não é isso que era o que é o que hoje se chama de transtorno bipolar isso transtorno bipolar dos transtornos de humor tem vários tipos de transtorno de humor alguns deles é necessário o tempo para fechar o diagnóstico então por exemplo o que que é o transtorno bipolar o paciente vão vai ter né existe alguns tipos né mas classicamente o paciente vão ter períodos depressivos que são sintomas negativos né e períodos que o paciente está eufórico que pode ser uma hipomania que seria uma forma mais leve e mania no caso da hipomania às vezes o
paciente tá até funcional consegue trabalhar tem colegas psiquiatras que até relatam pacientes empresários de alto rendimento falam que a fase mais criativa deles quando ele tá nesse período de hipomania hipomania o cérebro fica em atividade sem atividade mas não é uma coisa que chega a atrapalhar muitas vezes ele atrapalha mas ele consegue ter o convívio social né e aí tem períodos de mania que realmente o convívio geralmente o paciente fica impulsivo ele fica hipersexual então tem pacientes que tem um comportamento de risco quanto a isso ele tem essa sensação de grande eloquência descobrir uma coisa
às vezes de ser rico demais do que é gasta muito né gasta sai comprando coisa é verdade sai comprando né ele fala uma coisa atrás da outra né então o que que acontece o psiquiatra número um é indispensável para esse caso porque são casos que às vezes o diagnóstico não é tão simples às vezes você pode estar um paciente que vai estar no período dele depressivo e depois vai desenvolver a fase dele de hipomania e aí esse diagnóstico quanto mais precoce tiver melhor vai ser o desfecho do paciente menor a chance dele crunificar menor a
chance dele ter problemas sociais quanto a isso porque às vezes o psiquiatra vai fazer o tratamento crônico e as medicações modificam também a fase que o paciente vai estar mas o que que acontece agora tô perguntando pro neurologista o que que acontece no cérebro dessa pessoa o que que tá acontecendo naquele momento a gente tem neurotransmissores que são muito relacionados com o prazer com a sensação de bem-estar e também existem outros neurotransmissores como a serotonina mas também são outros que nesse caso do paciente eles estão modificados então o cérebro responde de forma diferente contra eles
você fala assim: "Ah Júlio existe algum específico e por isso essa droga não." Mas existe uma coisa que não tá certa ali no cérebro isso as ressonâncias funcionais a gente consegue ver áreas específicas do sistema límbico que estão modificadas de repente esses neurotransmissores eles fazem a pessoa ficar dessa pessoa mais apática mais triste mais e fazem também ficar dessa euforia essa euforia isso então o que que acontece se a pessoa entende isso que o problema é no cérebro assim como acontece o infarto assim como acontece o AVC assim também acontece no problema da saúde mental
qual a grande dificuldade pras pessoas entenderem a gente meio que escalona de forma errada hierarquiza os exames ah tá então se a gente vê no exame alterado você acredita que aquilo é uma doença no caso da saúde mental no caso da psiquiatria não o diagnóstico é baseado no checklist que o psiquiatra faz conversando vai excluindo vai fazendo isso isso e e aí o que é curioso padre as pessoas não entendem a validação científica é semelhante ah então quando eu digo um paciente tem um tumor cerebral porque eu vi uma ressonância e aquilo confirmou porque o
biopsiei tem o psiatra é semelhante eles fazem uma série de estudos para criar esses critérios de diagnóstico e preenchendo esse critério diagnóstico ele tem certeza que aquele paciente tem aquele tipo de doença e aí ele começa a tratar e aí os os remédios foram desenvolvidos baseados naqueles critérios de diagnóstico existe eu conheço pessoas que têm eh eh transtorno de bipolaridade e ela tem uma consciência plena que ela tem a o transtorno e ela diz assim ó: "Quando eu estava na minha fase de euforia eu fiz isso isso isso" interessante isso essa consciência que ela tem
né que esquizofrenia depressão a mesma coisa que o que que acontece qual o grande problema se a pessoa não entende aquilo como doença ela fica se culpando é verdade é verdade e aí o que que acontece como a gente falou a mania hipomania o paciente tem uma sensação boa por isso que ele fica hipersexual por isso que ele tem grande eloquência mas ele tem que entender que aquela sensação boa pode trazer um prejuízo para ele eu costumo comparar o paciente até para ele entender o que as drogas fazem então tem muito paciente que você olhando
ele você não sabe se é uma doença ou se ele usou consumiu algum tipo de droga então a cocaína dá esse sintoma de euforia muito parecido com o aspecto da mania porque ela modifica no cérebro neurotransmissor semelhante da sensação de alegria potência de que eu tô entendendo agora o mundo né através de uma substância exógena ah entendi entendeu então assim as drogas elas têm isso o paciente que entende que a doença vai dar uma sensação boa mas que aquilo vai prejudicar ela ela procura o psiquiatra e vai ser tratada porque ela sabe que a consequência
vai ser ruim interessante a gente vai ver o filme Divertidamente dois tem a ver com esse nosso tema veja só o que é isso o que foi ai ai galera vamos esvaziar o lugar bora Demoli demoli o que tá rolando ai tem esse Ah que loucura é essa para para não pode ah vem cá o que que é isso hein tranquilo agora tá certo certo para quê em breve laranja quem deixou o controle laranja eu não sou laranja eu nem relembro laranja é um horror não olha para mim oi pessoal ah oi gente eu sou
ansiedade onde eu ponho isso uma nova emoção ei ai desculpa a gente queria tanto criar uma boa impressão eu Ah como assim a gente Divertidamente dois o filme para sentir tudo em 2024 em breve no cinemas divertidamente é um filme interessante que falava das todas as emoções que a pessoa né raiva né alegria e agora e não tinha ansiedade né agora chegou a ansiedade para vacalhou tudo né vacalhou todas as emoções é curioso que a geração de hoje já meu filho na escola tem 8 anos ele já debatem isso nesse tema então eu acho interessante
porque eu esses dias conversando com as crianças na catequese criança de 9 para 10 anos e a e ela me disse: "Olha eu eu tenho ansiedade." Eu falei: "Mas como?" Eu ainda perguntei: "Você sabe o que que é ansiedade?" É né mas elas sabem o que é ansiedade sabem sabem interessant e eu tava falando com a minha esposa que hoje o pessoal disse que a das maiores comodies tem sido a saúde mental né e as crianças eles já estão trabalhando isso né que a nossa geração é não falava do tema não falava do tema existiam
os problemas mas não era falado e gera consequências no futuro né então eu falo tudo no mundo como a gente tá falando da hifodemia não pode levar o exagero né então não é todo mundo que vai ter doença não é todo mundo que vai precisar de remédio né a gente vê uma geração também muito medicalizada né eles brincam com uso de remédio né usam remédio para dormir sem necessidade né eu acho interessante interessante eu acho eu falo uma coisa certa eh se brinca muito com essa questão eu vejo às vezes meme na internet e tal
de jovens que sabem nomes de remédio tá sabe uma lista de nomes de remédio princípio ativo essas coisas porque tem uma familiaridade com os remédios ou seja ou usar ou tem alguém de perto que usa as pessoas têm usado cada vez mais remédios de de de eh psiquiátrico com certeza eu falo com todo mundo o seguinte remédio eu eu usei remédio para emagrecer né eu falo o seguinte é droga é droga então ele só deve ser usado quando falhou todas as outras opções né então assim as drogas vieram para revolucionar claro a gente usa a
gente precisa né mas não deixa de ter consequências que às vezes você não tem ao certo como é por isso que qual o grande problema a maioria dos jovens eles usam remédio para sintoma e não para tratar doença justamente então por exemplo ansiedade muitos usam remédio para dormir justamente é isso isso é interessante não dorme por quê porque fica muito tempo celular não consegue fazer aí então eu vou tomo o remédio como se aquilo fosse perfeito é interessante fazendo paralelo do meu caso a questão do peso né 50% das pessoas que perdem peso com remédio
para emagrecer tem regábito de vida não mudou o controle alimentar ainda paralelo se a pessoa toma um remédio para dormir aquilo não não resolveu o problema dela porque ela não vai dormir nunca na vida dela se ela não mudar o hábito dela com certeza né eu eu falo o seguinte há um avanço de entender aquilo como doença né mas normalmente essas doenças elas são multifatoriais né e geralmente o tomar o remédio é o ato mais simples né então às vezes é um paciente no meu caso acontece muito encaminhar o paciente aí não foi pro psicólogo
cedeu a medicação ele se sentiu melhor com a medicação não resolveu a raiz do problema da ansiedade dele nem da depressão não faz nenhum tipo de acompanhamento e aí fala: "Ah doutor acho que eu tô viciado no remédio" quando eu paro os sintomas voltam é claro porque ele não resolveu o problema resolveu o resto do problema resolveu o problema então realmente há uma dependência porque ele não resolveu o problema então assim a a compreensão que o problema é no cérebro é uma vantagem entender como uma doença é uma vantagem mas eu acho que hoje vai
começar a evoluir para entender o que é que eu vou fazer a gente tá falando de ansiedade depressão e houve a pergunta da espiritualidade né a gente sabe a importância que tem da saúde mental hoje os hospitais qualquer hospital privado que tem aqui e o senhor como padre sabe muito disso vai ter a parte espiritual também porque a gente sabe que lida muito junto com isso né e as pessoas vão ter que aprender nessa sociedade a conviver e tentar mudar a raiz do problema porque normalmente é o quê excesso de informação né é a questão
do objetivo de vida é a questão dessa competitividade que a gente tem né cobrança muito hoje eh cobrança com as crianças hoje eu acho impressionante a família que cobra eu acho impressionante como você a gente vai ver agora mas a fico impressionado como a família coloca uma carga eh uma faz uma agenda para as crianças que é impressionante a exposição em rede social né eu tava meu filho pá meu meu filho estuda numa escola jesuíta aqui na coleção Luís aí eu perguntando para ele ah ele faz esporte então eu fiz aí quem é o melhor
nisso ele não tem melhor não pai cada um aprend seu tempo eu fiz: "Tá bom vou fazer outra coisa" é a sociedade vai evoluindo né e a gente vem da nossa geração né que tinha o melhor era o vestibular quem passou em primeiro né e e vai mudando