Olá vamos falar nesta aula sobre o público da educação inclusiva e da Educação Especial nas aulas anteriores nós já acabamos tratando um pouquinho desse assunto também mas agora nós iremos trazer as especificidades desse grupo que trata né Será que existe mesmo um grupo específico quando eu falo em educação inclusiva vamos ver então algumas reflexões né que eu preparei para nós eh dialogarmos e para que nós pensarmos aqui Jun Vamos Construir alguns conhecimentos então o público Av da Educação Especial inclusiva Então quem é o público da educação inclusiva né Vamos pensar um pouquinho né eu eu
acho interessante assim que quando a gente traz essas perguntas né que vocês também eh separem aí o material né um caderno ou então tem pessoas que gostam de digitar né que vocês já reflita um pouquinho porque pode ser que você tenha assistido as outras aulas há uma semana alguns dias né e não lembra mais a maioria já pode lembrar né O que a gente já conversou bastante já dialogou sobre isso mas sempre é é importante resgatar esses conceitos porque nós somos professores né E nós temos uma grande eh missão né de também multiplicar esses conceitos
veja diante da educação inclusiva nós temos uma missão uma missão de mudar a cultura já falamos lá na primeira aula né que tudo que se trata tudo que a gente eh trata aqui nesse curso e nos cursos específicos que vocês terão um aprofundamento de tudo que eu estou falando aqui né Estou trazendo um pouquinho né dos conhecimentos de cada área mas nós teremos professores excelentes que vão aqui detalhar cada um desses assuntos que Eu tratei com vocês aqui né E aí a gente vai refletir quem é o público alvo da educação inclusiva Então veja quando
eu falo em direito à educação e eu falei na aula passada né a gente sempre vai repetir a questão do direito à educação Então veja quando eu falo em direito à educação eu estou imediatamente automaticamente falando da educação inclusiva né direito à educação e educação inclusiva eles né são são termos que se conversam são ações que uma depende da outra eles convergem porque a educação inclusiva é é um paradigma né é uma ação é um pensamento é uma atitude que não de deixa ninguém para trás né é uma é uma é uma organização que olha
que tem tem um olhar voltado para o acolhimento mas também para eh a organização e e e a e e a contemplação de todos os recursos e estratégias que as pessoas precisam então Eh eliminar Barreiras tirar obstáculos e promover a acessibilidade então com tudo isso com essas atitudes né eu promovo o direito à educação e se eu promovo o direito à educação eu vou promover a educação inclusiva Então vamos trazer aqui um pensamento né eu vou ler aqui para junto com vocês uma frase da Vera Maria eh ferrão candô lá de 2012 né Essa frase
Mas ela é uma estudiosa uma teórica que eu recomendo para vocês que vocês busquem lá na na internet ou nas livrarias as obras dela então quando você for pensar em educação em diversidade em a não discriminação e assim voltada paraa educação ou seja pensando Puxa mas eu como educador o que é que eu tenho que fazer Qual é o meu papel na escola e e gestores também pedagogos né então é bem importante que vocês Leiam as obras dela né Eu sugiro para vocês o que é que Cand vem nos ensinar que o reconhecimento de sujeito
e direitos a partir do respeito às suas especificidades de gênero raça etnia territorialidade etapa de vida orientação sexual opção religiosa características sensor motoras aspectos psicológicos de classe social entre outras se constitui no direito à educação e na educação inclusiva então Veja isto não significa que Vera candô ela quer dizer para nós que eh eu estou falando só desses grupos né né Eh daquelas pessoas que se constituem de forma institucional né que que militam pelos direitos da né e e tratam de questões de gênero raça etnia né que são de territórios Diferentes né que eh eh
que são o público da da educação inclusiva enfim mas eh mas sim que nós temos que ter um olhar né para essas pessoas que muitas vezes elas acabam representando as minorias né E que são aí eh pensando na no nos índices da da da evasão escolar eh da do baixo rendimento escolar enfim da falta de oportunidades essas pessoas dentre as demais né são aquelas que realmente precisam eh eh de um atendimento né entre entre outras pessoas também que não pode ficar de fora né mas um atendimento mais especializado e aqui o nosso foco é como
é a modalidade de Educação Especial nesse grupo estão as pessoas com deficiência transtornos e o superdotados então olhando paraa Educação Especial como modalidade nós temos um decreto é o decreto Federal número 7611 Olha gente aqui nós temos uma uma correção é o decreto 7611/2011 então ele é um decreto aqui eu fiz um um print um recorte para vocês né do que ele traz aqui no seu eh no artigo primeiro parágrafo primeiro então para fins desse decreto considera-se público alvo Vocês já viram em vários slides e vários professores eh irão falar também no nosso curso avançado
nos detalhamentos sobre o público alvo da Educação Especial Então não é que a professora Siana gostou desse desse termo e passou a adotar então nós estamos adotando uma terminologia que é a terminologia oficial das leis que estão em vigência né então quem são as pessoas da dessa modalidade de Educação Especial nós já falamos bastante né que são as deficiências transtornos globais de desenvolvimento e aestabilidade superdotação então eh eh eu não vou eh esgotar aqui tudo porque assim é eh é muito complexo nós temos várias questões que envolvem cada uma das áreas né a gente pode
chamar eh ou de área ou de eh eh grupos enfim né que que Estão dispostos lá no decreto 7611/2011 Então como nós teremos vários os os demais eh cursos que vão tratar especificamente de cada uma delas eu trouxe para vocês aqui algumas sugestões então no caso dos transtornos específicos da aprendizagem né eu creio que talvez alguns de vocês já possam ter ouvido falar ou Já assistiram também então as pessoas que atuam na na na na área da Educação Especial Com certeza Já assistiram até mais de uma vez né Eh um filme Como Estrelas na Terra
é um filme indiano que ele traz ali eh uma um ele representa a postura de um professor eh diante de um desafio então no no início eh do filme né ele obviamente vai vai enfrentar vários desafios né com eh com com o menino que eh observando ali ele ele ele é uma criança que tem dislexia e também autismo né e o professor em algumas cenas chama bastante atenção porque ele começa a a a fazer várias e interações intervenções com a turma e esse menino fica apático né eu não vou contar o filme não tá gente
não vou estragar porque é um filme maravilhoso mas alguns spoilers só né e e assim eu mesma a primeira vez que eu assisti eu fiquei um pouco impressionada porque falava Nossa mas o professor tá ali eh dançando brincando interagindo com os demais e ele tá ali com a cabeça baixa e o professor não faz nada parece que o professor estava desconsiderando a presença dele né mas na verdade não era nada disso né então era uma postura bem eh adequada porque ele estava eh de fato observando né como eram as reações dele em todas as atividades
e ele aos poucos ia eh ofertando ali eh atividades para ele ia interagindo né E lá no final né não vou contar o final todo também para vocês né mas nós temos aí várias eh vários exemplos bem positivos que a gente né que são assim espelho são modelos que a gente pode eh adotar e seguir né aí no nosso trabalho pedagógico na nossa sala de aula então Eh no material vocês vão receber o link também tá e eu já vou dizendo para vocês preparem a pipoca e uma toalha porque vocês vão chorar bastante n porque
além de de né do eh de todo o ensinamento que ele traz ele é um filme muito envolvente muito envolvente muito emocionante né na área do transtorno né aqui eu reuni os transtornos do neurodesenvolvimento eh os os transtornos mentais e os comportamentais né Eh porque eles fazem parte de um grupo que eh hoje eh coincidentemente antes de eu vir aqui eh eh gravar essa aula aqui e conversar com vocês eu participei de uma palestra e eu achei bem interessante o relato de um jovem então o jovem né na verdade um jovem senhor de 30 e
poucos anos que recebeu o diagnóstico de de autismo né recentemente e ele veio contar né que ele veio ele morava em Volta Redonda no Rio de Janeiro em uma comunidade desde pequeno ele ele não saía de casa ele gostava de ficar em casa e aí a avó dele levava ele no postinho né E ela falava Este menino tem algum problema ele não gosta de sair de casa ele não tem amigos ele é meio estranho né ele daí aí ele ele ele lembra que ele estava junto e muitas vezes ele ouvia a avó falar ele fica
só no mundinho dele né E aí o médico falava mas é melhor que ele fique em casa mesmo no mundinho dele porque é muito perigoso ficar na rua então ele ficava então ele ele ele se observou Né desde criança já eh com algumas características do autismo né mas na época que ele era pequeno nós não tínhamos aí tantas possibilidades de de realizar esses diagnósticos a a a identificação também né era algo eh muito mais precário então ele colocou eh uma frase bem interessante no final da palestra dele né e eu estou falando do Dr luí
Ricardo né Eh Cata Preta eh da Silva aqui o outro sobrenome não lembro dele agora mas é Silva fugon ele é um desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná né então ele trouxe uma fala bem impactante hoje no lanç Lamento da da semana eh internacional lá da luta da pessoa com deficiência que vai ser comemorado lá em 21 de setembro então eles já estão se organizando em relação a esses movimentos né então ele trouxe muito muito essa essa reflexão né de como compreender né quão desafiador é compreender o funcionamento do cérebro toda essa estrutura né
E essas questões que envolvem esses transtornos elas são questões invisíveis e muitas vezes Eles não conseguem mostrar né E aí ele pergunta qual é a barreira para autismo né ele falou muito sobre as barreiras eh nós tínhamos ali eh juízes dois juízes cegos várias pessoas com deficiência física neuromotora pessoas surdas né E aí ele fez uma uma uma observação ali daquele público né ele falou olha vocês eh que T as deficiências sensoriais todo mundo V né se vocês tiverem um apoio um intérprete né enfim acessibilidade estrutural né Vocês conseguem acessar e quem tem o transtorno
do do do neurodesenvolvimento né que é algo invisível então ele fala qual é a dor Qual é a barreira né do autismo então ele fala é a dor da hipersensibilidade então nós temos aí vários eh desafios na sala de aula crianças que se eh desorganizam né se desajusta em função da compreensão né então o o Dr Luiz Carlos trouxe isso muito né da da trajetória dele da infância o quanto ele sentia dor ele falou até hoje ele sente dor ele se irrita muito ele se desorganiza quando há eh eh muito barulho quando ele vai no
supermercado que tá muito cheio quando ele vai ao shopping lá no estacionamento não consegue achar lugar né então ele falou para vocês pode trazer uma uma ir mas para mim dói os tecidos dependendo do tecido dói as roupas apertadas Dói né então ele fez várias brincadeiras assim que eu achei bem interessante trazer também esses esses esse recorte dele né porque né não é professor and falando mas é uma pessoa autista né falando sobre eh o que ela sente né é a dor da hipersensibilidade n a deficiência intelectual né também um grande desafio aí que representa
mais de 70% do nosso público eh eh do do do público que nós temos na nas escolas tanto regulares né como nas escolas especializadas na nas redes do Brasil representa um grupo muito grande a deficiência intelectual né que não significa apenas eh uma uma uma questão de de fazer uma a uma avaliação do consciente intelectual eh os testes psicométricos né que eram muito usuais eles ainda eh coexistem né Mas hoje nós já trabalhamos em uma outra perspectiva que é a perspectiva da avaliação biopsicossocial que envolve uma avaliação por uma equipe multiprofissional né e não apenas
a aplicação eh dos Testes de QI então é bem importante que a gente trabalhe eh nesse nesse sentido de eh trabalhar eh para quebrar ess ess essa essa visão equivocada da da da sociedade como todo e a nossa mesmo né em relação ao capacitismo né então Eh o que o que eu ouvi muito hoje das pessoas com deficiência que estão no sistema judiciário né Elas falavam então não basta falar do racismo não basta falar do capacitismo você tem que ser antirracista e anticapacitista também né buscando aí uma mudança de cultura da sociedade então eh tanto
que a gente busca então eu trouxe para vocês também aqui e essa essa mocinha que aparece aqui na nessa figura junto com o João suares é a Fernanda Honorato também vocês vão receber o link então eu trouxe só uma uma dica de uma de uma entrevista que ela participou no Jô né observando ali ela ela tá contando sobre o trabalho dela ela morava em Foz Guaçu no Paraná quando era criança ela trouxe várias eh experiências dela da infância nessa entrevista e foi lá contar pro Jô né eh como é que é o dia a dia
dela no trabalho né então ela é uma repórter né e eu acho que vale a pena vocês seguirem também ela nas redes sociais porque ela mostra muitas coisas bacanas pra gente né então além de eh repórter ela é youtuber também influenciadora enfim né E tantas outras pessoas que nós poderíamos trazer aqui como como bons exemplos né outra outra sugestão que eu trago para vocês também na na questão da deficiência física neuromotora quem é da da Educação Especial já conhece Com certeza né um videozinho também curto ele é é um vídeo muito eh eh que traz
também bastante emoção mas também muitos ensinamentos muitas experiências né então Eh eu consegui captar aqui uma imagem né Então veja uma uma menina aqui a a a questão da da da Pureza da infância né da da da menina então para eles não tem barreiras né as as barreiras físicas para eles eh podem até ser obstáculos mas assim naturalmente né ela ela ela lança a mão aí de várias eh estratégias ela ela envolve este coleguinha dela com com deficiência física neuromotora em todas as atividades da escola Ela traz ali para participar da das brincadeiras em grupo
na escola enfim né né é um vídeo bem curtinho não é um filme mas também vale a pena vocês assistir eh então Eh na na área da surdez né Nós temos aqui eu não trouxe nenhuma sugestão assim de vídeo e não vou me aprofundar bastante Nesta aula porque a gente trouxe aí Alguns conhecimentos eh nas aulas anteriores nós falamos mais um pouquinho sobre libra sobre a questão da comunicação da linguagem não é e vocês vão se aprofundar também os próximos módulos com eh uma aula específica sobre o assunto né mas enfim né O importante é
que a gente fale né sobre sobre essa área então o que é necessário então assim para cada pessoa né Há um tipo de comunicação então Eh é ela que vai optar né Eh qual é a forma Qual é o serviço que ela vai acessar então para os surdos nós temos um decreto Federal que trata especificamente sobre aan ação do dos sistemas de ensino para eles né e prevalece a educação bilíngue como a melhor forma de atendimento de acompanhamento né E a e é a a a melhor forma de aprendizagem para os surdos mas nós teremos
nesse universo alguns né que não irão querer utilizar libras e aí o que fazer né aí a gente vai observar as leis federais a lei brasileira de inclusão né que nos indicam que eh nós temos que eh promover para ele né enfim outras formas de aprendizagem enfim né alguns se comunicam lá com a comunicação Total embora haja algumas concepções que não aceitem né Essa essa concepção da comunicação Total ou do oralismo né então assim a gente pode acreditar defender eh enfim eh trabalhar em em em várias propostas e projetos desse sentido porém a gente não
pode cercear as pessoas né que que fazem essa opção por essa forma de comunicação porque o mais importante é o quê é promover a oportunidade né de acesso e de aprendizagem para cada um de acordo com a sua especificidade né para deficiência visual também né como dica eu trouxe para você um videozinho para vocês né Eh é um é espanhol ele foi eh ele foi lançado logo depois da da do do do lançamento do da do documento que trouxe aí a sistematização da Declaração de Salamanca eh né na Espanha então ele traz Aí assim é
como se fosse um modelo de como proceder na escola né quando quando a gente assiste também no início né a gente fica um pouco intrigado vocês ficarão um pouco intrigados também com a com a postura né da professora né de alguns colegas e também de alguns gestores da escola mas ao final a gente a gente acaba tendo essa essa compreensão né do que é a educação inclusiva né de fato então que cada um tem a sua forma de aprender né e e de comunicar aquilo que aprendeu então este filme aqui vale a pena vocês assistirem
também né em relação à às altas habilidades por rotação né Eu trouxe para vocês também aqui uma indicação então gente no Brasil hoje a gente não tem eh um material sim mais indicado que esse Temos vários materiais excelentes mas este eh o manual de identificação de autas habilidades superdotação da da Dra Suzana Graciela Perez e da soria Napoleão ele de este material de Fato né ele ele é uma referência né para que a gente possa eh organizar eh nos nossos sistemas grupos de estudo para para que a gente possa eh elaborar modelos também e para
que a gente possa ter um olhar a gente possa refinar as nossas práticas e o nosso olhar voltado para identificação das altas habilidades de superdotação então Eh nesta área o maior desafio é a identificação dentre todas as condições que envolvem a modalidade de Educação Especial altas habilidades é hoje a mais invisível né E nós temos que prestar atenção porque infelizmente Esses são os alunos Os estudantes que mais reprovam nas escolas e são confundidos com tantas outras condições né Então veja aqui quanta coisa nós temos né para falar sobre esse público da Educação Especial então apenas
aqui foi só uma introdução né sobre cada um e cada um tem as suas eh a a sua forma de eh as suas estratégias eh pedagógicas metodologias possibilidades né enfim que nós temos que conhecer para poder eh também criar peis né Eh projetos educacionais individualizados que olhem sim a individualidade mas que essa individualidade que essa ação né não não os segregue e não os retire do coletivo da participação coletiva da sala de aula né então candô que foi a teórica que a gente trouxe lá no início né Ela traz também mais uma reflexão para nós
em relação a ao público da da Educação Especial que é a construção de uma cultura dos direitos humanos em diferentes âmbitos da sociedade constitui o seu eixo principal né Então veja o nosso grande desafio né é trabalhar culturas conceitos práticas e políticas né que realmente deem conta desses desafios né que são colocados para nós e quando falamos de de educação inclusiva falamos de Educação Especial e também falamos do Direitos Humanos né preferencialmente né E destacamos sempre o direito à educação tá então nós estamos terminando mais uma aula e eu espero vocês na nossa última aula
desse curso né que nós iremos tratar sobre alguns mitos e verdad sobre a educação inclusiva e educação especial eu espero vocês lá