Bom, o Brasil é o principal, tirando Estados Unidos, nas Américas, o Brasil é o segundo maior, né? É, é economicamente, de todos os pontos de vista, né? Eh, me parece que é estratégico influenciar o Brasil também, né?
Como eles têm feito historicamente. Todo mundo sabe, né? Eh, esse é um ano de eleições.
Cobori, você acha que ah, o Donald Trump, ele me parece mais pragmático, eh, mais um cara mais de negócios do que um cara que faz as coisas por ideologia. Aí eu não sei se tu concorda, mas eu me parece eh por e esse é um ano de eleições no principal país do continente americano, tirando os Estados Unidos. E a gente a gente é mais importante que o Canadá, inclusive, não é?
Então, eh, pode se esperar pelo menos algum tipo de cartadinha aqui nas nossas eleições, não é? >> Sim. É, é o a primeira, digamos assim, o primeiro passo é tentar mudar o regime através das eleições, influenciar as eleições e mudar.
ele, sendo ele pragmático e transacional, eh, com essa, com essas conversas que ele tem tido com o Lula, eh, sendo ele, do meu ponto de vista, menos ideológico, eh, será que era tão interessante para ele botar, por exemplo, a oposição, que não vai ser o Jair Bolsonaro, mas alguém, a oposição no lugar do Lula, com quem ele já tá conversando, já que ele é pragmático, já que o negócio dele é fazer negócios e tal, será que vem alguma coisa aí mais assustadora? O que que tu pensa? >> É, na realidade é o seguinte, o o essas características narcisistas do Donald Trump de ego, elas são muito bem exploradas pelo Lula.
O Lula é um cara esperto, >> ele ele soube explorar isso muito bem, né? Tanto que ele passou a tem uma química, passou a gostar do Lula e a desprezar o Bolsonaro, né? Porque o narcisista tem aquele que ele não gosta de perdedor, né?
Então ele ele identificou que o Bolsonaro perdedor tá preso, não vou defender, vou me aliar esse cara aqui. Gostou? rolou uma química e >> e a diplomacia do Brasil soube negociar bem isso aí, né?
Você sabe que a diploma, o o grande passo dessa guerra tarifária foi a diplomacia deixar claro pros Estados Unidos que os Estados Unidos atacar o Brasil é bom pra China. Como o inimigo final dele não é o Brasil, é a China, ele sentou na mesa e voltou atrás e um monte de coisa. >> Foi esse o o ponto para trazê-los pra discussão?
>> Que interessante, cara. Não sabia disso. >> Exatamente isso que a diplomacia brasileira utilizou.
Então assim, o Brasil é a maior potência no continente, tirando Estados Unidos. Até falei no meu no meu canal assim, o o Valentão covarde, ele ataca sempre os mais fracos. Por isso que ele depois que invadiu a Venezuela, ele ameaçou a Colômbia, Cube e o México.
>> Colômbia. Uhum. >> Então se ele realmente atacar com força e e ele não precisa disso agora porque tem as eleições, ele pode influenciar e mudar, ele o Brasil vai ser o último a ser atacado, né?
Mas será? A gente não pode ter essa essa ilusão que a gente não será. Então o Brasil precisa navegar nesse cenário, tá?
Qual que é o grande problema? Vou chegar no ego de novo. Qual que é o nosso grande problema?
Nós temos vários, várias Marias Corinas aqui no Brasil, né? >> Várias. >> Você não sabe, a Maria Corina, ela deu uma entrevista, acho que pro filho do Donald Trump num podcast, >> falou a mesma coisa para esse negócio e para um fórum American Business, não sei o que ela deu.
E ela literalmente ofereceu a Venezuela paraos Estados Unidos. falou: "Vocês vão ter acesso, o petróleo vai ser todos seus, as empresas americanas podem dominar a Venezuela. " Ela falou tudo isso, né?
Eh, >> mas ela não abriu mão do Nobel da Paz pro Trump. >> Exatamente. Aí entra o ego.
Porque que logo que ele entrou, os caras falou da Maria Corina e falou: "Não, ela não tá preparada". >> Eu vi isso. >> Ego.
Ego porque ela ganhou e não ele. Ele queria ter ganho o Nobel da Paz. Sabe que a Maria Corina até entrou em contato com o comitê do Nobel na Noruega, eh, dizendo se era possível dividir o prêmio, né?
>> Ah, é? >> É. E o comitê falou que não é possível, >> ele é intransferível, né?
Que ela queria dividir com o Trump como forma de tentar negociar isso de novo. Entendi. >> Então a gente tem no Brasil várias Maria Corinas, né?
Inclusive um >> tem várias, >> uma delas é governo do nosso estado aqui. >> Sentido. Entendi.
Tá bom. >> Que ele se aliou e ainda falou que se ele for eleito, ele vai privatizar Petrobras. É tudo que os Estados Unidos quer, cara.
Que que foi a Lava-Jato, uma tentativa de tomar Petrobras do Brasil? Se a nossa Maria Corina aqui for eleita, ela já falou que vai privatizar Petrobras. Quando ele privatizar Petrobras, quem você acha que vai entrar aqui e comprar Petrobras?
>> Se privatizar vai ser se não for Chevron se não diretamente via fundos, via estruturas. >> China petróleo também poderia pôr um dinheiro aí levar, né? Tu acha que os Estados Unidos deixaria?
>> É. Você acha que a nossa Maria Corina ia querer vender pra China? >> Não ia.
É verdade. >> Então, o que a gente o o o que eu falo assim, a gente analisando essas correlações de força, como tá tudo caminhando, acho que o Brasil precisa manter a sua soberania, né? Saber navegar nesse ambiente e se fortalecer, né, cara, que a gente não pode ser um alvo fácil como a gente é, né?
[ __ ] vamos fazer aqui um, vamos fazer uma brincadeira aqui, um exercício que é o seguinte. Eh, esse cenário que você, vamos dizer que a nossa Maria Corina seja eleita e a gente esteja numa posição de vamos privatizar Petrobras, a China tá lá olhando essa [ __ ] ela não se mete, ela ela não ela não vai, ela não vai estourar uma bomba aqui, né? A CH não vai mandar um, sei lá, o grupo um um grupo Wagner chinês.
Eu não sei se é o melhor com relação, mas uns uns não vai mandar ninguém aqui, né, para desestabilizar [ __ ] nenhuma tecnicamente. É o que a gente tá conversando aqui, que eles não fazem isso, né, historicamente não costumam fazer essa [ __ ] >> Eh, mas será que eles iam ficar quietinho deixar, porque o Brasil é eles já, eles já entenderam que, [ __ ] não dá para ser brother dos Estados Unidos, mas dá para ser brother do Brasil, que é os o segundo maior lá da parada, não sei quê. [ __ ] o E eu tô vendo que os caras dos Estados Unidos lá, que são o meu arco inimigo, eles estão me estirpando dali.
Será que isso também não não? Você acha que teria então algum motivo pra China levantar a voz? Num num caso como esse aqui a gente tá futurologia maluca, tá bom?
Você acha que a eh num movimento desse de uma de um da China, do Brasil se entregar cada vez mais pros Estados Unidos, a China ainda ficaria quieta? >> Eu acho assim, >> é perigoso para eles também deixar. >> É perigoso.
É, é perigoso pelo seguinte, numa escalada do que tá acontecendo, eh, o objetivo é minar economicamente a China e a América Sul é importante pra China, o Brasil é importante pra China. Você diria que a China tem como objetivo minar economicamente Estados Unidos ou eles só tão ligando para eles mesmos? Cara, tem tem umas coisas geopolit pode ser parecer contraditória, né?
>> Então assim, >> como eu disse lá com com Deng Chalpin, eles já tinham estabelecido que eles primeiro precisariam ser uma potência econômica para depois ser uma potência militar. Esse momento já chegou. O desfile na China provou que eles são uma potência militar, >> só que eles não querem ser uma potência hegemônica.
Uma coisa é ser a potência militar que eles são, outra coisa é ser o que os Estados Unidos é. >> Os Estados Unidos é uma potência militar hegemônica, porque eles eles estão espalhados no mundo inteiro, eles tem base no mundo inteiro. A China não tem.
Então a China não tem interesse primeiro porque esse é o caminho de qualquer império que cai. Se você pegar os últimos 500 anos, todos os impérios caíram pela sua sanha de expansão militar. Você você ter expansão militar, você precisa financiar isso.
Os Estados Unidos conseguiu chegar até onde chegou pela hegemonia do dólar. A hegemonia do ele quer proteger também o ataque Venezuela tem esse componente também porque quando eles eles fizeram as o bloqueio econômico, as sanções econômicas contra a Venezuela e tiraram a Venezuela do sistema Swift, o que que a Venezuela teve que fazer? >> Fazer negócio com a China.
>> Fazer negócio com a China. E aí a Venezuela vende petróleo pra China em Yan e faz negócio com a Rússia e não usa o dólar. Então sobre o ponto de vista da hegemonia do dólar, isso foi um tiro no pé.
Porque para você eh eh defender geomia de dólar, você tem que fazer as pessoas usarem dólar, não deixar de usar. Então, um dos objetivos também é defender a geremonia do dólar. Ó, você pode, a gente vai, mesmo que ele não mude o regime, vai fazer algum tipo de acordo, faló, você pode até continuar vendendo petróleo, mas você vai ter que vender em dólar.
É isso que os Estados Unidos vai fazer com a Venezuela, tá? Então tem esse componente no Brasil tem o você falou, se tomar a China assim, se as coisas escalarem muito no limite, por mais que o planejamento da China seja esse, ela vai ter que começar a ser mais contundente, >> vai, >> porque é uma guerra econômica >> e eles têm interesse econômicos. Então quando isso começar a prejudicar realmente a China economicamente, ela vai ter que tomar algumas ações, pelo menos para conter esse avanço dos Estados Unidos, tá?
Mas tudo que os Estados Unidos tá fazendo é para tentar defender a hegemonia dele, né? Ele quer evitar o declínio. Só que eh os Estados Unidos já está em declínio pela expansão militar.
Ele não tem mais como financiar o poder militar dele. Então isso ficou provado na Ucrânia. Eles não têm como financiar um esforço de guerra na Ucrânia.
>> O povo americano não quer mais os Estados Unidos por aí. que é inclusive tem uma briga interna, né, do tal do America first, inclusive brigando com Israel.