Olá, boa noite. Boa noite, Rafael. Boa noite, Lará. Sejam bem-vindos aqui na sala de Joana. [limpando a garganta] >> Muito boa noite, Cleid. Boa noite, meu querido Jorge Alará. Boa noite a todos vocês que estão no nosso chat já nos cumprimentando, mandando as suas mensagens. Sejam todos muito bem-vindos. >> Olá, Cle, boa noite para você. Boa noite, Rafael. Mas hoje eu quero Entrevistar o Rafael. Rafael Siqueira, eu quero entrevistá-lo, fazer uma pergunta para você, para os nossos ouvintes. Eu gostaria de saber se o senhor imaginava [limpando a garganta] que esse programa iria passar tão rápido
como está passando e nós já estamos indo para o século XX. Uma porque na minha visão ia demorar para caramba pra gente terminar. Eu gostei de ouvir a sua opinião, por favor. >> Olha, é uma surpresa para mim. É uma Surpresa tanto pelas pessoas falarem com a gente que estão gostando. Eu nunca imaginei que isso fosse acontecer. Vocêando, [risadas] eu sendo bem sincero, não, porque eu sei que todo mundo gosta do Elar, mas o fato é que falar de fatos históricos, eu fiquei pensando assim: "Meu Deus, a gente vai falar de cruzadas, vai falar de
inquisição, vai falar de processos tormentosos da igreja, mas vamos lá". E quando a gente chega nos lugares, Lará, Ah, você é o rapaz da história do cristianismo. Porque é interessante as pessoas, o Elará e o rapaz da história do cristianismo. >> Então, tá sendo muito legal. Eu achei que a gente de fato fosse demorar mais, mas estamos no século XIX, caminhando pro século XX, vocês não imaginam a minha alegria. >> Eh, e e Cleid, nós começamos quando esse programa? Ai, Já vai fazer o quê? Um ano e meio. Ela >> você tá brincando que tem
um ano e meio que a gente tá fazendo isso. >> Eu acho que eu vou ver aqui na playlist. Deixa eu ver aqui na playlist lá rapidinho eu vejo. Pera aí. Aí eu já te dou a data certinha. >> São 20 séculos, né? Sari 10 meses, tá? Um ano, acho que tá um ano, porque tem umas que foi dobrado, né? >> Um ano e alguns meses, eu acho. Deixa eu Ver. A >> sensação que eu tenho assim, como se tivesse uns três, qu meses que a gente tá fazendo isso. Já tem um ano. >> Ó,
o primeiro vídeo foi dia, não tá no final. Minha playlist tá ao contrário aqui. Então, e nós já estamos indo pro final. a gente já vai começar a pensar o que que a gente vai fazer para substituir esse nosso programa, porque a gente quer aproveitar o mesmo horário, porque a Gente já tá com com esse horário já definido na agenda e a gente fazer isso num outro no mesmo horário, uma outra programação. [limpando a garganta] Não sei se nesse canal, se noutro. Eu achei dia 12 de fevereiro de 2025. Então nós já viramos a >>
primeira a primeira live >> viramos um ano. >> Um ano já viramos fevereiro, março, abril, maio, junho. 1 ano e 4 [limpando a garganta] meses. >> 1 ano e 4 meses. 16 meses. >> A sensação que eu tenho que tem 4 meses que a gente tá junto fazendo esse trabalho. >> É >> como passou rápido. Como passou rápido. E assim, tem sido muito saboroso fazer isso. Quando a ideia surgiu de fazer um século por vez, eh, parece uma ideia muito audaciosa que Talvez a gente nem desse conta, né? Mas foi muito interessante. A gente já
tá assim quase que se despedindo dessa série. Nós estamos agora na terceira live do século XIX. Nós temos dois séculos em que isso aconteceu. Um foi o 13. E agora o 19. Vamos para o século XX, que eu não sei, acho que vai ser mais rápido, tem menos coisas assim do ponto de vista relevante para isso. Mas então, Cleit, É só essa reflexão que eu queria fazer com você aí. >> Ah, então eu vou fazer a prece para vocês dar o início ao estudo. Bom, >> pode ser, >> pode ser. Claro, claro. Pode. Tá dando
um pouquinho de eco aí, Cleit >> no meu. >> Vê se sou eu fechar aqui. >> Eu acho que vem lá do Elará. É. Ah, então vamos aqui eh agradecer a Serenar os nossos corações, a serenar os nossos pensamentos e agradecer a Deus, o nosso Pai Celestial, pelas inúmeras oportunidades em que estamos tendos, estamos tendo aqui nesta reencarnação as oportunidades de podermos aprendermos e falarmos em nome da doutrina espírita, falarmos de Jesus. Obrigado, mestre. Agradecemos-te do fundo de nossos corações. Venha ter conosco sempre, hoje, sempre, iluminando as nossas vidas, iluminando a nossa família. nossos irmãos,
[roncando] o nosso planeta Terra. Obrigado, mestre. Abençoe, ilumine, oriente e proteja todos aqueles que aqui estão conosco nesse chat, a todos aqueles que virão ter conosco depois. Enfim, Senhor, todos os navegantes desse nosso planeta Terra. Obrigada. E que assim seja. E proteja os nossos irmãosá Rafael que vai falar para nós outros com propriedade e sabedoria. E que assim seja. OK. Eu [limpando a garganta] acho que a gente vai ter que trabalhar com os os microfones fechados hoje, que acho que a minha internet aqui não tá muito boa, mas Tá tá com algum pequenino delay, por
isso tá dando esse problema. Vamos, talvez eh normalize daqui mais um pouco, a gente dá uma testada, ver se some ou e se sumir, tudo bem. Isso já aconteceu em outras lives e às vezes vai a live inteira, tem vezes que no meio da live aí dá uma ajustada. Então eu quero dar primeiramente meu boa noite para Mauricélia Herácio, a minha vizinha de Rio Branco no Acre, A minha vizinha para a qual mandei um livro recentemente. Estive numa localidade que eu já nem lembro qual foi. O pessoal disse: "Olha, você vai mandar um livro paraa
sua vizinha". Digo: "Ah, mas é agora que a gente vai fazer". E aí então nós eh preparamos um vídeo lá para ela, foi muito legal. Um abraço para você, Mauricélia. Tudo de bom, hein? Bom, eh podemos começar, Rafa? >> Podemos. Nós temos alguns assuntos que Ficaram pendentes. A gente precisa ver quais que você quer elencar pra gente trabalhar. Por exemplo, ficou faltando o positivismo, Charles Darwin e a origem das espécies, paster, que dá pra gente falar aí sobre a biogênese, a teoria germinal da vida, enfim, dá pra gente caminhar por isso, falar rapidamente, se for
interessante, sobre Víor Hugô e sobre as mesas gerantes e o espiritismo. Se der tempo, eu gostaria De contar uma pequena história do processo de libertação dos escravos nos Estados Unidos, porque tem a ver com processos de mediunidade, de reencarnação. É uma história que o Raul contou pra gente, recontou numa conferência do Paraná, mas se der tempo, mas a gente tem >> verifica, >> pode falar, >> verifica verifica se tá dando eco para você, se tem alguma coisa, se tá >> Não tá dando eco, não, >> não. Então, de repente, a triangulação de nós três é
que poderia tá dando interferência. Bom, eh, essa nossa live é a terceira live do século XIX. Refresca a minha memória aqui, Rafa. Na primeira das lives, nós tratamos sobre qual enfoque, qual foi o enfoque que a gente deu para o século XIX dentro da visão do cristianismo. >> Na primeira live nós trouxemos a Selma, que mora nos Estados Unidos. Então, a Primeira parte da live ela falou dos fenômenos de Heidesville, reconsiderando alguns aspectos, principalmente no que Tanger é o nome do lugar. falou do de como ocorreram aqueles acontecimentos. Depois nós entramos no aspecto religioso, falamos
do surgimento da igreja adventista, dos mórmons, os testemunhas de Jeová e praticamente ficamos com fenômenos de Heidesville e esse segundo avivamento religioso nos Estados Unidos. >> Hum. Então, a live primeira, nós tomamos o aspecto religioso do século XIX e tomamos junto com isso eh o fenômeno de Heidersfel. Na segunda live nós pegamos o aspecto filosófico, não foi? Foi. Na segunda live nós fizemos um remanescente de aspecto religioso. Falamos sobre o Concílio Vaticano I, que é a questão da infalibilidade papal de 1869 1870. Falamos da questão da Novar, >> é, falamos da RER Novarum, falamos da
questão da maçonaria. Você trabalhou a questão da maçonaria aqui no Brasil na época de Dom Pedro II. Falamos do [limpando a garganta] dogma da Imaculada Conceição em 1854, das aparições marianas. Tangenciamos inclusive um aspecto que ficou esquecido lá do século XVII, que foi Nossa Senhora Aparecida aqui no Brasil, como foi aquele fenômeno, como que ela apareceu, na verdade a imagem, primeira cabeça, Depois a imagem nas águas do rio Paraíba do Sul. Depois entramos no aspecto filosófico. Trabalhamos rapidamente sobre Ludvig Fuerb, sobre Niet, sobre Freud, sobre aquela onda materialista do século XIX, contrapondo-se a religiosidade da
igreja. E sobrou para hoje a gente trazer Kardec para equilibrar novamente a balança da ciência com a religião e mais alguns outros aspectos. Então, na primeira live, nós trabalhamos Uma ênfase na ciência, na religião, na segunda foi uma ênfase na filosofia e agora a gente vai fazer um uma ênfase no aspecto científico. Embora a gente, evidentemente navegue pela religião, pela filosofia no dia de hoje, o principal ponto, que história que ela quer que conte? Não entendi. Eh, >> a história da mediunidade, da reencarnação ocorrida nos Estados Unidos, da Médium Net Hborn Minard, mas eu conto
>> tudo bem. E assim, hoje a gente vai se concentrar mais nesse aspecto ligado com as questões mais científicas. E então, eh, nós vamos trabalhar aí algumas experiências científicas vividas no século XIX, para que a gente possa desabrochar aquilo que a gente tem para trabalhar. E aqui, eh, eu queria trabalhar de princípio o cenário científico do século XIX pra gente poder abrir as nossas Discussões de hoje. O século XIX, como todos nós sabemos, foi um século muito, muito significativo. As mudanças que aconteceram no século XIX foram impressionantes. Quando você olha a humanidade em 1801 e
olha a humanidade em 1900, você vê uma mudança gigantesca em diversos aspectos da sociedade humana. Acho que aqui algumas pessoas sabem, eu Sou engenheiro, eu sou engenheiro eletrônico, né? Então pode não parecer, mas eu sou da área de exatas, que por sinal foi a única coisa que Deus conseguiu fazer eu aprender, é a parte matemática. Então, eh, todos os grandes nomes da área da ciência que eu estudei da parte da física de magnetismo, eletromagnetismo, eh corrente elétrica, todos são século XIX. Volt, ampé, homem, Ws, plank. Todos esses homens são todos eh farade, todos são desse
desse período. Uma curiosidade sobre o Farade, todos eles eram doutores. O único que não era doutor era Faradey. Farad era tipógrafo, ele trabalhava na na tipografia e ele imprimia o livro dos outros. E aí ele lia os livros porque ele tinha que preparar o livro para pra edição. E ele foi lendo e ele que ele fez experimentos sem ser um homem formado. Ele era um negro. E os experimentos de Farad foi o que deu origem aos capacitores, a uma série de coisas. E aí eh todo esse esse manancial de conhecimento, ele vem do século XIX.
Conhecimento todo tá lá. E não só no campo da física, mas no campo da química também. As as conquistas no campo da química foram espetaculares no século XIX, muito grande. No século XX teve mais coisa de química, mas o século XIX Trouxe muitas contribuições. Porém, a biologia no século XIX, meu pai do céu, teve assim uma explosão. Por quê? porque era uma ciência que tocava muito nas questões da divindade. E o século XIX foi um século de ruptura com esses modelos assim bastante rígidos, religiosos. E nesse período havia um pensamento que vinha desde o século
X, um homem chamado Aldovandro. Aldovandro, em 1524 fez um experimento Em que ele pegou uma camisola suada, raspas de queijo e colocou num local úmido e escuro. E quando depois de dias ele abriu, havia ratos na camisola. Então ele provou por esse experimento que a camisola suada com restos de comida gerava ratos, não é que atraía, gerava ratos. Então, os ratos surgiam dessa camisola suada com restos de comida ficados no escuro. Era um pensamento muito forte durante Boa parte da história em função do pensamento de que Deus havia criado as coisas do nada, né? Deus
não criou o mundo em seis dias. Deus foi e fez isso, fez aquilo nos nos seis dias da criação. Então, evidentemente, eh, nós vamos perceber que era conveniente para o poder religioso da época que a que até a própria ciência se curvasse diante dessa verdade. Então, no século X, Aldovandro faz um experimento e e prova que isso era assim, era a chamada geração espontânea. Os animais surgem das coisas inorgânicas, porque foi assim que a vida então teria surgido. E era um período de muita discussão. Em 1829, nós vamos ter um pesquisador chamado Conde de L.
Marque, que estuda a [limpando a garganta] evolução das espécies e lança uma teoria, né, de que Você faz um esforço físico, então seus filhos nascem musculosos. Por que que a girafa cresceu o pescoço? que a mãe dela esticou o pescoço para comer, a filha nascia com pescocinho maior. Esse era o pensamento de Lamarque. Ele até funcionou durante um tempo. Ele desde 1820 809 ele tem os seus experimentos, mas depois ele começa a ser muito questionado, né? Porque o pessoal andou cortando o rabo do rato e ele não tinha Rabinho e aí 60 gerações depois o
rabo do rato continuou do mesmo tamanho. Então o fato dele não ter o rabinho não interferia no tamanho do rabo. Ninguém sabia nada de genética. A genética só iria surgir em 1880 com as experiências de Mendel. Ninguém conhecia nada como é que as coisas de fato funcionavam. Então, o pensamento de de Lamarque foi um pensamento que até teve uma certa expressão, depois ele Mingou com tantas contestações. O pensamento dominante sobre como é que as espécies iriam se transformar só vai surgir em 1859. Eu quero lhe repetir a data. 1859, 2 anos depois da publicação de
O Livro dos Espíritos. Então, há uma publicação feita por Charles Darwin. Ele era um naturalista inglês muito religioso. Ele tinha tido uma filha chamado Laura. E quando ele era muito jovem, ele fez Uma visita nessa região aqui da América e esteve na ilha de Galápagos e observou os animais e criou uma teoria lá. Ele tinha 25 anos, mas ele guardou essa teoria. Ele não quis divulgar a teoria que ele sabia porque ele era muito religioso, não queria que aquilo fosse publicação, ofenderia Deus. Que uma confusão danada. Como ele era muito religioso, ele guardou a teoria
para ele. Essa filha dele, Laura, quando completou 10 anos, ficou muito doente E ele pediu a Deus, cura minha filha. Você sabe que eu tenho uma teoria que pode destruir você. Segura minha filha, porque senão você sabe como é que é. Posso publicar? A filha dele continuou, foi piorando. Ele foi conversando com Deus e vendo como é que as coisas iam se organizar. A filha de Darwin desencarnou. Surpreendentemente, ao invés dele publicar, ele simplesmente tomou uma atitude diferente. Ele se afastou da Religião, tornou-se um homem frio com relação a isso. Ele que era tão religioso,
faz um recu, mas não publica nada. Somente muitos anos depois, quando um jovem chamado Alfred Russell Wallace o procura e diz: "Professor, eu fiz umas pesquisas sobre a espécie humana e eu queria publicar, mas eu soube que o senhor tem uma teoria que explica: "Eu não quero tirar do senhor a primazia de ser o Autor da ideia. Eu queria pedir que o senhor publicasse, até porque é uma ideia muito audaciosa. Se eu publicar muito jovem, eu vou ser triturado. O senhor vai na frente, publica a sua e eu depois vou e publico a minha. Darwin
se aconselha com um grande amigo chamado Hookley e ele então decide publicar o texto 1859, A origem das espécies, em que ele propa, não é? que não é porque o pai é assim Que o filho será semelhante, mas é porque aqueles que têm determinada característica tem mais adaptabilidade ao meio, sobreviverão, se reprodão, reproduzirão e suas características passarão a seus descendentes. Ele não conhecia genética. Passarão a ser os descendentes que terão então características distintas. Isso caiu como uma bomba na comunidade científica porque era um questionamento ao ao princípio de que Deus havia criado o Mundo todo,
de maneira que os animais saíram, como dizia eh Lineu no século XVI, os animais são tal qual saíram das mãos do criador, não tem evolução. E Daron em vinha e contestava essa esse pensamento. Isso foi uma loucura no mundo, mas ele nunca nessa obra cita nada sobre o homem, só fala dos animais. Penúltimo parágrafo da última página, ele diz: "Ideias semelhantes podem ser pensadas com relação à origem do homem, mas aí não ousa pensar. Quem ousaria Publicar seria Alfred Russel Wallas, aquele que procurou por ele no gabinete. Ele publicaria a origem do homem." E ali
ele tendo feito uma viagem pra região da Ásia, da Indonésia, ele capturou alguns fósseis humanos de homo hereerectos e cria uma ideia de que as espécies evoluiriam e que o homem também, assim como os demais animais, teria passado por um processo de evolução. Isso é 1859, 1860, Que é quando Alfred Russia Wallace publica isso. em 1860 também que Luiz Paster vai publicar um um estudo dele terrível que também ameaça demais a presença de Deus na natureza. Porque o estudo de paster iria dizer que diferentemente do que se havia pensado, só a matéria orgânica pode gerar
matéria orgânica. Ele faz uma experimento com o vaso de pescoço de cisne, bota um caldo de carne em cozinha e o vaso tinha um pescoço bastante comprido e aí as Bactérias não chegavam no caldo de carne, ficavam na no curso desse pescoço. Então o caldo de carne, embora aberto ao mundo, ele nunca foi contaminado com nenhuma bactéria, porque as bactérias não conseguiam atravessar todo o tubo e ele conseguiu assim derrubar as teorias. Havia tido um pensamento anterior de Livenrock que pegou uma água, ferveu e tampou. Aí ele abria aquilo. Tá vendo, ó? Não tem nada
aqui dentro, não tem. Ah, mas aí ela não pô contato com a natureza. Tem que deixar em contato com a natureza. Aí eu deixava em contato para aparecer a bactéria, né? E aí o experimento de Luis Pastê vai fazer exatamente o contrário, pá. vai quebrar essa proposta e trazer a possibilidade de que o experimento de Liven Hawk, que ele ferveu, pudesse ser repetido agora no meio aberto, sem a tampa para fechar. Ah, foram mudanças incríveis no campo da biologia. O homem estava desejoso demais de destruir a imagem de tudo aquilo que fosse divino. Era um
período em que os cientistas estavam hábitos para rasgar todas as verdades religiosas, contestar o religioso a agredir até de certa forma o pensamento religioso da época. E por conta disso, a nossa humanidade enfrentava um crescimento muito grande do materialismo nas várias frentes de pesquisa. os físicos, os químicos, os Biólogos, estavam todos desejosos de desconstruir o pensamento religioso. E ao mesmo tempo, as ciências sociais, com a ideia do chamado materialismo histórico, vinha rompendo barreiras e destruindo o pensamento das religiões. os as publicações de Fuerba, dizendo de que o homem havia inventado Deus, que ele era uma
invenção dos homens e que as religiões deveriam ser retiradas do mundo para não gerar escravos. Todos esses pensamentos Acabavam construindo um ambiente extremamente pernicioso para todas as ideias espiritualistas no século XIX. De certa maneira, a humanidade marchava na direção do ateísmo de maneira muito célere. havia um ritmo muito acelerado da desconstrução de tudo aquilo que fosse religioso. E aí, Rafael, quando nós chegamos nessa segunda metade do século XIX, já com tantas conquistas, tantas Descobertas, tantas críticas ao modelo religioso que a gente havia se acostumado a viver, ocorre uma [limpando a garganta] mudança muito significativa nesse
processo, né? Exatamente. Bom, dentro de tudo que você já falou, eu vou trazer apenas alguns anexos. Primeiro, sobre Charles Darwin. Todas as vezes que a gente pensa nos homens nobres, nós não nos damos conta da Dureza que foi a vida deles, porque ele é natural ali do Reino Unido, da Grã-Bretanha. E ele tinha um pai muito rígido, um pai exigente. E o pai queria que ele fizesse medicina, mas ele não foi assim muito afeito ao curso de medicina e saiu do curso de medicina e o pai, mas esse filho meu não dá para nada, não
serve para nada. Para que que esse menino serve? Ou seja, era um filho que o pai praticamente ficava se perguntando. É um filho perdido? Então Um dia ele chega pro filho e diz assim: "Vá para Londres. Porque pelo menos paraa vida religiosa, talvez você dê. De fato, ele era muito religioso. Ele foi para Londres, começou a estudar teologia, religião, só que ele também não era muito afeito à religião, porque ele começava a observar os bichos, as pequenas minhocas, as borboletas nos bosques ao lado da igreja. E ele começou a ver evolução naqueles bichos e começou
a pesquisar, pesquisar, pesquisar. Então, essas experiências que você se refere, por exemplo, na ilha de Galápagos, ele praticamente rodou o mundo num navio muito rústico. Imaginem, meus amigos, o navio chamava-se Bagle. Então, foi ao longo de um navio chamado Bigol que ele começou a gerar o mundo e observar que espécies mais complexas nada mais eram de que derivações de espécies mais simples e que mesmo as espécies mais simples, elas iam cada vez mais com a exposição a ambientes mais Complexos, tendendo a se melhorar. Daí ele fala que para que a gente sobreviva é preciso que
a gente consiga se adaptar a adaptabilidade. Os seres mais fortes, mais bem preparados são os que vão conseguir estar diante da vida. É o germen da teoria evolucionista. E ele começa a escrever sobre isso tudo, só que ele escreve e vai guardando, como Elará colocou, até mesmo porque nós estamos no século XIX com a presença da Igreja anglicana. O que que a igreja dizia? Criaionismo. O homem foi criado por Deus da terra a Damar e da costela do homem foi feito a mulher. E dali gerou-se dois filhos, em verdade três filhos que povoou toda a
terra. Quando a gente conversa com um protestante e um católico, eles tomam isso. E eu aqui estou falando com todo o respeito, porque eu já fui católico. Eles tomam isso na literalidade. Então, se ele dissesse pros representantes da Igreja protestante a tese dele, ele seria considerado um herege, ele seria banido. Só que as coisas vão passando e chega num determinado momento, como Elaraj já contou, se ele não publicasse, o tomaria à frente. E em 1859, a origem das espécies. E o que que diz a origem das espécies? O homem nada mais é do que um
processo de evolução de seres mais primitivos. Então, foi um escândalo na sociedade britânica, porque começou a sair nos Jornais a foto de um macacape, a foto de um homem. Então assim, as pessoas ficavam rindo dele, era assim motivo de escândalo na igreja e ele convivendo com tudo aquilo. Mas a tese dele não era para acabar com a tese da igreja. Segundo Darwin, haveria espaço para coexistir os dois movimentos. O homem, sim, é criado por Deus, mas a gente chega quase que no espiritismo. Existe um princípio inteligente e esse princípio inteligente vai evoluindo até Chegar no
princípio espiritual que somos nós. Então, quando a gente olha, por exemplo, australoptecos, homoábiles, homoerectos, homo de neandertal, até chegar nesse homo sapiens, sapiens que somos nós, na verdade é a teoria evolucionista. Aí depois começou uma briga, porque parte da sociedade, ah, eu sou criacionista, isso é lógico, não, mas então você tá negando Deus, mas ele sempre pregou a coexistência. Você sabeá que começou a Se dizer que o orgulho humano foi ferido três vezes. A primeira vez que o orgulho humano foi ferido foi quando o Copérnico, ele lá no século X disse que a Terra girava
ao redor do Sol e não o contrário. Porque o ser humano passou a entender que a Terra era um planeta pequeno dentro de um universo praticamente infinito. O orgulho humano foi ferido por uma segunda vez quando Charles Darwin ele trouxe a teoria da origem das Espécies, dizendo que nós nada mais somos do que o processo de evolução de seres mais simples. Então você dizer para um homem orgulhoso que o nosso corpo provém dos primatas, nossa, isso foi um escândalo. E o terceiro momento em que o orgulho do homem foi ferido foi quando Sigmund Freud disse
que a nossa parte consciente é apenas a ponta do iceberg, que o inconsciente é a maior parte, ou seja, eu tenho uma parte dentro de mim que é desconhecida. Ele Ficou apenas nos impulsos, nas coisas que eu não me lembro, mas essa parte inconsciente é o espírito imortal. Então o homem precisava se reinventar ao longo da história. Você também falou de Luis Paster. Luis Paster foi um revolucionário. A França ainda hoje tem muita gratidão por esse cientista. Como você mesmo disse, ainda sob o guante de Avogrado, que era um cientista italiano, se pensava na teoria,
Vamos dizer assim, da geração espontânea ou da biogênese, ou seja, de algo inorgânico, eu gero algo orgânico. Isso foi briga durante muitos séculos. Esse essa experiência do rato que surgia da roupa suja, isso determinou anos de ciência. A experiência da carne, por exemplo, que ficava ali, tá vendo? Surgiu o bichinho ali. É sinal de que da carne que não tem vida, que tá morta, gera mosca. Mas aí eles começavam a fazer experimentos do Tipo três vidros. Num vidro eu tampo, um vidro eu deixo aberto e o terceiro vidro eu vou colocar apenas uma espécie de
celofane por cima. No vidro que tá tapado não tem ar, ou seja, não gera vida. No vidro que tá aberto gera germe. Essa grande sacada foi naquele vidro que tem um celofane, ou seja, a mosca sentia o cheiro e o micróbio a vida gerou ali no celofânia. Ou seja, a vida precisa ser gerada por outra Vida. Então o IPAST ele vem e faz o experimento desse, como chama aquilo? Daquele vidro com pescoço de cisne. Por que >> é vaso com pescoço de cisney. >> Vaso com pescoço de cisne. O que que ele queria provar? Na
verdade, quando eu não permito que a bactéria chegue lá no fundo do vidro, a vida vai gerar até onde a bactéria chegou. E como ele fazia várias voltas, se percebia, Por exemplo, determinadas bactérias, determinadas colônias de protozoários nas curvas, mas eles não chegavam lá no fundo. Então, Luir, ele cria a teoria germinal da vida. Vida cria vida, só que isso acontece no ambiente, eh, vamos dizer assim, microscópico, através de fungos, de bactérias, de protozoários e pastei estudou tanto que ele ajudou, por exemplo, na no experimento com vacinas. É muito típico um menino com raiva. França
do século XIX, a raiva não tinha cura. E ele teve uma seguinte sacada: "Que tal se eu pegar o elemento vivo que cura a raiva, trazer ele para um para um grau de maturação bem simples, de forma que eu injete no organismo do menino e o menino crie em anticorpos?" Ele fez isso, ele salvou uma vida, a França revolucionou. Esse homem a gente precisa colocar num pedestal. Então, a ele a vacina da raiva, os primórdios das vacinas, os Grandes experimentos. Então, Luter foi alguém que realmente revolucionou a França e a humanidade. Tanto que grandes laboratórios
no mundo hoje tem o nome dele. >> Oi. >> Oi. >> Posso? Podemos continuar? Podemos, a, acho que a gente pode falar agora, não sei se você quer passar pro outro, pro outro aspecto do positivismo. >> É, >> vamos, vamos falar do passado do positivismo para depois a gente entrar na questão da contribuição espírita dentro disso. Vamos lá. Você quer falar do positivismo? >> Pode falar. Ou eu começo, você que sabe. >> Pode começar. >> Então, vamos lá. Você sabe que Augusto Cant, Augusto Cant desencarnou no dia do aniversário dele, né? >> Aham. >> Mesmo
dia. Vamos lá. Bom, nós sabemos que o século XIX foi um século de muitos avanços em termos de ciência e também avanços em termos de, vamos dizer assim, de uma sociedade que conseguia se estruturar de uma forma a ter mais progresso, a ter uma situação de vida melhor por tudo que estava acontecendo. Mas igualmente foi um período em que a religiosidade acabou sendo muito massacrada pelos pela ciência, pelos progressos da Sociedade contemporânea, por um movimento chamado antropocentrismo. Então, um grande filósofo francês chamado August, ele cunha base filosófica dizendo o seguinte: "Nós precisamos acompanhar a ciência
e deixar essas questões metafísicas de lado, porque nós vivemos de metafísica durante muito tempo. E onde nós chegamos com isso? Vejam os progressos da ciência, veja a sociedade como consegue Se estruturar hoje, quantos avanços, quanta coisa". Então ele cria uma espécie de, vamos dizer assim, conservadorismo de tudo aquilo que estava sendo alcançado. Eu vivo de acordo com a ciência, com o racional, com o progresso e vou afastando metafísica, coisas que eu não consigo comprovar, coisas que fogem do alcance da ciência. E essa foi uma grande dificuldade pro próprio espiritismo na época, porque nós Partimos de
ideias espiritualistas, da presença de um elemento espiritual que sobrevive ao corpo e ao gostoso. Não. Se nós chegamos até aqui, onde conseguimos chegar em vacinas, conseguimos um progresso econômico, conseguimos ver as nossas cidades se tornarem mais pujantes, nós não vamos mexer com essas coisas, não. Então ele cria um lema que depois vem até pra bandeira do Brasil. ordem e progresso. Só que Alará, quando ele escreveu esse lema, tinha uma outra Coisa que a gente negligenciou. Amor como princípio, ordem como meio como instrumento e progresso como fim. Então, o positivismo nada mais é do que a
proposta filosófica do progresso. Tudo que me leva ao progresso, tá OK? Tudo que me afasta do progresso eu aparto. E como a ciência traz progresso, tá dentro. Como a razão traz progresso, tá dentro. Como a estruturação da economia traz progresso, tá dentro. O resto, religiosidade, Misticismo, essas coisas, esses modismos estão fora. Então ele quis estruturar um modelo social que andasse sempre pra frente. Qual o grande problema? Eu não trabalho com sentimento religioso e não trabalho com aqueles que pensam diferente. Eh, eu queria eu queria que a Cleid colocasse aí para nós uma imagem. Coloca aí
pra gente, Cleid, uma imagem que eu compartilhei aí com vocês. Ah, Clei embora. ficamos sozinhos, vou entrar até em depressão aqui. A [limpando a garganta] a Cle acho que deve ter ido fazer outra coisa. Então eu vou aproveitar e fazer um outro comentário. Não vou poder mostrar para vocês a imagem que eu tava querendo mostrar, mas eu vou comentar. Vocês já viram que a bandeira do Brasil, que tem escrito Ordem e Progresso, ela tem um monte de Estrelinha nela? Por que que tem aquelas estrelas na na pandeira? O que que são aquelas estrelas? O que
que é aquilo? Então, eh, aquilo ali é uma representação do céu, só que ela tá toda errada. Aquela representação tá toda errada. Se vocês pegarem o Cruzeiro do Sul, vocês vão ver que o Cruzeiro do Sul são duas estrelas assim, duas assim, né? E tem uma estrelinha aqui do lado direito. Do lado direito, bem aqui na bandeira do Brasil. Essa estrelinha que é do lado direito, ela aparece do lado esquerdo. Então aqui aqui tá a cruz. Em vez da estrelinha aparecer do lado direito, ela aparece do lado esquerdo. Sabe por quê? Porque eh as estrelas
que aparecem na bandeira brasileira é o a posição que elas estavam na noite do dia 15 de novembro de 1889. Quem olhasse para o céu viria essas estrelas naquela posição na noite às 20 Horas, que foi quando eh eles se tivesse batido uma foto do Rio de Janeiro, eh, para dizer: "Olha, era isso que estava no céu quando a a República surgiu". Só que tem um problema, as estrelas estão todas invertidas, tá tudo ao contrário. Sabe por quê? Porque é o céu visto por um observador externo. É alguém ou algo do infinito que olhou para
a terra, olhou para o Brasil, olhou para o Rio de Janeiro às 20 horas e como Ele tá do lado de fora, ele vê as imagens todas rebatidas. Então, o que o autor da da imagem quis representar é o seguinte: o criador olhou para nós na noite que o Brasil tornou-se república. É essa imagem tão bonita que está representada na nossa bandeira. Então, quando a gente vê ordem e progresso e aquilo ali, aquela foi a imagem que se Deus estivesse lá no infinito, ele viria de nós quando nós celebramos a Nossa libertação da da monarquia,
né? Então, isso tudo é um é faz parte do pensamento positivista. Benjamim Constanista que a gente teve. E os homens que sustentaram a ideia da República no Brasil, eles eram todos baseados nesse pensamento. E qual era o pensamento positivista, cara? Esquece esse negócio de misticismo. Esquece. Esquece isso. Vamos focar naquilo que eu consigo provar, preto no branco, aquilo que eu Consigo tocar, sentir. O que eu não consigo positivamente eh sentir, é porque não existe. Então, é uma é uma ruptura com todos os pensamentos do sentido da espiritualidade, mas é um é uma ruptura diferente, porque
ele vem dentro de uma proposta altruísta, não é esse ateísmo utilitarista que a gente tem hoje. É um ateísmo eh utilitarista e eh altruísta. A gente tem Que fazer o melhor. Nós temos que nos amar. A sociedade tem que ser boa. Nós temos que ser bons. Essa é a proposta. A proposta não é por conta que Deus quer, não. Nós como seres, nós como criaturas, nós queremos fazer uma sociedade melhor. Então, é pelo fato de serem seres superiores, inteligentes, racionais, educados, que nós não precisamos da religião para dizer para nós o que é certo, o
que é errado. Nós já entendemos que é o amor Que é a base de tudo, que a ordem é a regra para que a gente consiga se organizar, para que o sucesso, o progresso, o resultado final, a meta para onde nós seguimos aconteça. Então, eh, embora a bandeira do Brasil seja uma conjunção aditiva e o e tá ali como uma conjunção conclusiva. Em vez de ordem e progresso, a leitura seria ordem, logo progresso. Ou seja, tendo ordem Haverá, então não é ordem e progresso no sentido de estarem juntas. É, havendo ordem, haverá progresso. Então, ordem
e progresso, ou seja, ordem e então progresso, logo, progresso é uma conjunção conclusiva e não aditiva, como a gente poderia pensar, embora seja o e que é uma clássica conjunção aditiva para todos nós quando a gente estuda gramática, né? Então, dentro dessa dessa visão, olha o cenário do século XIX no campo Filosófico que a gente viu na semana passada, no campo científico que nós estamos vendo agora, as academias todas voltadas para uma ruptura com o modelo religioso, com aquela prática de de uma religiosidade que já não satisfazia o homem daquele período. E nós vamos chegar
a um momento muito singular, no qual eh a nossa humanidade vai sentir fortemente que tudo que era espiritual estava sendo estrangulado. Todo o investimento do governador Planetário em construir em nós um sistema de crença, ele iria desaparecer no século XIX. Por quê? Porque as ferramentas usadas pela fé, pela crença, elas já não sustentavam mais a possibilidade de que a criatura humana continuasse eh acreditando em algo. A bateria do meu notebook vai acabar, eu vou voltar pelo pelo celular, tá bom? Rafael, >> não. Tá ótimo. Eh, se você tivesse subido aqui a bandeira, eu conseguia Colocar
aqui porque eu também tenho acesso. Ah, Clade voltou aqui. Eu vi que você subiu aqui o vidro com a curva. >> Foi o vidro pescoço de cisne. >> É esse aí, ó. O vidro com pescoço de cisne. Esse eu conseguia colocar da experiência do pastê. Ah, que exato. Por que que é pescoço de cir? Porque o pescoço do cí tem um negócio assim, né? Pescoço ele faz um S. E aí, eh, a bactéria não consegue Atravessar esse todo esse pescoço para ir contaminar o líquido que tava aqui dentro. Então, ele tinha um caldo de carne
que ficou eh dentro dessa desse vaso. E esse vaso, esse caldo, continuou estéril durante muito tempo porque as bactérias não chegavam nele. Ele coletava na na pontinha do bico desse vaso, aí tinha bactéria, mas quando ele pegava lá para dentro não tinha nada, ela era estéril. Então aí foi que ele disse assim: "Eu Não separei o vaso da natureza porque as pessoas dizam: "Ah, tem que deixar aberto pra natureza". Eu não separei e estou provando que só eh só existe vida orgânica se vier de vida orgânica. De vida inorgânica não gera vida orgânica. >> É.
E é interessante ela porque nos experimentos do pastê, às vezes, nessa viradinha aqui, ó, eu não consigo mostrar pras pessoas, eu tô só com a minha seta aqui. Na primeira curvinha ali formava uma colôniazinha de Bactéria, mas não chegava lá no caldo de carne. Ou seja, elas sentiram o cheiro, mas gerou vida aqui porque foi onde ela conseguiu chegar. E você me corrigiu aqui, acho que eu falei o nome do do cientista italiano errado. É Aldovrande, que no português fica Aldovandro. Bom, agora a gente vai falar sobre o surgimento do espiritismo. Um professor renasceu, na
verdade um grande homem, renasceu em 3 de outubro De 1804 na cidade de Lyon. Se a gente pegar os pormenores espirituais, há um livro de do irmão X chamado Cartas e Crônicas, que fala de um encontro ainda no plano espiritual de Kardec e Napoleão. Ou seja, havia, vamos lá, havia toda uma preparação espiritual para que o Espiritismo viesse a ter conosco na Terra. Tanto que diz Humberto de Campos na feição do irmão X que o próprio Napoleão Bonaparte, ele Prepararia o terreno da França para que com o renascimento de Allan Kardec a França tivesse ali
preparada. A França que vinha do século das luzes, vinha do século da razão para receber a doutrina espírita. E por Litlon Denisar Rivaio. Ele vai sendo preparado, vai estudar na Suíça, num lugar onde o Elará já foi, já fez palestra em Iverdan, com Pestalose ali áure, os melhores estudos, As melhores formas de entender a educação da época. Eis que volta paraa França ali por volta de 1819, 1820. Ele que nasceu em 1804 e tem toda a sua vida dedicada à educação. Escreve um primeiro livro em 1823, curso prático e teórico de aritmética. E depois ele
vai escrevendo outros livros, notabiliza-se como professor, como teórico, vou colocar ele aqui. Evoluciona o sistema de educação na França chegando a propor uma nova forma, uma nova metodologia de educação na França. escreve vários livros, mas quando chega na década de 50 do século XIX, fenômenos insólitos começam a ocorrer em Paris, porque mesas giravam, levantavam, davam respostas e por intermédio de dois amigos, primeiro um chamado Fortier, Fortier vai ao professor Ipoliton Denis Rivai e diz assim: "Você precisa vir Comigo porque eu vou te apresentar um fenômeno você nunca viu igual. E depois não só Fortier, mas
um outro amigo chamado Carloti. E ele resolve ir. Era a casa da senhora Plen Meson. E ele de fato vê mesas que levantavam, mesas que davam respostas, mas eram respostas muito simplórias do tipo, as moças perguntavam: "Será que eu vou casar?" E às vezes, sim, eu fico imaginando quando vinha dois barulhos, os homens perguntavam se Ia dar, iam ter sucesso nos negócios e Kardec olhando, Kardec ainda não, professor Rivaio para tudo aquilo, ele: "Eu só acreditarei quando me provarem que uma mesa tenha cérebro para pensar ou tenha músculos para instalar". Ele começa, ô Rafael, imagina
se o nome do espírito que se comunica fosse Zuzu. >> Pois é. >> Quanto tempo ele ia demorar para escrever zuzu, né? >> Exatamente. É porque o método era das pancadas ou de uma cesta de vime, que as pessoas colocavam a mão por sobre a mesa e essa cesta de vime, ela ia rodando, formando letras. Zuzu é letra Z. Imaginem quanto tempo que isso ia demorar. >> 26 batidas para fazer o Z. É, exatamente. Então ele começa a estudar aquele fenômeno, receber comunicações mediúnicas dos mais variados lugares do mundo. Narra o Evangelho Segundo o Espiritismo,
que foram mais de 1000 centros espíritas mandando mensagens para ele. E ele começa a submeter tudo a um grande princípio que hoje é o ponto forte da nossa doutrina, a universalidade do ensino. Eu só acredito se vier por vários médiuns e existir uma consonância do ensino dos espíritos. E daquelas primeiras observações, surge em 18 de abril de 1857 a doutrina espírita. Os espíritos do Senhor, que são as virtudes do céu, qual imenso exército que se movimenta sob as ordens do Criador, espalham-se como estrelas cadentes, vem iluminar os caminhos e devolver a visão aos cegos. É
a chegada da doutrina espírita Ela, que muitos dizem assim: "O consolador prometido por Jesus". Mas você tem uma tese que é o jogo mais oportuna, quando nos diz que em verdade o consolador são as ideias espíritas, é tudo que o espiritismo nos traz de consolação, mas Que o Espiritismo sempre esteve presente entre nós com seu arcabolso histórico, filosófico. Você fundamenta lá no livro dos espíritos falando de Pitágoras, falando da filosofia moral, da doutrina espírita. Mas o fato é que com o surgimento do espiritismo, tudo isso ganhou corpo, ganhou livro. E nós passamos com o surgimento
do livro espírita, livro dos espíritos, livro dos médiuns, Evangelho segundo o Espiritismo, O céu e o inferno e a Gênesis tem um corpo doutrinário para que nós pudéssemos estudar, debater, refletir e poder divisar a vida com novos olhos. E eu acho um detalhe muito importante. Imagine o mundo que veio do Iluminismo, século da razão, ruptura com elemento religioso e agora vem um sopro de esperança. Só que Kardec faz diferente. Eu queria que as pessoas entendessem que às vezes os movimentos da humanidade eles são Pendulares porque você vai de um extremo ao outro extremo. Porque parece
que as pessoas estão sempre naquela dialética de combater. Para eu combater o errado, eu preciso destruir. Mas o nosso movimento não é de destruir. O nosso movimento é de reformar, ressignificar. Então, o que que os iluministas fizeram? Tem Inquisição, tem cruzadas. Vamos acabar com isso. Mas a religiosidade é algo nobre no ser humano. O que que Kardec propôs? Se nós abrirmos o Evangelho Segundo o Espiritismo, logo no primeiro capítulo, tá lá a aliança da ciência com a religião. Então, nós não vamos apartar nenhum dos motores do progresso humano. Nós vamos unir a ciência de paster,
unir a ciência de Darwin. Eu tenho dificuldade de falar do Aprendi falar Darwin e para mudar a forma de falar para mim é difícil unir todo o progresso que a ciência W. O W am é darinismo. Se é darinismo, ele é Darwin. >> Darwin. Eu vou conseguir falar desse jeito. É porque na escola eu sempre falei Darwin, então ficou quase que uma ideia pronta. Eu vou unir tudo isso que a ciência está nos trazendo com o que há de mais belo no ser humano, que é a sua religiosidade, a sua espiritualidade, até porque o homem
não é um corpo de carne, é um ser espiritual que passa por um corpo de carne para poder evoluir. Então o surgimento do Espiritismo foi um Sopro renovador, foi um sopro de esperança. >> Existe uma coisa muito interessante aí, Rafa, que é o seguinte. Imagina no século XIX, quando as ciências e as universidades conseguiram, enfim, se libertar daquele terrível julgo religioso que as impedia de investigar, de pesquisar, de de se realmente eh se debruçar sobre as questões científicas. E no século XIX Caem por terra todas as as trincheiras que a religião criou para que isso
não fosse investigado. Por que não? Nós vamos investigar se não acabar com essa essa mística de tudo isso que as pessoas falam que existe. E realmente a ciência saiu quebrando muitas das verdades religiosas na época. Quebrou a ideia de que o mundo foi criado em seis dias. quebrou a ideia de que Deus criou tudo do jeito que é. foi quebrando tudo, foi desmontando Eh esses conceitos todos, foi tendo coragem de investigar o o ininvestigável e as questões relativas aos aspectos da fé, que sempre foram muito respeitadas pelas academias dos séculos anteriores, em função das formas
até violentas que a religião tratava, os seus detratores, século XIX não existia nada disso. disso. Eu poderia sim, se eu quisesse, investigar um fenômeno religioso, abrir o passar o bisturi e eviceraram o estudo para mostrar, tá aqui, ó, cadê a alma? Não tô vendo. Abri os corpos e dentro da dentro do não tem não tem lugar nenhum a alma. Abri, quebrei os ossos, investiguei os tecidos, na alma não achei a alma encanto algum. Então, havia toda uma semente de revolta e exatamente um desejo de ruptura com tudo aquilo que fosse religioso. Isso era fato. Aí
você imagina as academias todas aparelhadas dentro desta visão de desconstrução do religioso. Quando o fenômeno mediúnico surge e os cientistas dizem: "Me dá isso Para cá que eu também quero acabar com isso. Eu também quero destruir essa falsa crença de que existe vida pós a morte, mas acabar com isso é agora". E o que que aconteceu? Os cientistas mais renomados do século XIX decidem investigar o fenômeno espírita. E aí vem a grande questão. Sem nenhuma preocupação de ter um viés religioso, sem nenhuma ideia de a de Confirmar os dogmas ou coisa parecida, os cientistas na
sua mais profunda materialidade ou profundo materialismo, eles dizem: "Olha, eu sou obrigado a reconhecer que os fenômenos são verdadeiros. Investigar e descobrir como que esses fenômenos aconteceram. É um estudo interessantíssimo, viu, Rafa? a gente poder pegar eh o material que esses cientistas produziram e poder estudar assim de maneira bem pormenorizada essa Mediunidade do século XIX, vendo os vários estudiosos, os vários pesquisadores. É um estudo muito interessante que se pode fazer e que de certa maneira é um excelente contributo para o movimento espírita que a gente possa dar. Por isso, eh, é tão importante que a
gente se aproxime dessa questão. E foram esses grandes homens do século XIX, muitos são prêmio Nobel, muitos são professores catedráticos das diversas universidades da nossa Sociedade ocidental. Eles se debruçaram sobre esse fenômeno. Nós temos uma obra de Pedro Granja chamada Afinal, quem somos? No capítulo 14 dessa obra. ocorre o desfile de 117 pesquisadores. São 117 homens de gênio que durante a virada do século XIX para o século XX, porque essa obra de 1948, então ela também pega experimentos ocorridos no século XX, mas boa parte Das experiências são ainda do século XIX. Então, é fascinante você
poder observar as pesquisas, a forma como eles experimentavam e a surpresa desses pesquisadores ao contemplarem a realidade objetiva do fenômeno, de certa maneira, colidia com as verdades que eles possuíam. Tem um grande pesquisador dessa época chamado Charles Richet. Charles Richir era fisiologista francês. Fisiologista é uma pessoa que Estuda o funcionamento do corpo humano. Como é que funciona? Coração bate? Como é que funciona? E o pulmão? Como é que como é que é isso? Como é que o rim opera? Como é que o fígado faz? Ele estuda a a fisiologia do corpo, o funcionamento dos órgãos
na forma de um sistema para aquilo funcionar. Esse é o estudo de Charles Richet. E ele é um dos grandes nomes que vai estudar esse fenômeno junto com aqueles outros 116. E ele tem um texto muito bonito que ele Escreveu dizendo, texto é longo, dar um pedacinho que diz assim: "Não, não, não, mil vezes não, nós não quis ver". Você acha que é fácil para um fisiologista ter que desconstruir tudo que ele aprendeu de ser seus mestres e descobrir que todas as verdades que a academia lhe deu não são suficientes para explicar um fenômeno? Você
imagina a frustração que eu sentia quando via um espírito materializado soprar numa água de barita. Água de Barita é óxido de bário misturado com água. Fica uma coisa leitosa. Aí se um espírito material soprar numa água de barita e o barrio descer pro fundo do vaso, sabendo que ele conseguiu fazer carbonato de bário. Pensa que é fácil para mim verificar que aconteceu uma reação química e que, portanto, o pulmão desse espírito está colocando para fora gás carbônico que ele está fazendo dentro dele fenômeno da transformação de oxigênio em gás carbônico. Pensa que é Fácil para
mim. Não é fácil. Nós não quis ver. E eu repilo com toda a força da minha alma todos aqueles que dizem que nós quisemos. Sim. ver os fenômenos que estamos estudando. Eles eles estavam assim perplexos diante do cenário que estava se desenhando diante deles. Ela você sabe que o Raul, Raul Teixeira, gente aqui de Niterói, da nossa casa espírita, ele sempre gostou muito de estudar esses fenômenos e ele narrava Nas falas dele com muita empolgação. Eu nunca me esqueci. Eu sei que existe aí um planejamento de falar sobre esses Ah, táado. >> Vai lá. >>
Tô ouvindo >> falar sobre esses grandes vultos. Mas o Raul falava de algum deles de uma forma muito especial. Um é exatamente esse que você falou, o Charles Robert Richet, que foi prêmio Nobel de fisiologia. E ele negava, negava, negava, negava, mas ele Fez fenômenos ali na Argélia, no sul, no norte da África, com uma médium chamada Marth Berrot ou Eva Kriier. E desse fenômeno aparecia um espírito. E esse espírito é que proporcionava esse esse fenômeno que você tá narrando de soprar água de barita e você perceber que o fenômeno era tão real que o
a reação que ocorria era como se o espírito tivesse encarnado. É que na verdade o espírito materializado é como se encarnado ele estivesse. Então Ele dizia: "Gente, eu estudei a minha vida inteira. Não pode ser, porque eu neguei isso a minha vida inteira. E Charles Robert Recher, ele escreveu tratado de meta psíquica. Mas o Raul sempre dizia que antes de desencarnar, ele escreveu um grande livro que para ele é a virada de página, a grande esperança. Porque para o Raul ele morreu tendo certeza da mediunidade. Um outro é Césary Lombroso. Césary Lombroso eu Estudei na
faculdade de direito e eu vou confidenciar para vocês que eu tinha até um pouco de raiva dele, porque ele tinha uma tese chamada fisiognomonia ou fisiognomia. Que tese é essa? Eu conheço o criminoso pela compleição do rosto dele. Se o rosto é assim, se a testa é mais paraa frente, era como se o criminoso nascesse, ou seja, é nato. >> Os dedos do pé, dedos da mão também, >> os dedos, os pés e os dedos da mão. Exatamente. É um grande filósofo da criminologia jurídica. >> Criminologia. É, num determinado momento ele se depara com a
médium napolitana italiana chamada Eusapia Paladino. E todo mundo, olha, vai estudar antes de você ficar negando, vai acompanhar. E num fenômeno muito particular ele vai. E as médiuns, ela eram amarradas, eram colocadas em cubículos, até as partes íntimas eram verificadas. E Raul sempre contava isso. Num determinado momento, o Ectoplasma faz aparecer a mãe dele, que vai ao encontro dele e não chama meu filho, chama num dialeto do norte da Itália que só ele conhecia, da região do Vêno, onde fica a cidade Veneza. Miofiol, meu amorzinho, minha florzinha. E ele diz: "Aba, como pode? É verdade.
Um outro é o William Crooks, que Ra também sempre falou muito nele, porque William Crooks, ele pesou o perespírito de Kate King. Ele conversava com Kate King, Fenômeno de uma médium chamada N Morgan. E ele ia nos cartórios, ele verificava os nomes, verificava as histórias. >> Florence Cook, >> é Florence Cook ou N Morga. Acho que ela tinha os dois nomes. E >> Morgan era o nome verdadeiro de Kate King. Kate King eh viveu na na Índia e o nome dela era Anne Morgan. Aí ela usa o pseudônimo de Kate King, mas o nome verdadeiro
dela é esse. A média era Florence Cook. >> Florence Cook. E num dia derradeiro, ele vai na academia real inglesa e diz para aqueles homens todos assim pedantes dos seus conhecimentos, já não digo que isso é possível, eu digo que isso é real. Ou seja, esse século XIX é muito rico, são experiências fantásticas. Eu já vi você narrando várias vezes das fases do espiritismo. Tem dois momentos na revista espírita, em 1859 tem dividindo em quatro fases. Eu sei Que tem num outro momento dividindo em seis fases. A fase da curiosidade, que é a fase das
mesas girantes, a fase da experimentação, onde o espírito vai pro teste do cientista, a fase da aceitação e a fase da transformação. Ou seja, quando o espiritismo vai efetivamente mudar a estrutura social. aquele século XIX, nós vivemos intensamente duas fases, a fase da curiosidade e a fase da experimentação, porque o espiritismo foi levado pro laboratório e muitas Pesquisas, muitos daqueles registros nós estamos perdendo hoje. Eh, seria muito interessante fazer o resgate de todo esse material que foi produzido pelos vários cientistas e de alguns autores que foram muito fecundos, publicaram muita, muita, mas muita literatura sobre
este assunto. Alguns até pouco conhecidos dentro do movimento espírita, mas que dedicaram boa parte da sua vida para isso. Alguns publicaram poucas obras, né? Tiveram alguns experimentos, publicaram outros, publicaram muitas obras. O elenco das obras publicadas por cada um desses autores está na obra Afinal, Quem somos ali? Pedro Gran já pegou cada um e apresentou todas as obras que o cara produziu, sendo que as mais importantes, ele traz algumas informações sobre o que essas obras são capazes de oferecer. Tem um outro caso bem curioso, eu não vou lembrar agora o nome do cientista, mas ele
ele participava de uma equipe que Estudava eh a mediunidade de uma determinada média, também não vou lembrar o nome. E ela materializava espíritos. E tem uma oportunidade que esse específico cientista ele falta, ele não, ele não pode ir na reunião, a reunião acontece sem ele. Na reunião seguinte, quando os eles voltam a se reunir, ele pergunta: "Que tal? Como é que foi a reunião? Foi tudo bem?" E os companheiros dissem: "Olha, a reunião foi foi boa, só que teria sido tão interessante você estar presente, porque seria a oportunidade até de você desmascar a médium". Por
quê? Eh, porque se manifestou um espírito aqui materializado dizendo que era sua mãe. E aí nós ficamos aqui vendo aquilo e achando até ridículo, porque era uma mocinha que se materializou Dizendo que era sua mãe. Aí ele responde: "Então era minha mãe". Porque minha mãe desencarnou ainda bem mocinha. ela era bem jovem quando desencabou. [limpando a garganta] Então aí aí depois tem oportunidade de vê-la. Mas e é muito interessante esses fenômenos todos. Eram médiuns assim de uma puxança espetacular. Século XIX tem realmente grandes médiuns. E ousapia paladino fazia coisas impressionantes Com a mediunidade dela. Extraordinárias.
E nós ainda não falamos de Daniel Douglas Home. >> Eu tava pensando nele agora mesmo. >> É, exatamente. Você sabe que ele nunca recebeu nada pelas ele ele diz: "Não, eu vim com uma faculdade que pode mudar a história da humanidade, então eu quero que me experimentem, eu quero que me investiguem e eu eu fico à disposição de vocês. que Vocês quiserem estudar de mim, eu estou à disposição para servir, porque eu sei que eu posso, com a faculdade que eu possuo, alterar a história. E a a grande ênfase de Daniel Dunglas Home, eh, não
era a materialização, era a levitação. Ele levitava com muita facilidade. Então, ele levitava, saía do chão, como alguns santos levitava. saía por uma janela, ia lá fora e entrava pela outra. Daniel Dunglas Rom, ele algumas pessoas eh Sugerem, né, mas a gente não não tem disso certeza, de que ele seria a reencarnação dele teria sido Divaldo Pereira Franco o pessoal da mansão do caminho, os mais próximos a ele, colocam isso quase que numa numa certeza. Mas o Divaldo nunca quis assim, quis que esse tipo de informação fosse mais importante do que a moral espírita. >>
Sim, >> Elará, você sabe que no século XIX Existem dois relatos que eu gostaria de resgatar aqui agora. Nós estamos caminhando pra parte final da live. Um contado pelo Raul, outro contado pelo Divaldo. O contado pelo Raul, nós conhecemos Abraham Lincoln, foi um dos grandes presidentes norte-americanos. E poucas pessoas se dão conta que ele fazia reuniões mediúnicas na Casa Branca. Isso ali em 1862, 1863. Meus amigos, se deem conta, o livro dos espíritos é de 1857. Abraham Lincoln fazia reunião mediúnica em 1862. Então tinha uma >> 5 anos de diferença, né? Eh, tinha uma médium
americana chamada Nicolborn Minart e ela ia até a Casa Branca e entrava em transe e um senador americano desencarnado chamado Daniel Webster. Tô repetindo ipses líteres, o que o Raul já nos contou e contou na Federação Espírita do Paraná numa conferência. E esse Daniel Epse dizia: "Olha, você Será responsável pelo fim da guerra de secessão, que dividiu os Estados Unidos entre os estados do norte e os estados do sul. Isso foi um grande feito de Abraham Lincoln, mas a sua maior conquista vai ser acabar com a escravidão nos Estados Unidos. Nós estamos contigo, não desista".
E ele lutou, lutou, lutou em janeiro de 1863, ou seja, em 1862, as reuniões mediúnicas, em janeiro de 1863 os negros norte-americanos ficaram Livres para em 1865 sair a emenda do fim da escravidão nos Estados Unidos. Só que há um detalhe. Em abril de 1865, Abraham Lincoln, ele que morava ali em Washington, resolveu ir no teatro Ford para assistir uma peça de cinema. E um daqueles que representavam os estados do Sul, chamado John Wilsot, ele indignado com o fim da escravidão, saca de uma arma e mata o presidente Norte-americano. E olha como funciona a lei
de reencarnação, porque isso foi 15 de abril de 1865 >> e 800 >> 865 1865 conta Raul, inspirado pelo espírito Camilo, que esse espírito foi trabalhado no plano espiritual, recebendo inclusive a assistência de Abraham Lincoln e renasceu posteriormente ali mesmo. nos Estados Unidos em 15 de janeiro de 1929, agora nós já estamos no século XX, em Atlanta, no estado da Geórgia, como Martin Luther King Jor. Olha como funciona a lei da reencarnação. E Martin Luther King Júnior foi alguém que trabalhou durante a sua vida inteira para que os direitos civis fossem respeitados. Para vocês entenderem,
nós tivemos o fim da escravidão no século XIX. Mas ainda nós não tínhamos os direitos Civis. O que que são os direitos civis? Ainda tinha escola para branco, escola para negro. Rua onde transitava o branco, rua onde transitava o negro. No ônibus >> é os ônibus. Se o branco subisse no ônibus, o negro tinha que levantar. Então, Martin Luther King, que era o assassino de Lincoln reencarnado, começou a tocar >> por causa da escra, por causa da abolição. Isso, exatamente. V, vão nos acompanhando. Só que Martin Luther King, ele era pacifista porque ele tinha como
ideal a seguir Mohandas Caranchangand lá na Índia e Nelson Rulilala Mandela lá na África do Sul. Então, tudo que eu fizer vai ser com pacifismo. Ele fazia marchas com uma marcha célebre ali na ponte Celma, no estado da Alabama. E uma outra marcha muito célebre, quando em 28 de agosto de 1963 em Washington, ele retornando a Washington no Capitólio ali em Washington a estátua de Lincoln por trás dele, o homem que ele matou >> como >> de Lincoln por trás dele conta o Camilo que Lincoln se tornou um benfeitor dele e ele começa a fazer
o célebre discurso I have a DR. Eu tenho um sonho, o sonho que os meus quatro filhos negros se sentarão na mesa com os quatro filhos brancos e nós celebraremos a América de todos. Eu tenho um sonho que os tanques De guerra se converterão em arados para que ninguém morra de fome mais. E ele foi ovacionado. Imaginem, ressignificou a vida de escravagista, daquele que matou o presidente e agora volta protegido pelo ex-presidente, que era um espírito nobre para refazer caminhos. Mas olha como como é a lei da reencarnação. Não que a gente precise voltar e
morrer do mesmo jeito, mas com certeza ele escolheu. Quando foi em 4 de abril de 1968 Em Memphis, no Tennessei, ele estava entrando no hotel quando alguém saca de uma arma, dá um tiro e mata ele. Ele já era prêmio Nobel da paz. Ele já havia feito célebre discurso e morre dizendo: "Muito obrigado, Jesus. Eu fiz o que estava ao meu alcance. Ou seja, a doutrina de amor e luz, de ciência, fé e consolação, que foi prometida 2000 anos por Jesus como diretriz da nossa evolução. Proclamam os irmãos dos céus que o assassino volte na
pele de quem Lute pelos direitos civis, de que aquele que matou um presidente volte abençoado pelo presidente e refaça caminhos. E que a gente possa, pela poder da espiritualidade e as bênçãos dos benfeitores espirituais reconstruir. Quem é Martin Luther King hoje? Uma das almas mais adoradas nos Estados Unidos. Nós chamamos de Martin Luther aqui. Lá ele é o Dr. King. King é rei. Dr. King. Pro negro norte-americano, ele é uma personalidade a ser reverenciado. Um dia eu perguntei por que que a gente não pode contar essa história nos Estados Unidos? Porque para eles é difícil
aceitar que da mesma forma que John Wilks Bulls volta como Martin Luther King, alguém que hoje é uma personalidade ruim pode voltar numa condição inferior. Então o senso de espiritualidade para nós brasileiros é mais fácil de entender a lei da reencarnação do que pros americanos. >> Uma outra coisa interessante é que o verdadeiro nome de Martinho Lutero era Martin Luther. Nós é que chamamos de Martinho. Ele era Martin Luther, não era King, mas era Martin Luther. E aí ele vem sendo Martin Luther, só que King, é o mesmo nome da pessoa que mudou os fumos
do cristianismo no século X, né? Bom, e a outra história, a outra história foi narrada por Divaldo Pereira Franco. Nós temos uma grande Personalidade francesa chamado Víctor Mario. Tô tentando falar próximo aqui, que é nascido em 26 de fevereiro de 1802, que quando desencarnou, ele entrou pro panteão dos grandes heróis franceses. E Vittor Hugo, ele se tornou um homem muito amado na França. Só que a França sofreu vários golpes. Nós tivemos o golpe de 1848, de Luís Felipe. Nós tivemos o golpe de 1851, quando Luís Napoleão, que era o sobrinho de Napoleão Bonaparte, se torna
um ditador. E aquilo foi assim um verdadeiro desarranjo para Víor Hugu, porque ele pensava: "Eu ajudei elegê-lo porque ele se disse um democrata, agora ele se torna um ditador. E o ditador começa a perseguir os democratas". Então, Vittor Hugo, ele se exila da França. Primeiro lugar que ele vai paraa Bélgica, segundo lugar que ele vai para uma ilha ali no canal da Mancha. E na ilha do Canal da Mancha, ele encontra-se Com um casal, Emily de Girardã e Delfine de Girardã. Vocês devem estar conhecendo esse nome. >> Delfine de Girardã. >> Delfine de Girardã. É
a mulher que assina a mensagem à desgraça real capítulo desgraça real no capítulo qu >> do evangelho segundo e tem 24 >> para a história. Agora eu vou voltar. A primeira filha de Vittor Hugo chamava-se Leopoldini. Leopoldini casou-se com 19 anos. Foi morar numa cidadezinha ao norte de Paris que também era banhada pelo rio Sena. E um dia trafegando de barco, tem um grande temporal e Leopoldin afunda e ela morre. Não sabia nadar. O esposo até tenta salvar. >> Olha o que que aconteceu na nessa ilha ali na ilha Jersey, no canal da Mancha. Delfim
de Girardan era uma médium notável. O marido dela um homem de bem, Uma pessoa voltada aos aspectos sociais. começa ela a receber determinadas mensagens. Numa dessas mensagens, papai, eu estou viva. Eu sou a sua filha que morreu lá no rio Sena, mas o que ficou no fundo do rio foi apenas o meu corpo. Eu quero dizer, papai, que você ressignifique o seu luto, que você volte paraa França, porque a França hoje já se tornou o nosso país de novo, e transforme o seu luto em missão. E foram várias mensagens. O fato é que Vittor Hugo
voltou paraa França, escreveu livros notáveis como Corcunda de Notredame, os Miseráveis, tornou-se um benemérito da causa da pobreza, da causa dos invisíveis franceses. Inclusive, ele retrata isso no livro Os Miseráveis, né? Quando desencarna em 23 de maio de 1865, ele já era praticamente espírita. E do plano espiritual ele continua escrevendo pela por uma médium brasileira chamada Zilda Gama. É Zild Gama aqui de Juiz de Fora. Ele começa a escrever romances notáveis, dor suprema do Calvário ao infinito, na sombra e na luz. E o Divaldo, um dia que ele estava iluminado, ele disse: "Pois é, a
filha que morre no rio Sena, que escreve para ele lá na na ilha Jersen, no canal da Mancha, renasce no Brasil e se torna a primeira médium dele, escrevendo romances notáveis para deixar pra posteridade dos brasileiros. Meus Amigos, nós ainda não sabemos o valor da doutrina espírita nas nossas vidas. E essas histórias, uma contada pelo Divaldo, outra contada pelo Raul, enriquecem a nossa vida, nos dão certeza de que vale a pena prosseguir, vale a pena testemunhar o bem, vale a pena fazer nossos esforços de transformação. E e Vittor Hugo também escreve por Divaldo, do Calvário
ao infinito, escreve árdua ascensão e escreve sublime expiação, que para mim é a obra mais bem Escrita de toda a literatura espírita. >> Digo assim, escrita no sentido literário, da forma como as frases são compostas. É, é uma prosa que parece uma poesia de tão bonita que é. Ó, a sublime expiação. >> Eu tenho alguns na sombra e na luz de Zil da Gama. >> Esse é o primeiro. Redenção também de Zil da Gama. As pessoas não conhecem Zil da Gama. Zilda Gama foi a médium brasileira que Psicografou até Allan Kardec. Dor suprema de Zil
da Gama. Agora a gente tem também Vitoruco por Divaldo. Quedas e ascensão ao sublime expiação aqui. >> Sublime expiação. >> E aqui no sublime expiação nós temos uma história notável de Jesus Gonçalves, o poeta das Chagas Rede Vivas, que aparece nesse livro aqui como Diana Armand Plesin Richelier, o eminência grise da França. Nós sabemos Que o Divaldo anda por esse livro aqui também, meus amigos. Vale a pena ler, vale a pena estudar. >> O personagem central dessa obra aqui, o Luci está reencarnado no Brasil hoje. >> Ele é morador espírita famoso. >> Orador espírita famoso.
E ele não esconde quem é esse personagem. A gente pode dizer quem é L? É, ele ele diz, né, que ele é. Pode dizer, né? [limpando a garganta] É o Leonardo Machado. É o grande amigo, Estudioso, professor Leonardo Machado. Mas vocês precisam conhecer o Leonardo Machado. >> Muito bom. porque é um menino prodígio, desde muito novo, com as suas pesquisas na psiquiatria, com as suas colaborações trazendo a medicina junto com o espiritismo. E tem mais, ó, calvário de libertação. >> Libertação >> aqui da Zilda Gama, ó, almas Crucificadas. Zilda Gama do Calvário ao infinito. Esse
do Divalto, do abismo às estrelas. Essa aqui é fantástica. diamantes fatídicos. E esse aqui que você já recomendou uma vez numa live, Arduo Ascensão. É, eu ouvi uma vez comentário, mas eu não tenho certeza. Não vou falar porque não tenho certeza. Não vou falar. >> É, tem muita coisa. Então, >> não, sobre essa obra, quem são os Personagens dessa obra? O o ar do ascensão tem um, eu vi algumas pessoas comentando, mas só eu não vi uma confirmação disso, né? Mas eu vi uma fala dizendo que este livro conta a infância de Chico, que é
essa família que tá aí, é família de Chico. Nesta >> é nesta existência, nesta nesta. É, esse foi o século XIX, o século em que a Humanidade recebeu uma brisa de esperança. E essa brisa de esperança permanece conosco ainda hoje. >> É. E essa brisa de esperança, Rafa, ela é muito importante, porque é ela que vai ser um sopro de sobrevivência da fé no século XX, no seguinte sentido, as armas que colocaram o cristianismo de pé, elas foram todas derrotadas. A ideia de Deus foi derrotada, a ideia da imortalidade foi derrotada, a ideia do amor
foi Derrotada. Então, os três pilares do cristianismo, eles foram todos destruídos. Então, o cristianismo, de certa maneira, tá fadado a desaparecer quando ele não tem fé, perdão, ele não tem Deus, ele não tem a imortalidade e ele não tem a questão do amor. Ele tá falando a desaparecer. E o espiritismo pode fazer com que essas três verdades cristãs se ponham de pé de novo. Como que eu vou enxergar Deus? Não através dos livros religiosos, mas Entendendo a lei de causa e efeito, entendendo esse processo do mecanismo da presença de Deus na vida, é que eu
posso restaurar a crença em Deus. Como que eu posso restaurar a crença na imortalidade? pela reencarnação, pela mediunidade. A mediunidade é o grande instrumento que comprova a imortalidade da alma. Tá aí o caso da Eufil de Girardã, Girardã, oferecendo aí as comunicações da filha De Vitorugo. E como é que eu vou restaurar o amor com a compreensão da reencarnação, do propósito, da evolução do sentido da vida? Porque que o amor é tão importante para que a gente alcance a felicidade? Então, para que eu consiga ter de pé Deus, a imortalidade, o amor, eu preciso da
lei de causa efeito, da reencarnação, da mediunidade, da evolução, do da compreensão do sentido da vida em busca da felicidade. Aí eu pergunto para Você, onde eu posso encontrar esses elementos reunidos? Aí você vai me dizer: "Na doutrina espírita". Então eu posso dizer que a doutrina espírita possui os elementos que restauram o cristianismo, que conseguem dar vida ao cristianismo verdadeiro, não o que a gente tem na atualidade, mas a mensagem original do Cristo. Então assim, eu posso conceituar o Espiritismo como o cristianismo rede vivo, porque ele volta a ter vida De novo dentro de um
novo contexto. É isso. A Masé tá colocando assim: "Eu tenho um livro que chama sessões mediúnicas na Casa Branca. Perfeito, esse livro existe e esse livro é muito bom. Depois você cita os autores Net Colborn Maina era médium e Wallas Leal Rodrigues. Wallas Leal Rodrigues é um grande espírita brasileiro, muitas vezes esquecido. Além desse livro, ele tem a esquina de pedra que remonta lá o concílio de Nissé em 325, quando o Cristianismo se perdeu com a história da Santíssima Trindade. Nós muitas vezes não reverenciamos que vieram antes de nós grandes trabalhadores que deixamos que deixaram
grandes contributos. O o Wallace Leal Rodrigues é um deles. Aliás, o Ela falou hoje aí de um outro Wallace, Alfred Russell Wallace, que também foi um grande espiritualista, esse inglês, com grandes contributos naquele século XIX. E ele foi muito honesto com Charles Darwin, porque ele Poderia, é, ele poderia ter passado à frente e hoje a gente ter a origem das espécies por Alfred Russell Wallace. Vejam que honestidade. >> O Hookley na conversa que tem com ele diz: "Ou você publica ou no futuro o seu pensamento não será o daroismo, será o alacismo." >> Exatamente. O
caráter de uma pessoa às vezes se mostra esses pequenos atos porque o drama, as pessoas não entendem qual foi O drama de Darwin. É um drama assim: "Eu tô matando Deus". Não, você não tá matando Deus, você tá explicando Deus de uma nova forma. Tem pergunta, Elará? >> Vamos lá. Vamos lá. Eu não tô conseguindo ver o o Eu não tô conseguindo ver os comentários que eu tô pelo celular que acabou a bateria do meu notebook. Mas pode colocar as perguntas, pegar um pouquinho mais de água. Já volto, >> tá? Outra pergunta. Eu tô ouvindo.
Eu tô a geladeira aqui do lado. >> Eu já vi falar que na bandeira do Brasil foi escrito errado. Seria ordem. É progresso, não é? Daria para explicar? >> Não, não é isso. Não, não é isso mesmo. Ordem e progresso e no sentido de conclusão. Eh, faça isso e você poderá ir paraa festa. É mais ou menos nesse sentido. Eh, tenha ordem, faça as coisas de maneira organizada que virá o Progresso. É esse o sentido. Ordem e então progresso. Não é, é mesmo, tá tudo certo. É um pensamento positivista. E o e o o Rafa
até colocou aí que é amor como base, >> amor como princípio, ordem como meio e progresso como fogesso. >> Isso justifica >> o caráter filantrópico do positivismo, porque eles queriam se afastar da mística, mas não queriam se afastar do amor, >> bem, do bem, do amor. É, a gente queria uma sociedade fraterna sem Deus. >> Am. É isso, exatamente. Quem são os positivistas hoje? São os legalistas, as pessoas que querem o império da lei, o império da ordem, que querem as coisas organizadas. Tanto que no universo do direito a gente chama de o direito positivo,
o que tá escrito, o que deve viger para que as relações tenham um clima de paz social. Então, o positivismo ele tem grandes influências No mundo contemporâneo, nas ciências econômicas, nas ciências sociais. Não é apenas um movimento do século XIX. Ele é um movimento que atravessou os séculos e se mantém presente ainda hoje. Pode passar, Cleite. Se Allan Kardec não fosse o criador do Espiritismo, seria o Leonir? É uma hipótese, embora eles tenham uma distância grande entre os dois, não é? Kardec é de 1804 E e Leonia é de 1846. São 42 anos de diferença,
mas eh muitos levantam essa ideia pelo fato de que esses dois autores são os que melhor enxergam as consequências morais da doutrina espírita. Nós tivemos muitos autores eh voltados para o fenômeno espírita no século XIX. cientistas, mas boa parte deles estavam focados no fenômeno em si, na comprovação do Fenômeno. Leão Deni Kardec tem uma pegada diferente. Quem também tem uma pegada um pouco nessa direção é Ernesto Bzano, que era filósofo, né? também tem uma visão distinta dos outros que também olhavam muito a fenomenologia espírita. Mas eh há muitas pessoas que colocam essa questão que eh
Leon Denis seria o step. O que me causa estranheza nesse caso é a Diferença de idade. Eu ficaria mais confortável se eles fossem efetivamente contemporâneos. E segundo dizem Leon Deni e Allan Kardec nunca conversaram. Eles eles se encontraram, mas eles nunca trocaram palavras porque Kardec já estava maduro e Leonir era um garoto. Então eles não chegaram a trocar ideias. Eu ouvi até uma vez uma história de que Kardec estaria de férias Numa determinada cidade e Leoneni vai ao encontro dele e quando chega lá Kardec está colhando maçã com a esposa. Ele fica olhando a cena
e decide não interromper e fica assistindo o casal comer maçães e vai embora e não fala com ele nessa oportunidade. Ele não teve uma outra oportunidade para fazê-lo, então eles nunca trocaram palavras, né? Já ouvi essa informação. Existe essa obra aqui de Gaston Luci, Leonil, apóstolo do Espiritismo. Gaston Luci diz que eles tiveram três encontros. O primeiro foi exatamente, >> é, o primeiro foi exatamente esse que você narrou quando Allan Kardec foi fazer uma palestra em Lyon. É, em Lon. E Leon Deni seria uma espécie de pessoa que ficaria esperando. Só que o Napoleão ele
começou a proibir por causa de grandes aglomerações, ele tinha medo que as pessoas conspirassem contra o império. Então o Leand deu um jeito, Eles arrumaram lá um lugar menor a residência do senhor Rebondã e fizeram uma reunião menor ali sobre o sol, sobre o luar e Kardec teria falado muito bonito e que no dia seguinte Leon Den volta àela casa e ele vê uma cena bucólica. Parece que dona Meli estava tirando uma maçã ou uma cereja. Já ouvi das duas formas. Aqui é colocado maçã. E Kardec estava ajudando dona Meli naquele processo. Era uma cena
romântica Que ele resolve não interferir. Então, naquele momento eles não conversaram. Ele levanta uma segunda possibilidade que eles teriam se encontrado ali no Vale do Luar, uma cidadezinha chamado Boneval. É o que tá escrito no livro, mas ele não entra em detalhes sobre conversas mais profundas. teria sido uma espécie de um encontro, talvez em alguma viagem que Allan Kardec, que é narrado em viagem espírita, fizesse, Leon Deni Se encontrou com ele, porque Leão Deni também viajava. Um terceiro encontro seria quase que na desencarnação de Kardec, quando ele já estava numa vila de seguir, que ele
idealizou um local para fazer uma espécie de uma biblioteca, ter ali um espaço pros espíritas, mas ele já tava muito doente, já não tinha condições de conversar muito. Então, seriam esses três encontros, mas não consta que eles teriam grandes conversas, grandes Confabulações. E assim, >> então, Kardec desencarnou quando Leão Den tinha 23 anos, hein? >> É, exatamente. >> E tem uma mensagem em obras póstumas, meu continuador, mas em nenhum momento ele fala que é Leão Deni. A gente é que fica especulando. Pode ser, pode não ser. É, ele nessa nessa mensagem de obras Póstumas, Kardec
faz a seguinte pergunta: "Tô ficando velho, pouco tempo vou desencarnar e eu vejo a minha volta, não encontro ninguém com meu perfil, não tem ninguém parecido comigo. Isso me preocupa muito, porque quando eu desencarnar quem é que vai dar continuidade à obra?" Porque as pessoas no meu no meu entorno não possuem eh as mesmas características que eu possuo. Como é que vai ser isso? E o espírito tá conversando com ele e diz para ele o seguinte: você está você está preocupado porque está procurando uma pessoa com o seu mesmo perfil para seguir? Não será uma
pessoa com o seu mesmo perfil. Porque para criar o para construir os livros, edificar a ideia, nós precisamos de um professor. Mas para tocar um exército, nós precisamos de um general. E e não seria um professor porque a obra Já estava escrita. Eu precisaria de alguém que tivesse comando, porte comando para comandar um grupo. Leon Denis, diferentemente de Kardec, nunca cursou faculdade. Ele muito jovem, ficou órfão, teve que cuidar da família que era pobre. Então ele não teve acesso a estudo. A vida dele foi se dedicar para que ajudasse a criar os irmãos mais jovens.
E ele desde muito cedo se dedicou à doutrina espírita e nunca casou, nunca Constituiu família, nunca teve ninguém. Ele dedicou a vida dele à ideia da doutrina espírita. Ana Maria Correia perguntando se as perguntas do livro dos espíritos foram feitas por Kardec ou outros contribuidores fizeram e enviaram para ele. >> Bom, o que Allan Kardec coloca para nós em diversas oportunidades e está também presente na introdução do Evangelho Segundo Espiritismo, é que ele usou um método em particular chamado universalidade dos ensinos dos espíritos. O que que é isso? Uma mesma resposta precisa ter, se não
as mesmas palavras, a mesma ideia de fundo para que ela seja admitida como verdade. Então, Kardec não trabalhou com apenas um médium ou um pequeno grupo de médiuns para elaborar a mensagem espírita. É isso que dá força para a obra dele. Eu vejo algumas Pessoas de fora do movimento espírita dizendo: "Ah, eu acho que vocês dão muito atenção a Kardec. Ele é só um homem, nem médium direito ele era para vocês terem todo esse respeito pela obra dele e tal. O respeito pela obra de Kardec vem pelo pelo método que ele usou. Qual era o
método? Ele pegava uma determinada ideia, uma determinada mensagem e ele publicava na revista espírita E esperávamos as contribuições que vinham de diversos países. Em cima das contribuições que ele colhia, ele decidia se aquilo tinha tido convergência ou não tinha tido convergência. quando tinha convergência, ele então colocava esse material em uma obra espírita subsequente. Quando não havia convergência, o texto fica na revista espírita, mas não aporta na literatura. E às vezes algumas ideias Expostas na revista espírita aparecem diferente no texto eh escrito. Por isso que nem todos os textos que estão na revista espírita efetivamente constituem
eh matéria da mensagem espírita. Então, respondendo aí a sua pergunta, se a pergunta foi feita por Kardec, é possível que uma pergunta tivesse surgido de alguém. chegou nele, ele pega aquela pergunta, joga na revista inscrita, os outros também fazem, ele também faz, recolhe o resultado e Publica. Ou uma segunda hipótese, a pergunta nasce nele e não de alguém que mandou para ele. Nasce nele. Ele publica na revista, distribui, recolhe as respostas e daí importa [limpando a garganta] pouco de onde ela veio. O que importa é o método de universalidade dos ensinos dos espíritos. Pega esse
material, distribui, ouve o que falaram e aí concentra isso numa obra. É isso que dá autoridade para a obra de Kardec. Eu Vejo algumas pessoas hoje questionando algumas coisas e a minha grande pergunta é: com que método você está fazendo para contestar ouvindo um médium só, só uma pessoa para que você consiga fazer algo semelhante, eh, contestar o que está feito, precisa fazer algo semelhante. tem que eh compor um trabalho, mandar para vários médiuns para que eles médiuns positivos que possam inconscientemente trazer resposta e você poder dizer: "Olha, aqui sim nós estamos Eh com um
material que seja bem bem interessante para uma possível revisão. Ele mesmo não descarta a possibilidade de que a doutrina consiga avançar. Tanto que no na Gênese, capítulo primeiro, item 55, ele fala que a doutrina é uma doutrina progressiva. O que que é uma doutrina progressiva? É uma doutrina que vai alargando os seus saberes e desdobrando seus seus conhecimentos sobre outras áreas que antes não abordava. Isso é plenamente Compreensível que a mensagem passe por essa dinâmica, não é? Então o edifício precisa estar bem construído para que os novos tijolos continuem a erigir a obra. Mas se
tiver um uma mensagem toda hora que tá quebrando o que já está posto, é porque o tijolo ficou mal colocado. Existe um espírito da época de Kardec que escreve pelo médium chamado Erasto e ele deixou uma recomendação para Kardecida Abstente. Então façamos o mesmo. Você tem dúvida? Não comenta abstente, tá bom? pra gente não construir doutrina em cima de coisas que, em princípio não estão consolidadas. Eu quero fazer só uma contribuição rápida. A gente não se dá conta que o processo de construção do livro dos espíritos não foi rápido. A primeira edição foi em 18
de abril de 1857, Tinha 501 questões. que foi reformulado em março de 1860, que vieram 1019, em verdade 1018, porque Kardecõe-se que ele tem esquecido de numerar uma ou que exista um erro na gráfica que ficou uma subentendida depois da 1 1011, 1018 que virou 1019. Então, minha amiga, as próprias perguntas dele, ele próprio reformulou, ele jogou na revista espírita e e eu digo aqui, coloco até a consideração do Elará, os próprios espíritos mexeram nas perguntas, porque se era para trazer algo para deixar de esclarecimento para nós, muitas perguntas foram reformuladas. Quando a gente pega
o primeiro livro dos o primeiro livro dos espíritos e pega o segundo, tem coisas que estão iguais, tem coisas que estão diferentes. >> É, teve perguntas que mudou completamente a resposta, tá? É, exatamente. Então assim, isso é um processo de construção, de maturação. Nós não nos damos conta que Kardec tinha uma personalidade maleável, maleável aos bons espíritos, maleável a ponto de eu tenho uma ideia, mas eu jogo e eu sou convencido, racionalmente convencido, porque ele era o bom senso em pessoa. Eu mudo, eu vou reiculando. Às vezes os espíritos davam batidas. Isso aqui é para
você ver que naquele ponto lá não tá legal o livro. Vamos mexer. >> Então tem de é tem de tudo ali. A gente não pode parar e pensar assim, aí ele ficou lá, formulou 1019 questões e depois submeteu. Não, é mais complexo do que isso. Raul é físico ou químico? Minha querida Masé, o Raul é formado em física pela Universidade Federal Fluminense. Ele tem mestrado em Física pela Universidade Federal Fluminense, de onde é professor, foi professor até aposentadoria e ele doutorou-se em educação. Eu não me lembro a faculdade, mas salvo engano, a faculdade do interior
de São Paulo. E o orientador de doutorado dele é também espírita professor Cosmasse. Ela Lucineia Rocha tá perguntando se aquele cientista que você tava falando é o Tomás Green. >> Qual cientista? Falei tantos. Não sei. >> Daquele daquele caso que ele não foi na reunião mediúnica. A mãe dele que era nova apareceu. Ah, se Deveria ter vindo. >> Não, não. O nome dele é um nome italiano, tipo Volta. O nome dele é assim, mais ou menos desse gênero. Não vou conseguir ver porque a bateria do meu do meu notebook acabou, eu não consigo consultar, senão
consultaria o nome dele. Mas eu me comprometo de trazer, se Deus permitir, na próxima. Não é, não é um nome americano, não é um nome inglês, é um nome em italiano. Se eu não me engano é Volta o nome dele. Se não for Volta, é algo parecido. Qual é o que levitação? Agora eu não sei, mas é, mas só que você tá falando. >> Ela quer perguntar o que é levitação. Acho que ela quer perguntar. >> Ah, tá. Levitação é um fenômeno que não é fenômeno mediúnico, é um fenômeno anímico, que não tem espírito, em
que a pessoa ela tá aqui e aí ela se ela levanta do chão, Ela fica flutuando, ela levita, ela fica como se não existisse a gravidade. Então ela levanta, fica acima das pessoas e daí ela volta. E Daniel Dumashome tinha essa faculdade muito desenvolvida. Ele no meio das pessoas, ele simplesmente levitava, subia do chão, ficava em cima e saía por uma janela, ficava lá fora, pois ele vinha e entrava pela outra janela. É isso que é levitação. [limpando a garganta] Não sei se é o cientista americano, italiano, Alessandro Volta. Ai gente, vocês vão fazer dá
uma procurada. Eu não consigo, tô sem meu notebook. Hum. Mas não é >> rico rico e moda. >> Pode ser moda. Pode pode ser. Acho que é esse. Achou dentro do livro? >> É, não. Eu procurei aqui na, eu tenho Que falar para as pessoas da inteligência artificial >> porque veja, pode >> é Henrique, >> engenheiro e pesquisador psíquico, notabilizou-se por estudar a jovem médium linda ciseira em Turim, documentando seus experimentos com fotografias e controles minuciosos. E como é que você achou ele? Verifica se se a mãe dele se materializa. Tô vendo aqui, Tá? Enquanto
isso, a gente segue nas perguntas. Próxima. >> Dolores Queiróis. aqui um coração para você, Dodô. Essas materializações teriam por fim útil chamar a atenção das pessoas? É as o objetivo das materializações era se contrapor ao ateísmo. Imagina uma sociedade que semente rasga tudo que é religioso e diz que debocha Da fé, debocha espiritualidade, debocha religião, debocha de tudo e que quer implantar a ditadura do ateísmo. Aí os cientistas vão investigar para ridicularizar os fenômenos mediúnicos e o fenômeno que se populariza nesse período é o mais convincente de todos os fenômenos mediúnicos. Se chama materialização. Não
há nada mais impactante [limpando a garganta] em termos mediúnicos de do que você vê No espírito se formar na sua frente. O ectoplasma sair, aquela coisa gosmenta tomar forma e de repente um ser aparece na sua frente com forma humana. E essa pessoa às vezes fala, às vezes não fala, mas às vezes fala. deve ser absurdamente impactante, porque você não tem como negar o fenômeno diante dos seus olhos. Então, ela tinha o objetivo de atender exatamente o escárnio da comunidade científica do século XIX. E Dodô, tem uma outra coisa. Na verdade, fenômenos de materialização, de
levitação, elas cumprem um papel, mas depois que esse papel passa, hoje, por exemplo, a gente já não tem tanta necessidade mais de fenômenos de materialização. Tom, por exemplo, em 1859, quando o Emmanuel apareceu pro Chico, ele fazia reuniões de materialização e disse para ele com a personalidade de daquele senador romano, olha, a sua Função é o livro. Nós estamos fazendo esses efeitos todos. Ele era muito próximo ao Peixotinho e tinham fenômenos de materialização, fenômenos luminosos, conforme registrados por Ranier em materializações luminosas, porque é o livro, os conteúdos que vão iluminar as pessoas. Então, o século
XIX foi o século de aquilo tomar vulto realmente para poder as pessoas acreditarem. Mas hoje a gente já não precisa mais materializar o espírito, Mas espiritualizar a matéria. Quem falou isso foi o biógrafo de Peixotinho, o professor Humberto Vasconcelos. Rodrigo Vilar tá perguntando se nós sabemos algo sobre encarnações de Santo Agostinho, se ele teria reencarnado. Eu não sei, Rodrigo. >> Não, esse aqui é outro. >> Você sabe, Elahrá, de alguma reencarnação de Santo Agostinho? Não, não sei. >> Também não sei não. Santo Agostinho era muito estudioso, alguém muito vocacionado pras pras questões da igreja. Provavelmente
ele renasceu. Nós só não sabemos onde. >> Eu tô procurando. >> Ele tá procurando. Paulo >> é dentro do livro. Afinal quem somos que tá isso. Procurar pela palavra mãe vai aparecer. A Cida Gonçalves está perguntando: "Ela, o que representa a estrela separada da Bandeira?" Ah, é porque no céu o é é o estado do Pará, mas é porque no céu tava assim, tinha uma estrela que tava mais distante das outras, não é nada. Aquilo ali era o céu na sua, tá aqui, ó. Evaristo. Evaristo testa é o nome dele. Evaristo Testa está no aqui
diz assim: "Mas não é não, meu caro teste. A forma Que percebo não pode ser a da sua vossa mãe. Distingo nitidamente os traços e posso garantir-vos que se trata de uma pessoa muito jovem. Perfeitamente, responde Levaristo. Minha pobre mãe morreu com a idade de apenas 20 anos. Esta coincidência tão surpreendente, inesperada, não deixou de causar funda impressão em todos os assistentes. Nenhum de nós poderia calcular que a mãe de Evarista morrera tão jovem. Aliás, ele era nosso recém-conhecido, por Admitido no círculo apenas alguns dias antes. Evaristo testa. OK, parou. >> E ela olha o
preciosismo. É registrado no livro. Eu já fiz uma consulta aqui. Eu jogo lá no chat GPT, jogo em outras inteligências artificiais. Eu não achei esse nome. Ou seja, as pessoas estão se tornando esquecidas. >> Evaristoesta fazia parte da equipe de pesquisadores junto com o Ernesto Bzano. >> É, o Ernesto Bano a gente acha facilmente, aliás, tem livros notáveis >> por causa da criminologia. É exato. Acabou, Cleite. Ah, a da estrela já foi. Osela Pereira, as perguntas que as respostas ficaram diferentes foi no sentido de quem publicou novas edições ou houve mudanças na pergunta em si.
Eu Gostaria de entender sobre isso. Desde já gratidão. >> OK. Eu vou te dar uma pergunta que eu sei que teve mudança. Kardec pergunta na primeira edição: "Em que momento o espírito se liga ao corpo?" Na primeira edição está escrito no nascimento. Na terceira edição, que é que a gente usa, está escrito na concepção. OK? Mesma pergunta. Ele recolheu algumas respostas e convergiu para nascimento. 3 anos mais tarde, 1860, essa pergunta teve muito mais contribuições e ele pôde perceber que ela deveria ser alterada. Ele altera se você pegar primeira edição do livro dos espíritos, procurar
quando que espírito se liga ao corpo e pegar a pergunta na nessa edição que a gente utiliza, que é a terceira, você vai ver essa diferença. É nesse sentido que as coisas foram mudadas e algumas foram enriquecidas. Tinha uma Resposta curta, uma dissertação mais longa, porque ele trouxe novas contribuições para esse mesmo material. Tive vários sonhos levitando. Pode falar alguma coisa, professor? >> Normal. Normal. Não caracteriza obrigatoriamente mediunidade, mas é uma faculdade anímica, porque não tem espírito na jogada. Pessoas saem do corpo, vem seu corpo, às vezes querem voltar pro corpo, tem Dificuldades e aí
tem aquele terror noturno que é o desespero de querer voltar pro corpo e não conseguir acordar. Esses fenômenos são todos fenômenos muito comuns que acontecem com espíritas e não espíritas de uma forma muito muito frequente. E se se ver levitando ou volitando, que é uma terminologia mais espírita, é muito comum. As pessoas se sentem fora do corpo e andam, viajam por cima das coisas. Parecido o filme do Peter Panes saem com aquele pó do pirim pimpim voando sobre as coisas. É mais ou menos assim que a gente saio. E é praticamente o desdobramento do espírito.
O des >> é o desdobramento, né? É o desdobramento. >> O espírito desdobrou. Se você recordou alguma coisa, é >> levitando. É, >> eu acho que acabou. Ela >> acabou. >> Acabou. Tivemos 400 pessoas conosco. A gente precisa agradecer essas 400 pessoas, porque vocês enriquecem a nossa discussão. A live é feita para vocês. Ó quanto de livro que eu já puxei aqui hoje, ó. >> Tô com dó da sua esposa, coitadinho. Bota tudo no lugar. >> É. Não, eu vou eu vou antes de dormir, eu ainda vou colocar tudo no lugar. >> Isso. Muito bom.
>> Muito bom. Sabe o que é que eu faço? Eu não ponho de volta para usar de novo no dia seguinte, mas aí no caso não vai, porque esse livro você não vai mexer desde amanhã. >> Exato. Vem para cá, Cleite. Dormiu, cara. Não tá aqui. [risadas] >> Eu dormi. Eu sonhei dormir. Sonhei. >> Você sonhou que a gente estava fazendo uma live sobre o século XIX? >> Foi, >> vai, [risadas] foi, [suspirando] foi lá. Quantas lives nós vamos ter mais? Eh, essa daqui do cristianismo? Mais umas duas, três. >> Acho que é por aí,
né, Rafa? Acho que >> eu acho que duas pro século XX e uma pro século XX, porque o século XX, nós estamos com 26 anos. A gente pode fazer uma espécie de o que já temos nesse século XX. Parece que não, mas a Religião tá ganhando aí aspectos novos, inteligência artificial, culto feito de forma online, falar um pouco sobre essa religião exercida contemporaneamente. E o século XX a gente >> e tem um fenômeno que tá acontecendo na Europa recentemente, retorno dos jovens à igreja. Dar uma olhada aí. >> Sim, sim. tá acontecendo uma coisa aí
que a juventude sempre gosta de causar, Sempre gosta de de inovar, né, de ser diferente. Então, como existe um recuo, agora está começando um fenômeno de busca espiritualidade da Europa. A gente conversa no século XX sobre isso. Isso. >> Olha, chegou uma pergunta aqui, vou colocar a última pergunta. Entrou agora. >> Essa é para você, Lar. Que que tá? Eu não consigo ler porque Meu >> Chico Xavier é um dos maiores espíritas com suas centenas de obras de milhares de cartas consoladoras. O que vocês acham que algumas federações espíritas proibirem os trabalhos com cartas consoladoras?
É a questão da proibição. A verdade proibição é um termo muito pesado. As federativas elas não têm o poder de proibição, porque não existe hierarquia no movimento espírito, existe Recomendação, tá? Então, as as federações estaduais elas têm muita preocupação com esse trabalho. Quem é que tá perguntando para poder falar o nome da pessoa? >> Pequenos Reis Xadrez. Eu acho que é um uma espécie de >> é pseudônimo. >> OK. Então, olha só, o problema não está nas cartas consoladoras porque evidentemente isso é um instrumento muito poderoso de Consolação. Mas o que dizer das situações em
que as pessoas pedem preenchimento de ficha e para que as pessoas voltem dois, três meses depois e aí a carta tá pronta. Aí deu tempo de você fazer uma eventual consulta nas redes sociais. O que dizer de pessoas que estão oferecendo cartas pela rede social? você escreve para o determinado médium e ele então manda para você a carta do seu parente. E aí ele tem possibilidade de Repente de obter essas informações. O que dizer daqueles que utilizam desse expediente para cobrar alguma coisa, ainda que despretenciosamente com fins nobres, mas que pode dar vezo a que
esse dinheiro possa ser usado de maneira equivocada, uma vez que a casa escrita não cobra pelo serviço que faz. O que dizer daqueles que endeusam médiuns e que as casas espíritas coagulam todas as suas atividades para se voltar unicamente a uma atividade Fenomênica, esquecendo da transformação moral, que é o fator mais importante. O que dizer dos fenômenos aonde de repente as instituições espíritas fazem um culto à vaidade de algumas pessoas? Isso é muito perigoso. O problema não está nas cartas. Então, se, por exemplo, eu tenho um médium, se eu tiver um médium que não preenche
ficha, não cobra nada, utiliza a sua atividade dentro de uma casa espírita que não parou as Atividades de estudo para se dedicar apenas à mediunidade, onde não existe nenhuma vantagem pessoal de ninguém e o médium não é tratado como uma pessoa de caráter especialíssimo. Qual é o problema que tem? me aponte um trabalho com esse tipo de perfil que eu estarei junto com você para dizer que esses trabalhos são muito válidos. Eu eu já participei de trabalho dessa natureza. Nenhuma ficha preenchida, nada é perguntado, nada é dito. Eu faço eu eu Faço a palestra para
aquela montoeira de mães que está ali enquanto o médium está recebendo as psicografias. Quando termina a palestra, o mesmo levanta e vai citando o nome das pessoas e as mães vão se apresentando. E aí, como que você vai questionar um trabalho dessa natureza? Agora não tem ficha, não tem filas, não tem endeusamento que o médio nem de lá é. Não existe nenhum tipo de cobrança, não existe nenhum apelo. O problema, portanto, pequeno Rei. Ela pera aí, ele deu o nome, o nome dele, ele chama Carlos Cota de Colorado. Ele é do Paraná. >> Colorado. Já
esteve em Colorado, no Paraná. Eita. Maria Eduarda de Colorado era uma das pessoas aí. Muito bem. Então, eh, existe a necessidade, sim de nós, eh, levarmos o consolo, as cartas consoladoras, grupos de acolhimento a luto, isso é Muito importante, mas a gente não pode, na expectativa de oferecer consolo produzir nas pessoas algum tipo de situação que possa levar à suspeção. Ah, mas o médium é honesto, então que não dê a nem a menor suspeição. A mulher de César não deve apenas ser honesta, ela tem que parecer honesta. Então nós não podemos deixar de forma alguma
que o movimento espírita seja arranhado. Se existe dúvida sobre a veracidade do fenômeno, melhor que não se faz. [limpando a garganta] Nós temos tanto fenômeno bom que a gente pode se dar o luxo de descartar os fenômenos passíveis de suspeição. É por aí. OK. Como é o nome dele? Ele diz que já esteve com você lá em Colorado. Ele chama Carlos Cota. >> Carlos Cota. Então, Carlos, olha só, esse esse esse fenômeno não é proibido pelas federações. Apenas a gente tem que ter um critério satisfatório para que a gente possa eh aplicá-lo nas nossas Instituições.
Cleade, depois você corta essa resposta do Elará junto com a pergunta e faz um videozinho, porque essa resposta dele ficou muito boa. Eu quero colocar só uma uma última coisa sem a pretensão de acrescentar. E todas as vezes que esse médium sério, que não preencheu ficha, que não tem culto à vaidade, é atacado, ele não se defende. Porque se tá se defendendo, tá criando um espetáculo em cima de coisa que não precisa se defender. O Chico nunca se Defendeu, o Divaldo nunca se defendeu, o Kardec nunca se defendeu, nunca botou processo. Então a gente se
defende com as atitudes para tornar aquele que tá acusando com falta de veracidade. Não precisa ficar disputando em rede social, fazendo briga desnecessário. >> Duas coisas quero dizer. Primeiro, uma frase que eu aprendi de Divaldo. Nunca se defenda. Nunca se defenda. Em nenhuma circunstância. Nunca se defendem. e uma De André Luiz da obra Agenda Cristã. Abre aspas, não se fira com a calúnia, apenas viva de maneira que ninguém possa acreditar no caluniador. É isso. >> Acabou. Agora as perguntas agora, agora não tem mais. >> É. Então agora eu vou fazer uma poesia sem ler. Essa
tá decorada. Século X é o século que chegou o consolador. O Consolador nos traz esperança. Quando perguntaram pro Chico o que que é o Espiritismo, ele respondeu assim: "Uai, sou o Espiritismo é Jesus de novo no coração do povo." Então, o Espiritismo é uma forma de nós retornarmos a Jesus, a eterna esperança. Quando as dores forem lancinantes e os olhos perplexos quiserem chorar, lembra-te das estrelas cintilantes que vieram o teu céu fazer brilhar. Quando Triste te sentires sozinho, decepcionado com uma cara afeição, tenta refletir por um pouquinho e verás quantos amam o teu coração. Quando
então tua vida estremecer por crises e misérias que te façam sofrer, lembre prece o celeste amigo, pois em meio a tanta intemperança, és Jesus, a tua eterna esperança, que caminhará para sempre contigo. Beijo grande, meus amigos. Que prazer estar com vocês mais uma vez. >> Muito bom, Rafa. Parabéns. >> Tchau, gente. Até a próxima.