Em 1994 eu terminei a graduação na UFSM na área de educação especial com habilitação para trabalhar na área de educação de surdos e prestei prova aqui pro mestrado e fiz aqui, então, durante os anos seguintes o curso de mestrado e curso de doutorado Depois eu fiquei durante uns 10 anos trabalhando em uma universidade no interior e acabei prestando concurso pra UFRGS em 2006 assumindo o concurso no ano seguinte Quando eu cheguei na UFRGS eu fui convidada a coordenar um trabalho no chamado programa INCLUIR que visava a criação de um núcleo de acessibilidade Então durante os
anos de 2008 até 2013 eu trabalhei na criação desse programa junto com uma equipe pequena naquele momento E também nesse período de 2008 pra cá eu tenho trabalhado na coordenação do vestibular Essa é uma área bastante polêmica porque tem uma demanda dos surdos em nível nacional de que as provas sejam todas bilíngues em formato em língua de sinais e língua portuguesa Se tem o entendimento de que muitas vezes a reprovação desses alunos se dá por uma falta de acessibilidade uma vez que a língua portuguesa é considerada uma segunda língua pra eles É como se fosse
uma língua estrangeira Então, muitas vezes, os alunos até tem domínio do conteúdo mas eles não conseguem ter a compreensão da questão escrita em língua portuguesa Mas o que a gente tem conseguido na UFRGS é garantir a presença de intérpretes qualificados nas provas Os alunos, quando eles sem dúvida na leitura de uma questão eles pedem pro intérprete, e o intérprete, então faz a tradução de toda a questão A área da deficiência visual eu considero que seja uma área bem atendida o retorno dos candidatos é sempre bastante positivo também Eles tanto demandam provas em braile provas com
ledores e escreventes softwares ledores de tela Então, existem recursos e serviços que a universidade sempre atende E se a gente não garante essas condições mínimas de acessibilidade os candidatos já estão em uma enorme desvantagem Os critérios de avaliação são os mesmos o que a instituição precisa garantir é que o candidato tenha um acesso efetivo à prova consiga compreender, consiga realizar à sua maneira É essa questão da qualidade: Garantir uma qualidade e consequentemente um empoderamento maior pra que as pessoas possam competir em mais igualdade Meu nome é Adriana Thoma e esse é o meu lugar na
UFRGS