É algo que o que o o protestantismo inaugurou, não é? É a leitura desintegrada do texto. >> Hum.
>> Quando você lê texto, você pin textos, não lê o que tá antes, não lê o que tá depois, não reconhece, né? A gente usa uma expressão em teologia bíblica, né? Sit in Leben, eh, a circunstância, a circunstância em que se dá o fato descrito ali.
Então, o texto predileto deles é Êxodo 20. >> Uhum. >> Êxodo 20, o primeiríssimo mandamento de Deus quando o povo chega ao pé do Sinai e Deus diz por Moisés: "Não terás outros deuses diante de mim".
Qual é o contexto óbvio? a saída do Egito. No Egito havia um culto politeísta, como de todos os povos antigos, os egípcios tinham vários deuses, os gregos tinham vários deuses, os romanos, as tribos africanas, os indígenas, >> era o comum, >> era o comum, era um padrão antropológico das civilizações antigas.
Todas as civilizações tinham os seus os seus mitos, os seus panteões, os nórdicos, os vikings, os bretãos, os gregos, todo mundo tinha o que se faz aí de de panaceia, de de eh odisseias, melhor dizendo, história, literatura inspiradas nos deuses da antiguidade. >> Isso era muito comum. Então, o povo hebreu eh ficou 400 anos no Egito.
Geração após geração, o povo ah já era condicionado a crer na existência desses deuses e muitos até recorriam a esses deuses. Qual era a noção de divindade nesse sentido do das civilizações antigas, inclusive do Egito, de que cada ah esfera da natureza estaria sob domínio de uma divindade >> e que haveria divindades, portanto, para tudo. Divindade para colheita e para agricultura, divindade para fertilidade, divindade para sexualidade, divindade pro sol, divindade para lua, divindade para estrela, divindade para chuva, divindade para árvore, para comida, para tudo.
>> Uhum. >> Então, o povo vai pro deserto e começa a passar fome, ou seja, é um lugar infértil. Havia uma divindade no Egito que era invocada.
E assim, o que é próprio desses cultos idolátricos é representar essas divindades ah a partir dos mitos que eram contados para justificá-las. Então, cada divindade tinha no imaginário do povo uma forma ou até um animal que representasse, como é, por exemplo, no hinduísmo. No hinduísmo tem divindade, o Lord Ganexa, que é o elefante, >> tem Ecaliada num bod, >> eh, tem uma outra divindade porque eu esqueci o nome que é um macaco.
Então, tem várias divindades, >> mau gosto, diga-se de passagem, né? >> É, mas era a cultura desses povos antigos. Então, num lugar infértil como o deserto, eh a tendência do povo condicionado aquele regime politeísta seria invocar as antigas divindades de fertilidade ou de chuva, que era o boi.
Porque o boi é o animal que puxa arado, né, para você ter colheito, para ter o que comer. >> Faz sentido, >> entende? E isso estava na mente do povo.
Aí é óbvio que Deus tira o povo do Egito para que no deserto Deus comece um processo de tirar o Egito do povo. >> Purificação. >> Purificação.
Exato. Então ali é um momento para abandonar, começar a crer no Deus verdadeiro, revelado em Moisés >> e abandonar as divindades antigas. Então é uma coisa tão óbvia, precisa pouco para entender a circunstância do texto, você lê bem do texto.
Que Deus tá proibindo ali são os deuses do Egito. Não farás nenhuma pintura, escultura de imagem, de nada do que está acima do céu, abaixo dele. É uma clara referência às divindades do Egito, deuses do Egito.
Por que que isso fica claro? Porque o próprio livro de Êxodo, cinco capítulos depois, o o mesmo livro, cinco capítulos depois contém uma ordem de Deus. >> Uhum.
>> Mandando esculpir dois querubins de ouro para colocar na na no propiciatório, na tampa da arca da aliança. Quer dizer, então, que a lei de Deus era relativa, que Deus mudou de ideia. O nome disso é leitura integral, integralidade textual.
Quando parece que um texto desdiz o outro, então na realidade a verdade está no meiotermo entre ambos. Você não pode escolher >> hum >> um texto na Bíblia para acreditar. Ah, não.
Entre, eu já vi discussões protestantes sobre isso, por exemplo, sobre a título de ilustração, fórmula do batismo. Hum. Porque Mateus diz que é para batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Em Atos dos Apóstolos, eles dizem: "Se sede batizados em nome do Senhor Jesus". >> Ah, é para batizar em nome do Senhor Jesus ou em nome da Trindade. E eu já ouvi teólogo protestante diz: "Ah, bom, entre Atos dos Apóstolos e um Evangelho, o Evangelho tem precedência.
" E você joga fora o que tá em Atos dos Apóstolos e batiza em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Não, pelo amor de Deus, você não é o cara que defende a Bíblia, porque tem que estar na Bíblia. Você tem que explicar o batismo em nome do Senhor Jesus.
Então, se batiza a fórmula em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Fazer isso é realizar um ato em nome de Jesus. Ou seja, Jesus, se estivesse aqui, batizaria dizendo essas palavras, >> entende?
Em nome é no lugar de >> Não é a fórmula. Você não pode descartar o texto, não é? Porque quem escreveu o texto tava equivocado.
Pelo amor de Deus, >> que baboseira. Aí depois você quer esfregar na nossa cara que a gente não lê Bíblia, vai tomar banho na água benta. Então a pessoa >> tem uma proibição explícita em Êxodo 20, em Êxodo 25 uma ordem.
>> E não só em Êxodo 25, >> querubins de ouro em Êxodo 25, serpente de bronze levantada depois do nível de números >> e depois em primeira Reis um monte de bois, vacas e uma série de outras estátuas que decoravam o templo de Salomão. >> Uhum. páginas e páginas descrevendo esculturas que estavam espalhadas por todo o templo de Salomão.
O templo templo de Salomão, o templo judaico. Pois é. Vai ver se quem fez réplicas do templo de Salomão por aí >> copiou que está lá colocando as estátuas que estão prescritas.
Por quê? Porque a proibição era relacionada aos ídolos e não aos ícones. Então, na no grego, há uma clara distinção entre uma imagem que representa uma realidade >> Uhum.
>> falsa, idolátrica. Então, a imagem do boi ali naquele momento, naquele lugar, representava uma divindade >> boa. >> E isso desviava o afeto do povo que deveria estar no Deus de Moisés para o Deus do Egito, de onde eles já tinham saído.
É uma clara atitude de idolatria. >> Aham. Clara atitude.
Agora dobrar-se, prostrar-se diante da dos querubins da arca da aliança. É claro que o povo tinha consciência >> de que eles estavam se prostrando diante do nome de Deus, da presença de Deus representada naqueles querubins. >> Uhum.
e ajoelhar-se, veja só, ajoelhar-se diante da serpente de bronze, que, diga-se de passagem, também eh era um símbolo de entidades pagãs. Existiam existiam imagens de ídolos que eram em forma de serpente. >> Olha só.
>> Mas provavelmente aquela altura, eh, o povo já estava de tal maneira desvencilhado, para você ver como ali havia uma pedagogia de Deus. O povo já estava de tal maneira se desvencilhando da mentalidade de culto do Egito, que as imagens já não remetiam >> aos deuses do Egito, já não comprometia. Então Deus põe, manda fazer ali a serpente, >> porque a serpente já não remetia a eles uma divindade, remetia a desobediência que eles estavam cometendo contra Deus no deserto e as serpentes que os estavam picando e as pessoas morrendo ali.
Então, quando uma escultura, uma pintura é condenável, quando aquilo a que ela remete é condenável, se aquilo a que ela remete, se a realidade a que ela remete, ao invés de me depreciar, ao invés de me afastar de Deus, me aproxima de Deus e daquilo que a ele pertence, então isso aqui já não é mais um ídolo. >> Aham. >> Tem é outra palavra grega utilizada, iconem.
ícone, quando você abre o celular ou o o notebook, o computador, você tem ícones. A gente usa essa palavra ícones é uma imagem, é uma figurinha. Uhum.
Uhum. >> Você bate o olho na figura e você sabe o que é que tem ali dentro, o que está por trás. >> É um acesso.
>> É, você vê assim, uma folhinha com um W na frente >> ou para o Word, >> certo? >> Você sabe, sem ver, >> sem que o Word esteja aberto. >> Você sabe o que tem ali dentro.
Você sabe que ali é o lugar onde você vai poder escrever texto. Você tem fontes, você tem Então é um ícone, é uma figura que revela a você o que está contido por trás. Isso é um ícone.
Muito bom. >> Então >> Deus não proíbe a confecção de ícones. Deus proíbe a confecção de ídolos.
E isso fica muito claro, muito claro nos textos. É uma questão de inteligência mínima. Agora, é possível que o ser humano desenvolva relacionamento idolátrico com objetos?
É possível. Assim como se o comportamento idolátrico é o apego excessivo ou a atribuição excessiva de poder a uma criatura, como se ela fosse o criador, como se ela fosse Deus, logo é possível cometer idolatria com qualquer coisa, inclusive com um objeto. >> Uhum.
O catecismo da igreja nomina certas formas de idolatria. Então, existe sim uma um uma forma específica de idolatria que na realidade é a mais inferior, porque essas idolatrias interiores são muito mais incrustradas. Mas essa idolatria de você começar a atribuir a objetos ou a coisas, um superperia, etc.
, O nome disso é superstício. Superstição. >> Então existe a superstição.
Superstição com a imagem, com o terço, com a medalha. Eu não estou dizendo que não possa existir. >> Uhum.
>> Agora, >> ela é mais fácil identificada do que >> ela é maisidificável e é mais simples de combater. >> Sim. >> Porque com uma mera instrução >> Uhum.
Você combate, você corrige a relação da pessoa com aquele objeto. Então, aí quebrou a imagem lá de casa. Ai, meu Deus, o que que eu faço?
É, era abençoada. Enrola direitinho, enterra, descarta. Mas e agora?
E agora você compra outra. Não é um deus. >> Uhum.
>> Então, não tem que ficar, né, paranóico com isso. Seria idolatria, >> né? Ficar chorando, se quebrando junto com a imagem que quebrou.
Nem um católico faz, um católico sensato não faz isso. É uma coisa tão óbvia. Por que que eu costumo dizer que eu não tenho paciência?
Porque para você crer naquilo que o protestante diz que é, >> Uhum. >> Você tem que ser muito tapado. Eu me desculpa, eu não tenho outra palavra.
Eu não quero acreditar que ele mesmo acredita naquilo que ele nos acusa. >> Entendi. Entendi.
>> Tá. Vamos criar uma hipótese aqui. Nós somos três cristãos que não tínhamos o que fazer.
Um dia acordamos de manhã cedo e dissemos assim: "Ai, vamos pecar? Vamos, ah, tô revoltado com Deus". Não, mas ó, já que a gente vai pecar, tem que ser um pecado que vale a pena.
Assim, tem que ser um pecado dos bons. Vamos olhar aqui. Olha, tem fornicação.
>> Pega a lista aí. >> Ah, é gostoso. Ah, não, mas é muito pouco, né?
Fornicação, não. Prostituição. Ah, gostoso.
Não, mas é pouco. Tem que ser um um pecado que vale a pena. Adultério.
Não. Ah, já sei. Vamos fazer uma escultura.
Ah, isso. Nossa, para valer a pena. Vamos.
Vocês Vocês entendem como isso é ridículo? [risadas] Aham. >> Porque eles sabem que nós temos Bíblia na mão.
Nós temos Bíblia em casa. >> Você acha mesmo? Não.
Você consegue acreditar nessa acusação que você tá me fazendo? Muito bom. >> Que eu abri a Bíblia, vi a proibição de fazer escultura e fiz porque eu tô afim de pecar.
Se você fosse minimamente sensato, você perguntaria antes mesmo de ter contato comigo, que sou católico, espera lá, >> deve haver uma razão. Não é possível que eles resolveram da noite pro dia ser idólatras. Pelo amor de Deus.
Uhum. >> É >> assim. É, é, é.
Discutir sobre isso é uma discussão num nível tão raso, tão primitivo que realmente como eu sou professor de teologia, >> agora eu entendo uma raiva é eu não tenho paciência para discutir isso. E sabe de uma coisa? >> Eu eu caminho com irmãos evangélicos há muitos anos.
Nós temos um trabalho no Brasil que é o inistos. Sim, vamos falar disso. >> Sim, nós fazemos, nós nos encontramos, nos reunimos e tudo.
Deixa eu dizer para você, para todo mundo que assiste, nunca o assunto imagens foi pauta de uma conversa. Yeah.