilha fez mecanismo, mecanismo um e dois, né? Então eu acho realmente que não tem não tem razão de você avançar no Tropa de Elite, não. E é convencer o Zé Padilha a realizar mais um filme no Brasil com um tema eh polêmico, né? Eh, talvez o
contar uma história do PCC, talvez contar uma história da Amazônia, talvez contar eh uma história que que o brasileiro não conheça profundamente, né? Eh, porque, cara, no final, se o filme for bem feito, você além de ganhar Plateia, de ganhar dinheiro, você gera debate, reflexão e mudança, né? Isso, isso é isso é genial, né? >> Contar uma história hoje para deixar o brasileiro assim de queixo caído, pô, caramba, esses caras tão, pô, tão num caminho legal. Esse pensamento deles aí é é bem por aí, sabe? E e olhando aí, olhando mais até com um olhar
crítico de de de da qualidade do filme, né? Você foi falando aqui, eu fui procurando o personagem que é o Diogo Fraga, né? Que faz um Sim, sim, sim, sim. Freo. >> É meio que representação do Freixo. >> Mas, pô, o André Matos, né, como Fortunato, assim, é >> sensacional sensacional. >> É um é uma atuação que, pô, o filme fica muito marcante, fica realmente incrível, cara. É, é essa capacidade do do, é lógico, tem um um tem um produtor de de elenco, né, que é que que a pessoa é ouvida, tal, mas a capacidade
do do Zé Padil em achar essas pessoas aí é é você lembra do elenco do Tropa de Leite um, Emilen Cortaz, o André Ramiro, o próprio Wagner Moura, só cara, só cara muito [ __ ] sabe? O Sandro Rocha, meu irmão, que cara engraçado da [ __ ] meu irmão. Muito bom. >> Sandro Rocha muito bacana. O Sandro Rocha, um cara bacana. Qual que é a tua cena favorita, Pimentel? >> [ __ ] cara, eu eu gosto do Sandro Rocha na na na no Setor de RH do batalhão, né? Eh, que ele fala assim: "Quem
quer rir tem que fazer rir". Aquela [ __ ] engraçada para [ __ ] né? >> Eu gosto do do do Milen Cortaz comandante que ele colocou o corpo na praia, mas o outro batalhão foi lá e tirou, cara. E tudo isso, cara, assim, né? É. Isso, isso tudo são anedotas ali que anedotas que eu digo assim, foram coisas que >> é, não, a gente chama isso de alívio Cômico, né? No roteiro, o nome disso é alívio cômico, né? É algo, você tá vendo o filme tenso e a cada 10 minutos você dá uma gargalhada,
sabe? Você Isso, isso, o roteiro é alívio cômico. Isso tudo foi pensado, tá? A a cara, o Zé Padilha me deu um livro de presente do Seedfield. O nome do livro é Como fazer roteiro, eu não sei, né? Eh, e eu cheguei em casa com o livro na mão. Eu tava no elevador e no elevador do meu prédio eh morava um Um roteirista muito famoso chamado Doc Comparato, né? Esse cara me olhou com o livro na mão, falou: "Cara, deixa eu te dar o meu livro de presente", né? Quando ele me deu o livro de
presente, eu falei: "Pô, Doc Comparato, eu sei quem é esse cara, meu irmão, esse cara fez porrada de séries da Rede Globo da década de 80, fodonas e tal. Cara, é meu vizinho, sabe?" Eh, eh, e o livro doc é um livro que explica para uma pessoa, vamos fazer um Roteiro juntos a partir do nada, né? Pega a parede, cartelas, coloca ali as cenas, né? Cada cartela com uma com uma cor diferente para você identificar os núcleos, né? O roteiro não nasce do computador, você digitando, não vai sair nada. O roteiro nasce da parede, você
entendendo o filme, se conectando e a gente montou essas paredes comprando cartelas de cores distintas e aquele filme ia aparecendo na nossa frente. A gente já sabia que aquela [ __ ] ia ser Ia ser boa, ia ser épica, ia ser muito boa, né? Apesar do Zé Padilha nunca ter dirigido um longa na vida dele. O Zé Padilha tinha dirigido eh eh documentários, tá? Ele tinha feito os carvoeiros, os pantaneiros e tinha feito o ônibus o 74, né? O longa do Zé Padilha pela primeira vez foi tropa de elite. E cara, e deu tudo certo.
Eh, Fátima Toledo, a treinadora de elenco também é uma mulher [ __ ] que porque aqueles atores eh em cena você olha, esse cara é Policial de verdade, não é possível, né? Esse cara capitão Estorani também, que era um capitão do BOP, que também foi treinador de elenco, né? Você viu comigo no BOPE? O filme ficou assim bem próximo à perfeição, cara. Que que de assistir? Eu acho que eu assisti 15 vezes. Aí depois teve o o golaço, o golaço do Tiruana, tropa de elite, os de Roé. Eu não sei se o Dani Rezende vai
confessar isso um dia. A primeira vez Que eu cheguei com essa música pro Zé Padil ouvir, porque realmente eu escutava Tiruana no BOP, né? Primeira vez que eu escutei essa música do BOP, eu achei essa música linda. Par de elite, que música bacana. Embora a música não tenha nada a ver com o Bob aí na [ __ ] né? E aí eu peguei, levei pro Zé Padil ouvir. Essa música não era famosa. Não adianta falar que era famosa. Não era famosa. >> O o E o Zé ouviu, gostou, mas eu queria Colocar Pleb Hood também,
que eu adoro Pleb Hood, queria colocar Pleb Hood no filme também, né? E o e o Dani Rezende, ele resistia, porque o Dani Rezende, cara, é um montador e ele ele ele alegou pro Zé Padilha que qualquer letra de música muito próxima ao roteiro, o filme vira um videoclipe, né? E é verdade, cara, né? >> Uhum. >> O a boa música no filme você não percebe. A boa música do filme você Quando termina o filme você lembra da canção, né? O o o Guerra nas Estrelas é 85% musicalizado e você não lembra disso. Você só
lembra da marcha do império, né? >> Uhum. >> No início do filme. >> E e aí o o o acho que o Dani não queria esse essa música. Ele falava com o Zé que não funcionava e tal. Mas um dia o Dani veio de São Paulo mais tarde, ele chegava no voo por volta de 2 da tarde Da segunda-feira. Ele vinha para São Paulo no final de semana e nós colocamos a música no filme sem sem autorização dele, né? Eu acho que, ó, bota essa [ __ ] aí, vamos buar essa música aí. E a
música ficou aí depois no pirata, a música virou um fenômeno, né? Foi a música mais executada no Brasil em 2007, né? >> [ __ ] >> Tiruana, >> né? E e assim o para juntar todas essas Essas coisas improváveis, né? do o Padilha nunca tinha feito um longa, até a própria música. E eu tava tentando lembrar >> o porque assim, a atuação do Wagner Moura é absurda, né? E ele encarna mesmo o Capitão Nascimento. Antes do Tropa de Elite, ele já tinha essa notoriedade? >> Ele fez cidade cidade cidade cidade alta em São aquele da
de Salvador, né? Ele fez um filmaço, uma série muito legal que era JK na Rede Globo. >> Sim. >> Ele fez uma, ele fez Deus é brasileiro. Ele tinha feito bons filmes no Brasil. >> Ele tinha feito bons filmes no Brasil, assim, eh, >> é, talvez ele nunca tinha sido o protagonista como >> cara. Ah, >> porque assim, isso também é louco, né? Porque o o embora o filme não tenha nada a ver com o livro >> Uhum. Eh, quer dizer, tem a ver, mas não não é uma coisa nasceu da outra, mas não existe
o capitão nascimento de fato no livro, né, assim como tem no filme. >> Não tem, não tem, não tem. >> Ele, eu, eu lembro de uma um fato bem marcante para mim. A minha mãe partiu em 2015, ela morreu em 2015, minha mãe. Mas a minha mãe assistia a série da Globo do Zé Wilker, né? Era Zé Wilker e e Wagner Moura, né? JK. >> O o Wagner ficou até metade da série, Né? Aí um dia eu lembro que minha mãe falou assim: "Pô filho, considera esse garoto aí no no filme, né?" E eu contei
pro Zé Padilha isso. O Zé Padilha falou: "Pô, mas é é o nome que a gente quer, [ __ ] é o Wagner, né?" Mas eu lembrava do Wagner, cara, ele que não se ofenda com isso, de uma propaganda da Fiat, que ele tinha um ursinho do lado dele, uma propaganda. Tem gente que é brother, tinha um ursinho do lado dele. Falou: "Pô, eu falei: Zé o cara da propaganda Da Fiat, do ursinho, né? Que eu lembrava." Mas o depois o o Wagner, ele ele quando a gente chama ele para conversar sobre o filme, cara,
ele chega com o livro Elite da Tropa na mão. [ __ ] aquilo me marcou muito, porque o cara chegar para conversar sobre a possibilidade dele ser ator do filme, já chegar com o livro na mão, eu já li essa [ __ ] aqui, falei: "Pô, esse cara é [ __ ] meu irmão". Aí, lógico, na parte de preparação, eh, aí vem toda a admiração que eu tenho por ele até hoje, né? Ele foi educado com os policiais do BOP, ele foi um cara parceiro, ele foi, ele foi bacana, ele foi amigo de todo mundo,
sabe? Eh, eh, ele levava muito a sério o treinamento, mas muito a sério mesmo. Tem uma etapa no curso de operações especiais que é uma escalada que a gente faz no Pão de Açúcar, que é uma escalada bem difícil para falar a verdade. É uma via lateral Do Pão de Açúcar que a gente chama de CEP, né? Eu tenho só de lembrar me dá um nervoso. E o Wagner fez com a equipe do BOP, sabe? O o nosso instrutor de montaísmo falou: "Chama o Wagner para ir com a gente". Não sei quê. Wagner equipou, botou
mochila, fez lá uma um treinamento rapidinho lá e escalou aquela [ __ ] com a equipe do Batalhão. Eh, depois os treinamentos de tiro, de de da parte tática, sabe? Ele se empenhava muito. Resultado, não só ele, né? Ele e todos os toda a equipe lá de de atores, né? Resultado, o filme ficou muito verossímil, né? E o que o que você assistiu? Topgun um. >> Topun um, né? Tem topgun Mavre que tem o TopGun um. >> Quando eu assisti o Top Gun um, eu tinha talvez 14 anos de idade, eu lembro que eu li
alguma matéria sobre Top Gun, que o protagonista, ele ia para uma base naval dos Estados Unidos, a base Aeronaval, né? E ficou lá um mês com os pilotos, né? E e ele falava igual ao piloto, ele se comportava como piloto. Ele ele deu uma sugestão pro diretor, falou: "Ó, lá na base naval, de vez em quando a gente joga vôlei, né? Ele joga, aí tinha uma cena de um jogo de um jogo de vôlei em Topgun 1, não sei se você lembra dessa [ __ ] né? Ele jogando vôlei na na vôlei de areia, né?
Hollywood tem a capacidade de colocar o Ator 30 dias antes numa imersão. Você ter o ator na tua mão 30 dias antes, isso custa muito caro, porque você tira o ator de uma peça de teatro, tem que pagar de era pro ator, né? Então o Brasil não tem condição de você chamar o ator, pô, fica ali no BOPE 30 dias conversando com policiais do BOP, treinando com BOP, né? E o Zé Padilha teve condição de fazer isso. Aliás, isso era isso pro Zé Padilha era innegociável, né? >> Uhum. >> O orçamento ia ia lá em
cima, mas temos que fazer. E eu lembro do Milan Cortaz falando, Pimentel, eh tem coisas no nível de detalhe que eu nunca vi no cinema brasileiro. Eh, coisas e simples no detalhe ali, né, que que você que o Zé pedia pra gente alcançar. Milan Cortaz é o que faz o 02, o Fábio, né? Que é Sim, não é espetacular. É o para mim é o melhor personagem. Que e que realmente Não queria comer aquela comida, viu? >> É mesmo. >> Ele disse para mim que não. Ele disse para mim que não, Pimentel, aquilo. Eu tava
entrando no personagem, dis ser mentiroso. Ele vomitou em cima da comida, tal. Aí disse que não ia comer e tal. Aí no final ele foi comeu e e aquela cena não estava no roteiro. Aquela cena foi pro roteiro depois da da negativa dele. A gente não tinha pensado aquilo no filme, né? Mas foi tão bacana, Pô, vamos botar essa [ __ ] no filme aqui, né? E e ele deu show, né? No um e no dois, né? >> Sim, >> ele deu show. Eh, esse menino também, Sandro Rocha, também deu show também nos dois filmes,
né? O o Sandro Rocha estaria fora do segundo filme, viu? Faltando acho que 10 dias para começar as filmagens, nós convencemos o Zé Padilha a colocar o Sandro Rocha, né? Porque não tinha personagem para ele no Filme, né? >> Pô, mas ele foi super importante no dois. >> Ele não vou dar. Quase falei: >> "Não pode falar, todo mundo essa porra". >> Mas é a cena do que é tiro para cima. Hoje é no amor. Tem até hoje essa fig. >> Hoje no amor. Hoje é no amor. >> Pô, isso é meme. Durou meme. >>
É. Então, >> e [ __ ] e e cara, e estamos vendo. Eu eu tenho cinco roteiros prontos aí que tão Em distribuidores, né? >> Uhum. Mas o Brasil tá produzindo pouquíssimos filmes. Eh, e quando alguém te pede um roteiro, o cara não quer para filmar, ele quer colocar numa numa e ele quer colocar assim num num arquivo dele para poder oferecer para pro streaming, para para emissoras, para eh o cara quer ter opções, né? >> Uhum. >> Então, eu tenho vontade hoje, cara, e de Filmar a história do policial que ficou cercado na favela.
Aliás, o roteiro tá pronto, né? E mas cada eh emissora, cada canal de stream, cada distribuidor tem as suas prioridades, né? E o Brasil ficou eh um tempo aí, cara, eh meio assim, fugindo de roteiros eh que pudessem ter algum tipo de chancela ideológica, né? Eu acho que que houve uma acovardamento, né? Né? Não sei se foi provocado, se foi natural de diretores filmarem filmes que possam Parecer filmes de direita, que não são filme não tem rótulo, não é da direita, nem de esquerda. Filme é filme, [ __ ] né? >> Uhum. >> Mas eu
acho que muita gente fugiu de uma ideia de um filme policial, né? >> E o Zé Padilha sofreu quando fez mecanismo, né? Muita gente que que não acredita na história da da Lava-Jato, começou a atacar o Zé Padil em redes Sociais, né, cara? Não, não, ninguém roubou nada, tudo mentira, foi tudo inventado, né? E o Zé Padilha fez mecanismo um e dois. O Zé Padilha, o Zé Padilha aponta o canhão pro PT e pro PSTB. Zé Padilha não tem essa [ __ ] de proteger ninguém, não. Mas eu acho que o brasileiro ficou com medo
de fazer filmes policiais. Eh, e e eu gostaria que esses filmes fossem refeitos no Brasil. Filmes importantes, cara, pro país. Aí o Americano chega a produzir sete outros filmes policiais por ano, né? A Índia também. a Nigéria também. E o Brasil ficou fora desse dessa dessas produções, né? A Nigéria tá produzindo 2.000 filmes por ano, né? O Brasil acho que produz cento e poucos filmes por ano, né? Olha como nós estamos perdendo dinheiro com >> 2000 filmes. >> A Nigéria hoje é o maior produtor de filme no mundo hoje, né? Eh, eles chamam de Nollywood.
>> Caramba, >> Nigéria hoje é Cacau, Cacau, Petróleo e Cinema, né? Isso, isso é PIB, meu irmão. Isso é, é juventude empregada, isso é distribuição de renda, isso é divisa pro país. Porque o filme nigeriano, ele pode ser filmado em inglês, pode ser filmado em urubá, pode ser filmado em francês, né? E o mercado africano consume bem esses filmes, né? O cara, o cara não quer consumir um filme holidiano, não quer Consumir um filme oriental que venha da Índia. Então esse filme vai ter ali, vai ter espectador na Angola, vai ter em Moçambique, na própria
África do Sul, vai ser visto aí em Guinebal, vai ser visto aí na própria Argélia, né? O Brasil tá perdendo muito dinheiro com isso aí, cara. A gente tá vacilando nisso aí, cara. Não sei se você tá assistindo Netflix aí, eh, você surpreende com a qualidade das produções turcas da Coreia do Sul, né? Espanholas, né? >> Uhum. >> Assim, e eu fico triste porque a impressão que eu tenho é que nós somos os piores, né? De vez em quando tu vê uma coisa legal aí, tu vê um filme que faz sucesso, mas de forma geral
nós caminhamos paraa comédia romântica, né? Eh, que não vou chamar de besterol, porque a comédia romântica é importante também, é uma te dá uma um alívio para tu ficar em casa legal, mas nós fugimos De temas mais complexos, mais elaborados, né? E ou agora essa onda de filme de biografia, né? São vários filmes contando a história de um cantor ou de uma atriz ou de uma personalidade, né? Eu assisti o filme do Musum, eh, assisti o filme do Lê Mato Grosso, assisti o filme do Tim Maia, né? Mas parece que a gente tá apostando só
nessas, >> é porque acaba fugindo um pouco da >> Uhum. >> dessa polêmica, né? >> Não é? acaba acaba fugindo um pouco de de explicar o que as pessoas não têm paciência para entender no documentário. Eh, explicar o o jogo do bicho, explicar eh a corrupção política, explicar o PCC, explicar a lavagem de dinheiro. Cara, não adianta. A gente, por mais didático que a gente possa tentar ser, a gente não consegue explicar para um brasileiro médio como que o PCC vai lavar dinheiro, Né? Aliás, poucos brasileiros entendem o que que é lavagem de dinheiro, né?
Muita gente confunde a atividade periférica da facção com lavagem de dinheiro, né? O Comando Vermelho do Rio de Janeiro, quando constrói uma casa para alugar dentro da favela, ele não está lavando dinheiro, ele tá usando o recurso do tráfico para construir uma casa para ganhar dinheiro, para ganhar mais dinheiro ainda. >> É um investimento. >> É um investimento, né? >> E lavar dinheiro é transformar o dinheiro ilegal em dinheiro legal, [ __ ] né? É isso, pô. e e assumindo o prejuízo quase sempre. >> O caso você falou da licitação, por exemplo, >> é eh
participando de licitações públicas, colocando o preço muito abaixo do preço de mercado. É o caso de um posto de gasolina vendendo combustível muito mais barato que o preço de Mercado, né? Então são essas questões e e a gente não tá nem preparado para essa discussão, nem preparado para isso a gente tá. a gente, muitos policiais, delegados, promotores de juízes, eh, não entendem a a problemática disso, o risco disso, né? Eh, e aí pode surgir eh aquela dúvida daquele menino que conversou conosco aí, qual o nome dele antes do do Lavini, qual o nome dele? >>
O Andreia ou Thiago. >> Thiago, né? pode surgir. Eu sei que o Thiago não não tem essa dúvida, mas mas assim eh eh o que pode ser pior a longo prazo? A violência extrema da facção ou a infiltração extrema da facção, né? >> Uhum. >> Eh, ambos são péssimos paraa democracia, né? Infiltração extrema e a violência extrema. O comando vermelho caminha para violência extrema e o PCC caminha para infiltração extrema, a ponto de há 3 anos o Ministério Público de São Paulo Investigando se o PCC estava formando estudantes para passar em concursos públicos para promotores
e juízes, né? Certamente também para delegados, >> certamente também para para policiais militares, né? >> Olha o nível de sofisticação e de infiltração, né? É visão de longo prazo. >> É visão de longo prazo, assim como o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, investindo em campanhas políticas para colocar um representante ou dois ou três Ou quatro ou cinco na alerge, né? Ou então, quem sabe na Câmara dos Deputados, né? Ou então quem sabe em centenas de câmaras municipais, vereadores nas Baixadas Fluminenses, na Baixada a Baixada Fluminense, eh, nós temos uma um domínio das milícias, né?
E tem um livro muito bom, cara, da Cecília Oliveira, que é do fogo cruzado. É um livro que fala sobre o nascimento de uma milícia. E a Cecília, ela ela é ela também é Jornalista da Intercept também. A Cecília fala, Cecília Oliveira, ela fala eh das milícias do Rio de Janeiro. E e eu confesso a você, Josué, que há alguns meses eu acompanhando a evolução da prisão dos milicianos no Rio de Janeiro, eu estava eh pouco preocupado com as milícias, eu estava mais preocupado com o comando vermelho que o terceiro comando. A polícia civil do
Rio de Janeiro chegou A prender 1500 milicianos em 3 anos, né? Então, calma aí, o foco tá na milícia, então eu vou esquecer isso para lá. Daqui a pouco a Cicília faz um livro onde ela mostra assassinatos de candidatos eh à política da Baixada Fluminense, onde ela mostra eh a infiltração das milícias, ainda que sem policiais, as milícias infiltradas eh nos órgãos de segurança, né? E quando Eu termino de ler o livro, eu eu eu até fiz uma eu fiz um um uma como é que chama? Não é prefácil não. Eu fiz uma uma uma
aquela informação de capa assim, né? Eu falei assim, Cecília, a milícia de do de 2025, ela é mais ela é mais assustadora do que qualquer coisa que nós imaginamos em 2007, 2008, sabe? Ela ela realmente é algo preocupante. Eh, e você entender que várias prefeituras do Rio do Rio de Janeiro hoje possam ter lá nas câmaras Municipais milicianos, sabe, eleitos com o voto da milícia. De novo, é um é um fato eh perigoso pra democracia, né? >> Uhum. >> E porque a gente a gente tá focado na capital, a gente não quer saber o que
acontece fora da capital, né? E eles estão infiltrando ali, infiltrando, né? Eles estão avançando no território, né? Eh, achou o livro dela aí? Não >> achei. O livro, na verdade, chama Como Nasce um miliciano, a rede criminosa que Cresceu dentro do estado e domina o Brasil. >> Milão. É, é. É porque, cara, eh, a milícia hoje, eh, Josué, não tem nada a ver com a milícia de Tropa de Elite 2, tá? Tropa de Elite 2, a milícia é formada por ex-policiais militares. >> Uhum. >> Ou então policiais militares nativa. É a milí, é a milícia
clássica de 2006, 2007, 2008. É uma milícia que o um jornal de grande Circulação do Rio de Janeiro colocou na capa assim uma vez vantagens e desvantagens da milícia, como se existisse alguma vantagem de milícia, né? Mas é aquela milícia que enganava. O o prefeito César Maia à época chegou a dizer assim que as milícias eram autodefesas unidas, né? Era aquela aquela aquela milícia que podia trazer uma dúvida para aquela pessoa mais ignorante. Será que essa [ __ ] aí é boa, né? Nunca é bom. A única coisa boa é o Estado, né? Qualquer coisa
diferente do estado com arma de fogo é um risco pra democracia, né? Então é tão é tão absurda a discussão. Que que é melhor? Que que é pior? Milícia comando vermelho, né? Os dois são uma merda, pô. Eu não quero, eu não quero nenhum dos dois, pô. Ah, não, mas esse aqui enfrenta esse. Mas [ __ ] eu não quero nenhum dos dois. Eu quero o estado. Eu quero que o morador conheça a democracia plena como ela deveria existir, né? E e a milícia hoje que a Sicília investigou é uma milícia que não tem mais
policiais na formação, mas tem policiais na intermediação. >> Uhum. >> Ou seja, o o o aparato armado não é mais de policiais. Muitas vezes são extraficantes, tá? São caras do comando vermelho ou do terceiro comando que foram pra milícia, né? Mas eles continuam tendo muita Influência sobre a política local, né, >> Pimentel? Tô anotando aqui o nome dos livros aqui, então, só para manual do roteiro do Seedfield. Tem o do Doc Comparato também, >> do Roteiro a Cena. >> Roteiro a cena. >> Muito melhor que o do Sfield, viu, irmão? >> Ah, é? >> É,
[ __ ] Muito melhor, viu? Dá, dei valor que é brasileiro, viu? >> Tá. Ó, tem mais uma pergunta só antes da gente ir pro pingpong. Hã. >> Eh, eu eu ouvi em algum podcast que você tem outro outra produção que você fez intervenção. É, >> intervenção é um filme. >> Eu ainda não assisti, tá? >> Não, pô. Vai assistir essa >> por eu devo assistir. >> Assiste porque é um filme que fala do fracasso da política de ocupação territorial do Rio de Janeiro chamada UPP. para quem não sabe o que é, no governo Cabral,
o governador Cabral teve uma ideia de colocar unidades da Polícia Militar formada quase sempre por policiais novos, né, sem mácula, sem corrupção, né, na cabeça dele, né, para que eles pudessem ocupar essas favelas do comando vermelho, do terceiro comando, para que essa comunidade pudesse eh viver sem a ditadura do fuzil. >> Uhum. >> Né? que foi depois daquela aquela cena que ficou marcada, né, dos dos traficantes correndo, fugindo, >> que parecia que ia ser o >> a salvação do Rio de Janeiro. Dessa vez vai, né? >> Tinha um um erro na origem e confesso a
você que eu fiz parte do grupo de pessoas que aplaudi o erro sem perceber. Eh, não adianta tu ocupar o território sem Prender os bandidos, né? >> Uhum. A ideia de você ocupar um território e os bandidos colocarem os fuzis e no chão e passarem a viver na favela eh como um cidadão normal, isso é de uma ingenuidade incrível. Então, a UPassa porque os bandidos não foram presos e eles começaram a compartilhar o território com os policiais e eles começaram a tentar vender a cocaína e a maconha nos becos e aí começaram a Enfrentamentos, né?
e vários policiais novinhos, eh, jovens, policiais femininas e policiais masculinos, né, foram assassinados pelo comando vermelho, pelo terceiro comando nesses becos, né, a UPP, que passou a ser uma unidade de de ocupação territorial de polícia pacificadora, unidade de polícia pacificadora, a UP, eh, nós perdimos mais soldados na UPP do que no, do que no asfalto. A UP passou a ser mais perigoso do que o asfalto. Era Uma geração de 10.000 policiais novinhos. essa geração, eh, ela foi vítima de uma política de segurança pública equivocada, tá? A UP falhou e o filme Intervenção é sobre a
UP falhando, né? Eh, falta de estrutura, falta de apoio, falta de de acomodação. Era um contêiner velho, todo furado. E a gente chama o Marcos Palmeira. Marcos Palmeiras é um cara [ __ ] para [ __ ] para fazer o papel do Major Douglas, que é o comandante da UPP. Ele já tá sem saco, sem paciência. Ele percebeu que aquilo tudo não funciona. E o major Douglas começa a propor uma estratégia de sobrevivência, né? Ele chama os policiais para conversar e ele deixa muito claro isso. Olha, gente, é para vir aqui, fica parado ali no
beco e não olha pros lados, sabe? É para você voltar para casa todos os dias e dar um beijo na sua esposa, no seu filho. Não Venha aqui arrumar problemas. O major, o major Douglas não era corrupto. É que ele tinha percebido que ao longo de 3 anos ele perdeu mais de 12 policiais, 10 policiais, histórias baseadas em fatos reais, tá? E o Major Douglas começa a compartilhar com os policiais uma um não, vamos lá, perdeu a motivação. Eh, aí chega uma policial nova super motivada, que é a Benga Comparato e o Heiner Cadete. Dois
policiais super Motivados. E eles querem impor no Major Douglas um ritmo de motivação, né? Vamos lá, vamos enfrentar, tal. E eles acabam trazendo problemas pro Major Douglas, sabe? Esse filme eu não coloquei maconha nem cocaína nesse filme. Não tem nenhuma prensão de de maconha e cocaína. Nesse filme a boca de fumo vendia exclusivamente cigarros. Por que que eu coloquei isso? Porque um colega meu tava comandando um batalhão e disse para mim: "Ó, eu cheguei numa Favela onde não vende mais maconha e cocaína, só vende cigarro". Os traficantes locais não querem mais saber de cocaína e
maconha, né? Eu achava essa informação tão importante pra gente explicar que o que a facção sobrevive de várias atividades, né? Que eu conversei com o diretor que é o Caio Cobra. Caio Cobra que é é de São Paulo, né? O primeiro longa que ele dirigiu também, ele já tinha dirigido documentários, né? Não foi o segundo Longo. Ele já tinha dirigido também um um filme de comédia também. Aí eu conversei com o Caio Cobra. O Caio Cobra atopou, fizemos o o roteiro junto com um jornalista chamado Gustavo de Almeida. O filme foi bem, viu José? Nós
ficamos na Netflix em top do semanas. >> Ainda não vi, >> mas perdemos para um filme merda para [ __ ] chamado Não Olhe, Não Olhe para cima. >> [ __ ] meu. >> [ __ ] A Netflix, cara, a Netflix ela tem as produções originais. E tem as produções que que não são originais, né? E ela evidente que ela dá o foco, a atenção e a publicidade para pro filme que é dela, né? Então eu andava no pelo Rio de Janeiro, tinha Banners Outdoor no aeroporto, né? No Holly PR não tinha nada do meu
filme. Falei: "Puta, [ __ ] merda". E E lançamos no mesmo dia, cara, no mesmo dia o lançamento e e ficamos em top dois. Fiquei feliz com o resultado. Não lançamos no cinema porque existe um cálculo que às vezes não vale a pena tu lançar no cinema de projeção, de bilheteria. Às vezes é mais caro tu lançar. Você vai >> você vai ter um baita de um prejuízo se você lançar no cinema, né? E lançamos com o distribuidor era Paris Filmes, né? E a produção era da Média Bridge. Eu fui roteirista. Eu peço que todo
mundo veja esse filme, viu? Um filme, é um filme, Cara, não é não não vá com a expectativa de um Tropa de Elite. Tropa de Elite custou 17 milhões. Eh, intervenção custou R.900. Mas, pô, são atores formidáveis. Bem comparato. Zé Zé Mota tava no meu filme, Zé Zé Mota fez na minha infância fez Tica da Silva, né? E eu era apaixonado pela Zé Mota, aí conseguimos convencer ela a fazer um papel. Eh, então assim, a Dandara também Participou do filme. Eu acho que todo mundo que tá aí vendo a gente aí, esse Lavinho aí, esse
tal de Thiago também, essa menina, que é o nome dela aí, essa Andreia, >> deve ver esse filme aí nos próximos dois dias aí. >> Sim, eu já queria assistir esse filme, não deu tempo de ver, a gente apurar a pauta, mas só pela gratidão à aula que você deu pra gente nessas mais de 3 horas, eu vou assistir e convido todos Vocês que estão vendo o podcast. E esse filme tem mais uma questão também. Eu queria colocar pro brasileiro médio que é uma audiência de custódia, né? Nenhum filme brasileiro mostrou uma audiência de custódia.
E eu mostro o dilema de policiais no Brasil que prendem bandidos e o bandido é solto quase que imediatamente na audiência de custódia, né? >> Uhum. >> E eu mostro a indignação da Bianca Comparato. Ela é a Larissa, a personagem a personagem dela, né? A Bianca Comparato, revoltada tentando falar com o juiz, mas você soltou ele e tal, né? E cara, quando você tá no, você é um policial, você prende um bandido com uma arma de fogo e você percebe o juiz soltando ele quase que imediatamente. [ __ ] Salomão, isso é um chute no
seu saco, viu, cara? Você chega à conclusão o seguinte: "Para que que eu vou Trabalhar, cara? Não tá valendo a pena trabalhar, sabe?" >> Uhum. >> Por que que eu vou trabalhar se se o juiz tá soltando? Por que que eu vou ameaçar minha e eh a eu vou arriscar minha vida entrar num beco, correndo no beco e tal? E são os dilemas dos policiais. Eh, é o policial que aborda um negro em Copacabana, um jovem negro Copa Cabana abordado pelo policial. E esse policial Responde agora pro crime de racismo, né? O policial recebeu uma
informação na rede rádio. O jovem era filho do embaixador de Burquinafaso, né? E a informação na rede rádio é jovem com a vestimenta X, praticando roubos na rua, tal, né? E esse policial foi lá, abordou um jovem com essa característica, mas ele não abordou o branco que tava do lado, né? Tinha um jovem negro e um branco, né? Ou dois jovens negros e dois brancos, eu não sei Bem. Tá filmado isso, tem as imagens no YouTube. E esse policial responde pro racismo, apesar do policial ser negro também, tá? Então, eh, e aí, por que que
você abordou ele e não abordou o branco? Olha, eu só posso abordar se houver fundada a suspeita, né? É, mas por que que tinha fundado a suspeita pro preto e não tinha pro branco? É porque a rede rádio informou que tinha um jovem. Então, o policial é colocado em algumas armadilhas que não têm resposta, né? Eh, Eu, se fosse aquele policial eu abordaria o jovem negro, porque eu recebi na rede rádio, né? Olha, Pimentel, mas se você abordou o negro, eu abordo branco também. Então, não tô exercendo o que tá na lei. A lei diz
que é fundada suspeita. Fundada suspeita que a vestimenta que me deu foi essa aqui, sabe? É complicado. Eu tinha um comandante de batalhão, o Salomão, que dizia para mim assim: "Pimentel, sempre que você entrar no Ônibus e revistar um jovem negro, revista um branco." E eu seguia a orientação dele, né? Eu entrava no ônibus, revistava um branco e um negro, um branco e um negro, né? Mas isso eu não tô exercendo que tá que tá na lei. A lei manda revistar a fundada suspeita. Se o negro não é suspeito, eu não tenho que revistar o
negro. Se o branco não é suspeito, eu não tenho quear, tem que revistar ninguém, né? Mas para compensar uma abordagem, eu ten eu tinha que fazer A segunda abordagem. E, e olha como é complicado. Eu só consigo reduzir o crime em qualquer cidade do mundo se eu realizar eh retirada de armas das ruas. Para retirar a arma das ruas, eu tenho que aumentar o número de abordagens. Para aumentar o número de abordagem, eu tenho que ter a fundamentação legal, fundada suspeita. Ou seja, eu não posso promover uma ação prevenção de abordagens eh indiscriminadas, né? Nova
York fez isso. Nova York, a polícia de Nova York determinou que cada policial realizasse X abordagens por dia. Houve redução do crime, né? No Brasil eu não posso fazer, né? No Brasil tem decisão mandando eh soltar o bandido porque a polícia abordou um carro com cocaína, aliás, mais de 100 kg, se eu não me engano, e o policial não soube explicar qual fundada da suspeita, apesar de ter cocaína no carro, né, não tinha fundado A suspeita, né? Então, quando surge um um pseudo especialista que ele diz pra gente assim: "Ah, Pimentel, vamos aumentar as abordagens
nas rodovias, vamos contratar mais policiais rodoviárias federais, vamos abordar o máximo de carros e caminões na Via Dutra, né? Vamos eh asfixiar o o o tráfico de drogas no Brasil e também as armas. Cara, não vai nessa não, porque o que você tá falando aí, de acordo com a sexta turma do STJ, não Tem amparo legal. Eh, o o Brasil hoje, para você realizar uma abordagem hoje, eh, não existe o argumento do tirocínio policial. Ah, eu desconfiei porque ele tava nervoso. Não vem que não tem, né? Já existe uma turma lá de ministros em Brasília
que entende que isso aí não é legal, né? >> Uhum. Eh, então é quase que que a justiça dissesse assim: "Olha, só pode abordar se você vê o cano da arma para fora e o cara tiver em fuga", né? Quase quase isso. Eu tô exagerando, logicamente. Mas eu conto, Josué, uma história de um de um policial que trabalhou comigo num batalhão do de bom sucesso, que ele tava do meu lado a pé na calçada e ele mudou de calçada porque ele viu um jovem mudando de rua, sabe? Jovem branco, bem vestido, com a mochila. E
esse policial falou: "Capitão, um minutinho". Puxou a pistola dele, foi lá, pô, mão na cabeça. Quando abriu a Mochila, tinha um fuzil desmontado. Esse jovem tinha roubado o fuzil do quartel, sabe? E tava levando o fuzil pra favela. E eu perguntei para esse policial: "Como é que você conseguiu?" Ele falou: "Pô, capitão, o jovem mudou de rua quando viu a gente, né? Por que que um jovem mudaria de rua vendo dois policiais numa calçada, né? Porque ele tá devendo, né? O nome disso é tirocínio policial. Não tem fundada a suspeita nenhuma disso aí, né? Você
não viu o cano da arma, você Não você não viu cocaína, você não viu nada, né? E e isso foi tão mal colocado na lei brasileira, no Código Processo Penal, que hoje alguns juízes estão entendendo que essas abordagens são ilegais. Isso é um complicador para ação policial. Então, quando sentar alguém aqui e falar assim: "Ah, eu vou resolver o problema da segurança pública do Brasil, eu vou contratar mais 50.000 1000 policiais rodoviários, eles vão Abordar mais 100 caminhões, mais 200 carros. Cara, primeiro tu muda a legislação, né? >> Uhum. >> Antes de você tentar isso
aí, muda a [ __ ] da lei, né? Eh, não tem o que fazer, cara. O o o nós chegamos ao extremo do garantismo eh no judiciário brasileiro, sabe? A polícia não pode mais nada, sabe? É bem verdade que a polícia trabalhou mal ao longo de décadas aqui, muitas denúncias De corrupção da polícia, né? Isso pode ter chamado atenção aí para que juízes ficassem mais atentos às abordagens, mas a quantidade de informação que a gente recebe diariamente aí de decisões do Brasil aí favorecendo traficantes. Você viu aí o o policial do galpão achando maconha, cocaína
no galpão, tonelada e o juiz eh dizendo que o que não tinha autorização judicial para entrar, então a prisão era ilegal. Pô, lá na na academia de polícia você Ensina aos policiais se o crime tá acontecendo, você pode entrar na casa, você pode entrar no galpão, né? Não precisa ter autorização legal, sabe? A gente aprende isso, não só no Brasil, no mundo todo, >> mas no Brasil parece que não vale mais, né? Então assim, a sensação que o policial tem é que o crime evolui no Brasil e que a cada dia tá mais difícil para
trabalhar. Cada dia mais difícil. Perfeito. Assim, Josué, consegue Entender isso aí, José? Consegue ler? >> Bom, >> beleza. >> Não vamos sair mais otimista desse papo. Vamos esperar, vamos esperar o nosso buquell chegar para mudar as coisas. >> Pelo menos entendemos aqui. Mas >> ó, tem uma questão que a gente não pode esquecer aqui, tá? Que do como é um, a gente tá falando de market makers, né? Isso. Eh, o Senador Rodrigo Pacheco, ele ficou sentado durante ele foi presidente do Senado. Eu acho que a ideia dele, a ideia é dele, né, que é aquela
legislação pro pro devedor com mais, né, que era o código brasileiro do do contribuinte, né, código de defesa do contribuinte, né? Eh, as facções utilizam refinarias que são devedoras quantoes aí de impostos, né? Ou seja, se eu não resolvo o problema Também de acabar com essa prática do devedor, quanto mais, eu também não consigo acabar com o comando vermelho, nem com o terceiro comando, porque eh essas refinarias que vendem esses combustíveis também se beneficiam da possibilidade de refinanciar essas dívidas ao longo de décadas e décadas e décadas, né? E elas quase que inviabilizam a concorrência,
né? porque as outras seguem rigorosamente o que o Fisco manda, né? Paga os seus impostos, né? >> Então assim, até para combater o crime organizado no Brasil hoje, eu preciso que uma legislação tributária mais eficiente, né? Eh, e cara, parece que agora depois da operação carbono, parece que um senador foi lá e colocou isso para andar, né? Eh, mas é uma vergonha também você ter refinaria hoje no Brasil utilizada por facção, né? né, assim, eh, existindo uma agência Reguladora no Brasil, uma NP, existindo Receita Federal, né? Isso aí foge a capacidade dos governadores, né? Um
governador não consegue fechar uma refinaria dessa, nem o Tarcísio, nem o Cláudio Castro, né? E às vezes essas refinarias também são bem ajustadas com com a classe política local, né? Às vezes essas refinarias patrocinam o carnaval da cidade, né? eventos esportivos, né? Às vezes essas refinarias possuem deputados no seu no Seu na sua folha de pagamento, né? Isso é isso é é algo que se a gente não conversar francamente sobre isso, a gente tá [ __ ] >> Uhum. >> Não adianta sentar aqui um um hit, um Vittor e falar assim: "Pô, vamos na favela,
vamos montar a operação, vamos comprar helicóptero, vamos comprar fuzil, vamos comprar colete, vamos prender todos eles, né? se tem muito mais para acontecer além disso, né? A Operação policial, apesar de ser importante, necessária, ela não pode ser o a estratégia única de combate a essa facção, tá? Ela é é o final da da da linha ali que é isso aí, né? Mas tem que existir também, viu, Salomão? Tem que existir também, viu? Mas é isso, >> chegamos, chegamos aqui naquela cena final do Tropa de Elite com o Congresso Nacional sendo filmado, né? O sistema é
[ __ ] é o resumo, >> [ __ ] É isso. >> Mas que papo bom. Vamos, vamos pro pingpong. Vamos lá. >> Eu vou incluir uma extra aqui no pingpong. Se você tiver alguma aí, não, eu te pego de surpresa aí que a gente já te deu a a bola cantada que a gente sempre pergunta. Só lembrando, galera, >> a gente vai perguntar agora dos livros. A gente tá no episódio 272, então tem mais de 500 livros ali Recomendados. Se você quiser a lista toda atualizada, manda o e-mail pra gente para
[email protected]. A gente
responde com a lista dos livros recomendados aqui no episódio. >> Calma aí, uma pergunta aqui. Homo sapiens todo mundo, todo mundo indica essa [ __ ] de homo sapiens, né? >> O sapiens do Não, não, mas pode >> não. Por que não? Porque aí eu vou indicar o livro do terrorismo brasileira, pô, porque é muito mais Importante pro nosso papo aqui que a gente teve aqui. >> Então, qual qual? Ah, o livro do >> É, não, porque o o sap todo mundo fala essa [ __ ] Todo mundo já falar. >> Ah, então, [ __
] esses livros aí batidão, [ __ ] >> Mas é que esse livro problema é que tá em falta, né? Vamos encher o saco dele para ele não acreditou no próprio livro. >> É, é terrorismo brasileira, né? >> É, eu vou falar com o Lemos hoje, cara. Falar com o Lemos hoje. Falar com o Lemos hoje aqui. O >> o nome completo do Lemos é >> Eduardo Lemos. >> Carlos Eduardo Lemos. Carlos Eduardo Lemos, né? >> É >> boa. Eh, e é fininho, viu, cara? Cara que não tem paciência de ler livro. >> E é
um é um livro é bem recente, né? O livro foi de julho agora, julho 25. >> É um livro é um livro bem bem bem pro Momento que a gente tá vivendo, sabe? E por que que nossa legislação é tão frágil? Você lembra que a legislação foi feita >> numa velocidade incrível para atender a a Copa do Mundo, então a Olimpíada, não sei bem. Então você tinha que tirar o era a Copa do Mundo, você tinha que tirar os black blocks da da legislação, né? Então aí fizemos uma legislação eh tentando preservar os movimentos sociais.
Aí ficou só a xenofobia e a Questão religiosa, né? >> Então a a tipificar >> uma ação de terror no Brasil hoje é quase impossível para não não existe mais terrorismo eh na forma da lei, né? Então o o esse livro é muito importante pro brasileiro, viu cara? Pro eleitor. Eu falei que era para policial, >> para delegado, para promotor, mas se livrou tudo. >> Não. E a e a entrevista que o Brasil Journal fez com ele tá bem legal. Jogar Lá Carlos Eduardo Lemos Brasil Journal. Vale a pena ler. >> Uhum. >> E a
gente também pede um livro para não ler. Você tem uma recomendação de não leitura? >> [ __ ] agora tu me fodeu, irmão. Porque [ __ ] leitura. A gente fala que é o livro para morrer antes de ler. >> Para morrer antes de ler. >> Isso. Para você não ler. >> [ __ ] cara. Assim é que eu sou seletivo Para ler essas porras, viu? Sou seletivo, viu? Mas, [ __ ] deixa eu, deixa eu ver aqui um, um, um livro, [ __ ] Quero dar uma porradinha na esquerda, achar um livro de esquerda.
Todo livro merda aqui, rapaz. Olha só que coisa de lucro, hein, cara. Um livro para não ler, hein, pô. que todo mundo tem um livro para não ler aqui? Não, >> não, não, não. A maioria das pessoas pulam ou fazem aquela coisa, não, eu não Leio autoajuda e tal. >> É, às vezes faz uma uma categoria, uma categoria de livros. >> Categoria, é, à vezes fala autoajuda, autoajuda, realmente é livro chato para [ __ ] Você tem razão. Auto ajuda. Rapaz, eu li um livro na minha na minha na minha adolescência que eu me arrependo
até hoje. Foi o tempo mais perdido da minha vida. E o dom de voar. Fernão Capelo Gaivota. [ __ ] merda, que vergonha de falar essa [ __ ] Para você, meu irmão. >> Acho que por isso que botou a frase do S estudante. >> Mas isso era, isso era era autoajuda mesmo, meu irmão, para adolescente. Coisa chata da [ __ ] de voar. >> Tu já leu, leu esse livro? Não, >> não faço ideia não. Já vou, já vou evitar. >> Merda, [ __ ] [ __ ] >> agora uma música. E por que
essa música, >> cara? Eu quero eh Tijuana, tropa de Litur de ruê. Eh, >> é essa música eu eu realmente escutava essa música do Bob em 99. antes de proção, né? E apesar dessa música não tem nada a ver com BOP, não ter sido feita por Tropa de Elite, eu acho que o Tijuana, o PG nem sabia que o BOP existia nessa época, mas essa música tinha uma uma batida gostosa, dava gerava, eu gosto muito de de rock brasileiro, né? E 99 a gente já tava numa numa carência de de boas músicas, Né? Eu sou
eu curto mesmo titãs, plebood, eu curto e ira, curto essa [ __ ] toda que é o rock 80, né? Legião Urbana. Mas quando eu escutei eh Tiruana em 99, eu tinha certeza que essa música era é uma música e eh eh impactante e conseguimos colocar essa música no filme do Zé Padilha lá, do do Tropa de Elite, filme meu também, logicamente. E [ __ ] foi um sucesso da [ __ ] Hoje eu hoje eu somo o sucesso da música ao a a qualidade do roteiro, né? E a qualidade Da direção, eu acho que
uma coisa puxou a outra. Eu acho que não existiria filme sem a música. Eu não consood, >> cara, apesar de respeitar o pleby Hood, assim, não, eu não consigo imaginar uma música do PB Hood que teria tanta conexão ao momento ali que, pô, na hora que tá lá o Capitão Nascimento andando ali, aí vai tocando a música do do É uma música muito mais rápida, é o ritmo do filme. Vamos lá, contar como é que Encaixa isso. Eh, eu era tenente do BOP, eu fui numa festa de uma de uma namorada que eu tinha na
UFRJ. Ela estudava jornalismo no UFRJ, eu era atendente do BOPE e ela vai ter uma festinha na faculdade e tal. E e logicamente aquela rotina de BOPE, tava na favela de manhã, pau comendo, tiro, bomba, explosão, morte e tal. Aí de noite eu cheguei na favela, porrada de maconheiro dentro da da na faculdade. Porrada de maconheiro na na festa. >> Na festa. E tava tocando o Shiny Happ do RN, né? Shiny Happy People. Falei: "Porra, >> pô, é a cena do filme de maconheira nessa [ __ ] tocando shiny happ pe people". Mas eu nem
sabia que era que era RN, não sabia. Eu acho que eu confundia aquela vocalista, aliás, é a mesma pessoa do RN com B5, né? Aí eu confundia e aí eu falei pro Zé Patilho, falei: "Zé, eu lembro de uma parada muito doida, de uma festa que eu fui. Eu Achava aquele pessoal super babaca, super ingênuo do que tava acontecendo, né? Inocente. E tava tocando shiny people. P Z Padilha, shiny Happy People. Vai pro filme, hein? Encaixamos Shiny Rap People. Encaixamos titães para quem precisa de polícia, né? >> É polícia do Titã. >> E encaixamos o
aquele o rap das armas, né? Que >> verdade das armas. >> É. Eh, e no final encaixamos uma música Também do Sangue da Cidade, que é muito boa. É, é uma música, é um sangue da cidade, é uma, é uma banda da década de 70, eh, no brasileira, eh, dá mais um, dá mais um, lembrar o que é bonito. Tá lá no filme que tu não lembra, viu? O normal do filme é você não lembrar das músicas, viu? >> Uhum. >> E no final, Tropa de Elite teve 12 músicas. Tropa de Elite, eh, eh, eh,
dois, né? Teve um, teve 12 músicas, foi Até lançado um CD na época. Eh, mas aí, mas a música que f que fica na minha cabeça vai ser realmente essa Tiruana. >> Eu queria, eu eu vou procurar se existe esse gráfico, porque tem aqueles gráficos meio inúteis assim, mas >> Tropa de Elite do Tiruana é de 2000, >> o filme é de 2007. >> Eu queria ver o gráfico de quantas vezes por ano foi essa 2000. Eu falei 99, cara. É 2000. >> É, eu no o Google falou 2000, mas deve ser 9. Bom, mas
foi bem antes do filme. Então assim, dá com certeza ela tocou. >> Pode ser porque meu último ano no BOP é 2002. Pode ser sim. Pode ser 2000 sim. Pode ser 2000. Meu último ano no BOP é 2002 assim. É. E é gostava muito de ouvir essa música. [ __ ] que bacana. >> Agora, um convidado que você gostaria de ver sentado no seu lugar contando a história dele pra gente. >> [ __ ] tu tu tá ouvindo gente da da Segurança pública aqui com frequência, cara? >> Não, você é o primeiro. >> É. Mas
>> teu público curte essa [ __ ] >> Quem? >> Teu público curte isso. >> Vou saber quando for ao arr, se gostarem como eu gostei. >> Mas com certeza pra eleição do ano que vem esse tema aí tá em alta para caramba. É, a gente tá recebendo. >> Vocês vão ouvir aqui os os candidatos a governador do estado. >> Tem temos ouvido. Já vieram alguns candidatos a governador, já governadores que vão ser candidatos à presidência. >> É, >> já veio o Zema, o Ratinho, o >> o Eduardo Leite Leite mesmo. >> Só gente boa
aí, só gente [ __ ] aí. Parabéns aí. >> Eu eu eu vou pensar aqui numa [ __ ] no [ __ ] falar de política aqui meu irmão, Mas [ __ ] Eh, o o maior desafio da segurança pública do Brasil hoje tá aqui em São Paulo. É PCC. >> Uhum. muito antes da operação carbono, mas muito antes mesmo, talvez dois anos antes, eu escutei do do Derrite lá no Vilela, que a infiltração do PCC em refinaria de petróleo e a a disposição do PCC de comprar canaviais Aqui, né? Então eu acho que uma
sem dizer que essa operação carbono é do estado da União, acho uma discussão tão mesquinha, tão boba, sabe? Eh, mas existe um protagonismo no enfrentamento ao PCC do Brasil hoje que é do Derhit. Eu pediria para tu ouvir o Derit aqui, viu, irmão? >> Boa. Acho que ele já foi até alguém não, acho que alguém já comigo. Tá tentando aí, se você puder reforçar aí. >> É, pô, manda para ele já. >> Eu eu sabe, cara. E e cara, não posso falar dois, né, meu irmão, porque >> não pode, ué, >> porque >> pode falar
4 horas aqui. Você pode falar. >> Tu teria que ouvir também o o Lewandowski aqui, viu, cara? com toda >> ministro. >> É, cara, porque >> mas será que ele vai querer vir? Ah, a gente obriga mesmo. F tem prestar porque o seguinte, cara, eh, a solução paraa segurança pública no Brasil, ela não vai sair nem da direita, nem da esquerda, ela vai sair de uma decisão de centro, >> com equilíbrio, eh, ou então você conseguindo convencer as pessoas de que aquela estratégia é verdadeira, é eficiente, né? Eh, Quando eu vejo uma uma bancada da
bala em Brasília com com algumas ideias eh que eu tenho certeza que não são exequíveis, aplicáveis, eh urgentes, eh que é o pessoal da direita, né? Os caras propondo uma alguma coisa que não nesse momento não faz sentido, que não é não é urgente. Eu comparo com o pessoal da esquerda promovendo ideias também absurdas, né? >> Uhum. Eu não consigo achar alguém Pensando num centro assim, eh, buscando entendimento, cara. Eh, eu, eu, eu, e eu eu acho que você ouviu o Lewandowski aqui depois do Derit para saber se o Brasil tem uma direção, né? O
Brasil tem uma direção, cara. Assim, eu não consegui, não consigo acreditar na estratégia do desencarceramento, né? Eh, o existe um livro pra gente indicar pro teu público aí, o nome do livro é Punir os pobres, do Jean Luke Van. É um Pensador sobre a cadeia moderna. Ele logicamente é de esquerda, né, porque ele é sociólogo, mas o livro dele, ele fala que os Estados Unidos aumentou a população penal, aumentou, passou de 2 milhões de presos, né? E os Estados Unidos da década de 90, da década de 90 era muito mais seguro que o da década
de 50, né? Então, gostando ou não, achando legal ou não, a estratégia americana de prender mais funcionou, o País ficou mais seguro, sabe? a violência reduziu. Então, nesse momento no Brasil, cara, eu não eu não eu não tenho como acreditar que a estratégia de você soltar bandidos faccionados do Comando Vermelho, do PCC, do Terceiro Comando, do BDM, da Nova Alqaida, nas capitais do Nordeste, né, eu não tenho como como acreditar na possibilidade isso dar certo. As pessoas no Nordeste brasileiro, nas capitais, no Interior, são reféns desses bandidos. E se esses caras não ficarem presos durante
muito tempo, muito tempo, muito tempo, a gente vai perder o Nordeste. Daqui a pouco a gente vai perder o Brasil. Então, quando eu escuto uma pessoa, uma boa alma, né, uma, olha, o tem que pensar que o Brasil fracassou na educação, eu tenho certeza que fracassou. Eu tenho certeza. Ah, o Brasil fracassou na distribuição de Renda. Eu tenho certeza que nós fracassamos também na distribuição de renda, né? Ah, mas o Brasil tem muito desempregado. Eu tenho certeza que você tem razão, mas o sangue tá tá correndo. Eu tenho que estancar essa hemorragia. >> E então
é é emergencial >> Uhum. >> Eh, que essas pessoas sejam presas. E não tô dizendo para você que tem que matar, não, que bandido bom, bandido Morto, que babaqui se falar essa [ __ ] mas eu preciso dizer também que os estados que estão matando mais no Brasil estão tendo redução da violência. Todos esses números devem ser colocados paraa sociedade. A sociedade tem que entender o que tá, ó, isso aqui tá acontecendo. Olha, isso aqui tá acontecendo. Ah, existe uma uma covardia das da imprensa brasileira com Tarcis e com Derrit. Covardia. Você vai pegar o
Wall, você vai pegar Globo News, você vai pegar o Estado de São Paulo, talvez a Folha, você vai ver 50.000 1 matérias falando sobre a letalidade da Polícia Militar de São Paulo. A Polícia Militar de São Paulo mata muito, mata muito, mata muito, mata. Né? Quando você vai olhar o número tabulado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Polícia Militar da Bahia mata muito mais, mas muito mais mesmo, mas muito mais que o dobro, muito mais que o triplo, né? Mas Paraa imprensa brasileira, o problema da violência policial é a polícia do Tarcísio, é a
polícia do Derrite, né? que com certeza tem os seus problemas. >> Uhum. >> Que com certeza eh a câmera é uma solução, né? Com certeza. Eh, você colocar não serve para tudo. Você viu agora o policial do BOP usando câmera e furtando dentro da casa do bandido, né? Chegou a ver essa imagem, né? >> Policial tava com câmera e ainda assim ele tava furtando os objetos do bandido, tá? Aquilo não era casa de morador, não. Casa de bandido, tá? Ainda assim, mesmo sendo casa de bandido, policial tava com a câmera e não pode furtar. Não
pode furtar porque é crime e ainda assim ele tava com câmera, mas ainda assim ele furtou. Então para quem acha que a câmera vai resolver o problema do Brasil, não vai resolver também, né? Eh, é muito mais que isso. Mas assim, você ouviu um Lewandowski depois aqui e tentar entender qual é o caminho eh num ambiente de narcoterrorismo, num ambiente de domínio territorial, num ambiente de de facções dominando as cadeias, no ambiente de bandidos sendo presos 86 vezes, né, no ambiente de do brasileiro perdendo a fé com a justiça. Lewandowski, o desencarceramento é a solução,
né? E tem certeza que nesse momento Brasil A gente liberar 12 bandidos na saidinha de Natal que vão morrer em confronto com a Polícia Militar da Bahia, do carnaval, né? Será que isso é o mais inteligente a ser feito, né? Será que liberar bandido faccionado paraa saidinha? Porque quando o cara chega na cadeia, ele diz que é faccionado, ele tem uma obrigação com a facção. Quando ele vai de de de rua, né, quando ele tá em liberdade, ele tem que voltar pra quebrada, pro beco, tem que pegar o fuzil, tem que pagar a dívida, Né?
Se ele for líder, ele tem que fazer a gestão da da facção, né? Tem certeza que liberar um bandido faccionado é algo inteligente? nós vamos conseguir reduzir a violência do Brasil, eh, liberando essas pessoas com tamanha celeridade, né? Eh, então acho que são boas perguntas, cara, assim, sem sem e e eu vou te falar o caminho, eu eu não trato ninguém de de forma deselegante, não. Eu converso, você o cara do carete aqui, gente, a Gente a gente teve um episódio recente com o José Dirceu, assim, embora a gente seja um canal do mercado financeiro
que fale >> muito mais com pessoas de direita ou ligadas ao mercado. Sim. Eh, foi uma conversa super cordial. Deixei bem claro no começo do papo que boa parte do que ele pensa representa uma divergência, o que eu acredito, mas >> também não tiro o mérito do plano de poder que eles conseguiram implementar, Já que o PT tá em 18 dos últimos 24 anos governando o Brasil. Lógico, né? Então foi uma conversa cordial, >> mas cada um sabendo onde tá a sua posição. >> Assim como eu te falei aqui, innegável a melhoria até o IDH
da Bahia. O IDH da Bahia em 2006 era 663, né? IDH são quatro indicadores, né? Eh, são três indicadores, é saúde, educação e renda, não é isso? >> Eh, a saúde pela longevidade, a renda é É pelo é é pelo PIB per capito, né? E e a e a e a e a educação é acesso a à escola, aquilo tudo. O IDH da Bahia é Penud que faz a medição, né? O IDH da Bahia em 2006 era 663. Aí chegou no final do governo Rui Costa a 778. Saiu de de médio para alto, né? >>
Uhum. >> Então com o IDH da Bahia lá em cima, a violência da Bahia estava aumentando. Então isso é um bom debate. É um bom Debate. >> Uhum. É um bom debate. Eh, é lembrando que o sangue tem que tem que segurar o sangue, senão o cara vai morrer, né? >> Mas bom que você já indicou dois bons nomes e o Lewandowski você já deu até a pauta, né? A gente nem precisa montar as perguntas. >> Eh, tá a pergunta, última pergunta padrão, depois eu faço a improvisada. Qual a maior gentileza que já te fizeram
Na vida? >> Ah, eu falei para você há pouco aqui que eu tenho que pensar no que aconteceu na minha vida a partir daí, né? Eh, eu eu era do BOP, eu era tenente, eu recebi o o João Sales, documentarista >> Uhum. >> que fez notícia de uma guerra particular no BOP para fazer um uma imagem de um documentário que ele tava produzindo sobre sobre duas irmãs do Rio de Janeiro que iam que iam ganhar uma bolsa de Estudo para dançar balé na Alemanha, para fazer um curso de balé na Alemanha. E eu recebi o
João Sales lá no BOP, nem sabia quem era João Sales, tá um poucoalunde, né? Kátia Lunde, ela é codiretora do daquele filme do Meireles, do Cidade do de Deus, né? Aí eu recebi e eles pediram para participar do documentário, né? Ô Pimentel, eh, quer dar uma entrevista pro documentário? Não, eu nem sabia sobre o que que era o Documentário. Era sobre as meninas que iam estudar balé na Alemanha. Mas na ilha de edição, o documentário mudou de tema e passou a ser um documentário sobre a violência no Rio de Janeiro. Notícias de uma guerra particular.
E essa gentileza do João Sales eh eh me gerou uma porrada de de complicações na Polícia Militar. Eu fui preso porque eu participei do documentário, né? não podia participar sem autorização, aquelas [ __ ] toda. >> Eh, mas a partir daí eu engrenei para um caminho de contar história, de falar, de de usar a cultura, de usar o documentário, de usar o filme, né? E e depois o João Sales me apresentou o Zé Padilha. Foi o João Sales que me apresentou o Zé Padilha. Então, a maior gentileza da minha vida foi ter participado daquele documentário.
A participação daquele documentário mudou toda a minha trajetória, né? aqueles segundos ali que eu participei e é um, Pô, se você puder assistir essa [ __ ] assistiu já, ô Salomão? Assistiu, José? >> Não, não, você falou aqui, eu vou ter que tá no YouTube, é notícias de uma guerra particular. Eu era novinho, eu tinha 25 anos de idade e e o João Sales perguntava para mim assim, eh, como é que é tua rotina no BOP e tal, né? Mas eu contei uma coisa pro João Sales, o ô Salomão, que você vai entender aqui em
2025. Eh, meu pai é general, né, do exército brasileiro. Ele tá aposentado, ele tem 85 anos. E eu tinha uma rotina lá no BOP de voltar para casa às vezes e tentar contar pro meu pai como é que foi a operação, né? E teve uma operação do BOPE que foi que foi bem legal, né? Nós conseguimos prender cinco, seis bandidos com fuzis, né? Bem perto da casa do meu pai. Meu pai em Copacabana. Eu falei: "Pai, entramos na favela, trocamos tiro, matamos um Bandido, pegamos seis fuzis, prendemos cinco, seis". Aí meu pai ficou ouvindo a
história e falou: "Filho, eu não me interessa por essa história não. Essa história para mim é uma guerra particular de vocês com os bandidos, né? Eu me interesso em andar na rua e não ser assaltado, pô. Tudo que você tá me contando aí não muda em nada a minha vida, né?" Aí eu fui pro batalhão pensando nessa [ __ ] e contei para meus amigos. Eu Falei: "Gente, tudo que nós estamos fazendo aqui não muda em nada a vida do meu pai, do teu pai, da tua mãe, da tua irmã, né? Essa guerra é particular.
A a a ação policial de uma favela matando seis bandidos, sete bandido, aprendendo cinco, seis fuzis, não vai gerar nenhum resultado prático pra pessoa que vai sair de noite na rua e não quer ser assaltada, né? Ah, essa é a verdade, né? A operação Policial, ela só se justifica numa favela se a gente ocupar aquele terreno para sempre. Depois realiza a operação e ocupa o terreno. >> Uhum. Voltar lá 200 vezes é realmente uma é uma é uma é uma inutilidade. É dinheiro jogado fora, é o terror na vida do morador, né? Eh, [ __
] Pimentel, você tá falando dessa [ __ ] aí, mas você foi contra a DPF 635? Sim, foi contra a DPF 635, né? A DPF635 foi um pedido do PSB, Do Partido Socialista Brasileiro, a o STF para não proibir, mas para normatizar as operações policiais do Rio de Janeiro depois da pandemia, ao longo da pandemia. E a decisão do ministro Faquim foi imobilizar a Polícia Militar e a Polícia Civil durante anos, né? Eu vou deixar muito claro aqui que não foi proibida as operações policiais, mas elas tinham que seguir um roteiro, Um planejamento tão minucioso
que inviabilizava as operações, tá? O comandante do batalhão tinha que comunicar o Ministério Público, tinha que comunicar a rede escolar de ensino, tinha que comunicar não sei quem, né? Resultado, a operação vazava, né? >> Uhum. >> E não era realizada. Sem contar que a operação tinha que ter um caráter eh espetacular, não podia ser ordinário, sabe? Tinha que ser uma ação assim, Olha, tem que ter operação, não tem jeito, né? Então, comandante do batalhão tinha que fundamentar, olha, tem nove lideranças dentro da da cade da da da favela que estão com que estão preparando a
invasão para facção rival, sabe? Uma coisa assim, né? Na verdade, isso é uma ação do STF contra um governador estadual. Esse governador foi eleito com voto direto da população e o governador ele conduz a política de segurança pública. Ele tem Legitimidade para isso. O STF se envolver nisso, eu acho um absurdo. Daqui a pouco o STF vai querer dizer como é que a polícia da Bahia tem que trabalhar, como é que a polícia de Manaus, a polícia de Brasília, sabe? Então eu acho isso uma ameaça, eu acho isso uma loucura. É uma arguição de preceito,
de descumprimento de preceito fundamental, né? que a o PSB entendia que os moradores eram eram estilizados pela polícia. E eu fui em podcasts Atacando essa DPF635, criticando o autor dessa dessa dessa norma, né? E hoje a gente entende que muito da expansão do comando vermelho das milícias do terceiro comando ocorreu em função justamente dessa DPF. A polícia não podia entrar, correto? E as barricadas avançavam, né? E aí tinha outras coisas mais. O helicóptero não podia ser não podia ser utilizado, né? E e trazia algumas algumas loucuras. Imagina você é Comandante de um batalhão e é
muito normal isso acontecer. Um morador chega na tua no teu batalhão de manhã e fala assim, ó: "Roubaram minha moto e minha moto tá no beco tal, na rua tal, na favela tal. Tem um localizador e o comandante do batalhão falava: "Olha, cara, não posso recuperar sua moto, né?" Eh, tá em vigor uma DPF do da Suprema Corte que proíbe operações policiais que não tm um caráter emergencial, né? Então, a sua moto não vai ser Recuperada, né? Essas loucuras brasileiras são perigosas demais pra democracia, né? para pro pacto federativo, para pros governadores estaduais, pra sociedade.
Então, eu me posicionei contra a DPF 635 desde o início. E eu tô aqui falando para você que operação policial, se ela acontecer sem ocupação do território, ela é inútil. Ah, pode parecer um contrassenso, mas não é não. Eh, eu realizo a operação Policial na segunda-feira, eu ocupo aquele território, eu faço as investigações, eu cumpro os mandados de prisão que eu tenho que cumprir, né? Depois eu coloco uma unidade da polícia ali por tempo indeterminado, eh, por 6 meses, 2 anos, né? Aí eu vou obter a pacificação daquele local. Mas para obter a pacificação, repito,
temos que prender as lideranças e retirar os fuzis, né? Se a gente fizer isso de forma lenta e gradual, avançando favela Por favela, eh, talvez em 10 anos a gente pode ter um Rio de Janeiro mais seguro, né? Eh, eu tenho certeza que isso pode ser uma solução acompanhado de várias outras situações, né? Legislação, né? >> Uhum. >> Então, assim, eh, se puder assistir essa essa essa esse documentário aí que eu te falei aí, >> lógico, vou assistir. >> Eh, eh, notícia de uma guerra Particular. Já tá anotado aqui. >> Pô, eu tenho uma pergunta
extra aqui. >> Sim. Fala. >> Qual a sua frase favorita dos Tropas de Elite? Eu eu posso falar a minha antes, >> que assim, é que não é nem é >> que ela é tão inusitada que eu fico pensando, meu, não é possível que essa frase era usada na vida real. Eu até queria saber como é que foi criada. >> Cada cachorro que lamba sua [ __ ] >> Cada cachorro. Essa é [ __ ] né? Cada Cachorro. Cada cachorro. >> Quando eu vi a primeira vez, cada cachorro que lava sua caceta, falei: "Meu Deus,
isso não um choque assim na minha cabeça, aquela, quem quer rizer. Eu gosto para cacete." >> E aí vem o sacana do do ator. Todos são meus amigos, eu gosto de todos eles, né? Ah, o Zé Padilha dava uma liberdade pra gente improvisar, né, cara? Pode pegar o roteiro lá e ler. Tá tudo lá, meu irmão. Cada um que lamba sua caceta. Quem quer Ir tem que fazer. Não, porque eh o o Zé Padilha ele chama no na na sala de roteiro, né? Ele chama 10 policiais do BOP, 15 policiais do BOP, né? Eu chamo
nove, o Zé Padilha chama cinco, né? O Zé Padilha tem vários policiais do BOP que ele gosta muito, que ele confia. E cada policial chegava lá e nunca serão, né? Ah, bota nunca serão, né? Nós bota aí eh pede para sair. >> Missão dada, é missão cumprida, sabe? Aí vai colocando essas frases, né? E no Final, cara, tudo funcionou. O hoje hoje o o Zé Júnior tá produzindo filmes do Rio de Janeiro. Ele produziu o Arcanjo Renegado, produziu a divisão, né? Conhece o Zé Júnior? Conhece ele pessoalmente? Não. >> É do Afrog. É um cara
o os os filmes que estão fazendo sucesso na Globo hoje, na Globo Play, são do Zé Júnior, né? Arcanjo, a divisão. Acho que o jogo que mudou a história também acho que já tá pronto. Eh, o Zé Júnior, não que ele Tenha copiado a gente, não, mas ele tá se cercando de policiais nas produções, né? Então, os filmes do Zé Júnior hoje estão com uma com uma é verossímil, né? Você vê, você parece que é um policial falando e o Zé Júnior tá usando o policial como ator também. Vários policiais, tudo que tudo que a
gente fez no Tropa de Elite, né? Mas ele tá fazendo isso agora em larga escala, né? E ele também tem ex-bandidos também. O cara que foi bandido, puxou uma cana, Tá trabalhando para ele. Conhece ele pessoalmente, né? Nunca viu ele não no Zé? Não, né? Não, já vi. É, já vi, mas não conheço. >> Eh, aliás, pode trazer ele aqui um dia também, viu? porque você vai ter um papo divertido com ele sobre cinema e sobre empreendedorismo e sobre juntar policiais e exbandidos no set de filmagem, porque é uma coisa muito e e ele filma
em favela, viu, irmão. Ele filma no amarel, ele filma no Alemão, ele filma a [ __ ] toda. Eh, filmar no Rio de Janeiro é é muito difícil, né? Porque as facções podem brigar, pode ter operação policial e tem que cancelar as filmagens no meio da no meio do set, né? Tem que cancelar essa [ __ ] né? Mas é isso. >> É outra, fui buscando aqui outras frases, né? Tem o sistema é [ __ ] né? Que já tinha assim, >> mas tem a tem a antes do quem quer rir Tem que fazer rir,
né? Eu eu quero te ajudar, aliás, eu vou te ajudar, mas você me ajudar. Para eu te ajudar, você tem que me ajudar. Te ajudar. >> Ajudar. >> Eh, bom. E tem tem você tem alguma favorita aí da que a gente não viu esse filme não, pô. Ele tinha 12 anos quando o filme lançou, pô. O pai dele proibiu ainda porque tinha palavrão. Tem isso também com certeza. Aí tem o tem o bota na conta do papa. Josué viu o pirata. Viu pirata [ __ ] >> Aquela clássica, a clássica do pra tu falou agora,
tirou minha atenção aqui. Não, mas eu ador quer quer [ __ ] me beij essa daí. >> Quer me [ __ ] me beij essa daí? Não, aquela também do daquela cena lá. Vou aqui marimbondo. Pô, essa vou aqui marimbondo é muito boa. >> Vou aqui marimbondo. >> E aí eu tinha eu tinha um policial num batalhão que eu servi que o apelido dele Era marimbondo, né? E eu adorava esse esse apelido para monond. E e aquilo também é verdade. A polícia do Rio de Janeiro tava tão [ __ ] de dinheiro que a polícia
contratou caminhões privados de reboque. Acontece que quanto mais você rebocava, eh, mais o caminhão recebia do do dinheiro do reboque que o que o o a vítima do reboque tinha que pagar na prefeitura, né? >> Então, se virou uma empresa. Então, vários policiais compraram seus próprios Rebox. Isso montou uma rede de corrupção, sabe? A polícia chegava num bairro, tinha que rebocar cinco carros, rebocava 50 carros, 60 carros, né? Virou uma uma empresa, isso de reboque. A Polícia Militar do Rio de Janeiro virou uma empresa de reboque mesmo, sabe? E a gente colocou essa [ __
] no filme. O filme tem essa essa capacidade de de mostrar esses problemas. Os deputados estaduais do Rio de Janeiro indicavam Comandante de batalhões, sabe? Eh, o governador eh recebia um pedido de um deputado para promover um um majó coronel. o cara não tinha menor capacidade de de ser promovido. A intervenção política era um caos, né? E por por incrível que pareça, isso no governo do Cabral acabou. O governo Cabral pode ter muitas denúncias de corrupção. >> Uhum. >> Mas no governo dele, porque o secretário De segurança pública não admitia isso. Era o eh José
Mariano Beltrem, né? Era um gaúcho, delegado federal, que mais ou menos conseguiu proteger a Polícia Militar e a Polícia Civil da politização, sabe? E mas pode tá acontecendo hoje em vários estados do Brasil, irmão. Pô, que bom ter vindo aí, viu, cara? Marl 3 horas e meio de papo. A gente >> vamos sacanear tudo. Vamos, vou tomar um desse hoje para dormir. >> Não, não tem como. Esse aí, >> esse aqui vai ter que tomar o desse daqui. Oli aí. Mas bom, valeu demais. Foi um Josu papo incrível. >> Josu, obrigado você, irmão. Josué. Josué
e Salomão. O nome é verdadeiro mesmo? Salomão ou tá sacanagem? >> Não, meu nome é Thaago. É que Salomão sobrenome fica mais fácil, né? Igual Pimentel, né? Todo mundo chama de pimentel, todo mundo chama de salamão, é mais fácilão, [ __ ] Então tá, cara, >> mas bom, obrigado por ter vindo, valeu pela aula. >> Obrigado pelo convite. >> Saiu menos otimista, só que mais consciente dos problemas que a gente tem. >> Não, mas aí pior seria se pior fosse, né, irmão? A gente Esse aqui é o papo um, viu? Esse aqui é o papo
um. Durou 3 horas me vai ter o papo dois também. >> Dois. Vai ser mais 3 horas me dizendo Aqui de nós uma uma solu e eu não falei a porrada de assunto aqui >> não tem coisa que eu também não perguntei. >> Não, temamos uma porrada de assunto aí. ter, vai ter que ter um papo dois, mas valeu demais. Espero que você tenha gostado. >> Vale, cara. Adorei, viu, irmão. Adorei. >> Pessoal que vio até o final, joinha no vídeo, se inscreve no canal que o market está crescendo e quer crescer ainda Mais. Toda
terça, quinta e às vezes aos domingos eu tô aqui às 18 horas ou com Josué ou com Mateus ou então sozinho. E também acompanhe todos os nossos programas, tá lá na nossa cartela ali do YouTube, nas plataformas de podcast, tem podcast de montão para vocês. Até a próxima aí. Tchau.