[Música] Olá, querido irmão, a graça e a paz do Senhor sejam contigo hoje. Seja bem-vindo a mais uma aula da nossa mentoria "Reinar". Nesses dias, estou te desafiando a reinar sobre toda a enfermidade, a reinar sobre toda obra do diabo.
E nós temos visto que a maneira de lidarmos definitivamente com o problema é descobrindo a sua raiz. Apenas remover o fruto de uma árvore não vai, de fato, eliminar a árvore. Se nós queremos eliminar a árvore, precisamos cortá-la pela raiz, descobrir onde está a raiz.
Mostrei para você e hoje vou encerrar esse tópico, porque na próxima aula quero começar a falar. . .
vou falar durante, pelo menos, três aulas sobre a questão da mente, não só da renovação da mente, mas de você entender que toda batalha espiritual acontece na mente. Não é uma coisa exterior, é completamente interior, dentro de você. Então, a crença é a chave fundamental.
Nesses dias, você às vezes tem esperado, né, por fórmulas, coisas que você possa simplesmente aplicar, mas, na verdade, tudo é uma questão de você entender o fundamento. Se a sua crença está correta, você vai conseguir subjulgar as obras do inferno. Então, tudo que temos que fazer é dar a você a crença correta.
Agora, cabe a você recebê-la, absorvê-la, né, para que a mudança aconteça na sua vida. Amém? Então, concluindo o que nós começamos aqui já há duas aulas, falando para você, usando o primeiro pecado como padrão para todos esses problemas que acontecem, então o homem comeu do fruto.
Depois de comer do fruto, a Bíblia fala que ele viu que estava nu e sentiu vergonha. A vergonha é a expressão da culpa e da condenação. Ok?
Condenação. Depois que ele sente a condenação e a culpa, ele ouve a voz de Deus no Jardim e sente o quê? Medo.
Não é? Então, depois disso, o homem vai ser expulso do Jardim, e Deus diz que agora ele vai ter que suar para conseguir comer. Ou seja, sua vida agora vai ser cheia de estresse.
Mas você percebe que tem uma sequência aqui, ok? Você tem a condenação que produz o medo, que produz o estresse, e o estresse, por sua vez, vai produzir o quê? Todas essas doenças que nós temos: né, depressão, ansiedade, né, doenças psicossomáticas e tudo mais.
A depressão, a ansiedade, a angústia e essas doenças são a parte da árvore que nós vemos, e apenas removê-las, né, os frutos, nesse caso, não vai resolver o problema definitivamente. É preciso lidar com a raiz. Ok?
Com a raiz. Então, o que é que produziu o medo? O medo.
Mas nós já vimos aqui sobre o medo. Mas e o medo, por sua vez, o que que o sustenta? É a condenação.
Então, depois de manifestar vergonha e medo, nós percebemos que a condenação aparece na vida de Adão. E é interessante que, quando nós nos sentimos condenados, nossa tendência é condenar os outros, né? Lá no verso 12, em Gênesis 3:1, né, o homem responde para Deus.
Deus fala para ele: "Você comeu da árvore que eu te mandei que você não comesse? " Ele responde: "A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. " A mulher que me deste, quer dizer, com uma resposta, Adão culpou a mulher e a Deus, dizendo que ele não pediu a mulher; Deus é que fez, e Deus é que deu a mulher.
Então Deus era o responsável. Que coisa, não é? Então esse é um sinal de alguém debaixo de condenação.
Quem está debaixo de condenação está sempre procurando um culpado, alguém para ele também condenar. E a base da condenação é a consciência de si mesmo. Ele percebeu que estava nu, antes vivia tranquilo, sem se observar, né?
Mas agora ele está ocupado consigo mesmo. Não tem nada pior do que ficar ocupado consigo mesmo o tempo inteiro. E Adão agora percebeu, né?
Isso é introspecção, é ficar olhando para si mesmo; isso produz bloqueio na sua vida, ok? Alguém vai dizer: "Ah, pastor, mas nada disso teria acontecido. Aliás, isso tudo só aconteceu porque Adão concluiu que era pecado o que ele fez.
" Ok? Você sabe, o mundo tenta hoje dizer que pecado não é pecado. Essa é uma tentativa do mundo de vencer a condenação.
Não é? A lógica é muito simples: se o que eu fiz não é pecado, então não tem condenação. Não tendo condenação, não tem medo, não tem estresse, não tem nada.
Então tudo se resolveria na mentalidade do mundo. Seria eu entender, então, que não existe pecado. Só que não é verdade, entende?
Não dá para simplesmente negar a acusação e a condenação como se o pecado não existisse. O pecado é real, e olha, a condenação também é real. O que precisa ser entendido, então?
O mundo não tem a solução. A solução está no evangelho. A sua dívida tem que ser paga, e é exatamente isso que Deus fez em Cristo, na cruz.
A sua dívida do pecado foi totalmente, completamente paga. Então, hoje você pode viver em paz, sem condenação. Por causa de quê?
Por causa da fé no sacrifício do Cordeiro, na obra consumada do Calvário. Sobre você não há mais nenhuma condenação, tá me entendendo? Sobre você não existe mais nenhuma condenação.
Então, isso é uma coisa muito interessante, porque nossa tendência é olhar para nós mesmos, entendeu, como se essa fosse a base da aceitação diante de Deus, mas não é, entendeu? A base, a maneira pela qual você é aceito diante de Deus é o Cordeiro. É Deus.
Olha, é o Cordeiro, não é você. Então, eu gosto sempre de meditar na maneira como um israelita oferecia, né, fazia a sua oferta pelo pecado. Como é que ele fazia isso?
Então, o ofertante trazia o cordeiro, né. Cordeiro. Cordeiro tinha que ser sem defeito.
Ele, então, trazia o cordeiro no Tabernáculo e apresentava-o diante do sacerdote. O sacerdote fazia o quê? Olhava.
O cordeiro, preste atenção, aquele que o sacerdote avaliava não era o ofertante, era o cordeiro. Quem tinha que ser perfeito era o cordeiro, não era o ofertante. Entendeu?
E aí, o sacerdote então avaliava o cordeiro. Se o cordeiro fosse aceito, o ofertante era aceito também. E aí, o que acontecia?
Quando o sacerdote dizia que o cordeiro era válido, o ofertante colocava a mão, impunha as mãos sobre a cabeça do animal. Aí, nesse momento, acontecia algo: os pecados do homem que estava ofertando eram transferidos para o cordeiro, e a justiça do cordeiro passava para o ofertante. É a troca do Calvário.
Logo em seguida, o sacerdote pegava então aquele cordeiro, colocava em cima do altar e o olhava. O cordeiro, então, quando era imolado, todos os pecados daquele ofertante eram perdoados e ele ia embora completamente justo diante de Deus. Você entende que foi exatamente isso que aconteceu na cruz, né?
O problema é que nós chegamos para cultuar a Deus e pensamos que Deus está nos avaliando para ver se nós podemos ser aceitos. Mas isso não é verdade, entendeu? Deus olha para o cordeiro.
Qual que é o cordeiro que você trouxe? Cristo. Cristo é o meu cordeiro.
Eu estou aqui no nome dele, Senhor Jesus. É o cordeiro! Deus olha para esse cordeiro, que é Cristo, e Deus o aceita.
Se o cordeiro é aceito, você é aceito também. Não é uma questão do quão bom você é, mas do quão bom é o cordeiro. Os olhos de Deus estão sobre o cordeiro, e não sobre você.
Se Jesus é o seu cordeiro, então fique em paz. Você é perdoado e é aceito. Tá entendendo o que eu tô dizendo?
Isso é tão importante, porque muitas pessoas vêm para o culto e elas então, eh, vêm para louvar, né? Elas vêm para cultuar a Deus e elas chegam pensando: "O quê? Será que eu tô bem?
Será que tem algo errado comigo? Será que eu sou aceito? Será que tem pecado escondido?
" Meu Deus do céu! Quer dizer, ele pensa que ele é aceito diante de Deus com base nele próprio, na sua obra, na sua obediência. E não é!
Você é aceito diante de Deus por causa do sangue do cordeiro, pelo merecimento do cordeiro, porque é tudo uma questão do princípio do representante. O cordeiro te representa diante de Deus. Nós já lemos isso aqui na aula passada.
Vamos ler de novo: 1 João 4, verso 17. Eu gosto muito dessa frase no final do versículo, que diz assim: "Nisto, é em nós, aperfeiçoado o amor para que, no dia do juízo, mantenhamos confiança. " Por quê?
Por que que você mantém confiança no dia da luta? Por que que você tem confiança no dia da dificuldade, no dia da tribulação? Ou por que que você terá confiança no dia do juízo?
Porque, segundo ele, também nós somos. Em outras palavras, Deus trata com o cordeiro como seu representante. Se o cordeiro é aceito, você é aceito.
Se o cordeiro é santificado, você é santificado. Se o cordeiro é justo, você é justo. Tudo que diz respeito ao cordeiro diz respeito a você.
Agora, porque assim como ele é, você vai ser agora diante de Deus. Deus tá olhando é para ele. Isso é o embasamento fundamental da fé.
Isso é algo central na mensagem do Evangelho. Mas você percebe como muitos crentes nem sabem disso? Não entendem isso e ainda vivem com base no seu próprio merecimento, e chegam no culto ainda para se avaliarem se serão ou não aceitos diante de Deus.
Por causa disso, vivem tão angustiados. Você sabe, eu fico observando, às vezes, alguns irmãozinhos, né? Normalmente são jovenzinhos, e eles são tão intensos no culto.
E eu não fico fazendo isso para condenar. Eu faço isso para poder edificar. Mas a intensidade dele não é a intensidade de alguém que entendeu que é amado, é a intensidade de alguém que tem que conquistar o favor de Deus todo o culto.
Por quê? Durante a semana, ele pecou, ele caiu, né? Teve coisas que desagradou.
E aí ele pensa que tá longe de Deus, e ele pensa que vai ser aproximado de Deus se ele mostrar o tanto que ele tá arrependido. E aí ele vem pro culto, no louvor, ele então mostra toda a sua, seu quebrantamento, seu arrependimento. E ele tá tão intenso: "Ó Senhor, vem!
" Vem! Por que ele é tão intenso nesse "vem"? Porque ele acha que Deus foi e que Deus não tá com ele, que Deus o abandonou.
Ele tem que trazer Deus de volta. E aí ele é intenso, ele canta "Aleluia" porque Deus é bom. E, naquele domingo, né, o ministro de louvor estava inspirado, ele cantou uma canção e ele sentiu um calafrio.
Naquela hora, ele fala: "Aleluia! Fui aceito! " Entende?
Tudo isso é muito subjetivo. É baseado só na emoção dele, entendeu? A nossa fé é objetiva, é baseada na obra de Cristo.
Cristo já pagou pelo meu pecado. Eu já estou perdoado. Deus agora me aceita por causa do cordeiro.
Entendeu? É muito bom ser intenso, mas não é bom ser intenso para tentar convencer Deus a vir, tentando mostrar para Deus o tanto que eu sou uma pessoa quebrantada e arrependida. Então, um crente assim gasta muita energia.
Possivelmente não vai ser crente muito tempo. Em algum momento, ele vai desistir disso, porque ninguém consegue isso. Sim, fala que perde muito fácil.
Entendeu? Perde muito fácil. Então, ele chega no culto, né?
Vamos supor que ele é casado. Ele chega no culto, depois de muita intensidade, muito clamor, muita canção. Ele agora sente: "Não, a unção veio!
A unção veio! " Aí, na hora que ele tá indo pro carro… No final do culto, a mulher pisa no calo dele. Ele já fica nervoso e acha que perdeu a unção e diz para ela: "Olha aí, por causa de você, perdi a unção.
" Aí ele vai ficar a semana inteira sem unção de novo. Quer dizer, ele ganha e perde de acordo com as obras dele. Entende?
Mas isso está fora; é tudo por causa de Cristo. Se ganhou por causa de Cristo, você não perde por causa de você. Entendeu?
Se lhe foi dado por Cristo, quem pode tirar de você? Então, é preciso compreender essa verdade, porque isso é o que traz paz verdadeira. Por isso, o reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo.
Quando você entende a justiça do reino, quando você entende que é tudo por causa de Cristo, e assim como Ele é, nós somos deste mundo, tem uma paz, tem um descanso. Você não vive nessa tribulação de alma, nesse peso horroroso, né? Seu coração é tranquilo, está em paz com Deus.
Você chega diante de Deus em paz, seja no culto, seja onde for, e o Espírito movimenta na sua vida. Aleluia! Então, vamos voltar para cá: culpa, condenação, acusação, tudo isso são aspectos de uma mesma obra maligna; é uma obra do diabo.
O diabo quer que você se sinta culpado, entendeu? O tempo inteiro. Então, se você é pai, ele vai te fazer sentir culpado no seu papel de pai; ele vai te fazer sentir culpado como provedor do lar, né?
Depois, como membro do corpo de Cristo, se você lidera, você vai sentir débito também na sua liderança. Não é? Se você ficar doente, você vai se sentir culpado porque você está doente.
Não é? Está doente, por quê? Que está doente?
Não é verdade? Porque tem coisa errada na sua vida. Entendeu?
Então, é o diabo que cria em nós todos esses pensamentos e toda essa postura, né? De estar sempre procurando um culpado invariavelmente, somos nós mesmos culpados. Isso é tão triste e tão pesado, entendeu?
Você sabe, às vezes até mesmo pastores fazem isso. Ele chega no culto, se a reunião está pesada, ele começa a procurar um culpado, e o culpado deve estar lá dentro da reunião. E daqui a pouco, ele vai começar a dizer que o peso é porque alguém ali é uma "c".
Então, se a igreja enfrenta um problema, deve ter uma "c" que seja culpado. Se você não sabe quem é a "c", depois você lê lá no Velho Testamento a história de Josué. Está no livro de Josué, né?
Eles perderam a batalha em Jericó porque a "c" estava em pecado. Entendeu? Então, nós ficamos o tempo inteiro pensando que o pecado ainda é um problema como era no Velho Testamento.
Não é mais! O Cordeiro já derramou o sangue. Entendeu?
Já derramou o sangue. Então, pare de procurar culpado. A Bíblia fala lá em João, no capítulo 9, que os discípulos encontraram um cego à beira do caminho.
Eles então perguntaram para o Senhor: "Senhor, quem pecou? Foi ele ou foram seus pais para que ele nascesse assim? " Vamos ler isso na Bíblia.
Lá em João 9, e os seus discípulos perguntaram: "Mestre, quem pecou? Este ou seus pais para que nascesse cego? " Respondeu Jesus: "Nem ele pecou nem seus pais, mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.
" Então veja, o Senhor Jesus jamais age como condenador. Por isso que Ele respondeu: "Nenhum dos dois. " Entendeu?
Nem os pais, nem ele. Ele nasceu assim para que isso seja uma ocasião para que Deus manifeste a sua glória. Então, filho, quando tiver um problema, simplesmente enfrente o problema.
Não fique perguntando de quem é a culpa. Nós gostamos de ficar culpando os pais, né? Nossos pais são os culpados pelos mais diferentes tipos de problemas que os filhos enfrentam.
Outras vezes, culpamos antepassados, né? Tem a maldição hereditária: a culpa é do meu avô, do meu bisavô. Não!
Vamos lidar com os problemas da maneira de Jesus. Não interessa quem é culpado; esse problema aqui é só uma oportunidade para Deus mostrar sua glória. Aleluia!
Então, como é que podemos vencer a acusação e a condenação? Então, em primeiro lugar, nós vencemos pelo sangue do Cordeiro, né? Então, a gente está habituado a clamar pelo sangue, né, como um tipo de proteção contra todo tipo de ataque do diabo.
Não é verdade? Não importa o que aconteça, é o sangue de Jesus que tem poder. Aleluia!
Não sou totalmente contra essa postura, não. Mas você tem que reconhecer que não é a principal finalidade do sangue de Jesus. A principal razão do sangue ter sido derramado foi para perdoar os nossos pecados.
Por isso que o sangue nos livra de todo tipo de condenação. Amém? Quando você entende que o sangue fez você justo e que todos os seus pecados já estão perdoados, então você está guardado de toda condenação.
Aleluia! Mateus 26, verso 27, por ocasião da Última Ceia. Olha o que o Senhor diz: "A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: 'Bebei dele todos, porque isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado em favor de muitos para remissão, perdão dos pecados.
'" Já foi derramado! Então, os pecados já foram perdoados, remidos, redimidos. Então, agora, quando você ouvir a voz do acusador, do diabo, lembre-se que sobre você agora não há mais nenhuma condenação porque você está em Cristo Jesus.
Ok? Então, não importa o que o diabo está falando ou condenando, o sangue de Jesus foi derramado para perdoar todos os seus pecados. Todos os seus pecados!
Por isso que a Palavra de Deus diz lá em Isaías 54 que toda arma forjada contra nós não prosperará. Vamos ler Isaías 54:1? Toda arma forjada contra ti não prosperará, e toda língua que usar contra ti em juízo.
. . Seja a língua que se levanta para te condenar, é você que vai condená-la.
Esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de mim procede, diz o Senhor. Então, o diabo está sempre levantando a língua contra nós para nos julgar e nos condenar, mas somos nós que o condenamos quando declaramos que estamos debaixo do sangue de Jesus. Aleluia!
Então veja, essas são as raízes profundas que o diabo usa para nos atacar: a culpa, o medo, a condenação. Essas coisas estão na raiz de todos os problemas, de todos os males que nós enfrentamos. Então, se nós aprendermos a removê-las, vamos desfrutar de vida abundante.
Ok, mas tem um ponto que eu ainda quero compartilhar com você, e talvez você não vá ouvir esse ponto em outros lugares, mas aqui eu preciso compartilhar e dizer para você: a condenação possui uma base mais profunda. Uau! Pastor, tem algo que vem antes da condenação.
Então, a Bíblia fala que tudo começou porque o homem comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal. Então, presta atenção: ela não é chamada de árvore do pecado, ela é do conhecimento do bem e do mal. E eu já expliquei para você aqui, acho que eu falei isso em muitas aulas, né?
Que a palavra de Deus diz a respeito da lei que, pela lei, vem o pleno conhecimento do pecado, do bem e do mal. Entendeu? Então, basicamente, a vergonha é a consciência da culpa, e o que produz no homem a consciência de culpa?
O que produz no homem a consciência de culpa? A condenação! Então, muita gente pensa que é o pecado, né?
Mas, na verdade, é a lei. Antes da lei, o pecado já estava no mundo, mas o homem não tinha consciência do pecado porque não havia lei. Então, a lei foi dada para revelar o pecado que já estava lá.
Portanto, a lei é a base da tentação e depois também é a base da condenação e da vergonha, da culpa. Tá entendendo isso? Vou repetir: a lei é a base da tentação e, depois que a pessoa cai no pecado, ela é a base da condenação.
Se o diabo. . .
Presta atenção no que eu vou te dizer: se o diabo queria destruir o homem, por que ele não tentou Eva a matar Adão? Entendeu? Ele poderia ter dito para Eva matar o seu marido, porque se matasse Adão, encerrava a história.
Entendeu por quê? Porque isso não seria tentação! Só há tentação onde há lei, e a única lei que havia no Éden era não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Então, o diabo só pode tentar com base na lei. Tá entendendo o que eu tô dizendo? Então, no princípio, havia duas árvores no Jardim: a Árvore da Vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
A Árvore da Vida, você sabe, aponta para o Senhor Jesus e, consequentemente, representa o quê? Graça, favor, vida diante de Deus. Mas a árvore do conhecimento do bem e do mal aponta para a lei.
É a lei que nos faz conhecedores do bem e do mal. Então, a vontade de Deus nunca foi que nós comêssemos da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque isso vai resultar em morte. Né?
Paulo chama, lá em 2 Coríntios 3, verso 7, o ministério da lei de ministério da morte. Entendeu? Então, dessa maneira, a gente percebe que a condenação tem uma origem.
O sentimento de condenação tem uma origem. Qual é? A lei!
Ok? O conhecimento do bem e do mal que a lei traz não faz você ficar mais próximo de Deus; pelo contrário, se você estiver debaixo da lei, a única coisa que você vai ter é religião. Mas Deus está procurando um relacionamento conosco, baseado no seu amor, na sua graça, na sua bondade.
Quando o homem compartilha da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele começa a depender dos seus esforços para fazer o bem, manter-se longe do mal e assim alcançar o favor de Deus. Mas ninguém consegue! Então, quando o homem depende do seu esforço próprio, o resultado é sempre fracasso e morte.
Ah, pastor, então essa árvore é do diabo! Isso que é interessante: a Bíblia não fala que a árvore do conhecimento do bem e do mal era do diabo. Ela é de Deus!
Foi o próprio Deus quem a plantou no Jardim, mas ela não foi feita para o homem. Não era para o homem comer dela. A mesma coisa acontece com a lei: a lei também é do Senhor.
Ela é santa, justa e boa, mas ela não foi concebida para o homem. Para o homem guardar a lei. Tá entendendo o que eu tô dizendo?
Então, estou falando para você agora algo muito mais profundo. Mas, depois de tantas aulas, essa mentoria, eu acho que você é capaz de comer uma comida mais sólida. Entendeu?
A lei é a base de toda religião. Todas as religiões são baseadas no conhecimento do bem e do mal. Entendeu?
Todas são baseadas na lei. Por isso, toda religião escraviza e não pode salvar. Toda religião fala do bem e do mal.
Então, elas falam coisas boas, mas é só lei. Entendeu? Que escraviza.
Me lembro de ler certa vez aquele escritor famoso C. S. Lewis, que escreveu "As Crônicas de Nárnia".
Ele foi, ele era um pregador, um professor, um mestre na palavra e um dia ele foi convidado para debater sobre religiões comparadas. Ele era professor em Oxford e foi convidado para representar, então, o cristianismo enquanto religião. Então, lá tinha muitas religiões, né?
Muçulmanos, budistas, brahmanas, e sei lá mais o quê. E a primeira pergunta que foi feita aos representantes de cada religião foi a seguinte: o que a sua religião possui de diferente em relação a todas as outras? Seja o que diferencia sua religião de todas as outras.
E aí, todos os debatedores responderam. Mas nenhum deles realmente podia falar uma diferença grande entre as religiões. Por quê?
Porque, basicamente, toda religião segue o quê? A lei. Em outras palavras, comporta-se bem, você é abençoado; comporta-se mal, e você vai ser punido, condenado.
Mas aí, então, chegou a vez do CS Luiz responder, e ele então disse o seguinte: ele falou assim: “Se eu disser que os ensinos de Jesus e o seu alto padrão moral é o que torna o cristianismo único, poderia estar enganado, porque pode ser que outros aqui também afirmem que os seus mestres ensinaram também coisas elevadas. ” Ele disse: “Se eu disser que a ressurreição é o que faz do cristianismo único e diferente das outras religiões, poderia também estar enganado, porque pode ser que alguém tenha ressuscitado ou alguém pode dizer que ressuscitou em outra religião. Mas existe algo,” disse ele, “que torna o cristianismo único e diferente de toda e qualquer religião: é a graça de Deus.
Porque em toda religião, os bons são abençoados e os maus são castigados, mas no cristianismo a graça de Deus inverte totalmente essa lógica. Entendeu? Deus resolveu abençoar aquele que não merece, mas crê na sua graça.
Onde abundou o pecado, superabundou a graça. Entendeu? Quanto mais o homem é pecador, mais graça de Deus ele pode experimentar.
Então, o cristianismo é a única organização no universo onde a qualificação para entrar é ser desqualificado. Eu amo isso. Então, filho, sai da religião, venha desfrutar da graça de Deus.
Não há mais julgamento sobre você, pare de depender da árvore do conhecimento, viva uma religião vazia. Entendeu? Ah, mas o cristianismo é uma religião?
Não, o cristianismo não é uma religião. Entendeu? Porque religião é o que o homem tem que fazer para chegar a Deus.
O cristianismo não ensina isso; ensina o que Deus fez para alcançar o homem. É o inverso, é o inverso. Não venha seguir a árvore do conhecimento do bem e do mal, não fique esperando que conhecer o bem e o mal vai te fazer justo diante de Deus.
Desfrute de Cristo, daquilo que Ele conquistou na cruz por você. O que é lei? Lei é tudo aquilo que você tem que fazer para ser aceito diante de Deus.
Você já foi liberto da lei. Entendeu? Você não tem que fazer mais coisa alguma com o objetivo de ser aceito por Deus.
Você é aceito agora pela obra da cruz. Você tem livre e perfeito acesso; você foi justificado, perdoado, purificado, reconciliado, santificado, liberto, salvo. Poderia falar mais coisas ainda.
Então, o problema acontece quando um crente resolve viver segundo o padrão da lei, segundo o merecimento da justiça própria. Então, quando isso acontece, todos os elos da corrente que eu falei para você aqui se ligam de novo. Entendeu?
Por causa do merecimento da lei, ele passa a ter consciência de pecado. Essa consciência de pecado gera condenação; a condenação gera o medo, o medo vai gerar o stress, e o stress vai gerar todo tipo de doença. Toda maldição vai aparecer na vida dele.
Ele é crente, ele é salvo, mas escolheu viver pela lei, pela árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas o que é graça? Graça é aquilo que Deus faz por mim; lei é o que eu faço.
Graça é o que Ele faz. Se estamos debaixo da graça, estamos debaixo daquilo que Deus faz. Só há vitória permanente se vivermos debaixo da graça, na espera da graça, do favor imerecido.
Se você estiver na graça, não haverá mais condenação sobre você, e você vai ter, a cada dia, mais clareza do quanto você é amado e por que você é amado. O medo não tem espaço na sua vida, ok? E se não há medo, também não haverá mais o stress.
E aí, toda a raiz de maldição é removida da sua vida. Aleluia! Aleluia!
Que o Senhor traga na sua vida, a cada dia mais, luz dessa realidade. Hoje, eu quero fazer um desafio para você, muito simples, que é apenas um sinal de alguém que provou a graça. Um dos grandes sinais de alguém que alcançou o perdão de Deus é que ele perdoa livremente.
Por quê? Foi perdoado de uma dívida tão grande. Como é que ele pode agora negar perdão para alguém que devia tão pouco para ele?
Hoje, eu quero que você. . .
O desafio é esse: libere perdão. Libere perdão, porque se você fizer isso, esse é um sinal de que você, de fato, experimentou o perdão da graça de Deus. E se você experimentou o perdão da graça de Deus, não há mais condenação sobre você.
Presta atenção: você não vai perdoar para ser perdoado; você vai perdoar porque já foi perdoado. Você crê nisso? Deus possa abençoar muito a sua vida.
Até a próxima aula.