Agora tem um outro assunto, porque a crise que os correios enfrentam alcançou um novo patamar com a estatal registrando um déficit de R 1,72 bilhões deais só no primeiro trimestre deste ano. O resultado mostra que o prejuízo mais do que dobrou se comparado com o mesmo período do ano passado, 2024, quando a empresa ficou no vermelho em R$ 801 milhõesa. A divulgação do balanço não detalhe, não traz detalhes desse romo, né, os motivos para ter alcançado essa performance, mas os números mostram que este é o pior resultado para um primeiro trimestre desde 2017.
Em meod déficit de que a gente tem destacado aqui, funcionários e terceirizados passaram a denunciar atrasos em pagamentos, problemas na manutenção de agências e até falta de material de trabalho, como papelão e fitas durex sem fitas adesivas. Apesar do resultado, os correios dizem que a continuidade operacional da empresa está assegurada para este ano. Começar essa rodada com o Luís Felipe Dávila, a situação dos Correios, a dificuldade de manter uma operação, mesmo os Correios não tendo um grande concorrente, praticamente opera sozinha no mercado, né, Dávila?
Agora, os relatos dos funcionários indicam que faltam materiais básicos paraa operação da empresa, como papelão, caixas de papelão e fita durex da Ávila. E aí o Correio disse que não, fiquem tranquilo que vai chegar. Bom, se não tem papelão em fita durex, não dá nem para enviar uma caixa do correio para um lugar.
É um negócio inacreditável. É óbvio que isso mostra a consequência de uma péssima gestão de estatais que são aparelhadas politicamente pelo governo e de estatais que não t nenhum compromisso com meta. Por isso, como uma empresa que tem monopólio no Brasil perde dinheiro, é um negócio extraordinário.
É um caso para ser estudado em escola de economia. Assim, você tem monopólio do mercado e perde dinheiro. É uma maravilha.
Então assim, não dá mais. Esses erros constantes que nós estamos cometendo ao longo dos anos com aparelhamento de empresas, escolhas políticas e sem nenhum critério técnico, acaba causando nesses rombos que no fim, canato, quem paga essa conta somos nós. Porque rombo de estatal, como bem lembra o Mota aqui relembrando Margaret Tátia, não existe dinheiro público, existe dinheiro do do pagador de imposto.
Então vai cair de novo sobre o nosso colo. Nós já temos um um rombo gigantesco nas estatais esse ano e coincidentemente é a volta do PT, a volta do aparelhamento e a volta dos déficites nas estatais. Não podemos esquecer que no governo passado, pelo menos várias as estatais foram lucrativas, o que mostra que boa gestão, sem ser escolha política e com metas de resultado, você consegue até fazer com que uma estatal ganhe dinheiro.
Mas o fato é que o dinheiro do consumidor, do pagador de imposto, do contribuinte, não deve ser usado para sustentar estatal, deve ser usado para melhorar a qualidade do serviço público na saúde, na educação, na segurança. É isso que a gente precisa fazer com o dinheiro público e não ficar financiando estatal, que na maioria das vezes são empresas que podem ser muito bem performadas e muito melhor performadas pela iniciativa privada. Crise financeira sem precedentes nos correios.
Você, Cristiano Beraldo, um rombo nas contas dos Correios de quase R 2 bilhões deais nos três primeiros meses do ano e a operação da companhia comprometida, né? que se os funcionários não encontram caixa de papelão e fita adesiva, é sinal que o negócio tá difícil, difícil para nós. Porque olha que interessante, hoje o deputado estadual Guto Zacarias de São Paulo acionou o Ministério Público Federal para impedir que o o correio, que os Correios continuem fornecendo carro de luxo paraa sua diretoria.
Então me explica como é que pode uma companhia que não tem o básico para prestar o serviço a que se propõe a população, mas garante carro de luxo pros seus diretores, apesar dos prejuízos apresentados. Quer dizer, é como Mota disse, né? Lembrou aqui a questão das viagens internacionais que deveriam ser eh cortadas imediatamente para diminuir o déficit do do Estado brasileiro e permitir o pagamento, ressarcimento dos aposentados.
A gente vê o mesmo conceito sendo aplicado nos correios. Tanta gordura, tanta mordomia para cortar, mas não cortam. E essa é a forma, esse é o modos operand que vai tomando conta de tudo que está sendo administrado pelo atual governo.
Os correios prestam um serviço no modelo de monopólio que obviamente foi transformado ao longo dos últimos tempos porque surgiu a o e-mail, as pessoas podem receber conta hoje pelo WhatsApp, você não precisa mais postar mesmo, a distribuição, entrega eh de publicações mensais, isso tudo foi substituído. modelo de negócio é completamente diferente hoje do que era há 20 anos. Só que esse é um desafio que a indústria toda enfrentou e as empresas privadas encontraram o caminho para serem rentáveis.
A Amazon canato, que é a maior, provavelmente a maior eh varegista virtual do mundo nos Estados Unidos, montou a sua própria empresa de entrega. Então, oportunidade continua vendo, mas o correio, os correios brasileiros não estão atrás de oportunidade. O que eles querem é ser uma oportunidade pros sangue sugas que vêm da política, se instalam ali e vão tomando tudo que tem ali dentro.
Quer dizer, uma empresa que dá um prejuízo desse tamanho. E aí eu quero saber o seguinte, o Correjo tem crédito, ele consegue tomar dinheiro no mercado, lançar um título para vender, para financiar suas operações. Ele tem um projeto para reverter esse prejuízo e apresentar resultado positivo?
Não tem. Apresentou resultado negativo, a União vai e paga e acabou. e impune para todo mundo.
Então veja, são 2 bilhões, mais de 2 bilhões de rombo caneto. E nós estamos aqui desesperado com os 6 bilhões de assalto ao INSS. Para esses 2 bilhões do correio virar seis é um minuto.
É, se a gente for acumulando os resultados negativos, a gente encontra esses 6 bilhões rapidinho. Só que eles vão ficar impunes. Não vai ter polícia federal para investigar, não vai ter processo correndo na justiça, não vai ter nada.
vai terminar o governo, eles vão para casa curtir essa grana. Então, canato, como é que a gente consegue olhar para uma estrutura dessa e achar que tem alguma justificativa plausível para ela existir? Isso está completamente errado.
Mas o governo coloca os Correios e outras estatais no mesmo rol dos 38, 48, 58, seja lá quantos ministérios que o Mota sempre nos lembra aqui. Não tem nenhum compromisso com eficiência, só tem compromisso com a companheirada para dar emprego e servir de fluxo de dinheiro para eles arrumarem negócio para fazer. Pois é.
Inclusive o Beraldo mencionou aquela licitação aberta pelos Correios paraa contratação de veículos de luxo e aí saiu. Ah, os detalhes dessa licitação, carros preferencialmente pretos, a combustão ou híbrido com no mínimo 150 cavalos de potência e porta-malas de 300 L de capacidade. E naturalmente os carros precisariam estar à disposição desses diretores com motorista e combustível.
Mas a além dessa situação que envolve a intenção de adquirir ou alugar esses carros por um período para que atendesse aos diretores da empresa estatal Mota, que a gente precisa considerar em relação ao rombo dos Correios que dobrou no primeiro trimestre do ano e também essa escassez de materiais básicos para os funcionários. Alguém já disse que a característica ruim das consequências é que elas sempre vem por último. A situação dos Correios é consequência da ocupação das estatais por políticos.
Nós avisamos aqui, o que acontece nos Correios não é uma crise. O que acontece nos Correios é a realização de um projeto. Na visão de quem ocupa o poder hoje no Brasil, a função dos Correios é justamente essa, dar emprego pros amigos e gerar déficites, porque os déficites serão cobertos com o dinheiro do contribuinte.
E aí, mais uma vez a gente precisa lembrar, não foi por falta de aviso. Pois é. E o Beraldo lembra muito bem a operação desses e-commerces estrangeiros, Dávila, e muitos especialistas de mercado ficam se questionando, pera aí, os correios poderiam ser uma potência se naturalmente a o governo de ocasião quisesse, né?
Ainda que muitos questionem como você, não. Não é papel do governo administrar uma empresa como os Correios. vende tudo, privatiza, mas se tiver alguém que defenda um uma empresa rentável, poderia, por que não os correios serem transformados em um mega smartplace, um uma grande empresa virtual, um marketplace para vender produtos e aí seria autosustentável inclusive na nas entregas, né, que já teria a empresa.
Tem muitos e-commerces deixaram de usar os Correios para enviar os seus produtos, ainda que os pequenos e médiuns ainda se utilizem dos Correios, o Ruber mencionou a Amazon também tem uma outra gigante argentina que opera aqui no Brasil que tem os seus próprios aviões, não usa inclusive a estrutura do correio fala: "Não, vou ter os meus furgões, vou ter os meus próprios aviões, não vou depender da estrutura dos correios". Agora também faltou boa administração e visão de mercado, porque se alguém quisesse poderia transformar os Correios em uma potência. Não quiseram.
Canato, você já deu o caminho das pedras. Se as empresas competitivas do mercado não usam o correio, é porque o correio é péssimo, porque senão teria usado o correio, não teria montado a sua própria estrutura, imobilizado o capital comprando avião, criando todo um departamento específico de logística gigantesco e custoso, teria usado o correio. Então, o correio é visto como incompetente, inconfiável por todo o mercado.
E aí tem uma questão, caneto, por que que uma estatal não dá para ser competitiva, por exemplo, com o Mercado Livre ou com a Amazon, tal, porque nunca numa estatal vai ter agilidade que tem no no mercado. Imagina assim, o Correio para comprar esses carros de luxo que o Beraldo falou, é, tem que fazer uma licitação, chamar 30 concorrentes. Não, pô, na iniciativa privada assim, precisa de carro, compra amanhã, vai na concessionária, não tem agilidade que tem no mundo hoje de mercado, nunca vai ter uma estatal.
Então não tem que ter correio estatal, tem que vender ir rápido. Agora aí volta a questão do Congresso Nacional, canato. Por quê?
No governo passado que saneou o correio, preparou o correio para vender, o correio chegou a ter R$ 900 milhões deais de caixa. Não, Paulo Guedes não conseguiu vender o correio. É por quê?
Ah, os congressistas lá fizeram um lobby contra lá, inclusive gente do governo, da base governista. Então o negócio é o seguinte, todo mundo é bom papo na hora do discurso, mas na hora de vender, puxa, vou deixar de indicar duas diretorias. Nossa, lá na minha cidade vai ter uma choradeira danada.
Ixe, e aquele parente que tá empregado lá no correio, é esse o problema. Porque quando o correio estava pronto para ser vendido, foi feito tudo que tinha que ser feito para empacotar bem uma empresa e aquele tempo tinha mercado pra venda do correio, o Congresso refugou. E o Congresso refugou com apoio da base governista.
Então, mais uma vez, essa conta tem que ser dividida com o Congresso Nacional e não só com o governo do dia. É igualzinho o INSS. Teve lá uma medida moralizadora, por que que foi vetada pelo Congresso?
É isso que a gente tem que cobrar. E nós temos de cobrar como sociedade. A gente não pode deixar essas coisas passarem em branco, porque senão fica fácil.
É só o governo do dia que tá aparelhando. Ah, o governo do dia sempre aparelha. A gente já sabe disso.
Agora, por que que não vendeu quando teve a oportunidade de vender? Eu me lembro dessa discussão, inclusive, viu, Beraldo, porque a gestão anterior conseguiu eh apresentar dos 4 anos de administração, por 3 anos, os Correios conseguiram fechar no azul. E aí tava justamente nesse debate, privatiza ou não privatiza, vende ou não vende.
E aí tinha uns defensores de ocasião que diziam: "Mas poxa, tá dando lucro, para que vai vender? " E aí o Paulo Guedes disse: "Bom, mas é justamente a gente tem que vender quando uma empresa se apresenta como rentável, né, pro possível comprador. Você não vai vender ela dando um prejuízo que você vai praticamente dar de graça, né?
" E aí essa é a ideia que eu acho que as pessoas precisam refletir sobre o papel do político, que muitas vezes em uma campanha eleitoral ele defende. É importante privatizar um estado mínimo, eficiente, dinheiro somente para aquelas questões fundamentais, segurança e educação, saúde. Mas chega na hora no momento da oportunidade de fechar o negócio, aí eles dão para trás.
Por quê? Muita gente tem interesse nesses cargos, né, Beral? Pois é, Canetato.
E tem um aspecto interessante, porque o Brasil que vive um caos financeiro histórico, é, há muitas décadas é uma confusão. Vivemos época de hiperinflação, depois veio, né, diversos planos, aí vem o plano real, temos uma estabilidade, finalmente, depois essa estabilidade vai se perdendo. Hoje a gente volta a ter um ambiente eh a inflação oficial ela é baixa, mas o aumento do custo de vida que todas as pessoas percebem é extremamente alto.
Vivemos num país em que quase a metade dos adultos está inadimplente. Essa realidade do caos é de um país que não ensina matemática financeira para as pessoas na escola, que seria uma coisa elementar e básica. Então, quando as pessoas não têm educação financeira, não têm conhecimento elementar básico das questões financeiras, elas ignoram o fato de que quando você vende uma empresa, você não tá fazendo favor para ninguém.
Ninguém tá te fazendo favor. Você está vendendo o resultado atual e futuro. E aquela pessoa que compra, ela compra acreditando que será mais competente do que você para gerir aquele negócio e conseguirá ter mais lucro do que você ao longo do tempo.
Então, uma empresa que está dando lucro é para ser observada como um momento perfeito para a venda, porque o comprador vai levar em consideração o lucro futuro que aquela empresa daria e o vendedor, no caso, seria o governo, receberia, por isso de forma antecipada para fazer outros investimentos, não para ficar distribuindo emenda parlamentar que vai inaugurar a praça lá, a 18ª praça de uma cidadezinha de 2. 000 habitantes e não vai ter produzir nenhuma riqueza efetiva para o país. Essa esse tipo de percepção é que as pessoas deveriam ter e não tem.
Aí começa uma pressão irracional que é a preocupação. Ai mas é que nem quando falo privatizar Petrobras. Ai mas eu tenho orgulho da Petrobras.
Orgulho por da Petrobras. Mas o que que a Petrobras fez por você? Você trabalhe lá.
A Petrobras fez o quê? Você você chega no exterior e fala: "Olha, eu sou do Brasil, a empresa da que tem que é dona da Petrobras que fala isso? " Então é uma é uma bobagem.
e ficam nesse nacionalismo boboca e e não olham de forma prática para as coisas absurdas que tá acontecendo no país. A quantidade de energia que é dispendida com coisas absolutamente inúteis ou desnecessárias, enquanto o Brasil em 2025 tem metade da sua população sem saneamento básico. Então não pode.
Quer dizer, é só você fazer essa matemática, esse dinheiro todo do rombo dos Correios deste ano, quantas residências poderiam ser servidas de saneamento básico? Quantas escolas com infraestrutura de tecnologia para dar uma melhor educação aos alunos? Quer dizer, as pessoas precisam ser razoáveis, enxergar o básico, mas como o método Paulo Freire conseguiu jogar a população brasileira na mais profunda ignorância, nem o óbvio consegue ser enxergado.
E aí amedronta justamente os parlamentares, como trouxe o Dávila, parlamentares da base governista que ficaram com medo. Ah, não, mas eh isso aí vai dar estabilidade. Meu meu além das diretoria tem isso.
Ah, não, mas o fulano que trabalha nos correios vai perder emprego. Se eu se eu fizer isso, eu apoiar essa medida, depois eu vou perder meus votos. Quer dizer, é uma atuação por interesse pessoal, não tem absolutamente nenhum compromisso com o Brasil.
Então, esse egoísmo predominante na atuação política é também parceira do atraso que vivemos no país. Pois é. E o Beraldo mencionou esse argumento, né?
Não, não é o orgulho pro Brasil. Jamais podemos vender a Petrobras. Tem um outro, né, Mota, que muitos falam, não, essa empresa é estratégica, não podemos nos desfazer dessa daqui.
Quantas vezes não escutamos, né, essa justificativa? Agora, Mota, por mais de uma vez você compartilhou aqui no programa a ideia de privatiza tudo, privatiza já, mas essa ideia não é consenso nem entre os parlamentares que se dizem de direita ou da base conservadora liberal do Congresso, né? Não, não é consenso.
Esse não é um assunto fácil. É um assunto que requer estudo, requer conhecimento, requer reflexão. Quando você tem a oportunidade de provocar reflexão nas pessoas, elas começam a entender.
Por exemplo, esse argumento de é um setor estratégico, não há nada mais estratégico do que comida. Você conhece algum supermercado estatal? as compras que a maioria de nós eh faz é feita em são feitas em supermercados privados.
Os distribuidores de alimentos no Brasil são todos privados. o agronegócio é todo privado. Então essa essa esse argumento não se sustenta, mas é o argumento usado pelos populistas, justamente por aqueles políticos que esperam um dia ganhar um cargo, quem sabe na presidência dos Correios.
Já imaginou que maravilha? Vai lá, assume. Não se preocupa com essa coisa de custo, de administração.
Faz o que o seu coração mandar. Escolhe o que você quer patrocinar de eventos culturais, de filmes, eventos esportivos, né? Seja feliz.
Se por acaso isso der algum déficit, depois a gente pega um dinheirinho aqui do contribuinte e compensa. Agora, canato, é sempre bom lembrar também que um outro obstáculo à privatização é o capitalismo de compadrio. A gente já viu neste país empresas estatais serem privatizadas só para cair na mão de oligopólios que mesmo assim prestam um serviço melhor do que era prestado pela estatal, mas nem perto daquilo que poderia ser realmente prestado se houvesse competição.
E aí é a minha implicação, a minha implica história de agências reguladoras, porque agências reguladoras contribuem para isso, como explicou muito bem, como explica muito bem o grande economista americano Thomas S. Então, quando a gente olha, por exemplo, as escolhas que nós temos aqui no Brasil em termos de bancos, as escolhas que a gente tem em termos de companhias aéreas, as escolhas que a gente tem de companhias telefônicas, é uma meia dúzia, é praticamente um cartel. Os preços são mais ou menos iguais.
De novo, muito melhor do que era na época da estatal. Eu testemunhei o processo de privatização da telefonia. Eu ainda tenho no meu imposto de renda a declaração de uma linha de telefone que eu comprei nos anos 80, pela qual eu paguei $.
000. Eh, e levou mais de 2 anos para ser instalada, né? Hoje em dia a pessoa tem quantas linhas de telefone quiser, telefone celular.
Então, o mundo privado é sempre melhor do que o mundo estatal por causa de uma questão de incentivos. Isso é o argumento mais importante que a gente precisa explicar. Um administrador estatal, ele recebe o mesmo salário, as mesmas recompensas, tem a mesma aposentadoria, quer ele faça um serviço bom ou um serviço ruim.
na iniciativa privada. Não, você só tem emprego, você só tem carreira se você faz um trabalho bom, se você satisfaz os seus clientes. Mas isso são coisas que os nossos políticos precisam dedicar um pouco de tempo e de estudo para poder compreender melhor.
Então, Dávila, mas os desafios são enormes, né, para conseguir avançar com uma agenda de privatização das muitas empresas que ainda são tocadas, por exemplo, pelo governo federal, que a gente pode imaginar, caso haja em um futuro próximo, uma mudança de comando. Esse não é um desafio somente do executivo, é fundamental também a participação do legislativo e eventualmente até do judiciário, né, caso haja uma judicialização. Há algum tempo a gente trouxe a informação do da da finalização dos processos que envolveram a Vale do Rio Doce.
Mais de duas décadas, duas décadas depois, eu acho que conseguiram finalizar o processo de venda da Vale do Rio Doce, que hoje em dia nem Vale do Rio Doce se chama mais, né? Somente Vale, né, Dávila? É isso aí.
Mas é um bom exemplo começar por essas Vale do Rio Doce, CSN, o que aconteceu depois da privatização quando largou de ser estatal, virou privada. Teve lucro? cinco vezes maior, pagou 700% mais imposto, empregou muito mais, investiu 10 vezes mais, tá lá os números, é só olhar.
E e esses números estão abertos, caneato. Isso mostra claramente porque o estado não tem que ter nenhuma estatal, tem que vender tudo. Lógico que tem que vender tudo.
Tá aí o exemplo da CSN, tá o exemplo da Vale do Rio Doce e de outras empresas. Então, lógico, canato, é preciso o apoio do Congresso para empresas como o Correio, tal, tem que ir lá discutir e aprovar. Mas existem outras empresas e é verdade, o governo Bolsonaro conseguiu vender várias estatais, tal, mas também não liquidou estatais que tem que fechar, que não tinha mercado para vender.
Por exemplo, a estatal do trem bala criada pela Dilma. O que que vai fazer com o negócio daquilo? Não tem para vender.
Não tem trem bala, não tem nem trem sem bala, não tem nada. tem que vender logo, tem que zerar a companhia, tem que fechar a companhia, tem que liquidar a companhia. Por exemplo, outra, o próprio Bolsonaro havia prometido que a EBC, a famosa indústria, empresa brasileira de comunicação lá que ia fechar.
Por que que não fechou aquela porcaria até agora? Agora não fechou no governo passado, não fechou nesse. E aí não precisava ter autorização do Congresso, nada.
Aí era uma ordem executiva. Então tinha empresas canatos que tinham que ser liquidadas porque elas não têm nenhum papel. Por que que o a gente tem uma empresa federal estatal que é o chip que faz pro boi, pra orelha do boi?
É óbvio que não precisa ter isso e tem que liquidar. Se não tem comprador, coloca em leilão. Não teve nenhum lance, liquida.
Então essa veia privatizante tem em pouquíssimas pessoas. Óbvio, isso fazia parte do ministro Paulo Guedes, mas não fazia parte do resto, nem outros membros do governo, nem até do presidente da República em alguns casos, como eu acabei de citar aqui. Então, é uma questão cultural nesse capitalismo de compadrinho estatal é um reduto de apoderamento político, de aparelhamento político para colocar aliados políticos que a vida te ajuda a conquistar votos ou ajuda a liberar um patrocínio para uma empresa local lá que é importante pro político, tal.
Então, o problema é a mentalidade por trás disso. E e aí nós perdemos a oportunidade de liquidar essas estatais, parar de sorver dinheiro público e esse dinheiro poder ir para áreas muito mais necessárias. Como bem lembrou o Beraldo, o Brasil ficou na mão de estatais durante tantos anos nessa questão de saneamento básico e metade da população brasileira até hoje não tem acesso a esgoto tratado.
Então agora, finalmente foi aprovado o marco do saneamento básico, mas até agora por causa de uma questão reguladora, tá avançando os investimentos privados, mas parece canato que já estamos longe da meta de 203 para universalizar o saneamento básico. Existem lugares que isso vai acontecer, o caso de São Paulo, Paraná, alguns estados, mas no geral, principalmente na região norte e nordeste, vai ficar muito a quem? de atingir a meta em 203.