o Olá tudo bem Aqui a Juliane furno e hoje a gente vai gravar é uma série de vídeos que estiveram presentes na enquete do YouTube você sugeriram que a gente tratasse daqueles três temas linkados o plano real e o tripé macroeconômico a crise de 2015/2016 e é análise do teto de gastos a partir do seu princípio teórico e a sua análise empírica Então vou gravar os três foram muito pedidos por vocês e vou tentar começar pela Linha do Tempo seja começar pelo vídeo do plano real e do tripé macroeconômico antes de começar a só lembrar
para quem ainda não é inscrito se inscrever aqui no canal ativar o Sininho e ficar sempre por dentro para acompanhar o conteúdo aqui do canal e bom então para entender o plano real EA Constituição do tripé macroeconômico a gente tem que entender algumas coisas que aconteceram na economia brasileira e que abriram o pavimentaram o caminho para esse conjunto de modificações a economia brasileira ela tinha uma dívida externa muito elevada e financiou inclusive as grandes obras ali da ditadura militar sobre aquele processo de desenvolvimento Esse endividamento esteve muito ligado também aos fluxos de Capital a ampliação
da liquidez no mercado internacional nesse período ou seja tinha muito dinheiro no mundo principalmente nas economias exportadores de petróleo que depois do primeiro choque do petróleo elas não podiam absorver tantos recursos internacionais para não apreciar o câmbio então estavam à disposição para empréstimos da Periferia e é só que a nossa dívida ela era pós-fixada Ou seja a gente contraiu uma dívida ligada à variação internacional das taxas de juros E aí lá em 79 o Fed que é o banco central americano para reafirmar hegemonia do dólar depois de tecido é o fim do laço do padrão
dólar ouro ele levou drasticamente a taxa de juros Americana e isso teve vários impactos não é o principal deles foi uma fuga de capitais que fugiram para o dólar e para dívida pública Americana e um crescimento da dívida externa também em reais a economia brasileira entra então nos anos 80 na chamada crise da dívida a gente não recebi a capital de fora e pior ainda tinha que fazer superávit constante na balança comercial para pagar juros e amortizações da dívida externa tudo isso teve um impacto muito expressivo na inflação seja pelo desequilíbrio do balanço de pagamento
em função como eu falei da elevada dívida vários planos ocorreram aí nesse período há 20 anos 90 para conter a dívida mas em grande parte não deu certo porque eram planos de fôlego curto teve um Plano Bresser plano verão plano Collor esses planos estavam baseado no controle de preços né um exemplo ficou famoso Vocês conseguem olhar no Jornal Nacional era o preço da carga que quando era congelado o preço ninguém Sabia quando ia ser então às vezes a carne ficava congelada num preço muito baixo Então quem tinha boa e não queria bater o boi para
não vender a carne por um preço tão barato e aí no Jornal Nacional mostrava a cena lá da polícia ainda de helicóptero atrás de boi no passe gente denunciando propriedade que tinha boa e lá enquanto faltava a carne no mercado açougues e frigoríficos era uma própria imagem da crise e o governo resolve enfrentar os pecuaristas entendendo esta missão já foi decidida o senhor autorizando ou não autorizamos os bons serão embarcados sunab Polícia Federal desapropria 12 em 13 estados do país o abate aumenta o abastecimento melhora mas só por alguns dias o plano real foi o
plano que conseguiu controlar a inflação claro que com consequências isso a gente vai tratar aqui muito sério tem pensou né os grandes teóricos o plano real foram André Lara Resende ou Pérsio Arida que na década de 80 já desenvolveu uma teoria que ficou conhecida é mais tarde como o lar Lda quero essa torta da inflação inercial seja a variação da inflação estava ligado ao aumento dos preços que como eram indexados à vários outros preços fazer com que tudo tivesse seu preço aumentado gerando o processo de inércia inflacionária o plano real o plano que teve três
fases e esse base ou de certa forma nessa teoria que era teoria da moeda indexada a primeira dessas fases foi um grande ajuste fiscal através da criação de um Fundo Social de emergência que era uma forma do governo desconstitucionalizar o orçamento e aí poder então mexer nesse nesse orçamento congelado para fazer corte de despesas a segunda fase foi a criação da tal da moeda então indexada propriamente dita o RV a unidade real de valor que era uma moeda indexada no dólar então uma o RV vale um dólar e isso forçou os agentes a Passarem a
reajustar os seus contratos os seus preços nessa moeda que era uma unidade de contas Ó nessa fase Então as pessoas sabiam o preço das coisas que não variava mais pela inércia inflacionária porque tipo sei lá o quilo da Carne custava dez o r vez ou seja Oi gente precificável a kalinaw RV sabendo da validade desse preço vinculado a dólar então 10 o RBD carne desce dólares cerveja eram por exemplo 5r vez que que eram correspondente a cinco dólar então todo mundo passou a preço eficaz suas mercadorias e serviços em um RV e isso foi dando
confiança na moeda que conseguiu desindexar os preços né não os ativos financeiros que é outro debate mas os preços de forma geral então fato é que isso Acabou com essa inflação inercial E aí o terceiro e último passo foi a Constituição do real de fato como moeda Nacional acontece que todo o plano real foi baseado nessa Âncora cambial e essa relação de paridade entre o real eo dólar isso teve um custo muito expressivo para a sociedade brasileira porque pra equilibrar a relação de um-para-um é para ter um real valendo um dólar você já viram a
gente falar que como se fora uma taxa de câmbio E aí nessa relação entre oferta e procura tinha que ter a mesma quantidade de dólar e de real na economia brasileira para isso várias reformas foram feitas algumas já no governo Collor como abertura comercial e financeira a desregulamentação da conta de capitais e outras coisas para atrair capital estrangeiro ou seja dólar o suficiente para os agentes para que a gente mantivesse a artificialidade da Âncora cambial de um para um além disso a gente passou usar um montante expressivo de reservas cambiais no Brasil ou seja os
as reservas em dólar que ficaram quase Gerais e atração desse capital estrangeiro para apreciar Nossa moeda aconteceu porque o diferencial de juros chegou um patamar muito exorbitantes só a taxa básica de juros a SELIC chegou o valor nominal de 45 porcento e esse Capital que entrava era basicamente capital especulativo que se baseava desse é Preciso com Total Liberdade de sair do país quando ele quisesse era um investimento em carteira não era aquele investimento de maturação de longo prazo então quando é as reservas e atração de Capital estrangeiro não bastava aí se contratava ainda mais dívida
externa o Celso Furtado ele chegou a dizer que a gente trocou uma inflação por um outro problema macroeconômico que é um devidamente externa o Furtado vai dizer que a inflação não é um fenômeno monetário só como queria Olá os idealizadores do plano real e do FMI ele dizia que era parte de um conflito distributivo né a diferença entre esses dois enfoques é que para correção da inflação nanalise desses monetaristas ela leva uma condução da política deflacionista ou seja recessiva nas próprias palavras do Furtado né ele vai dizer que a Vitória esmagadora das ideias de FM
levou uma situação que a gente presenciou sem corar o planejamento de um é tão de elevado custo social para Se Curar de uma inflação agravando o problema da concentração da renda o plano real é ele condenou a economia a crescer pouco essa foi talvez a grande marca porque partiu desse primeiro mecanismo de forte ajuste nas contas públicas é com uma estrutura de câmbio e de juros completamente valorizado e isso fez com que se quebrasse diversas empresas Ou seja acabou com vários elos da cadeia produtiva brasileira porque somada tudo isso a forma lá sem muita mediação
Como que aconteceu abertura comercial e financeira levou um Darwinismo Empresarial né só as empresas muito fortes sobreviverão e aí data e o início da nossa acelerada desindustrialização e também diz nacionaliza são porque a gente tinha pouca competitividade em função do dólar tá muito barato outro Pilar do plano e também as privatizações que também foram usadas como justificativa para reduzir a dívida pública e atrair capital externo acontece que o Brasil acabou a década de 90 com mais dívida pública tanto interna quanto externa do que começou e aí no ano de 99 esse modelo de âncora cambial
ele não conseguiu mais sobreviver e ele foi trocado por um modelo de câmbio flutuante E aí vem daí a consolidação é-o a troca do plano real pela consolidação do chamado tripé macroeconômico que faz parte do chamado novo consenso macroeconômico que vem lado consenso de Washington que é o fundamento que objetivo vou né fundamentalmente a política macroeconômica como uma política que deve em última instância a controlar inflação isso tem nome não é neoliberalismo essa ideia de que a estabilidade da moeda é o fator mais determinante por uma economia Foi Embora tenha sido bastante flexível e nos
governos petistas o tripé macroeconômico ele segue Como regra né esse tripé lhe é um receituário para condução da política econômica que está centrada em três elementos o primeiro deles é o superávit primário ou seja anualmente arrecadação fiscal tem que ser maior do que a despesa para sobrar recursos para ir pagar juros e amortizações da dívida e o objetivo da meta de superávit primário é fazer com que a trajetória dívida pibs decline é e se estabilize no longo prazo a segunda perna do tripé é o de metas de inflação então isso significa uma tolerância muito baixa
com a inflação independentemente das suas causas existe a meta que é o objetivo da inflação naquele período e as bandas que ela pode variar normalmente é um e meio por cento para cima ou e meio por cento para baixo e a ideia do regime de metas é que a meta de inflação ela vai diminuindo com o passar se você já vai existir no menor ainda tolerância com a inflação independentemente Se a inflação no curto prazo tá elevada porque o emprego também tá elevado não inflação virou uma meta extremamente rígida que vai diminuindo com o passar
do tempo e elas forma né o instrumento para controlar a inflação passou a ser a taxa de juros por fim o câmbio flutuante ou seja taxa nominal de câmbio ela vai ter uma flutuação livre e o objetivo da Meta dessa meta de câmbio flutuante é que a autoridade monetária tem a cada vez mais autonomia e bom então esse é o contexto quer dizer o plano real por um lado tem um sucesso expressivo do ponto de vista da estabilização da inflação EA manutenção do poder de compra abriu o espaço é para posteriormente poder haver uma valorização
real dos salários O problema é que isso foi feito a custas de um processo de recessão de condenar a economia brasileira a um permanente baixo crescimento econômico partindo de uma leitura equivocada de que a inflação é um problema basicamente monetário e levando levando a economia brasileira a graves consequências né diria que a principal essa manutenção da lógica da austeridade fiscal né selada nessa ideia da meta de superávit primário e também o fato do câmbio ser flutuante faz com que a autoridade monetária influa menos na taxa de câmbio deixando de utilizar esse preço né a taxa
de câmbio em um experimento para fazer política industrial e como herança de todo esse processo os altos juros condenaram economia brasileira uma baixa performace no que tem de ao investimento né ao consumo porque inibe é a tomada de crédito mas significativamente a quebra como eu falei de vários elos da cadeia produtiva porque não só o custo do crédito é levado Ou seja é colocava obstáculos ali o aumento da capacidade produtiva das empresas mais as mercadorias estrangeiras em função da valorização cambial entraram de maneira abrupta na economia brasileira com correndo com as mercadorias nacionais e fazendo
né Sem com ausência de políticas industriais e políticas de regulamentação nenhum tipo de controle e proteção da indústria nacional que perdeu várias grandes empresas vários elos inteiros da cadeia produtiva e hoje nos faz uma economia ainda mais a importação né de produtos manufaturados de produtos de consumo intermediário para as indústrias que ainda são nacionais é isso espero que vocês tenham gostado deste em a sua questão e a gente vai deixar aqui referências bibliográficas para quem quiser se aprofundar no tema do plano real e do tripé macroeconômico tchau tchau