o que que é a ideia hoje num primeiro momento é abordar a relação entre economia política clássica e a economia política internacional isso que nós vamos fazer no primeiro momento só que veja como que eu pretendo fazer essa discussão sem recorrer às visões teleológicas do Progresso da ciência né que é mais ou menos o seguinte como se a ciência fosse um processo que é predominantemente linear né progressivo onde as pessoas vão corrigindo os erros dos precursores né aí isso termina numa forma acabada né quando essa forma acabada se estabiliza para aquelas grandes transformações de sentido
e aí a tendência é um conjunto é um conjunto de ajustes Apenas incrementais não é eu acho muito temerária essa forma de pôr a questão mas não tem jeito de discutir a epi tal como ela se desenha na década de 70 para frente 1970 sem fazer recorrências a economia política internacional clássica o que eu acho que é o ponto forte do texto do gilpin que também não é nada de muito genial é o fim de braton Woods não é é o colapso da era Dourada que fez com que as pessoas voltassem a pensar no problema
da criação de uma ordem Liberal ou da manutenção de uma ordem Liberal o debate sobre a Constituição da economia política internacional é também o debate sobre a estabilidade hegemônica o debate sobre o que vai acontecer com o dólar o debate sobre como é que se estrutura uma ordem internacional não é numa zona eh ou ou depois de conflitos significativos né então o problema fundamental é esse agora a questão é por que recorrer então a economia política e aí é que eu gostaria de fazer a discussão porque a economia política Como o próprio nome diz é
meio impossível separar economia de política e a economia política né ela é a partir dela que se deflagra uma tendência aí se separando as esferas os domínios científicos num certo sentido a economia política foi uma das últimas tentativas de síntese né no campo das humanidades aplicado Claro a questão do que nós vamos chamar de economia no futuro a tendência depois da economia política é definir objetos cada vez mais Claros dentro das ciências humanas não é e o que vai produzindo o espaamento das perspectivas agora quando acontece o conjunto de tensões no fim dos anos 60
início dos anos 70 as pessoas olha temos que repensar as estruturas do saber então é por isso que é legítimo fazer esse movimento de comparação esse movimento de pensar epi com relação à economia política clássica e eu quero voltar então ao como a questão se punha durante a Constituição da economia política clássica né E a questão é capciosa por as pessoas falam economia política clássica elas estão pensando predominantemente no século XIX embora a tendência seja recuar pelo menos até o anden Smith um século um século antes aí em geral por economia política as pessoas estão
pensando predominantemente o Ricardo né os fisiocratas e tudo mais agora o que que é o problema da economia política a sua o seu ordenamento a sua questão fundamental é o que se convencionou chamar como entender sociedade que pararam de depender da dinâmica direta da Agricultura é daí que sai a noção de excedente aí que sai a noção do sistemas de redistribuição quando as sociedades eram quase que exclusivamente agrárias não aparecia o problema da economia política então uma da um dos pontos é a economia se diversifica e surge a noção teórica de uma economia Mercantil que
é o que eu quero discutir aqui com vocês primeiro senão não tem como a gente entrar no tema todas essas coisas são muito capciosas porque veja o primeiro problema que aponta no sentido da economia política internacional é perdão da economia política clássica é Por que que os preços estão flutuando era a primeira pergunta os preços que variavam dentro de primeiro do Ritmo da agricultura e segundo dentro de limites razoáveis eles começaram a variar imensamente a primeira grande pergunta então é o que que explica a variação dos preços o que que explica o descolamento do valor
de troca do valor de uso se você colocar a questão em termos clássicos essa é a primeira questão essa questão começou a ser enfrentada por uma distinção que só fica Clara um pouco depois e paradoxal Porque o mercado era considerado artificial né mas você desenvolveu a noção de uma economia natural quando você aprende a decorar as coisas professor vai lá e te ensina que economia natural é uma economia ordenada por valores de uso dizer isso é a mesma coisa dizer nada dizer isso é mesma coisa Falar nada eu vou propor uma outra definição aqui uma
economia é aquela onde a unidade produtiva é autárquica Eu acho essa a melhor definição de Economia natural e o autárquico é evidentemente pensando por Oposição a uma economia Mercantil uma aldeia medieval na Idade Média clássica ela era autárquica por quê as pessoas usavam coletivamente o gado Teoricamente a terra tinha dono mas era só teórico era tudo na base do mutirão e centrada no replantio não tinha um mercado de sementes as pessoas sistematicamente replant avam as sementes Então essas aldeias não dependiam de nada para se reproduzir materialmente elas eram então rigorosamente economias naturais eu vou dar
um outro exemplo que é mais que é um exemplo da minha cabeça um modelo teórico né que sempre teve na mão moda vamos imaginar uma região onde você tem uma quantidade muito grande de família 100 famílias ou mais cada família tem pelo menos cinco membros e toda família tem acesso à água uma fonte de água tem acesso a grãos que eles replant tem acesso ao gado que eles conseguem o quê matar né só na medida em que eles conseguem reproduzindo e retirando derivado do leite também como aporte proteico você precisa de cinco pessoas para conseguir
a reprodução material dessa família então o que que seria a economia geral dessas 100 famílias a simples soma das famílias todas as famílias existem autarquico é a família como a unidade produtiva no feudalismo era Aldeia essa unidade produtiva é autárquica isso é uma EC natural para saber como ela vai ser organizada por sexo pelo matriarcado pelo patriarcado tem n formas dela se organizar o que interessa é que não tem trocas monetárias essenciais ali dentro então isso seria uma economia natural o qual é o argumento que começou a se desenvolver uma economia natural pode ter um
setor Mercantil mas ela dificilmente pode virar uma economia Mercantil autonomamente ou espontaneamente deixa me explicar melhor vamos supor que desses cinco membros um era utilizado muito pouco ou o mesmo argumento posto de outra forma 5 horas ou 6 horas de trabalho é suficiente para reproduzir materialmente os padrões de vida daquela família e a média do dia de luz é de 7 horas por exemplo Então vamos simplificar 6 horas você reproduz as condições materiais Você tem uma hora de bônus ou um membro subutilizado esta uma hora de bônus pode ser utilizada para produção de coisas que
alimente o circuito Mercantil veja esse Portanto o Core a coisa fundamental é uma economia natural o mercado é acessório Por que que esse mercado não pode dissolver a família porque só poderia acontecer se dissolvesse todas as famílias porque uma pessoa não pode se especializar na produção de grãos por exemploa coisa como essa né então uma economia natural tem esse problema ela só transmuta por uma economia Mercantil se ocorrer uma transformação gigantesca do seu interior né espontaneamente eu duvido que isso acontea aqui tomando Car do polon a essência dação do pol essa e também do Marx
na acumulação primitiva quando pol fisti que osos vida ele tava deixando a questão mais complicada porque pode ter coisas que não são economias naturais mas que são mais importantes que o mercado meu exemplo é mais simples né meu exemplo é mais simples né é para se entrar no campo da economia Então veja uma economia natural pressupõe um setor Mercantil esse setor Mercantil corresponde precisamente à noção de excedente ó o paradoxo então de uma economia Mercantil as trocas só podem insistir sobre os excedentes uma economia Mercantil é o oposto teórico disso todas as atividades econômicas precisam
ser mediadas pelo dinheiro precisam ser organizadas pela troca o princípio ordenador então é o mercado se você for falar em excedente você já tá falando de uma outra coisa é isso que gera Muita confusão o excedente ora vira poupança ora vira o investimento porque é com excedente que você pode supostamente aumentar o dinamismo dessa economia que que você vai fazer com os excedentes fazer um polá fazer uma festa de arromba entendeu para torrar tudo que eu acho muito mais sensato como faziam os indígenas né se você faz isso entendeu a economia não se dinamiza ela
sempre vai ficar o quê operando no mesmo diapasão A grande questão é o excedente O que fazer com esse excedente para supostamente dinamizar a sociedade então as coisas foram aparecendo desse jeito n foram aparecendo desse jeito ó Surgiu uma economia Mercantil O que explica a variação dos preços O que fazer com excedente essas er as questões que as pessoas se levantar tá claro até aqui logo a economia política clássica que vai se organizar em torno dessas questões ela é muito rica muito variada muito mais do que aparece nos manuais né manuais são sempre simplificações grosseiras
né mas o que que a gente pode olhando retrospectivamente demarcar como uma sua característica Central ela sempre envolveu a ideia da reprodução da sociedade em sociedades cantis ou seja se você quem gosta do polani a economia política clássica era substantiva ela tava preocupada com a reprodução total da sociedade Por que que eu não gosto daquela daquela concepção que eu disse lá atrás de linearidade porque você pegar o kesner por exemplo que é um dos primeiros ele era médico também não é que ele era médico a questão é que se você segui fouc que eu acho
que é uma das coisas mais interessantes o princípio da circulação apareceu também na biia o princípio de sistemas né que ficam se reproduzindo esta aparecendo nas ciências da vida aparecendo na filosofia esse era um problema geral Como é que os agregados humanos os agregados naturais se reproduzem de acordo com certas leis essa era a problemática geral que atravessava Essa época né Essa problemática vai mudar de forma geral também o que talvez seja impossível de rastrear mas a gente consegue rastrear o modo como o sistema vai se reordenando né de acordo com essas transformações Gerais o
fou US uma imagem algumas vezes né É como se todo tudo nadasse num em águas que mudam né a grade do conhecimento muda as formas de inteligibilidade mudam e é evidente que quando você coloca uma que sai lá na frente e vai fazendo o movimento retrospectivo fica parecendo que ela tem uma dinâmica própria não é mas isso é ilusório eu acho que a transformação geral é do saber né mas não interessa né então vamos agora simplificar o jogo que tá todo mundo dizendo que a economia política ela está preocupada reprodução material da sociedade e predominantemente
em sociedades mercantis o eixo da discussão Envolve o quê Como é que o excedente é distribuído entre classes grupos e setores da economia se eu D essa definição bem abrangente eu pego tudo do lefer manchesteriano as teorias ricardian ao Adam Smith a fisiocracia né né tudo Tá tá organizado em torno dessas ideias não é ela tem um outro eixo é um eixo complicado a sociedade é um agregado de homens que se define por a sua relação com a natureza esse também é outro eixo importante que que a natureza contribui se ela é inerte um fisiocrata
vai dizer que el contribui com quase tudo um sujeito mais próximo do Ricardo vai dizer que ela contribui muito pouco né o principal tá no ordenamento dos homens agora outro ponto que é decisivo na economia política e por isso que o Marx levava tão a sério a economia política ela tem a noção de lei de desenvolvimento motor dinamismo que ordena e explica o movimento da sociedade é por isso que o Marx disse olha essa é uma das primeiras ciências para valer onde a sociedade começa a ser vista eu vou colocar palavras na boca dele mas
como uma coisa imanente a economia política é a noção de imanência no certo sentido a sociedade tem leis de desenvolvimento como é que essas leis operam da forma mais abstrata possível a questão era posta desse jeito o paradoxo é que se você pegar racia por exemplo e o lef manchesteriano que num certo sentido é uma herança meio bastarda mas é uma herança do Adam Smith a noção é que existia o quê mecanismos inteligíveis Ou seja que podem ser descobertos pela razão que explicam os processos e as regularidades mas veja qual que era a ideia dominante
a ordem econômica era é uma manifestação das leis naturais de uma ordem natural que tinha um certo grau de que de espontaneidade O que é a política como é que eu não como é que eu se eu essa lei eu posso desencorajar voluntarism e tentativas de ir contra essa lei ISO estava na base da fisiocracia estava na base do lef é por isso que no nascimento da biopolítica o Foucault diz que o liberalismo nasce ela tem uma variante naturalista é essa coisa que eu tô falando aqui os primeiros liberais achavam que é uma ordem econômica
que o homem não pode mexer nela fundamentalmente mas vai ser melhor se ele não resistir nunca você tá nadando contra corrente cara não insiste a cor gente vai ganhar n é vai ganhar você tá pedalando contra o vento não fique não tenta bater o vento ele vai ganhar tenta usar o quê isso ao seu favor essa que era a questão que era aposta mas surge a noção do quê de uma lei de desenvolvimento e aí dentro desse universo surgiram duas tendências pelo menos duas tendências fundamentais uma mais que é essa a razão só ajuda a
gente até entender essas leis são muito mais leis que limitam entendeu a fisiocracia diz né a base da fisiocracia qual é o excedente é explicado em grande medida pelo uso pelo efeito multiplicador da natureza logo o primado qual era o dinamismo tá numa forma de agrarismo então a dinâmica bem na natureza as classes fundamentais são as classes que que lidam de forma inteligente com a agricultura se você aprimora a agricultura você abre um espaço para as classes estéreis são as classes que só redistribui um excedente fundamental que é gerado predominantemente pela agricultura Então veja Qual
que é o argumento aí cara tem limites para investir na arte tem limites para construir cidade qual o limite essa capacidade geratriz da natureza quanto melhor ela for e eh utilizada pelos homens mais cidades mais Palácios mais letras mais pessoas o que não diretamente ligadas à agricultura podem existir mas a base disso é essa lei que não pode ser mudada fundamentalmente Agora você vai ter variantes que vão dizer o seguinte olha existem leis de desenvolvimento isso é verdade mas essas leis de desenvolvimento podem ser aprimoradas a ponto de quê de produzir uma abundância crescente é
a variante que vai insistir na capacidade do homem de multiplicar as forças produtivas se quiser colocar assim aumentar o dinamismo da sociedade até chegar numa suposta sociedade da abundância né veja nos dois casos é a noção de lei de desenvolvimento ou leis de desenvolvimento que dão o terreno comum onde essa discussão tá sendo travada essas leis podem ser entendidas como eu disse predominantemente como obstáculos embora também como uma fonte de dinamismo ou como leis que podem ser aprimorar a ponto de ser transformadas fundamentalmente pelo homem até aqui estamos no campo da economia política Outro ponto
que é considerado um terreno típico da economia política a noção de mercadoria a noção de mercadoria tanto que até hoje essa é uma linha divisória a economia heterodoxa insiste na ideia de economia e por extensão alguma forma de teoria do valor a economia neoclássica aí a economia Ortodoxa formalista insiste que mercadoria é uma coisa metafísica ultrapassada tem que ser substituído pela noção de bem bem econômico Então antes da economia política ser erodida a mercadoria era um elemento tão importante como a noção de lei de desenvolvimento e É nesse sentido que o Aristóteles é um elemento
fundamental né é um elemento fundamental todo mundo li Aristóteles todo mundo li Aristóteles e o Aristóteles ficava insistio lá atrás que a mercadoria tem valor de uso que é uma coisa intrínseca qualidades próprias e valor de troca o valor de troca é extrínseco ele é extrínseco Em que sentido o valor de troca só aparece quando as mercadorias começam a se conectar pelo comércio por isso que quando a pessoa tá dando aquela definição de coreba que é uma economia natural é uma economia prut de valores de uso olha os passos que isso pressupõe né o conjunto
de tá correto aqui mas antes você falar você tem que ensinar his Di tudo que eu falei aqui para aquele decoreba fazer algum sentido né eu lembro que eu ficava perguntando para meus professores me dava as explicações mais loucas possíveis né eu nunca tinha entendido essa jossa né Aí eu comecei a estudar falei velho se os caras tivessem me explicar direito desde o começo eu não ia ficar 10 anos batendo a cabeça igual um tonto né e apanhando dos neoclássicos né porque os neoclássicos sacam que isso é uma cilada eles fazem uma crítica que você
vai ficando meio abobado né A não ser que você coloque a questão nessa perspectiva veja esse é o ponto a economia política é metafísica no certo sentido ela precisa de um valor que transcenda o quê a mercadoria porque a ó a mercadoria é sempre ou uma combinação do trabalho com a natureza entendeu a um conceito de mercadoria é um conceito que vai pressupor a tensão entre uma coisa que nós chamamos de valor de uso um elemento intrínseco essencialista portanto e o valor de troca que envolve a oposição dessa mercadoria com um conjunto de outras pelo
mercado e toda a questão é para quem põe problema desse jeito eu não posso deixar o valor de troca se descolar do valor de uso essa era a crítica conservadora aristotélica Qual que é a ideia do do Aristóteles ó ó quando você vê por aí você vê que o Polan é um cara que é Chupim do do Aristóteles assim como o Marx num certo sentido mas eu acho que o Marx leva coisa para outras dimensões Isso fica muito Claro num livrinho num Capítulo chamado Aristóteles descobre a economia naquele livrinho the livelihood of Man do polani
tem esse capítulo aí que é mais ou menos da onde eu tirei quase tudo que eu tô falando aqui né O que diria dizia o Aristóteles lá atrás comerciante tem que tomar chicotada comerciante tem que tem que ser aquela gente desprezada você tem que cuspir no comerciante porque o comerciante só enxerga o mundo a partir do quê do dinheiro o que diria o polani ele vê mercadorias fictícias em tudo quanto é lugar esta lógica não pode contaminar a pce essa lógica não pode contaminar as artes essa lógica não nos leva ao Belo Diz o cara
sustentado por escravos que é o único jeito você ter essa mentalidade né ou o cara que consiga viver de fotossíntese né en fio o pé na terra entendeu n mas veja é conservadora a crítica né essa que é a questão Mas ela é interessante de fato a autonomização do valor de troca tende a qu a equiparar coisas que não deveri ser equiparadas Quanto custa um fil Quanto custa o casamento né se você vai generalizando o valor de troca essas contas são passíveis de serem feitas Então esse era o drama da economia política que tá indo
por aí veja o problema da mercadoria o quão eu permito o valor de troca flutuar dito de outra forma qual é o perigo de uma sociedade Mercantil deol o tecido da vida humana então tem essa dimensão na economia política mas veja ela é operacional desde que eu mantenha essa noção de valor de uso e valor de troca e que haja uma tendência ao descompasso entre os dois O que é curioso eu acho que é por isso que essa aula é um pouco longa Não dá para chegar direto no assunto né O que é um pouco
curioso é que a economia política sofria duas críticas no século XIX a crítica marxista e a crítica que cominou na Revolução neoclássica e é divertido reconstituir isso o que os aspirantes a economista queriam dizer acaba com essa discussão metafísica não tem essa energia esse trabalho que vocês estão falando essa energia da natureza as coisas têm preço eu vou discutir isso com mais calma depois né Essa era a primeira crítica agora tem uma crítica sistemática também a economia política que é a crítica do Marxismo que é muito curiosa né O que dizia o Marx né eu
vou adiantar aqui para voltar pra galera lá do do formalismo né o Marx dizia o seguinte a economia política ela penetrava na sociedade ela enxergava alguns conflitos Mas elas tinham um limite um limite ideológico ela tomava o capitalismo como a única realidade possível ou a realidade que as sociedades agrárias vão chegar o problema da economia política Qual é a estreiteza dos seus horizontes Esse é o seu problema fundamental ou Eles tomam o capitalismo como uma ordem natural Olha o Marx era ou Eles tomam o capitalismo não como uma ordem natural mas o apogeu da humanidade
a crítica fisiocracia era feita nesses tempos menos ó vocês estão viajando não tem esses limites que eles estão dizendo dá para produzir uma sociedade centrada na troca na no dinamismo da divisão social do trabalho mas acaba aí né Então veja o que que o barbudo fica ficava insistindo Outro ponto interessante é uma tentativa de explicar a lei de desenvolvimento da sociedade ele vai propor uma outra lógica que a lógica do MOD produção que também tem leis de desenvolvimento mas tem leis de transformação então o Marx Tá pondo o problema de que forma Olha quando quando
ocorre uma revolução essa revolução muda tudo ela muda o jeito que você vê o mundo ela muda tudo né então a proposta do Marx é temos que ir além da economia política que que é Ir Além da economia política primeiro maximizar ou elevar o peso do conflito social na estruturação da ordem social porque a economia política era meio vaselina né era assim olha se você achar qualqu é a coisa mais dinâmica Qual a melhor forma de de de se apoderar do excedente a tendência vai ser uma certa estabilidade o Marx vai dizer olha não é
bem assim né não é bem assim o problema é outro e tem a célebre nota 32 do capítulo 1 do Capital quando eu era mais marxista fanático eu sabia essa de core agora já não sei mais vou ter que colar aqui ó para deixar esclarecido de uma vez por todas entendo por economia política clássica toda a teoria Econômica desde Pet William Pet que investiga a estrutura interna da das relações burguesas de produção em contraposição à economia vulgar que é dos neoclássicos que estavam nascendo e se move apenas no interior contexto aparente ou seja o mercado
como aparência o barut tá insistio a força da economia política achava o mercado uma coisa secundária esses caras estão dizendo que o mercado é o centro de tudo é o Telos é é o desenvolvimento da sociedade voltando a situação se move apenas no interior do contexto aparente mercado e rumina constantemente o material a muito fornecido pela economia científica que é economia política e a del né Tá levou nisso ao paroxismo a fim de fortalecer uma justificativa plausível dos fenômenos mais brutais porque que tá dando porrada nas pessoas ó mercado lá na frente o cara vai
gostar e as necessidades domésticas da burguesia mas que de resto limita-se a sistematizar as representações banais e egoístas dos agentes de produção burgueses como melhor dos mundos Dan de uma forma pedante e proclamando as como verdades eternas é curioso que o Marx já tá criticando os caras antes eles completarem o movimento né ele sacou que o sentido era esse que veja que Curioso o Marxismo Marx coloca a economia política e a revolução neoclássica como uma relação de continuidade decadência é continuidade né ó o que diz o Marx Estes caras estão se afastando da Ciência da
economia eles estão mexendo mais com representações do mercado do que a produção eu apareci aqui para corrigir os dois né porque tem que corrigir os dois né então é canária dizer que o Marx é um pós ricardiano porque na verdade né na verdade Esse é o problema da da confusão o Marx não era tão famoso assim capital não teve tanta penetração acadêmica entendeu maioria das pessoas não sabiam nem quem era o Marx o prud era muito mais famoso que mas muito mais então a miséria da filosofia era recalque também né tipo beijinho tal se eu
fosse o prudom eu tocava uma Valesca Poposuda para ele que de fato na época o prudom era Estrela né Eh o Marx eram uns caras importantes mas a esmagadora maioria achavam que eles eram ricardianos pós ricardianos menores né o o Marxismo vai começar a ganhar força Esse é o paradoxo predominantemente no Século XX e subst realmente depois da crise de 29 mas principalmente durante Breton Woods quando a universidade se generaliza no mundo inteiro as pessoas começam a levar o Marxismo a sério né aí o Marx vira uma coisa incontornável mas o grande paradoxo é esse
né quando essas coisas estavam acontecendo o Marx não era uma figura Central principalmente porque ele pulou fora da economia né el defendeu o doutorado pulou fora da academia e tal o pessoal não levava muito a sério essa discussão mas veja como que né ele tava vendo lá na frente como é que ele tava vendo lá na frente então o ponto do Marx Qual é essa economia que nós vamos chamar de Ortodoxa agora neoclássica é uma degradação da economia política mas degradação ainda é continuidade agora se você joga o l o se você joga o foco
porque isso aparece no livro aparece de forma porca mas aparece no livrinho do do do gilp se você joga o foco nos neoclássicos eles dizem que o Marx primeiro que eles vão dizer que o Marx era um pós ricardiano e segundo é que o Marxismo continua sendo metafísico e Que ciência olha que engraçado ciência descolar-se dessas posições metafísicas E aí a ideia de substituir mercadoria por bem econômico como eu já Adiantei para vocês na nossa primeira conversa por outros motivos né O que que é a noção de bem econômico é uma noção subjetivista né é
uma noção subjetivista toda a economia política e e o Marxismo vai vai dizer que existe uma lógica por de trás das aparências e que determina em último Instância pelo menos valor de troca o que vai dizer essa galera olha eh primeiro primeira coisa primeira coisa só dá para falar em em economia se você tiver lidando com bens que são simultaneamente úteis e escassos escassez é óbvio de entender porquê né o oxigênio atmosférico que não é escasso pelo menos não é ainda não é um bem econômico porque ele é não rival né todo mundo tem acesso
imediato a ele e o acesso de um não priva o dos outros a escassez Evidente de entender porquê né porque a coisa é escassa ela é desejada e o preço é num certo sentido eh um veredito da sociedade sobre a intensidade do desejo Sobre aquelas coisas Essa é a questão e útil né é útil e escasso aí é que tá a questão tudo que desperta o desejo humano é útil música literatura comida narcóticos se essas coisas não são escassas elas não são bem econômicas mas se elas são úteis escassas elas são bem econômicas parte da
economia É que na verdade é o seguinte eu acho que esse que é o ponto nesse sentido um cara chama gox go x e e aqui no Brasil quem leva isso ao limite é o Bruno cava e o José coco o quea em jogo nessa virada subjetiva é que ela aparece nas artes ela aparece em tudo era a centralidade da subjetividade o paradoxo qual é só por ser subjetivo você consegue quantificar essas coisas e usa a ideia de preço por oposição à noção de valor então essa que é a questão né é a briga entre
formalistas e substantivas heterodoxos e ortodoxos né O que que é o ponto pra gente entender a coisa aqui antes de avançar eu vou abrir um pouco a palavra para vocês antes de avançar o que estão dizendo os formalistas eles estão dizendo o seguinte não há qualidade ou Essência que transforme uma coisa ou um comportamento em econômico O que é econômico é um aspecto dessa coisa né é uma definição formal levada ao limite a perspectiva Então não é classificatória o que que é movimento econômico o que que é econômico o que que é um um comportamento
moral todas as coisas humanas são totais elas são Morais elas são tudo agora a economia é definida pela influência da escassez sobre as coisas sobre os comportamentos humanos sacou o que que eles estão fazendo eles estão colocando problema nessa diens são os aspectos econômicos do dos comportamentos óis se eu sacrifico cabras para Satanás óbvio que isso é religioso mas existe uma dimensão Econômica primeiro eu tenho que achar um espaço na minha agenda para sacrificar a cabra Ou seja já é um problema econômico né cust oportunidade você podia tá estudando chinês Mas você tá sacrificando cabras
né eh é um curso de oportunidade né isso logo não o que existe formas econômicas e formas menos econômicas de quê De perseguir seus desígnios de perseguir seus objetivos é neste sentido que não tem como se separar economia formal do problema Geral do liberalismo porque é sempre uma ideia da escolha e a ideia da maximização onde tá o migué né eu vou adiantar aqui o migué é que quando você pega esses caras e leva ao limite eles vão dizer o seguinte o economista é um técnico ó como é curiosa a herança que vem lá Ares
não pea economista te ensinar o que é belo não peça por economista te ensinar o que é o bom o que é o justo o economista pode te dizer dentro dos seus recursos da sua renda e das suas prioridades Qual é a forma mais econômica de você atingir seu objetivo ele não poderia dizer nada mais do que isso qualquer coisa além disso que ele disser ele tá deixando de ser economista o Smith o Smith não o o velho o velho Aristóteles adoraria essa definição a gente faz o bom e o Belo e esses caras organizam
o que o oicos n o problema é que esses economistas começam a né querer fazer mais coisa e querer ditar o quê como é que a sociedade deve funcionar se eles realmente acreditassem nessa balela aqui eles não poderiam ser ministra de nada ou melhor Olha eu não tô falando aqui como economista hein cara economista eu só te mostro como é que você chega de a para B de forma mais econômica possível se isso é bom justo é um outro problema Então veja num certo sentido essa galera que tá fazendo esse movimento formalista tá dizendo Olha
a economia política é metafísica porque ela trabalha com coisas que são impossíveis de ser definidas eh C moral né ficão querendo cagar a regra moral nós estamos propondo aqui uma técnica a técnica da gestão dos bens econômicos inclusive você pode tirar lições valorosas da sua vida como é que você vai alocar de forma inteligente o seu tempo Inclusive a crítica as robadas da economia política que o Marx faz é canária eles vão dizer né porque todo mundo tem o mínimo de intimidade com o Marx já viu né o Marx disse olha os eh quando a
pessoa tá indo por esse caminho é possível porque o Robson Cruz é isso né é o sujeito que organiza sua agenda perdido numa ilha não tão perdido Porque tem uma outra pessoa né tem o índio lá no meio mas o que diria um ortodoxo cara ou ele constrói A Jangada ou ele planta um negócio e o tempo que ele gastou montando A Jangada e perdeu de fazer outras coisas talvez permita que ele pesque com mais eficácia e lá na frente ele vai ter o saldo do quê desse desse comportamento então é como se pudesse fazer
uma homologia direta entre o modo como os homens organizam sua escassez enquanto indivíduos e os agregados humanos é literalmente isso que os formalistas Estão dizendo né óbvio que é diferente quando você tá tratando da sociedade quando você tá tratando de pessoas mas a o que que é o problema do economista é a pressão da escassez sobre os comportamentos humanos e sobre os comportamentos sociais em geral se não tem pressão da escassez não tem economia então é é é por aí que a coisa foi caminhando