e vamos à nossa aula de comunicação corporal e paralinguística famosa ccp vamos lá você já percebeu que muitas vezes o nosso desempenho é confundido ou desconsiderado por conta da forma como nos comunicamos Você já percebeu quantos bons atores se comunicam muito mais pela expressividade facial corporal ou a a expressividade da fala do que pelo conteúdo do que eles estão falando Experimente e tirar o som da novela da TV e você vai rapidamente identificar quem são os bons atores e quem são os charlatões eles geralmente não têm essas habilidades todas de comunicação corporal e paralinguística eu
já fiz isso é muito interessante observar e você já percebeu que até os apresent de Notícias mesmo não sendo atores Eles procuram ajustar a dramaticidade da situação na forma como eles comunicam as notícias e os políticos Então os políticos gostam de usar as mãos estendidas para mostrar que não tem nada a esconder ou abrir os braços como num sinal de que eles estão abertos ao diálogo olhar mais dire amente nos olhos como para obter cumplicidade do espectador então vejam todas essas são formas são alguns exemplos de como o desempenho socialmente competente requer também coerência entre
o que nós falamos ou seja qual a ideia que nós queremos transmitir e como nós falamos ou seja a forma como essa ideia é comunicada e esse como inclui a nossa comunicação corporal gestos postura expressões faciais corporais e também as características da fala modulação volume velocidade influência etc é sobre isso que nós vamos falar hoje vamos lá mas antes uma pergunta que não quer calar as pessoas perguntam mas Zilda Que história é essa é comunica não verbal e paralinguística ou é comunicação corporal e paralinguística qual a diferença a diferença entre as duas é essa essa
história do não verbal Tá certo e por que que a gente nos últimos tempos nós já usamos muito comunicação não verbal e paralinguística por que que últimamente a gente tem usado mais a expressão ccp comunicação corporal e paralinguística Exatamente porque a ideia de não verbal tá muito associada à fala eh a ideia de de verbal Aliás Tá muito associada a fala oralizada aquilo que nós falamos e de não verbal aquilo que nós não falamos oralmente mas nós falamos através dos gestos etc só que tem muitos gestos que tem a mesma função da fala e às
vezes até substitui a fala quer um exemplo eu faço isso aqui ó para você e você percebe que eu tô aprovando valorizando o que você acabou de fazer certo então esse é um gesto que tem uma função de fala ele se a gente for considerar o verbal como fala oralizada ele seria verbal Mas além disso tem outros aspectos aí envolvidos especialmente nas teorias analític comportamentais que chamam atenção para o que é verbal não no sentido da forma mas no sentido da função o que nós chamamos de comportamento verbal sobre uma abordagem analítico comportamental são aqueles
comportamentos cujas consequências são mediadas por outra outas pessoas são comportamentos sociais que são mediados por outras pessoas e a forma como as pessoas reagem foi aprendida pela comunidade verbal quer dizer Nós aprendemos o significado desse gesto e por isso nós reagimos a ele como se fosse a fala como se tivesse uma estrutura linguística tal como a fala então para evitar confusões nós estamos simplesmente colocando comunicação corporal para para todos os aspectos que incluem tanto aqueles que T um significado verbal como aqueles que são apenas gestos meneios sorrisos etc que não tem estrutura linguística e não
tem a tradicionalmente a ideia de verbal Ok é por isso que nós fizemos essa diferenciação então é importante entender essa lógica Porque dependendo da abordagem isso pode causar alguma confusão mas essa discussão é interessante isso nos levou a uma análise de aproximações possíveis entre a taxonomia dos operantes verbais de skini ER na nossa taxonomia de classes e subclasses de habilidades sociais uma vez que nós também adotamos critérios funcionais para classificar para estabelecer os nossos portfólios de habilidades sociais e também porque muitos dos operantes verbais eles podem servir vistos como requisitos de habilidades sociais ou como
habilidades sociais como classes específicas de habilidades sociais em alguns casos como no autismo a avaliação por exemplo do vimec é e a intervenção eh Nos programas de ensino individualizados por exemplo pe o foco são operantes verbais mas eh elementares que são componentes de habilidades sociais os comportamentos que nós chamamos coic mando Tato enfim são operantes verbais que fazem parte eh dos componentes também de habilidades sociais e que precisam ser estabelecidos muitas vezes antes das classes mais amplas de desempenho interpessoal e que fazem parte do desempenho de habilidades sociais agora que você já sabe porque nós
passamos a usar ccp há alguns anos ao invés de CNV vamos dar molhada o que está contemplado nessa sigla quando nós falamos da ccp nós estamos nos referindo a esse amplo conjunto de componentes que nós reunimos nesse portfólio para facilitar a sua atenção na avaliação e promoção desses componentes da competência social Então veja que inclui dois componentes a comunicação para linguística e a comunicação corporal com vários itens em cada um deles nós vamos falar de todos esses aspectos nessa aula mas antes eu quero enfatizar a importante Regra geral que precisa ser sempre considerada quando nós
falamos em ccp veja aqui é a famosa regra do Meio nesse caso nós estamos falando que os excessos podem impactar negativamente na comunicação nem a mais nem a menos mas a regra do meio e vamos começar aqui com algumas informações importantes que devem ser levadas em conta por você e pelos demais profissionais que atuam nessa área olha Salv em raras exceções evite gesticular demais ou de menos evite encarar demais ou deixar de manter contato visual evite falar excessivamente rápido ou excessivamente devagar e sobretudo lembre-se de ajustar a sua ccp aos seus objetivos e as demandas
da situação são aspectos essenciais para sua competência social e aqui vamos falar um pouquinho sobre a nossa ancestralidade Na expressão corporal a comunicação corporal e paralinguística ela nos remete a essa nossa ancestralidade como humanoide Como antropoide como o nosso organismo foi selecionado para ir refinando a nossa expressividade corporal e paralinguística ao longo da nossa evolução filogenética desfazendo também alguns mitos sobre as nossas diferenças e semelhantes em relação aos demais seres vivos Então vamos ver aqui Olhem só Veja a questão aqui dos estudos da comunicação corporal eh a partir de Darwin ele nos mostra nessa obra
de quase dois séculos atrás que assim como seres humanos Os animais também são capazes de sentir alegria prazer satisfação e os demais sentimentos positivos e negativos nessa obra de 1872 Darwin explica a funcionalidade da comunicação corporal e paralinguística no processo de adaptação do indivíduo ao meio a cobra cascavel por exemplo faz do som do seu guiso um sinal para espantar dadores veja não é à toa então essa comunicação tem uma função que foi importante na evolução na seleção na sobrevivência das espécies nós não vamos entrar em detalhes aqui mas ao falar das emoções e expressões
do homem Darwin vai mais longe Ele defende que algumas das nossas expressões são resquícios herdados dos nossos antepassados primitivos são comuns aos homens e aos outros animais e mais ele sustenta que muitas das nossas expressões são inatas e não aprendidas já que elas se repetem em homens das mais variadas culturas você sabia de tudo isso o que nós podemos refletir sobre essas constatações vamos só dar uma ilustrada aqui vejam aqui esse nosso ancestral sim e agora vejam aqui o nosso cestinha de ouro Oscar schmid vejam que a expressão de Emoções no caso de uma vitória
de alguma coisa que acabou de conseguir foram são muito similares tão percebendo aqui tá muito presente a nossa ancestralidade Na expressão corporal não acham bom é claro que Existem muitos fatores Associados a comunicação corporal e paralinguística e nós podemos aqui destacar alguns fatores étnicos ou seja dependendo da raça da etnia eh a forma de expressão pode ser bem diferente de fatores culturais então vocês podem perceber por exemplo a cultura oriental tem determinados padrões de comunicação corporal e paralinguística que podem ser muito diferentes dos brasileiros por exemplo né da expansividade do brasileiro ou do americano enfim
existem fatores situacionais a nossa expressividade corporal e paralinguística ela pode ser muito diferente se eu estou por exemplo num velório do que se eu estou numa festa num barco amigos então os fatores situacionais continuam sendo importantes e é claro que existem os fatores pessoais fisiológicos de saúde se eu estou com uma enchaqueca provavelmente a minha voz vai vai ser diferente de uma situação em que eu estou muito bem saudável estou eh conversando com as pessoas e isso pode ser um diferencial muito grande na minha expressividade na minha vitalidade da comunicação corporal e para linguística bom
e qual a importância da ccp nós podemos desde já imaginar porque avaliar e promover esses componentes em nosso desempenho interpessoal certo nós costumamos pensar na comunicação corporal e paralinguística apenas como aspectos formais Mas eles fazem parte da funcionalidade do desempenho interpessoal ou seja eles impactam nos resultados que caracterizam a competência social então nós precisamos avaliar e verificar se muitos dos déficits de competência social não estariam também Associados a falhas na comunicação corporal e paralinguística o que vocês acham Sim esses comprometimentos podem ser ainda maiores em vários transtornos ou problemas psicológicos e até serem características deles
como nós vamos ver mais adiante a boa notícia é que muitas essas falhas na comunicação corporal e paralinguística podem ser corrigidas reaprendidas em bons programas de competência social e habilidades sociais então quando nós detectamos essas falhas elas podem e devem ser foco de atenção eh desses programas e aqui nós destacamos a importância da avaliação a importância da comunicação corporal e paralinguística no diagnóstico de vários problemas e transtornos psicológicos e portanto no planejamento de programas efetivos de comunicação corporal e paralinguística e agora vamos olhar um pouco mais sobre aqueles componentes da comunicação paralinguística ou seja aqueles
componentes que acompanham a nossa fala ou fazem parte dela a comunicação paralinguística diz respeito às características da oralidade na comunicação por exemplo uma fala mais prolixa ou mais concisa ou mais rápida ou mais vagarosa ou mais vibrante são características diferentes que tem a ver com a comunicação paralinguística e nós falamos muito por meio desses sinais desses componentes nós comunicamos muita coisa a partir daí e veja aqui Quais são esses componentes a questão da latência ou seja o intervalo de tempo Entre a fala da outra pessoa e a minha fala o tempo que eu demoro para
responder ou que a outra pessoa demora para responder a duração o meu tempo de turno de fala o quanto eu sou prolixa ou que eu sou resumida naquilo que eu falo a o volume de voz o quanto eu falo com volume alto volume baixo a velocidade da voz o ritmo se eu consigo fazer diferentes ritmos enquanto eu tô falando a velocidade se eu falo muito rápido ou muito devagar a fluência o quanto a eu consigo qualidade de voz e a modulação da voz enquanto eu falo são caracter rísticas muito importantes não só para prender a
atenção do outro mas também para garantir resultados de competência social então vejam quantos aspectos que precisam ser considerados na avaliação e na intervenção e aqui a gente precisa lembrar que a comunicação paralinguística não é só uma questão de forma ou de ênfase a modulação da fala pode alterar Inclusive a classe de habilidades sociais em questão eh ela pode alterar a função da habilidade que nós estamos apresentando naquele momento Então vamos lá vamos comparar no primeiro exemplo o que que muda quando eu enfatizo diferentes palavras numa mesma frase vamos ver olha só eu digo eu gosto
de você eu digo eu gosto de você que que mudou eu tô falando uma coisa muito diferente eu não gosto de outras pessoas eu gosto de você tá certo ou eu posso dizer eu gosto de você eu tô comunicando que outras pessoas talvez não goste de você mas eu gosto de você olha a diferença quando eu altero a ênfase do que eu tô falando Então essas modulações são muito importantes inclusive para alterar a classe de habilidades sociais que nós estamos apresentando e portanto as possíveis consequências Vamos ver outro exemplo eu digo Vem aqui agora agora
eu vou dizer assim vem aqui agora agora eu tô eh no primeiro No primeiro caso parece um convite a função parece muito mais vem aqui agora no segundo caso é um mando uma ordem que eu tô dando Vem aqui agora percebem a diferença Então essas modulações podem mudar a função da habilidade que eu tô apresentando algumas À vezes é importante alterar o padrão usual seja por conta do tipo de interlocutor ou do tipo de situação ou dos nossos objetivos para a situação por exemplo nós falamos mais alto para demonstrar contrariedade nós usamos termos e modulações
diferentes quando nós estamos falando com uma criança nós sublinhamos as palavras quando nós queremos eh não deixar nenhuma dúvida ser bem Claros não é e nós costumamos vamos falar mais alto quando o outro tem dificuldade auditiva em outros casos às vezes nós Demoramos para reagir diante de uma questão de maior complexidade ou quando nós queremos obter atenção do outro se você em uma situação você quer obter atenção da outra pessoa Experimente por exemplo olhar para cima quando ela fala ou aguardar um pouco ou apontar para alguém que já está participando da conversa se for um
grupo ou ainda pedir com a mão eh atenção né pedir a sua vez de fala enfim todas essas estratégias podem funcionar Mas vai depender da situação você vai experimentar diferentes estratégias e sempre procure observar o impacto da sua comunicação corporal e paralinguística sobre as demais pessoas essas modulações todas fazem parte da social e paralinguística a dificuldade de modular e alterar os componentes corporais e paralinguísticos pode ser um dos indicadores de problemas de competência social na verdade geralmente é pessoas ansiosas por exemplo elas podem apresentar uma baixa latência elas mal esperam o outro falar para responder
isso pode aborrecer a outra pessoa ela pode achar que não é importante o que ela tá falando não é mesmo mas nós vamos falar desse de outros possíveis transtornos eh mais adiante e aqui a comunicação corporal e paralinguística na era digital gente como isso tem se alterado e e nós estamos definitivamente na era digital e muito da comunicação ocorre na forma escrita mesmo na forma verbal também há muitas diferenças mas nos chats e outros programas de comunicação virtual sem vídeo quando nós queremos enfatizar ou acoplar as funções da comunicação paralinguística à nossa fala o que
que nós fazemos em geral nós exageramos recorremos a todos os sinais gramaticais possíveis itálicos negritos grifos caixa alta são todas formas quando caixa alta por exemplo significa tô quase gritando com a outra pessoa eh eu tô enfatizando tô falando com mais força e tudo isso dentro da comunicação escrita não é mesmo Além disso o próprio desenvolvimento da comunicação digital foi estabelecendo códigos e expressões que nós acabamos usando para indicar nossos sentimentos e disposições no momento né a gente coloca uhu são formas que a nossa fala não tá presente mas a outra pessoa percebe como fala
como se fosse fala oralizada e nós temos ainda os emoticons né que estabelece uma comunicação rápida muitas vezes substituindo palavras e podendo ou não ter eh correspondência real com o sentimento das pessoas Às vezes as pessoas abusam dos emoticons mesmo que elas não estão felizes lá vai uma carinha feliz mesmo que elas não estejam tristes lá vai uma Cinha mas de um modo geral as pessoas utilizam esses emoticons e todos esses recursos para ajudar a comunicar aquilo que elas querem comunicar na linguagem escrita não é mesmo Isso é muito muito interessante é uma mudança da
era digital que nós nós estamos nos acostumando com ela e convivendo cada vez mais com ela bom vamos agora passar por para o detalhamento da comunicação corporal Veja a diversidade aí dos componentes que acompanham a nossa comunicação em alguns casos substituem também como a gente vai ver então nós temos o olhar o contato visual sorriso é muito diferente eu falar alguma coisa com um sorriso ou sem um sorriso os gestos e novamente a regra do meio sem esquecer disso a expressão facial eu posso alterar minha expressão facial de diferentes formas a minha postura corporal as
os movimentos de cabeça não é eu tô falando eu tô enfatizando com meneios de cabeça o contato físico a distância a proximidade são todos aspectos muito muito importantes para a gente comunicar aquilo que realmente a gente quer Eh comunicar aqui é um detalhe muito importante eh É sempre bom lembrar isso eu gosto de lembrar isso porque de alguma maneira eh os gestos são formas mais simples de desempenhar e facilmente identificáveis né Eh Hum mas tem um detalhe Às vezes a pessoa está discordando do outro mas ela tá fazendo isso ela tá ouvindo e ela de
alguma maneira Talvez queira simplesmente sinalizar que ela tá prestando atenção mas o outro pode estar lendo como concordância se a gente não tiver atenção para os nossos sinais corporais nós podemos estar passando mensagens contraditórias ou mensagens diferentes daquelas que a gente gostaria de comunicar eu já vi casos por exemplo de pessoas que querem falar alguma coisa séria mas que elas falam rindo o tempo todo então isso reduz a seriedade daquela comunicação você percebe Então como como pode ser um problema quando você não tem a cência da sua comunicação corporal e a regulação dessa dessa dessa
dessa forma ou desses componentes da comunicação corporal e aí eu pergunto com seus clientes você tem observado Como é que é você tem observado quanto eles regulam a comunicação corporal a comunicação para linguística também nesse momento falando da comunicação corporal e veja que eles podem em algum momento Tá incentivando uma crítica quando eles estão apenas esperando a pessoa terminar de falar para daí se defender Mas isso faz toda a diferença eles precisam aprender que se ele tá ouvindo uma crítica da qual ele discorda ele tem que expressar essa discordância não exagerada mas de alguma maneira
Ou pelo menos não expressar nada até que possa responder bom e vamos para a expressão facial durante uma interação social o rosto é o principal instrumento de comunicação de Emoções as posições da sombra sobrancelhas as expressões dos olhos o movimento dos olhos as mudanças de posição da boca tudo isso são formas de expressão de emoções e Aqui nós temos algumas expressões que são muito características ao sentirmos vergonha raiva tristeza alegria esses sentimentos eles aparecem e através da nossa Face através da palidez do rubor do choro do sorriso ou desses movimentos de sobrancelha e de olhos
que são sinais percebidos e interpretados nas interações sociais ekman foi um dos autores importantes a identificar os padrões transculturais de expressão de Emoções Ele identificou essas seis aí alegria tristeza raiva surpresa nojo e medo como aquelas expressões que são reconhecidas em todas as culturas Elas podem até variar um pouquinho de uma cultura para outra mas em cada cultura as pessoas reconhecem exatamente essas emoções nas outras pessoas eh que convivem com elas brasileiros americanos japoneses nativos da Nova Guiné eles manifestam as emoções básicas de um com expressões muito parecidas Mas é claro que as regras de
exibição determinam quando como e com relação a quem uma determinada expressão emocional deve ser exibida e isso pode variar de Cultura para cultura quem diz isso é a professora emota que trabalhou bastante com essas questões de eh aspectos transculturais de expressão emocional e com a expressão emocional eh de um modo geral e e aqui gente vamos lá vamos fazer um exercício o que você tá decodificando nessa cena você consegue identificar as decodificar as emoções que estão acontecendo o que que tá acontecendo Então veja a expressão de Emoções ela permite a gente fazer uma leitura do
ambiente uma leitura do que está ocorrendo a partir da expressão de emoções eu vou deixar para vocês pensarem o que tá ocorrendo aqui se você chegasse numa situação dessa e viste algumas pessoas de frente Será que você não faria assim também para olhar o que que será que tá acontecendo meu Deus o que ocorreu aqui tá certo vamos à próxima e aqui que será que tá acontecendo nós vemos pessoas aqui com diferentes expressões emocionais será que você consegue identificar essa expressão Acho que sim né E essa e esse que tá fazendo assim o que será
que ele tá fazendo Então veja como a expressividade emocional nos ajuda a fazer uma boa leitura do ambiente expressividade de gestos expressividade facial importantíssimas e quando nós E aí nós temos temos que ter duas duas habilidades importantes uma é expressar tudo isso e a outra é decodificar como eu tô pedindo para vocês Tá certo então vamos lá vamos ver essa daqui vou pedir para vocês decodificar que vocês acham que pode est acontecendo agora nós estamos vendo uma pessoa assim que será será que ela Tá assustada Será que ela tá é pensativa Será que ela ela
tá tentando resolver algum problema hum Pense um pouquinho antes de eu passar pro próximo slide e vamos pensar na importância do contexto para a decodificação desses componentes desses componentes corporais todos vamos lá olha veja só agora sim agora você tem o contexto e esse contexto te permite entender melhor a expressividade do rapaz ali quando ele tava olhando né ele tava assustado com seu peso É verdade tava espantado Opa parece que eu engordei e veja que quando nós estamos falando de comunicação corporal e paralinguística nós estamos falando de duas habilidades A primeira é a decodificação da
dos componentes corporais e paralinguísticos e isso significa uma boa leitura do ambiente social do da expressividade das outras pessoas e a outra segunda habilidade é a de codificar ou seja de expressar a sua comunicação corporal e paralinguística sua expressão facial gestual enfim toda a sua expressividade contato visual puxa contato visual é extremamente importante e a sua ausência ou desvios de olhar podem sinalizar medo timidez culpa e até transtornos como autismo que muitas vezes tem a dificuldade de contato visual a forma do Olhar também pode dizer muito sobre os interlocutores e o conteúdo da comunicação pode
expressar interesse pode expressar ameaça aborrecimento enfado enfim reprovação ternura sentimentos de admiração respeito ou desprezo superioridade sua submissão veja que nessas fotos O que você consegue identificar olha aqui ó nós estamos vendo essa de algumas dessas coisas que eu falei nessas fotos veja quais você consegue identificar agora um outro teste para você Observe bem esta figura e agora esta figura Observe bem se você tivesse que dizer que uma é mais Atrativa do que a outra você colocaria a mais Atrativa a primeira ou a segunda das que eu mostrei Observe bem e tente responder essa pergunta
bem e qual a diferença entre essas duas pessoas agora Observe bem o tamanho da pupila ela não é consciente e ela é decoada também De forma inconsciente a dilatação da pupila revela em geral desejo sexual e outros sinais de satisfação e interesse e instiga a dilatação da pupila do outro você sabia disso e olha Esta é uma questão olha aqui agora ficou mais claro ainda nesse desenho você está percebendo a diferença entre as duas pupilas a propaganda explora isso ela pode ela pode colocar uma figura como esta perto de um carro para vender um carro
e a propaganda tem explorado esse tipo de coisa perto de um outro objeto valioso para gerar e a tendência das pessoas é olhar para pupilas dilatadas olhar com maior interesse olhar com maior atenção é por isso que a propaganda explora e explora de uma forma Claro comercial mas no nas relações eh afetivos sexuais também a observação da dilatação pupilar é um excelente indicador para você perceber se o outro está interessado em você ou não E olhe não esquece que você também tá transmitindo esses sinais ok bem então o contato visual e a dilatação Pilar fazem
parte desses componentes dessa expressividade eh corporal ai a função dos gestos são muitas as funções do gesto nós colocamos quatro aí são estudos que foram feitos inclusive por pelo mas antes dá uma olhadinha nessa figura Será que a gente precisa de palavras para decodificar quem é quem aqui e o que tá acontecendo Vou sugerir para você parar observar e anotar tudo que você decodificou aqui uma habilidade importante essa de decodificar a fazer uma leitura da situação uma leitura do ambiente Então vamos lá o que seriam gestos emblemáticos são aqueles gestos cuja simbologia é compreensão restrita
a um grupo ou comunidade onde ele tá onde ele está sendo utilizado alguns substituí a fala por exemplo V de Vitória ou boa sorte né ou ainda Ok ou ou Veja tudo isso substitui a fala a linguagem de sinais por exemplo a Libras é um exemplo de comunicação não verbal emblemática principalmente utilizando é claro as mãos eu não sei libras tá não não consigo ainda é uma um déficit na minha vida porque já começa a fazer diferença e eu começo a achar que deveria bem Vamos aos gestos adaptadores são aquelas manipulações do próprio corpo que
visam de alguma maneira controlar manejar as as emoções ou satisfazer necessidades durante os encontros sociais olha alguns exemplos eh tamborilar com os dedos sobre a mesa você tá meio aflito né esperando você acaba tamborilando ou bater as mãos no joelho né ou fechar os olhos ou apertar os lábios ou se aproximar mais ou se afastar do interlocutor ou se coçar né ou levar as mãos seguidamente à boca morder os lábios todos esses gestos nós chamamos de adaptadores porque eles expressam de alguma maneira o estado emocional da pessoa e aí nós temos os reguladores que seriam
gestos reguladores vamos lá são aqueles gestos que indicam para o nosso interlocutor o que ele deve fazer no momento por exemplo a gente pode fazer assim para dizer fala mais baixo ou a gente pode fazer vai rápido vamos lá ou a gente pode eh interromper-se para aceder a vez do outro ah ou até vai vai fala assim fazer um gesto que indica que é a vez do outro falar ou pedir a vez para falar ou pedir tempo São todos gestos que regulam o fluxo da interação e ainda nós teríamos os gestos ilustradores são exemplos por
exemplo de eu pesquei um peixe deste tamanho Tá certo ou de movimento vem vem vem vem mais rápido né Eu tô ilustrando o que eu tô falando tô falando alguma coisa e tô ilustrando ou ainda eh fala mais alto né fala mais baixo eu tô eh veja Eh agora não é só regulador porque agora ele tá ilustrando um pedaço da minha fala Ficou claro isso É bem interessante porque esses diferentes tipos de gestos eles podem se a pessoa tem dificuldade ela vai ter uma fala eh menos viva menos eh receptiva pelo outro bom nós vamos
fazer uma live somente sobre posturas Vocês já estão olhando aí Alguma algumas posturas e nós podemos somente olhando essa disposição das pessoas eh inferir fazer alguma alguma hipótese a respeito de quem está se aproximando do outro de quem está com algum tipo de reação emocional não é mesmo então nós vamos falar um pouquinho mais sobre isso na nossa Live apresentando alguns tipos de posturas é claro que tudo isso exige também olhar o contexto Porque não basta eh olhar apenas para uma pessoa veja aqui tem que ser o conjunto para você ter uma ideia melhor e
vamos também falar sobre as a uma área muito interessante chamada prê é uma área que estuda a questão da proximidade e afastamento nas interações sociais a premica estabeleceu Eh esses níveis de proximidade o primeiro é aquela distância íntima que nós temos em relação aos nossos familiares marido namorada esposa filhos e o que significa essa distância mínima vai de zero a meio m e nessa distância nós temos um contato maior um contato físico qualquer movimento da mão toca o outro toca o tronco toca a cabeça né as mãos então servem de veículo para ampliar ainda mais
essa intimidade é uma distância em que nós podemos sentir odores e calores mútuos enfim a distância chamada íntima bom o segundo eh o segundo tipo de distância é aquela distância que nós chamamos pessoal ela é próxima mas não tanto ela vai de meio met a 1,20 m e nós já não estamos mais ao alcance da mão é a distância que nós mantemos com alguns tipos de amigos e com conhecidos mais próximos ela não ocorre transmissão de calores e odores nós conseguimos observar um a outro o tom de voz é um tom baixo mas é audível
e Claro pode haver um contato físico ocasional Então essa é uma distância chamada Pessoal vocês estão vendo aqui no desenho uma ilustração disso E aí nós temos são quatro distâncias né a terceira é a social consultiva que é assim chamada pela prossemica mais de 1,20 m a 2,70 aqui não há contato físico mas há contato visual e a voz se apresenta ainda em tom normal mas não dá mais para observar detalhes do comportamento da outra pessoa essa distância geralmente está associada à ação profissional de consulta onde os interlocutores geralmente estão eh separados por uma mesa
ou por balcões e ainda mais distante seria a distância pública de 2,70 m para frente aqui o contato visual entre os interlocutores é mínimo a voz é mais alta embora não há plenos pulmões geralmente ou em alguns momentos até pode né dependendo da distância e é geralmente mais formal e aí os detalhes sutis de olhos de pele Já não são mais visíveis são as distâncias típicas de conferências e outras apresentações públicas bom E aqui nós vamos ter eh duas ilustrações para mostrar que quanto mais próximos do rosto né os nossos componentes corporais paralinguísticos eles são
mais controláveis eles são mais conscientes então Eu sorrio e eu tô consciente de que eu tô sorrindo eh eu elevo a minha sobrancelha eu percebo isso mas é claro que existem também sinais que nós chamamos de microexpressões faciais das quais nós não estamos conscientes e na nossa aula ao vivo me lembre porque eu vou fazer uma um relato de um experimento muitíssimo interessante com enfermeiras a respeito disso além é claro de vocês já provavelmente já terem assistido Light me e outros eh eh e outros filmes que tratam dessa questão da comunicação aí eh por microexpressões
e quanto mais distantes do rosto são menos conscientes e por isso são ditos que são indicadores mais confiáveis de Emoções nós não temos muito controle sobre como nós reagimos por exemplo eh nós estamos aparentemente calmos tentando manter a calma mas nós podemos estar batucando o pé né ou mexendo nervosamente o nosso pé ou tamborilando as pontas dos dedos Então são esses sinais que nós podemos eh mostrar muitas vezes e que ilustram e que e que revelam as nosso estado emocional são os que estão mais distantes do corpo ok e vamos às funções da comunicação corporal
e paralinguística é muito importante saber sobre as funções da comunicação corporal paralinguística porque a falha dessas funções a falha nessas funções pode ser um indicativo de problemas e transtornos psicológicos sabia a primeira função é a de substituir a fala um exemplo muito comum é quando uma pessoa num grupo assim lá dá uma piscadinha pro outro olha de meio de de lado assim como que tentando eh dizer você tá de acordo concorda comigo ou então propondo uma certa complicidade então vejam bem aqui o conjunto dessas funções eu falei em substituir a fala mas nós podemos falar
também em regular a comunicação quando nós fazemos pausas ou alterações na fala indicando que o a vez do outro falar ou quando nós usamos as mãos para evitar interrupções Então veja também nós podemos falar de apoio ou ênfase paraa fala e nós podemos também usar os gestos para indicar alguma outra coisa um complemento da Fala posso dizer essa pessoa aí ó tô dizendo tô completando dizendo que é uma pessoa que pensa que é inteligente etc nós podemos também usar a comunicação corporal linguística como para contradizer o que a gente tá falando que é um exemplo
bem típico eu S fui professora durante muito tempo ó nosso salário Hum tá ótimo É claro que você não tá ouvindo o ótimo você tá ouvindo o gesto ele tá contradizendo mas ele tem muito mais força do que aquilo que eu tô dizendo concorda então ter clareza sobre esse uso funcional sobre as funções da comunicação corporal paralinguística ajuda-nos a perceber melhor os transtornos de fala as repetições a os vacilos os silêncios os chavões os chavões por exemplo é muito comum a pessoa e começa a falar e ela né é sabe eh tipo assim essas expressões
repetitivas ou a prolixidade ou o detalhismo esses chavões todos isso atrapalha a comunicação perturba a comunicação e pode até ser sintoma de algum transtorno é muito importante resolver isso e aqui nós vamos ver quais seriam Então essas possibilidades muitas alterações de comunicação corporal e paralinguística pode estar tipicamente associadas a transtornos e problemas psicológicos desde a depressão a depressão tem todo um quadro de comunicação corporal e paralinguístico muito característico Você já viu uma pessoa deprimida Você já percebeu esses sinais a ansiedade social quando a pessoa tá diante de uma situação de interação a fobia todo aquele
afastamento aquela fuga aquele medo o transtorno do espectro autista a agressividade a timidez a esquizofrenia a gagueira São todos eh transtornos psicológicos onde a comunicação corporal e paralinguística está bastante comprometida a ansiedade ela também ela cria Muitas dificuldades a dificuldade de olher o assunto às vezes eu tô atropelando as os temas que eu quero falar a dosagem do tempo de fala ou eu falo muito rápido ou eu pulo trechos que eu devia falar ou a minha fluência tá atrapalhada eu começo a me atrapalhar a a tropeçar nas palavras a minha forma de expressar opinião enfim
todos esses aspectos podem ser bastante afetados pela ansiedade pode ser podem ser indicadores de ansiedade em situações mais difíceis uma pessoa nós podemos falar muito rápido ou excessivamente devagar por conta da dificuldade da situação ou alterar a voz para mais alto ou mais baixo ou gesticular demais ou gesticular de menos essas esses também são sintomas de eh componentes emocionais na nossa comunicação e São sintomas que algumas vezes atrapalham a comunica então uma coisa bastante importante a ser desenvolvida no caso da comunicação corporal e paralinguístico e paralinguística é o que nós chamamos de automonitoria dos componentes
corporais e paralinguísticos a automonitoria nós vamos ter uma aula especificamente sobre ela e não é só sobre o que falamos mas também sobre como falamos e nós temos que regular essa regulação emocional inclui a a autogestão dos nossos componentes eh corporais e paralinguísticos e nós vamos ver um pouco mais sobre isso bem aqui só para dar um exemplo o transtorno do espectro autista as pessoas com esse transtorno em geral tem alguns sinais muito característicos de comunicação corporal e paralinguística e eh por isso que também nesse caso é importante eh ajudar essas pessoas A melhorarem a
qualidade da sua comunicação porque isso vai contribuir paraa qualidade de vida mas é claro é um desafio é complicado porque inclusive alguns sintomas eh como nós vamos ver aqui são exatamente esses aspectos Então quais são esses sintomas usualmente referidos ou a evitação do contato visual a dificuldade de olhar para outra pessoa enquanto fala isto pode ser desenvolvido gente isso pode ser melhorado os movimentos repetitivos de mãos que a gente chama de Flap né ou de de de girar objetos de manipular objetos ou Auto agressão também é um tipo de aut é um tipo de autom
manipulação mais exagerada ou o balanço do tronco então algumas pessoas eu já atendi uma pessoa que tinha esse esses movimentos essas características os aspectos paralinguísticos também ou a fala estereotipada ia eh reverberante a os o Às vezes o choro o sorriso que parece que vir do nada porque será que aconteceu ou o timbre o ritmo entonação um pouco anormais para o que a gente inspiraria em determinadas situações ou o silêncio mutismo ou a ecolalia aquela repetição de fala enfim esses aspectos todos podem estar comprometidos no caso específico de autismo ou de transtorno do espectro autio
e podem ser objeto de intervenção eh daquelas pessoas que trabalham no sentido Educacional terapêutico com indivíduos do espectro mas aqui nós também queremos chamar a atenção que seja no atendimento educacional seja no atendimento terapêutico a base é a observação isso vale para qualquer coisa não é só para comunicação corporal e para linguística é para qualquer penho interpessoal nosso e dos outros nós temos que desenvolver cada vez mais as nossas habilidades de observação de auto observação e observação do outro para para melhorarmos de fato para caminharmos aí no aprimoramento da nossa competência social e habilidades sociais
então também é uma habilidade fundamental para o psicólogo ou para o facilitador ou para qualquer profissional que trabalhe com com pessoas aqui Vejam só olha só no caso da comunicação corporal e paralinguística a gente dá essas cinco dicas como muito importantes primeiro tentar identificar a função dos componentes corporais e paralinguísticos que estão eh normais ou que não estão normais né no caso seja para avaliação seja para a intervenção sempre dar importância ao contexto não é porque uma pessoa olhou para cima olhar olhou pro lado que ela tá eh expressando alguma coisa você tem que olhar
o contexto nós já demos exemplo nessa aula eh avaliar a coerência incoerência com o conteúdo você tem que olhar para o conteúdo e para aquilo que acompanha o conteúdo que são esses componentes corporais e paralinguística v o quanto eles estão em consonância em uma contradição intencional ou não intencional veja nós já falamos também sobre isso estabelecer índices de medida é importante descobrir uma forma de medir isso ou seja seja a frequência seja a intensidade seja o momento em que aparece seja o interlocutor com quem enfim essas características todas é que vão dar o norte para
intervenções bem-sucedidas para o que você pode fazer para melhorar a comunicação corporal e para linguística ah e o último item identificar outras respostas associadas à comunicação corporal e paralinguística por exemplo no caso do autismo é claro que a gente vai olhar o conjunto dos sintomas porque existem critérios diagnósticos para dizer que esses essas características do da comunicação corporal e paralinguística são típicas ou não são típicas desse quadro enfim nós podemos fechar aqui que para aperfeiçoar a comunicação corporal e paralinguística é importante ver Estar atento observar tanto o nosso próprio desempenho como a reação dos demais
essa é essa prática que vai nos permitir regular ajustar os componentes corporais e paralinguísticos as diferentes situações interpessoais que vivemos e também regular esses componentes ao longo de uma interação nós temos eh elementos inconscientes da comunicação corporal e paralinguístico como eu já disse Alguns são menos conscientes outros são mais controláveis mas até mesmo esses menos conscientes nós podemos trazer para a consciência para a análise para a a para um desempenho intencional e também para percebermos o quanto eles são importantes para o nosso desenvolvimento pessoal interpessoal e também dos nossos clientes essa esse trecho do Fernando
pessoa é muito lindo eu fico com vocês o essencial é saber ver saber ver sem estar a pensar saber ver quando se vê e nem pensar quando se vê mas isso triste de nós que trazemos a alma vestida isso exige um estudo profundo uma aprendizagem de desaprender muitas vezes nós temos que desaprender os componentes corporais paralinguísticos que nós automatizamos para realmente melhorar também nesse aspecto e a minha pergunta aqui embaixo como você avalia a sua comunicação corporal e paralinguística e como você avalia dos seus clientes me deixa saber aqui eu gostaria