E aí oi oi eu sou a Marcela Gianini e vou falar um pouquinho com vocês sobre diabetes mellitus Essa é a sequência da aulinha que vocês vão até agora primeiro a gente vai falar da importância de falar sobre esse tema O que é exatamente diabetes como que a gente diagnóstica Quais são as complicações O que que a gente precisa saber sobre a doença e como tratá-la a primeira a gente tem que saber qual que é importância da gente falar sobre esse tema Primeiro de tudo porque a prevalência dela é muito alta ou seja existem muitas
pessoas que têm ou vão desenvolver a doença ao longo da vida é essa foto aqui mostra um estudo de 2018 que mostra a prevalência de diabetes no Brasil que em média é como cês podem ver em baixo direita 7,6 porcento o que que significa significa que na toma de vocês que tem mais ou menos 100 pessoas 78 pessoas vão desenvolver diabetes isso é um número muito elevado e no mundo inteiro O que é alta segundo lugar porque ela é uma das principais causas de mortalidade no Brasil nessa tabela a gente vê as 10 principais causas
em 2017 e a gente pode ver que é diabetes está ali no meio como uma das causas Mais também ela é importante porque as duas primeiras aliou a doença isquêmica do coração e a doença cerebrovascular elas fazem parte de um grupo que a gente chama doenças cardiovasculares que são as principais causas de mortalidade disparado no Brasil em e a diabetes é um dos principais fatores de risco para estas doenças então não só como uma causa direta de mortalidade como também fator de risco para as duas principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo também
um terceiro lugar porque ela é uma doença que pode ser silenciosa assim como hipertensão e é o nosso papel como médico principalmente na atenção primária tá tendo esse risco e fazer a investigação correta o e naqueles que já tem a doença tratar corretamente para evitar as complicações e como que a gente pode fazer isso primeiro passo entendendo o que que é diabetes entendendo como que ela surge fica mais fácil de entender os problemas que ela causa e mais fácil ainda te entender os seus tratamentos é tão primeira coisa que a gente tem que entender metabolismo
intermediário o que que é isso que o metabolismo das macromoléculas das proteínas gorduras e carboidratos ele é formado por hormônios catabolizantes o que pegam as grandes moléculas e quebram e Geral de energia e os hormônios anabolizantes que são aqueles que gastam energia para produzir moléculas de grande o grande Maestro dessa orquestra hormonal é insulina é um hormônio produzido nas células Beta das ilhotas de langerhans do pâncreas o pâncreas é um órgão misto ele tem uma função exócrina que é a parte dele que produz o suco pancreático e a função endócrina que são as ilhotas de
langherans que tem esse células alfa e beta principalmente que produzem insulina e glucagon então como isso funciona esse controle entre a insulina eo glucagon e logo após as refeições o nosso sangue está cheio de glicose recém absorvida do intestino a função da insulina captasse a glicose que se encontra disponível na corrente sanguínea e jogar para dentro das células Como por exemplo o fígado que absorvem a glicose e armazenado na forma de glicogênio e tocando essa energia por um momento de necessidade ou então para uma fibra muscular que vai pegar essa energia e vai avisar para
contrair e por outro lado quando a gente está em jejum e o nosso intestino não tem alimento para ser absorvido a insulina é inibida e o glucagon que estimulado algum lugar onde é o principal hormônio catabolizante ele autoriza o uso do estoque energético do corpo para manter as funções vitais até você decidir fazer uma próxima refeição ele que é produzido pelas células Alfa das ilhotas pancreáticas tá tudo bem até agora diz que o painel normal né mas então o que acontece no indivíduo diabético bom essas pessoas à insulina simplesmente não é produzida ou então é
produzida mas em menor quantidade do que necessário ou ela até pode ser produzida e na quantidade ideal mas ela não consegue ser absorvida nos órgãos que deveriam captá-la como fígado ou os músculos e todas as possibilidades que eu falei agora de problemas que levam a diabetes são os variados tipos de diabetes que existem aqui a gente vai falar da diabetes tipo 1 e tipo 2 que são as principais e os mais e a diabetes tipo 1 ela resultado da destruição das células Beta do pâncreas na maioria das vezes ela corre por um ataque auto-imune e
ela corre por uma condição genética Então como a maioria das doenças genéticas a a população-alvo acometida é população mais jovem são crianças e só adolescente E como eles não conseguem produzir nenhuma molécula que seja de insulina Você já consegue pensar como que a gente trata este paciente mas para ver se a gente vai descobrir já diabetes tipo 2 que é responsável por mais de noventa porcento de todos os tipos de diabetes a insulina até produzida O problema é que os órgãos que deveriam captá-la encontram resistência e com isso o paciente fica no estado hiperglicemico que
longo prazo pode acabar também levando à destruição das células Beta levando não só a resistência periférica como uma incapacidade de produção agora o que queremos órgãos a terem essa resistência à insulina uma são vários os fatores né dentre eles também a predisposição genética mas principalmente obesidade sedentarismo pressão alta colesterol elevado perceba que a maioria desses fatores que eu falei são fatores de risco modificáveis Isso vai ser importante lá na Oi gente entender algumas coisas bom então sabendo da importância da doença de como que ela surge a gente chega num dos pontos mais importantes como é
que o diagnóstico essa doença e existem alguns sinais e sintomas que podem sugerir a presença da hiperglicemia como a gente pode ver que nessas fotos é a famosa acantose nigricans que esse escurecimento da pele principalmente em dobras na nuca e na axila ele é um sinal bem plástico mais como eu falei o diagnóstico não é Clínico diagnóstico é Laboratorial então a gente precisa de dados de exame complementar e aqui a gente tem quatro possíveis critérios para fechar o diagnóstico sendo que a gente precisa de dois alterados para poder confirmar Oi e aí intensa de quatro
opções que são a glicemia em jejum a glicose duas horas após a sobrecarga que a gente chama de Téo TG a Glicemia ao acaso e é hemoglobina glicada se essas quatro colonos aqui para a gente fechar o diagnóstico a gente precisa de uma combinação de duas delas a Glicemia de jejum tem que ser maior ou igual a 126 miligramas por decilitro o TG após duas horas da sobrecarga como a Glicemia maior igual 200 uma glicemia o acaso maior ou igual a 200 como sintomas clássicos de hiperglicemia que hoje eu vou falar ou mesmo bobina gritar
da maior ou igual a 6 meio por cento juntando dois desses a gente confirma o diagnóstico e eles podem ser feitos na mesma amostra de sangue a única exceção é isso é glicemia ao acaso Se você pega um paciente que não está em jejum por isso ela caso e ele tá com a glicose acima de 200 e tem os sinais clínicos clássicos de hiperglicemia ou seja a ver polidipsia polifagia perda de peso nictúria você não precisa confirmar esse exame basta uma única ele cm acima de 200 com sintomas que você fez diagnóstico mas Vocês entenderam
isso que eu falei sobre 2 exames diferentes podemos ser na mesma amostra eu vou dar um exemplo aqui para vocês se a gente tem dois exames mas que um deles vem abaixo do valor de corte em um outro que vem acima do valor de corte para diabetes e isso é sempre tem um tem diabetes vamos pegar por exemplo você pediu o exame de sangue para sua mãe pediu uma glicemia em jejum hemoglobina glicada Glicemia de jejum veio 98 tá ali então dentro da Norma glicemia certo tá normal mas hemoglobina glicada vivo sete porcento o que
já é considerado diabetes mas e qual que os amigos acreditar que que eu faço que que você faz você pede um novo exame de sangue e repete hemoglobina glicada que foi quem veio errado e acima de 6 meio por cento de novo tá aí parabéns você fez o seu primeiro diagnóstico de diabetes Oi vó é uma vez falando de diabetes que é uma doença crônica a gente tem que falar sempre sobre prevenção prevenção primária eles são secundárias na atenção primária à prevenção primária é uma das mais importantes o que que é prevenção primária evitar o
surgimento da doença a máquina faz isso obviamente a gente controlar os fatores de risco que estão ao nosso alcance aqueles fatores de risco modificáveis que eu falei com vocês alguns slides é mais mais pra traz é mais uma vez que o paciente já tem a doença e que você já diagnosticou de preferência precocemente a gente tem que evitar o surgimento das complicações controlar a glicemia e rastrear de lesões de órgão alvo o que que seriam as divisões de órgão algo são justamente as complicações que um estado hiperglicemico crônico pode criar e quais são esses órgãos
alvos são todos esses que estão aqui nesse diagrama que eu tô mostrando para vocês e aumenta o risco de doença cerebrovascular de doença coronariana a nefropatia diabética e como é que a gente rastreia nefropatias diabéticas a gente idosa a microalbuminuria no exame de urina anualmente doença arterial periférica que vai contribuir para o pé diabético que também é uma complicação importante a neuropatia periférica que a gente rastreia Como assim exame Clínico um teste de monofilamento para gente rastrear perda e sensitivas precoces causadas pela diabetes e a retinopatia diabética que anualmente a gente tem que mandar esse
espacinho de proftalmo para fazer exame de fundo de olho tá bom e agora que a gente já sabe de tudo que a gente precisa a gente precisa tratar-se de pessoas as doenças crônicas sempre exigem intervenções multidisciplinares e o tratamento não farmacológico é senão mais importante tão importante quanto o tratamento farmacológico da perda de peso é importante fator para reduzir a resistência periférica a insulina assim como a prática rotineira de atividades físicas Além disso controle da dieta também é fundamental para a gente tentar estabilizar os Picos glicêmicos que podem acontecer ao longo do dia e associada
toda essa abordagem multidisciplinar a gente tem hoje um verdadeiro arsenal de drogas para combater diabetes naqueles pacientes que têm diabetes do tipo 1 a nossa única alternativa é insulina que lembra eles são completamente deficitárias eles não produzem nenhuma insulina e sem nenhuma insulina ninguém sobrevive então neles a gente repõe não Selena e já nos pacientes que têm diabetes tipo 2 e que ainda tem alguma produção de insulina a gente consegue controlar só com os antidiabéticos orais que antigamente a gente chamava de hipoglicemiantes orais mas hoje em dia esse nome já não se usa mais porque
a maioria dos antidiabéticos não causam hipoglicemia de fato então termo mais correto mas atual é antidiabético que eles podem diminuir a resistência periférica a insulina eles podem melhorar a absorção intestinal então existem vários fatores vários mecanismos de ação de ação diferente para a gente melhorar a qualidade de vida desse paciente e aí com o acompanhamento de perto desses indivíduos um acompanhamento completo no acompanhamento integral e humanizado a gente vai ter uma comunidade cada vez mais saudável e cada vez mais feliz muito obrigada boa sorte e venha para a praia