[Música] medo insegurança a fraqueza dúvidas e incertezas sobre o presente eo futuro todos esses sentimentos fazem parte do íntimo de quem é vítima de violência doméstica um tipo de crime complexo que envolve pessoas próximas relacionamentos familiares e vínculos afetivos no entanto como perceber que aquela pessoa que mora junto com você é violenta que pode ameaçar o seu direito de existir hoje vamos falar sobre os sinais de um relacionamento violento e quais os caminhos para romper com esse ciclo [Música] para entender quais são os comportamentos que devem deixar qualquer mulher em estado de atenção eu conversei
com a promotora de justiça do ministério público de são paulo fábio laço caças existem várias manifestações de um relacionamento abusivo conjugal a mais perversa é a violência psicológica que se manifesta através da diminuição da autoestima da mulher e das suas bases de sustentação como trabalho família e amigos mas também outras manifestações mais explícitas como violências físicas como violência moral como mesmo à violência patrimonial à violência sexual o fato é que um relacionamento abusivo não se inicia de um dia para o outro ele vem travestido dessas formas muitas vezes vistas como um ciúme apenas mas ele
se desenvolve se intensifica a ponto de a mulher se quer entender que ali ela está num relacionamento abusivo e violento é possível reconhecer um certo padrão no ciclo de violência imposto pelo agressor ele é dividido em três fases que se desenrolam de forma progressiva e repetitiva a primeira é a fase da evolução da tensão é marcada por um comportamento de ameaça com agressões verbais e com pressões psicológicas a segunda é a dos atos explosivos é quando o descontrole e as agressões acontecem a terceira é a fase da lua de mel nela o agressor costuma demonstrar
arrependimento e pedir desculpas à vítima ele tentar retomar o relacionamento dizendo que será uma nova pessoa também é importante pontuar que esse tipo de violência não tem classe social afeta todas as mulheres em maior ou menor grau mulheres adultas e idosas crianças e mulheres trans x e de qualquer orientação sexual é o caso da taís devedor que eu vou conhecer agora ela foi vítima de violência doméstica na infância e esse fato foi apenas o início de um ciclo que ainda não teve fim [Música] essa minha tia ela é extremamente a homofobia e eu era uma
pessoa muito delicada ninguém nunca me proibiu de ser como eu era do setor para os padrões da época eu tô falando assim de anos sessenta do século 20 era é impossível uma pessoa um rapaz delicado com trejeitos feminina qualquer coisa de gente também a mente era extremamente uma foto com um discurso amoroso isso você não tem noção do quão violento é isso porque eu estava ali separada dos meus irmãos né então a lei era estava sendo colocada há quem dê tudo que te dá dignidade que está respeito é e que esse discurso que eu faço
é a corda já sou uma pessoa madura esclarecida mas a menina da minha eu posso dizer infância no dia entendimento dessas coisas nem uma pessoa que era é minha tia que era irmã da minha mãe então e como foi o exterior depois se ali no meu seio familiar estava sendo violentada como fui lá fora depois e aí fiquei muito envergonhada a idéia de cara a minha família de novo com essa com esse meu eu que tinha me apresentado né e aí eu saí de casa fugir larga escola de tudo fui pra vida quando a lei
maria da penha fala que toda mulher merece viver sem violência nós queremos dizer toda mulher mesmo independentemente da sua idade independentemente da sua raça independentemente de sua orientação sexual mesmo que ela seja uma mulher trans então nós temos aí uma série de mulheres que acumulam vulnerabilidades e que esse acúmulo de vulnerabilidades deve pautar qualquer instrumento de prevenção de assistência de proteção dessas mulheres eu nem falei com minha família e eu falei pelo telefone é bem tudo esse retorno eu fiquei chorando a seus 15 dias eu envelheci porque até então eu estava bem jovem estava segurando
a a minha juventude uma amiga me falam nossa como você envelheceu eu acho que eu estava esperando pra vc e se disse tranqüilo feliz com meus cabelos brancos que eu adoro porque eu sou e buscar ajuda é importante que se diga não é apenas aquele caráter policialesco um primeiro sinal buscar um boletim de ocorrência porque às vezes a ajuda ela está no primeiro passo que é o que falar sobre a situação de violência praticado inclusive compreender quais são os mecanismos que se tem a ganhar aquela auto estima é pra sair daquele lugar de adoecimento encontrar
forças para superar essa situação a delegacia de defesa da mulher é um dos caminhos para quem quer registrar uma denúncia oferece atendimento especializado para vítimas de violência doméstica com foco no acolhimento o problema é que segundo o último levantamento do ibge é 91,7 por cento dos municípios brasileiros não contam com esse tipo de instrumento aí o caminho passa a ser a delegacia tradicional que também está apta a fazer esse tipo de registro a medida protetiva nem fala medida protetiva de urgência por isso que ela tem essa característica é um instrumento de socorro para situações e
que estão sob risco iminente de um agravamento da queda a condição de violência ela se destinam à proteção da mulher e não só com a mulher porque as medidas protetivas elas podem ser estendidas para outras pessoas elas podem ser estendidas para testemunhas elas podem ser estendidas para familiares da vítima que caso elas sejam descumpridos o juiz pode ou a juíza podem determinar a prisão do agressor essa também foi uma das uma das conquistas trazidas pela lei maria da penha outras instituições também desenvolvem projetos relevantes com foco na prevenção no acolhimento na recuperação de vítimas de
violência doméstica o ministério público de são paulo é uma delas em parceria com os serviços municipais de saúde por exemplo criou uma ação de prevenção à violência a partir da difusão de informações sobre as relações de gênero a lei maria da penha ea rede de apoio disponível eu queria dizer que os agentes de saúde elas estão um lugar estratégico para o atendimento dessas mulheres primeiro porque elas são a maior parte formada por mulheres segundo porque elas fazem visitas regulares periódicas na residência dessas mulheres elas visitam todos os meses cerca de 200 a 250 residências elas
criam vínculos elas fazem essas visitas de forma a que as mulheres possam quebrar o silêncio é que a depender do momento do ciclo da violência que elas venham a fazer essas visitas a essas mulheres estejam ali sejam encorajados a buscar a rede de apoio e assim conseguir romper esse ciclo de violência lembrando que elas também não devem estar sozinhos nesse processo porque existe toda uma equipe de médicos enfermeiros que devem dar suporte para os agentes de saúde quando as mulheres que sofrem violência vêm procurar a unidade básica de saúde pra buscar o atendimento o ligue
180 também é uma opção para quem quer romper com o ciclo de violência o canal funciona 24 horas por dia durante toda a semana ea ligação é de graça em 2018 o canal recebeu 92 mil seiscentos e sessenta e três denúncias de violações contra mulheres já nos primeiros seis meses de 2009 foram 46 1510 denúncia um aumento de 10,93 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior como vimos ao longo da reportagem a violência doméstica é um problema que deve ser trabalhado em todas as esferas inclusive na pública munido da sociedade de informações
para gerar mudanças mudanças para que histórias como a de thaise de muitas outras mulheres não voltem a se repetir eu fico me perguntando sato escuto muito essa pergunta nenhum sintoma e pergunta qual foi a violência que eu não vivi eu não sofri eu acho que a gente vai fazer um estudo sobre isso com a violência que eu não sou e não sofri rejeitado filho penteado agredido e insultado muito macho ou secagem muito mais próxima que você cante e então natural que às vezes até eu deixo passar batido a população brasileira está longe de entender e
praticar uma coisa que é muito importante respeito às pessoas fica muita vontade muita inconsciência até os seus desrespeito ao outro e quando essa pessoa diferente é muito mais alentado desrespeitada é toda vez que você não se cala toda vez que você denunciar você vai estar dizendo não à violência e nós precisávamos falar o tempo toda essa violência que é a nossa realidade até elas disfarçam e essa a violência na construção nossa e não violência será também uma construção nossa no próximo capítulo vou viajar em direção à roraima um dos estados considerados mais violentos para as
mulheres no brasil até lá [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música]