Se me crie que o ar se me crie que o povo indígenas hoje no Brasil protegemos mais de 80% da biodiversidade então não dá para pensar um Brasil sem nós E aí vou fazer uma pergunta que todo mundo gosta de fazer mas não é muita terra para pouco índio e na verdade nós povos indígenas não somos 1% detemos em torno de 13% do território nacional mas existe também uma bancada ruralista no Congresso Nacional que é 1% e detentor De 46% do território nacional Mas o que você vai fazer sendo tão pouca no Congresso Nacional Mas
se nós somos nem 1% da população brasileira 5% da população do mundo e protegemos em torno de 80%. Isso significa que nem sempre quem é a maioria está fazendo melhoria Podemos até não ser maioria mas estamos fazendo o nosso melhor Olá pessoal eu sou Cíntia Cássia Estou aqui com a Cristiana Andrade jornalista a gente vai entrevistar hoje a Célia bar Que ela é a primeira deputada Federal indígena Eleita por Minas Gerais a Célia tem 32 anos e a Célia vai falar no nosso especial indígenas de Minas Ela tá aqui para nos contar um pouco sobre
os desafios quem são esses povos originários que estão aqui em Minas Gerais quais que são as lutas deles hoje e também um pouco sobre a questão indígena no Brasil Célia prazer tá é um prazer nosso está aqui hoje com você seja bem-vinda e a gente gostaria de Começar te pedindo para falar um pouco sobre uma fase que a senhora sempre diz que é o futuro é ancestral explica pra gente essa frase por que que o futuro é ancestral é um prazer estar aqui é tempo dos povos indígenas tempo da diversidade e dizer que ser Eleita
por Minas Gerais enquanto a primeira indígena é um momento também de pensar é romper com o racismo da ausência sou a deputada Federal indígena mais jovem do mundo e isso tem um peso Eu falo que é mais jovem mas também é mais ancestral porque trazemos também essa força dizer que o futuro é ancestral é dizer que nós somos um movimento flecha somente pode pensar a solução para o futuro se a gente também tivesse sabedoria de chegar um pouco mais para trás também porque o Brasil começa por nós o Brasil começa por nós e sobretudo começa
pelas mulheres indígenas por isso que nós falamos que a mãe do Brasil é indígena ancestralidade Marca um ponto importante sobretudo para a gente pensar as soluções para as crises climáticas nós povos indígenas hoje no Brasil não somos nem 1% da população brasileira nós somos 5% da população do mundo e protegemos mais de 80% da Bio felicidade então não dava pensar um Brasil sem nós e hoje já reconhecido pela ONU a demarcação dos territórios indígenas significa a solução número 1 para barracas climática gravamos aqui também em Minas Gerais em 2020 o futura ancestral que é um
documentário por alok também que traz a força dos povos indígenas através da ancestralidade porque para a maioria das pessoas elas acham que as músicas mais importantes são aquelas top sete que é lançada anualmente assim como moda e nós falamos que os cantos mais importantes os cantos que traz a cura são os cantos mais ancestral e por isso que falamos que o futuro é ancestral ou não será ótimo esse ano é um ano que a questão Indígena tá muito em evidência no Brasil né assim dois fatos principais Talvez assim a gente tem pela primeira vez no
ministério específico dos povos indígenas e o ano começou também com essa divulgação de uma crise que ela não é de hoje mas que ela ganhou uma visibilidade né entre outras questões eu queria que você nos Contasse um pouco é Muitas pessoas têm uma ideia que os indígenas estão presos lá na Amazônia são lá da Amazônia somente como é que a Gente Traz essa questão aqui para Minas sabe um Panorama dos da questão indígena em Minas Gerais assim Quais que são eles Quais são os desafios eu entrei na escola indígena em 1996 quando os primeiros professores
indígenas do Estado de Minas Gerais assumiu a escola indígena e eu sempre com muito orgulho falo que ninguém me ensinou que quem descobriu o Brasil foi pelos Cabral porque se isso é violento do lado de fora imagina do lado de dentro e quando Se discutir 96 a presença indígena no estado de Minas Gerais a primeira revista que saiu aqui em Minas Gerais era assim Uai tem de Minas e mudando já esse termo Uai temos sim povos indígenas em Minas Gerais existe uma diversidade muito grande povos indígenas de Minas Gerais existe o povo Machado ali que
é um povo que na década de 40 foram quase terminadas na atualidade existe o povo cremar que foi muito importante não só para Minas Gerais mas para o Brasil Dinheiro é importante dizer que no período da ditadura militar teve um reformatório ali no território crimático reformatório crinac onde trazia no campo de concentração indígena de todo o Brasil foram mais de 8 mil indígenas torturado na época da ditadura militar aqui vizinho no território carenado então o território clinac é Guardião também de uma história que traz presença indígena de todo o Brasil o povo chacreabá que é
o maior povo indígena Estado de Minas Gerais a população oscilando em torno de 12 mil indígenas o povo chokuru que veio também de outros estados povo pataxó o povo pankararu essa diversidade de povos e que também está aqui no contexto urbano quando a gente fala assim porque que os povos indígenas estão chegando até aqui na verdade foi a cidade que chegaram até Os territórios indígenas é importante Reconhecer essa diversidade dos povos indígenas pelo Estado de Minas Gerais em 96 ainda quando vários professores da Universidade Federal de Minas Gerais trabalhava com indígena do Acre e aí
eles falaram é tão contraditório tem vários indígenas em Minas Gerais e a gente acaba reproduzindo essa colonização de dizer que somente tem indígena na Amazônia e dizer que tem Dindo em todos os biomas Minas Gerais é bioma mata atlântica Minas Gerais é Cerrado Minas Gerais é Caatinga mas tem indígena Pampa existe indígena no Pantanal estive voltando do Mato Grosso do Sul nos Guarani Caiuá que é no Bioma Cerrado que é no Pantanal hoje em torno de 70 povos indígenas no Brasil vive no Bioma Cerrado e nós mulheres indígenas temos tratado essa falta da importância dos
biomas porque nesse momento Amazônia é o pulmão do mundo mas o cerrado é as veias não se pode pensar em planeta de pé sem existe água e a maioria desses povos indígena habita o bioma Cerrado então é muito importante Essa descolonização pelo Estado de Minas Gerais e eu acredito que o próprio resultado da nossa eleição é parte dessa descolonização porque o tempo inteiro a gente chegava na universidade eu entrei na universidade em 2009 e formei em 2013 e quando a gente chegava na universidade as pessoas falava assim Ah vocês são índio aí antes da gente
responder falava não não é vocês não estão vendo que eles estão de celular tão aqui na Universidade e nós falamos que ninguém se pergunta por exemplo quando uma pessoa como Sushi quando a pessoa tá com a marca da Nike se ela se tornaram de outros países porque tá usando marca estrangeiro também e é como se a cultura indígena fosse mais fraco o tempo inteiro como se a gente saísse do território a gente deixasse de ser Então nós não fomos terminar na totalidade no projeto de colonização não fomos terminado na totalidade mesmo na Aculturação Porque existe
um projeto de Extreme linguístico eram mais de mil línguas indígenas são mais de 305 povos indígenas no Brasil mas de 110 isolamento voluntário mais de 274 indígenas falada mas é importante dizer que existia uma política de término linguística no meio de tantas línguas se pegou de empréstimo a língua de Portugal e tinha que ter símbolos também para se considerar Pátria a bandeira brasileira mas é importante eu sempre falo que Antes do Brasil da Pátria existe o Brasil das mulheres mata o Brasil nasce de mulheres e de mulheres indígenas deputada pegando aí uma carona né No
que a senhora acabou de falar sobre bom inicialmente sobre ancestralidade agora sobre território sobre essa cultura ação essa tentativa e também sobre essa esse não reconhecimento das pessoas não indígenas no Brasil de olhar para o indígena e achar que o indígena não pode frequentar uma Faculdade não pode usar um celular ou porque a senhora vê essa questão e principalmente essa questão do direito ao Território que em pleno 2023 os indígenas que são originários do país estavam aqui como a senhora colocou antes de Pedro Álvares Cabral chegar vocês ainda tem que tem que participar dessa né
tem que exigir essa demarcação como é que a senhora vê essa questão e aí a gente segue daqui a pouco para outra pergunta é importante dizer que Nós povos indígenas mesmo sendo reconhecido que defende 80% da sócio biodiversidade nós nunca questionamos porque que as pessoas estão sendo beneficiadas em tomar água e se elas considerarem indígena nós nunca também questionamos porque que as pessoas come tapioca beijo e elas também não se tornaram indígena Então existe essa imagem para Concebida que é como se a gente deixasse de ser mas dizer que vários povos indígenas mesmo passando Por
extermínio o Brasil invasão do Brasil começa pelo sul da Bahia o povo pataxó violentamente e tem o povo também do nordeste brasileiro que sempre diz a palavra de trás orienta a palavra da frente então o povo que foi os primeiros contactante foi quem mais sofreu a violência então quando se diz existe somente indígena Região Norte do Brasil mas na verdade só com grande força lá Inclusive a destruição da Amazônia Porque os povos indígenas dessa região Foram barreira para que não chegasse com tanta violência o que acontece hoje no avanço do garimpo e da própria mineração
que não é solar é aqui também no estado de Minas Gerais em decorrência Exatamente porque eu sempre digo que nós povos indígenas mesmo não sendo reconhecido antes de existir o ministério dos povos indígenas na verdade nós somos os principais ministros do meio ambiente porque nós somos a sustentação uma barreira Importante e aqui no estado de Minas Gerais o povo crinar que o povo machacali que tá ali na região do Vale do Rio Doce o povo crenaque por exemplo na questão do Rio Doce é um povo que sempre teve a relação muito forte com o rio
o povo Chacrinha bar Se olha na internet vai falar fica mais do Rio São Francisco mas infelizmente só foi demarcado um texto do território original imagina um povo que arrancado direito de viver no Rio é como com a sua Mãe que é arrancado direito de amamentar seu filho nós podemos crescer mas nós crescemos com trauma eu falo que só nós não só afogamos naquele Rio por conta da ausência do que nós não vivemos no Rio que nos afogou eu falo o rio se a Terra é mãe o rio é pai eu falo mais o rio
também mulher o rio é como se fosse um peito coletivo que amamenta também coletivamente a humanidade então pensar um povo sem um rio sem a terra eu falo nós somos ameaçados duas vezes quando Nega a identidade e quando nego o direito territorial E aí vou fazer uma pergunta que todo mundo gosta de fazer mas não é muita terra para pouco índio e na verdade nós povos não somos 1% detemos em torno de 13% do território nacional mas existe também uma bancada ruralista no Congresso Nacional que é 1% e até em torno de 46% do território
nacional nós precisamos falar de redemocratização da economia é democratização dos da terra nós estamos Falando sobre transição Econômica transição humanitária de transição política queremos chegar por ser indígenas queremos chegar também por ser mulher é preciso pensar essa transição que é muito desigual pelas questões identitárias mas sobretudo em relação à questão de gênero e nesse sentido não é muita terra para povo indígena é muita luta porque hoje não dá para pensar soluções para as crises climáticas assim como tivemos passando nos últimos dois Anos a questão do covid-19 a falta de oxigênio em Manaus Já pensou nós
vamos atravessar o momento muito mais perigoso que a consequência das mudanças climáticas e se as pessoas realmente estão preocupadas com a economia não vai existir nem dinheiro se não existir planeta nesse lugar da sensibilidade que nós entendemos que falar de questões emergenciais indígenas falar de questões ambientais e questões climáticas está para além de pauta Progressista é pauta Humanitária e como que a senhora pensa nesse mandato da senhora articular essas lideranças essas forças no Congresso em prol de Minas Gerais que a gente sabe que temos cerca de 19 etnias morando aqui hoje no estado né que
vivem aqui mas que nem Todas têm seus territórios demarcados como que a senhora pensa em fazer essa articulação em trabalhar em prol dessa desses povos e tendo em vista assim que é uma bancada muito conservadora que tem lá né assim não sei Se já deu para você sentir a estratégia né que a senhora pode ter sentido nesses primeiros meses assim de do ano dizer que eu sempre tive presente nos territórios indígenas é nenhum território conhecido durante a campanha todos eu já conhecia antes da campanha trabalhei muito tempo com os Machete ali inclusive de 2015 a
2017 nós somos uma das poucas referências no Brasil a construir uma organização curricular diferenciada para todas as escolas Indígenas onde se respeita a língua pataxó o modo de pensar o calendário diferenciado criamos ainda a lei da categoria escola indígena aqui no estado que é pouca referência também se existe no Brasil são três experiências no Brasil da criação da categoria escola indígena e o que nós estamos fazendo aqui uma estratégia porque Minas Gerais está me emprestando para o Brasil e para o mundo exatamente uma indígena de onde muitos ainda se perguntam se tem Indígena em Minas
e Minas também me emprestando inclusive para também fazer a defesa em outros território da Amazônia porque não precisa a gente ser da Amazonas para defender Amazonas não precisa ser da mata atlântica para defender a Mata Atlântica ou Cerrado a caatinga o Pantanal assim também como não precisa ser exatamente indígena para defender os povos indígenas porque defender os povos indígenas é defender a si mesmo e tem sido essa fala articulada A nível de estado de Minas Gerais mas também no Congresso Nacional entre bancário de parlamentar estaduais e parlamentares federais e a pergunta que não se falava
era mas o que que você vai fazer sendo tão pouca no Congresso Nacional porque eu e a ministra Sônia fomos Eleita pela bancada do cocar duas mulheres que viam da luta e aí nós falamos mas se nós somos nem 1% da população brasileira 5% da população do mundo e protegemos em torno de 80%, Isso Significa que nem sempre quem é maioria está fazendo melhoria Podemos até não ser maioria mas estamos fazendo o nosso melhor e se a nossa voz não for suficiente continuaremos fazendo luta do lado de fora em 2020 mesmo no contexto do covid-19
nós povos indígenas foi quem mais fizemos mobilização e a mobilização ajuda a mudar processo de decisão realizamos a segunda Marcha das mulheres indígenas em plena o contexto do covid-19 impedimos ali na ação no Marco Temporal no julgamento no STF que tivesse uma ocupação invasão dentro do STF que era a tentativa de impedir o julgamento do Marco temporal Existe muitos parlamentares conservadores no Congresso Nacional inclusive com direitos privado em relação de avançar com a pele 490 o projeto de lei que pretende aplicar tese do Marco temporal que que significa a tese do mar temporal é um
julgamento de uma terra indígena lá de Santa Catarina lá clanou Klein mas que se ela for julgada ela vai ser aplicada para todo o território indígena no Brasil e diz que somente serão territórios indígenas aqueles que foram promulgada até a constituição federal de 1988 o que isso significa que pode ser realista território já demarcado como dificulta os processos de demarcação tem duas Pedidas de deputados federais de Santa Catarina mas dizer que nesse momento a nossa presença no congresso Nacional também ela é muito importante para as pessoas entenderem que o que tá acontecendo com os ano
mami acontece em parte com os com que tá acontecendo lá com o garimpa acontece aqui no estado de Minas Gerais com a mineração Então existe uma sensibilização também que é sobre a questão planetária e o impacto ambiental que se tem quando não se demarca território indígena quando se derruba as florestas na verdade está derrubando parte de nós porque se a Gente perguntar aonde o desmatamento começa o desmatamento Começa dentro das pessoas por tanto precisamos também pensar uma noção de reflorestamento e esse avanço dentro do congresso ele passa também a senhora acha pela esse convencimento da
população de uma forma geral da importância da questão indígena né a senhora falou no início que assim a questão indígena essa questão do meio ambiente ela é uma questão de humanidade então assim passa por essa Sensibilização das pessoas entenderem que aquilo faz parte delas também por muito tempo as pessoas se sentem muito ausentes da terra e território porque ela entende tem noção diferente da terra até como se fosse sinônimo e eu falo que desde a invasão do Brasil é como se as pessoas enxergasse a Terra é o inverso do céu porque o que é o
ouro da terra se não a Estrela do Céu Então se as pessoas pudessem lavrar a estrela e a Lua Mas a gente não Entende porque antes o projeto político programado era apenas terminar os povos indígenas agora estão terminando as águas terminando as florestas terminando o oxigênio isso não tem a ver somente com projeto destruição a nós tem a ver com o projeto de destruição a própria humanidade é importante refletir sobre isso porque eu tenho pensado que por exemplo uma onça não deixa de ser Onça é um bicho não deixa de ser bicho mas as pessoas
estão deixando ser humano e as Pessoas estão deixando de ser riu porque quando se mata um rio o que que se pode substituir no lugar do Rio um rio não dá para a gente pensar amputar um rio e colocar outra coisa no lugar do Rio o que que vamos colocar no lugar da água o que vamos colocar no lugar do alimento eu tenho discutido isso e fazendo perguntas no Congresso Nacional dizendo que se vocês não se sentem sensibilizada porque não está sujeito a morrer pelos conflitos territoriais assim como todos Nós indígenas estamos sujeito a morrer
Nós vamos morrer por um mal em comum que é pelo veneno que chega na nossa mesa infelizmente todo território indígena no Brasil que eu conheço em Minas Gerais só foi marcado depois da morte de alguma liderança indígena você sabe o que que é isso é como se cada pessoa que possui isso um apartamento a sua casa tivesse que morrer alguém da sua família é muito doloroso e o território te agradar não é diferente aconteceu achar assim 87 só Depois disso foi reconhecido e demarcado território indígena então é muito violento precisamos não somente achar os povos
indígena bonita precisamos achar não somente a língua ou cantos as pinturas dos povos indígenas bonito é preciso assumiu o compromisso de cuidar do corpo e do território de quem canta isso a senhora sentiu no processo pré-eleição assim como que foi foi difícil convencer né assim as pessoas a votarem numa candidata indígena como que Foi isso na prática na rua assim com a população eu sinto saudade da campanha porque era um processo de descolonização e um processo também de pensar o ensino e aprendizagem também da sociedade mineira que conseguiu romper com vários racismo da ausência eu
falo que se nós não somos vítima do racismo da presença nós somos vítima do racismo elas nem sabe o que que é isso quando eu tô falando que nós povos não é nenhum por cento é quantas pessoas diz que nós não Somos povos indígenas do presente nos matou então mesmo existindo as pessoas consideram como se nós fosse inexistente então a dor do racismo da ausência é muito maior Porque elas estão considerando que a gente não existe em Minas Gerais quando eu entrei na universidade enquanto a primeira mulher indígena doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais
uma universidade que vai fazer 100 anos as pessoas falam assim como você se sente-se na primeira Mulher indígena e como você se sente-se na primeira mulher indígena deputada Federal no Congresso Nacional Sony como você se sente na primeira-ministro nós não sentimos mais importante nós sentimos a responsabilidade redobrada de não deixar ser a última e o que nos pergunta é porque quem plena século XXI somente agora nós somos as primeiras isso coloca um ponto de reflexão porque todas as vezes que eu chegava nas Universidade eu fiz isso Durante a campanha aqui na Universidade Federal de Minas
Gerais Uberlândia São João Del Rei e quando eu falava assim quem de você já se perguntaram porque que não existe estudante indígena no seu curso de medicina colegas indígenas do seu lado levanta a mão quanto de vocês sabem uma palavra em inglês seu significado levantar a mão quanto de você sabe uma palavra indígena seus significados quanto de você já se perguntar porque Que não tem docente indígena no estado de Minas Gerais levanta a mão e quanto de você já votaram candidaturas indígenas então era um constrangimento de entender o quanto que a primeira pergunta das pessoas
era assim o que que eu posso fazer para ajudar causa indígena ajudar a causa indígena é ajudar vocês mesmo e não dá para ajudar causa indígenas apostando algo somente na internet Sem reconhecer os privilégios da ausência indígena nesses espaços e quando eu voltei depois da eleição e que eu vou na Universidade Federal de Minas Gerais e que eu vou em Uberlândia e eu falo quanto de vocês rodarem candidaturas indígenas e aí tem um cenário totalmente diferente eu não acredito em descolonização do pensamento onde não existe prática Eu acredito muito que essa eleição para além de
um saldo eleitoral ela foi um saldo para Reconhecer colocar na centralidade do debate ou estado de Minas Gerais Minas Gerais hoje está na centralidade do debate também por eleger uma mulher indígena e em Minas Gerais existe 853 municípios Fui eleito em 804 município Isso é uma resposta muito importante Eleita com quase 40 mil votos só em Belo Horizonte Então para mim eu fico muito feliz enquanto cada pessoa na rua e que elas falam assim eu não ia votar em você mas minha filha de 8 anos falou mãe vota Na indígena mãe ela ajuda a cuidar
do planeta quando pessoas falava Ah não vou voltar porque eu queria muito botar em você mas eu não tenho Infelizmente eu não tenho dois votos eu falava a gente também não tem dois planeta ou não fique triste você não ganhar agora você é super nova é a primeira vez que eu nunca fui candidato nem vereadora nem prefeita nem deputado estadual Não fica triste vai Deus outras oportunidades e eu falava talvez tem outra Oportunidade de outra eleição mas o planeta a hora nós somos a última geração a poder fazer alguma coisa para barracas climática e a
hora é agora porque tudo isso perpassa por decisão política a decisão de pensar um planeta de paz de pé é uma decisão política Então a nossa hora é agora e a senhora foi Eleita agora também com a presidente da Comissão da Amazônia né que extrapola e o a importância só da questão de Disney Minas e te coloca ainda mais Nesse horário nacional Qual que é o desafio quando a gente pensa nisso e pensando nos ia no nome também assim a senhora consegue vislumbrar uma solução definitiva para salvar aqueles povos indígenas que não seja algo pontual
mas algo que seja permanente a comissão da Amazônia dos povos originais e tradicionais é um momento histórico não somente porque só a primeira indígena a ser presidenta dentro de uma comissão no Congresso Nacional mas só a primeira de pós comunidades tradicionais que está nesse lugar a comissão é muito estratégica para pensar Os projetos que estão tramitando e por muito tempo Quando as leis calor o genocídio Falou e se aprovou muito lei do mal e nós precisamos avançar em leis de proteção precisamos avançar hoje é um decreto apenegar plano de gestão ambiental e territorial em terras
indígenas e precisamos transformar essa penet e Lei Então é muito importante que nesse momento nesse estado de oportunidade que não é um estado de permanência a gente entenda a oportunidade dessa comissão trabalhar por meio de processo de consulta escutando os povos indígenas e comunidades tradicionais para se avançar é importante dizer que para salvar o povo precisa não somente um compromisso político brasileiro precisa um compromisso com sociedade com população de Roraima também e dizer que o garimpo Mata o garimpo mata a mineração mata todas essas são armas terminam assim como a fome mata quando eu fui
no território anão mami e deparar com o senhor de 70 anos foi um único resistente sobrevivente de uma comunidade inteira que foi exterminada pelo garimpo e legal quando cheguei lá que eu escuto de perto um pai não ter força para falar que a causa morte da criança era fome porque ele também estava com fome Quando a gente vê caso subnotificado de 30 meninas grávidas de garimpeiro quando a gente vê a notícia de uma menina de 16 anos que tinha que fazer mais de 16 programa em troca de alimento uma pessoa que não sensibiliza com isso
uma sociedade que não sensibiliza com isso está matando parte do ser Brasil essa pessoa certamente está perdendo o princípio de humanidade Então o que os povos indígenas de repercussão geral mas é o que está Acontecendo com os mundurucu porque os garimpos também tá saindo só tá mudando a roda mas é importante dizer que a solução para isso é a proteção dos territórios indígenas no caso do território anomando que já é demarcado em outras situações é a demarcação dos territórios indígenas o Brasil só não perdeu protagonismo internacional relacionado às questões ambientais porque nós povos indígenas sustentamos
isso e é importante dizer também pensar Política pública Porque é tão contraditório um povo que ajuda a manter 80% da biodiversidade morrer de fome e não ter água limpa para beber um pouco pessoal eu vi a senhora é muitos brasileiros ainda não se enxergam nos indígenas né então acho que essa pode ser uma das razões para essa para tudo isso que a gente está assistindo né porque se a sociedade não enxerga os indígenas como suas como sociedade né do Brasil Tem toda essa questão do desmatamento do garimpo Porque como a senhora colocou tá saindo das
terras em uma menina para os munduruku e isso ocorre Praticamente em todo o país inclusive aqui em Minas Gerais né O que a gente tá vendo agora a gente tá fazendo uma série de viagens pelo Estado e a gente tá vendo um estágio de miséria muito grande né dessas aldeias dessas comunidades como que a senhora enxerga pela questão climática ambiental da Demarcação dos territórios é como que a senhora enxerga Talvez uma uma solução é claro que não vai ser uma solução a curto prazo mas uma construção né de uma sociedade em que todos possam coexistir
de maneira harmônica de maneira respeitosa e que e que a gente não tem como a senhora colocou em pleno século 21 ter que passar por isso vem uma comunidade inteira sendo dizimada pela fome né Ainda em 2019 12 crianças machacali aqui no estado de Minas Gerais morreu de diarreia inadmissível pensar em pleno século 21 criança morrendo de desnutrição e diarreia e por isso é preciso chamar responsabilidade Porque aqui no estado o governo a política institucional também precisa assumir responsabilidade com os povos indígenas na cultura a sensação que existe é como se nós po mesmo sempre
fizéssemos as nossas mobilizações para Pressionar o poder público a nível Nacional mas que Minas nunca assumiu de fato essa responsabilidade inclusive de se resolver as questões territoriais uma chacali é um povo originário do Estado de Minas Gerais cremar que é um povo originário do Estado de Minas Gerais o sete salões do Povo treinar que quer território sagrado nunca se resolveu o povo quer criar é do estado de Minas Gerais e não tem acesso ao Rio um bem tão precioso as pessoas vão dizer que é Como se nós querssemos demais mas eu acredito que não ter
território é colocar nossa vida e a dignidade também risco e quando nós falamos que as pessoas é distante as questões indígenas porque não se sente parte não reconhecer os povos indígenas como parte da sociedade brasileira é não reconhecer o próprio Brasil é reconhecer uma história do Brasil que é contada pela metade as pessoas fala por que que vocês povos indígenas estão com a violência podia Bater na sua porta e vocês ainda preocupam em curar a sociedade e nós falamos que só tem sentido de pensar um projeto de cura se essa cura for pensada coletivamente porque
nós entendemos que não é possível pensar um projeto de humanidade se existe pessoas ficando para trás adoecida e para isso nós precisamos reflorestar a mentes e corações para essa cura dessa terra a senhora acha que é se reflorestamento da mente principalmente né porque eu acho Que a gente tem educação e sem conhecimento sem informação a gente se torna um povo cada vez mais ignorante né em todos os sentidos que a gente puder colocar dessa forma como que a senhora vê a questão da educação porque minas foi uma das um dos Estados pioneiros na questão da
educação indígena né de formação de professores indígenas para as comunidades mas só em 2008 o Brasil colocou na lei digamos assim a educação da história indígena no currículo das Escolas não indígenas do ensino regular como que a senhora vê essa questão passando pela educação dessa valorização dos povos originários dessa questão toda que a gente tá né trocando essa ideia aqui com a senhora hoje como que a senhora vê isso pelo conhecimento pela educação a importância disso né Sou professora com muito orgulho trabalhei aqui na coordenação de educação escolar indígena em 2015 a 2017 a primeira
vez que eu saí do território Indígena para ficar fora mais de um mês pensando políticas também educacionais para as comunidades indígenas com especificidade e eu falo que nós lutamos por educação do jeito que a gente quer se matar o que a gente quer e dentro do Ministério da Educação a nossa primeira ação foi uma Emenda Medida Provisória no dia 2 de Fevereiro um dia depois da Posse para que o Ministério da Educação se incluir-se também a questão da Educação escolar indígena quilombola e do campo que estava fora também da proposta ao Ministério da Educação é
importante dizer isso porque quando Nós pensamos a educação nós estamos falando a partir de uma educação diferenciada também uma educação que se considera o modo de vida e aqui eu lembro muito porque discutimos sempre a partir da identidade e quando falamos de identidade em relação inclusive agora o território anônimo também que existe Várias territórios que tem mais de sete anos onde não existe educação e eu tenho falado se não contas vivo vai contar os mortos e pensando nessa questão também de se medir a população brasileira que se tem o direito mínimo tem população que não
tem documento e foi pensando nisso também que aqui no estado de Minas Gerais nós estamos construindo uma parceria junto com a dpu para começar um grande mutirão nos territórios no território machacal ali pensando direito A documentação Mas a partir do ponto diferenciado que é uma resolução que garante que na identidade se Garanta fotografia da identidade com tocar com as pinturas corporais e que também possa ser registrado na certidão de nascimento documento tardio a garantia do nome do nosso povo que por muito tempo foi impedido pelos próprios cartórios municipais que poderia por exemplo ser séria Chacrinha
bar Sueli machacali é importante dizer isso porque a Reafirmação da nossa identidade e o papel da educação é importantíssimo nesse princípio se você chegarem na escolas indígenas e se fazer uma pergunta eu falo assim aonde está a escola Aonde está a educação Aonde está a universidade eu falo que a escola Universidade ela está em todos os lugares porque elas são estão dentro das próprias pessoas Afinal para nós povos indígenas quem é professor não é somente aquele que é assim no contrato pela Secretaria de Estado educação quantas vezes eu tive na escola indígena dando aula e
tava passando uma pessoa mais velha meu avô contador de história e de repente era eles que estavam dando aula na escola porque eu sempre ensinei matemática por exemplo através das pinturas corporais e da geometria Os estudantes que tava indo para os estudos federais falava assim o tia os meninos estão dizendo que acho que eu não tô muito avançado porque eu ainda não Aprendi sobre raiz quadrada e eu falei para ele ele sabe a forma da geometria na matemática das pinturas corporais não eles disse que não ele sabe na física a velocidade da Flash não ele
disse que não ah então pode falar para ele que a escola dele também é fraca Porque para mim é a escola ela não se torna fraca por dialogar com a vida no território isso é metodologia de ensino e aprendizagem e a escola mesmo no contexto não indígena o ensino médio que Precisa ser repensar essa história do novo ensino médio ela precisa ser interessante a escola precisa dialogar com a vida é preciso realmente pensar uma educação não só indígena que dialoga com a vida e nós povos indígenas Pensamos a partir desse lugar porque pensamos no ensino
metodologia diferenciada mas uma escola que também dialogue com o território porque o território também ciência é um livro Ines e o primeiro livro que eu li na Minha vida foi meu avô e eu falo que é importante ler os nossos avós porque eu sempre quando as pessoas perguntavam para mim selinho Quando você vai fazer seu primeiro livro de Antropologia eu falava é porque antes de fazer o primeiro livro de Antropologia o que fazemos também é cantor que fazemos é luta leitura Eu só consigo escrever porque acionamos pensamentos e vivência história coletiva é importante dizer que
para mim a ciência ela é pensada também Em construções coletiva existe construções autorais mas nenhuma vivência solitária sério e essa todas essas questões elas passam também por uma questão orçamentária como que é isso assim na prática Esse é um dos Desafios para a gente investir seja na educação seja na garantia do território em todas as questões que envolvem os indígenas como que é essa questão orçamentária políticas públicas né sim e essa Articulação da bancada do cocar dentro do congresso e fora com a joenia na Funai com a Sônia no ministério e outros né indígenas articulados
Como que você vê essa questão é um momento histórico que temos feito ações muito coletivo por isso que o nosso mandato também Nacional emprestado para o Brasil porque se tratando da questão e anomando temos tratar de maneira coletiva do caso dos Guarani é um conflito emblemático no Brasil também tratamos de maneira Coletiva queremos também no sul da Bahia aos pataxó que está sendo assassinado um jovem por mês também precisa ser acionado de maneira coletiva junto à saúde indígena que também é ocupado por um indígena também nesse momento a presidência da FUNAI junto com joenia aqui
no estado também vai ser um krenak assumir a Funai Regional aqui também a nível de estado e dizer que a cada vez que a gente pergunta por exemplo Quanto custa a demarcação do território Indígena é caro demais e a pergunta que eu falo que a sociedade deve fazer inspirado em Davi coopenar um grande escrito indígena é quanto custa a queda do céu se não demarcar o territórios indígenas nós vamos entrar num colapso de emergência climática e não vai poder existir sustentação do céu se a terra tiver doente a questões da água veneno quanto as populações
têm adoecido com a questão cancerígena do veneno mas aqui também no estado de Minas Gerais pela Mineração o índice de suicídio altíssimo nos territórios indígenas e na população em média geral também ocasionado pelo conflito e impacto da mineração e nesse sentido é tudo precisa orçamento nós queremos lançar também uma campanha de sensibilização da demarcação dos territórios indígenas sensibilizando a sociedade a juventude Eu acredito muito na juventude acredito muito nas crianças acredito muito nas mulheres e acredito também no poder de sensibilização as Pessoas que ainda não conseguiram entender porque escutar um chamado dos povos indígenas escutar
um chamado do planeta e nesse sentido para tudo preciso orçamento por isso que estamos também discutindo o orçamento para a questão da educação já tivemos reunião com ministro da educação a importância de pensar o acréscimo da merenda escolar que foi lançada há poucos dias também sobretudo para as comunidades indígenas e o povo quilombola que tem um atleta na Merenda escolar porque eu não sei se a população também reflete sobre isso é fato que em determinados território a única alimentação do dia de uma criança é alimentação escolar e quando estava no período da pandemia elas falavam
que tava com saudade da escola mas na verdade elas não estavam com saudades da escola elas estavam com saudade de comer então é muito importante dizer isso a desigualdade social no Brasil ainda gritante e quando as pessoas falar isso É uma crítica determinado governo Isso é uma crítica gente precisamos levar a sério quando estamos falando de fome nós estamos falando para além de uma situação nós estamos falando de uma questão de crianças que a única alimentação do dia é alimentação escolar precisamos pensar um orçamento para saúde ano passado tinha anunciado um corte de 59% a
saúde indígena conseguimos manter esse saldo mas hoje já falado pelo secretário de saúde Indígena hoje grande referência também pela primeira vez na história ministra a saúde indígena também Anísia que tem sido parceira mas é fato que ele tem dito que com orçamento existente a saúde indígena provavelmente até meio do não seja suficiente nas tratativa emergenciais sobretudo Porque nas questões anomami em outros territórios demandou para além daquilo que estava programado e previsto no orçamento geral então é preciso repensar as prioridades Sobretudo relacionado às questões indígenas que existe existiu o genocídio programado porque quando você programa uma
população em outros territórios indígenas na verdade com impacto ambiental envenenando a comida o peixe Por que que fala porque que ela mami não tem o que comer Eles não estão na floresta Eles não estão na beira do rio todo o curso do rio ali está contaminado o peixe está contaminado o povo machacali aqui que é O povo originário do Estado de Minas Gerais vai ser possível verificar isso é um território totalmente devastado também então o que que se fica depois da destruição também por isso que é importante comprovadamente Os territórios pelos povos indígenas que tem
o caso para taxa de Mayara também que comprovadamente imagem do satélite demonstra como que era o território antes da população indígena chegar e Como que ele se torna depois e tem alguma ação emergencial que a senhora aceitaria para essa questão de tentar aumentar esse orçamento assim o que que precisa ser feito esse ano para a gente conseguir isso no país a nível de responsabilidade do Parlamento tenho discutido com alguns deputados pela frente parlamentar indígena que é composta por parlamentares deputados e senadores estaremos enviando uma carta de sensibilização vamos lançar a frente Parlamentar agora não abriu
indígena de 24 a 28 a maior mobilização Nacional indígena estaremos enviando carta de sensibilização para os parlamentares que em vi também emenda tanto para a saúde indígena ao Ministério da Educação e para o ministério dos povos visto para essas políticas públicas e que pode também ter muito mais impulsionamento dessas ações uma vez que os parlamentares sensibilizar também em Aprovar o orçamento porque a aprovação de orçamento também ela perpassa pela decisão do congresso nacional Estamos também sensibilizando a nossa bancada do PSOL a enviar também emendas parlamentares para esses setores do Ministério da Saúde e pensando no
Ministério dos povos indígenas mas hoje também para Ano que vem todo mundo sabe que 50% das emendas parlamentares precisa necessariamente Obrigatoriamente ser destinada à saúde então estaremos Também é fazendo essa prioridade para pensar o desdobramento de projetos prioritário em relação à questão da Saúde indígena tem um valor específico pleiteado ou não é mais essa sensibilização de que precisa aumentar assim nesse momento Obrigatoriamente todos parlamentares deve destinar 50% das meninas para a saúde e o que estamos fazendo hoje existe já sendo de alguns Deputados a gente não conseguiu ainda avaliar o montante disso mas queremos Atingir
uma meta uma cota para que se consiga pensar em sair dessa crise principalmente da Saúde o Brasil sem pensar valorização da saúde pública o fortalecimento do SUS é muito importante inclusive dentro da Saúde indígena discutido também Devo apresentar algum projeto nessa linha que é valorização do parto tradicional também pensando as parteiras indígenas tem um projeto Lei que é da valorização da categoria de AIDS De agente de saúde e saneamento básico Mas queremos também pensar valorização do conhecimento tradicional desse conhecimento tradicional com esses atendimentos de saúde porque muitos médicos não digo todos mas muitos médicos que
aprendem nos próprios distritos sanitários indígenas muitos não são preparados para lida com a medicina popular a medicina tradicional indígena Então existe esse conflito assim num tratamento em alguma questão Ou essa não é uma questão relevante por muito sim tempo sim existia conflito mas hoje existe uma sensibilização da própria ministra da Saúde junto com o secretário de saúde indígena porque nós precisamos pensar em remédio que cura os remédios tradicionais é um forte potência de cura e ainda Diminui a pressão do orçamento porque muitas muitas enfermidades se pode ser curada com os remédios tradicionais a rede de
médico também dos cubanos que chegaram Nos territórios tinham muita sensibilidade acompanhei no território Chacrinha bar médica que era muito sensível da Rede Mais Médicos e que inclusive é recomendava porque não tinha criado tem a casa da medicina tradicional que se indicasse por exemplo as questões de gripe e durante o período da pandemia no território nós conseguimos diminuir gripe um foi exatamente porque nós fazemos mutirões para fazer xarope no território Chacrinha bar e sobretudo pensando essa questão também da valorização do parto tradicional porque muitas mulheres gravidez não é doença mas muitas mulheres perderam a vida pela
violência também durante o parto perdeu a vida das mulheres perdeu a vida das Crianças durante o parto e por isso que eu quero saudar também aqui é em Belo Horizonte no estado de Minas Gerais é a importância sobre tudo de Sofia Feldman que tem esse trabalho também que é com Parto humanizado e a importância de fazer essa valorização porque é muito importante o cuidado com o corpo que é a primeira morada principalmente de quem tá chegando ao mundo a gente quer saber sobre a questão da FUNAI ela também entra nessa questão de se ampliar o
orçamento de cima a Fundação Nacional dos povos indígenas existe um sucateamento uma militarização da FUNAI nos últimos anos e ela não era Mais a fundação o órgão de proteção aos povos indígenas se tornou um órgão de perseguição aos povos indígenas e ela vem numa reestruturação pensando a proteção dos territórios existia projetos e orçamentos também paralisado que hoje a Presidenta da FUNAI joenia primeira mulher indígena se tornar deputada Federal no Congresso Nacional está muito a guerrida com muito compromisso para pensar também a gestão territorial e uma Funai que seja Realmente dialogado com os povos indígenas com
o compromisso de gestão ambiental e territorial mas que também tem compromisso com educação e é pensada também a partir da escuta sensível aos território afundai inclusive no levantamento feito pela presidenta Joana que quando ela recomendava enquanto parlamentar a sensibilização de deputados e pensar o apoio aos territórios indígenas muitos parlamentares em gestão passada enviou Recurso para Funai mas para financiar o garimpo por meio de emendas parlamentares então estava usando para financiar exatamente a aceleração dos conflitos territoriais porque entender hoje que as pessoas que hoje não entende que quando financia os conflitos territoriais está inclusive financiando também
o aceleramento de entender que 2019 foram 135 lideranças indígenas assassinadas no Brasil ano passado foram 185 lideranças indígenas Assassinada ainda durante o período da campanha é trouxemos Também vieram indígena de vários lugares do Brasil nos ajudar que também na campanha e tinha uma companheira Guarani que quando ela retornou para o território Guarani ela teve a mãe assassinada queimada viva até importante dizer que além de matar os povos O que aconteceu com Dom e Bruna ano passado matando um defensor dos povos indígenas um ambientalista e dizer que Se mata ambientalista imagina nós que somos o próprio
meio ambiente porque nós somos mais do que ativista ambiental Nós somos o próprio meio ambiente Nós somos o próprio território mas é importante dizer tudo isso dizer que ainda dá tempo dá tempo da sociedade repensar os seus hábitos dá tempo da gente saudar essa dívida histórica que não é somente a nós povos indígenas porque é para futura geração é para seu filho o que que vocês têm a ver quando falamos porque a População está tão distante de enxergar os povos indígenas mas podemos aproximar de entender que a água que chega na sua casa tem a
ver com a nossa proteção dos Território que a comida também precisa de pensar o oxigênio então pensar hoje defender os povos indígenas é pensar o compromisso com as futura geração o futuro vai ser ancestral ou não será eu queria que você falasse um pouquinho para quem ainda não te conhece quem é a Célia Qual que era o seu sonho lá de criança e como você chegou de uma forma resumida né Onde você tá hoje quem é a Célia para quem ainda não conhece a deputada Federal vendo território chacrinhado norte de Minas Gerais um território que
precisa ser conhecido Também com outros bonitezas o território do norte de Minas que é cheio marcado da população de povos com dados tradicionais que tem uma força muito grande da cultura que vem do Bioma Cerrado Mas sério deixar criar carrega muitas mulheres dentro de si ela deixar criar carrega muitos povos carregar as águas Gerais os povos Gerais indígenas Gerais mulheres Gerais e pensa na força dessas montanhas Gerais iniciei na escola indígena em 1996 depois me tornei professora vim para o curso de formação intestinal para educadores indígenas retornei ao território depois vim trabalhar enquanto a primeira
indígena na coordenação de educação Escolar indígena percorre todos os territórios indígenas aqui de Minas Gerais fazendo o processo de consulta para criar categoria escola indígena e para que se avançasse uma carreira de Professo porque todos os professores indígenas de Minas Gerais não é concursado tem uma carreira muito frágil contratual e nesse sentido provocamos ali o avançado de pensar garantia dos professores indígenas no estado de Minas Gerais depois acabei indo para o Mestrado também na Universidade de Brasília ali concluiu o mestrado e fiz intercâmbio no México nas universidades indígenas do México e pensando no calendário diferenciado
que Várias escolas aqui do Estado de Minas Gerais também existe essa experiência do calendário diferenciado inspirado em algumas escolas indígenas do México durante a minha estadia no México era o mesmo período da eleição de maritue uma mulher indígena também que provocou uma Outra proposta política no México e quando eu cheguei aqui que fiz parte da banca do mestrado em Julho de 2018 E logo depois iniciou as eleições de 2018 foi quando Sônia Guajajara me chamou junto com Guilherme bolos para ajudar na eleição em São Paulo que ela falou que iria ser a primeira mulher indígena
a ser Qual presidente da república eu falei não eu tô muito cansado e aí ela falou não é só uma semana e eu fiquei três meses com ela assumindo esse Compromisso e para mim ele já foi um momento de Formação porque embora ela não ganhou a eleição teve um saldo político onde as pessoas com a candidatura de uma mulher indígena Qual a presidência Elas acabaram tendo a sensibilidade de ter que colocar na centralidade do debate a questão indígena no Brasil a partir da perspectiva de um indígena falando e nas eleições de 2018 já tinha 135
candidaturas indígenas não é que nós Nunca concorremos esse ano passado decidimos concorrer de maneira diferenciada pensando candidaturas que tem vínculo com a luta e aí foi chamada bancada do Coca pensada para mulheres e a bancada indígena de maneira mais ampliada foram 185 candidaturas indígenas no Brasil e com saldo eleitoral importante dessa bancada de tocar elegendo duas mulheres que tinham compromisso com a luta e discutimos ali também a importância de viabilidade Nunca imaginei está exatamente nesse lugar mas dizer que está nesse lugar também é o compromisso com a luta é o compromisso com a população também
do Estado de Minas Gerais que ao rompeu o racismo da ausência hoje tem uma mulher indígena que quando defende a cultura está defendendo a população do estado de Minas Gerais que quando está defendendo o meio ambiente as águas Gerais está defendendo para Minas Gerais para as mulheres Gerais e para o Brasil nós Vivenciamos um momento único onde uma menina indígena que sempre estudou no território indígena e que nunca teve vaidade de entender que poder não é somente Poder Legislativo executivo e judiciário a luta é o Quarto Poder o povo é o Quarto Poder uma menina
indígena que sai do norte de Minas enquanto a única mulher Eleita no norte de Minas Gerais pensando nesse momento também da subversão da política e que hoje está presente no Congresso Nacional Representando as mulheres também do Estado de Minas Gerais então é um momento histórico em Minas Gerais faz parte dessa história de uma menina que entrou na escola indígena em 1996 e hoje entra para história fazendo parte dessa política que é pensada para um momento de transição para que a humanidade se sinta mais sensível porque discutir política é discutir o projeto de vida é discutir
o projeto de planeta a senhora falou da reverência e da fé que a Senhora tem não sei se a senhora usou fé acho que não palavra fé mas nos jovens e as lideranças mais jovens estão ressignificando a luta indígena pela internet como que a senhora vê essa questão da comunicação hoje pela internet e como que essas lideranças jovens indígenas estão se articulando para estarem mais locais de se apropriando mais da Universidade do conhecimento do saber também na internet com sua arte com fotografia pela Fotografia pela arte indígena né e pela própria luta como que a
senhora vê essa questão da comunicação pelas redes sociais dessas novas lideranças hoje a comunicação tem sido uma ferramenta de luta importante pelos comunicadores indígenas cineastas indígenas existe vários cantores indígenas existe várias pessoas indígenas que estão na universidade hoje em torno 70 mil indígenas estão na universidade indígena que estão fazendo medicina estão fazendo Odontologia direito é importante dizer que tanto no quadro do Ministério dos povos indígenas assim como nosso mandato conseguimos montar bom quadro trazendo a presença de indígena que é resultado também da Universidade o ministério dos povos indígenas é composto por bons advogados indígenas administradores
indígenas mulheres indígenas e o nosso mandato também tem presença indígena de todos os biomas brasileiros e isso também é resultado da importância da Presença indígena na universidade e quando estamos nesses espaços não tornamos menos indígena por estar com celular não tornamos menos indígenas por estar na universidade na verdade nenhuma sociedade se sustenta com a monocultura e reconhecer a presença indígena como comunicação ferramenta digital é dizer que essas ferramentas digital também são estratégias ancestrais porque hoje por exemplo em território de conflito só tem Sido possível a partir dos comunicadores indígenas que tem usado o celular como
importante ferramenta de luta então comunica hoje também se tornou uma ferramenta de luta e muitas pensadores indígenas muito cineastas indígenas diz que hoje uma ferramenta mais importante tem sido principalmente a memória indígena guardada a partir das narrativa história de nossos avós porque quando morre um ancião morre também parte da história e um jeito de não Fazer a história morrer tem sido esse cineastas indígenas que eles edita a partir do olhar porque ele filma parte da sensibilidade indígena ritual quando filma as histórias dos mais velhos ano passado em dezembro aconteceu em Brasília a primeira amostra de
cinema e cultura indígena no Brasil isso para dizer que nós temos indígena em vários lugares e pensar presença indígena no cinema é pensar que a descolonização passa também pelo Imaginário da Sociedade brasileira e a revolução hoje maior no mundo tem sido também a ferramenta digital então pensar nossa presença também segurando a mão na caneta segurando a mão na cama segurando a mão no Maraca mas sem perder a sabedoria do nosso conhecimento ancestral Célia para encerrar eu queria só que você falasse para gente assim sobre a importância do Canto indígena que né No início a senhora
começou falando sobre Ele e se a senhora se sentir à vontade que a gente pudesse gravar esse canto para a gente mostrar para quem né ainda não conhece ele a força que ele tem o canto indígena tem sido uma das Ferramentas mais importantes porque todas as vezes que nos foi negado dentro desse espaço institucional me mostrando muito porque ainda no acampamento Terra livre do ano passado em vários momentos em opressões policiais e principalmente em 2020 na mobilização Nacional indígena Nós nunca tivemos espaço do microfone do lado de dentro do congresso nacional mas sempre foi pela
força do campo tradicional mas de 150 povos indígenas cantando em língua diferente que nós fizemos também mudar processo de decisão assim como a PEC 215 que naquele período por uma forte mobilização do movimento indígena brasileiro conseguimos mudar e acompanhei várias Mobil em Brasília ainda na reforma da Previdência onde tinha 50 mil pessoas de mobilizações Nacional e não conseguia chegar nem na esplanada do ministério e nós povos indígenas com 100 com 200 com 6 mil indígenas sempre conseguimos ultrapassar Fronteira ultrapassar a barreira porque nós povos indígenas somos medidas Não exatamente pela quantidade e sim pela força
ancestral quando o povo indígena canta não canta sozinho quando o povo indígena canta traz a força do território e de milhares de pessoas que já se foram juntos Por isso mesmo hoje No Congresso Nacional eu começo cantando e quero dizer para os parlamentares que eu começo cantando porque as pessoas que são da religiosidade antes de comer elas não canta para brincar comigo então um jeito de cantar é para abençoar a palavra para que a gente tenha sabedoria de falar que é um jeito também de alimentar e sensibilizar as pessoas se me crê [Música] cantar e
fazer as pessoas escutarem não Só convido mas com o coração não é muito lindo lindo muito obrigada aqui a gente eu encerro aqui a nossa entrevista com a deputada Federal que nos falou que muitos sobre os indígenas em Minas no Brasil e sobre os desafios muito obrigada [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música]