[Música] Olá estudantes como vocês estão essa é a nossa terceira África onde a gente vai falar sobre as invasões europeias né no continente africano então nós passamos Ali pela questão da historiografia e a gente vê como ao longo do tempo é historiografia ela se modifica né os pensadores eles fazem reflexões e críticas depois a gente percebeu né como a África foi considerada foi marginalizada né teve sua história marginalizada e a gente hoje vai ver as questões das invasões né da Europa em África né E aí a gente vai falar sobre a questão da partilha né
que foi um dos acontecimentos que causou maior impacto na história da África e que até hoje surte né consequências né e problemáticas em território africano né então nós vamos passar ali pela questão né de pensar roedura da África esse termo é um termo do 15 verbo né que ele vai falar sobre quando a África ela começou a ter como se fosse um desmonte né como a Europa adentrou a África e começou né a reivindicar um território uma história que não era europeia né e depois nós vamos aprofundar o nosso conhecimento né falando sobre a questão
do imperialismo falando sobre a questão da partilha da África né E essas questões né que influenciam até hoje né primeira questão que nós devemos considerar né Que Nós pensamos assim e muitas vezes nos deparamos é aquela questão de tipo não mas antes de entrar os europeus em áfricas na África já havia escravidão na África eles guerreavam né é muito interessante a gente partir num pressuposto né onde não olhamos e analisamos nossa própria história né onde a gente desconsidera que por exemplo a Europa também tinha guerra e também havia um sistema de Servidão por exemplo né
onde você tem outros lugares Ásia também sempre houve conflitos civis né conflitos em relação a território em África um dos maiores problemas é justamente essa havia escravidão né uma escravidão muito parecida como o que havia em outros lugares que era por exemplo a questão de escravo de guerra né se perdia uma guerra você se tornava escravo onde pais vendiam seus filhos né por questão de não conseguir sustentar os filhos e existia esse trâmites mas o que acontece qual era a diferença esses escravos pagavam uma dívida né muitos deles a partir deste momento em que pagava-se
essa dívida né salve esses que eram vendidos eles eram libertos né então a configuração é completamente diferente gente da escravidão mercantilista né É extremamente diferente da dinâmica quando você tem a comercialização né Principalmente ali de Portugal que é dentro da África e que começa a ter esse comércio né de escravos negros então vocês percebam é uma outra configuração não é a mesma então acaba sendo muito complicado quando a gente parte de um pressuposto e tenta anular né o absurdo e a violência que foi a escravidão e o tráfico negreiro com simples questões como a mas
a África já tinha né escravidão Então não é bem assim como historiadores a gente precisa né contextualizar essas questões a gente precisa entender que as dinâmicas de relação eram completamente diferentes certo então esse é um primeiro ponto que eu gostaria de chamar atenção de vocês né E como isso começa a ser modificado né começa a ser modificado justamente né com a questão do colonialismo né para vocês terem ideia o cenário de África de 1880 até 1935 foi completamente modificado né Vocês têm até 1880 por exemplo a gente tem cerca de 80% do território africano governado
pelos próprios Reis rainhas e dirigentes africanos então vejam até 1880% do território né na imagem por exemplo que a gente tem sobre a África aí né vocês percebem quais são né Os territórios que tinham os britânicos os franceses os portugueses Os turcos enfim mas vocês vão percebendo aí que a maioria do território era governado pelos próprios africanos né e dizer que não houve uma reação né desses dirigentes né que eles não Lutaram e não resistiram também é um outro equívoco né o colonialismo ele é um sistema muito violento e hostil né E nesse nesse período
por exemplo vários vários representantes eles procuraram combater né Essa perspectiva de essa perspectiva do próprio colonialismo né eles procuraram reivindicar seus próprios territórios né A a gente tem um exemplo muito interessante né que de Reis né como o primeiro né que era o Rei dos achantes da Costa da Costa do Ouro né que é atual gana que ele vai replicar uma oferta da proteção britânica né o moro na aba ou rei dos mosses né na atual República do alto volta né Ele também fez uma declaração né oficial para o oficial francês onde ele refutava a
proteção dos brancos então a alegação deles era justamente essa vocês querem nos dar proteção mas querem tirar o nosso território como eu vou aceitar proteção daqueles que querem me ver morto né então vários Reis eles tanto é eles tinham essa tendência e eles procuravam refutar essas ajudas como também eles procuravam fazer apelo para que essas populações eles não que eles não viessem né que eles não tomassem o território africano né Tem um exemplo por exemplo de um rei que ele já era Cristão e por conta dessa questão da cristandade né e ele ele comentava vocês
não vão né tomar o nosso território sendo que eu sou irmão de vocês né então ele tentava alegar com essa questão da religião por exemplo justamente para tentar reivindicar que ele era um território ele era parecido ou Igual a aqueles que queriam tomar posse de seus territórios né então vários Reis eles vão fazer esses discursos né tanto de tanto nesse apelo para que não seja invadido quanto de uma negação de não quererem ajuda justamente por esta consciência que eles tinham dos brancos quererem destruir sua cultura destruir o seu governo matarem os dirigentes locais Enfim então
você vai ter sim uma questão de resistência né não foi Pacífico essa questão de tomada e partilha do continente africano não foi Pacífico né houve diversas questões de luta e uma das questões mais interessantes que a gente vai pensar é pensando que os europeus eles possuem armas né eles possuem um canhões é que diversos dirigentes africanos acreditavam que ele seriam né a arma efetiva deles eram a religião Então essa era uma das principais armas que eles pregavam contra o colonialismo por exemplo né que eles enfatizam nos seus discursos por exemplo que por meio né dos
orixás que por meio da sua religião eles estariam salvos né Só que nesse contexto né eles acabam sendo tomados justamente por um grande forte armamento que você tem né definição de armas e canhões Enfim então vocês percebam que tem toda essa relação né você a gente vê a questão hostil do próprio colonialismo vocês vê a questão da Resistência que se tem né em relação a esse processo E aí né como a gente pode pensar sobre este processo de invasão dos europeus né a gente colonização né sempre muito bonito quando a gente parece é um tom
muito heróico né que a gente coloca como se os europeus tivessem descobertos lugares né civilizado e colonizado como Se Tudo Fosse muito Pacífico né mas os historiadores africanos né E afrodescendentes vão colocar Justamente que o início né dessa roedura e o início desse desequilíbrio que se tem em África começa com os portugueses né a gente vai ter o que eu quiser vai falar sobre o processo né o início do processo de roedura de África né e que ele vai falar que vai ter como um Marco de expansão né ele não vai começar com a conferência
de Berlim Mas vai ter como marco a conferência de Berlim que aconteceu de 1884 a 1885 né que só que esse processo ele teve início por volta de 1430 com a expansão marítima portuguesa né a gente lembra lá e história do Brasil né Brasil colonial onde a gente fala sobre a expansão Portuguesa que os portugueses eles tentam ali né porque eles não conseguiam fazer o percurso por terra por conta da retomada dos otomanos né dos turcos ali na região do Tanger eles começam a fazer as expedições marítimas né que era para ir para as índias
né para fazer os comércios nas índias né Então a partir de 1400 né com essa entrada ali dos portugueses a gente vai vai ter o processo que vai ser o inicial de roedura da África né para vocês terem uma ideia Portugal né com essa questão da expansão marítima né e é muito interessante a gente perceber nos processos né esse primeiro processo Portugal e Espanha eles tinham um poder né de comercial muito grande um poder político muito grande e isso aos poucos né começa a ser modificado né Principalmente quando entra em Inglaterra Principalmente quando entra a
França né Portugal começa a ficar ali mais de escanteio já na partilha né da África a gente percebe que Portugal fica de escanteio né Mas neste momento por exemplo no século 15 no século né até ali fins do século 19 você tem Portugal né com Afonso africano onde ele vai pedir proteção né para o papanicolau para que dar uma proteção a questão do Comércio marítimo português então uma bula papal chamada Romana romanimos pontifiques né vai falar que somente Portugal poderia dominar aquela parte ali do Comércio qualquer outro qualquer outra nação que tentasse fazer seria esse
comungado né E naquela época ex como a ex comunhão né da igreja era um dos principais medos né você né Não podia porque senão você não teria a salvação eterna né tem toda essa questão né entre a relação de igreja relação de poder onde eles estão entre sicamente ligados né então neste momento a gente percebe justamente Portugal né tendo esse domínio Mas apesar disso Portugal ele não não não fazia ele não habitava né ele fazia essas relações comerciais Mas de fato ele não havia colonizar desses locais né ele não não tinha população portuguesa ali e
ele não tinha não fazia esse investimento Isso só vai mudar posteriormente né como a conferência de Berlim por conta né de uma das de um dos tratos da conferência é que para você ter uma terra você deveria ocupar essa terra né Então a partir desse momento em Portugal vai reivindicar determinados locais né e tanto é que no século 19 por exemplo né Portugal ele tem uma força política tão pequena que será um dos últimos a serem chamados para partilha né bem pensando isso né a gente precisa considerar o processo de colonialismo e imperialismo né que
que nós podemos perceber neste processo né o termo né imperialismo ele foi criado pela primeira vez em 1870 né na Inglaterra vitoriana né e o imperialismo gente ele foi uma uma estrutura né de dominação ele foi um sistema de dominação que legitimava né diversas como a gente já veio comentando ali sobre a questão né racial e etc ele legitimava essas formas né de tomada de poder de domínio de domínio dá tanto das grandes potências né porque aí a gente tem que considerar por exemplo depois dos Estados Unidos não só europeia né mas aí você vai
ter todo uma questão do imperialismo né ligado a questão de reivindicação de uma terra né você vai ter toda a questão das potências europeias criando mecanismos para poder compartilhar a África né e uma das questões que eu quero chamar atenção para vocês é que assim o conceito de imperialismo ele vai estar vai ter diversas diversos autores vão discutir sobre eles certo então Possivelmente vocês ao longo do tempo vão se deparar com diversas visões sobre o que é o imperialismo certo tanto de uma visão ocidental principalmente partido de um pressuposto marxista ali que vão refutar O
que é o imperialismo sabe Rosa Luxemburgo vai falar sobre isso outros autores vão comentar sobre o imperialismo só que principalmente vinculado ao capitalismo né Alguns vão falar que sem o capitalismo não existiria o capitalismo é uma das marcas desse imperialismo certo mas no processo que a gente pensa sobre o imperialismo na África tá muito vinculado aos pensadores africanos né vários deles vão começar principalmente o nigeriano goffrey and o zoio ele vai falar que a questão do imperialismo e da partilha da África né Podem ser destacadas pelo seguintes pontos que são as teorias psicológicas como Darwinismo
Social então o imperialismo então é um é uma visão aqui de imperialismo de pensadores africanos e afrodescendentes não é uma visão não é uma percepção imperialista ocidental então é necessário fazer essa cisão assim né necessário perceber que existem outras possibilidades de pensar o imperialismo então ele vai falar que a gente deve pensar na questão psicológica principalmente do Darwinismo Social que vai estruturar esse imperialismo né que vai legitimar esse discurso imperialista ele vai falar sobre o cristianismo evangélico ele vai mencionar justamente como as missões cristãs compactuaram para a questão do imperialismo em África para essa construção
né do da partilha e essa construção de domínio europeu e ele também vai falar sobre o ativismo social né que de forma conivente né eles auxiliaram e ele se dispõe no sentido de legitimar a exploração e articular um Imaginário né sobre o estágio de selvageria da África né então esses três pontos que ele vai falar é num sentido em que por exemplo ativismo social seria uma herança né Uma herança de dominação ao longo do tempo você tem essa herança de que nós dominamos Esses povos né então ele comenta que esses são os principais fatores explicativos
para você pensar sobre o imperialismo na África né aí a gente tem a questão do Darwinismo a questão das religiões cristãs e a questão né do ativismo social que essa ideia de herança né de herança política de prática do indivíduo de dominar né é uma herança de que o ser humano teria de dominar o outro né de dominar uma outra civilização certo então ele vai falar Justamente que a conquista né da África ou a partilha vai partir dessas questões que eu apontei para vocês né e com base nisso é que dessa ideia de imperialismo né
dessa ideia de dominação do outro dessa ideia de religião e de levar a minha religião para o outro dessa ideia de Darwinismo Social né de uma de uma sociedade mais evoluída e a ser é que vai constituir né a partilha da África né O que que foi a partilha da África a partilha da África foi um processo de cheque final assim onde nós temos né o território africano por completo salve Etiópia né E outra outros dois países ali onde a África Foi dividida entre 14 países né europeus né para vocês terem ideia quando nós temos
né ali o século XIX né As Américas Elas começam a ter as suas independências né Brasil começa a ser independente Estados Unidos independente né então existe a necessidade de ter uma partilha de dominar outros territórios né uma disputa de poder em relação a outros território e a África ela começa a ser visada nesse sentido né e 184 e 85 né Portugal ele vai propor né a conferência de Berlim justamente porque havia conferências anteriores falando sobre quem poderia ir quem poderia dominar determinada bacia comercial dos territórios africanos e ele tinha ficado de fora né de forma
meio amarga assim ele convocou essa conferência para que fosse discutido sobre o território africano né E aí 14 países dentre eles 12 europeus né a França grã-bretanha Portugal Alemanha Bélgica a Itália né Espanha né eles dividiram o país né e o mais interessante é que essa divisão no mapa de vocês por exemplo tem né 1880 como eu já havia falado para vocês 80% do território era de domínio de rainhas e Reis e dirigentes africanos já em 1913 vocês observam aí no mapa essa seria a divisão né que de domínio que os europeus e as grandes
potências daquela época haviam feito né vocês percebam aí que a Inglaterra e a França possuem os maiores territórios né possuem a maior proporção de território de África né E essa divisão é o que vai demarcar as fronteiras até mesmo depois das Guerras né então é a partir dessa divisão aqui que por exemplo hoje né se tem muito o mapa de limites e fronteiriços da África né E foi uma das questões mais violentas no sentido em que essa divisão não considerou e o que eu comentei com vocês né lembra lá sobre as migrações dos troncos linguísticos
essa divisão ela não considerou a questão étnica não considerou a questão política porque cada um desses lugares havia seus líderes políticos que eles ao mesmo tempo em que eles uniram povos e etnias que não compartilhavam das mesmas ideias separaram outros povos e etnias que compartilhavam da mesma ideia O que ocasiona por exemplo na contemporaneidade guerras étnicas dentro de África entre alguns países né então este processo da partilha até hoje a gente percebe alguns resquícios né dos conflitos em que causam né então muitas vezes se tem muito ai olha como na África tem diversas guerras tem
diversos conflitos mas esquece né que ao longo desse tempo ao longo da partilha é historicamente já havia travado determinados conflitos que eram próprios deles né e que não se respeitou a divisão limite territorial de cada um desses povos né então é muito importante a gente tem em mente essa questão certo então para concluir né alunos a gente percebeu né esse processo de invasão da África né dos europeus na África a gente percebe que não foi um processo tranquilo e que até os dias atuais essa partilha né por meio da conferência de Berlim traz e ocasiona
muitos conflitos na história da África contemporânea né então é isso eu vejo vocês na próxima aula [Música]