Boa noite, irmãos e irmãs, né? Como é bom usar essa palavra para os celibatários, né? Irmãos e irmãs.
É, o celibatário e a celibatária, eles são um irmão e uma irmã por excelência, né? Até porque na vida consagrada religiosa são até mesmo chamados, né? De irmão e de irmã.
É. Tem algumas frases assim muito bonitas de São João Paulo II. Deixa eu ver se eu acho.
Uma. Eu estou mudando já a ordem da pregação que eu dei no sábado passado, né? No no encontro retiro dos celibatários de Fortaleza.
Que iria ser, é, repassada para todas as missões, mas que >> [roncando] >> infelizmente não ficou gravada, né? E naquele dia muitos irmãos tiveram que faltar, né? Aqui da diaconia, porque é, tínhamos o casamento, né?
Da Naiara e do José. Foi bonito também naquele dia, porque é, tudo apontava que teria chuva e que iria prejudicar a festa do casamento, mas a gente fez logo no início, né? Um momento de oração, todos os celibatários pedindo quase um milagre, né?
Assim, de que não chovesse. Era, é, eu dizia: "Vocês são serventes do vinho novo, né? Em Caná é, a intercessão de Nossa Senhora preservou a alegria da festa.
Transformando a água em vinho, porque o vinho tinha acabado". Então, naquela época, né? É, nas bodas de Caná, a falta do vinho acabaria com a festa.
No nosso caso, a gente tava com medo da chuva, né? É, porque a recepção em grande parte era ao ar livre, então eu disse: "Olha, vamos rezar". E eu sentia no meu coração que a intercessão dos celibatários pararia a chuva e realmente parou, né?
A festa foi ótima, maravilhosa. A nossa dona de buffet, né, está aqui, a Brena, que coordenou a festa, né? E muitos irmãos da minha casa aqui também.
É, foi uma festa muito boa, que vai ficar marcada assim na memória dos noivos e nossa também, né? Festa muito bonita. É, então o celibatário, além de ser irmão e irmã, né, eles são também de algum modo os guardiães guardiães da festa, né?
É. Se a comunidade é o lugar do perdão e da festa, a festa onde há também celibatários, onde há esponsalidade há festa. Se não tiver esponsalidade não existe festa, porque a vida acaba, né?
É, uma das profecias de Jeremias era que voltaria a voz do esposo e a voz da esposa. Quando as pessoas não tem mais esperança, elas nem se casam mais. Não vai ter mais futuro, não vai ter mais filhos, né?
Isso até é quase uma contradição, uma um paradoxo com a vida do celibatário, porque o celibatário, de algum modo, como ele não terá filhos humanos, é quase como se ele cessasse, fizesse cessar a vida, a transmissão da vida, mas é o contrário, né? Porque ele, na verdade, ele dará a vida à vida, né? Ele dará substância à vida humana.
Tem coisa que eu tô dizendo aqui que eu não disse naquele dia não, né? Então de alguma forma tem alguma vantagem também. É, deixa eu ver se eu acho a história, que eu vou botando uma coisa atrás da outra, vou esquecendo de dizer o que eu tinha dito que ia dizer.
A história do irmão e da irmã. Tá aqui. É.
São, é, numa carta que São João Paulo II escreveu aos sacerdotes, por ocasião da quinta-feira santa de 95, ele dizia que era óbvio que a vocação ao matrimônio supunha e exigia que o ambiente onde se vivia fosse composto de homens e mulheres, né? Para que haja matrimônio, precisa haver encontro, né? Entre homens e mulheres.
E nesse contexto, dizia ele, nascem não só as vocações ao matrimônio, nesse contexto de convivência entre irmãos e irmãs, mas também as vocações ao sacerdócio e ao celibato. As vo, as vo, as autênticas vocações não se formam no isolamento. Para viver no celibato de modo maduro e sereno, parece ser muito importante que o sacerdote desenvolva profundamente em si a imagem da mulher como irmã.
Em Cristo, homens e mulheres são irmãos e irmãs, independentemente dos laços de parentesco. A figura da irmã representa, sem dúvida, uma específica manifestação da beleza espiritual da mulher. Mas, ao mesmo tempo, é revelação da sua intangibilidade.
Uma pessoa normal, ela não vai desejar a sua irmã, né? A menos que ela esteja pervertida por alguma coisa, né? Se o sacerdote, com a da graça divina e sob a especial proteção de Maria, virgem mãe, procura maturar nesse sentido a sua conduta para com a mulher, vendo nela uma irmã, né?
Ele verá o seu ministério acompanhado por um sentimento de grande confiança, mesmo por parte das mulheres, consideradas por ele nas diversas idades e situações da vida, como irmãs e mães. Uma irmã é garantia de dom desinteressado. Se eu vejo na Priscila, na Joyce, na Daia, na Kessiane, na Katerine, na Evelyn, na Ana Paula, na Ronete, a Helena e a Estefânia, na Roberta, né?
Tá tá menos tempo aqui, né, Roberta? Né? Se eu vejo nelas irmãs e isso é garantia para mim de um dom desinteressado.
Eu vou me doar desinteressadamente, né? Esse dom desinteressado de feminilidade fraterna enche de luz a existência humana. Poderíamos dizer também de masculinidade fraterna, né?
Temos alguns irmãos celibatários aqui também assistindo, o Leandro, o Robson e o Luiz Felipe, né? Esse dom desinteressado suscita os melhores sentimentos de que o homem é capaz. Poderíamos dizer também de que a mulher é capaz.
E deixa sempre atrás de si um rastro de gratidão pelo bem gratuitamente oferecido, né? O tema que a gente eu eu tô todo aqui, E como é que se diz, a desordem aqui, né, da sequência. Teve uma vez uma pregação que eu dei num fórum que a que a veio uma irmã que eu nunca tinha visto na minha vida, disse: "Padre, tu parece um hiperlink, tu vai passando de uma coisa para outra, né?
" Eu não disse nem o tema, né, do que eu estou falando, que é mártires ou testemunhas do amor esponsal, né? E o Leandro e a Ronedi pediram que eu falasse sobre tudo sobre as relações na vida de um >> celibatário. Quando o São João Paulo II morreu, eh, foi publicado um escrito dele que era inédito, não sei se vocês já ouviram falar dele.
É uma das coisas mais lindas que eu já vi assim, de escrito. E esse escrito dele de 8 de fevereiro de 94, tem como título Dom Desinteressado. E esse escrito, eh, parece que o só tem em polonês, né?
Uma vez eu procurei no site do Vaticano, parece que tinha ele em polonês. Mas depois eu encontrei ele em italiano, né? Eh, o Instituto Parresia uma vez traduziu uma pequena parte dele, que se encontra no Facebook do Parresia, né?
Mas se eu não me engano, eu acho que eu traduzi ele todo. Vale a pena ler. E nesse escrito ele partilhava que num determinado momento da sua história, ele se sentiu encorajado a confiar em Deus.
E acolher o dom que um homem se torna para o outro. Quando eu digo um homem, no sentido de humanidade, né? Acolher o dom que me que Deus me dá na pessoa dos irmãos e das irmãs que ele me faz encontrar na minha vida, né?
Tal compreensão contém uma profunda verdade sobre Deus, sobre o homem, sobre o mundo. Ele dizia, São João Paulo II, "O mundo humano é um ambiente em que a troca de dons se realiza continuamente, de várias maneiras. Os homens não vivem apenas um ao lado do outro.
Eles vivem em referências de diferentes um para o outro. Nós vivemos uns para os outros". "Um para o outro, nós somos irmãos e irmãs, né?
Marido e mulher, amigo e amiga, educador ou educando. Nós nos damos uns aos outros de várias maneiras diferentes. Pode parecer que até aqui não tem nada de extraordinário, porque é uma imagem simples da vida humana.
Mas essa imagem torna-se mais densa em certos momentos da vida. E é ali mesmo, nessas densidades, que se realiza o mencionado dom do homem ao outro, de uma pessoa a outra pessoa. Não são só os homens que se unem entre eles, é Deus que os dá uns aos outros.
E nisto o seu plano criativo é levado a cabo". A gente vai se relacionando, né, ao longo da vida, com pessoas de diversas maneiras, mas parece que em alguns momentos existe uma densidade maior nas relações. Por exemplo, né?
Eh, não é a mesma coisa eu pregar na igreja com muita gente que eu nem conheço, né? Tinha pessoas que eu conhecia, até dei exemplos, eh, de algumas pessoas próximas que estavam ali, mas é diferente de eu pregar aqui para um grupo de 1 2 3 Tô contando com ele também. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12.
Menino, foi 12 mesmo, né? Eu tu limitou para 12 pessoas, foi esse número. É, 12 pessoas que eu conheço mais, que eu convivo.
Inclusive, desses 12, acho que 1/3 é da minha casa. Não é a mesma coisa. Existe uma densidade diferente de relação, né?
É, ali a coisa estava muito mais diluída, porque tinha muita gente que eu não conhecia ou com a qual eu não tinha uma relação próxima. E tinha algumas pessoas, lógico, quando você tá ali, você vê uma pessoa próxima, parece que alguma coisa, existe uma densidade diferente na relação, né? E, como diz São João Paulo II, nessas densidades se realiza um dom especial de Deus, né?
Então, a gente precisa, outro dia eu fui visitar lá Maureti, é, a Santa Chagas lá do Padre Antônio, né? E ele dizendo que ele e algumas pessoas da da família dele, eles têm aquele dom de achar água, né? Para cavar um poço, né?
Eu conheci um senhor da Alemanha, ele era da Opus Dei, né? Eu e o Leandro uma vez fizemos uma viagem, esse senhor trabalhava na Ajuda à Igreja que Sofre, tinha um cargo importante lá. E esse senhor teve que se mudar do apartamento que ele morava, da casa que ele morava lá na Alemanha, porque tinha um fluxo de água que passava debaixo da casa e ele se incomodava com aquilo.
Ou seja, se eu fosse para ali, não acontecia nada, mas aquilo dava, criava nele uma reação que ele não conseguia nem dormir. Não estou dizendo que o Padre Antônio seja assim, mas ele disse que ele algumas pessoas da da família dele tem essa sensibilidade para achar água, né? Aí lá na na terra lá de Mauriti ele é também com com um instrumento que eles usam, acho que é um negócio da goiabeira, não sei, um um tipo um eles vão assim e ele uma vara, né?
Da da eles acham água, né? Então o celibatário, eu acho que ele precisa ser um pouco essa pessoa que tem esse dom de achar água, né? Nas relações, de achar fontes, né?
É de de de descobrir relações que se tornam fonte de água, de vida, que dão vida à comunidade. A Chiara Lubich, né? Que acho que é ou é serva de Deus ou já é venerável, fundadora do Movimento Focolari, ela dizia o seguinte: "A cada duas almas com Jesus no centro se estabelece uma trindade e cada trindade que com que se compõe nessa relação com Jesus no centro é diferente da outra, de qualquer outra.
É como se se criasse um céu ali naquela relação de duas pessoas com Jesus no centro se cria um céu. Quantos céus nós podemos formar na unidade, né? Então o celibatário, eu não sei se eu disse isso antes ou se eu estou dizendo alguma coisa nova, não estou me lembrando, mas ele é também um guardião da qualidade das relações no seio da comunidade, da igreja e do mundo, né?
Da pureza das relações, né? Eh, e ele vai sendo chamado a transformar a terra num céu pelas relações que ele cria com Jesus no centro, né? Então, entre eu e a Runeide, se a gente cria uma relação fraterna ou de amizade ou de maternidade espiritual ah, ou de paternidade espiritual, e Jesus é o centro do nosso relacionamento, existe um céu aqui.
Se eu crio uma relação com o Leandro, repito, de fraternidade, de amizade, de paternidade espiritual, seja o que for, né? De colaboração apostólica em vista do reino. E Jesus é o centro do nosso relacionamento, aqui se forma um outro céu.
Quantos céus a gente pode formar na unidade? Dá para entender? Né?
Então, o celibatário é Vocês já jogaram aquele jogo que é no devia ser peace, né, o nome, paz, não war, né? Guerra. Mas quem sabe jogar aquele Quem já jogou aquele jogo aqui, né?
Quando você vai jogando, quem tem um mínimo de estratégia, o Luís, por exemplo, que não tem, né? Eh, tu sabe nem jogar, né, esse jogo, né? Eh, [roncando] mas, por exemplo, eh, você vai tendo que eh, a para você ganhar o jogo, uma das coisas é você ir eh, avançando, conquistando territórios e protegendo e alargando o seu território, né?
É algo assim que a gente tem que fazer também, que os celibatários são chamados a fazer. Ou seja, e e criando vários céus, conquistando territórios de céu na terra, até que um dia toda a terra seja um céu, né? Porque as relações vão se tornando relações celestes.
Tem uma música do Focolare que é bem típico dessa espiritualidade que diz assim, né, falando de nossa, aquela Maria, somos filhos teus, queremos amar, né, como ninguém jamais amou. Aí tem uma uma estrofe que é assim: queremos ser sobre a terra o manto do teu amor que faz da humanidade uma família. A tua presença no mundo retorne por meio de nós como um canto de paz infinito, né?
Queremos ser sobre a terra o manto do teu amor que faz da humanidade uma família. Que a tua presença no mundo retorne por meio de nós como um canto de paz infinito. Então a gente vai se tornando essas testemunhas, né, esses mártires do amor esponsal, os guardiães, guardiãs das relações, da qualidade das relações.
Não foi isso que foi São João Batista? Como mártir do amor esponsal? Por que que ele morreu?
Para defender a pureza e a qualidade das relações humanas que tinham sido completamente pervertidas naquela família de Herodes. Porque primeiro o velho ficou, sem nem se ele era velho, né? Primeiro ele ficou com a esposa do irmão dele, ou seja, com a cunhada dele.
E não se acotentou. E quase que induzido pela mulher com quem ele estava quis, desejou também a sobrinha dele, a filha da da da da mulher do irmão, do irmão dele. Ou seja, era uma perversão total das relações básicas humanas, né?
Exatamente dessa intangibilidade que a gente, por exemplo, ele deveria olhar para a esposa do irmão dele como uma irmã. Mas não, ele olhou de maneira pervertida, né? Ele deveria olhar para sobrinha dele como irmã, mas não, ele olhou desejando, né?
E São João Batista, ele morreu para defender eh, a integridade das relações humanas, né? Porque ele denunciou que aquilo tava errado, né? Tem outra história, eu eu acho que como eu tava com o Padre Antônio até ontem, eu tô com >> [risadas] >> é contagiado por ele, né?
>> [roncando] >> Mas ele sempre conta a história de um, de de uma mulher que tinha dois passarinhos, dois juritis, né? Eh, e tinha um gato em casa. Alguns já conhecem essa história, né?
Tão rindo já. Aí o pa, o gato, vi, eh, um dia esses dois juritis se soltaram e o gato comeu um. Quando a dona chegou, ela deu tanto nesse gato, bateu tanto, que toda a vida que ele olhava pro outro passarinho, né?
Ele tinha vontade de comer o outro passarinho, só que ele se lembrava da pisa que ele tinha levado, aí ele se fechava os olhos e se arrepiava todinho, né? Aí desistia, ele tinha apanhado tanto, que ele desejava, mas ele renunciava, tá entendendo? Eh, então Herodes não teve essa experiência, tinha que ter alguém ter dado uma surra nele, né?
E essa surra, lógico que não é uma coisa física que a gente tá falando, mas ela vem de um temor de Deus também, né? Assim, de uma compreensão, né? Inata, eu acho que deveria ser inata no ser humano, Né?
E que deveria também se, é, é, se formar dentro de nós quando a gente faz um voto, por exemplo, né? Que sentido tem a pessoa fazer um voto e depois continuar com sem-vergonhice, né? É melhor não fazer, né?
É melhor não fazer. É aquele que eu, um exemplo que eu dei lá no sábado e que eu retomo agora porque está bem diferente essa pregação da do sábado. Né?
Não sei se vai ser pior ou vai ser melhor, mas tá diferente, né? Mas que eu dizia, né? Que a, que pior coisa que tem é uma pessoa que vive uma vida ambígua, né?
Assim. Que tem compromissos, que tem um projeto de vida e e vive uma vida paralela, assim. Que sentido tem?
É uma das coisas que eu mais bato com os seminaristas, com os padres também, mas sobretudo trabalho muito com os seminaristas nesse tempo de formação, né? Antes de tomar uma decisão final. Né?
A pior coisa que tem é a pessoa ficar numa dubiedade, ali numa ambiguidade. Ou você ou se decida se você quer viver uma vida paralela, saia logo o quanto antes, né? O quanto antes, pelo amor de Deus, porque um dia isso daí vai vir à tona, né?
E vai ser pior. Né? E vai ser uma desgraça, né?
Mas aí eu dizia no sábado que às vezes a pessoa chega para mim, um casal de namorados vem pedir aconselhamento. Aí vem primeiro um, depois o outro. Aí eu digo assim: É, aí diz: "Padre, a gente não consegue viver a castidade".
Aí eu digo: "Aí a primeira pergunta mais simples, né? Mais óbvia, a mais básica. Onde é, meu filho, que você namora?
" Né? Padre, é na casa dela, né? Aí eu digo: "E ela mora mais quem, né?
Ela mora com quem? " Padre, ela mora sozinha. Eu digo: "Então você não caiu não, você se jogou nos braços do pecado, né?
Porque se você foi namorar na casa de uma menina que mora sozinha, você se jogou dos braços do pecado. Ali quando você cruzou aquela porta, você já tinha 99,9% de chance de cair, tá entendendo? De cair não, né?
De fazer o que você foi para lá fazer, né? Aí o outro, aí a é de e ela, né? Aí o outro casal, né?
Aí ele você namora onde? Na casa dele. Tá, mas ele mora com os pais dele.
Certo, mas aí você namora na casa, vocês namoram onde? Dentro do quarto dele. A gente ainda tranca a porta, né?
Gente, tem gente, tem situações em que a gente não cai, a gente cria a situação, né? Então a gente precisa ser coerente, né? E e e por isso que a primeira pergunta que Deus faz quando o homem cai é onde você está, né?
Então, onde você está, né? E aí a gente falava, né? É onde a gente deve no sábado a gente dizia que as leituras do evangelho daquela semana, né?
Não dessa, da anterior. Hoje nós estamos aqui pregando no dia de Santa Catarina de Sena, né? Que foi uma celibatária maravilhosa, magnífica, né?
Que vale a pena estudar, conhecer, é de uma responsa, de uma responsabilidade maravilhosa, de relações a 360º, uma mulher simples, né? Humilde, mal sabia ler e escrever, né? Mas tinha relação desde o papa a pessoas nobres, a pessoa mais simples, uma mulher de relações.
Se tem uma coisa que é mentira é dizer que o celibatário é uma pessoa só. Isso é uma mentira. Porque o celibatário é para ser uma pessoa de relações a 360º, intensas, densas e belas, né?
Existe uma dimensão de solidão? Sim, para encontrar Deus. Mas não de solidão, solidão, depressão por causa disso.
Isso é uma doença. Ninguém escolheria isso, seria masoquismo, né? Então aquela semana anterior foi toda em cima do pão da vida, né?
Os evangelhos de João capítulo 6, o evangelho de João 6, eh, cada dia era uma leitura diferente. E Jesus dizia: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu ressuscitarei no último dia". E Gandhi, né?
Eh, esse grande personagem da Índia, ele dizia: "Tem pessoas no mundo com tanta fome que Deus não pode aparecer para elas, exceto na forma de pão". E aí eu citava também Hipócrates, né? Não é Hipócrata.
Eh, Hipócrates, Hipócrata. Eh, é Hipócrates, né? Da Grécia, quando ele dizia: "Nós somos aquilo que nós comemos".
Ou poderíamos dizer de uma outra forma, nós comemos aquilo que nós somos. O que que nós consumimos na vida? Nós consumimos a comida, nós consumimos, né?
Bebemos água, né? Nós consumimos imagens, nós, de certa maneira, nos alimentamos também das relações que nós temos na nossa vida. Nós nos, nós consumimos informação, né?
Nós consumimos muita coisa. E nós nos tornamos aquilo que nós consumimos. Né?
Por isso que é importante perguntar o que nós estamos consumindo, né? De imagem, de, como nós nos relacionamos, eu vou, eu vou me tornar aquilo, a maneira como eu me relaciono com uma pessoa. Né?
É, de uma certa maneira você se alimenta das relações. Então, como você se relaciona? Né?
Você vai se tornando aquilo de que você se alimenta. Né? Jesus deixou a sua carne e o seu sangue como alimento que dá vida à humanidade.
Elemento constitutivo da qualidade de suas relações e sentido da missão. O que acontece na nossa carne, os motivos pelos quais nós estamos prontos a derramar o nosso sangue, eles têm uma repercussão direta e profunda sobre a qualidade da nossa da nossa vida espiritual, das nossas relações e do nosso apostolado. Né?
Então, não pensemos que aquilo que nós, que acontece na nossa carne, aquilo que nós fazemos com a nossa carne, até mesmo a maneira como nós cuidamos de nós mesmos, né? Nossa formadora comunitária tava animando, né? Para que aqueles que pudessem nesse fim de semana, nem todos vão poder, né?
Mas aqueles que pudessem tirassem alguma folga, porque ela tá vendo o pessoal morrendo, se acabando de cansaço, né? E o pessoal vai para Recife, né? Depois pense quando é que vocês vão poder tirar uma folguinha, porque se você não se ama e não cuida de você, não tô dizendo de ficar se paparicando, não.
Mas se você não cuida de si mesmo, você não, nunca será apto a cuidar de ninguém. Né? Porque Jesus diz: "Amai a Deus e ao próximo como a si mesmo".
Né? Esse como a si mesmo a gente sempre se esquece, né? Parece que a gente tem que matar o jumento velho, né?
Que é a gente. E é, eu, estou tão cearense, né? É porque o Leandro está aqui na minha frente.
Aí ele fica atiçando, está que se criando uma densidade relacional cearense aqui entre mim e o Leandro, mas assim, é, que que eu estava dizendo, hein? Da A gente pensa que é para matar, né? É, e na verdade, é, a gente precisa dele, né?
Senão a gente não consegue fazer nada. Outro dia uma uma responsável local, né, falando, é, assim, de um irmão que estava, de certa maneira, dando um certo trabalho, porque não se dispõe a algumas coisas. Eu dizia: "Mas ele tem aquilo que você está pedindo dele?
" Porque eu sei que essa pessoa também tem alguns limites de saúde. Então pode ser também que você, é assim, que você peça a ele que dê tudo. Você deve pedir a ele tudo, né?
Tem aquela história, né, que o Moisés sempre cita, né, que atribuem a Santo Agostinho, mas eu nem sei se é dele. Se você pede a um jovem pouco, ele não lhe dá nada. Se você pede muito, ele lhe dá pouco.
Mas se você pede tudo, ele te dá tudo. Então nós devemos pedir tudo aos nossos irmãos na comunidade, um dom total. Mas tudo que ele tem.
Se ele não tem, como é que ele vai dar, né? E aí corre o risco da gente pedir o que a pessoa não tem. Ou da pessoa dar aquilo que não tem, né?
Precisa ser o dom total, mas o dom que eu tenho. Então eu preciso cuidar desse dom também, né? É, deixa eu ver aqui.
Estava falando de São João Batista, né? São João Batista se tornou mártir do amor esponsal. Como Elias que deveria voltar, né?
É, João combate tudo aquilo que atenta contra o coração indiviso. Toda a incoerência, ele não suporta a duplicidade manifestada nos pecados de hipocrisia e de adultério. Defendendo o vínculo da aliança contra toda contra todo e qualquer tipo de de idolatria.
A missão de João foi reconciliar as famílias. É, Deus sabe é, João, cuja missão é de reconciliar as famílias, ele sabe que a infidelidade a Deus, ela traz repercussões em todos os setores de modo particular na vida familiar. Ao idolatrar a sexualidade, o homem faz desta uma droga, né?
Quando você consome sexo, né? Uma uma vivência da sexualidade de uma forma é, como um ídolo. Quando o homem faz isso, ele faz da sexualidade uma droga, banaliza e desvirtua a sexualidade da sua sacralidade, da sua beleza.
O celibatário e a celibatária são chamados a resgatar esse valor originário restituindo a sua pureza. O seu testemunho de um celibatário, de uma celibatária interpela fortemente aqueles que dizem não ser possível prescindir das relações sexuais. Se é verdade, né, como a gente como dizia, é, Saint-Exupéry, né, que o essencial é invisível aos olhos, o celibato grita essa verdade à humanidade descrente, né?
Se eu quando você vai acompanhar uma pessoa, seja eh, por exemplo, quando você vai convidar uma pessoa eh, a viver a castidade até chegar ao matrimônio, né? E viver a castidade no matrimônio também, de outra maneira, né? O celibatário, quando ele é coerente e quando ele é fiel à vivência do seu celibato, mesmo em meio às suas lutas, ele tem uma autoridade espiritual a falar disso impressionante.
Porque ele tem, a partir da vida dele, né? Quando você pega também uma pessoa que, vamos falar aqui, dentro da moral católica, da moral cristã, né? Que talvez tenha uma atração por uma pessoa do mesmo sexo e você vai convidar aquela pessoa a viver sim uma dimensão de amizade, de companheirismo, de, eh, até mesmo de uma certa cumplicidade dentro da castidade, mas a renunciar, né?
A um, a dividir a cama com uma outra pessoa, ir para cama com outra pessoa, né? Se você pede a isso a uma pessoa, dentro de uma visão da moral e da antropologia cristã, você tem autoridade espiritual para fazer isso, porque você não tá pedindo a essa pessoa uma coisa que você mesmo não tá fazendo. Tá entendendo?
Eh, isso é uma força profética no mundo de hoje impressionante, que a gente às vezes não se dá conta, né? O celibatário, a celibatária, num mundo, eh, onde a moral cristã conta tão pouco como hoje, ele tem poder, e principalmente se ele é feliz, né? Eh, eu dei o exemplo, um exemplo, né?
De de das irmãs que está aqui, >> [suspirando] >> É, que que essa irmã tinha contado, né? Sem dizer o nome, né? Agora vocês têm menos opções para descobrir quem é.
Mas que essa irmã tinha ido num determinado lugar lá na Groenlândia, né? E tinha tido contato com a celibatária de uma outra realidade eclesial e a mulher foi tão ignorante, tão ignorante, tão ignorante, tão fria que essa irmã celibatária perguntou: "Será que o esposo dela é o mesmo que o meu, né? Porque eu sou tão feliz, né?
Eu sou tão feliz. E principalmente se a gente vive o celibato, né? De maneira felizes, né?
Só se somos felizes no nosso celibato, isso tem um poder de de profético enorme no mundo de hoje, né? Você não tá pedindo é, você não tá pedindo, porque a coisa que o mundo mais odeia, às vezes, na igreja é quando a gente pede coisas que a gente não faz, né? A gente prega uma coisa que a gente não faz.
Mas se a gente busca com coerência viver o nosso celibato, mesmo em meio às lutas, isso tem um poder enorme. >> [roncando] >> Eu tava lendo esse livro aqui, é, tô lendo, né? Introdução ao espírito da liturgia de Ratzinger, né?
E ele falando da liturgia, eu entendi que dava para se aplicar ao celibato, quando ele diz assim: "Que a liturgia, e aqui a gente passa, diz que é o celibato, é uma antecipação e um prelúdio da vida eterna. Que ao contrário da vida presente, não será feita de necessidades e obrigatoriedades, mas de total liberdade de oferecer e dar. Redescoberta do nosso autêntico ser criança dentro de nós.
Uma forma bem definida da esperança que antecipa a verdadeira vida. Que nos introduz na vida autêntica, a da liberdade, da proximidade com Deus e da total abertura recíproca. Assim, ela imprime na vida real cotidiana os sinais precursores da liberdade, que derrubam as barreiras e deixam transparecer o céu na terra.
Ele dizia ainda que a medida mais elevada e a possibilidade mais alta do ser humano encontram-se na visão do infinito e do eterno. E que privar o homem dessa visão do infinito e do eterno é degradar o homem. Então, a gente pode dizer isso no positivo, né?
Dar à humanidade uma visão na nossa carne daquilo que é infinito e que é eterno através do nosso celibato, isso é promover a dignidade do homem e da mulher. E a Giovana ficou toda feliz, né, quando ela tava no sábado, quando eu dizia que o celibato, né, pelo reino é uma promoção humana, né? É a é promoção do homem.
E eu dava o exemplo da oração, né? Teve uma vez que, ó, já comentei isso, acho que numa formação que eu dei pra comunidade de vida no início da quaresma, que um dia, depois de de uma equipe de cozinha bem tensa, né, que eu consegui parar pra rezar, tomei um banho antes, fui rezar, eu parei, eu digo: "Meu Deus, eu tô entrando no céu". E às vezes a gente nem se dá conta de que a oração é céu pra nós, né?
Tô entrando no paraíso. E uma outra vez, eu dizia: "Meu Deus, rezar é dignidade humana, é uma questão de dignidade humana". Sem a oração, eu sou um homem na sarjeta, eu sou aquele, é, homem caído na estrada que o bom samaritano levou para cuidar.
O celibato, o celibatário quando busca viver assim, a sua vocação de uma maneira fiel, com coerência, repito, mesmo em meio às lutas, né? Ele é um refrigério para a humanidade, né? Vocês, né?
E eu também, de certa maneira, como padre, né? Vivendo, buscando viver o meu celibato, os irmãos seminaristas também, quando a gente busca, vocês são um refrigério, são um banho na humanidade depois de um dia, é, suando, né? É, me lembro quando o meu irmão mais novo, Daniel, né?
O pessoal chamava de Chaguinho, tem gente que nem, nem sabe que ele era meu irmão, né? Que ele é meu irmão. É, mas ele não tá mais na comunidade, mas eu lembro ele lá em Roma depois de um dia, tudo deu errado, o papa chegou na cela assim, todo suado, né?
É, >> [roncando] >> todo suado, despenteado, é, é, cansado, o metrô tava, quebrou, teve que pegar três ônibus no lugar do metrô, aí ele chega na cela, olha para mim, encontra, tem assim, para mim mais duas pessoas, tava assim, cria aquela empatia, aquela densidade, né? Na relação. Aí ele olha e desabafa, né?
Eu acho que depois daquele desabafo, ele foi outra pessoa, disse: "Isso que eu vivi hoje eu não desejo para ninguém nesse mundo". Mas parece que ele encontra ali um terreno para ele desabafar, ele olhou para mim, olhou, não sei nem se era um celibatário, então a gente, de certa maneira, a gente precisa ser essas pessoas também que escutam o desabafo da humanidade, né? E que ao desabafar, parece que a pessoa de certa maneira, ela encontra um refrigerio também, né?
É No sábado, é que eu tenho que já caminhar para uma para uma conclusão, porque no dia sábado eu tinha eu tinha a pressão do horário do casamento da Naiara e do José. Hoje eu tenho a a pressão do ônibus da Ronayde e do Leandro que tem que ir para Messejana às 7:00 horas, né? E falta 12 minutos.
Que eles vão para Recife, né? Mas eu recordava no sábado aquela é tinha sido foi um dos evangelhos agora desse período de Páscoa, quando Jesus pergunta a Pedro, né? Pedro tinha traído Jesus três vezes e num dos encontros de Jesus ressuscitado com Pedro Jesus pergunta a ele três vezes, né?
Pedro, tu me amas? E ele responde sempre que ama. É e Jesus no final diz apascenta Pedro, na última pergunta Pedro diz, né?
Sim, senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo. E Jesus diz apascenta os meus cordeiros. Só que tem duas interpretações dessa passagem, porque no original grego é Jesus usa um verbo para perguntar se Pedro ama, que é o verbo típico do amor ágape.
E Pedro responde com o verbo que é típico do amor é o amor ágape é o amor de caridade, né? Assim, de irmão. É e Pedro responde com o verbo da amizade, do amor de amizade, né?
Que é é eu não sou eu não sou bom em grego não, então eu não sei dizer como é o verbo, mas o amor filia, né? De amizade. É Pedro, Jesus pergunta: "Pedro, tu me amas com amor de caridade, com amor ágape"?
Pedro responde: "Eu te amo com amor filia, de amizade". Segunda vez, a mesma coisa: "Tu me amas com amor ágape"? "Pedro, eu te amo com amor de amizade".
E na terceira vez, Jesus usa o mesmo verbo de Pedro e diz: "Tu me amas com amor de amizade"? E Pedro diz: "Sim, Senhor, tu sabes tudo. Tu sabes que eu te amo com amor de amizade".
E alguns, eh, estudiosos acham assim, que o grande amor é o amor ágape e que Pedro, por ter traído Jesus, ele não tem coragem de dizer que ama com amor ágape. Então, ele abaixa o tom, diz: "Não, eu te amo só com amor de amizade". Por duas vezes tem essa dinâmica.
Aí, dizem alguns estudiosos que na terceira vez Jesus se rende à baixeza de Pedro e diz e diz: "Eh, já que você não me con se não consegue me amar com amor ágape, pelo menos com amor de amizade você me ama"? E Pedro diz: "Sim, tu sabes tudo, eu te amo com amor de amizade". Aí tem quem contradiz essa, eu prefiro a segunda interpretação, que é a que eu vou dizer agora.
No Evangelho de João tem uma frase que às vezes o pessoal se esquece, que diz: "Ninguém tem maior amor do que aquele >> [roncando] >> do que aquele Então, qual era uma qual é o maior amor no Evangelho de João? O daquele que dá a vida pelos amigos. Por que que dizer que ama com amor de amizade é se abaixar?
Se o maior amor é daquele que dá a vida pelos amigos. Então no fundo no fundo Pedro tá implorando a Jesus a confiança de poder dizer que quer continuar a amá-lo como um amigo. Então Jesus, não que esses amores sejam contraditórios ou que um é maior do que o outro.
Na verdade Bento XVI, por exemplo, naquela encíclica Deus Caritas Est ele faz a reconciliação entre Eros, Ágape e Filia. Os três tipos de amor mo típicos, né, da Grécia. De como os gregos descreviam o amor, né?
Ele diz que nós precisamos de todos os três, todos todos três tipos de amor. E mesmo o celibatário ele precisa também do amor apaixonado por Jesus e pelos amigos também, né? Pelos irmãos no na vida fraterna, pelas ovelhas que Deus nos confia no apostolado, nós precisamos também do amor Eros, do amor apaixonado.
Mas nós mas assim é essa passagem para mim é muito bela porque ela fala também eu acho que o celibatário ele evidencia de uma maneira par de uma maneira particular a beleza da amizade também na vida da comunidade da igreja, né? Tentando aqui, tá, acabando meu tempo, né? É, [roncando] por exemplo, o grande filósofo e teólogo Pavel Florensky ele dizia que olhando para os nossos irmãos e amigos quer dizer, aqui não é ele que tá dizendo não, sou eu falando sobre ele.
Olhando para os nossos irmãos e amigos, filhos e filhas espirituais é porque eu tô citando ele indiretamente, né? É um conferir, não é uma citação literal. Olhando para os nossos irmãos e amigos, filhos e filhas espirituais, com o olhar revestido do amor de Cristo, que possui o nosso coração, nós veremos no seu rosto o eco da beleza original.
E ao mesmo tempo, a fonte da esperança na vitória final. O símbolo do futuro, um conheci, um antecipado conhecimento da verdade. Florensky diz que na amizade, ápice do sentimento humano, cala a graça celeste do amor do céu.
O amor nos descortina as portas dos mundos celestes, fazendo-nos experimentar o refrigério do paraíso. Ele dizia que nós preci, ah, não, sempre, ah, até, na primeira parte sou eu, depois é ele. Precisamos do amigo para ver melhor, para ver mais profundamente, ver mais longe.
Pavel Florensky diz: O que é amizade? É a contemplação de si mesmo através do amigo em Deus. É a visão de si com os olhos do outro, mas junto a um terceiro, com T maiúsculo.
Precisamente do terceiro, que é Deus. Esse céu da unidade, né, que se cria. E vou concluir, né, eu acho que teve coisa que eu falei sábado que eu não tô falando hoje, mas teve coisa que eu falei hoje que eu não falei sábado, né?
Vou concluir com uma citação de Bento XVI, quando ele, no início do seu pontificado, ele fez catequese sobre os santos que marcaram a história. E uma das catequeses foi dedicada a Santa Clara. E ele falou da amizade, da relação entre ela e São Francisco.
E ele diz assim: Clara encontrou em Francisco de Assis não apenas um mestre, cujos ensinamentos ela deveria seguir, mas inclusive um amigo fraterno. A amizade entre estes dois santos constitui um aspecto muito bonito e importante. Quando se encontram duas almas puras, inflamadas pelo mesmo amor a Deus, elas aurem da amizade recíproca um estímulo extremamente forte para percorrer o caminho da perfeição.
A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a graça divina purifica e transfigura. Como São Francisco e Santa Clara, também outros santos viveram a profunda amizade no caminho rumo à perfeição cristã. Como São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal.
Eu vou estender aqui também como Santa Catarina de Sena e São Raimundo também, né? E é precisamente São Francisco de Sales que escreve, e aqui eu realmente concluo. É bom poder amar na terra como se ama no céu.
E aprendermos a amar neste mundo como havemos de fazer eternamente no outro. Aqui, eu não me refiro ao simples amor de caridade, porque temos que ter esse amor por todos os homens. Eu me refiro à amizade espiritual.
No âmbito da qual duas, três ou mais pessoas permutam entre si a devoção e os afetos espirituais, tornando-se realmente um só espírito. Eu dizia lá no no sábado também. Só persevera, porque um dos temas também do retiro dos celibatários era perseverança, né?
Só persevera quem tem vínculos profundos. Se você não tem vínculos profundos com Deus e com os irmãos na comunidade, você tem os dias contados, né? Para perseverar, nós precisamos ter vínculos profundos, né?
Vínculos de família, vínculos de fraternidade, vínculos de amizade. Isso significa coisas muito simples, né? Vou dizer coisas assim bem humanas, né?
Bem da carne no sentido positivo. Ter saudade dos irmãos, né? Querer voltar para casa, né?
É, se sentir bem com com os seus irmãos. Eu estou doido para ir para o jantar. Por exemplo, eu disse, eu disse para a Jeanette que eu tinha um um um compromisso às 7:00, porque faz dois dias que eu não estou em casa, eu quero jantar com os meus irmãos.
Para mim isso não é uma coisa secundária. Já passei o dia de retiro hoje e é, sem falar com ninguém, né? Não é uma coisa, para mim não é uma besteira isso, entendeu?
Ai, padre, quer dizer que tu, não vou, aí o motivo principal, para a minha desculpa maior se tornou o ônibus da uma e meia do Leandro. Mas eu quero jantar em casa, né? O Leandro, desespero dele ontem, ele estava, o outro Leandro, né?
Formulo, nós estávamos voltando, né? Desespero dele para chegar em casa, porque a Patrícia ia viajar, né? Para Recife e os e >> [limpando a garganta] >> e e chegar e estar com os filhos dele, né?
Assim, a gente precisa ter vínculos, né? Uma vez um irmão, né? Da minha, eu era coordenador de casa numa determinada realidade, né?
Na Groenlândia, sempre, né? E é, tinha um irmão que não avisava as coisas, não falava, não sabia nem onde é que a criatura tava, né? Aí um dia eu disse para ele, eu disse: "Irmão, é uma questão esponsal.
Já pensou um um marido que não disse para a esposa onde é que ela tá? Aí ele poderia dizer: "Mas eu não sou o seu seu seu marido nem sua esposa". Sim, mas um pai que não disse para um filho, um filho que não disse para um pai, numa família se diz, né?
Onde é que eu vou, o que é que eu tô fazendo, né? Assim, é estranho, né? A gente se tornar pessoas que tão ali compartilhando um local e ninguém sabe nem onde a pessoa está.
Voltem aí para a pergunta que eu falei ontem, né? Eh, antes, né? Onde você está?
Pergunta que que Deus faz ao homem, né? Depois do pecado. Você não sabe mais nada de ninguém, né?
Assim. Então, ter vínculos, ter alguém que se importa onde eu estou, o que é que eu tô fazendo, né? Eh, isso é muito importante.
E aqui a gente termina, né? Poderia ter terminado aqui com o com o Bento XVI, né? Era mais bonito.
Mas, eh, persevera quem tem vínculos, né? Profundos. Com Deus e com os irmãos.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. E vamos rezar a Santa Maria e pedir também intercessão de Nossa Senhora, que é a grande virgem virginizadora dos corações humanos. Começou por São José, né?
Virginizando o seu coração. E assim ela o faz também com todos aqueles que lhe suplicam. Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Santa Catarina de Sena, rogai por nós.
Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém.