Trauma do estresse pós-traumático é um trauma indiscutível. Tive um paciente que ele tava passando na avenida Jeanópolis em São Paulo, e uma pessoa suicidou e a cabeça da pessoa quicou no pé dele. Você tem um trauma, ele desencadeia como se fosse uma cicatriz. Ele tem processos que vão alterar a manifestação do gem. A reclamação traz um alívio imediato, mas não resolve. Então, os reclamadores crônicos, na realidade de poucas vezes vão paraa terceira etapa, que é o crescimento transformador. Todos os meus pacientes queriam só voltar o que era antes. Entendi. Na antifragilidade, você eh melhora e
se fortalece. Fácil é voltar a ser o que era. Difícil e o mais bacana é você se transformar numa pessoa mais forte por autoconhecimento. Antes de começarmos nossa conversa de hoje, eu quero agradecer a Axon, parceira oficial do nosso podcast. Você é aquela pessoa que costuma carregar muitas responsabilidades ao mesmo tempo, que se desdobra para dar conta da vida, do trabalho, da casa, das cobranças externas e também Das cobranças internas. Pois é, muita gente vive nesse ritmo acelerado e não é incomum sentir que a mente está sobrecarregada, o foco oscilante ou que o cansaço mental
aparece mesmo depois de uma boa noite de son. E é aí que entra a proposta da Axon, um suplemento formulado com nutrientes que contribuem para o bom funcionamento do cérebro, para o estado de alerta e para uma energia mais estável ao longo de todo o dia. Tudo dentro das normas da Anvisa, com total transparência nos ingredientes e nas dosagens. A formulação combina componentes muito estudados, como cafeína em dose moderada, que auxilia na atenção e no estado de alerta. Ateanina, reconhecida [música] por ajudar a manter o foco com mais calma, sem agitação. Vitaminas essenciais como a
B12 e B9, importantes para energia e metabolismo do sistema nervoso, com enzima Q10 e vitamina E, antioxidantes que contribuem para saúde celular e fibras que ajudam no bem-estar digestivo. E sabemos o quanto isso favorece o humor e a clareza mental. E tem novidade. A Axon lançou a nova garrafa exclusiva criada para facilitar o preparo no seu dia a dia. Na compra do kit com três unidades, A garrafa acompanha o pedido inteiramente grátis. Se você quiser conhecer mais, ver a composição completa da Axon ou aproveitar a promoção, é só apontar o celular pro QR code que
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bom, minha querida. Vamos lá. Que que você preparou aí pra gente? Hoje é sobre uma das pautas mais, como é que eu vou dizer? controvérsias assim que a gente tem ultimamente, né, que é a questão do trauma. Uhum. Até onde a gente consegue crescer, até onde a gente romantiza o trauma e quando ele pode ser útil pra nossa vida no dia a dia? Até como então diferenciar quem paralisa, quem se recupera, Eh, mas volta a ser o que era e quem dá um passo adiante, aproveita isso para crescer como stiling, né? É igual você sempre
fala do do elásticozinho. Então, quem usa o elásticozinho para ir mais longe. Mais longe? Perfeito. Então, vamos lá. É, tem uma história legal de um de uma personalidade que se tornou bem famosa ultimamente, que chama David Gogens. Um que era David Gogens, que era Silda Marinha, que ele é, como é que eu vou dizer? Eu acho que eu já ouvi. É um cara que malha. Isso é, eu acho que é, é um que eu te mostrei uma vez que ele fez aquela corrida de 24 horas, só que ninguém acreditava porque ele era gigantão e todo
mundo que corre muito nessas maratonas, é, tem, tem, tem muito menos massa, né? Isso, muito menos peso, né? Um condicionamento mais, como é que eu vou dizer, mais fácil de de conseguir segurar 24 horas correndo. E ele, a descrição que geralmente fazem dele é o cara mais casca grossa do mundo, né? Mas até onde isso também pode ser prejudicial para ele? Porque ele não se permite ficar na zona de conforto em modo algum. Teve um vídeo ano passado até viralizou na internet que ele tava nadando com os braços e as mãos amarradas Como se fosse
no teste dos Navic Seals, né, da Marinha dos Estados Unidos. Então, até onde a pessoa se coloca para tentar crescer. É, não sei aí o estudo que você vai trazer pra gente, mas uma coisa eu posso falar, esse estresse constante, intenso aqui, o David, como é o nome dele? Gogins, que deve tá aparecendo aí na nossa tela, né? Eh, se submete eh tem uma hora que o organismo não suporta porque ele se torna intenso e crônico. Acho que ele aguenta muita coisa. Não tenho, não tem sombra de dúvida. Mas quando vai fazendo isso, muitas vezes
pode ficar crônico. É crônico, né? O problema do stresse nunca é o estresse agudo, porque o agudo faz parte até do nosso funcionamento cerebral de qualquer pessoa. Agora, o estresse eh intenso e prolongado, esse uma hora doece. A, mas é 100%, tenso e prolongado. Sim, tem tempo. Umas pessoas resistem mais, outras resistem menos, né? Então assim, antes e esse é ele agora não, não tenho dúvida que houve uma melhora. Eh, ele hoje provavelmente é um cara mais saudável. Não sei se isso foi só a base de exercício ou se teve aí também hormônios. Seja como
for, me parece que ele era um cara sobrepeso, não posso dizer que Ele era obeso e que hoje me parece pelo menos ter uma aparência mais saudável. Mas é importante que a gente veja os exames, né? Sim. Não [risadas] tem jeito, né? Porque nem tudo que os olhos vem revela a verdade. É o famoso, né? O que os olhos não vê, o coração não sente, mas aquilo que os olhos vê o coração sente sim, viu? Não. E aquilo que tá nos exames, não tem como mentir, não tem jeito, né? Então assim, e a gente tem
que lembrar que muita gente ligada a essa questão de ter mais músculo, mais músculo, a gente tem aí uma um índice bastante significativo de morte súbita por infarto agudo do miocárdio em pessoas eh que usam muitos hormônios anabolizantes e fazem muitas atividades. Então isso é um e geralmente quando já virou uma epidemia isso. Não sei se é epidemia porque eu não tenho esses dados, até porque muito pouco se fala disso, mas a gente observa. Por que que não fala tanto? Porque digamos que da do momento que isso tá se tornando um padrão geral, as pessoas
não falam muito daquilo que se beneficiam. Hum. Então daqui uns 5, 10 anos talvez fala. Eu acho que vem aumentando, né? Não, Gustavo, Gustavo, que é mais atleta de nós, Eh, hoje a a quantidade de pessoas que usam anabolizantes sem critério médico e às vezes, infelizmente, com supervisão médica, eh, é muito grande, tem aumentado muito. Aí você vai dizer: "Ah, mas a a o Conselho Federal de Medicina fala que não". Sim, mas as pessoas assumem esse risco, ou se não assumem ignoram esse risco, porque da mesma maneira que você hipertrofia o músculo com testosterona, você
hipertrofia o coração, que acaba virando uma bomba pouco flexível. Hum. É que nem quando você fuma o o pulmão, ele precisa, o coração precisa, ele fica uma bomba ineficiente, porque ele fica endurecido. É que nem o pulmão de uma pessoa que fuma. Uma pessoa que fuma muito, o pulmão tem que fazer isso e isso, né? Inspirar e expirar. A pessoa que fuma vai ficando com o pulmão eh absolutamente endurecido. Por quê? Porque o cigarro faz isso, né? Ele perde essa a nicotina que fica lá dentro que não sa tudo. Porque o cigarro não é só
nicotina. Nicotina é uma das coisas. Cigarro tem o primeiro talvez fosse, né? Não, nem o primeiro. Cigarro sempre foi uma mistura de várias substâncias tóxicas. Entendi. Muitas tóxicos. Agora a gente voltando para cá, Né? Igual no caso dele, ele nem se foca muito em ser grande, essas coisas. Ele é assim, eu acho que muito por conta de genético. Ele tem quase 2 m e pouquinho. É, é mais por conta do secar, porque ele tem uma dieta muito rígida de sempre às vezes jejuns, né? Ele ele sempre tem que se colocar em de novo, em estado
de estresse. Mas agora é isso que me preocupa, porque assim, a gente, eu acho que tem um episódio nosso aí que a gente fala sobre a questão da longevidade e tá muito claro que só dieta e exercício não justificam aquelas zonas eh eh sarden as zonas azuis, né? Aquela do Japão, okna. Oknaua. Quer dizer, não se configurou que é a coisa mais importante. É o contrário, uma das coisas mais importantes é você ser quem você é e não ter tanto estresse, né? E não e não deixar de ter tanto estresse para ser algo que você
não é. Então assim, sou a favor da questão saudável, mas essa questão que você deixa, você tem uma vida tão restritiva, eu acho que sempre o bom senso é melhor. Agora, uma dúvida. Qual que é a diferença desse estresse, desse tipo de trauma? Porque me parece que o que fez ele mudar foi um trauma. Ele teve um trauma de Infância muito forte por ser negro nos Estados Unidos, por ser mais gordinho, né? No caso, igual ele falava aquele palavras dele, abre aspas, eu era gordo, eu era uma baleia, eu não era feliz comigo. Essa foto
dele parece que ele já tem tipo uns 20, 30 anos, mas na verdade não. Ele tava com 18 anos. Então, olha para você ver como é que o Rosel parecia que ele era mais velho, mas na verdade não, ele tava mais novo. Então, ele decidiu que um dia, palavras dele, que ele seria a melhor versão que Deus pensou para ele. Então, ele ia sempre, como é que eu vou dizer, não tem almoço grátis, é o famoso, eu quero ganhar tudo por mérito, eu quero me provar, né? Então, só que às vezes eu acho que pode
ser algo que ele vem aí de um trauma e começou a fazer isso com esse trauma. Mas até onde um trauma é benéfico? E qual que é a diferença desse tipo de trauma para aquele transtorno depo se não me engano? É o tept é uma reação do organismo a um trauma, né? Por exemplo, um trauma que é inquestionável para qualquer pessoa. Você está em Nova York, estivesse em Nova York no dia 11 de setembro andando e visse aquelas torres caindo. É traumático. Tá lá dentro, então Nem se fala. Mas a questão é que nem todo
mundo desenvolve estresse pós-traumático, ó. Então isso começa uma diferença grande. O trauma eh todos nós temos situações traumáticas na vidas. Algumas são inquestionáveis porque seria trauma para qualquer pessoa. Outras são trauma porque a gente não conseguiu ter uma resposta adequada àquela situação. Caramba. E como é que funciona e eh o o corpo com o trauma? Como que ele sempre da mesma maneira? É alguma coisa que o cérebro lê como ameaça. Então é a reação do estresse. O cérebro é monótono nessa questão de reagir a um perigo. Ele sempre vai acionar o hipotálamo. O hipotálamo vai
acionar a hipófise e a hipófise vai liberar aqui, ó, o hipotálamo, né? Aciona a hipófise, que é aí. a hipófise aciona a suprarrenal, que é essa glândula em cima do do rim, libera cortisol. Então isso é um padrão, tá? E quando libera esse cortisol é importante que aumenta a energia, aumenta o nosso estado de alerta. Por quê? Para fazer frente a alguma ameaça. Então isso agudamente não é ruim, tá? O problema é depois. Então, eh, você também tem uma coisa bem legal nesse estresse imediato, que o cortisol que é Liberado para você enfrentar, se você
começou a enfrentar e começou a se autorregular, vamos supor que foi um susto, não foi uma ameaça real, o próprio eh cortisol eh começa a entrar no circuito e você começa a diminuir a liberação do hipotálamo de CRH. Caramba, é uma coisa que se autoajusta, tá? Agora isso pode ou não acontecer. Isso que a gente vai ver. Qual que é? Eh, e você falou que nem todo mundo tem o o estresse póst-traumático, né? Nem todo mundo desenvolve isso. Por quê? Da onde que vem isso? Porque existem fatores. Vamos, vamos voltar ali que você fez um
negócio aí, tá? Eh, porque algumas pessoas desenvolvem o transtorno pós-traumático após experiência adversa e outras não. A questão que a gente tem que avaliar que existem eh a jornada do trauma, ela é complexa, vamos dizer, ela tem uma marca biológica, ou seja, o estresse deixa uma cicatriz epigenética. O que que significa epigenética? Não é que modifique o gem, o DNA. Ele modifica a forma como o gen se manifesta. Então, por exemplo, eh, quando as pessoas falam assim: "Ah, ela é o médico, por exemplo, ah, você tem mais, eh, mais chances de ter depressão, é porque
é algum gen meu De depressão ou alguma coisa relacionada?" Você tem um gem. Agora você pode passar por situações que são gatilhos que vão modificar essa resposta e aí você vai desenvolver ou não, porque essa essa cicatriz epigenética, ela pode ativar ou ela pode inibir o gem. Depende do que que o gen faz, da manifestação do gem. Então assim, o trauma ele tem uma marca biológica para cá, não, antes. Ele tem uma recuperação adaptativa, tá? Que significa o o funcionamento do organismo voltar ao estado anterior do trauma. E tem o próprio organismo, ele se recupera
pelo sistema ali. Se você não atrapalhar ou se você não piorar a situação, difícil, né? Não, se você não tiver esse conhecimento, se você ficar retroalimentando, aquele circuito tende a tá liberando cada vez mais cortisol. Uhum. Se você começa a fazer o que a gente chama de autorregulagem, que que é autorregulagem? Levei um susto, eh, passou. Aí eu falo: "Passou, tô viva". Então eu faço uma série de exercícios de que a gente chama de respiração ou do tipo botar meus pés no chão, viver aqui agora, fazer minha respiração, aquela 4 8, geralmente é 4 46,
eu gosto de fazer oito, É difícil, mas tem mais eficiência da expiração. Então você se autorregula, ajuda nessa autorregulagem, senão aquilo pode ficar, se você ficar apavorado, se você começar a falar daquilo exaustivamente, sabe? Gente fica reclamando, contando a mesma situação, isso não favorece, não ajuda. A reclamação, ela ela é não ajuda a lidar com o que aconteceu às vezes, porque a pessoa fala assim: "Ah, eu tenho que reclamar para reclamar você causa, como é que eu vou te dizer? A reclamação traz um alívio imediato. Hum. Tá, mas não resolve, não faz você aprender com
aquilo. Então, os reclamadores crônicos, na realidade, eles poucas vezes vão pro terceira etapa, que é o crescimento transformador, porque só reclama, né? É, é quando igual você fala, né, que eu peguei uma mania de olhar a origem das palavras. Olha que hob ótimo, né? Reclamar é clamar duas vezes. Exatamente. Então vai quase que chamar aquela situação, reclamando toda hora, toda hora, toda hora o seu cérebro vai revivendo aquilo, não de um jeito positivo, né? Não. E você vai criando um circuito e só para aquela tua reclamação. Então você abre um caminho que podia ser aberto
Por muitos outros outras coisas saudáveis. Então, até o fato de reclamar várias vezes, né, da mesma situação. Sim, é importante falar sobre uma situação traumática, mas esse falar não é falar por falar, é falar para entender, é falar para entender o processo, facilitar a recuperação, a volta do sistema ao normal e aprender com aquilo, como se portar daqui pra frente para que aquilo, se acontecer de novo, você tá preparado ou você evitar ou você Mas se a gente não vai pro terceiro passo, fica só no reclamar, a gente fica só no segundo. No caso, pode
ser que nem volte, porque o segundo é a recuperação adaptativa. Você pode ficar reclamando, liberando mais cortisol e aí você fica só com a marca biológica, que é essa modificação, e você fica predisposto a qualquer situação de frustração ou de desafio, eh, ficar mal. E, e uma dúvida agora, quando a gente tem muito cortisol, que que acontece com o nosso corpo? É, tem alguma coisa ligado a abaixo do sistema imunológico? Com certeza tem. Funciona mal o sistema cardiovascular? Eh, existe a coisa de você mudar a estrutura. mudar a estrutura, não, você se torna muito mais
eh reativo, Porque você aumenta os batimentos cardíaco, você aumenta a pressão arterial, porque o cortisol foi feito para você enfrentar uma situação e depois aquilo você retornar ao estado primário. Então, no trauma você tem a marca biológica, a recuperação adaptativa e se tudo der certo o teu crescimento transformador. Entendi. Então o cortisol vai baixar a imunidade, vai aumentar a pressão arterial, pode bagunçar o metabolismo da glicose, por exemplo, pode da resistência insulía, caramba, tudo isso a partir de, como é que eu vou dizer, de um pensamento, né, de do do reclamar no caso, de fatos,
não. A reclamação alimenta isso, faz com que uma situação que não foi legal, eh, que ia se resolver se você continua: "Ah, você sabia que aconteceu isso comigo? Ah, você sabia. É aquele negócio que fala fazer tempestade em copo d'água que fala ou não? Não sei, porque eu acho que tem pessoas que querem e precisam falar. Falar é bom, mas não é falar para todo mundo, é falar para quem realmente vai poder te dar algum retorno, te dar uma dica, porque senão você fica aquela pessoa que você não sabe nem para quem falou. Aí você
qualquer um, você sabia Que aconteceu comigo? Você sabia que aconteceu? E aí você vai repetindo aquilo e o cérebro tende a novamente reativar aquele circuito dos tranchos e vira um padrão depois, né? Pode virar um padrão. Caramba. Aí a gente vamos ver agora a questão da epigenética, né, que é a reação biológica, tá? Que que é epigenética? epigenética é aquilo que não modifica o gem, mas modifica a leitura do gem. Porque assim, esses gens estão aí, tá? Igual você falou aquela hora, né, que não muda o DNA, só muda a forma como o gen é
modulado. É modulado. Entendi, né? Regula a leitura do genoma, se vai ler pro que é positivo ou se vai desativar e não funcionar. Então isso ocorre, essa epigenética por através da metilação. O que que é metilação? É um radical de metíla que pode se acoplar ao DNA e fazer com que impedir que essa transcrição, tá, de silenciar proteínas e que vão ajudar. Existe também a modificação das estonas. Que que são estonas? são essas bolinhas que se encontram, são proteínas, né, que se encontram nessa curva, nesse nesse enlaçado, né, do DNA, que também, tá, pode tornar
o DNA mais ou menos acessível. Hum. E aí você pode ligar ou desligar gens que Você precisaria que funcionassem. Entendi. Então é por isso que algumas pessoas também têm o estress pós-traumático, no caso, vendendo. Olha, tem um estudo que mostra que descendentes sobreviventes do holocausto, tá? Mostraram padrões de metilação nos genes alterados e maior vulnerabilidade ao transtorno de ansiedade. Ou seja, você passa essa susceptibilidade, essa de de como é que eu vou dizer? Dificuldade de modular. a resposta do teu DNA. Entendi. Você não muda, não é uma lesão. O trauma não é uma lesão, mas
você passa essa dificuldade de acessar, por exemplo, eh, proteínas que pudessem, por exemplo, melhorar o metabolismo da serotonina. Hum. e aí protegeria contra ansiedade. E aí como eles passaram por esse processo e houve uma modificação nessa modulação, isso é passado eh pros descendentes geração em geração. O quanto isso é passado, eu também acho que vai depender, mas existem estudos que mostram que você o trauma pode ser passado nesse sentido. Entendi. Aqui são alguns gens, né? E aí eu gosto muito desse SLC6A4, horrível o nome, mas é um gen transportador da serotonina. Então, alterações de metilação
afeta a regulação do humor E a resiliência ao estresse. Então, vamos supor, você sofreu um trauma, eh, você pode, esse trauma, ter sido suficiente para você pegar esse gen que é responsável por transportar a serotonina e ele tá funcionando menos. Hum. Então você se torna muito mais sensível ao estress, a ansiedade, a depressão. E e o quão importante é esse nosso corpo, assim, esse específico que você falou, SL C6, tá? Não, é importante para todos. ele tem, ele existe. A questão é que ele deixa de cumprir sua função, né, de de de transportar a serotonina,
de fazer o o cérebro funcionar melhor e também onde tiver receptor de serotonina, como a gente tem esse aqui, ó, o NR3C1, que é se você tiver um excesso de metíla, né, hipermetilação, que é um componentezinho químico, você vai ter principalmente ente associado à infância, situações traumáticas na infância, você prejudica o feedback negativo de cortisol. O que que significa isso? Você lembra que eu falei que o cortisol é liberado e depois ele se autorregula aqui, ó, ele é liberado, né? Hipotálam, hipófise, cortisol. Esse mesmo cortisol avisa ao hipotálamo lá em cima que olha, tá muito,
Então ele deixa de ficar liberando aquele gen que tá ali, não aqui, aqui, esse gen é responsável por manter essa estrutura. Liberou muito cortisol, o próprio sistema já se autorregula. Se você tem um uma situação traumática que prejudica a expressão desse gem, que regula a quantidade, você vai começar a perpetuar a resposta de estresse. Entendi. Agora, só um isso aqui são os exemplos, tá? Para quem tá em casa assim, que não tá tão familiarizado, né? Que que seria a seretonina que você falou que a serotonina? É um neurotransmissor, né? eh, que tem várias funções, que
se encontra no cérebro, se encontra no intestino, em vários lugares, eh em alguns lugares e que ela tende a melhorar a regulação do humor, hum, né, principalmente dos pensamentos e também, eh, faz com que você seja mais resiliente ao estresse. Olha que legal, então, vendo aí, né? Então, ou seja, às vezes a resiliência pode ter um risquício, não tem uma marcação biológica, tem. Ah, legal. A gente vê isso pelo pelos efeitos que um trauma, uma situação traumática faz, né? Então você altera, novamente tô dizendo, gente, você não altera o gem, você altera a modulação Do
gem, a forma que ele é acionado, né? A forma como ele é acionado ou desligado. Entendi. Agora, quando a gente fala da, igual você falou lá, né, da primeira parte que era a marca, é a marca biológica, é, depois a gente tem a recuperação, né? Que que é isso? sua recuperação. A recuperação seria a resiliência. Olha só, você tá vendo aqui um elástico, né? Aí você passa uma resiliência, você aumentou essa ficou oval. Uhum. A resiliência é quando você volta a forma original, ou seja, o teu o teu organismo ele passa pelo trauma e ele
se autorregula ou você ajuda ele se autorregular, você volta a ser quem você era. Hum. Então isso é a resiliência, tá? Então pense um elástico. A resiliência é a capacidade de ser esticado pelo trauma, pela pelo problema e em seguida retornar a sua forma original. O objetivo é homeostase. Homeostase é retornar ao equilíbrio, o retorno ao estado de pré-trauma. Adoro homeostase. Homeostase é ótimo. Homeostase. Não, mas é isso que eu tô falando. Muitas vezes a tendência é voltar, mas dependendo de como se você não entende isso e atrapalha esse processo, esse nem volta não, mas
adoece, né? Entendi. Então Às vezes você passa pelo É, então seria no caso analogia assim, o elástico ele volta para lá. Se você não tem resiliência, o elástico arrebentar. Isso, isso seria tal recuperação. Entendi. Mas aí se ele não volta ao normal, ele arrebentaria, seria uma pessoa sem resiliência assim que ficou adoeceu no meio do caminho? Ou então não, ou então uma pessoa pode arrebentar, mas é uma pessoa que não voltou ao estado original. Arrebentar não voltou a estado original. E o arrebentar seria o quê? Mais ou menos só para um adoecimento muito grave, tipo
crôn cronog. Depende da pessoa, porque aí depende de que predisposição a pessoa tem. Nossa, de novo a importância do H H H Ah, não, aí é história familiar, mas aí, por exemplo, aí é mais é HF, história familiar para ver que que cada aí busca mais, mais ainda. HPP vai me dizer o que que aconteceu. Eu na HPP História Patológica pregrassa, eu identifico os fatores de estresse que podem ter mudado, então, os padrões a modulação desse gem. Caramba, que legal. A minha história familiar me diz mais ou menos qual a genética, qual DNA é mais
predisposto a resistir, é mais predisposto, é mais frágil, Mas todos vão passar pelo estresse, pelo processo de metilação, de alteração. Nossa. Então isso é muito importante, que que mais médicos façam isso. É complexo para muito complexo, não é simples assim como ele tá falando. Agora, o fato é que você tem a capacidade de entender isso, claro, de uma forma simples, né? Você sabe que um trauma é capaz de alterar a manifestação dos seus gens, tá? eh, dificultando a sua recuperação, mas também você sabe que existe uma capacidade do cérebro de tentar se recuperar e voltar
ao estado original sozinho. Ele tenta, você vê que o próprio sistema eh de parar de diminuir aquela liberação braba de de cortisol é uma tentativa de pera aí, um pouco é bom, um pouco é bom porque me dá energia, me dá força, põe meu coração mais forte para eu enfrentar. Mas se for muito esse mesmo eh esse mesmo remédio, entre aspas, que o organismo fez para você enfrentar uma situação, você pode fazer uma overdose. Ah, é o famoso diferença do remédio pro veneno. Porque quando o diante de um trauma, o cortisol é liberado, ele é
liberado para você sobreviver naquela situação, uma vez que ele começa que vem da pré-história de Pré-história que você fala. Então, a gente carrega esses gentes desde aquela época. Tem, senão a gente não chegaria aqui hoje. Caramba, que legal que é os os são gênos ligados à sobrevivência. Mas se isso for constantemente ativado e a gente não tiver essa noção e fizer isso se perpetuar, a gente vai adoecer. Entendi. Entendeu? E e geralmente como que o cérebro assim ele consegue se reconstruir, né? Qu não é nem é voltar ao estado, né? Porque existe na neuroplasticidade. E
o que que é neuroplasticidade? A neuroplasticidade é exatamente essa capacidade do cérebro de reorganizar o seu funcionamento neural em resposta a uma experiência. Nossa. Então é como se fosse um músculo. O músculo quando é treinado, ele aumenta. Mas ele faz isso sozinho ou precisa de algum gatilho? Ele precisa de Se você puder ajudar, ele vai adorar. Só não pode atrapalhar. E como que a gente atrapalha? Porque eu acho que o melhor ajuda às vezes é não atrapalhar. Não, mas você tem que saber. Ai, senão você atrapalha. Não vou fal isso que eu tô falando. Tem
gente que acha, ah, eu passei por um trauma. Aí você vai na casa da prima que passou por um trauma. Você Chega lá, a tia chega: "Fulana, conta pra Ana Beatriz e pro Gabriel que aconteceu com você." Aí chega o outro, ué, conta de novo. Aquilo vira um, ela vai rever no trauma. Claro, nunca se fala isso. Ela chegar nessa parte. Claro que pode. Entendi. Nossa, sério? É aquilo que você fala, depois que você entende tem um bom senso, mas até entender isso é você pode ficar martelando em cima de uma coisa que o organismo
tá tentando se reorganizar, né? Claro que existem técnicas. Pode ter o a bagunça, por exemplo, ele tá tentando se organizar, aí na hora que ele tá indo, aí chega a pessoa vai lá e revive de novo. Aí ele vai lá de bagunça, aí ele tá tentando vá de novo. Aí uma hora ele fala: "Cara, que saco, não vou reorganizar nada". Não é porque vai liberando cortisol, cortisol. Aí chega uma hora que a pessoa não tem mais, aí aumenta a metilação, aumenta a a epigenete, você aumenta a resposta do teu gem. Então aquele gem que você
tinha que para aumentar a serotonina, para ajudar você se recuperar, ele não tá fazendo o pessoa fica mais estressada por causa disso também. Transporte. Claro que sim. Caramba. Então às vezes pode ser muito sim. uma Resposta de estresse. Então, muito do do aumenta irritabilidade, muito, igual a gente falou daquele último episódio de raiva e então às vezes a raiva reprimida eh teve uma origem de um de um trauma, não como dizer assim, recuperado. Depende. Aí depende. Você pode ter uma frustração. Não, não, não vamos colocar, pode vir junto. Hum. Mas não é aqui. A gente
tá falando da da reconstrução, da resiliência. Então, a resiliência ela só ocorre por causa da neuroplasticidade. Como que a neuroplasticidade pode ocorrer? Reganização de circuitos. Por exemplo, você tem um AVC. Uhum. Tá. Você teve ali eh um acidente vascular que você morreu vias que tinham. Por isso que às vezes a pessoa perde um movimento de um lado. Eh, a neuropedicidade pode, se você treinar muito outros circuitos, por isso a fisioterapia é fantástica, a fisioterapia, o neurofedback, né, que são se são técnicas que você vai estimulando o teu cérebro a buscar novas alternativas, tá? Você tem
fortalecimento de conexões, que que pode fazer com isso? eh, psicoterapia e mindfulness. Você faz um treinamento de novos circuitos e você fortalece o corté frontal aqui, tá? Que é o nosso regulador Emocional. Então, por isso que eu tinha perguntado o negócio da raiva, né? Porque aquilo que você falou, o estresse em prolongado por muito tempo pode virar raiva. E a raiva raiva pode vir antes. A raiva pode vir antes. Ah, pode vir antes e aí acumular em estresse. Aí a raiva causa o estresse que causa isso tudo. Cada raiva pode. Por isso você tem que
ver qual é a situação que a raiva faz isso. faz ao mesmo tempo, uma psicoterapia bem feita, eh, exercícios de relaxamento, eh, mental como mindfulness, fortalece o o córtex pré-frontal. Entendi. Ou seja, você vai saber lidar melhor com aquilo, a gente regula melhor nossas emoções. Entendi. Por quê? Porque e você passa a executar o que tem que ser feito, senão você fica na raiva e no estresse, você fica com a amídala hiperconectada. Aí você entra naquela parte de fúria, né? E, e para quem não não necessariamente de fúria, tá? Porque a fúria é quando você
reage com raiva, você pode reagir, por exemplo, eh, ficando parado. Entendi. Então, assim, depende. A, a raiva também, eh, bloqueia o pré-frontal e os o o trauma, ele também tende a fazer isso momentaneamente, tirar essa capacidade De reflexão, de regulação. Mas você pode fazer isso através de psicoterapia e mindfulness. você consegue melhorar, ajuda muito. E geração de novos neurônios. A a neurogênese, antigamente se falava neurônio morto, neurônio posto, né? Mas hoje a gente sabe que com limitações, é claro, você pode tem você pode melhorar a gênese, né? O nascimento de novos neurônios. Caramba, que legal.
Então isso tudo a gente E é sozinho que o cérebro faz isso tudo? Não, você tem que estimular. Ele tenta fazer tudo, tudo isso o cérebro tenta fazer e você tem que ajudar. Entendi. Entendi. Entendeu? Porque ele tem ele tem poucos recursos. Por exemplo, você teve um AVC, ele até tenta ali abrir um circuito novo para você poder ter um você paralisou a mão direita, ele tenta aumentar a capacidade da tua mão esquerda. Entendi. Mas se você fizer eh fisioterapia, neurofedback, a o TDCS, você amplifica isso e você facilita, você trabalha com ele. Isso é
que é bacana. Tds é uma estimulação magnética não invasiva, mais portátil. Você tem a estimulação magnética na máquina grande, você tem a estimulação magnética mais portátil, mas ajuda muito, né? Não, Gustavo, ajuda bastante. Mexe no Padrão de ondas cerebralis. Exatamente. Você tenta regular para que o cérebro seja mais eficiente que onde precisa. E não desperdice energia. Então você fortalece a neuroplasticidade do cérebro, no caso. Fortalece. Claro. Claro. Daí o que a gente tá dizendo, como é que a neuroplasticidade auxilia a resiliência, porque ela pode fazer isso. Entendi. E o TDCS auxilia a neuroplasticidade a fazer
isso tudo com o cérebro. auxilia a neuroplasticidade, isso você ajuda junto ali, então você estimula uma área que você vai precisar mais dela. Entendi. Então é uma ajuda que você tá dando, né? Isso não exclui você fazer a fisioterapia normal. O ideal você fazer a fisioterapia puder fisioterapia com TDCS, né? Não, Gustav, aí é uma maravilha. Se você tiver casos de parxon, por exemplo, algum você não vai ter a cura, mas você pode ajudar a pessoa a ter uma melhor movimentação por você no momento que ela tá andando, você estimando a área C3, C4, por
exemplo, do cérebro, que é uma parte responsável. E você tá colaborando com essa com essa neuroplasticidade, você tá ajudando, é como todo mundo empurrando um carro, entendeu? [risadas] Entendeu? E o que Que a gente não deve fazer assim, já que esses é o que a gente deve, que é legal a gente fazer? seria não ficar remoendo, né? Não levando mais estresse, até porque reclamar excessivamente, eh, você tem um alívio, mas é um alívio que se você continua, deixa de ser alívio, você fica só no alívio e não na resolução. Hum. Né? Eh, você pode fazer
atividade física, depende do que você quer fortalecer. Psicoterapia. Por isso que eu falo, é importante falar da minha dor. É, mas com quem vai me ajudar a lidar com compreender e praticar coisas que podem de fato melhorar? Entendi. Porque senão fica aquela coisa que você fala para um outro: "Ah, isso acontece, ah, reza. Ah, não sei que lá. Isso tudo é vendo aqui, ó, diminuindo se trosse você, eu lavava uma roupa. Se eu fosse você, eu fazia um crochê. Tudo bem, não tô falando. As pessoas falam por bem, porque não tem essa noção, porque não
sabe o que falar também. Exatamente. Mas você precisa entender como o cérebro funciona para ajudar ele te ajudar. Olha que interessante. Você tem uma pesquisa que foi feita em ratos, né? Não é isso? Isso que você tem eh teve a foi submetido a um Strresse. Os as ratas fam ratas fêmeas social. E você viu que tem dois parâmetros para enfrentar, né? Eh, existe aquele que o enfrentamento ativo, que as pessoas vão indo, não param, e existe aquele enfrentamento passivo que, em geral, as pessoas congelam, ficam mais eh paralisam, não sabe o que fazer. Esse primeiro
eh eh esse enfrentamento ativo, que que que que seria isso? a pessoa não para, ela vai indo, ela vai indo, eh, ela vai buscando saídas, por exemplo, não sei como é que foi a pesqu com com trauma. Ela só vai embora. Bom, ela não para, vamos dizer assim, eh aqui no enfrentamento passivo a pessoas e eh no caso da pesquisa, os ratos, eh, tinham uma coisa de paralisar. Aí foi feito uma coisa que é é difícil às vezes entender, viu o seguinte, que a o que tinha enfrentamento ativo liberava dopamina para enfrentar e era uma
liberação estável, ou seja, essa pessoa continuava a vida e ok. Aqui tinha o congelamento, aquelas pessoas que paralisam, tinha um pico de liberação de dopamina, tá? E que podia estar associado, tá? É uma melhoria de desempenho cognitivo. É meio que ela aprendeu com aquilo, Por isso que às vezes ela teve não pode ser que ela não aprenda não. Eu falo que, por exemplo, igual um oigual ela teve o pico de dopamina, se dopamina de recompensa de certa forma, tipo assim, ah, aprendi com isso, ela se sentiu recompensada ou não sei como é que foi a
pesquisa do rato. Se a gente trouxer pra vida humana, pode ser que esse parar, porque muitas vezes a gente não para tendo que parar e a gente insiste, a gente não reflete no estresse crônico, pode ser que essa parada que às vezes até o adoecimento traz, eh, crie uma uma possibilidade de você começar a entender estudo. Hum. Hum. Pode ser e mudar seu comportamento. Se você procurar uma ajuda, uma questão qualificada. Os dois eh são enfrentamentos. A diferença é que ali no enfrentamento ativo, me parece que eh são pessoas, são pessoas, não, aí o caso
foi animal, né? Que eles vão, eles continuam. E aqueles que paralisam parece que tem uma o organismo meio que tipo assim, vou te dar uma descarga de dopamina para ver se você não só se motiva a uma mudança, se vai aproveitar ou não, depende. Entendi. Tudo é como que a pessoa vai seguir depois do trauma, né? Exatamente. Não quer dizer que o enfrentamento Ativo tá errado e nem que o passivo tá errado, né? São formas que a pessoa são formas de reagir. Se a gente botar isso pro ser humano, vão conseguindo sobreviver, no caso, né?
Se adaptando. Agora, uma pergunta aqui que dona Conceição tá me fazendo aqui. No caso, é confiável pesquisa em ratos? Assim, olha, é não, porque isso só quando você joga num numa pesquisa humana que você fala, mas é algo pra gente pensar. Entendi. Mas tem credibilidade ou geralmente é algo pra gente observar se isso se reproduz no comportamento humano dessa forma, só uma pesquisa feita com humanos vai dizer. É como se, por exemplo, lá é mais fácil fazer com rato. Se deu certo com rato, a gente tenta no humano. Agora, se deu errado no rato, por
que que a gente vai tentar replicar com Não, porque você vê até que é tão complexa essa questão da adaptação que é meio contrainttuitivo. Quando eu vi essa esse resultado dessa pesquisa, eu falei: "Gente, mas o comporta melhoria de desempenho cognitivo com quem paralisa". Uhum. Mas é porque aquilo que você falou, né? Às vezes a pessoa ela paralisou e esse freeze, né? Não é aquele tipo paralisou, não vai fazer nada, nada, Nada. Ela paralisou, ela parou. Éonde ela vai ter aquele como se fosse um ponto de inflexão, né? Aí às vezes a dopamina ou é
para o cérebro dando para ela, tipo assim, ó, desparalisa aí, vou te dar uma injeção. Ou não é como se você liberasse para ver de outra forma. Você tem que aproveitar momentos na sua vida que você, por exemplo, se adoeceu, tem gente que fala: "Pô, quebrei minha perna, tive que ficar em casa um mês". Você pode ficar vendo rede social e fofocando da vida dos outros. Ou você pode adquirir boas leituras, bons filmes. Entendi. Porque, por exemplo, quebrar uma pena também é um estresse. O cérebro já é um trauma, né? Não sei se é trauma,
porque é uma dor, né? Mas você pode utilizar e esse momento de uma forma melhor ou ficar em casa não fazendo nada, reclamando que você vai ter que ficar, não vai melhorar de com isso. Entendi. E você vai ficar mais estressada que você vai ficar reclamando. Ficar mais estressada. Entendi. Ou seja, o preço você já pagou que foi quebrar a perna. Agora, o que que você pode fazer com essa situação? Aí que tá a diferença. Entendi. Tá. Eh, quando a gente pensa nesse crescimento, né, igual os os ratinhos ali, No caso, eles tiveram essa forma
de enfrentar. Depois que a gente enfrenta, um, os dois enfrentaram, né? É verdade. E as é as ratinhas, né? É como que a gente traz isso pra nossa vida assim no sentido de tá beleza, os ratinhos fizeram isso e como que a gente pode lidar com isso? Como é que a gente que que vem depois disso? É só pra gente pensar na reação humana. Por exemplo, quando a gente fala resiliência, eh eh você você vai crescer depois disso, porque assim, uma coisa é você voltar ao sistema anterior e a maioria das pessoas se contenta com
isso. Quando as pessoas buscam tratamento, por exemplo, pessoas que fazem tept ou as pessoas que fazem pânico, elas dizem assim: "Só quero voltar o que era antes." Eu sempre brinco, tratamento bem feito, você volta a ser como era antes. O grande desafio é o que que você vai aprender agora para ser melhor. Às vezes até para não cair, ter um outro trauma parecido, né? Exatamente. Ou não se deixar, não se permitir, ter tanto estresse prolongado a ponto de cair. Então, a resiliência é quando você resiste às adversidades, mas você volta ao normal, tá? a antifragilidade,
que é um conceito mais Novo, porque antigamente, por exemplo, Niet falava resiliência, como resiliência já tava embutido a antifragilidade. A antifragilidade é um sistema ã que melhora e você se fortalece através das dos desafios. Entendi. A resiliência você volta ao normal. Aqui você tem conteúdo para ser mais forte que antes. Entendi. Pensando assim, por exemplo, né? Não tem nada, não tem muito avio que tá aqui, mas o Vittor Franklin, por exemplo, ele teve uma antifragilidade maior do que outras pessoas? Ele conseguiu desenvolver isso? Acho que o Vittor Frankel, eh, Frankel, perdão, Frankel, eh, ele teve,
eh, mais do que a resiliência, ele teve antifragilidade, ele teve crescimento pós-traumático, indiscutivelmente. Ninguém passa por por um campo de concentração como ele passou, onde ele perdeu a mulher, a o pai perdeu, a mulher estava grávida, perdeu toda a família. e ainda assim escreveu uma das obras sobre sentido e propósito mais bonitas da humanidade. Então, ele também passou por esse processo desde aquele com certeza desde aquele início que a gente contou de lidar com a cicatriz, aí depois ele vem se reconstruindo. Ele passou por isso também ou Ele teve algo diferente? Com certeza. Com certeza.
Entendi. Com certeza. Não tenho dúvida. O quanto foi, o fato é que ele teve o que a gente chama de CPT, crescimento póst-traumático. Entendi. E isso é é normal ter, é difícil ter Olha, se não quem vai ter o crescimento pós-traumático nem sempre vão ter. Tem pessoas que vão ficar pelo Tem pessoas que não vão nem voltar ao que era antes. Caramba. Então é a pessoa que arrebenta o elástico, né, digamos assim. Exatamente. Então assim, é importante, mas por que que eu acho que é possível que todos tenham se a gente entender como é que
isso funciona? Porque se eu não entendo, eu acabo fazendo coisas que eu acho que tô me ajudando, que é desabafar com todo mundo. E não tô tô me prejudicando. Eu acho que o a medicina caminha para ter uma coparticipação dos pacientes a partir do entendimento, do conhecimento, para ser uma medicina compartilhada no sentido de os médicos vão ter seus pacientes como parceiro de melhora, porque senão sempre visto com seus pacientes sempre. E tinha alguma dificuldade? Teve algum tipo, não, tinha gente que não queria, tinha gente que eu tô te falando que chegava fala assim: "Não,
mas eu já tô bem, voltei a ser o que era antes." Eu falei: "Sim, mas voltar a ser o que era antes, depois que você teve pânico, depois você passou por um estresse pós-traumático, não te prepara para outras adversidades. Você pode, toda vez que tiver uma adversidade novamente adoecer. O que eu tô te propondo, eu te falei, fácil é voltar a ser o que era, difícil e o mais bacana é você se transformar numa pessoa mais forte por autoconhecimento. Entendi. E teve algum que foi mais difícil para você? Algum caso que tipo assim, caramba, nossa,
o trauma da pessoa é muito difícil ou todo trauma é tem o mesmo peso? Porque o trauma não depende da reação da pessoa perante aquilo. O trauma não é, é isso que eu tô falando. O trauma do estresse pós-traumático é um trauma indiscutível. Tive um paciente que ele tava passando na Avenida Janópolis em São Paulo e uma pessoa suicidou. Nossa, suicidou se jogou da janela e a cabeça da pessoa quicou no pé dele. Ele teve que ficar parado mais ou menos umas duas horas até a polícia chegar, porque era, ele não podia tirar o pé
da Lia por causa da perícia. Ele me ligou e ele falou assim: "Bia, você não Vai acreditar". Aí me falou, falei: "Cara, isso é traumático. Ninguém sai de casa. Tipo assim: "Ah, estou passando por aqui". Não, primeiro que se caísse o corpo da pessoa já queou morta. Se caísse o corpo da pessoa já era traumático. Agora imagina o pé. Ainda quebrou o pé dele. Não. Como que você como psiquiatro você agiria? Porque eu acho que isso é um negócio que você de manhã na época eu tr eu estava em São Paulo. O que eu fiz
eu falei: "Aguenta ir pedi minha secretária para levar um calmantezinho porque ele não podia sair. Eu estava atendendo e eu tô vendo aquilo piscar, piscar, piscar. Não era um paciente que ligava à toa. Falei: "Tem alguma coisa errada". Aí eu falei, eu sei que é difícil, aguenta aí. E eu e era na avenida Ganópolis mesmo, meu consultório. Que bom, né? Pelo menos essa sorte ele deu, não deu. E eu também de poder ajudar. Fui lá, fiz, ele esperou, a perícia chegou, mas eu falei: "Olha, a gente vai ter que sentar e conversar, porque aí você
passou uma situação traumática". Ele falou: "Mas se fosse você?" Eu falei: "Eu também seria [risadas] um trauma, porque é um trauma." Você quase falou com ele, Você tá me traumatizando agora. Eu falei, eu falei para ele, eu falei, ele não sei, eu tô bem. Falei, você tá bem porque eu te dei uma anestesiadinha agora. O estado de choque tem a ver com isso também. Também. Caramba. E aí o estado de choque dele, é claro que aí depois nós recebemos, eu expliquei todo esse mecanismo, falei: "É normal que essa cena fique voltando, mas eu não quero
que você saia contando várias vezes, porque o cérebro precisa se refazer, ele precisa se reorganizar". Porque assim, trauma não é que você esquece, mas você consegue se autorregular para não ter um descontrole emocional ali. Entendi. E você não fica pensando naquilo, revivendo aquilo, não. Durante um tempo, no estresse pstramótico, aquilo vem em flashback, que a gente chama assim, né? Mas ainda assim, conhecendo isso tudo, a gente vai criando mecanismo de autorregulagem. Aí teve a terapia, teve os exercícios de autorregulação respiratório, graças a Deus ele saiu. Mas assim, quando ele me ligou, eu tomei um choque.
E eu tive um outro paciente também que teve um estresse pós-traumático, porque ele foi sequestrado e foi posto na mala do carro, Né? Nossa, sensação horrível. que hoje nem mora no Brasil, foi sequestrado na mala, ficou na mala do carro e depois disso ele não tinha como ficar em lugar nenhum que fosse eh que fosse fechado. Aí nós tivemos que fazer todo o exercício. Depois ele pediu para fazer uma dessensibilização dentro da mala do carro. Esse foi corajoso. E a gente preparou ele pr essa dessensibilização. Na época eu falei: "Bote no bolso". o seu o
seu SOS, se tudo der errado, você tem isso que faz efeito. E ele fez, a gente fez, ele viu que tem uma parte da lanterna nos carros atrás que se você der um empurrão sai, que é para sinalizar algum perigo para que alguém na rua veja. Então ele fez isso e ele é um cara que ele fala: "Isso me tranquilizou, saber as opções que eu tenho, apesar dele não morar mais. Ele falou isso para mim, porque ele começou, ele tinha elevador na casa dele. Depois disso ele não entrava nem no elevador da casa dele, até
a gente teve essa recuperação. Foi muito bacana. Mas dois casos que eu que a gente não pensa, tipo assim, ah, um paciente um dia, o paciente um dia vai me ligar que uma pessoa se matou e quebrou o pé dele e o outro que foi Sequestrado e ficou dentro da mala. Então são coisas bem distintas, né? Bem distintas, mas que a vida, olha, a vida sempre é mais surpreendente que a ficção. Geralmente às vezes a ficção tem que se basear na vida, né? Não tem jeito. Eu acho toda ficção se baseia na vida. Eu não
sei ficção científica porque aí eu já acho esquisito. Da onde que venho? Então da quem que pensou naquilo? Porque o próprio ser humano ficção científica é diferente. Olha, olha a ficção científica 13 Atlas aí. Exatamente. Agora vou te falar uma coisa. Eu eu tava assistindo com o meu pai e conversando com o meu pai esses dias sobre Game of Thrones e Game of Thrones teve a pior última temporada de todos os tempos. Pior do que Lost é eleita pelas pessoas e algo foi algo traumático porque é algo de 12 anos aí chega no último 15
minutos e acaba com toda essa dinastia. Eu não vejo série. Se eu gosto de uma série da primeira temporada eu me recuso a ver qualquer outra porque vão estragar ela, né? Porque vão estragar. Eu não sabia disso na época. Eu só vej, tipo assim, única que eu vi um pouco mais foi house, porque por medicina a gente gosta. Então, é bom, ele desistraga se precisa. Não, não É porque o house é bom, tecnicamente bem feito. Eh, e a emergência é sala de emergência, anatomy, eh, qual é aquela? Grazat. Então, assim, porque eu gosto daquele assunto,
mas mesmo assim eu não vejo todas. Entendi. Eu fico com medo de, tipo assim, de estragar, então não me dou esse direito. Eh, Black Mirror. Só vi a primeira. Foi a melhor, né? Não teve. Sempre tem uma melhor, né? Então, voltando aqui. Não, mas só acaba de explicar o negócio aí. Tinha explic falado para ele, falei: "Não, mas você não lembra que era ruim a última temporada?" Não, ele falou: "Então o meu cérebro eh ele ele apagou essa parte traumática". Eu lidei com isso, eu não lembro como é que terminou, então para mim acabou na
quinta e tá ótimo. Eu falei assim: "Ah, entendi." Eu eu eu realmente não, todo mundo quando fala: "Ah, tá esperando se eu gostei da primeira, eu vou ficar com a primeira". Entendi. Mas o nosso cérebro, ele consegue cérebro, né? No caso, ele consegue fazer isso de forma que a gente tenha consciência disso ou não? Por exemplo, igual ele no caso, ah, eu quero apagar da minha memória esse último episódio porque foi ruim. E a gente pode Fazer isso ou é papo, tipo, ah, não, realmente esqueceu porque esqueceu não. Às vezes sim. Às vezes sim. Caramba.
Então, a gente tem realmente poder de o pensamento influencia muito, né? Sim. Porque se você fixar no que foi bom, o cérebro em se plantando tudo dá. Se eu reforço terra Brasílio que você fala, né? Se eu reforço o que foi bom, eu diminuo o efeito do que foi ruim. Por exemplo, se acontecesse isso comigo, certamente eu ia logo depois começar a ver a temporada que foi melhor para ficar aquela ah ativar os circuitos daqueles episódios que foram melhores. Não reforçar o trauma. Não reforçar o ruim. Entendi. Caramba, que legal. Então, a gente vendo aqui,
eh, você tem a resiliência, a antifragilidade, né, que é você se tornar mais forte que antes, e o crescimento, né, que é você usar essa dificuldade para crescer. Qual que é a diferença assim da resiliência para anti fragilidade? Na resiliência você volta ao que era antes. Aquilo que eu te falei, todos os meus pacientes queriam só voltar ao que era antes. Na antifragilidade você e melhora e se fortalece. Você pega aquele aquela dopamina daquela pesquisa do strresse e aproveita para, né, Para evoluir, digamos, cognitivamente, aprender melhor, tá? De um limão, uma limonada. E aqui, eh,
o crescimento póst-traumático é quando você consegue a resiliência anti fragilidade e aí você tem a transformação positiva que vai além do funcionamento pré-trauma. Então, que legal. E essa transformação eh desse crescimento pós-traumático, o que que que ela ajuda assim, né, nas pessoas? Por que que é é interessante a gente ter isso na nossa vida? Porque é a maneira de você superar o trauma, transformar as situações em aprendizado. Esse é o grande crescimento. Ó, as cinco dimensões da transformação. Você transforma aquilo tudo que você passou, você pode transformar eh valorizar mais a vida. Hum. Tá? Relacionamentos,
você aprimora os relacionamentos, você tira aqueles que não tão legais e fixa naqueles que tão melhores, fosse mais raso, assim, não tem tanta profundidade ou não tem tanta reciprocidade. Ah, né? Você tem uma mudança espiritual, tipo assim, por que que aconteceu isso? Porque eu precisei sofrer, isso tem um sentido. Eh, você abre novas possibilidades de coisas mais saudáveis que você não fazia Antes do trauma, né? E você pode aumentar sua capacidade de força pessoal. Então isso tudo é uma transformação pós-traumática. Então, por exemplo, aquelas pessoas que ficam reclamando demais da vida, às vezes não tá
errado reclamar, né? Só que você tá perdendo toda essa parte que vem depois, porque reclamar não resolve. Não resolve. E sabe o que que resolve? ficar na resolução, mandar esse episódio para aquele amigo, amiga, mãe, parente, que às vezes fica reclamando, que às vezes quer dar uma que tudo bem, mas se for reclamar, reclame com quem pode te dar dicas, quem pode te ajudar a fazer esse mecanismo que o organismo tem dentro dele, mas você precisa conduzir, entendi. Não é só, você precisa dirigir esse carro, não é só falar, né? Não, não é só falar.
Entendi. E a gente só aprende com, vamos dizer assim, né? O nosso corpo, o nosso cérebro, ele só aprende com trauma, só com estresse, assim, ou tem alguma outra forma que a gente pode usar isso para nosso benefício? A gente sempre vai ter desafios, né? Eh, isso aqui é uma curva muito interessante porque ela, o efeito ormético, tá? Diz o seguinte, que um pouco que nome bonito. Eu vou chamar meu filho de Hormético. Não, hormédico [risadas] significa um pouco de estresse pode fortalecer nosso sistema. Ah, um pouco o estresse do novo, do desafio, do querer
fazer melhor. Agora, muito estresse. Isso é estresse. Tudo, tudo que é novo, o cérebro lê como estresse e aí descarrega isso tudo. Por quê? Porque ele foi feito para isso, detectar coisas eh que sai da zona de conforto, o cérebro liga um sinalzinho. A gente é que tem que interpretar se é um sinal que pode ser positivo ou um sinal negativo. Aí você vê o seguinte, problemas de saúde mental. Aqui você vê o nível de adversidade. Quando você tem eh o nível de adversidade mais baixo, tá? Ele vem, diminui, aumenta. São níveis de adversidades. Dentro
de um padrão, você cresce, tá? Você, o teu cérebro se desafia. É como jogar um jogo eh novo, é como aprender uma nova língua. Isso tudo pro cérebro é tipo assim, epa, não conheço essa língua, né? Ele sempre vai est alarmado vendo padrões que ele não conhece, porque se deixar ele quer tudo como como tá, mas ele não cresce. E tem como igual, por exemplo, agora, se você sobe demais, tá, o nível de ameaça e se prolonga, aí você tem o adoecimento, Ó, que aí é o estresse intenso e prolongado. Por exemplo, uma pessoa que
não é ela verdadeiramente. Hum. Voltando naquele naquela pauta que você falou das zonas azuis, né? É quando a pessoa pior estresse que tem é a gente fingir uma coisa que a gente não é. É a pior. Por isso que você vê, a gente já fala disso há muito tempo, existe um índice considerável de suicídio entre influencers, que a maioria dos influencers gastam uma energia enorme para apresentar algo que eles querem apresentar, não necessariamente o que eles são. Essa tá uma pauta pra gente fazer depois, né? Por que as pessoas não são elas, né? Por que
que elas se produzem personagem? Por que elas acham que tem que estar num determinado padrão para agradar? E agradar aos outros é muito relativo, porque as pessoas mudam e o que você fazia para agradar pode ser que não agrade, porque as pessoas são muito voláteis. Pessoas que vivem em função de querer saber da vida dos outros trocam. Eu já vi gente, ah, não quero mais esse cantor, agora eu quero esse. Se você vai viver sua vida em função da aprovação do outro, talvez você tenha o maior estresse da sua vida e você vai Adoecer por
isso e vai viver menos, né? Vai ter tudo aquilo que você falou do cortizão em excesso, aquelas coisas todas. Vai mesmo. E e tem isso abrevia mesmo a vida. Entendi. Abrevia mesmo. Você tem lesão ali dos telômeros, né? Agora, Bia, só pra gente já fechando aqui, porque o diretor já tá no pé. Esse diretor [risadas] é difícil. É produtor, diretor. Produtor diretor. Nossa Senhora. É o famoso Severino. Cara crashar. Cara crachar. Olha só, Belgipson. Exatamente. Eh, só pra gente fechar aqui, então, como é que o que que a gente falou de hoje, assim, como é
que foi esse episódio assim para quem tá em casa, tá pegando na metade, tá pegando no finalzinho assim? Eu acho que é a questão do do da frase do Niet, um pouco mais elaborada pelo conhecimento científico que temos hoje e o acesso, o que não nos mata, nos fortalece, né? Então assim, eh, é importante que as adversidades, quanto maiores, mesmo menores, podem provocar alterações epigenéticas na neuroplasticidade e fazer a gente crescer. Então, o que que é a cicatrize epigenética? É a sobrevivência, né? É aquilo que você tem um trauma, ele desencadeia Como se fosse uma
cicatriz. Ele tem processos que vão alterar a manifestação do gen, seja ativando, seja desativando e dificultando a nossa vida em geral. Entendi. Pelo trauma. Mas a gente não pode perder a esperança porque o cérebro dispõe dessa característica que é neuroplasticidade, que é a tentativa que ele faz de se adaptar, de voltar. é meio que a recuperação. Ele ele tenta voltar a sua homeostase. A homeostase é seu estado de de equilíbrio. Entendi. Agora o cérebro não é a gente, então ele tenta voltar ao que era. Isso não te defende do futuro. Entendi. Nós somos a nossa
consciência que tem que saber isso tudo e sabe como o cérebro funciona. E você tem o crescimento antifrágil, que aí é o efeito hormético, né? que é você a partir de uma dificuldade, seja um trauma, seja uma dificuldade cotidiana do dia a dia, você pode usar esse stress que modulado, organizado, porque você sempre vai ter estresse. Então, você ter técnicas que façam com que o estresse fique sobre um patamar. Esse estresse sobre um patamar menor é bom porque te desafia, não é totalmente ruim. Agora pensando assim, eh, a transformação, né, que é o Tem outra
coisa também Que que eu li em algum lugar que faz bem, que é quando a gente faz o bem pro outro, libera algum alguma substância. É o que que libera? Olha, você pode fazer bem para alguém é uma coisa que vai te dar bem-estar sempre. Vai te dar bem-estar. E bem-estar é importante pra gente crescer e recuperar. Com certeza. é uma forma de você eh facilitar a neuroplasticidade e o crescimento antifrágil. Porque tem gente que é assim: "Ah, alguém fez mal a mim, alguém me roubou, não acredito mais em ninguém, isso é uma besteira. Entendi.
Porque você tá fazendo mal a você mesmo, porque se a tua essência é de bondade, a bondade te fortalece." Sim. É, aquela frase, talvez você, você tente ser mais seletivo, mas mesmo assim ou então fazer o bem até de longe. Entendi. Mas o o fazer bem para alguém sempre é uma coisa boa. E no caso assim de quem tá assistindo a gente, isso se aplica a mandar esse vídeo para pessoas que estão em estados de estresse com traumas? Eu acho que todos nós temos cicatrizes, né, por adversidade. A vida humana não é uma vida de
conforto. Não é fácil. Seja como for, a vida material, eh, a gente já tem um trauma para nascer, né? Nascer É traumático, sim. Dá mais um centro cirúrgico, é luz, é barulho, é é horrível, né? Então assim, a nossa vida é uma vida de desafios. A questão é a gente ter esse conhecimento para poder tornar esses desafios eh rota de crescimento, rota de de fazer uma trajetória legal. Entendi. Não é ficar lamentando, é o que eu posso fazer a partir do que a vida fez comigo. O que que eu posso aprender com isso e bola
pra frente. Entendi. E um ponto importante disso é você em casa mandar esse vídeo pro máximo de pessoas que você conhecer, porque mostra que você se importa com elas e essas pessoas também vão parar de reclamar às vezes na sua cabeça, porque você pode não ajudar elas com as ferramentas que elas precisam. Às vezes precisa de um médico, do TDCS, né? Algo mais. um ou então também fazer uma atividade, por exemplo, a música é muito terapêutica, né? Eh, então você canta, Bia? Eu queria cantar, mas não sou boa não. Eu ouço muita música, mas por
exemplo, tem gente que vai para um coral, isso se reorganiza. Então, é buscar aquilo que te autorregula, que tira você daquela sensação de tacardia, de não sei o quê. Se você ainda não tá pronto para procurar um Terapeuta, não tá pronto para fazer uma meditação, procura algo que pelo menos faça você, sei lá, enquanto você tá num coral, você não tá pensando numa besteira. Então, mas o ideal é você entender isso tudo e ter uma ajuda qualificada. Senão você fala, fala, fala e só reforça e não esse trauma parte de você desabafa, você faz o
que a gente diz que é um processamento, não é um engodo, é um alívio emocional na hora que você fala, mas aliviar não resolve a situação. E se você começa a fazer necessidade, alívio, alívio, alívio, chega uma hora que você condicionou o teu cérebro a ter circuitos ativados com aquilo e aí se torna um padrão que ele vai repetir. E isso não pode ficar, como é que fala? Eh, gravado. É um, é uma estrada que ele vai, pode, é uma estrada que ele vai começar a a passar por ali, que é mais fácil. Entendi. Tudo
que você faz mais, o cérebro abre um circuito como se fosse uma estradinha na floresta. Passou mais gente, fica mais claro. Ali o cérebro é a mesma coisa. Então, se você entra nesse patamar de reclamar sem entender, ah, tô desabafando, isso me faz bem. Faz bem naquela hora, mas não tá resolvendo o teu entendimento. O cérebro, se você abriu aquele caminho para ele é mais fácil, ele vai para lá. Entendi. Entendeu? Caramba. que complexo, né? Então é como a gente começa a repensar às vezes o só o clamar, né? O reclamar e começar a ver,
a fazer o que pode ser feito para facilitar as engrenagens, mas não se o ideal, né? Mas fazer algo já um começo, não fazer o que eh o que o cérebro tá tentando melhorar a gente e a gente pode fazer parceria com ele e caminhar junto. Ah, perfeito. Então, então o podcast, o inverso de hoje fica aqui. Não se esqueça de clicar no botão de se inscrever aqui embaixo, clicar no sininho de notificação, porque toda vez que a Bia entrar online, toda vez que ela postar um vídeo novo, você vai ser o primeiro, primeira a
ser notificado, a saber e chegar aqui nos comentários. Querendo ou não, quem chega cedo bebe água limpa, como diria, né? Não se esqueça também de clicar no botãozinho curtir se você curtiu. Se você não curtiu, não clique no botão. Pode clicar no botão não curtiu também que é democracia. ir aprendendo. E os comentários aqui embaixo deixa aqui pra gente para ver o que que a gente Pode melhorar, que que a gente pode fazer e se tiver algum causo, né, legal que você pode contar, que você possa contar sobre trauma e como você lidou com seu
trauma e como você se orgulha disso, pode colocar aqui também os legais, assim, o próximo pauta que a gente tiver sobre trauma, a gente traz o seu depoimento, porque é importante mostrar para outras pessoas que é possível. Mais algum recado? também saber que a vida tem pequenas adversidades e que essas adversidades muitas vezes são oportunidade da gente crescer. Ah, e tem mais uma coisa que é importante, é você que tá em casa ir lá no Spotify e conferir o PD People, porque agora tem vídeo, você pode ver, ver, ouvir e acompanhar a doutora no seu
telefone, pode desligar a tela na academia. Academia academia, na hora de dormir, da academia fica perfeito. Olha, para você ver, dá um tempinho exato lá. O quê? 50 minutos, 60 minutos. Nossa, 50 ficar com 60 minutos naira. Tem gente que fica. Nossa, eu vou começar a fazer academia, [risadas] eu não fico 20. Eu tô tentando levar para nadar. Tá difícil. Ah, tá difícil. Car 28 km, gente, é complicado. Então, não se esqueça, Bebam água e passem filtro solar que a gente tá no verão. E [risadas] até o próximo pod inverso.