Eh então inicialmente Boa tarde a todas e todos meu nome é Fabrício Bianchini eu sou na lista da Embrapa alimentos e territórios com ced de maç aó Alagoas junto comigo aqui na sala está o pesquisador em agroecologia Fernando curado E o colega César técnico de ti que vai nos apoiar nesse evento né intitulado seminário aberto agroecologia em perspectiva pesquisa inovação na Embrapa este evento tem a coordenação do Grupo de trabalho em agroecologia que foi constituído pela Diretoria de pesquisa da Embrapa através do seu diretor executivo clenio pilon o grupo de trabalho tem como objetivo principal
planejar as bases para a construção de uma agenda de pesquisa desenvolvimento e inovação em agroecologia e temas afins com ênfase no alinhamento estratégico do plano diretor da imbraca 2024 2030 identificar lacunas de Ciência Tecnologia e inovação relacionadas à Nossa agenda de pesquisa desenvolvimento e inovação para os próximos 10 anos eu gostaria então inicialmente de agradecer os palestrantes convidados a pesquisadora e professora Helene Cardoso o pesquisador e professor naciso bassols e a moderadora do seminário pesquisadora em agroecologia da Embrapa alimentos territórios Paola Cortez gostaria de agradecer também a participação do pesquisador em agroecologia João Carlos Costa
Gomes membro desse grupo de Trabalho em agroecologia e a pesquisadora em agroecologia Tatiana Sá que farão uma saudação Inicial falando sobre as ações de pesquisa desenvolvimento e inovação em agroecologia na Embrapa clima temperado e sobre o histórico da agenda de PDI em agroecologia na Embrapa eh Informa a todos que esse evento está sendo gravado e posteriormente será disponibilizado no canal interno do YouTube da Embrapa gostaria antes de passar a palavra Trazer um breve contexto dos últimos 10 anos da agenda de agroecologia na imb brapa em 2013 o governo federal lança o Plano Nacional de agroecologia
e produção orgânica onde uma das metas vinculadas à Embrapa era a criação de núcleos de agroecologia nas suas unidades descentralizadas essa meta foi alcançada através da descentralização de recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário para uma chamada ao edital do CNPQ voltado às unidades Descentralizadas da Embrapa e as oep e foram financiados projetos para constituir 10 núcleos de agroecologia em diferentes sudz com destaque a região Nordeste com a criação de cinco núcleos de agroecologia esses núcleos formaram redes territoriais sociotécnicas junto à instituições de ensino pesquisa e assistência técnica São Rural organizações da sociedade civil com participação
prioritária dos acitores familiares povos e comunidades Tradicionais principalmente de mulheres e jovens em 2018 o segundo planato foi elaborado mas não executado por contingenciamento de recursos do governo federal e devido a priorização de outros setores em 2019 o ministério doento agrave foi extinto junto aos conselhos nacionais de desse momento cural sustentável de segurança alimentar e ocorreu uma diminuição drástica de investimentos em programas importantes para agricultura familiar e Consequentemente a soberania e segurança alimentar do país Como por exemplo o programa nacional de aquisição de alimentos e os programas de apoio e fomento de até a Embrapa
nesse período reorienta sua agenda de PDI para alcançar resultados classificados como ativos tecnológicos e pré tecnológicos prioritariamente com apelo mercadológico e de oportunidade negocial a Embrapa passa a chamar sua antiga Diretoria de transferência de tecnologia como Diretoria de negócios os projetos e as pesquisas em agroecologia que possuem um enfoque territorial uma abordagem holística interdisciplinar e intercultural utilizando metodologias de pesquisação e pesquisas participativas em meio real com compartilhamento do saberes e conhecimentos resultantes desses projetos e aqui eu cito a palavra compartilhamento Em substituição a palavra troca de saberes e conhecimentos repreendi com uma colega antropóloga Indígena
Elisa van cararu que a palavra troca cria uma expectativa necessidade de receber algo de volta e quando substituída pela palavra compartilhamento essa expectativa Deixa de existir os povos originários compartilham seus conhecimentos sobre o uso manejo da biodiversidade principalmente para alimentação bem como compartilham suas sementes ramas e manivas mesmos mesmo para aqueles que nada t ou muito pouco t a dar em troca Como aconteceu no contato com os povos de matriz africana na formação dos seus quilombos e terreiros a solidariedade é um princípio e um valor essencial da resiliência do do nosso povo afro-indígena brasileiro mas
os projetos em agroecologia que dialogam com essa pluralidade intercultural do nosso rural tem seus resultad de pesquisa não reconhecido pelos critérios de ativos tecnológicos meramente com apelo mercadológico e de oportunidade negocial Impactando assim fortemente na avaliação individual dos pesquisadores bem como das unidades descentralizadas que possuem projetos cofinanciados em agroecologia em abril de 2023 a Embrapa comemorou seus 50 anos como empresa pública mas infelizmente os dados de BG advogados ainda em 2022 no penad pesquisa Nacional de amostra de domicílios contínua demonstrava que 60 milhões de brasileiros estavam vendo algum nível de insegurança alimentar Afetando o hábito
alimentar de 1/4 dos domicílios brasileiros e desses 30 milhões de pessoas estavam em situação moderada grave de insegurança alimentar restringindo o número e a quantidade de suas refeições ainda em 2022 a comissão Pastoral da terra aponta em seu relatório como ano de maior número de conflitos agrários da última década com uma ocorrência a cada 4 horas os principais conflitos foram as invasões aos territórios indígenas principalmente Na Amazônia Legal e Os territórios de comunidades tradicionais e quilombolas só na terra indígena e yonomi foram registrados em 2022 se mortes dessas 90 eram Crianças atualmente a partir de
2023 a nova Diretoria da Embrapa apresenta um novo plano diretor e retoma sua agenda com diferentes setores da sociedade participando de todos os comitês permanentes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural da agricultura Familiar do Conselho Nacional de segurança alimentar da anater e da comissão nacional de agroecologia e produção orgânica além de criar um comitê gestor permanente dos povos indígenas que vem coordenando uma ação da Embrapa junto a Uma Força Tarefa interministerial na crise do Povo Yanomami também foram criados grupos de trabalho para apontar novos resultados de pesquisa desenvolvimento e inovação com enfoque agricolo e socioambiental
Grupo de trabalho de acesso à redemocratização dos recursos genéticos aos agricultores familiares povos comunidades tradicionais e um grupo de trabalho de inclusão socioprodutiva bem como o grupo de trabalho de agroecologia a união desses esforços pode impactar direta ou indiretamente os agroecossistemas associados a mais de 4 milhões de estabelecimentos rurais da agricultura familiar do país e nos territórios de aproximadamente 300 povos Indígenas falantes de mais de 250 línguas e 27 povos de comunidad tradicionais com modos de vidas instintos que manejam e conservam secularmente a biodiversidade em seus territórios eh agradeço novamente a participação de todas e
todos Esse é um evento de diálogo aberto para que possamos né coletivamente contribuir no repos reposicionamento da agenda de PDI em agrologia na Embrapa para os próximos 10 anos gostaria então de convidar o Colega pesquisador João Carlos Costa Gomes para sua saudação e fala Inicial sobre a agenda de pesquisa inovação e agroecologia na Embrapa clima temperado Obrigado Fabrício Boa tarde todas e todos é uma uma honra né de poder eh compartilhar um pouco da da nossa história de vida com vocês eh me me toca fazer um uma espécie de linha do tempo do trabalho com
agroecologia aqui na Embrapa clima Temperado na estação experimental Cascata uma estação que esse ano completou 86 anos ela foi criada ainda no governo do Getúlio Vargas com uma inspiração de de que o Brasil tivesse uma certa Independência tecnológica e essa Estação trabalhava com fruticultura com agricultura familiar e eu contei nos nos nos relatórios aqueles Livres quadrados enormes que estão no nosso no nosso Memorial aqui 140 cultivos trabalhados na região porque a Agricultura familiar da naquele período era muito diversificada ao invés do exatamento alimentar que nós temos hoje resumido aí a meia dúzia duas dúzia sei
lá de espécie que a gente consome no dia a dia eh tem alguns pontos de inflexão que eu acho tão importante marcar em 1987 nós Montamos um projeto que é um pouco a semelhança da organização do trabalho do sistema de produção na agricultura familiar mas esbarramos na eh na na na estrutura dos projetos de Pesquisa da Embrapa na época por por programas nacionais de pesquisa o que nós colocamos como hortaliças eh foi indicado de mandar para Brasília ou de suínos e aves para Concórdia de fruticultura para ca das Almas de arroz e feijão para para
Goiânia e acabou que nós não num projeto que era sistêmico ele foi tão esfacelado que ficou impossível de ser executado Seguindo os cânones da época da Embrapa na época em 1996 nós tivemos um outro ponto de Inflexão que foi junto com uma série de organizações da Agricultura Familiar criar um Fórum da Agricultura Familiar que se reúne desde 1980 9 se Toda segunda a terça-feira de cada mesa aqui na cascap Aonde eu estou agora um lugar de uma tem uma energia muito legal e desde 96 a gente tem já eh quase três décadas aí de eh
de de de ação do Fórum da agricultura familiar em defesa dos interesses da categoria social agricultora familiar Participa da Coordenação deste fórum organizações do estado da sociedade ONGs eh organizações da agroecologia coletivo de mulheres pescadores artesanais quilombolas assentados da reforma agrária enfim é uma é bastante plural a presença da dos segmentos sociais e dos povos tradicionais nesse Fórum da Agricultura Familiar que funciona como um mecanismo de controle social para nós e pras políticas públicas agora tem a retomada do programa no território da Cidadania do do ministério de Desenvolvimento Agrário e toda a reelaboração a reengenharia
tá sendo feita com aval do fora da Agricultura Familiar em 2000 nós um governo do Olívio Dutra havia aqui no Rio Grande do Sul um projeto chamado RS Rural que era criado no governo anterior um um projeto de mitigação da pobreza no campo com a mudança do governo eh que teve na época o Caporal e o Costa Bê na Emater nesse período Eh se se cria eh uma uma mudança se procede uma mudança de foco no projeto que passa a ter de um projeto de mitigação da pobreza er um um projeto de com foco em
agroecologia e nós aqui da cascata fomos agraciados com uma parte do do do do projeto né Eh com uma rede de pesquisa participativa e o que nos permitiu chegar hoje na situação que nós estamos com uma um patrocínio de política pública do Estado com recurso do Banco Mundial onde nós sentamos as Bases iniciais para todo o nosso processo de de produção de conhecimento na agroecologia frutas hortaliças produção de insumos Quintais orgânicos de frutas eh agregação de valor eh enfim é uma uma uma pauta bastante bastante extensa e transversal de pesquisa quando e isso foi a
base lá a partir de 2000 2001 e foi um período de de grande articulação das políticas públicas no governo do estado onde se iniciou o primeiro seminário eh de Agro Ecologia Que que virou depois um seminário Internacional e que acabou eh ind pro Congresso em 2003 nós tivemos os seminários em 99 2000 2001 e 2002 Caporal e Costa bber puxando eu participei desde sempre da sua coordenação quando chegou em em 2002 a gente temia que não houvesse renovação de um governo Progressista no Rio Grande do Sul e que o governo que sucedesse que eu sucedesse
poderia eh tolher a realização do seminário e e E para que a gente não corresse esse risco em 2 2003 nós ousamos eh organizar o primeiro Congresso Brasileiro de agroecologia 2003 e 2004 eu tive a honra de ser presidente dessas duas primeiras edições e em 2004 nós acabamos na durante o o congresso eh criando a Associação Brasileira de agroecologia que tem feito uma uma uma história muito linda muito muito dinâmica de lá para cá né é paralelo essa política pública do Estado em 2000 2003 muda o governo da República e eu me tocou o turno
ser chefe da estação ah do do centro de pesquisa de F cultura de clima temperado a Tatiana foi chefe lá em em em Belém também no Amazônia Oriental no mesmo período e nós começamos a a enxergar nos enxergar um pouco mais uns aos outros já até então as nossas As Nossas ações eram muito dispersas e desconectadas né em função dessa mudança de de de governo quando eu assumi a gestão da unidade aqui nós determinamos uma das primeiras Decisões eh que a a estação experimental Cascata daquele momento em diante se dedicaria exclusivamente à pesquisa com agroecologia
o que tem sido feito de lá para cá de 2003 para 2024 nós temos uma sólida equipe com muitos projetos em andamento exclusivamente na temática da agroecologia e logo em seguida nós tivemos uma uma evolução desse desse processo dentro da Embrapa que vai ser objeto da fala da da Tatiana né nós começamos com movimento de políticas Públicas aqui no Rio Grande do Sul depois com a mudança de gestão em muitas unidades da Embrapa o que nos permitiu com a caneta na mão tomar algumas decisões de consolidação desse processo né nós tivemos alguns concursos ainda no
nesse período de 2003 a 2012 2013 por ali que nos permitiu eh ir completando a a os perfis dos pesquisadores que estão aqui conosco hoje nós hoje estamos em 15 pesquisadores e analistas aqui trabalhando com sistemas biodiversos com Sistemas agroflorestais com Quintais orgânicos de frutas na na produção de bioinsumos sistemas agroecológicos de produção de grãos frutas e hortaliças melhoramento genético participativo salvaguarda da agrobiodiversidade entre Outros tantos temas que eu gostaria que vocês pudessem estar aqui em dezembro nos acompanhando de 4 a 6 de dezembro nós vamos ter a nossa cereja do bolo né é o
nosso 19º dia de Campo da agroecologia com uma Ciranda agroecológica para 500 crianças em torno disso uma feira de agroecologia com insumo sementes máquinas uma feira de troca de sementes criolas e uma exposição de máquinas agrícolas para agroecologia Então são múltiplos eventos seis ou sete realizados juntos e nós estamos prevendo pro último dia no dia 6 de dezembro o que a o que a Mariane tá chamando de uma uma reprise de Planaltina 2006 um reencontro do da agroecologia da Embrapa pra gente se se Se reencontrar se reconhecer se abraçar se acarinhar e e e também
colocar um pouco da nossa satisfação pessoal e do bem-viver que a gente sente trabalhando nesse tema e com pessoas tão relevantes tão maravilhosas como são todos vocês que estão aqui nos ouvindo eu vou parar por aqui eu queria falar umas três horas mas não não vai ser possível aí eu tripliquei a velocidade da fala mas eu de qualquer forma um recado e uma abertura e muito honrado de ter esse Espaço aqui na companhia de quem já falou da Paola e do itro Fabrício da Tatiana do do Narciso e da Irene alguns deles fazia muito tempo
que eu não encontrava um beijo para cada um de vocês obrigado costa gostaria agora de convidar a pesquisadora Tatiana S da Amazônia Oriental para sua saudação e fazer um breve histórico do posicionamento da agenda de PDI em agric olia da Embrapa é boa tarde eu agradeço imensamente essa iniciativa e a Oportunidade né pra gente tentar correr nessa sinuosa linha de tempo da agroecologia da Embrapa né Eh para começar eu acho que nós temos que pensar que não é uma linha de tempo eh nós temos um conjunto de linhas de tempo que correspondem aos grupos das
unidades que de várias formas eh tem conseguiram entrar segurar essa tocha olímpica e e e até esse momento fora isso nós temos na realidade a a o que é fundamental a parte da além das dessas das unidades Nós temos a trajetória eh ligada a a ao poder de decisão né A questão da sede todas a a a a a gestão superior e as unidades da sede e a nossa linha de tempo né Essa trajetória que eu comparo muito aqueles jogos eh antigos de tabuleiro onde a gente joga os dados Às vezes a gente vai cinco
casas à frente a próxima vez três casas atrás mas vai caminhando né em ciclos né e mas de qualquer jeito Cá estamos nós né Eu particularmente tenho um marco inicial Assim como o Costa Gomes também comentou que ele tem um marco inicial da dessa de negativa né O meu foi no início dos anos 80 a os as duas pessoas da sede que foram paraa reunião de programação eu ousei perguntar como é que eu entraria com a proposta em agricultura alternativa e recebi um não dizendo que a empresa não abrigava a isso eu uso como marco
zero quando eu tô muito desanimada para ver o quanto a gente tem conseguido nesse jogo de tabuleiro eh ir Continuando né E vamos a a tentativa eh dessa dessa marcha Olímpica né que eu eh começando não podemos deixar de começar dos anos 70 da criação né para começar a Embrapa quando foi criada era um monolito de profissional de ciências agrárias maioria agrônomos de universidades isoladas que só tinham curso de agronomia só vinham aquilo eh e o que que aconteceu a Embrapa pegou tinha pouca eh oportunidade de contratação né E ela pegou esses Múltiplos perfis contratou
relativamente pouca gente mas ao longo do tempo mais alguns com os concursos né e teve um Arrojado programa de capacitação que foi na tentativa de ser um trabalho de de eh de Escultor né Desse monolitos iniciais de ciências agrárias você moldar várias outras figuras né Eh os primeiros sinais sem título mesmo da Agricultura nem de agricultura alternativa eh mas todos com a dimensão ecológica da da agroecologia que nós Podemos eh ver na história da Embrapa eles remotam aos anos 70 né Principalmente trabalhos Lig como os trabalhos desenvolvidos na fixação biológica de nitrogênio eh eh na
atual eh embrap agrobiologia né já nos anos 80 90 eh nós tivemos uma pressão sobre a sustentabilidade vindo de todos os lados né e houve uma criação ou transformação de centros com perfil com perfis adequados para brigar equipes atuantes em Agro Ecologia tanto aquelas que Vinham eh da capacitação da contratação e das contratações que iam surgindo eh justamente para para suprir essas lacunas e e particular continuava uma ação ligada principalmente na dimensão ecológica e técnico-produtiva eh nessa fase foram criadas unidades eh como a o meio ambiente agob biologia adaptadas várias unidades centros os centros ecor
regionais eh foram criados eh com com feições já mais definidas né as transformações da da das unidades da Embrapa da Amazônia Legal em centro de pesquisa Florestal e algumas unidade de produto avançaram também fortemente na na vertente agroecológica eh o passamos para uma fase em que havia um foco em Agricultura Familiar com enfoque sistêmico em algumas unidades eh com uma agenda de produção né aí nós vamos ver as várias regiões eh não teno tempo para citar as experiências algumas experiências muito interessantes inclus no sul e na Sudeste e na na questão da Do Nordeste né
a gente Tent tando também pelo norte né Nós vemos também algumas contribuições já surgindo eh para a formação de grupos nacionais de pesquisa aí pelo grupo já mais consolidado na na na da questão de fixação de nitrogênio o grupo eh na na criação da programa nacional de pesquisa em biologia do solo né ah em em 1999 hou um momento extremamente importante que foi o primeiro encontro nacional de pesquisa em agroecologia e agrobiologia eh eh na Na embap agrobiologia né Eh com a participação de várias instituições né e eh eh organizada pela spta pela própria embap
ag Biologia pezag O Rural do Rio eh o o o centro internacional CD a fundação ford com a participação de várias outras eh e fortemente no paradigma técnico e científico é o técnico produtivo né Nós entramos então nos anos 2000 que esses foram decisivos na realidade eu queria agradecer ao ao Costa eu optei dele falar primeiro Porque é importante ele dar esse foco eh do é possível ter uma unidade eh eh ao longo de tanto tempo né e o o Fabrício que eu no início já adiantou algumas eh alguns pontos que eu iria tocar Vou
tocar mas de Out de outra perspectiva então nos anos 2000 nós temos uma um momento muito importante que nós temos a a a uma percepção mais clara de demandas crescentes de políticas públicas Federais e mesmo estaduais em agroecologia eh a formalização dos Movimentos agroecológicos no país né Eh a gente já ouviu a citação da da Ana e da Aba e e fora isso o ensino de agroecologia avançando e demandando a nós eh das unidades de Embrapa aqueles contingentes das unidades de Embrapa a sede às vezes se sentindo alguma dimensão dessas três pontos né mas as
pessoas das unidades sentindo uma outra intensidade Essa é a realidade da da das políticas públicas eh da formalização dos movimentos ecológicos do país e a Questão ligada à formação de pessoal de ensino né então Ness justamente 2004 a criação da articulação Nacional da arcologia o início dos dos encontros nacionais de agroecologia como locos de eh de de diálogo e tudo das expressão eh mais plural da agroecologia a gente estava muito naquela visão técnico produtiva né é a criação da AB agroecologia 2004 mas já o primeiro CBA acontecendo um ano antes né mas eh entrando na
na agenda da da da Aba né Eh algumas lz eh Ness nesse momento também tiveram um protagonismo bastante forte eh em cooperação com iniciativas de até eh com vistas principalmente à criação da pinat e que aconteceu nesse momento data dessa época eu ter conhecido o Costa Gomes É justamente no Exercício ambos no Exercício dessa fase eu aqui participando pela embrap Amazônia Oriental no esforço de Mater Pará e ele numa equipe que vinha justamente ministrar com eh com pessoas De fora do país daqui do país um curso para a totalidade dos extensionistas do Estado do Pará
então nós temos temos essa fantástica iniciativa também que começou no Rio Grande do Sul que foi narrada pelo Costa Gomes né que mostra justamente eh acho que foi o primeiro momento eh nessa iniciativa nessa iniciativa que aconteceu com a a a partir dessa relação com a terra né a a a importância de aspectos para além dos aspectos eh Ecológico técnico produtivo foi mostrado que a agroecologia era muito mais do que isso você teria as outras dimensões dimensão social cultural econômica e desenvolvimento local e a dimensão política transformadora e que na realidade a o que mostra
L lá na o que o Costa Gomes mostrou eh a é possível você ser bem-sucedido pela interação de de todas as os componentes todas as dimensões na agroecologia Então já era uma nova época onde já nós tínhamos esse Espaço muito mais amplo e a empresa na realidade tinha uma formação ainda eh ainda tem né muito centrada na parte eh eh ecológica técnic produtiva 2000 em 2000 a diretoria criou um GT para identificar demandas de pesquisa sobre agricultura orgânica no Brasil eh coordenado para biologia né gerou um um documento referencial importante né que relaciona oportunidad desafios
e estratégias no no âmbito da Embrapa em 2000 também nomeou outro GT para Produzir o documento o meio ambiente e o ISO institucional da Embrapa também uma referência importante no período de 200122 eh ela o sistema Embrapa de pesquisa né ele eh ele resolveu começou a trabalhar em projetos em rede e foi criada uma figura eh uma figura importante eh dentro dessa modalidade eh eh como Grandes projetos em redes nacionais para grandes desafios eh justamente nacionais e justamente eh nessa época foi nós conseguimos o Primeiro a a um um projeto de desenvolvimento de sistemas tecnológicos
de orgânicos de produção agropecuária sustentáveis que foi a primeira proposta em agricultura orgânica nessa em rede eh apresentada pela Embrapa e aprovada em 2002 que teve muito importância para abrir um espaço justamente para agricultura orgânica e agroecologia ah em 2003 houve chamada de projetos voltados à Agricultura Familiar pela Pelos eh pela secretaria de inclusão social do MCT em várias modalidades e nós tivemos uma participação bastante importante eh nessa nessa época o MDA também começou a colocar uma série de de editar que também permitiam nós temos em alguns segmentos eh a a questão eh em termos
de articulação eh eh eh aí nós temos o desculpe eh 2005 houve uma demanda bastante forte já com a mudança do governo em em 2003 Em 2005 com a mudança de governo nós tivemos uma uma maior intensidade de demandas de posicionamento da nova Diretoria da im brapa eh e a partir dessa dessa dessa demanda nós começamos a participar de eventos que queriam saber o que que a Embrapa podia oferecer para esse grande movimento de agroecologia então um deles foi agroecologia e desenvolvimento Rural que aconteceu em abril de 2005 o recém-falecido baltzar que estava Organizando né
exal seguido do outro eh organizado pelo Ministério do meio ambiente que nós na realidade passamos a a a a aproveitar aqueles momentos como uma oportunidade de ocuparmos nosso espaço adequadamente naquela nova circunstância né E aí começou a ideia da construção eh do da reunião de trabalho que aconteceu na sede do cpac em outubro do mesmo ano 2005 né que era justamente Embrapa Agricultura de base ecológica né com a Participação das diferentes modalidades de de de unidade da Embrapa representantes de Ministérios movimentos sociais outros grupos de instituição e foi desenvolvido está em andamento a e e
foi levantado O que que a Embrapa tava desenvolvendo o que estava em andamento e as expectativas futuras e da parte dos eh dos participantes externos Onde estão e quais as expectativas sobre Embrapa né a partir daí eh eh em novembro do mesmo ano foi criado um grupo de trabalho ag Agroecologia para gerar uma série de de demandas de desdobramentos que eh a O que foi pactuado no final da do evento que a Embrapa comprometia a a tentar avançar que na realidade praticamente todas as as essas Vertentes eh foram eh ou concretizadas ou tentadas concretizar um
seria eh esse um plano de agroecologia incluindo inclusive várias cinco atividades bastante importantes ah aí teremos a questão da formação de recursos humanos Sendo uma formação de Recursos Humanos eh a sistematização de conhecimentos internos da Embrapa a compatibilização e priorização do atendimento de demandas externas a criação de uma rede de projetos eh de base ecológica e que que aconteceu eh e e e uma de articulação interinstitucional foi foi também eh prometido e cumprido a criação do Marco a publicação do Marco referencial de agrologia eh que foi eh entregue em 2006 ao Ministro eh então Roberto
Rodrigues Né Ah nesse na sequência também no no ano seguinte 2006 foi realizado um curso de nivelamento conceitual e metodológico em agosto desse ano para 40 técnicos e pesquisadores de 36 centos de pesquisa e serviço da empresa Ah foi incluída eh na no final no ú na última semana de de 2005 foi definida a o perfil dos das dos pesquisadores a serem contratados e nós conseguimos em várias unidades incluir a a o perfil de agroecologia também foi criado um um Fórum permanente né Eh o que é que aconteceu ah nos anos seguintes eh uma tentativa
justamente de avançar nessas agendas que uma série de dificuldades eh estruturais pela própria ah forma de organização da empresa mas fomos tentando avançar 2007 houve a segunda fase do eh dentro do Macro programa um de grandes desafios nacionais eh eh a segunda fase em agricultura orgânica o segundo projeto em rede bases científicas e tecnológicas Para o desenvolvimento da agricultura orgânica do Brasil que foi aprovada em 2007 já eh 2008 ah Finalmente nós conseguimos aprovar o primeiro eh projeto mp1 de grandes desafios nacionais eh em transição agroecológica intitulado transição agroecológica construção participativa do conhecimento para a
sustentabilidade com término em 2012 né Eh E aí aconteceu nesse nesse nesses anos todos final da dos anos 2000 eh da primeira década do ano 2000 início Da década de 2000 a década seguinte eh houve um esforço bastante grande na questão da criação da política nacional de agroecologia e dos planos respectivos que finalmente se se con praram em 2012 eh com participação de várias segmento da Embrapa e o o primeiro planato assim como segundo eu pelo que eu tenho sabido O terceiro também eh ele vem com uma carga bastante significativa de atividades que são ligadas
são responsabilidades atribuídas em brapa e Outras em que ela é considerada parceira importante né então isso já mudou a essa questão da participação da Embrapa ela passa a ter uma uma participação S cada vez mais demandada não só pela sociedade mas pelas instâncias eh de políticas públicas né 2012 nós tivemos a uma mudança novamente na na sistema Embrapa de gestão e a a as os projetos em rede eh que eram tão importantes alguns anos atrás eles passaram a ser repensados a a a a lógica passou a ser repensada e Passaram a pensar redes de projetos
né Eh essa redes de projetos teriam na no formato de portfólios eh e formatos de de de arranjos de projetos os de portfólio né nós tivemos o um portfólio de sistema de de de produção de base ecológica que foi criado logo no ano seguinte 2013 e durou até o início desse ano agora H há poucos H cerca de dois meses atrás e a partir de 2016 começar a ser criados arranjos regionais e agroecologia eh a o primeiro o do Nordeste foi criado justamente em 2016 foram criados mais um ou dois na sequência e felizmente o
a a a a continuidade do processo foi interrompida pela extinção normalmente da figura dos aranos Ficaram só os portifólios após algum tempo 2012 em diante né nós tivemos também uma diferença muito grande para várias unidades da da Embrapa que foram os editais eh para os os núcleos de Ecologia inicialmente para instituições De ensino mas que foi muito importante porque através desse dessa desses núcleos Muitas delas Nós já tínhamos uma relação inclusive temos cursos conjuntos como aqui embap Amazônia Oriental e a e a Universidade Federal do Pará nós temos cursos conjunto Desde da eh antes do
da Virada do milênio né Eh e Justamente a disciplina que a gente normalmente eh eh ministra é água Ecologia e sistemas águ florestais então nós começamos a participar com esses grupos ex-alunos Desses cursos entrando em outras universidades institutos federais né E aí nós começamos a ter eh espaço eh de de de atuação Ecologia aqui na região muito por convite já dessa através do ensino né Eh e assim aconteceu em várias outras unidades 2013 foi criado o portfólio sistema de produção de base ecológica eh eh justamente eh eu já falei L desculpa 2014 eh Foi um
momento muito importante para a Ecologia na na na Embrapa porque o o Fabrício comentou Já sobre isso houve uma chamada do MDA CNPQ 0824 né para criação de de nes onde 10 projetos foram aprovados pela Embrapa né nove foram executados e eh eh vários do Nordeste aqui a nossa da imagem oriental foi a única da Amazônia Mas que que aconteceu nós conseguimos ampliar uma participação eh grande eh em vários eh território aqui da região em todas as áreas onde a unidade tinha seus núcleos descentralizados eh a criação a a Entramos na no jogo da criação
da política estadual participação de colegiados políticas públicas e várias ações e o que é mais importante eh esse edital trazia uma exigência de cada o gestor das unidades tinham que se responsabilizar e manter e garantir a continuidade dos núcleos mesmo após a finalização dos projetos então Ele nos garantiu eh a sustentabilidade da nossa ação ao longo de todos esses anos né Eh uma coisa que também tem contribuído Fortemente para Embrapa é a a existência dos cbas n Congresso Brasileiro de agroecologia em que ela tem um garantido do seu protagonismo esse protagonismo faz com que eh
a a a essência dos do desses eventos venham bastante pr pra unidade a gente consigue interagir né Eh eu acho que eu vi isso um pouco em Porto Alegre aqui em Belém em 2015 Foi bastante rico com várias consequências 2017 de Brasília coordenado pela Mariane eh uma pesquisadora da Embrapa em Brasília foi também Fantástico Aracaju também em 2018 né Eh nessa nessa fase que eu tô comentando ampliou o nível da participação de embapi anos eh em em articulações e ações então eh a a a existência dessa desses eventos nas cidades que nós temos o centro
tem sido extremamente importante 2019 a 22 houve uma extinção emassa das políticas associadas eh direta e indiretamente a a a a agroecologia e dentro da Embrapa a a o advento do Transforme Embrapa eh Trouxe várias questões eh sendo levantadas ao longo desse período né 2023 Eh nós eh começou com a criação de GTS tava comentando como GTS da Esperança né que eram o GTS dos novos resultados da um socioprodutiva e o voltado a a restituir a atual ainda Diretoria de negócio a ao estus de transferência ou algum título melhor eh também o que que aconteceu
a retomada do pinap do planap eh eh levaram a Que Várias pessoas da da da instituição eh participassem ativamente desse processo e tivesse reverber dentro da empresa né Eh particularmente importante foi o CBA do ano passado no rio no Rio de Janeiro eh porque ele foi previamente eh houve uma organização da participação de várias pessoas da Embrapa houve um movimento extremamente forte importante né E o que é que foi também extremamente importante garantir que a alta gerência da empresa participasse estivesse lá Conosco com mais de uma reunião eh participativa e com compromisso justamente da avançar
nessa nessa eh nessa linha de tempo né Ah também ano passado eh e passando por esse ano nós amos a continuação eh de uma coleção que eu esqueci de mencionar lá em cima que é coleção transição ecológica foi negociada quando ainda tava na diretoria por volta de 2010 2011 né que constando de 10 volumes extremamente importantes né continuaram a ser eh com alguma com Algumas eh eh percepções de necessidade de uma ampliação de diálogo entre a aba e Embrapa Ah e entramos 2024 eh com algumas alguns fatos extremamente interessantes né como a a inclusão na
oecologia nos eixos da conferência L da em brava eh Preparatória Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e inovação deste ano né Eh a notícia de que o os volumes da colleção transição ecológica lançadas em vias de ampliação estão em andamento e e vão ser ampliados E nós temos uma a a situação eh a situação eh do da ressignificação dos portfólios né Eh que foi o o o Possivelmente o fato mais forte em termos de agroecologia em termos eh de 2024 né onde nós temos a a na realidade a a extinção de um conjunto de portfólios
inclusive de o o portfólio de agroecologia eh que vinha sendo de eh até o ano passado chamado de portfólio de voltado a produção orgânica ecológica de base ecológica e passou a ser no Passado de produção orgânica e agroecologia e foi extinto para que a agroecologia eh fosse parte parcialmente eh incluída no portfólio que foi proposto de inclusão sóo como inclusão socioprodutiva e que depois eh também ela teria vinculações eh com outros portfólios entre os nove que foram criados e também foi anunciada que seria criada posteriormente uma uma um programa que justamente é onde nós estamos
conversando nesse momento o Programa voltado a a organizar o espaço de agroecologia né E que Possivelmente também poderia haver alguma plataforma ou alguma outra figura a ser criada nesse sentido né Eh então estamos nessa questão o estamos eh com dois GTS criados um GT eh para subsidiar o portfólio de inclusão social eh socioprodutivo e o outro GT que é esse nosso para que tá subsidiando a questão do do da do programa né Eh e e justamente estamos Ness nesse momento eh que eh eh a importância desse evento de hoje né Eh como cons comentários finais
eu gostaria primeiro eh de de pontuar a necessidade de uma Instância na empresa que trate da ecologia nas suas últimas dimensões e escalas garantida a plenitude de sua contribuição seria esse programa nós nós precisamos ter a a compreensão de como é que como é que ocorre esse metabolismo entreos entreos como ocorrerá o Metabolismo entre entre os os portfólios entre eles em si eh em termos de ago Ecologia e esse programa para para entender a magnitude eh dessa mudança né os projetos não são as únicas instâncias possíveis de ações da Embrapa em agroecologia pelo contrário e
deveram ser uma consequência de oportunidade de convívio interação com o público da Agricultura Familiar povos eh populações tradicionais povos indígenas seria fundamental oportunidade espaços de Coconstrução de conhecimento em particular em territórios com a participação e criação de colegiados participação em eventos promovidos pelos segmentos de interesse participação em estratégia de trenamento e em particular em regime de alternan também grande parte das propostas dos novos resultados eh Eles teriam o potencial de contribuir para o avanço da atuação da embrava ecologia de uma maneira muito mais integrada participativa transdisciplina E assim melhor contribui a atingimento do que está
sendo proposto como responsabilidade ou eh ou parceria eh no terceiro planato porque é uma lista não é pequena o o Costa Gomes mostrou o exemplo do que aconteceu com ele Décadas atrás a primeira propost daquela proposta infelizmente se nós não alterarmos essa questão dos resultados o mesmo Continua acontecendo finalizando eh é importante atentar para que resultou das principais eh resultado da Reunião de 2005 do Marco que eh presente no Marco referencial principalmente com relação à oferta de cursos nas unidades a contratação de perfis de agroecologia a proposição de projetos em rede e a criação de
um fórum permanente onde nós vamos ver que nós temos várias lições a aprender com o que aconteceu para poder construir o que vai ser no futuro eu acho que isso vai ser muito importante essa proposta do evento no final do ano que o Costa Gomes falou que a que a está Sendo visto como um outro momento da de 2 2005 né que reverberou no Marco referencial em 2006 né E o que é que eu posso falar nesse final os meus melhores votos de que ess esse seja momento de inflexão positiva na sinuosa linha de tempo
da agroecologia Nav muito obrigada linha do Obrigado Tatiana e Costa Gomes agradeço parabenizo suas falas iniciais passo agora a palavra para a colega pesquisadora Paola Cortez que vai moderar o nosso seminário com os Convidados muito bom muito bom Tati costa muito obrigada mesmo eu acho que inclusive pro Narciso e pra Irene né que vão falar agora na sequência esse histórico esse apanhado essa grande linha do tempo da Embrapa eu acho que ajuda demais né e pro nosso objetivo aqui também de de aprendizado né então para passar agora para essa segunda etapa do seminário né queria
eh dar boa tarde a todos e a todos né Eh me apresentar como moderadora e em Seguida eu vou apresentar os nossos convidados então eu sou paol pesquisadora da Embrapa alimentos e territórios em Alagoas na área de agroecologia e Agricultura Familiar eh eu tô em pós--graduação na França até 2026 e é interessante foi interessante ouvir essa história da Embrapa também porque a gente conecta com a nossa história né dessa nova geração que veio a partir do que a Tatiana falou né do Levantamento de perfis desse concurso né dos concursos anteriores de 2006 e de 2010
eh dos núcleos de agrec olia né A onde que a gente entra nesse no trin da história da grec olia na Embrapa então agradecer a organização de evento pelo convite e pro e por proporcionar né esse importante momento de discussão coletiva sobre essas perspectivas para uma agenda de pesquisa e inovação em agroecologia na Embrapa né somando e construindo a partir de tudo isso que já Foi feito então agradecer demais aos colegas Costa e Tati né por terem desbravado essa área toda e por todas essas essas contribuições assim que que permanecem e a gente tá nesse
desafio de olhar para essa história aprender com essas lições do passado e do momento atual para poder imaginar e construir esse futuro da agroecologia na nossa instituição então eh a Tati mencionou Fabrício você mencionou também desse apanhado né Desse Balanço eh do GTS da Esperança como a Tati falou da nova gestão tentando reposicionar um pouco eh a pesquisa né Depois desses anos de intenso Abalo que a gente sofreu eh sobre o GT de novos resultados né Porque de fato se você eh tem projetos em rede Se você mobiliza essas essas equipes os resultados finais dos
projetos de pesquisa e inovação eh são as entregas da Embrapa né paraa sociedade e em diálogo com a sociedade então o GT de novos resultados propôs a Inserção de uma nova categoria de resultados para Se somar as que já existem hoje na Embrapa e essa nova categoria ela agrega quatro novos resultados né um que trataria de de análise de sistemas socioeconômicos e ecológicos um segundo focado na conservação e uso da Agro e da sociobiodiversidade um terceiro é ligado a redesenho de agroecossistemas e um quarto que trataria eh dos territórios e dos Sistemas agroalimentares né então
o objetivo é meio que suprir essa lacuna para as entregas dos projetos de PDI da Embrapa da Ordem do complexo do sistêmico do biocultural né como os projetos em agric olia inovação social os projetos de os projetos com foco socioeconômico ou socioambiental e principalmente com os agricultores familiares povos indígenas e comunidades tradicionais né então expectativa é que na semana que vem tenha uma reunião Desse GT eh com adep para inserir essa nova categoria E disponibilizar esses novos resultados somados aos que a gente já tem para também impulsionar essas entregas aí vinculadas a esse portfólio né
então também é interessante aqui na fala da ta esse link né entre essgt de agroecologia que tá acontecendo agora e esse egt que tá reposicionando reorganizando esse novo portfólio de inclusão sócio produtiva e agric olia né então eu queria agradecer a todas e Todos os presentes aqui e espero que a gente possa interagir ao final dessas duas apresentações que se seguem eh a gente tá propondo então em termos de moderação e organização desse momento eh um bloco novo bloco com apresentação da Irene e do Narciso e em seguida a gente abre para discussão eh com
vocês né tanto por meio de questões pelo chat quem se senti mais à vontade de escrever pode colocar as questões ou os pontos no chat ou ao final a gente eh usa a Mãozinha né e se inscreve e a gente vai chamando pela ordem de inscrição então agora para os nossos dois convidados que são bastante conhecidos entre nós e nessa história toda da Embrapa ambos referências nas suas áreas de atuação e referências eh para pesquisa inovação e agroecologia eu vou fazer uma breve apresentação de cada um deles então a professora Irene Maria Cardoso possui graduação
em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa especialização em ensino em geociências pela Unicamp mestrado em solos e nutrição de plantas pela UFV também e doutorado em ciências ambientais pela Universidade de vnen na Holanda eh a professora Irene tá agora aposentada como professora titular da Universidade Federal de Viçosa no departamento de solos onde é professora voluntária tem experiência na área de agronomia com ênfase em ciências do solo Atuando Principalmente nos temas da agroecologia Agricultura Familiar e sistemas agroflorestais foi presidente da Aba entre 2014 e 2017 e aqui só outro parênteses né a coleção transição eh agroecológica
que era editada eh pela Irene pela á e pela Costa pela Embrapa né então uma boa lembrança da parte também a iren foi bolsista de produtividade desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora do cpq orientou vários trabalhos de tese de Doutorado e dissertações de mestrado e é reconhecida por ser uma das principais ativistas pela agrec olia no Brasil e no mundo possui uma vasta produção bibliográfica com artigos livros capítulos e uma série de outras atividades técnicas e acadêmicas e contribui em projetos com diversas universidades no Brasil em Portugal na Holanda e na França e o Professor Narciso
barreira bassol possui doutorado eh na faculdade de ciências Eh em Faculdade de Ciências pela Universidade de eu não sei pronunciar Professor g jant na Bélgica eh tem experiência na área de geociências é professor na faculdade de Filosofia da Universidade autônoma de querétaro no México é professor convid nas universidades de andalucia na Espanha e de calca na Colômbia é também membro do comitê técnico Acadêmico da rede temática de etnoecologia e patrimônio cultural do conac no México é Coordenador do grupo de trabalho de agroecologia política do Conselho latinoamericano de Ciências Sociais axo e se dedica ao estudo
das crenças conhecimentos e práticas indígenas e campesinas sobre a sobre a há mais de três décadas é investigador Nacional do Sistema Nacional de investigadores e investigadores do México no nível dois trabalha temas de ecogeografia história ambiental paisagens rurais conflitos socioambientais agric olia política Diversidade biocultural etnoecologia etnografia e também coordenou o diplomado internacional em agroecologia para sustentabilidade no México e é autor do livro a memória biocultural publicado no Brasil em 2015 em coautoria com Vítor toleto então com isso eu chamo a professora Irene cidoso que terá cerca de 30 minutos para fazer sua apresentação professora mais
uma vez muito obrigada por estar aqui conosco e A palavra é sua fique à vontade Eu que agradeço Paola nem sei que porque que vocês me chamaram para fazer essa fala aqui porque tem tanta gente aí com muita experiência com muita capacidade e eu até esperava ser uma coisa bem menor tá já tá com 61 pessoas que é muito legal muito importante eh do os parabéns agradeço mas assim e tô uma pena que é virtual né eu ten um tanto de gente tem um tempão que eu não vejo Seria muito bom tá presente mas ao
mesmo tempo é bom Que seja virtual porque possibilita né que a gente faça mais e mais esse tipo de conversa bom gostei muito de ouvir a Tatiana e o Costa Gomes E aí a Tatiana critica no final e fala assim isso não é uma linha é uma é uma é uma linha sinuosa né não tem nada de reto nessa história e aí eu fiquei até pensando que a gente na na sistematização dos núcleos de agroecologia da Aba a gente começou a fazer opção pelo nome de Rio do tempo e também Rio da vida né porque
é isso né Sinuoso Tem margem tem represa tem e tem lugar que espraia mais tem tanto de coisa né que vai acontecendo nessa nesse percurso que é uma linha não dá mesmo Não contempla mesmo né mas é tão bonito né ver que a gente consegue fazer as coisas que a gente pensa por exemplo a coleção Costa Gomes eh no início Eu Tinha minhas dúvidas se a gente conseguia fazer 10 números agora já tá na possibilidade de aumentar de ampliar a Tatiana doida começou com essa História de dessa coleção e era 10 números eu falei do
anos eu falei nunca tudo bem nós fizemos 10 em 10 anos né o mais mas eu tenho até possibilidade de ampliar então olhar pra história eu acho que ela é muito interessante porque ela traz pra gente essa essa essa potência né da gente ver que a gente é capaz mesmo de construir e de fazer as transformações necessárias e eu acho até que a tatia Gomes deviam escrever essa história que eles falaram porque isso é Muito importante para ficar registrado não só para Embrapa mas pro Brasil inteiro eu sei que não é fácil escrever essas coisas
mas se colocar na na na na Perspectiva histórica acaba dando pona de escrever né e eu acho que é muito importante ficar essa marca e a gente vê que na verdade a gente tem muitas experiências muitas histórias muitas experiências histórias de sucesso e e a gente precisa mesmo de dando conta disso porque Olha que coincidência essa semana Uma pessoa me perguntou como é que tinha nascido o CBA Eu sabia que o CBA tinha nascido em Porto Alegre que tinha sido uma eh a partir do contexto do seminário de agroecologia mas eu não sabia o qu
porquê e eu fiquei pensando exatamente isso por que que eles tiveram essa ideia de construir o CBA e o ca Gomes dá uma pincelada né e ele traz a questão do contexto político que com medo de não continuar construindo o seminário constrói uma coisa maior e isso mostra Como é que também as coisas são dialéticas né vai para um lado e vem pro outro e a gente acaba eh sobrevivendo Então eu acho que é é muito importante ver essa história nossa sim mas a gente tem que lembrar que a gente trabalha na verdade na contrahegemonia
né a gente sabe muito bem que para implantar o pacote tecnológico da revolução verde que dá sustentação ao agronegócio a gente sabe o que que o com as Universidades com extensão e com a Própria Embrapa é como que a Embrapa foi criada eh então assim eh não é nem não é nem um sistema agroalimentar baseado num num num modelo de agricultura mas é um regime né que essas que essas essas instituições elas foram modeladas para satisfazer isso então lutar nessa contra-hegemonia é muito difícil então esse número de pessoas na brapa que continua por muitos anos
né como a tatian Costa Gomes os outros que estão chegando com a Paola eh o próprio Fabrício e outras pessoas que vão carregando essa história e fazendo essa luta ela ela tem que ser muito bem reconhecida mesmo e a gente sabe que isso é um trabalho de militância então só de de ver a Paula ler meu currículo eu já sinto cansada falei ai meu deus do cé sou doida fiz tudo isso E continuo fazendo né então assim é um trabalho de militância que a gente tem que est const Ane é fazendo e construindo e nós
não podemos desanimar porque eu costumo Falar que fora da luta é a depressão né então se a gente sai dessa luta a gente vai ser pior bom e a gente também sabe que mesmo com todos os problemas para mim a Embrapa é a cereja do bolo do agronegócio né que a Embrapa fala põe a credencial tá falado mas a gente sabe que a dificuldade são em todas as instituições e recentemente eu li um um paper que ele fala da eh das dos dos dos Desafios paraa construção da agroecologia e da agricultura orgânica Na Holanda e
uns dos Desafios que eles apontam é a falta de uma expensão pública então a gente critica tanto A Emater mas a gente ainda tem a Emater eles falam que lá fica na mão das empresas Então os agricultores e as as agricultoras estão na mão das empresas Então essa é uma dificuldade Então a gente tem que também ao mesmo tempo que critica e entende as dificuldades das nossas instituições a gente tem que eh valorizá-las e e e lutar para que elas Se transformem né então e uma outra coisa que esse paper também fala é da falta
de conexões são muitas experiências agroecológicas muito interessantes orgânica lá é mais orgânica do que agroecológico né mas que elas não se conectam E aí de novo no Brasil a gente tem as nossas instituições que vai permitindo a gente fazer essas fazer a a fazer essas conexões que é o que a Tatiana falou O próprio CBA a a o Ena os seminários que A gente constrói e esse próprio seminário aqui então ele vai permitindo a gente a construir as conexões e criando Então essa rede né porque as conexões é que permitem criar as redes que vão
eh fortalecendo e fazendo espraiar agroecologia fazendo a gente fazer a luta contra hegemônica né Eh então é muito importante is ti de seminário é muito importante o reconhecimento desses dessas nossas instituições apesar de todos os Problemas que elas carregam Paola colocou duas questões eh uma é quais são as suas percepções sobre a pesquisa e inovação em agroecologia no Brasil e no México tem uma outra como é que é pera aí é essa é a primeira e depois tem a outra então a primeira eh questão não eu acho que a gente tem que questionar o que
que é a Inovação o que que é inovação porque na verdade a gente acaba às vezes muitas vezes tratando a Inovação como se fosse tecnologias e eh eu tenho até a gente tá submetendo essa semana um um artigo na revista brasileira de agroecologia que é de uma estudante que trabalhou aqui fez o mestrado ela é francesa ela fez o mestrado dela no departamento de extensão e ela preferiu não utilizar o termo inovação e utilizar o termo novidades que é uma um outro termo que já é utilizado por aí também e eu nunca consegui entender muito
bem qual que é a Diferença de inovação e novidades até que um dia ela falou assim olha na verdade porque a gente trata de novidades Quando a gente tá falando das inovações camponesas a gente não tá falando das inovações que vem dos centros de pesquisas e das Universidades Então eu acho que a gente precisa de ter muito eh cuidado com isso também fazer a pergunta para que inovação zaré tá aqui e a gente e o Evandro também entre outras pessoas e a gente construiu o Terreiro de inovações camponesas é com muita dificuldade é lá na
no CBA e uma das formas que a gente respondeu a pergunta por que a gente precisa de inovação e de forma simples que era para mandar para aqueles que a gente estava querendo capturar as inovações ou as novidades que eram as inovações camponesas a gente colocou que uma das importâncias das inovações é que o manejo agroecológico necessita de ferramentas E aí essa ferramenta sendo Entendido não só como instrumentos mas como metodologias como processos como tecnologias que Facilite os processos que aumente o rendimento que diminua a penosidade do trabalho com menor Impacto possível no ambiente e
no corpo de quem usa e aí a gente vai olhar eh como é que a gente pensa então a as inovações a caderneta agroecológica do CPA que pra gente muitos aqui devem conhecer a caderneta agroecológica já tá sendo utilizada inclusive fora do Brasil Que é uma forma de quantificar e visibilizar o trabalho das mulheres nos Quintais e isso deu um impacto enorme Isso é uma para mim uma grande inovação ou uma grande novidade E ela não é nenhum ela é um é uma uma metodologia né então ela é um um instrumento metodológico então a gente
pensar muito mais em ferramenta como esses instrumentos também metodológicos etc bom mas quando a gente pensa por exemplo que um objetivo é eh a diminuição da do Da penosidade do trabalho a gente tem que pensar que isso quem faz não é só a máquina então quando a gente pensa muito inovação em termos de máquinas a gente leva a querer achar que para diminuir a penosidade de trabalho a gente tem tem que importar a Qualquer Custo máquinas eh para agricultura familiar produzida na China eu acho que a gente tem não tem nada contra importar máquinas da
China mas eu acho que a gente tem que pensar para além das máquinas e tem que pensar Também na nossa capacidade de produção dessas máquinas e vou dar um exemplo como é que diminui a penosidade de trabalho não é só a parte das máquinas um agricultor falou uma vez eu gosto das Árvores no meu café porque na verdade todo mundo fala que trabalhar na roça é muito difícil ele falou difícil é trabalhar no sol então só o fato de ter árvores e não ter sol o dia inteiro isso já reduz imensamente a penosidade do trabalho
uma outra agricultora que é Praticamente é quase cega e que tinha uma horta agora ela tá aposentada não trabalha mais mas que que ela tem o orgulho de dizer que criei cinco filhos e um adotado sem nunca ter que usar agrotóxico e só é vendendo verduras e ela tinha que tirar o mato do canteiro da alface com a mão e entendendo com a mão o que que era mato o que que era alface o que que era rúcula o que que era porque ela quase não enxergava o dia que a gente conversou e começou a
partir Das interações ela entender que ela podia deixar o mato na horta que esse mato a maioria das vezes ele era mais benéfico do que maléfica ela falou assim o dia que eu entendi que eu não precisava de arar a minha horta a minha vida mudou então quem é de Minas Gerais eu não sei se o resto do Brasil sabe o que que é ariá é você pegar uma panela bem cheia de carvão e passar areia e limpar Então ela falava eu Arava a minha H Então isso é entender que a Inovação Tá E e
a diminuição da penosidade do trabalho tá no manejo do agroecossistema e tá no manejo da biodiversidade Então isso é uma grande inovação Então eu acho que a gente precisa de de fato começar a pensar isso uma outra coisa que vem muito como inovação a questão dos bioinsumos que é a grande moda né então Eh que que é esse bioinsumos que que que coisa é essa que agora tudo é virou uma uma um vício né falar de bioinsumos E aí tem um movimento muito importante tem Mais de um mas tem um vou falar o nome que
eh tá apostando muito nessa história dos bioinsumos E aí eu tava numa reunião com um grupo desse movimento e a pessoa falou então tá vocês identificam lá rapidinho a doença e qual o bioinsumo que a gente tem que produzir para curar aí eu falei Opa revolução Verde exatamente a ideia da revolução verde é assim que a Revolução Verde atua então o bioinsumo principal é produzido pela natureza quando a gente vê que a gente Maneja o agroecossistema de uma forma e esse agroecossistema produz o seu próprio controle e a sua própria saúde então o que que
é essa cachaça né do bioinsumos bom então eu acho que a gente tem que questionar bravamente estes conceitos que estão em moda né Essas novidades ou essas inovações que estão por aí E a outra coisa que a gente também perguntou lá zaré lembra É que Quem produz essas ferramentas né Então essa a história da China ah a gente acha que para ter então a as máquinas que vão diminuir a penosidade do trabalho Ah vão importar porque o Brasil nunca por uma burrice histórica né porque nunca entenderam que na verdade a agricultura familiar é um grande
mercado para essas máquinas Eu lembro que no segundo mandado do Lula eu fui numa loja de produtos agropecuários e o cara falou assim claro que eu vou votar no Lula eu nunca vendi tantas roçadeira na minha vida igual agora por Quê Porque a roçadeira ele táa vendendo paraa Agricultura Familiar então é uma estupidez da indústria brasileira não ter percebido o grande mercado que é eh a agricultura familiar bom mas a a agricultura familiar também produz as suas máquinas também produz as suas inovações e também produz as suas novidades e produz e reproduz que é o
exemplo de um agricultor Aqui da Zona da Mata que produziu uma uma um tanque de resfriar açúcar mascavo ele aprendeu Como ele diz aprendi o jogo de polias ele inventou o o tanque de resfriar açar mascava e hoje uma pequena indústria de Rio Visconde do Rio Branco que é uma cidade bem pequenininha aqui perto tá reproduzindo isso pros Agricultores já fez mais de 10 desses tanques então produz e reproduz esses instrumentos e como que a gente não vai apostar nisso e vai apostar em outros lugares falei pro zaré outro dia tô devendo isso nós temos
aqui perto uma história maravilhosa que É da tarza não sei se alguém já ouviu falar que produz ferramentas manuais inchada inchadão essas coisas a empresa quebrou não vou contar toda a história aqui e os trabalhadores assumiram coletivamente de forma cooperativa a condição dessas em da da da empresa da fábrica né dessas ferramentas Então como é que a gente passa a investir também nessas nessa na construção local dessas eh da reprodução dessas novidades inovações então a gente Colocou lá no nosso terreiro de inovações que eh o seguinte texto muitas dessas ferramentas já existem mas são pouco
conhecidas muitas dessas ferramentas foram foram inventadas por agricultores e agricultoras nós chamamos essas invenções de inovação ou de tecnologia social queremos identificar e conhecer essas invenções algumas já são utilizadas pela família mas ainda não estão sendo comercializadas ou precisa de investimento Para que sejam Aprimoradas ou comercializadas bom então eh eu acho que isso também é extremamente importante então fortalecer aquela iniciativa que a gente teve e que a Embrapa foi muito importante eh para eh com Augusto com zaré com outras pessoas paraa construção desse segundo terreiro da Inovação camponesa no CBA eu acho que é uma
experiência que veio da da asa né não é uma experiência que a aba inventou então veio da Asa e a gente precisa de fortalecer muito Eh na nos nossos eventos os nossos encontros e criar formas para tá fortalecendo isso então a segunda questão que a Paola colocou foi a partir das suas experiências Quais são os caminhos e perspectivas para o fortalecimento da pesquisa e inovação em agroecologia na Embrapa bom eh e aí não é só Embrapa né É como é que a gente fortalece a pesquisa eh agroecológica né como é que a gente faz a
pesquisa agroecológica e aí eu Quero ler vou ler uma parte de uma mensagem que eu recebi não vou ler tudo espero que vocês não desconfie quem queer porque pode dar problema né mas eu recebi eu recebi um há mais de 2 anos os indígenas do município de oiapoc não conseguem mais colher nenhuma raiz de mandioca para se alimentar Desde o ano passado que o governo do estado vem fornecendo farinha eh comprada em outras regiões do estado tem sido reproduzido manías as Variedades em brap mas já vem sofrendo ataque também testes com fungicidas eh deve ser
tentados para evitar que o problema se alache para outras regiões do Brasil eh eu também recebi um nesse mesmo evento que eu tava eu vi uma pessoa falando falando isso né identifica a doença e traga o o o insumo então será que é é mais ou menos a mesma coisa né identificou a doença então Agora vamos colocar o fundo de C O insumo não é bio mas é o insumo bom E aí também eu recebi vocês devem ter recebido deve ter visto daí um F falando da transferência de embriões para melhoramento genético de Gir Leiteiro
nos assentamentos de reforma agáve eu quase que caí dura até hoje eu tenho vontade de dar um ataque quando eu lembro disso primeiro porque esse lugar que tá fazendo um dos lugares que eu conheço que tá fazendo esse melhoramento Tá pegando fogo porque braquiária na época seca vira gasolina e pastos sem nenhuma árvore sem nenhuma proteção sem nada nessa mesma região os agricultores estão plantando milho transgênico para alimentar seus animais e milho transgénico vai junto handap e pesis queo tanto Milico ainda não escutou não escou tenho certeza disso o tanto que os agricultores estão diendo
se os animais tanto doméstico quanto Silvestre pud escolher eles não vão escolher milho Transgênico eles vão escolher o milho que não é transgênico pode ser até híbrido mas eles não vão escolher o milho transgênico então eh como é que a gente pensa são duas questões que eu levanto primeiro como é que a gente pensa em melhoramento antes de pensar em todo o sistema de produção a segunda questão é transplante de embrião é desrespeito com as vacas e se a gente quer falar de agroecologia é respeito à vida e isso é Desrespeito à vaca e a
gente pode discutir porque quem diz isso são os agricultores e eles falam isso para inseminação artificial não é nem para transplante de embrião a vaca não tem estrutura para receber aquele sêmen O bezerro que vai nascer ali é uma outra estrutura não é a estrutura que a vaca tem ela sofre muito e tem pessoas que até choram quando vê isso acontecendo Então a gente não escuta não escuta os agricultores não escuta as vozes de quem Tá de fato trabalhando com eh agroecologia pra gente tá pensando nas nossas pesquisas bom mas a gente sabe que isso
é a pesquisa convencional como é que ela é feita como é que ela é desenvolvida e muitas vezes a gente entra nessa história Então como é que a gente quer fazer diferente o que que precisa pra gente fazer diferente Então a primeira coisa é a gente entender que a gente tá nessa história e tá nesse caminho Tentando muitas coisas isso que a Tatiana e ces trouxe é mostrando um caminho de tantas coisas que a gente já já tem feito e a gente já tem tentado para fazer isso de forma diferente Então não é só eu
que tô fazendo isso não é só Narcisa que tá fazendo é um conjunto de pessoas que já estão pensando e a gente fica até num dilema numa luta de que nome a gente dá isso é pesquisação é pesquisa militante é Pesquisa não sei o que a aba chamou na ú no último congresso de pesquisa engajada eu gostei desse nome é uma pesquisa engajada porque tem que ser uma pesquisa que tá eh não tá nos contextos Mas ela está na luta pela transformação dos sistemas agroalimentares eu acho que a primeira coisa que a gente podia fazer
eu já tinha até proposto isso lá pro MDA mas que não dou conta de fazer e também não rolou né que é a gente sistematizar Essas nossas experiências com essa pesquisa engajada com esse jeito diferente que a gente tá buscando aprender e reaprender muitas vezes sozinho de como é que a gente faz essa pesquisa engajada e como é que a gente faz essa pesquisa de uma outra forma então eu acho que uma primeira coisa pra gente fazer a pesquisa essa ciência engajada ou a pesquisa contextualizada é a gente entender que um princípio epistemológico da agroecologia
é a Articulação da sabedoria Popular com conhecimento científico Então como é que a gente faz essa articulação porque é entender que o conhecimento científico é importante mas que essa sabedoria popular é muito importante nas universidades a gente tem como um princípio Constitucional a indissociabilidade entre ensino pesquisa extensão Eu acho que isso vale para todo mundo porque toda tudo que a gente faz a gente aprende e a gente ensina e fazer a Indissociabilidade pesquisa extensão é fazer isso de forma articulada campo e e a unidade de pesquisa né como é que a gente tá fazendo isso
de forma articulado com a a com com com os agricultores com as agricultoras com com aqueles que têm essa sabedoria Popular bom mas a gente precisa de repensar esse conceito de extensão né então o que que é na verdade que a gente tá chamando de extensão bom e a gente sabe que esse modelo de extensão na Revolução verde e Esse modelo que a gente tem ele na verdade ele leva os agricultores a pensar que na verdade eles não têm conhecimento que precisa do conhecimento técnico para fazer as suas transformações como a própria Ana Maria primaves
eh já disse então a gente tem que repensar e reconstruir e eu tô falando isso muito rápido os nossos conceitos de pesquisa os nossos conceitos de ciência e os nossos conceitos de extensão e de ensino e de Educação e aí quando a gente fala de repensar isso eu acho que a gente precisa de aprofundar um pouco na filosofia da ciência a gente entender que que é de fato o conhecimento científico de onde ele vem como é que ele é produzido como é que ele é feito e eu acho que não é esse objetivo mas eu
coloco como uma um uma questão de aprofundamento esse entendimento da filosofia da ciência e aí a gente tem que perguntar então como é que a gente Constrói na prática essa indissociabilidade entre ensino pesquisa extensão E aí eu gosto da música do Milton Nascimento da do dos baes da vida né com a roupa encharcada a alma repleta de chão todo artista a gente pode falar todo cientista tem ir onde o povo está se foi assim assim será cantando me disfarço e não me canso de viver e nem de cantar então a gente tem Tá qual que
é o cientista que de verdade da agroecologia tá querendo encharcar a Roupa a gente sabe que tem muito mas a gente precisa de saber que é este para mim no meu entender este é o caminho pra gente fazer essa pesquisa engajada né então a gente tem que ter a alma repleta de chão e a gente tem que ir aonde as pessoas estão bom para isso a gente também não precisa de ir só no voluntarismo né então a gente precisa de metodologias a gente precisa de criar ou de inventar ou de adaptar a e mas utilizar
metodologias que permite a Gente tá fazendo esse diálogo dos saberes ou esse diálogo do Saber camponês o Saber doos agricultores com esse conhecimento científico eh e aí para isso para fazer isso eu acho que é extremamente importante isso que os núcleos de agroecologia eh e aí tem que fazer uma grada ao Fabrício né dizendo que graças ao bianquini lá na sfia que a gente conseguiu avançar muito com os núcleos a importância do dos núcleos de agroecologia é na construção Das parcerias então era muito a gente colocava isso nos editais e espero que também coloque na
frente a importância das redes né o território científico ele é muito inóspito então a gente precisa de construir de fortalecer as nossas redes pra gente conseguir fazer essa essa disputa E aí usando Maria Betânia né não mexe comigo que eu não ando só eu não ando só e eu não ando só então pra gente ter força a gente precisa de fato de construir as nossas Parcerias e de construir redes né então a questão das redes é muito importante a construção das redes e o uso como eu já falei antes das metodologias E aí nessas metodologias
eu acho que a gente precisa de construir esses diálogos agroecológicos eu não vou entrar em detalhe desses nossos diálogos como que a gente aqui a partir de Viçosa a gente tem tentado construir esses diálogos paraa gente construir as nossas pesquisas a partir desse engajamento eh Com a realidade nos territórios com o que tá acontecendo mas eu vou só pontuar algumas coisas porque às vezes a gente pensa que a metodologia o método ele é muito distante de nós e nada a gente sabe fazer muitos deles e que a gente só tem que fazer isso de forma
constante a gente tem que tá o tempo todo nesse engajamento né então por exemplo em 1993 a gente fez um drp um diagnóstico Rural participativo zaré participou como estudante junto com Clodoaldo falei até Com o Clodoaldo esses dias zaré amigo dele me passou o contato e relembrando desse diagnóstico o tanto que isso mudou a nossa relação com o território o tanto que isso deu um rumo à nossa pesquisa claro que zaré participou como estudante foi embora mas nós continuamos aqui nós continuamos fazendo cri as as condições para Essa pesquisa é para esse trabalho dar continuidade
então a gente começou com o drp depois a gente fez um monitoramento depois a Gente fez uma sistematização dessas experiências são todas são técnicas que a gente conhece então como é que a gente vai fazendo isso de forma é o princípio da educação popular dois minutinhos a gente não vai lá e e vai embora né bom a gente foi construindo muitas coisas e a gente construiu os câmbios agroecológicos que é esse momento de estar constantemente nas comunidades conversando com os agricultores E por que que eu quero Falar dos intercâmbios porque ele é muito parecido a
metodologia ela tem muita similaridade com camponesa camponês e eh eu acho que o camponesa camponesa a gente precisa de estudar melhor e de praticá-lo melhor e agora a gente conseguiu eh aprovar um projeto e olha o que que é a grande novidade desse projeto primeiro que a fapemig que apoiou o projeto e é um projeto com uma quantidade de recursos razoável para trabalhar o campones a campones com o MST e num quem coordena o projeto é um professor da da da da Faculdade de Medicina da UFOP então é uma articulação com a saúde e eles
trazem pra gente o conceito da salutogênese que é você identifica o problema em conjunto você busca su Soluções em conjunto com as pessoas Então isso é para voltar à história do fungicida identificou o problema em conjunto a solução está lá não precisa de vir solução de fora como é que essa solução é buscada e é Encontrada lá no próprio território mas para isso precisa de ter boa vontade das pessoas Então eu acho que esse conceito da salutogênese aplicado ao conceito do manejo dos agroecossistemas e ele vem da Saúde eu acho que ele vai ser muito
important desde quando eu era da senap eu falo e coloco essa questão da gente avançar nesse conceito pode ser com as nossas metodologias o jeito da gente fazer toas adaptações que a gente quiser mas avançar no conceito do camponesa Camponês inclusive também como lugar das nossas pesquisas e das nossos dos nossos encontros dos nossos diálogos eh com o os agricultores e agricultores e a gente redefinindo as as nossas inclusive as nossas eh as as nossas narrativas né Fabrício fez a crítica a partir da Elisa né Foi ela no CPA tava na mesa comigo da do
nome troca de saberes a gente tá na 15ª troca de saberes a gente vai fazer semana que vem é um encontro com mais de 500 agricultores e agricultoras e Professores de quem quiser vir aqui na UFV durante três dias no meio do agronegócio no meio do coração do agronegócio que a semana do fazendeiro se fosse hoje eu também não utilizaria a palavra troca de saberes eu usaria diálogo de saberes mas a gente usou há 15 anos atrás então eu quando o Fabrício falou eu falei eu vou colocar o slides pra gente vendo também como é
que a gente tem que ir repensando também as nossas palavras e as nossas narrativas Né mas a gente tá fazendo as coisas a gente tá construindo os diálogos embora o nome não seja mais adequado bom e a gente tem feito também coisas nacionais né como as caravanas agroecológicas que são lugares também da gente construir os diálogos da gente fazer essa interação e de criar o lugar de fazer a interação os diálogos de saberes e para terminar falar das publicações né Eu acho que a gente tem que entender que publicação é uma forma de socializar o
Conhecimento e que a gente tem tanto que fazer um esforço para publicar no no no numa revista internacional porque Como dizia uma professora da UFMG meu currículo ltis eu mordo então a gente publica não é para aparecer não é para para dar eh fomentar o ego cientísta do cientistas mas é pra gente fazer a nossa disputa e a disputa hoje científica a disputa na pesquisa ela se dá pelo menos na universidade muito pelas publicações mas a gente também tem que publicar de Forma a gente tem que comunicar os nossos resultados em várias linguagens né então
uma das linguagens que a gente utiliza é esse boletim que a gente chama nossa pesquisa na roça mas tem várias outras linguagens é isso para não passar do tempo muito obrigada e espero que eu tenha contribuído para o debate de alguma forma muito obrigado Irene contribuiu demais contribuiu de mais você trouxe vários elementos né aqui para pra gente Em termos de orientação e de reflexão né Principalmente Então queria agradecer demais essa perspectiva eh da construção do conhecimento né da dessa evolução também né a partir das experiências locais a história do caminho se faz ao caminhar
né e é muito legal poder olhar para trás por isso então assim muito obrigada por por compartilhar com a gente e muito obrigada pela existência mesmo né dessa história toda então acho que a Irene trouxe essa questão da Pesquisa engajada né versus uma pesquisação esse fundamento básico da agrec olia que é essa articulação essa interação entre os diferentes saberes entre os diferentes conhecimentos eu acho que é muito caro pra gente né A questão das metodologias eu acho que uma perspectiva que a gente vem experimentando também ou tentando experimentar é essa pesquisa que se faz integrando
né a pesquisa a até o ensino e os agricultores Eu acho que o o modelo Do edital dos núcleos da agric olia ele trazia um pouco dessa ideia Já também né pra gente eh dar continuidade e as metodologias e um ponto principal interessante é esse questionamento né sobre esses termos da moda e como inovação e bioinsumos né e o que que isso eh quer dizer nos dias atuais e nessa Arena né nesse cenário que que a gente se encontra Então queria agradecer mais uma vez a professora Irene e queria de pronto passar a Palavra então
pro Professor Narciso agradecendo já IP adamente pela disponibilidade né pela gentileza de est aqui com a gente e está com a palavra Narciso pelos próximos 30 minutos pelo menos E aí depois da fala do Narciso a gente abre aqui pras interações tá pessoal só reforçando Então quem quiser pode botar pontos ou questões no chat ou depois clicar no ícone da mãozinha aqui eh levantar e a gente eh dialoga começou uma chuvona aqui no no Mec Palas en México mu buenas tardes Brasil no puedo ha en portug vo [Música] haol [Música] trat para seend Rida una
para tranqu genteo bemo primo Ago inv han Gracias a paa grup trab agec AG gra invita para un Honor conco algunes algunes ya hemos dialogado en diversos lugares de Brasil Y esto que ustedes han presentado ahora me permite tenor clarid sobre la historia la agroecologia solamente Embrapa desenvolvimiento de un movimiento social un Eno en un pa tan importante en eso como es Brasil All una primer Pregunta intent encontr intentado buscar algú trabajo que sistematice en el Marco De La historia la agroecologia brasilera fuon impactos causad durante perodo bolsonaro transcr movimiento Y el proceso agroecológico en
ese momento de Crisis porque necesitamos aprender de esos momentos tan difíciles Y no He encontrado un trabajo que me ayude a Entender cuáles fueron esos impactos qué significado tuvieron Y qué deberíamos aprender de eso eso es muy importante solamente hac ese apunte antes inici alocución Yo vo a mi perspectiva Voy trat ha CCO se temas manerao Pero coincidiendo con Irene en Buena medida ese sentio lo Aupa mar pla es enfatizar deseo hablando Y Entonces Es mi perspectiva de agroecologia latinoamericana de la agroecología como una disciplina como un movimiento Y como vi cotidiana Y no so
agroeco de forma yo no so agrónomo so geógrafo so antroplogo estudi geografía para mirar la realid social desde arriba Y entendiendo elacio estudi antropolog para hacerlo desde abajo de manera dialéctica tener Esas dos miradas desde arriba Y desde abajo para tratar de comprender la realidad de manera más compleja esa complejidad eso me ha permitio Entonces entend digamos estas realidades una pers compl cinando mir iba caminando Y hablando con la gente Y mirándolo Desde el satélite desde mapa desde lo estrictamente geográfic esta este vnculo entre geografía Y antropolog me ha permitido un caminar para estudiar Las
relaciones Humanos no humanos no hablo de naturaleza ni de Cultura ni de sociedad hablo de humanos Y no Human des historia ambiental des estudi ont pu indígen comunes campin la geograf paisajes rurales desde la etf Y Etec Y desde vínculo entre agroecología lo político Y lo biocultural esto último es lo que a m me interesa más en este momento los vínculos entre lo político la teoría política la teoría de lo Polin agic biur siento ve está poco mirada Y analizada en proceso de crecimiento nuestro en agec ese Marco interesa desde mi perspectiva tocar Los siguientes
temas en primer lugar Creo que todo agroa institu agroeco proces ha Una profunda y una beda partiendo de la Crisis actual no es Posible segir seguir pensando en un desenvolvimiento agroecológico sin dejar sin pensar el significado de la Crisis en ese sentido me parece que la agroecología no es una nueva revolución verde o no es una nueva revolu en sentio como se plante a mediad del siglo pasado sino que actualmente la propia Crisis digamos en ese sentido la Crisis que ha producido la revolución Verde Y el Agronegocio cambian la situación Y el contexto de manera
mu Evidente Y es necesario ten claridad sobre esto la devastación significa la Dev soilen a el caminar agroecológico hacia transiciones hacia los horizontes alternativos agroalimentarios no es posible hacerlo sin hacer una reflexi profunda del significado de la Crisis de Sus impactos de SUS colapsos de SUS salidas de Los de Las disputas este mismo esta misma Crisis está enfrentando por lo tanto difiere mucho de lo que sucedi a mediados del siglo pasado Y nos tendría que hacer reflexionar sobre significado de lo que estamos viviendo actualmente un planeta má Caliente un planeta violento un planeta sin petrleo
una era po Petr un planeta devast un planetae se reduce la diversid su sentido amplio se reduce la experiencia se reduce la resiliencia Y se resb la Salud en todos los sentidos Entonces Esto Es lo que debería animar una reflexión desde lo agroecológico para pensar Eno frenar esos impactos Yo buscar las salidas a Ello en el Marco de Una situación que es inédita para humano Y no puede dejar de pensar vivim la normal y la agroecología tiene que ser una agroecología de bomberos Una agec militante una agec de restaura una agec de articulación de nuestras
solidaridad Y nuestros lazos sociales Esto Es lo que nos permitir el diseo creativo agec Pero adaptas a diversas Y contrastantes territorialidades está Hoy en una situación de disputa en una situación de devastación en una situación de Crisis Esto Es que necesitamos Entonces recuperar este sentido Y esta conota del territorio esfuerzo humano Y el esfuerzo planetario ha sido sostener la diversidad como un Concepto amplio Y vivimos en un momento de reducción esta digamos para explicar con una metfor dir nosotros viviendo un planeta canceroso metastásico AL ncle y y lugares ene se reproduc agec invisibilizadas agroecologie digamos
los procesos que se Dan localmente Y que permiten frenar el calentamiento global que permiten frenar El imperio de la Soya que permiten frenar pues la devastación significa esta situación decer con metas y los alveos sanos Son precisamente los ncleos ene se desarrollan las agec invisibilizadas Yo llamo agroas descalzas porque siguen pisando la tierra como deberían como deber hacerse en ese sentido no existe una sola agroecologia ese Sera un pun importante P en ruc la diversid procesos Agroecológicos históricos emergentes etca sino ampliar esa diversid Y Entonces pensar en qué principios ymo adaptar a esos territorios para
lariz la agroecología Y dejar de pensar en una agroecología para entender que en la realidad esos procesos lo que está coners agic Adapt históricamente a los sujetos Y adaptados pues en los contextos territorial Ello requiere enton desde mi Punto de vista repensar a profundidad y Con conciencia los aprendizajes que deberemos de construir medi nuevos esquemas educativos Y pedagóg CR situ ene está fluendo los procesos incipientes de agroecología en nuestro en nuestra Regi en América Latina Y en Brasil Y qu otras pedagogías nos permitirán salir de esa formalización de la educación que nos Está pesando tanto
estos esquemas educativos Y pedagógicos deben estar centrados en Valores éticos Y Morales que nos permitan habitar nuestros territorios contido eso es un principio inalienable ese es un principio para la reflexi agroecológica para el hacer Y el saber agroecológico que no puede dejar de expresarse porque hemos resquebrajado nuestros Marcos éticos Y Morales en el en el digamos en la profundida Crisis unas otras pedas para fortalecer paulatinamente aunque no nos queda mucho tiempo Unos Nuevos horizontes civilizatorios pensando en generaciones que vienen y muy seguramente pasarán momentos difíciles Esto Es también crítico losos los jóvenes las mujeres los
viejos en Fin deben de ser actores centr nuestra refle especialmente nuev Gener otr otras sistemas educativos para un planeta má Caliente má violento Y Petrleo qué significado tiene eso en términos del mantenimiento de la diversidad biocultural y la beda de Reflex acerca de nuestra conciencia Dee CR refle la Crisis de nuestro conocimiento científico especialmente el de carácter positivista tecnocientífico Y solo en el encuentro de saberes como lo dice Irene podremos Reducir nuestra ignorancia cada vez nosotros los científicos y los técnicos Somos Más ignorantes vemos el árbol Pero no y los otros en una Regi inmensamente
rica como lo ES Brasil en sabidurías Y prácticas alimentarias que han sido negadas o invisibilizadas la riqueza consiste Entonces en recrear la diversidad biocultural medi el intercambio de experiencias en este caso alimentarias Con el objeto CR mod palabra Inovar primo ha mitigar primo ha restaurar producto de colapsos y impactos territori la profundiza de la Crisis y la innova salr Pero qué significa esa innovación en el Marco de esta Crisis Y esto Hay que hacerlo colectivamente los horizontes Y transiciones agroalimentari deben de basarse en esta reflexi de el contexto De pluriverso agroecológico centrado la diversidad biocultural
que se expresa nítidamente en Brasil no es lo mismo una agroecología amazónica una nordestina no es lo mismo una agroecología en el Matoso no es lo mismo la agroecología la mata atlántica o del sur dec algunas regiones de su paí inov significa inov lugar la construc agec en los territori peroo traduc esto en la práctica agroecológica este es el sego Tema Pio Yo Y lo pongo a debate es necesario rebasar el estrecho Marco De La investiga en la parcela es dec pertan decirlo des transdisciplinar Y el enriquecimiento desde otras disciplinas Y desde otros saberes reorg
lo agroecológico desde la experiencia Y desde la diversid en ese sentido transes deben de disar en territori concreto concep geoe Es sumamente importante Y reto las palabras de Manzano gzz deos Y por supuesto de Milton Santos digamos alumbran esta Idea de Que Hay que territorializar nuestros procesos agroecológicos con caminar colectivo conu Person concet coner concretas no solamente pensar exclusivamente la produc como un acto técnico aunque Sea fundiendo lo Agronómico lo Ecológico sino Marco pensar el sistema agroalimentario en su conjunto desde la producción hasta consumo y los desechos esc agec perspectiva de segir centrándose en el
trabajo en la parcela sino debe de centrarse fundamentalmente en el sujeto en el sujeto agroecológico en la Persona en el colectivo el colectivo que transforma el colectivo que le da valor El colectivo que hace intercambios el colectivo social que consume Y Agent como digamos Central en el Marco de procesos de territorialización agroecológica y en ese sentido Entonces la mirada debe de ser Desde el Campo a la Ciudad Y viceversa es decir Uno de Los problemas mayores que tenemos en América Latina es el consumismo Metropolitano el consumismo Urbano Neces con consum con Person vamos hacer un
esfuerzo mu Grande para la articulación de Las esferas de lo agrario con las esferas de lo Urbano desde la producción hasta hasta el consumo desde la parcela hasta la mesa esta mirada implica necesariamente pensar nuestras investigaciones de forma innovadora en el territorio Ciudad Campo rela Camp Camp involucrando divers asumiendo las intersubjetividades en un Marco de Interculturalidad intergeneracional Y de género esos Son conceptos centrales que deben de estar digamos tejidos en nuestros proyectos concretos cualquiera que fuesen estos para poder hacer agroecología transformadoras radicalmente recr dise trans alimentari territorializadas su pua en marcha concreta imposible en la
Crisis seguir haciendo agroecología en la parcela de La manera convencional Y obtusa ha reflexion otra perspectiva Punto deista compartir alimentaria Una Sol dimensi la transforma radical Se Re la Cris es dec digo con est pensar territorio Y sus territorialidades no basta solo con encontrar la soberan alimentaria la justicia alimentaria sino reconocer la base Materi lug lugasa otras injustia otras justici la justicia en salud la justicia energética la justicia en los modos de habitar y una soberanía en las formas de intercambiar los bienes materiales los saberes los suos los sentimientos y la estética una economía otra
que nos libere del intercambio de mercancías y del valor monetar exclusivamente Y Ahí Creo que en ese sentido Interacciones en los proyectos debe de ser con las esferas de la salud las esferas de lo energético las esferas del habitar de la vivienda esferas de lo económico de Los intercambios Y por supuesto del consumo no es posible pensar que laber alimentaria una autonom territorial si nosc un una un Camino de interseccionalidad con estas otras esferas porque Entonces no habrá Soberanía territorial estas cinco dimensiones comida salud energía vivienda e intercambio sian ser transformadas radicalmente Entonces habrá o
se conseguir una soberanía territorial medi nuevas territorialidad en nu Barrios favelas comunidades agrarias Y hogares todo Ello en el Marco De La policis que padecemos nunca dejar de pensar en la Crisis estamos viviendo ese es templete es es la alfombra ese es El piso debemos de pisar con conciencia aquí es necesario el concurso de por lo menos cinco actores políticos estratégicos para ser efectivas las lug Camp crtic pu orinar afro Y las de Las comunidades campesinas estos Son los actores críticos que empujan con SUS miradas Y con SUS prácticas con SUS narrativas con SUS teorías
el empuje de Las transiciones horizontes alimentari Tecci del Transform si lo Pens bien lo asim la transdisciplina la multidimensionalidad de La Vida en los territorios o como laman ahora la interseccionalidad está en la base de Los cuidados que se nos diluyen rápidamente se diluye la diversidad se diluye la experiencia se diluye la resmin nu del Planet Etcc siendo esa es la riqueza de la experiencia humana del sostén la diversid biocultural nuestra Regi Y del planeta los cuidados Y Elos de vivir la vida contido de pisar la tierra con reverencia Y ofrecer compartir Y recibir en
consecuencia rebasar el significado sentio lo experto Y del experto con Idea de reconocer Y aceptar que cada Uno y una de nosotras tiene experiencia en Función del lugar en donde se encuentra Y de lo que le ha tocado vivir todas Y todos somos expertos e ignorantes a la vez Y el tejido colectivo a diferencia de lo individual es lo único permitir salir de nuestro embrollo como humanos de esta policis [Música] Art desde mi perspectiva diría la agroecología es política o no es agroecología Y esto tiene Consecuencias fundamentales en el sentido de hacer agroecología desde la
academia desde la Universidad desde territorio en una Crisis inédita para el humano como la que vivimos hoy el saber resolverla es decir el conocimiento y la técnica requiere la innovación de Las prácticas Pero estas no podrán ser sin el quecer de lo político Elon musk utili su tecnolog desamente para ha Política eso es lo que importa hacer política poner al servicio multitudinario el hacer Y el saber s convenc negociar transformar para perdurar el hacer agroecología es hacer política como tener Claro el comer es un acto político Y cultural en eso reside la soberanía en vivir
la vida siempre negociando para darle sentido al vivir con cuidado Y con plenitud eso es lo que Hacemos todos los Neo agic campesino revoluciones agroecológicas metamorfosis como las que queramos nombrar como lo que queramos nombrar o como la que queramos nombrar todo acto agroecológico más allá de Las habilidades Y concreciones que suponga es un acto poltico negociar arrancar convencer volver trans ti che ser la agec para Seaa consecuente para frenar la Crisis mitigar colapso Y buscar esas transiciones horizontes construir un pensamiento heico liberador transformativo estiv reforma agraria integral no habr agroecologia emancipada Yo es importante
decirlo en la situación que vivimos Y especialmente para América Latina Brasil Colombia Argentina Chile en Fin este es un Problema Central que nosotros no podemos de dejar Reflex transformaci Ricos para si esto será posible los impactos Y colapsos de esta Crisis recues el covid-19 pasan necesariamente negociar una reforma agraria integral en nuestros Paes el acceso a la tierra implica no solamente La parcela que se va a poseer de Una u otra manera pasa tambi trab del acc independientemente de su etnia de su edad de su color etc pasa por resolver El relevo generacional en el
Campo Hay Algo la agroecología tendr que estar reflexionando de manera sistemtica jóvenes van ha la agroecología en el 2050 Hay una Crisis del relevo generacional signific ti que Jenes seg en elamp ha significado la educación formal para que los y una cultura soterrada por el pensamiento hegemónico de que los jóvenes tienen que ir a la Ciudad o a La Universidad para volverse obreros calificados sostener en el campoo hacerlos creativos hacer esa innova cultural esa adaptabilidad a través de elementos culturales propios Y apropiados para que estas nuevas generaciones se mantan Y Enrique enriquez esa diversidad Y
no solamente en el Campo sino también en la ci pasa Entonces por establecer Marcos educativos para resolver en primer lugar Y con la experiencia creada otras formas de hacer territorio de recrear Y de fortalecer norm conr CR form interc por supuesto fortalecer maneras de com segú nuestr gustos enraizados nuestra memoria prodio pasa por robustecer el papel político del movimiento social Y convencer a aquellos que hacen agroecología por terquedad Campina o alimentar gruo del proceso agroecológico si lo miramos Como una V lcta Son aquellas velas Y no faros esos puntos que tienen poca ilumina que Son
los lugares en donde se hace agroecología por tered la agroecología de Los descos que no pertenecen a ningú movimiento social que no tiene nada que ver con la agricultura con la agroecología emergente gente AG neid a esos ha convencer para fortalecer nuestro trabo en territori Termino mi Tima refle reflexionando sooo pues digamos no me da tiempo profundizar en cada aspecto per agroecología para con quién parao una poliis la que padecemos los humanos requiere de un cambio cualitativo para pensar el mundo hacer mundo Y transformar dejar de pensar que existe un solo mundo el mundo de
la modernidad el mundo de la ciencia el mundo de de la verdad que se construye pensando que el planeta está construido Por un solo mundo Y ampliar esta Idea para pensar existen muchos mundos Y que esos mundos otros Son los que permitirán la transformación radical que nosotros estamos soando Y que nosotros estamos trabajando para que no Sea exclusivamente un suo ya no es posible repetir lo mismo que hemos Hecho Y que ha resultado en una especie de catástrofe Entonces para el bienestar de nuestros nios y nias y esto lo enfatizo Y de la juventud y
los pueblos futuro Prximo yasad queos C para perdurar Como especie en este planeta convulso para nosotros me parece que por difícil que sea cualquier proyecto de investigación e innovación agroecológica requiere del concurso de todas Y todos nosotros ya no má expertos Legos ya no más extensiones rurales jeric y verticales ya no más paternalismo del estado Y del agroni en Contex de mi charla Rei fundamentalmente de un cambio de Nuestras perspectivas Y formas de hacer nuestro trabajo una revolución en las formas de hacer agroecología desde los lugares en donde nos ha tocado termino diciendo esto requiere
de compromiso social requiere de responsabilidad colectiva Y requiere de repensar nuestro papel en este momento tan crítico para revertir ego experiencia acadmica Recon toas Tog dec Y papel nuestro debe de ser político toda investigación todo proyecto en este Contexto requiere que seamos capaces de entender con quién Y para quiénes trabajamos Y entre todos Constru el lo hacemos en este sentido me parece necesario que desde una mirada territorial deum PR una agec acadmica un plo agec basadas en idiosincrasias de Las personas SUS historias Y SUS culturas atrias en SUS territorios solo Así se preservar la diversidad
de experiencia agroecológicas para revertir Los Impactos de esta inédita Crisis muchas gracias Y disculpen que me llevé unos minut ente as suas contribuições os seus pontos eh e acho se tem muitos agora elementos né pro debate professor falou dessa mirada desse olhar e desse significado das polic crises do significado dos territórios eh dos atores e dos sujeitos da agroecologia né Principalmente os Agricult toos familiares camponeses indígenas as mulheres os jovens eh as populações e de origem africana quilombolas os negros na na América Latina hoje que o professor trouxe vários elementos né das diferentes agroecologicas dos
princípios da agroecologia para esses pluriverso eh do sistema educacional realmente né que educação a gente eh vai ter e um tema que toca diretamente é sobre essa crise né do conhecimento científico que Ir falou bastante dela também e tem bastante a ver com a nossa discussão né Eh todo o contexto né Principalmente esse fechamento eh sobre a reforma agrária fundamental no contexto do Brasil também a reforma agrária e agroecologia e sobre esse fazer agroecologia eh com uma questão política né sobretudo em todos esses esses espectros aí da da atuação Então eu queria abrir já paraa
participação do público Eh agradecer a Irene ao Narciso a Tati el Costa né pelas pelas palestras pelo conteúdo pela experiência pela disposição aqui com a gente agradecer o GTB Ecologia de novo pela abertura desses espaço e sobretudo agradecer a todos os participantes né a todos e todas as participantes porque a gente chegou num momento dessa reunião com 70 pessoas né agora a gente tá com 60 Então queria agradecer também todo mundo que tá participando Eh e dizer também reforçar né que Fabrício falou no começo que esse vídeo essa gravação desse seminário vai ficar disponível no
YouTube da Embrapa nos próximos dias eh então para quem quiser fazer contribuição via chat daqui a pouco eu vou caçar aqui e vou ler e vocês me ajudam por favor e quem quiser fazer comentário se inscrever faz que nem o Evandro aqui né Levanta a mãozinha porque o sistema mesmo organiza aqui a Ordem das intervenções e pra gente ficar eh mais fácil de abrir a fila e acompanhar então Evandro por favor Boa tarde a todos e todas eu vou me apresentar principalmente professor narcis e para alguns outros que não me conhec eh meu nome é
Evandro rolanda eu atuo na sede da Embrapa aqui em Brasília eh já estive em alguns centros lá na embrapas eh no centro de pesquisa da região semiárida e também trabalhando com caprinos e olinos eh e tive o Privilégio de participar desses três grupos que a Dra Tatiana chamou de os grupos eh GT da esperança que eram grupos de trabalho que visavam como definir estratégias e instrumentos de gestão da Embrapa para trabalhar numa perspectiva que fosse adequada né aum aos processos de transformação eh um deles lidava com a questão da inclusão socioprodutiva que para nós aqui
Professor naciso tem muito a ver com a sua fala tem muito a ver com O seu com o desafio posto de enfrentar as grandes transformações né porque o a gente vive uma pocrisia amar que a gente vive um problema de de desigualdade social um problema de eh climático e um problema que impacta a saúde a cultura e e o modo de reprodução das unidades tradicionais então nessa perspectiva esse grupo trabalhou e teve uma uma questão que é muito muito concreta que sai com as análises da Embrapa que eu acho que é muito importante para o
debate que nós estamos vivendo sobre a questão do papel da Inovação ou diria o papel da agroecologia e da Inovação né E aí nessa perspectiva a gente esse início em abril nós fizemos um debate eh com várias pessoas sobre a ciência o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia e como organizar isso para promover transformação ecológica dos sistemas agroalimentares Ach que esse é um debate Central nesse processo da agric olia eu diria que a a gente deve abandonar o nome inovação mas S lutar para que qual inovação a gente precisa que política de inovação a gente
precisa há vários grupos no mundo discutindo esse processo né que não há Apenas o modelo de inovação pautado na na no na lógica né da desconstrução Eh vamos dizer da da destruição criativa do Capital que é isso que palta hoje nós temos que construir uma outra e a agroecologia Passa por isso né mas eu não eu eu fico feliz quando nós chamamos o debate sobre inovação camponesa ir porque nós começamos a discutir uma inovação para esse fim eh Há um grupo grande no mundo discutindo sobre a questão da Inovação transformadora que pauta no enfrentamento dos
Desafios sociais e não no crescimento econômico nós precisamos começar a trazer isso se nós queremos organizar a política de ciência e tecnologia para esse direcionamento Senão nós vamos ficar começ continuando a debater muitas coisas e às vezes fazendo ações pontuais ou em nível de propriedade ou ou e e não no nível mais de território realmente e conectando com as imagens políticas porque a solução ela é complexa ela é multisetorial intersetorial e tá n vários níveis ela é muito escalar ela não é apenas no nível e tem uma perspectiva que então nós discutimos isso para trazer
três abordagens de para dentro da Embrapa Para organizar o sistema de pesquisa da Embrapa uma É pautada nos territórios mas conectada aos sistemas agroalimentares territorializados e em inovação transformadora A primeira é centrando em que território não é apenas o espaço físico mas sim as respeitando as dinâmicas sociais e econômicas a segunda porque existe outros modos de organizar a produção que não aquela pautada apenas na Revolução verde e uma terceira é como Eu organizo as ações de PDI Esse é um grande uma grande questão central para nós eu acho que esse debate do GT traz isso
né então nós eu acho que mobilizar o conhecimento e a ciência para consolidar iniciativas inovadoras exige ir para por exemplo pensar em como acelerar as capacidades locais em como acelerar os negócios sociais e solidários em como acelerar os processos de transição ecológica então isso acho que é é um desafio para nós eu acho que Construir não adianta fazer a a luta política interna ou externa seguindo as mesmas ferramentas e os mesmos modelos ou então produzindo ativos tecnológicos como é dentro da Embrapa com o nome de de de de de de práticas ecológicas quando na realidade
elas vão ser orquestradas para oferta pro mercado a gente precisa de outra orquestração e esse é o desafio por exemplo que nós estamos lidando no na construção do programa de inovação para agricultura Familiar e agroecologia com o MDA com o MEC com o mcti com Ministério do meio ambiente e com a Embrapa que o zaré se tiver aqui presente é quem tá coordenando isso e que e que é onde a gente muda o foco das cadeias produtivas para a promoção de sistemas alimentares territoriais nessa perspectiva Professor eh me parece que eh nós estamos aqui no
Brasil usando muito o termo de agroecologia para as cadeias produtivas não me parece adequado não sei qual a Sua opinião a opinião de outras pessoas né mas nós estamos usando muito com esse termo Às vezes tem até editais agroecologia a cadeia produtiva x y z cadeia produtiva se pauta na Perspectiva da organização de PDI pela competitividade não pela solidariedade e então assim focar em Sistemas agroalimentares territorializados me parece um ponto importante então e também ter uma abordagem de de de perspectiva de transições sociotécnicas E não uma perspectiva de inovação induzida mas isso precisa tá no
no na praxe diária do modo de fazer pesquisa e não apenas no discurso né então acho que esse é um grande desafio Como construir uma uma eu vou usar o termo de política de inovação para não fugir não perdermos isso porque isso tá no no foco do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia como termos uma política de inovação pautada na superação e nas transformações necessárias paraos Grandes desafios sociais e ambientais Como organizar as ações de PDI para uma empresa do tamanho da Embrapa que não é só um projeto mas sim todo um conjunto de ações
que passa por exemplo pelos sistemas de avaliação que passa pelo processos de treinamento e capacitação dos atores para usarem abordagens né Para que não seja para que a gente lute contra hegemonicamente contra o sistema que tá dado né como fazer uma ciência e tecnologia pautada na solidariedade e Não na competitividade esse ano teve uma uma fala aqui no na Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia onde a o termo era agroecologia competitiva e sustentável E aí eu perguntei lá mas esse termo não condiz agroecologia é solidária e não competitiva né Então essas são questões que a
gente tem vivenciado e me parece que que esse desafio de organizar as ações de PDI eh ela se faz extremamente necessário nós precisamos aprofundar isso dentro da Embrapa e eu acho que esse GT assim como o comitê de inclusão socioprodutiva que eu represento ou e os outros GTS buscavam esse esforço né e eu acho que esse é um desafio a Irene colocou alguns pontos eu até Irene te passei uma mensagem no no privado no chat que eu acho que a gente pode aprofundar um pouco mais esse debate acho que o esforço que nós estamos fazendo
Eh aí coordenado pelo zaré no MDA é um esforço que vai nessa direção né e as várias Formas de de fortalecer os nichos de inovação as redes alimentares alternativas e as redes da sociobiodiversidade para que a gente possa mudar o regime sociotécnico predominante eh nos territórios eu agradeço Paola Fabrício pela oportunidade de organizar esse evento aos a quem falou aqui eu eu eu só para fazer um ponto né Eh na fala da Tatiana eu acho que eh Tatiana eu só incluiria que nós tivemos um rescaldo grande aí Quando foi criado também a a mudança do
seg do pd o seg em rede para o seg focado em ativos tecnológicos aí houve um um reforço dessa dessa desse fim vamos dizer das dificuldades para a agroecologia na embrava certo tá joia Obrigada Evandro eu vou ler um pouco dos comentários aqui não tem ninguém inscrito depois do Evandro mas tem questões eh da Mariane também acho que vou começar pelas questões dela depois eu vou dar uma Passada nos eh nos comentários Gerais deixa eu ver Mariane quer colocar as questões ou eu olí o que tá aqui aqui ó a Mariane perguntou Irene gostaria de
ouvir sobre sua experiência com oportunidade de financiamento das pesquisas em agroecologia como tem funcionado isto para os projetos de vocês há recurso Quais as oportunidades e aí a gente tem uma série de comentários Eh a parte do Eden eh dizendo que em 2002 ele foi estagiado e manejo da Catinga para sistema agross pastoril com o professor com com o pesquisador João ambroso e voltou em 2009 para Embrapa como empregado depois foi acolhido por essa rede de agroecologia e produção orgânica na Embrapa hoje está no process sur com o GT rede de jovens com perspectiva agroecológica
assim também ele se situa Nessa linha do tempo né foi no momento da das linhas do tempo né que a Terezinha fez exatamente esse comentário né temos uma lha Geral de avanços mas um monte de linhas em cada unidade né bem no comecinho da fala da ta Ela falou isso não tem uma linha do tempo ou um rio do tempo né na Embrapa mas tem vários eh Rios em cada unidade Eh aí o Eden complementa que o projeto chave para o processo deles que é lá da Embrapa caprinos foi o Su é o Sustentar em
agroecologia e inovação social com o Jorge Farias com uma referência para ele Eh aí também tem os comentários sobre o evento de dezembro na clima temperado na Cascata Dea ver tem mais o zaré deixa um abraço aqui para todo mundo que às 16 horas eles tinham uma programação na Casa Civil para fazer a primeira rodada de discussão sobre o PNP né que é o plano de inovação para agricultura familiar que o Evandro Comentou agora aqui O Walter também deixou algumas contribuições para reflexão né Eh sobre o que é Técnica a partir de Grand e janela
são múltiplas as maneiras pelas quais o indivíduo entra em relação com a natureza já que por técnica deve se entender não só o conjunto de noções científicas aplicadas na indústria como habitualmente se entende mas também os instrumentos mentais mais o conhecimento filosófico e aí tem uma série de referências aqui Também avisar o pessoal né os participantes que tem uma série de links e publicações que o pessoal foi disponibilizando eh aqui no chat no decorrer da das apresentações a Gisele diz para Irene que usam um design Thinking com 42 atores de produção orgânica para levantar as
dores e as soluções que resultarem no projeto no caso era para Soluções em Sistemas digitais e por isso se encaixou bem é uma abordagem que pode Ajudar a respondeu esse comentário dizendo né reforçando que a gente precisa realmente sistematizar essas experiências prec conhecendo que temos feito a terzinha diz que gostou da prática local contextualizada no processo do caminhar agricolo eh a cítia também parabenizou a Irene pela clareza de mostrar a relação da agroecologia inova a é o que estamos buscando com um novo portfólio inclusive para dar suporte ao futuro programa a Mariane diz que foi
muito bom pro Narciso o congresso de agroecologia que está acontecendo em Portugal estão justamente questionando os impactos pós trump e milei nessas políticas e que o Brasil também mereceria uma reflexão eh os movimentos reativos à transição agroecológica complemento a Teresa diz que a grec olia política é o CNE de uma transformação inclusive da ciência e método científico permeia quaisquer Reflexões análises e possíveis caminhos transformações e soluções que foi perfeita a colocação do Narciso agroecologia como ciência prática e movimento eh o o Kim coloca que não esqueçamos que o futuro é o resultado do embate político
a Mariane reforça que importantes as reflexões que o Narciso fez são muitos pontos de atenção obrigada por ter trazido todos esses elementos Eh João também comenta no mesmo sentido irar e a Mariane reforça né que não sabe nem por onde começar a pedir dicas depois de tantas reflexões do Narciso para o nosso desafio de reposicionar a agroecologia na Embrapa né reforça que as reflexões a adas pelo professor são de grande importância paraa transição que o ponto de partida do conhecimento das crises e e as mudanças para o território multidisciplinar e para o biocultural e O
político como síntese a mirada territorial parece ser fundamento para agrec olia a desconexão entre o urbano e o rural é cada vez maior especialmente países como o Brasil onde as cidades estão cada vez maiores e desiguais Como podemos intervir ao professor tem uma pergunta para você como podemos intervir nessas relações a partir da perspectiva do desenvolvimento territorial como a investigação como a pesquisa pode eh cooperar com Isto aí sobre a gravação então como eu disse né Daqui a uns dias essa gravação vai tá disponível no YouTube da Embrapa que tem acesso aberto o Amauri comenta
que precisamos ter coragem para fazer a a luta política da Ecologia de e para dentro da empresa João Batista Diz que sobre os malefícios do bolsonaro corte de verb a perseguição a pessoas instituições de ciência redefinição dos Mundos das pesquisas O problema foi maior alcançou Todas as áreas sociais Ele criou uma biblioteca no Drive sobre o golpe de 16 que no conjunto da obra provou um retrocesso Fantástico em todos os setores e na mente das pessoas e aí tem um link de drive aqui eh Walter Coloca outro comentário paraas ponderações pensar globalmente agir localmente essa
máxima da Educação Ambiental torna-se um contraponto quando consideramos que devemos estar próximos das agriculturas familiares e no entanto as fazendas da Embrapa São em geral destituídas de recursos para tornarem-se locais de práticas e processos agroecológicos junto das Comunidades do Entorno as fazendas da Embrapa podem ser lugares de vivências agroecológicas para as equipes internas e para as comunidades do Entorno aí a gente tem a Cascata né Costa para responder aqui Teresa precisamos discutir e nivelar conceitos em âmbito do grupo de agrec olia utiliza-se palavras termos soltos Seguindo a onda de modismo sem compreensão e incorporação na
prática experiência e nos projetos sugiro iniciarmos um diálogo pelos princípios abordagem teóricas e metodológicas da agroecologia aí a ta diz que sim Evandro essa mudança negativa foi incluída no que comentei como o momento da fase do transforma em brapa sem especificar a lista de implicações verdade a levand comenta que o transforme é Posterior e o funil ainda está nas mentes o funil da Inovação né para quem não lembra niso tem alguma uma bibliografia que você possa indicar para aprofundar essa sua abordagem Hum ah tá já tá aqui o professor já respondeu o João Batista coloca
de volta a biblioteca que ele tá criando no Drive a Consolação eh faz faz uma colocação aqui pro Narciso Narciso considera Os territórios biocultura do México como referência de avanço agroecológico Coloca a relação entre os avanços da agric olia com as práticas dos mais diferentes sistemas agrícolas tradicionais que tem a base territorial e Nadir Rabelo Colocou também a meu ver o convite é repensar os termos e quem faz os discursos no discurso vem na verdade estruturas das quais fazemos parte e se refletem nas palavras às vezes vestidas de algo que estamos vislumbrando Mas não sabemos
direito o que é como nagra Eh acho que eu vou passar então direto pra Irene pro Narciso incluindo a Tati e o Costa também né para fazer o comentário em cima das perguntas diretamente em cima dessas colocações do chat quem gostaria de iniciar eu acho que a primeira coisa o o a pergunta do da Mariane ela de alguma forma ela conversa com a uma um comentário que o Narciso fez né de como é que esses momentos difíceis que a gente passou como é que impactou nas nossas ações e Eh que ele não tem visto isso
muito escrito né então eu acho que a gente também ainda não teve muito tempo de de refletir bem né porque foi uma uma catástrofe que a gente ainda tá pensando o que que aconteceu mas uma coisa que com certeza é para mim o mais importante não foi a quebra no financiamento não foi a questão financeira e o eu eu eu tentei apontar aqui três eh coisas que para mim foram muito importantes uma é que ele quebrou a memória né esse Momento quebrou a memória quebrou aquele percurso que a gente estava seguindo e a gente começa
menos do que do zero por exemplo tentar convencer os alguns Ministérios da importância dos n de Agri Ecologia é de chorar é de doer porque isso pra gente já tava dado isso era uma inovação é brasileira a questão dos núcleos de agroecologia que a gente já tava começando a conversar com a f como é que isso era implantado em outros lugares agora a gente tem que convencer Parceiros companheiros nossos que núcleo é importante mas é assim é é uma coisa bizarra uma outra coisa é o tanto que fortaleceu a ideia do Agro teec o Agro
pop o Agro tudo e o tanto que banalizou o uso dos agrotóxicos e dos transgênicos lugar territórios como a Zona da Mata que é que é é é polo de agroecologia lugares que a gente nunca ouviu falar de agricultor usando handap e plantando milho transgênico está acontecendo Então eu acho que assim Teve teve efeitos Muito mais deletérios eh eh impulsionou a maldade né esse negócio do fogo achar que é bom queimar para prov para para criar crise política que loucura é essa Então essa é uma loucura que só piora tudo mas eu acho que isso
é a crise do capitalismo está dentro dessa dessa ideia maior né de como é que a gente vai enfrentar a questão do clima que não é não é mudança climática é mudança de de sistema econômico né é o raio do capitalismo E aí eu acho que Assim foi muito legal ouvir o o narcismo porque ele traz esse Panorama mais geral e a gente tem que entender essa coisa do agir localmente pensar não que é pensar globalmente Agir localmente é como é que a gente vai pisando nesses territórios e como é que a gente vai aprofundando
nosso olhar e nosso entendimento com força com segurança com sem sem nos entristecer porque senão é uma tristeza da nada então como é que a gente vai fazer na nossa luta é importante aí a Mariane pergunta como é que a gente tem conseguido fazer nossos financiamentos acho que a primeira coisa Evandro falou isso muito bem que a agroecologia solidariedade então quando a gente fala da nossa pesquisa com os Camponeses nós estamos fazendo falando de uma pesquisa solidária nós estamos falando que a gente precisa de aprender a fazer pesquisa sem dinheiro quando tem dinheiro melhor a
gente fez essa essa essa essa discussão muito forte no na Sistematização dos núcleos com política pública As Nossas ações se espraiam mas quando não tem a gente não pode ser paralisado como é que a gente continua fazendo mesmo sem recurso financeiro a gente só consegue fazer isso a partir da Solidariedade a partir das redes a partir da cooperação para falar a verdade eu assim eh todos os editais de agroecologia que foram liberados pelo CNPQ fapemig Caps tarará tarará a partir do governo Lula de 2003 a gente acessou Agora edital Universal do CNPQ para falar que
eu nunca acessei nenhum eu acessei um de que foram R 1.000 a gente tinha pedido R 30.000 eles eram 13.000 Parece até que é brincadeira né nós construímos três dissertações de Mestrado inteiras e duas meias porque foi junto com o MST e ainda fomos questionado desse recurso Então porque era com nst Então eu acho que a gente tem um caminho aí que a gente fortalecer a parceria fortalecer a Construção em rede das nossas pesquisas is isso não significa que nós não precisamos de dinheiro aí como é que a gente fez para buscar os dinheiros que
a gente conseguiu ao longo desse tempo então a gente tinha parceria internacional que continuou acontecendo a os projetos com o CTA por exemplo no nosso caso aqui que continuou eh alguns né também com crise com dificuldade Mas continuou e uma novidade que é uma novidade ruim se a gente for pensar são As emendas parlamentares Por que que é ruim porque é o orçamento capturado pelo um congresso de direita Então os nossos recursos que vem via emenda parlamentar nada comparando a as outras emendas mas a gente conseguiu também a partir da militância a partir da do
entendimento político da agroecologia do entendimento da da da da da militância da necessidade da militância política a gente conseguiu acessar algumas emendas Então eu acho que é busca luta pelo dinheiro mas a Gente precisa de construir redes por fortalecer pra gente construir mesmo quando não tem recurso financeiro Eu lembro que quando a gente terminou o Comboio foi logo na crise no no no golpe do temer que é a rede de agroecologia do Sudeste e a gente tava começando um projeto de sistematização que tava naquela coisa assim queele chororô danado né como é que nós vamos
fazer daqui pra frente uma agricultora do Rio levantou e falou assim não se preocupe Eu tenho vontade até de chorar quando eu lembro isso não se preocupe nós vamos continuar fazendo as coisas que a gente faz nem que a gente precisa de pegar Car em caminhão e levar o nosso suco na garrafinha se não tiver comida pra gente mas a gente vai continuar fazendo então isso é assim é muito emocionante eu acho que é é é muito bonito Então eu acho que é isso a gente continuar fazendo Bom eu acho que tem uma outra coisa
que eh o Evandro traz né todo esse debate da Da da Inovação e ele no no no no privado ele falou para mim das coisas que eles estão fazendo a gente sabe né que tem um grupo Na Embrapa que são vocês ão aqui que tenta fazer e construir a contra-hegemonia e eu sei que você zaré tá todo mundo buscando construir de fato uma outra proposta de inovação de inovação camponesa mas quando a gente escuta companheiros nossos os movimentos falando em fortalecimento de cadeia produtivo é de de chorar também né então Assim a gente sabe que
esse debate ele não tá hegemonizado na sociedade que inovação que nós queremos que tipo de insumo como é que a gente constrói isso como é e e as terminologias né que foram ditas aí usar cadeia produtiva produtor rural é tem umas coisas que assim que os nossos companheiros da agroecologia e banalizam e utilizam né E como é que a gente vai construindo a nossa narrativa e por conta disso eu queria problematizar com o Narciso eu acho que Agroecologia é mesma coisa de falar falar que a agroecologia são muitas no meu entender é a mesma coisa
de falar que biodiversidade tem diversidade agroecologia per si ela incorpora muitos muita diversidade diversidade cultural a diversidade de sistema a diversidade de pensamento a diversidade de pessoas a gente não sobrevive quando me pergun assim ah de onde vem tanta habitualidade que você tem com sua idade falar alimentação de qualidade porque daí é Uma tristeza a gente ver amigos nossos agroecológicos fazendo apologia a coca-cola comendo cachorro quente Então o que que é esse entendimento do alimento enquanto uma questão política enquanto uma questão cultural que Narciso coloca muito bem eu acho que uma outra questão eu medito
então a meditação me dá muita saúde e a outra coisa é diversidade de ação eu não fico fazendo uma coisa só vou sair dessa reunião correndo lá pra universidade pra Gente conversar com os estudantes para conseguir alojamento pro pessoal que vem PR troca de saberes a diversidade é intrínseca agroecologia e quando a gente começa a falar de agroecologia a gente cria possibilidade de que outros começam a falar ah não mas agroecologia da AB é uma da Ana é outra não eu aprendi com movimento sem terra é uma coisa muito legal você não consegue combater uma
visão de mundo uma concepção unitária coerente sem outra visão de mundo Unitária e coerente Então eu acho que a gente tem que dizer a nossa agroecologia é tal e a gente defende uma agroecologia que é diversa que respeita os conhecimentos respeito a sabedoria e fortalecer o nosso entendimento inclusive como bandeira de luta mesmo Ah mas fulando de tal não sei o quê não importa como eu quando o movimento sem terro entendeu que conu construir a agroecologia era construir a contra hegemonia o capital foi muito importante Pra gente a gente avançou muito com todas as diferenças
que a gente pode ter e com todas as dificuldades que a gente pode ter Então eu acho que esse é um um é é uma é uma questão né Eu não tô não tô dizendo não tô afirmando o que que eu penso que deixo de pensar só tô colocando uma preocupação uma outra questão que eu queria também dialogar com o Narciso eu acho que a gente precisa de urgentemente incorporar eh no nosso conceito de agroecologia da do Solo à mesa né que o lisma trouxe da da Terra à mesa eu acho que é da da
Terra à mesa e de volta à mesa a gente precisa de incorporar a questão da ciclagem porque a gente conversa com a economia solidária e a gente também traz uma responsabilidade com os resíduos que são produzidos no sistema agroalimentar e que são produzidos por nós mesmos a gente não vai conseguir lidar com os nutrientes eh na agricultura se a gente não pensar na ciclagem Então eu acho que a gente precisa de incorporar nesse conceito a questão da ciclagem bom mas achei Ótimo adorei escutar o Narciso é sempre adoro escutá-lo sempre né os livros dele são
nos iluminam há muito tempo conheci Narciso lá na Holanda nem lembra disso eu acho lá no Congresso Internacional de montpelier de lá para cá de vez em quando enquant que por aí vou encontrar com ele no na Colômbia e é sempre um prazer muito grande ouvi-lo e ele tem Realmente nos iluminado com muitas questões teóricas né nas publicações ele é sempre muito prazeroso o geoderma 2001 e eu sei quase de cor né então muito obrigado eh Narciso pelas palavras acho que tem que incorporar inclusive aí na biblioteca o artigo dele de etnopedologia lá de 2001
de lá para cá muita coisa aconteceu mas aquele artigo ainda continua sendo muito importante eu uso sempre nas minhas aulas obrigado gente Tatiana É companheira assos de vida né e os novos também Paola Mariana tem um monte de gente aí que eu adoro amo de paixão mas que pena que a gente não tá juntinho para dar uns abraços né mas sintam-se abraçados fico até com vontade de chorar também quando eu vejo vocês ô Irene Obrigadão Obrigadão a gente precisa construir mesmo né agora esses espaços eh presenciais também né foi muito bom foi um avanço essa
coisa do do online dessa possibilidade de Reuniões mas o o presencial ainda é insuperável Imbatível né Eu não sei se o Narciso quer falar se o Costa que o Costa abriu a câmera ta também já tá aí eu abri a câmera para falar né retribuir o carinho da da Irene e da Tatiana ela ela citou então eu pedi uma tréplica né destar reciprocidade Deni muito bom ter na Parceria e nós estamos junto na I Tatiana também e o Marcos borb que eu vi que tá aí na na editoria comitê Editorial da coleção transição agroecológica que
é um Marco na relação da Embrapa com a aba e que eu acho que mereceria ser citado aqui nesse processo de construção né a luta que a gente teve para para segurar a publicação de alguns Alguns volumes e a necessidade que a gente tem de renovar essa parceria para continuar eh buscando esse entrelaçamento aí entre a daa e da da Aba como representante acadmica na edição dessa abraço Obrigado per sertic per comentar varias cosas primer lugar mi reflexi Y Mi interés sobre Los impactos negativos que ver con el viaje que hice al congreso de rí
El ao pasado Y de Ahí fui al congreso argentino de agroecología con mic Jenes preocup conada del Gobi de m se Pregunt van dije Agro se di portug de trin AG necesitamos leer sobre esos efectos y esos impactos de esos gobiernos que crecen cada vez Y de manera perversa para poder atrincherar Y para poder construir Y salir adelante Y resar no Entonces ese era el Punto sobre esta Idea si existe me hicieron llegar una liga concento lug tem la Innov molesta la palabra noa es moderna no lo que no es moderno no es innova es
lo atrasado es lo retrasado es otra cosa y la innovación siempre ha sido desde laboratorio desde lo técnico desde la modernidad Desde el pensamiento cient ha inov capis la inova creativa nu pueblos es positiva ent Afortunadamente es capaz procur resiliencia Y salud Entonces Creo Hay una clavey importante es dec los pueblos está Adapt cotidianamente a pesar de ser subordinados en resistencia desde ha 500 o Son estáticos enfados tiempo es es una mirada moderna de Una historia moderna de Una manera moderna verlos Pero no es Así Entonces capacid de Adaptabilidad es impresionante no Y lo vimos
covid-1 viendo Los Andes con clim etcc Entonces Yo Creo aquí esta capacidad creativa positiva es la que tendría que digamos fortalecer el pensamiento de renovil o recreación de la agroecología o de la adaptación de agroecología la situación de la Crisis Y Ahí hayo que hacer mucho que trabajar con la gente Entonces lo Miro esa para Trat contest Evandro per explícitamente en sego lugar quiero hacer una distinción me parece importante que vivimos en México Y que vivimos en cualquier lugar de América Latina en relación a nuestro papel como científicos o trabajando en un centro acad etc
del pro frente delo México Con Mexico seorg cpnp seama con ha un cambio importante en principio porque se definen problemas nacionales Uno de ellos es la alimentación otro es la salud la vivienda etc se recursos bols para mantiva con gente territori Pero problema no es tantoo de la bolsa sino tiempos del Proyecto Son no Son los tiempos de un proceso de transformación radical Cuando estamos en un momento de Constru con la gente algo se acab dinero nosos que ir Si Es que no tenemos un compromiso de trabajo de militancia no entono hay distingir en cuanto
a la construcción o al diseo de proyectos de investigación que tienen que ver con la participación de personas que tienen que ver con digamos nuestra nuestro trabajo solidario Y en Colectivo Y eso significa una responsabilidad Que Va más allá del proyecto mismo Y que está en el proceso de transición en un territorio D territori vamos Entonces eso Hay reflexionar tambi forma parte de la ética otro elemento a m me parece muy importante Y que yo Miro en Brasil yo yo Cuando veo el mapa de Brasil veo las regiones biocultural No tengo problema en mirar las
regiones biocultural de Brasil que Son muy similares a las regiones biocultural México Entonces Yo Creo edes tienen los mismos elementos con historias diferentes culturas diferentes Pero los mismos elementos que podrían enriquecer una mirada biocultural Desde el enfoque territorial desde los diferentes regiones o biomas o como lean Lamar o territorios Del Brasil Entonces no veo no veo problema hacer Importante elabor Unos mapas para entender cuáles Son esas regiones biocultural en Brasil Y Cómo se distinguen Y cóm Cómo es posible digamos definiras no Y qué territorialidades tienen Pero eso me parece muy importante porque Son las agroecología
descalzas como le lamo las agroecologo no eh un elemento Quiz a reserva de cerrar mi interven es algo a me preocupa mee es Neio decirlo no actualmente Siento Que Hay Mayor interés de Los agec Y aglas que trabajan en ONGs instituciones de estar tiempo sentados en la oficina del ministerio para buscar el plan programatic pblica trando con la base con gente y Yo Creo para resquebrajar no hay en el estado un goeres no ha una reflexi genuina natural de hacer transformaci agroecológicas Per sino ha un Inter ha un motivaciones hayos en Fin Pero es el
movimiento social el quebe de robustec para construir esas políticas eh que Son necesarias no Pero no estar siempre pensando en el estado siento mucho en Brasil que por el tamao de Brasil por la historia de Brasil todo el tiempo se está pensando en el estado etcétera etca me parece muy importante Pero Me parece también muy importante construir La Fortaleza Y las formas de gobierno desde Abo que Son las que permitirán territorialidades soberanas o automas para camin de manera colectiva no enton Creo que eso también es importante si no se burocratiza la agroecología no se vuelve
una necesidad de estar en el vínculo con la agencia gubernamental para que esta pueda ser no Cuando está allí es Y tiene que ver con la Lucha de Las gentes organizadas en ese Marco Me pare es importante decir finalmente recalcar o Subrayar dos cuestiones innova para m significa también otras pedagogas otras educaciones Y No Voy a hablar Pero quiero dejar la impronta la Idea Yo preocupado por los ni Y las nias so viejo porque me vo peroo siento eso va ser terrible Y que nosotros tenemos que pensar desde ahora Y desde a en Cómo Constru
esas salidas enmo volver aarle a los nios a producir su comida enmo volver a ser Recreativa esa relación con la naturaleza enmo volver a pisar la tierra Y en qu otras estéticas No Voy a discutir ahora con Irene estos dos temas que habíamos tocado no me da tiempo lleva mucho tiempo Pero Y Creo Hay Un pluriverso de agec Cuando Uno los Mira en el territorio eh Yo entiendo Que políticamente Hay Que darle el frente al agronegocio hablando de Una comunidad consolidada y robuste a pesar de que Tenga SUS diferencias Pero en la vida cotidiana los
territorios hacen SUS propias agec Y las han Hecho hablar de agroecología han haciendo agroecologo M me parece muy importante porque significa diferencia Y diversidad cultural o biocultural que tiene que ver con la comida que tiene que ver con la estética que tiene que ver có nombrar las cosas que tiene que ver con las herramientas que tiene que ver con las formas de organización que le Dan eh Riqueza a una agroecología que es como un arcoiris es como muchos colores Y no solamente La agroecología acadmica que Habla de Una sol Pero Bueno Yo lo dejo para
Una discusión política interesante a me parece que ese es un tema lo he discutido en Brasil con Paulo Pet etc Yo defiendo mi Idea de Que Hay Un pluriverso de agroas en el sentido del caminar antropológico en el sentido del caminar geográfico Pero Bueno es un debate finalmente el relevo Gener AG agec agec agen un tema important para la Ciudad también para el Campo Pero Para la Ciudad para Las favelas para Los jóvenes es necesario repensar Y en una de Las gráficas que presenta Irene en su powerp ojal meuda obsequiar para poder estudiar [Música] CONIC
Diene portug ve tengo tomar con calma si meia encantara Idea lo Político plan cubano esta Idea campesino a campesino qui aprende a agroecologia Yen ense agroecologia a los Del Campo siendo Del Campo loend es potic Y está fortaleciendo suami potic a diferencia cualquier otro campesino o Campesina educar desde la agroecologia es es hacer o educar políticamente Y Creo que nosotros deberíamos estar haciendo lo mismo tener claridad sobre esto Creo que Muchos de nosotros lo tenemos lo queremos Pero Creo que por lo menos en el grupo de trabajo de agroecología polític CLC las biofábricas en Fin
en lo técnico Y no hay una reflexi política profunda sino algo técnico ha reflexionar sobre ese tema Ahí lo dejo yoas Gracias Obrigada professora então eu gostaria na Realidade de analisar a importância desse gente ção e a da Tesa né Eu acho que nesse momento em que os os GT estão trabalhando principalmente esse da SGT voltado a um programa de agroecologia e o de portfólio né o portfólio que abrigaria parte da do que era o portfólio anterior de de agroecologia e Ah um pouco do da das consequências dos GTS que vão ser eh pelo que
foi Informado vão vão ser eh homologadas agora como no caso do do dos resultados eu acho que tem vários elementos na fala da na fala dos tanto da Irene como do Narciso e nas discussões que remetem Justamente a a a dimensão do que do que nós precisamos para poder eh realmente dizer que nós estamos avançando no Exercício da da agroecologia de uma forma mais plena se nós tivéssemos uma um um algum equipamento que pudesse eh ID ficar Quais as nossas formas de de Atuação até esse momento né Eu acho que poucas a gente tem uma
situação mais plena ah do exercício principalmente das dimensões cultural eh social e política né da da arcologia que é o lado transformador né Eh eu acho que nós temos que o Narciso colocou muito essa questão da da gente olhar pra atualidade né é uma coisa que eu tenho par dou aula de Ecologia e sistemas agroflorestais é a desde o século passado quase na num curso que agora é de Mestrado doutorado Em agriculturas familiares amazônicas e cada ano é uma situação totalmente diferente eu na realidade adaptei o curso de baesa eh eh com os 50 Mestres
e tudo a duas realidades totalmente diferentes esse curso de mestrado e doutorado e agriculturas familiares amazônicas que tem uma turmas altamente diversificadas esse ano infelizmente não é muito são mais das ciências agrárias e é um curso para agricultoras e agricultores numa escola de alternância Eh na rede Bragantina de economia solidária Artes e Sabores né Tentando Manter todos os eixos do curso de baesa e as discursões Então esse ano particularmente a gente tá trabalhando já dei três aulas né E são 17 aulas 11 das quais é o que dou e eh O que é que a
gente tá vendo justamente ente é um é um é um momento que é indispensável eh a gente não pode repetir a aula de outro ano tem que trazer na realidade esse olhar sobre a Realidade atual para ver qual qual a nossa intervenção qual qual a o papel por exemplo estamos discutindo o papel da própria Embrapa nisso né Eh na no histórico quando a gente comentou da do histórico da agroecologia no Brasil Então eu acho que esse momento é muito importante da gente realmente pensar eh n eu acho que elementos foram dados né e eu acho
que a depender do de como eh essas estruturas que estão sendo discutidas e outras outras modificações Possam ser feitas nós podemos nos arvorar e dizer que nós estamos avançando né mas eu acho que Além da questão dos resultados nós temos situações bastante eh eh críticas internamente né para poder avançar até a a a a a própria eh estrutura burocrática de como nós podemos nos aproximar desses grupos como nós podemos viajar para para para realmente ter esses exercícios né Eu acho que são coisas que tem que ser encaradas eh com com maior seriedade né E que
eu acho que esse é um momento importante de demonstrar é um espaço para isso perfeito Tati eu acho que a gente tem que infelizmente encerrar eu não queria encerrar R seminário mas eu acho que o nosso eh tempo já se esgotou Então eu queria agradecer não sei se tem alguém que quer fazer mais uma última colocação um último ponto pra gente fechar perdão eu só queria fazer uma sugestão eh Se as pessoas não poderiam aí Abrir a Câmera pra gente fazer um registro dessa desse encontro desse momento histórico né Inclusive eu acho que era uma
das coisas que eu ia dizer né como ressaltou a Tati eh e aí fica pro GT paraa Mari e para todo mundo eu acho que seja o primeiro também de outros né nesse processo agora porque a gente o GT de agroecologia tá fazendo esse Resgate histórico né Desse Rio do tempo da agroecologia na Embrapa e você e aqui pelas falas né existem avanços existem Conquistas então que a gente dê continuidade a esse tipo de espaço né de momento inclusive para poder privilegiar o debate né com todo mundo ah ficou bem melhor assim viu podendo ver
todo mundo a juliana não tinha visto ainda o Alberi também não S fala a cítia não tinha visto pron são registros que eu tô colocando lá no grupo do GT não sei se Fabrício também tá tá registrando alguma coisa aí mas a Gente já divulga lá agradeço aí todas ver pelo menos as carinhas de todo mundo nem que seja aí pela telinha obrigada é cons Obrigadão então a todos os presentes a todos os participantes em especial a organização ao GT a Irene a Tati o Costa e o Narciso né pela disponibilidade aqui pela abertura e
pelas imensas imensas contribuições aqui pro nosso trabalho Obrigadão pessoal pessoal obrigada