[Música] eu vim para África em busca de inovação e também para entender a economia do conhecimento do continente africano a África é um continente diverso cheio de vitalidade de pessoas jovens que estão fazendo projetos incríveis inclusive com tecnologia olhando para o futuro e para uma transformação tudo que tá acontecendo aqui pode servir de inspiração para gente também no Brasil e é isso que a gente vai ver nessa temporada do Expresso futuro [Música] quando a gente pensa em África a gente tem que pensar num continente diverso jovem cheio de vitalidade e que tá pensando e construindo
uma ideia de futuro muito poderosa então a gente está num lugar onde a cultura e a tradição se encontram onde a Inovação sempre existiu e agora tá sendo canalizada e potencializada por causa da tecnologia é a ideia de afro futurismo tema deste Episódio aqui do Expresso futuro [Música] uma das coisas mais legais aqui de Moçambique é que é economia do conhecimento tá bombando a gente vai visitar agora o estúdio anima um laboratório de criatividade no meio de uma fazendo um monte de projeto interessante com criatividade e Tecnologia Olá pessoal tudo bem João como é que
você tá muito prazer viu Obrigado por receber a gente todos nós que tipo de projeto vocês estão desenvolvendo agora procuramos sempre projetos não é que seja um estimulante e que tenham de alguma forma algum tipo de impacto 10 anos atrás trabalhavamos muito com comunicação para fins promocionais e comerciais digamos né E com o tempo pronto passamos a perceber que a comunicação tem um valor muito importante para outras áreas né e outros setores tais como Desenvolvimento Social artacultura as indústrias criativas e também biodiversidade e ambiente Olá a todos o meu nome é Janete Vou partilhar com
vocês tudo aquilo que eu aprendi na gestão do meu negócio para que possam fazer o mesmo conta pra gente quem é a Janete é uma personagem mas que está inserida neste também moçambicano e traz um pouco desta abordagem de uma mulher que começa a ter um negócio em casa depois vai crescer ela vai para o mercado municipal e algumas dificuldades porque o nível de negócio já é este crescimento então a Janete vem com uma personagem mas também enquadra-se perfeitamente naquilo que é o seu target que são mulheres o empreendedor e homens empreendedoras porque ela traz
histórias reais através de uma rádio novela e é também um pouco deste seio da sua família a família interagir com ela incentivar a criar um negócio a tratar as questões do gênero que também são muito debatidas através A ideia é através deste projeto nós representamos várias mulheres moçambicanas dar apoio a elas para iniciativas do negócio responder Obviamente as suas dúvidas e também trazer parceiros para ensinarem ou promover os seus produtos e serviços financeiros relacionados a gênero temos agora uma novidade porque vai ser uma temporada relacionada à utilização de energias limpas então é uma inovação e
também é Janete a falar um pouco sobre fogões melhorados painéis e o impacto que temos para o meio ambiente [Música] Então conta para mim o que que são os informais hoje por mais é uma banda desenhada moçambicana que sofreu como um projeto com o principal objetivo de dar voz no setor informal que conta com Trabalhadores de rua com muitas vezes não são ouvidos e neste grupo trabalhadores muitas vezes inclui artistas Então os informais vem dar voz através desta banda desenhada que é um projeto Pioneiro em Moçambique através da sua criação e continuidade porque claramente são
pessoas já trabalharem e a principal voz que nós queremos esta banda desenhada todos os processos é feito na Com base no na observação do nosso cotidiano os personagens geralmente existem porque São vendedores informais do nosso do nosso dia a dia do nosso mercado da nossa cidade o que acontece é que sendo uma história de banda desenhada nós tentamos trazê-los tentamos acrescentar um pouco mais do Fantástico para enquadrar-los numa história também paralela a atualidade de uma Isto é num futuro eu diria possível os informais é o que 2.084 2084 o que estamos a tentar fazer né
e trazer aquilo que é uma pequena previsão de que são os nossos problemas atuais o que que pode estar de alguma forma acontecer Nessa altura né então estando em 2084 faz todo sentido que todos os elementos que a gente enquadra nesta banda desenhada tem tem espelhar de alguma forma Tudo que possa ser o futuro Este é um projeto que nos é muito querido que a gente já tá desenvolveram há muitos anos e que finalmente conseguimos publicar e que surge mesmo do contexto né e de certa forma pronto a gente vê que há um interesse Muito
grande nessa narrativa nessa temática não só o nível Nacional naturalmente mas são o nível do continente e um interesse Global Neste contexto do continente africano especificamente portanto pronto este projeto surge mesmo com esse objetivo não é de chegar às pessoas e de contar a história de de Maputo também e de Moçambique naturalmente né e os informais os heróis como um próprio nome diz são da economia informal né que é uma parte significativo da população também no Brasil certo completamente É acho que é uma das maiores características do Sul Global não é e de certa forma
acabou sendo colocada assim meio que ou inferiorizada mas que é super valiosa e que se aprende muito inovador exatamente nessa Perspectiva da Inovação e da reinvenção sim é um bocado de uma forma de valorizar essa ideia informal não é e também se é uma forma de resistência por causa dessa paixão e da rede que a gente criou a volta da banda desenhada nós fizemos a proposta de de fazer criar bolsas literárias para os países africanos de língua portuguesa Então temos três países Cabo Verde angolem Moçambique a concorrer a bolsas eh anualmente e isso permite que
argumentistas e ilustradores desenvolvam projetos de banda desenhada né E daí também naturalmente controlar comercialização de conteúdos ligados a este setor muito legal [Música] Moçambique e essa região como um todo tem uma história longa e complexa no caso aqui do país a presença portuguesa começou antes do ano 1500 ou seja antes dos portugueses e ele até ao Brasil [Música] a gente tá aqui na Fortaleza de Maputo que foi construída no final do século 18 aqui era um lugar de muita disputa entre potências coloniais Então os portugueses decidiram fortificar contra os ataques hoje Esse lugar é um
museu que foi transformado assim desde a década de 40 do século passado e que Celebra a resistência dos povos locais contra o colonialismo por exemplo aqui estão os restos mortais do gungo e Anne que era uma liderança local muito importante e que resistiu bravamente contra a dominação portuguesa quando o país ficou independente em 1975 começou uma guerra civil brutal e no momento muito duro no momento da Guerra Fria onde o mundo estava dividido em dois blocos Estados Unidos e União Soviética e aqui na vizinhança alguns dos países ficavam de um lado e outros de outro
isso Acabou fazendo conflito ficar ainda pior nessa guerra mais de um milhão de pessoas morreram e quando a guerra terminou em 1992 o pai estava arrasado e foi a partida aí que o país está tendo um esforço muito grande de ser construir inclusive para buscar inovação e uma construção de um futuro promissor que dê conta de todo o potencial daqui [Música] essa aqui é a Praça da Independência aqui de Maputo e é interessante porque o sabor a Shell que tá aqui ele foi o primeiro presidente de Moçambique depois da Independência e antes dessa estátua dele
essa Praça que tinha sido construída pelos portugueses tinha a estátua do molzinho de Albuquerque que era o governador geral de Moçambique né em nome dos portugueses Então essa Praça ela celebra o fim dos tempos coloniais então lugar é muito importante para entender a história de Moçambique a gente vai conversar com José e com a Rita Chaves o Zé inclusive foi ministro das Comunicações do primeiro governo Independente de Moçambique lá nos anos 70 vamos conversar com ele para a gente entender muita coisa que explica o presente e o futuro de Moçambique Brasil pensa em Independência no
século 19 né e Moçambique pensa em Dependência o que quatro Décadas atrás e você tava lá você participou desse processo como é que foi quem foi o Samuel Maciel e o seu papel na história tem uma vida muito goleada foi realmente o grande obreiro da luta da vitória militar para um processo de distribuição é um processo de democratização da riqueza nacionalização e a universidade tinha 2.000 alunos 40 eram negros foi preciso construir um país com ministros com 30 anos sem quadros sem dinheiro com país devastado pela Guerra depois também tínhamos África do Sul tínhamos a
rodeza dois regimes racistas que estavam em pânico com o avanço da do processo da Independência aqui iniciar uma guerra de agregação depois se transformou numa guerra civil juntando as duas fases da Guerra foram todos os 16 anos e que sabia o país mais pobre do mundo mas isso foi um resultado de uma destruição que nós tivemos para cima de mil escolas postos de saúde e Vilas da destruídas pela guerra tivemos 1 milhão de mortes na Guerra dos Seis Milhões de refugiados tivemos uma geração que não estudou fez guerra jovens ah 14 15 anos foram pra
guerra e trazer ao país considerado estamos agora tentando nem sempre da melhor forma mas estamos tentando sair dessa dessa situação e tentando dar transformar este país no país realmente não são aplicados não é quer dizer que ficou muito comprometido com esta com toda esta situação [Música] como é que você vê hoje né a gente ouviu do Zé toda luta e a guerra acabou em 92 e o país agora pelo menos do nosso olhar externo agora tem uma possibilidade muito grande construir um futuro brilhante né almejando o desenvolvimento Brasil também é um país de muitas contradições
em que a elite continua muito apartada da população esses índices de criatividades eles estão principalmente nas populações e muito na periferia é uma experiência que nós temos e que não temos sabido aproveitar Se você pegar o campo das artes plásticas né pintura escultura Se você pegar um teatro se você vai encontrar a essas marcas de grande criatividade e uma capacidade muito forte de das periferias dos jovens de estabelecerem de uma forma crítica uma relação entre a tradição e a modernidade que isso nós não aprendemos no Brasil e aqui também eu percebo que esse divórcio ele
ele dificulta mas eu preciso ter esperança de que os jovens né de que amada vai conseguir dar o salto não é com ancestralidade apenas não é com ensinamento dos nossos avós não é com essa capacidade de estabelecer esse diálogo muito vivo isso eu acho que Moçambique tem né tem talvez para ensinar de sobra talvez essa vitalidade aqui como existe também no Brasil se for apoiada e tiver condições de se desenvolver transforma em 10 anos assim é isso vai atrapalhar principalmente como é que você vê hoje a relação do Brasil com Moçambique vai ser muito fraco
e hoje não vejo neste momento digamos as relações com o Brasil estão para ser recomeçadas primeira coisa importante é conhecer conhecermos neste caso particular o Brasil conhecer Moçambique bem um dos grandes grandes dificuldades que se cria na relação entre duas comunidades como o Brasil Moçambique é que as pessoas saem lá como saber que na cabeça já e quando chega um cara só querem ver aquilo que confirma a ideia que ele está é não quero aprender é fundamental por uma aproximação que viabilize o conhecimento Então eu acho que que políticas de cooperação em que os africanos
Também ocupem o lugar de reais interlocutores Eu acho que isso é fundamental e tem uma esperança né Nós vamos conseguir voltar a olhar desse desse continente que é também sem dúvida alguma forma de nos aproximarmos das camadas mais excluídas da população brasileira [Música] vamos conhecer a obra do butcheca o Moisés Ernesto que é um artista plástico que vive em Catende próximo a Maputo e faz um trabalho muito interessante usando inclusive materiais recicláveis quando eu iniciei mesmo eu ainda era criança Sabe numa época que houve falta de brinquedo aqui é Moçambique então sim eu criava os
meus próprios brinquedos então por aí começou uma interessar a arte que eram construir caminhos da Arame bonecos da Arame essas coisas todas e mesmo até o desenho também comecei criança pintando nas paredes do quarto em casa essas coisas depois os nossos pais chateavam mas a gente queria desenhar então pegávamos no lápis começavamos a desenhar mesmo na parede Este é uma Esta é uma história que estou fazendo a partir das dos quadros até até cá essas pequenas pinturas né trata-se de um dançarino noturno em que ela traz mais com as suas próprias sombras então eu como
se já estivesse no estado espiritual Nós temos muitas dessas danças tradicionais mesmo como minha alma temos também esta este trabalho também a dança das sombras as sombras são essas que estamos a ver você acha que Moçambique tá no momento favorável para os artistas neste momento Acho que sim Acho que sim está no muito favorável para os artistas porque já existem uma comunicação internacional através das redes sociais de que a gente consegue comunicar com quem a gente quer e aí também uma começam a ver mais um bocadinho de galerias Agora nós estamos a fazer estamos a
fazer individualmente mas eu penso que também o estado deveria também acompanhar isso e há coisas que que nós não podemos fazer que é de responsabilidade do estado que deveria também interessaram-se mais um bocadinho para participar desse tipo de coisas e para ver esse espaço para aprendizagem né sim para nova geração que está vindo por exemplo né então eu pesquisar como africana tem a sua força no estilo característica penso que a arte africana está sendo muito muito muito apreciada e agora acho que mais do que nunca na minha opinião aponta para um futuro né que eu
acho que é muito interessante dá uma perspectiva de futuro futuro próximo o futuro próximo [Música] aqui em Maputo em Moçambique tem um lugar incrível chamado x Hub é uma incubadora de projetos criativos que apoia artistas e criadores de várias áreas inclusive para profissionalizar o trabalho deles e ter um alcance cada vez maior gente isso é muito importante porque a gente tem que sempre lembrar que a cultura é a porta de entrada da economia do conhecimento no Brasil a gente discute muito sobre a chamada economia da Cultura né porque a cultura ela pode transformar os lugares
trazer desenvolvimento é exatamente essa ideia nós percebemos que os artistas maior parte deles a gente até tem um bonito trabalho e tudo mais mas às vezes é difícil nós contribuirmos na economia pelo menos na parte cultural então a ex-ab vem exatamente para mostrar os artistas criativos que é necessário haver uma economia nessa área amanhã mesmo Já teremos um workshop aqui sobre como buscar financiamentos que é para os artistas poderem saber que a necessidade também não só de pedir parcerias patrocínios Mas também de ir atrás de financiamento para poder ter mais sucesso no seu trabalho com
certeza e isso é bom para todo mundo né porque cultura forte significa sociedade [Música] e o hexame como é que são as atividades do dia a dia o que que acontece tem escritórios compartilhados se estivermos a falar de um músico por exemplo ele chega já tem uma estação está ali a compor uma música e depois disso ele pode sair e descer para os nossos estudos temos um estúdio de áudio de gravação aqui no prédio de gravação aqui e ainda temos uma sala de edição também temos também um estúdio para gravação de vídeo pode fazer fotografias
então o artista sair daqui com seu material Júlia me conta a história como é que surgiu a ideia a ideia do no período da pandemia muitos de artistas nacionais que tínhamos tinham dificuldades por exemplo para ter contatos internacionais às vezes era a questão da bibliografia que nós estava em dia ou porque não tinham ou por exemplo uma página um site onde internacionalmente poderia acessar se para ter contato dos artistas e diante dessa dificuldade a pandemia que também veio impulsionar um pouco mais acabou-se pensando na criação como uma forma de apoiar os artistas na criação ou
no desenvolvimento do seu trabalho na profissionalização daqui 10 anos como é que você vê o papel do assim que que você acha que você vai falar assim poxa cumprimos a nossa missão bom assim que tivermos uma incubadora em cada província assim que atingirmos as nossas metas de pelo menos anualmente se estou a dizer anualmente termos formado 200 gestores culturais porque esse aqui é o nosso objetivo é fazer com que daqui a 10 anos a gente sinta que ai o músico está neste ritmo porque iniciou no Excel é por isso que vamos continuar a trabalhar Sobretudo
com a escritas de emergentes da base para poder chegar até Olha eu fico até emocionado tá deixa eu ver ó Brasil Aprende Brasil tem que aprender com uma Como saber que tem que aprender com a Júlia com Alexandre porque esse é o caminho né quando a gente olha país como a Coréia que hoje são sucesso no mundo inteiro com o pop coreano com seriados que as pessoas no Netflix Começou assim né começou trabalhando com a criatividade na base trabalhar trabalhar batalhar batalhar e ir atrás ir atrás e vamos alcançar o nosso objetivo e qual que
você acha que a cultura que os jovens aqui de Maputo de Moçambique então mais interessados hoje assim qual é a cultura que as pessoas estão mobilizadas Pois é irmão sabia que a gente veio para cá tem vontade de ficar porque realmente é culturalmente as pessoas é tudo muito maravilhoso um estilo musical que surgiu no Oeste e ninguém melhor para falar disso que o produtor musical pange a nós [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] tem uma frase que diz o mundo é primeiro construído através do sonho e a arte é um portal para essa construção não
é por acaso que aqui em África a gente está vendo uma revolução artística muitos projetos acontecendo um desejo de construção do Futuro muito grande isso indica esperança e determinação com certeza para construir um futuro que vai ser muito melhor e brilha [Música]