[Música] não a vemos mas todos os dias ouvimos falar dela a economia está em todo lado das subidas e descidas das taxas de juro à ida rotineira ao supermercado das poupanças queh aos produtos que as empresas portam e importam há um enorme conjunto de fatores que mexem com as nossas carteiras e com as contas do país economia quantos conceitos cabem nesta palavra o estrateg Dea fixou em to em todos os sítios de campanha a frase é economia estúpido em Portugal a discussão económica está normalmente associada aos problemas sentidos pela população como empregos instáveis salários baixos
e fraco poder de compra mas em meio século democra de escolar popul deu um para uma economia acente nos serviços abrimos as nossas fronteiras e hoje portamos mais do que nunca como chegamos até aqui nós quando estamos em grandes dificuldades nós mostramos a excelência do [Música] país em 50 anos atravessamos sete crises económicas tantas que há quem pense que o país tem vivido numa crise constante a mais recente ainda está na memória de todos em 2020 a economia paralisou devido à pandemia foi uma quebra dramática mas breve antes disso outra crise mais profunda eclodiu em
2008 foi uma crise financeira internacional cujas ondas de choque atingiram todo o mundo incluindo Portugal a dívida pública alcançou valores demasiado altos e a capacidade do estado para honrar os seus pagamentos foi posta em causa a troika formada pelo fundo monetário internacional a comissão europeia e o banco central europeu teve de entrar em cena para resgatar o país o desemprego e a imigração dispararam esta crise de 2010 começa com os problemas dos mercados da dívida pública em Portugal na Grécia e também na Irlanda é uma crise que se caracteriza por um aumento muito grande nas
taxas de juro de dívida pública que levam a que esses países tenham de encar programas de grande austeridade de corte nos gastos públicos e em que a confiança dos consumidores e agentes económicos cai Face às perspectivas de grandes aumentos de impostos desde 2013 e resultado do programa de ajustamento em 201 2013 temos uma economia um mais aberta e mais exportadora dois um aumento no turismo que tem a ver com a reabilitação Urbana dos centros das cidades e três um controle da despesa pública e uma responsabilidade Rigor orçamental e uma trajetória descendente da vida pública recuando
ainda mais no tempo a própria democracia nasceu em crise em 1973 deu-se um choque petrolífero e consequentemente uma crise internacional a crise 73 78 e é no fundo uma suão de crises começou com uma crise externa depois tivemos a o 25 de Abril em 1974 e depois eh temos o conjuntamente a isto mas ainda um bocadinho a seguir o que podemos chamar um choque grande população aquilo que que uma economia faz uma economia recorrer ao fundo monetário é sempre a mesma coisa é precisar de financiamento externo e ele não existir como vimos algumas dessas crises
moldaram as grandes tendências da economia e da sociedade há três aspectos fundamentais a destacar a importância do estado social a abertura da economia ao exterior e a evolução da produtividade a influência do estado na economia cresceu muito e depressa logo após a revolução fizeram-se nacionalizações súbitas e generalizadas no final da década de 70 o estado Detinha quase todos os bancos empresas transporte eletricidade e até tabaqueiras e cervejeiras e portanto foi isso foi aoia dos grandes empresários não de todos e a integração do do património que eles tinham no estado isso criou tal grande setor público
que depois viria a Gerar bastantes problemas por ter sido gerido de uma maneira algo ineficiente durante durante muito tempo eu diria que houve dúvidas sobre o modelo até 76 77 mais socialista menos eh socialista eh a partir daí Julgo que se assentou que iríamos ter um um modelo de estilo eh de estilo europeu com um estado forte mas de iniciativa privada eh mas digamos o o fechar do ciclo acho que só aconteceu em 1989 o estado investiu em reduzir a pobreza e aumentar as qualificações dos portugueses instituiu-se o pagamento de prestações sociais contrataram Funcionários Públicos
e construíram-se escolas hospitais e estradas pem o Estado tem um papel fundamental para combater a desigualdade em várias frentes não só no desenho de políticas em determinados setores da da sociedade que ajudam a combater a desigualdade social como desde logo as mais Evidente são é política educativa H como também depois a política de habitação que infelizmente é um bocadinho o parente Pobre das políticas sociais em Portugal como também no acesso à saúde mas depois também do lado das transferências as transferências sociais são são a maneira mais direta de aliviar situações de pobreza porque realmente envolvem
dar dinheiro às pessoas que têm menos se nós não tivéssemos transferências sociais a taxa de pobreza em Portugal multiplicava subia para mais do dobro É sim nós nas últimas cinco décadas tivemos ganhos incríveis ou seja nós hoje em dia conseguimos produzir gerações que t o nível de qualificação na média europeia se olhamos para h cinco décadas atrás as raparigas não estudavam muito os rapazes estudavam mínimo ind dispensa e portanto o salto foi muito grande termos uma mudança de 2 para 11 anos de escolaridade é porque houve um progresso enorme no ensino e na educação dos
portugueses uma das grandes conquistas do Portugal democrático o país ficou melhor mas já se sabe não há almoços grátis ao mesmo tempo combatia a pobreza e melhorava as infraestruturas o estado cresceu em número de funcionários investiu em projetos que não tiveram retorno esperado quando chegamos ao início dos anos 2000 eh e com o abrandamento do crescimento económico E também porque já não temos a pressão porque já estamos dentro da zona Euro eh as taxas de juro baixam muito beneficiamos de taxas de juro muito baixas por estarmos no Euro e houve uma desvalorização eh do problema
do endividamento público nós vamos entrar nessa altura a partir de 2002 num ciclo muito longo que só termina com a crise da dívida em 2013 2014 em que com baixo crescimento masic elevados porque temoso crescimento tentamos controlar o déf a tentamos controlar o déf prejudicamos o crescimento a Adesão de Portugal à ce em 1986 marcou a segunda tendência da nossa economia a abertura ao exterior quando pensávamos nos países que er os nossos fornecedores era em primeiro lugar a Alemanha e depois o Reino Unido não era a Espanha e porqu porque havia uma cer desconfiança histórica
relativamente a Espanha quando essa quando essa adesão acontece ente estas estas dúvidas e estas reservas deixam de fazer sentido portanto não há sequer possibilidade de ter qualquer tipo de barreira no comércio Portugal versus Espanha e aí este comércio vai ganhar o peso que normalmente teria e a Espanha vai emergir como o nosso principal parceiro comercial o grande investimento dos primeiros anos da Adesão que foi o investimento da autoeuropa em palmela e que transformou completamente a indústria portuguesa por um lado eh houve toda uma especialização em torno da indústria automóvel dos componentes do Automóvel em que
hoje Portugal é um dos países mais competitivos da Europa e por outro lado a indústria portuguesa foi obrigada a transformar-se e e a atingir patamares de qualidade para poder fornecer essas grandes multinacionais na década de 80 especializamo-nos nas indústrias dos têxteis do vestuário e do Calçado mas à entrada do Novo Milénio com a concorrência da Europa de Leste e da China várias empresas faliram o Euro mudou os fatores de competitividade a partir de do momento em que Portugal decidiu aderir à União económica e monetária decidiu abdicar de competir e tendo como principal fator de competitividade
os preços e Se quisermos os custos baixos e mas a economia ainda não estava preparada para isso nos últimos 10 anos apareceram novas empresas competitivas os serviços em particular o turismo cresceram muito em 2022 as exportações alcançaram 50% do PIB o maior valor de sempre em termos das empresas mais e das mais tradicionais de um modo geral eu penso que a maior diferença será a capacidade de adaptação e de agilidade para resolver questões que vão surgindo ao longo do percurso a economia portuguesa chegou a prometer muito bem Podemos distinguir duas grandes fases do crescimento económico
Portuguesa em democracia uma nos primeiros 25 anos até ao final da década de 90 em que a economia cresceu e convergiu uma tendência que Aliás já vinha do passado e os últimos 25 anos e em que economia estagnou e reduziu o ritmo de eh convergência para com os países europeus mais mais desenvolvidos chegamos à Terceira característica que tem marcado a economia nas décadas mais recentes a estagnação e a baixa produtividade porque é que a economia Travou a resposta não é simples com a integração no espaço euro e no espaço de capitais da zona Euro o
fluxo de capitais de investimento que vem do exterior começa a ser mal investido em Portugal Portugal passa a ter taxas de juro mais baixas mas também a investir pior o dinheiro e ao fazê-lo acaba por reduzir muito a produtividade na economia há empresas que pela sua natureza sofrem pouca concorrência do estrangeiro tais como calire iros e restaurantes mas há outras que concorrem diretamente com empresas de outros países e disso depende o seu sucesso é mais fácil esses setores não terem esse pressão competitiva e sobretudo serem protegidos por ligações ao sistema financeiro ou ligações ao sistema
político que os impede que os Proteja essa concorrência e ao protegê-los essa concorrência prejudica a dinâmica prejudica a produtividade e prejudica o crescimento é fundamental investir em setores competitivos e na educação para gerar riqueza Mas isso não basta temos hoje a geração mais qualificada de sempre contudo a produtividade e os salários continuam H quem do esperado as lideranças em Portugal os empregadores ainda têm um efeito de Legacy muito forte ou seja eh a educação que tiveram não tem a mesma qualidade de educação que se faz hoje dados de 2018 mostram-nos que ainda dois terços das
empresas portuguesas não têm na sua equipa de gestão alguém com uma qualificação de ensino superior o que também nos diz alguma coisa sobre o potencial de melhoria na forma como as nossas empresas são geridas a questão para-se quando eles entram no mercado de trabalho e aí em encontra um mercado de trabalho que em certo sentido espelha melhor está melhor preparado para as qualificações dos seus pais eh porque em Portugal o adulto médio é ainda pouco qualificado Aliás na última década os salários reais líquidos dos jovens com ensino superior em Portugal iram cerca de 12% e
por isso numa União económica e monetária onde há livre circulação de pessoas ideias eh capitais não é de surpreender que a imigração qualificado em Portugal esteja hoje em níveis historicamente elevados não é por acaso quando emigram conseguem ter mais capital melhores lideranças geram mais valor são mais produtivas têm muito melhores salários mas como evitar a fuga de seros o diagnóstico está feito há muito tempo se nós vamos tentar acumular capital e entrar nos setores tecnológicos de ponta para onde estamos a preparar estes jovens sem investimento estrangeiro sem troca de ideias com exterior vai levar muito
tempo agora nós para atrairmos para Portugal esse investimento que G emprego que G valor que gere mais produtividade precisamos que o contexto mude nós sabemos que temos uma justiça que não funciona bem que temos muita burocracia que temos uma máquina fiscal pesada incerta esse diagnóstico está feito há 20 [Música] anos eu não vejo a automação como um inimigo do do emprego Antes pelo contrário na realidade se formos ver a história Sempre que há algum desenvolvimentos tecnológicos existe uma oportunidade maior na capacidade de de emprego que é gerado fala-se muito de Ok a automação pode nos
roubar os trabalhos no entanto enquanto engenheira biomédica também sei que existe muito eh rumo para engenharia biomédica e a automação ajudar naquilo que nós vamos fazer agora ess geração dos meus pais foi um emprego para a vida o meu já não é assim e no futuro cada vez mais à medida que o desenvolvimento tecnológico acelera isso não há hipótese o risco Killing as pessoas aprenderem diferentes coisas e fazerem diferentes coisas ao longo da vida é essencial para que não haja um um stock de desemprego muito elevado somos um país pequeno com muito talento talento muito
valorizado eu penso que a economia portuguesa devia se focar em fazer produtos de excelência idealmente a pensar em criar marcas marcas elas próprias que trazem um valor acrescentado o talento que nós temos em Portugal e a capacidade de Inovar que nós temos em Portugal é algo que vai perdurar crises se nós soubermos gerir bem alocar recursos no fundo é o maior é a maior tarefa de uma economia e nessa capacidade de alocar esses recursos é que temos a diferença entre as economias ricas e as economias pobres Portugal já mostrou consegue brilhar tanto como os seus
parceiros europeus o momento é de decisões importantes quebrar o círculo vicioso da estagnação e exige colocar o conhecimento e a Inovação no centro Afinal Que história queremos contar daqui a cinco [Música] [Música] décadas h