e a luta por direitos se requer a democracia né democracias fase que afirma não respeita os direitos mas a ideia de direitos sociais Ela é nova né aquele momento do Brasil São Paulo livro sou a pessoa e seu som de um comício do movimento das Diretas Já exibido em uma reportagem da TV Cultura de 1984 a professora Maria da Graça Gonçalves da PUC de São Paulo explica que nesse período de redemocratização e ao longo da década de 80 na esteira da legitimidade dos movimentos sociais começa a ganhar força também a Luta pelo Direito à saúde
e as políticas públicas na verdade Claro que existe mas elas não tinham essa perspectiva Clara dos direitos sociais Então esse é importante nesse processo a licitação dessa noção de direito que vai aparecer a 38 a constituição são as correções que faremos será aguardo tá conta na atividade 1 Oi vó em 988 Rio a vida aquela vai ter Fender espelhado e eu acho que é importante a gente vê nesse processo um aninho da Luta pelos direitos sociais que vão ser daí reconhecidos pela primeira vez o Brasil na Constituição de 88 isso é um Marco importante enquanto
o resultado dessa luta democrática enquanto possibilidade de luta daí para frente a psicologia estava lá eu sou Tércio saccol e é o são Georgia Santos e esse é o caminho da Psicologia no Brasil 60 anos de profissão um podcast da comissão de história e memória do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo Episódio 3 psicologia movimentos sociais EA luta por direitos e E aí e essa ideia estamos com logia é uma lição indivíduo era mulher muito limitante então longo da formação e da mudança da profissão de paciência você foi introduzindo outras compreensões sobre psicologia garante
a noção de singularidade tem limitá-la a uma noção de individualidade ser tão difícil experiências singulares e importância de conta dessas experiências suprimentos exposição de diversos tipos e você tem também que estão coletivos questões de grupos principais a sociedade como um todo o Professor Luiz Galeão do departamento de psicologia da USP explica que assim como o processo de democratização foi transformador para atuação de psicólogas e psicólogos no Brasil a experiência de luta coletiva também foi revolucionária os movimentos sociais influenciaram a é longe de uma visão individualista especialmente durante e após o período de redemocratização apresentaram problemas
que a psicologia até então também oprimida por uma ditadura militar desconsiderava encontro de saberes entre psicologia social e os movimentos sociais movimentos sociais são coletivos da sociedade civil que se organizam politicamente para o desenvolvimento de ações e reivindicações diversas algumas das expressões mais conhecidas são as passeatas as caminhadas as manifestações que reúnem um grande número de pessoas mas há outras formas de se engajar em um movimento social isso passa por organizações formações estudos reuniões e diálogos e o movimento social se constrói a partir de redes tradições e solidariedade que sustentam Essas atividades em regimes autoritários
os movimentos e são alvos da censura criminalização e forte repressão no Brasil além da Tortura institucionalizada durante a ditadura militar até a livre Associação foi proibida após o ai-5 Mas mesmo nessas condições a oportunidades políticas no nosso caso as eleições para escolher parlamentares no final dos anos 70 foram determinantes porque aí os militares perceberam que já não tinham apoio Popular já que a maioria Eleita foi do MDB partido de oposição aos poucos o regime foi enfraquecendo e os movimentos sociais se fortalecendo e é reunir diante da ditadura E aí vai vir nada ditadura terminando outras
consequências mais cotidianas a ditadura Anistia falta de alimento que a gente tá vivendo hoje a falta de saúde e os movimentos reconhecem então na saúde e na psicologia essa dimensão coletiva e não apenas um problema pessoal individual assim aparece a dimensão social ou seja a situação de saúde física e mental depende diretamente das condições de vida das pessoas e o direito à saúde implica trabalho em condições dignas de alimentação para todas as pessoas moradia com condições básicas de higiene e saneamento impliquem acesso à educação e informação qualidade adequada do meio ambiente e transporte acessível e
seguro descanso lazer e segurança Isso significa que para se ter saúde é essencial a igualdade no acesso ao serviço Oi e para aqui só contexto a segunda professora Ana Bock da PUC de São Paulo é preciso reivindicar nós vamos ver ferver movimentos sociais que crescem desde o movimentos de mulheres por creche na até depois movimento pela Anistia movimento pelas diretas aqui nós vamos assistir um enorme movimentação social no Brasil e isso às drogas não tinham porque não está não há nesse movimento todo e na esteira desse momento aparece a necessidade da reforma sanitária o movimento
da reforma sanitária nasce justamente no contexto da luta contra a ditadura no início da década de 1970 e esse nome foi usado para dar conta do conjunto de ideias a que a gente se referiu a pouco sobre as mudanças e transformações necessárias na sociedade e consequentemente na área da saúde as propostas que resultarão desse movimento foram aglutinados em torno da universalidade do direito à saúde e oficializadas com a constituição federal de 1988 EA criação do Sistema Único de Saúde o SUS apesar das incongruências no texto constitucional o Brasil é o único país da América Latina
que institui naquele momento um sistema de saúde Universal e o SUS está inserido em uma concepção Ampla de Seguridade Social que reúne as áreas de previdência saúde e assistência social os direitos assegurados pela constituição cidadã e todo o processo de construção do SUS propiciam avanços fundamentais nas décadas subsequentes e aí estamos falando de descentralização político-administrativa participação social mudanças no modelo de atenção expansão do acesso a serviços públicos e melhoria de indicadores de saúde mas a gente deu esse salto de 10 anos da abertura política no fim dos anos 70 para a promulgação da Constituição e
88 para mostrar jus a potência dos movimentos sociais dos quais a psicologia faz parte porque isso só aconteceu o SUS só aconteceu porque houve organização e reivindicação de diversas frentes um grupo importante de reivindicação nesse momento constitui os movimentos eclesiais de base como explica o psicólogo Luiz Galeão ação social incluindo a religiosidade como um alicerce demandas sociais também chamava na cidade nessa época de carências sociais ali naquele momento Então você tem esse número e esses grupos tênis o princípio 13 Paulo Freire e vamos chamar assim eles paz mundial algo muito interessante como as coisas social
eu ver porque eles trazem para o logia social uma perspectiva Popular mas fica popular de uma perspectiva Popular inclusive nos a religiosidade no sentido da Solidariedade da convivência em comunidade então é muito interessante psicologia Comunitária na América Latina ela tem essa perspectiva Comunitária muito singular em relação a outras partes do mundo os movimentos eclesiais de base foram fundamentais para ampliar a visão da Psicologia plantaram a semente da organização coletiva para a transformação social nome a essas comunidades eclesiais de base Mas vamos favelas nos vagas né você pode pensar a gente usar brasileiras a gente pode
pensar algumas matrizes evangélicas também estavam próximos da ideia da Teologia da prestação que tinham esse a possibilidade de estatizar solidariedade e essa perspectiva de ter religiosidade ajuda na transformação do mundo material no Social ela não é um paliativo para as 10 antigamente Vista religião e nem é uma perspectiva de pessoal indivíduo consegue resolve Então essas comunidades eclesiais de base assinaram muito que a gente porque ela situação que a gente está perspectiva espiritualidade para transformar o mundo social com generosidade com reconhecimento as comunidades eclesiais de base talvez já não sejam tão fortes assim mas são de
certa forma a raiz de outros movimentos que se tem hoje mais recentemente Francisco a gente tem comum a recuperação dessa perspectiva como movimento institucional escrituralmente mas esses outros eram sementes deram esse cartão várias maneiras Então você tem essa perspectiva em vários locais também parece você tem um espírito esse tipo de reunião tá pra tu tens que a gente do a ser um sociólogo é deixar que ele fala de novos novos atores entram em cena estava descrevendo a situação social dos anos 70 e 80 e ele fala eu não consigo ficar liso e o Primeiro Momento
da Psicologia no Brasil começa com sindicato dos psicólogos de São Paulo e depois da estreando construído outros sindicatos de outros estados Essa é Fernanda magano ela é presidente do sindicato dos psicólogos de São Paulo na data de 1973 Então se a gente for pensar ele nasce historicamente muito próximo Aí então da data da regulamentação da psicologia e segundo a psicóloga Ana Bock é de Sindicatos espalhados pelo Brasil aumentou rapidamente Sindicato de psicólogos vão crescer a vai ser criar foi a primeira presidente da Federação Nacional dos psicólogos articular época ele só falava no masculino dos psicólogos
eu fui presidente do sindicato dos psicólogos no Estado de São Paulo e veja para ter uma federação 77 minutos até pelo menos acho que na época não 57 sindicatos onde começa a criar no Rio Grande do Sul Minas Gerais Pernambuco Rio de Janeiro em 1981 aconteceu o 1º Encontro Nacional das entidades sindicais de psicólogos em São Paulo ali já participaram os sindicatos de São Paulo Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e das associações do Espírito Santo Distrito Federal o segundo encontro no ano seguinte foi realizado em Brasília e já havia entidades novas como
os sindicatos de Minas Gerais Ceará e Pernambuco do mesmo ano houve o terceiro encontro no Rio e outras duas associações participaram pela primeira vez Rio Grande do Norte em Alagoas Até que em 1985 foi fundada a Federação Nacional dos psicólogos estimulando a criação faz uma opaco uma força democrática né Progressista e vamos então trabalhar no novo projeto da Psicologia atualmente existem sindicatos de psicólogas e psicólogos dos Estados de Alagoas Amazonas Bahia Ceará Espírito Santo Goiás Mato Grosso do Sul Minas Gerais pará Paraná Pernambuco Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Santa Catarina São Paulo e
Sergipe para entender a importância desse número e dessa lista a psicóloga Fernanda fala do papel das entidades e da diferença entre os sindicatos e os conselhos a questão da confusão de papéis e das entidades representativas e eu costumo brincar a pensar nas funções precípuas de um conselho profissional na forma como ele foi estabelecida na lei ele tem a função cartorial né de fiscalização do exercício profissional a obrigatoriedade do registro e toda a sua atuação voltada no sentido fiscalizadores do exercício profissional da psicologia do psicólogo para a proteção da sociedade então se a gente talvez fizeram
gancho aí porque esse papel do sistema conselho sempre ou E hoje é muito melhor do que isso né do que essa função basicamente catorial mas a diferença para um sindicato psicólogos na Federação de psicólogo é que a ação EA sua função precípua tá nas negociações coletivas na proteção das condições de trabalho na busca de o princípio do trabalho decente da oit da organização internacional bom e todo uma ação de buscar as lutas históricas né então uma entidade faz a relação da Psicologia com a sociedade outra entidade faz a relação do psicólogo Nas condições de trabalho
para o seu bom exercício na sociedade né os papéis dos sindicatos e dos conselhos são então complementares e tem pontos de convergência em relação Sagrada com a participação do movimento social e aí vem a relação estabelece por exemplo que é um tema que a gente vai tratar aqui na lógica da construção da luta antimanicomial se as organizações eclesiais são consideradas a raiz de muitos movimentos Quando pensamos em psicologia no Brasil a luta antimanicomial é o que podemos chamar de movimento base e a história é longa e é uma maneira mais a jogar como se fosse
uma prisão Associação condenadas pelo A Diagnóstico isso aqui psicólogo Rogério Giannini se refere é o que chamamos de lógica manicomial que que ou o tratamento de pacientes correta ou incorretamente diagnosticados com transtornos mentais ao longo de décadas no Brasil Isso significa que nesse período de que a gente tá falando final da década de 70 a início de 80 as pessoas eram comumente internadas em hospitais psiquiátricos o chamados manicômios e essa internação ocorria de forma desumana não eram raros Os relatos de tortura e morte quem nunca ouviu falar por exemplo do que ocorreu em Barbacena em
Minas Gerais o caso é tão assombroso que a imprensa chegou a chamada de holocausto brasileiro isso porque morreram mais de 60 mil pessoas internadas no hospital colônia Pois é contra isso a que se dedica à luta antimanicomial contra a internação especialmente forçada o psiquiátrico contra o tratamento desumano e a estereotipificação de pessoas em sofrimento e esse movimento não se chama luta por acaso porque expressa justamente conflitos em torno da política de saúde mental a luta antimanicomial é uma busca por reconhecimento de direitos e está inserida na lógica da reforma sanitária de que falamos há pouco
ou seja a saúde não está desconectada da realidade social a Essa é a carta de bar já comemorou em 2017 30 anos então hoje a gente estarei aí nos 35 anos dessa referência da luta antimanicomial estabelecida com este nome né A Carta de Bauru redigida durante o 2º Congresso Nacional dos Trabalhadores de saúde mental em dezembro de 1987 Marca uma ruptura no texto do Manifesto inaugura-se um novo compromisso entre outras coisas contra a mercantilização da doença contra uma reforma sanitária privatizante e autoritária e por uma reforma sanitária democrática e popular e por isso dessa luta
nasce o movimento pela reforma psiquiátrica como objetivo de modificar o sistema de tratamento eliminando gradualmente a internação que opera de maneira a excluir isolar o paciente instituindo uma rede de atenção psicossocial mas isso não se faz da noite para o dia e ao longo dos anos o maior empecilho foram a em comunidades terapêuticas como explica a Janine E aí quando você toca nas comunidades terapêuticas que disseres uma grande o outro que você me afastar de alguma forma deixou de ser louco classe ou para ser a pessoa carimbada como um pessoa com uso abusivo de álcool
e Outras Drogas se o seu olhar as comunidades não são para atender os loucos clássicos lá na frente nos diagnósticos que você me isso por exemplo transtorno bipolar não é não é isso esse nome pega lá o nome que vem de uma lógica inglesa que era uma outra questão de modelo estabelecido e faz aqui o que a gente chama de trabalho forçado de situação que é asilar manicomial então eu não uso como o renascido com o nome que parece bonitinho e para os incautos que não conhecem a loja para reforma psiquiátrica até acham força uma
comunidade terapêutica vai ter um cuidado terapêutico não é o caixão né trabalho forçado e caixão porque a gente tem o caso do Daniel Ximenes que foi o plástico da denúncia Internacional na organização dos Estados americanos de que sim a morte foi por violação de direitos humanos e foi Sobre tortura Tão todo uma relação que se estabelece entre o tempo todo fica lindo em conflito com o movimento da Luta antimanicomial [Música] o caso aqui a psicóloga Fernanda magano se refere aconteceu em Quatro de Outubro de1999 Damião Ximenes Lopes foi morto em decorrência de maus tratos sofridos
na casa de repouso Guararapes em Sobral no Ceará apesar dos sinais de violência no corpo de Damião o motivo do óbito foi o primeiro registrado como morte natural e depois como causa indeterminada foi o o caso do Brasil analisado pela corte interamericana de direitos humanos e é uma série de problemas em torno das Comunidades terapêuticas a começar pelo método de acordo com Janine qualquer você isola Veja ao arrepio da lei né porque que uma convidada era pra gente pode ir lá sequestrar uma pessoa e prendê-la e ficará nove vezes mais a família disse que pode
usar família já tinha uma tutela e a curatela também na verdade ter legal Incondicional né É verdade mesmo que você tivesse uma dificuldade muito grande você teria no máximo uma pessoa para te ajudar na decisão a decisão apoiada e não e não a tutela no sentido de interditar a pessoa pela família interna com 9 meses e essa ideia de que essas drogas e elas têm uma falha moral e quando você olha nos textos das próprias comunidades terapêuticas e eles afirmam com todas as letras é uma doença então isso justifica pela internação no sítio do clássico
da internação destinencia o César e essas pessoas têm uma falha moral ele fala nessa questão porque as pessoas em uso de drogas hoje são o principal alvo das Comunidades terapêuticas por isso que a religiosidade entre porque ela ela entra com um suporte digamos assim vai vendo como como se fosse uma escola vindo de fora para dentro ele diz assim não é que a gente não briga as suas orar rezar aceita Jesus é que esta situação elas precisam disso porque os seus funcionar de ciência moral ou seja o tratamento oferecido nessas instituições não tem base científica
e nem é conduzido por profissionais elas vários os relatórios que essa é a quinta vez que eu faço o terceiro e Tava sim há dez anos que eu assim é uma cronificação dessa coisa assim sem volta Sai e volta Sai e volta e alguns não sai mais porque porque viram monitores as unidades grande parte dessa vez não tem uma equipe profissional tem ex a fazer isso ele se autodenomina ex-drogados que passam a troco de alojamento e alimentação e os troncos a serem os monitores da cima da ser ético e são um problema gravíssimo inclusive porque
algum exploração circunstancial de trabalho em condições análogas à escravidão desde os próprios usuários é que são obrigados a fazer a limpeza almoço então precisa de qualquer um dos esquemas de tratamento não têm redução de danos é esse nesse ponto 12 em isolamento três o apoio religioso eo e a outra questão é o trabalho e assim Voltamos para a lógica da cadeia e caixão que a psicóloga Fernanda Magno falou anteriormente isso fez com que caso ficou mude Damião Ximenes tô sem mais recorrentes o que acabou sendo determinante para que a reforma psiquiátrica saísse do papel no
Brasil uma criação da Lei 10.216 em 2001 que dispõe sobre os direitos EA proteção de pessoas com transtornos mentais além de redirecionar o modelo assistencial à saúde mental além da indenização o estado brasileiro ficou obrigado a implementar um programa de formação e capacitação para Profissionais de Saúde Mental mas a luta pelo fim dessas instituições foi longa segundo Janile perceber os usa de 90 e a lei da reforma de 2001 11 anos espaço aí né e foi um período de intensa discussão né de uma série de adaptar uma legislação são de mensal prefeito do Sul usa
o contexto do SUS ao a concepção de saúde que tá metida no SUS e e quando sai a lei ela não sai é feito digamos assim mas ela sair fruto de um acúmulo de forças e de alguma forma ficando mais possível tanto que ela pensa numa rede substitutiva ao Manicômio mas que não tem mais unicórnio Né simples é mas vai criando digamos assim às condições para fazê-lo né Com qual criação de uma rede substitutiva cujo 800 digamos assim é o caps é um serviço de porta aberta no laboratório especializado no exame serviço digamos assim que
faz essa esse meio-campo entre a população usuária de serviço EA própria sociedade para comunidade então a rede referenciada agente comunitária e uma rede que se pretende mudar a mudar as relações com a sociedade a dificuldade passa é claro por questões políticas Afinal muitas dessas instituições eram particulares mas tinham contratos com o governo ou seja receberam dinheiro público aliás recebem e assim Voltamos ao problema das Comunidades terapêuticas porque e o Brasil instável do ponto de vista social e político a criação da Lei não resolveu todos os problemas ou seja a luta dos movimentos que vem desde
a década de 80 segue viva e há décadas atrás aglutinina outros movimentos como está no texto do Manifesto de Bauru o Manicômio é expressão de uma estrutura que engloba diversos mecanismos de opressão afinal de contas quem vai para o Manicômio outra mulher são a ideia de exclusão de preconceito organiza e a ideia do estigma de organizar a vida social gente vivendo isso nos últimos anos curso de óleo certo então são dirigidos a qualquer um mas também a populações específicas LGBT esses então toda essa dinâmica Não Foi extinta o movimento da luta antimanicomial portanto aglutina outros
movimentos dentro da Psicologia como é o caso de movimentos negros LGBT que ia Mais especificamente nos anos 80 os movimentos Associados à luta em favor dos pacientes com HIV e também movimentos de mulheres durante não está em um Hospital Psiquiátrico eu tinha ela é do Choque onde as pessoas ficavam dopados de medicação muitas né eram internadas lá por n razões e aí durante muito tempo em hospitais psiquiátricos como Juquehy como Barbacena né que são hospitais conhecidos as mulheres eram colocadas lá a psicóloga e pesquisadora Emanuela Toledo conta que as mulheres constituíram e ainda constituem uma
população especialmente vulnerável quando se pensa em internação psiquiátrica muito por exemplo como eu não sabia lidar com a menstruação de mulheres que eram colocadas pelos maridos ou amantes eram é o porquê fumou maconha enfim por n razões as mulheres eram colocadas em hospitais psiquiátricos eram esquecidas lá né esquecidas o psicólogo Rogério Giannini explica que nesse caso específico das mulheres a 1 a moral importante você tem um manejo diferente entre o louco homem e mulher né assim para motivo internação homem muito mais ligado a ideia da violência à mulher muito mais ligada a ideia da moralidade
e tira a roupa por exemplo na rua ou relação com sexo né tem muitos parceiros deve ter muito parceiro era o manual de diagnóstico de sanidade mental o dia insanidade mental ou seja essa vulnerabilidade está vinculada a um sistema aqui antes de ser manicomial é machista e patriarcal daí a importância de se conectar tudo porque mesmo quando não estamos falando de manicômios a lógica de opressão é a mesma luta antimanicomial ela também E aí o negro pensa em todas essas intersecções a população LGBT i.a. Mais também aparecem como alvo tanto do sistema manicomial como de
outros mecanismos nasociedade mas se engana quem pensa que se trata de uma luta recente a psicologia está na Vanguarda agora mas essa relação começou a ser construída no Brasil ainda na década de oitenta e um momento muito delicado eu comecei a entender um monte primeiros casos de artes na cidade de São Paulo dos primeiros casos quase cem porcento eram militantes de classe média né Universitária formada circularam pelo mundo e no ido para a parisi destino e esse percebiam profundo risco porque o amigo parceiro amante de HIV Ou eles mesmo o chão batido 200 mil consultório
Tá certo buscado ajuda e apoio para alisar né com muita completamente abandonados e largados pelas famílias do lado dos amigos comida sistematização e serão de ti procurava por quinto I eu tive uma Escuta mais interessantes mas acolhedora né e eu o dia deles várias vezes quando eles alguém conseguia escutá-los tavam só interessados na sexualidade tá certo é como se a marca da sensualidade para escuta real que estava precisando na só para sintetizar a minha primeira experiência uma falta de instrumento teórico-metodológico e deve vacilar prática de fato conseguisse da conta a identidade do experiências o desejos
de sessões de homem com modo de ser homem ou mulher né não binário e pudesse me adotaram uma prática de tinta e que respeitar seu direito das pessoas em nós batizá-la sem incluída numa categoria de anormalidade ou de transe Essa é a psicóloga Vera Paiva professora de psicologia social do Instituto de psicologia da USP ela conta aqui naquele momento as psicólogas e psicólogos tiveram que pensar em teorias da psicologia e desta em conta de questões de gênero e sexualidade e oferecessem o acolhimento adequado e os movimentos sociais foram importantes para essa construção de AIDS de
usuários de drogas injetáveis não aguento mais poderosos e esses movimentos que eu citei por um super relevantes e esses trabalhava junto a resposta Comunitária desses movimentos Vera Paiva explica que a AIDS não é apenas um evento viral é construída socialmente e contribui para a formação de estereótipos de gênero e sexualidade ela conta da própria experiência à frente desse enfrentamento e eu fui a pessoa que grávida com barrigão do meu primeiro filho tá eu indo na frente do debate público na verdade eu estou grávida e atendo pessoas vivendo com AIDS no meu consultório no cadeado do
Brasil de 9279 crônica patologização da sexualidade a normatização do desenvolvimento da masculinidade da feminilidade numa certa direção normativa Na minha opinião até o final dos anos 90 mas corpo começa a mudar radicalmente no final dos anos 90 e início dos do ah e hoje segundo Rogério Giannini No que diz respeito às questões LGBT que ia mais embora não seja uma posição hegemônica a psicologia está na Vanguarda da Psicologia tem se negado por exemplo dizer que que a Sexualidade são de são divergentes são são doença inclusive antecipando que o ensino de estudante para a Cíntia Mas
ou homossexualidade não é mais doença a própria medicina já não consideram mais doença Organização Mundial da Saúde mas a Sexualidade travestilidade é ainda é uma não Ecologia não retira a gente não conseguiu manualmente e os ide e assim segundo a psicóloga Vera Paiva a psicologia se abre para outras dimensões o comportamento a experiência sofrimento é psicossocial tem cor e cor da pele sexo categorias e a velha a psicologia não incluia não nada tava e não teorizava ponto de fazer derivar formação prático funcionar adicionar porque até hoje nós temos questões muito graves e sérias em relação
à sismo nós estamos num país que não reconhece não que não reconheça que é uma recusa em poder é reconhecer os efeitos efetivos e não só o processo de escravização produziu mas como ocorre escravisa são produziu portanto dizer que a psicologia aceitou é muito amplo porque ela feita de diferente pessoas ser um segmento diferente de ações e diferentes interesses envolvidos Essa é Maria Lúcia da Silva coordenadora da articulação Nacional de psicólogos negros e pesquisadora integrante do Instituto amma psique a Negritude ela explica que a movimentação Parapsicologia se abrir para a dimensão racial e na direção
das demandas dos movimentos negros começa nos anos 50 tinha naquele momento o remédio dentro Neste período né 60 mais um pouco antes década de 50 ele era um movimento de luta mas agora mais de Integração Social não de confrontação com o sistema embora isso também confrontar eu acho que cerca de 60 movimentos faz uma mudança no seu perfil de atuação política possa ser um movimento reivindicatório para responsabilizar a sociedade brasileira pelas condições materiais de existência da população negra Isso muda as características inclusive Então você olhasse instituições e um outro momento é quando começa as discussões
sobre o racismo institucional que aí que você vai compreender que a instituição é responsável pelo não acesso ou quando você acessa pela não mobilidade para não permanência então a uma configuração a gente conquista É racismo é crime na Constituição de 88 mas só em 2000 e a gente vai começar a trabalhar com conceito de racismo institucional porque antes todo tipo de racismo sendo em qualquer lugar ele era individual Era Eu com você e você comigo hoje não hoje as instituições são responsáveis por prover condições para casa opção não reproduziu racismo então o são conjunções e
crescimentos né é segundo Maria Lúcia diante dessa conjuntura há uma luta constante na psicologia entre os movimentos sociais e o ensino entre os movimentos sociais ea a academia inclusive ela é uma das mais tradicionais espaço para a construção do conhecimento e academia ela está baseada ideologicamente não conhecimento o teu portanto academia pensam Brasil não posso falar da academia posso falar de algumas pessoas que estão na academia você tem um conjunto de pessoas que compreendendo um pacto da colonialidade impacto da escravização começa ter um olhar mais crítico para ciência de uma maneira geral e especificamente para
psicologia o psicólogo Emiliano de Camargo Davi também do Instituto amma psique e Negritude lembra que a psicanálise embora não o único é um dos Campos que se abriu para essa crítica dos movimentos sociais Parapsicologia e se dispôs a discutir a questão racial o trabalho foi um dos Contos poesias e muita discutiu a questão embora muita gente vai encontrar mas uma série de estudo especial quando comparados a outras abordagens seria o nosso canal não mas não dá para responder usar melhor [Música] mas atualmente a a solução dentro do próprio Campo No que diz respeito à dimensão
racial inclusive o psicólogo Emiliano ressalta que a psicanálise e também a psicologia ainda precisam ser de colonizados para ser anti-racistas agora o que as relações O que é o representante máximo da Psicologia incorporar as pautas do adjetivo então Digamos que o Brasil caminha mas ele não chegou ainda no lugar que deveria ter chegado né Por um lado e pro lado é importante a gente pensar que de 10 anos vividos sete anos são descobe e portanto ideologicamente a gente ainda tem uma aura que emana do colonialismo da colonização e da exploração tanto é assim que o
psicólogo Emiliano entende que a reforma psiquiátrica é branca muito de reformas psiquiátricas por exemplo a reforma psiquiátrica italiana francesa Nossa forma olha muito para esses modelos mas eles não podem por isso ele sugere o aquilombamento como alternativa a lógica manicomial ele entende que os quilombos são uma experiência radicalmente brasileira que podem oferecer respostas as redes de atendimento psicossocial que no papel na legislação foram pensadas a partir de realidades distintas da do Brasil SA [Música] a princípio que o que logo ganharam espaço já que o dia de ti anormais de estudos os loucos por grupos terroristas
contra os negros mente brancos contra o Vasco já finalmente oferece a gente convida a gente vai tentar olhar para si uma conversa de uma posição da economia também não conversar no Zap indígenas território pobre e numa posição Colonial uma pessoa por isso que ele tava toda a e os brasileiros em todas as grupos étnico-raciais podem ser que roubar no atendimento para a psicóloga Maria Lúcia é preciso chegar a uma confluência de movimentos de qualidade eu penso que poderá ocorrer quando de fato houver mas momento e uma incorporação do anti-racismo por parte da população Branca O
que é isso é que vai fazer mudar estrutura do país então não tem saída não tem saída se não houver de fato uma engajamento que seja responsável e que se pudesse Qual é a transformação possível que eu posso meu Mattel transformação efetiva da sociedade brasileira qual é o papel de cada um de nós na construção de uma sociedade em que toda existência seja digna qual é o papel da Psicologia por quê e ao cabo quando falamos de movimentos sociais e direitos falamos de dignidade uma sociedade em que todos tenham direito de existir e viver com
dignidade e não é o que acontece quando impera a lógica manicomial de opressão não me come o ele se transforma mais e a instituição asilar sutiã então a gente fez de massa é não recomendo que a gente entende que a falta de valores do jeito potência discutido é o único mesmo em todas possuem exatamente como é que a gente entende que a privatização do SUS currículo os indesejáveis os indesejáveis a sociedade precisam ser você tem mecanismos de manejo dele de controle de tem um elo com o que é a ideia de que você discrimina a
população e pelo que elas são essa condição é mais do que antes para discutir a luta antimanicomial a gente vai conversar com ele GVT pescoço Titãs pessoas com deficiência acho que é um quadro fundamento da pessoa com deficiência aliança dessas lutas todas Luciana Estopa psicóloga e pesquisadora em educação inclusiva conta aqui no caso das pessoas com deficiência houve avanços a partir do momento em que um grupo de pessoas começou a reivindicar a percepção de que deficiência É uma opção Então quando você fala em compreender a ciência uma perspectiva social a gente tem que entender o
papel do movimento internacional das pessoas com deficiência nesse sentido que começa lá na década acima da década de 50 começa a década de 60 começa então a produzir reflexões EA difundir essa avaliação essa reflexão reivindicando direitos que estavam para além de assistência no campo da Saúde Mas que abrangiam matéria de direitos E aí Zé direito do trabalho Direito para ver independente direito à cultura lazer enfim Então essas pessoas começam a dizer Parem de olhar para de ciência como um atributo biológico e físico e vamos olhar para decência no bojo das contradições sociais e das desigualdades
assim o movimento de pessoas com deficiência foi crescendo e se complexificando inclusive com a contribuição do movimento feminista universo EA discussão da Inter e é Preciso olhar de assistência na perspectiva de classe de questões de desigualdade social de gênero inclusive de raça tão movimento social de pessoas com deficiência vai se tornando mais complexo mais robusto o desafio do movimento está portanto na psicologia entender a deficiência como uma categoria social e não como uma categoria puramente biológica e segundo Luciana houve avanços importantes nesse sentido olhar e pensar a estamos atrasados eu acho que seria uma injustiça
com o movimento social das pessoas com deficiência no Brasil então aí o matéria de legislações a brasileira de inclusão a conquista da convenção com o status constitucional então é fruto da atuação do movimento social de pessoas com deficiência EA professora Vera Paiva acredita que mesmo com eventuais retrocessos não tem volta os avanços da Psicologia junto aos movimentos sociais das pessoas a ciência dos movimentos negros de mulheres e da população LGBT que ia mais vieram para ficar assim como as conquistas da luta antimanicomial não tem volta não vai se trancar sem dispositivo de sexualidade gênero mais
não vai me trancar os usuários de drogas como você tá acabando eu acho que é importante tem uma ciência em uma profissão e se coloque francamente lado dos excluídos os desses indesejáveis todos e articulação de movimentos sociais como vimos ao longo do episódio é importante para fortalecer a ideia de que a psicologia é mais que uma visão de indivíduos como diz o Professor Luiz Gabriel e nós quando os longos os movimentos sociais nos transformamos os movimentos sociais são parte de uma transformação social no Brasil e essa transformação social influenciou a psicologia para também se afastar
daquela visão elitista e ind e para uma visão mais Ampla dos fenômenos psicossociais E isso tem um impacto especialmente profundo nas práticas profissionais as condições de vida são fundamentais para produção da Saúde Mental por isso é cinismo quando a psicologia não se envolve nessas lutas e [Música] os caminhos da Psicologia no Brasil 60 anos de profissão é um podcast da comissão de história e memória do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo este Episódio usa áudios do Acervo sonoro da câmara dos deputados e de reportagem da TV Cultura sobre as diretas já Em 1984 o
crp São Paulo agradece As instituições do Fórum de entidades nacionais da Psicologia brasileira por suas contribuições com este podcast um agradecimento especial as entrevistadas entrevistados que participaram deste episódio em ordem alfabética Ana Bock Emanuela Toledo Emiliano de Camargo Davi Fernanda magano Luciana Estopa Luiz Galeão Maria da Graça Gonçalves Maria Lúcia da Silva Rogério Giannini e Vera Paiva em E aí